28 de jul de 2010

A Supernova de Tycho de 1572

supernova de Tycho
A supernova de Tycho, o círculo vermelho visível no canto superior esquerdo da imagem aqui reproduzida é a SN 1572 e é na verdade a parte remanescente de uma explosão estelar nomeada em homenagem ao astrônomo Tycho Brahe, embora ele não tenha sido a única pessoa a observar e registrar a supernova. Quando a supernova apareceu pela primeira vez em Novembro de 1572, ela era tão brilhante quanto Vênus e podia ser vista até mesmo de dia. Nos dois anos seguintes, a supernova foi se apagando até que não podia mais ser vista a olho nu. Nos anos de 1950, os remanescentes da supernova podiam ser vistos novamente com a ajuda de telescópios. Quando a estrela explodiu, ela enviou uma onda de de material que a envolvia esculpindo assim o gás e a poeira interestelar a medida que a onda avançava, como se fosse um trator arando a terra. A onda de choque em expansão viajou até as imediações e refletiu retornando outra onda de choque que chegou nas partes remanescentes da estrela. Observações prévias do Telescópio Espacial Spitzer da NASA indicam que a natureza da luz que o instrumento WISE observa da remanescente da supernova é a emissão de poeira aquecida pela onda de choque. A direita da supernova está a nebulosa de formação de estrelas de gás e poeira denominada S175. Essa nuvem de material está localizada a 3500 anos-luz de distância da Terra e tem 35 anos-luz de comprimento. Ela é aquecida pela radiação das estrelas jovens e quentes localizadas no seu interior, a poeira dentro da nuvem também irradia no infravermelho.

ESO divulga imagens de estrela brilhante WR 22

                                              A estrela WR 22 ao centro se destaca na nebulosa Carina. Crédito: ESO

Uma nova imagem espetacular capturada pelo dispositivo Wide Field Imager do ESO, instalado no Observatório de La Silla, Chile, exibe detalhes de uma estrela brilhante, violenta e incomum, a WR 22, bem como a sua belíssima vizinhança. A WR 22 é uma estrela muito quente que se encontra a expulsar suas camadas externas para o espaço a uma taxa dezenas de milhões de vezes mais violenta que o nosso Sol produz através do vento solar.

Esta estrela reside na região exterior da Nebulosa Carina, onde nasceu. As estrelas de grande massa vivem depressa e morrem rapidamente em supernovas espetaculares. Antes disto, ao final de sua vida, estes faróis estelares emitem uma radiação tão intensa que ejetam sua atmosfera para o espaço milhões de vezes mais rápido que as estrelas relativamente calmas, como é o caso do nosso Sol. Estas estrelas terminais raras, muito quentes e de grande massa são conhecidas como estrelas Wolf-Rayet, nomeadas pelos dois astrônomos franceses que primeiro as identificaram em meados do século XIX.

Uma das estrelas de Wolf-Rayet de maior massa já observada é a WR 22. Esta estrela aparece no centro da imagem acima que foi composta por diversas outras construídas com os filtros vermelho, verde e azul do instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla, Chile. WR 22 faz parte de um sistema binário e a sua massa foi estimada em pelo menos 70 vezes a massa do Sol. WR 22 situa-se na constelação austral de Carina, a quilha do navio Argo de Jason, na mitologia grega.

Embora a estrela esteja a mais de 5.000 anos-luz de distância da Terra, é tão brilhante que pode ser observada a olho nu, se dispusermos de boas condições de observação. WR 22 é uma das estrelas excepcionalmente brilhantes associadas à esfuziante Nebulosa de Carina (também conhecida como NGC 3372) e a zona exterior desta imensa região de formação estelar situada no sul da Via Láctea forma o pano de fundo multicor desta imagem.

As cores sutis da rica tapeçaria de fundo são o resultado das interações entre a intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes de grande massa, incluindo a WR 22, e as vastas nuvens de gás, essencialmente hidrogênio, a partir das quais as estrelas se formaram. A zona central deste enorme complexo de gás e poeira situa-se no lado esquerdo da imagem e pode ser visto na imagem eso1031b. Esta zona inclui a estrela Eta Carinae que foi abordada em artigo anterior do ESO em 2009 (eso0905).
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