29 de jul de 2010

Os Olhos do Aglomerado de Virgem

O Aglomerado de Galáxias de Virgem localiza-se em uma corrente de galáxias conhecida como Cadeia de Markarian a aproximadamente 50 milhões de anos-luz de distância da Terra. Proeminentes na Cadeia de Markarian são essas duas galáxias que estão interagindo nessa imagem, chamadas de NGC 4438 (a esquerda) e a NGC 4435, também conhecidas como Os Olhos. Nessa impressionante imagem de campo profundo do universo também se inclui muitas outras galáxias distantes como pano de fundo. Essas duas galáxias parecem estar separadas por uma distância de 100000 anos-luz nessa imagem de detalhe, mas acredita-se que num passado cósmico a distância entre elas foi somente de 16000 anos-luz. Forças gravitacionais resultantes desse encontro têm retirado estrelas, gás e poeira. A NGC 4438, a galáxia mais massiva tem gerenciado a captura desse material após a colisão, enquanto que o material da menor, a NGC 4435 facilmente se perdeu nas profundezas do universo.

Carl Sagan

Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.
Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de Câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).
Obra
Com sua formação multidisciplinar, Sagan foi o autor de obras como Cosmos (que foi transformado em uma premiada série de televisão), Os Dragões do Éden (pelo qual Carl Sagan recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Como Uma Vela No Escuro.
Escreveu ainda o romance de ficção científica Contato, obra que foi inclusive levada para as telas de cinema, posterior a sua morte. A última obra do autor, Bilhões e Bilhões, foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por Sagan enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan Variedades da experiência Científica - Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural. Isaac Asimov descreveu Sagan como uma das duas pessoas que ele já encontrou cujo intelecto ultrapassa a dele próprio. O outro, disse ele, foi o cientista de computadores e perito em inteligência artificial Marvin Minsky.
Foi professor de astronomia e ciências espaciais na Cornell University e professor visitante no Laboratório de Propulsão a Jato do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Criou a Sociedade Planetária e promoveu o SETI.

Trabalho Científico

Sagan e o modelo Viking enviado a Marte.
Sagan e o modelo Viking enviado a Marte.Carl Sagan teve um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Foi consultor e conselheiro da NASA desde os anos 1950, trabalhou com os astronautas do Projeto Apollo antes de suas idas à Lua, e chefiou os projetos da Mariner e Viking, pioneiras na exploração do sistema solar que permitiram obter importantes informações sobre Vênus e Marte. Participou também das missões Voyager e da sonda Galileu. Foi decisivo na explicação do efeito estufa em Vênus e o descobrimento das altas temperaturas do planeta, na explicação das mudanças sazonais da atmosfera de Marte e na descoberta das moléculas orgânicas em Titã, satélite de Saturno.

Premiações

Recebeu diversos prêmios e homenagens de diversos centros de pesquisas e entidades ligadas à astronomia, inclusive o maior prêmio científico das Américas, o prêmio da Academia Nacional de Ciências (no caso, o Public Welfare Medal). Recebeu também 22 títulos honoris causa de universidades americanas, medalhas da NASA por Excepcionais Feitos Científicos, por Feitos no Programa Apollo e duas vezes a Distinção por Serviços Públicos. O Prêmio de Astronáutica Jonh F.Kennedy da Sociedade Astronáutica Norte-Americana. O Prêmio de Beneficência Pública por “distintas contribuições para o bem estar da humanidade”. Medalha Tsiolkovsky da Federação Cosmonáutica Soviética. O Prêmio Masursky da Sociedade Astronômica Norte-Americana. O prêmio Pulitzer de literatura, em 1978, por seu livro Os Dragões do Éden e o prêmio Emmy, por sua série Cosmos. Em homenagem, o asteróide 2709 Sagan leva hoje seu nome.

Carl Sagan por Ann Druyan

No décimo aniversário do falecimento de Carl Sagan, esta nota foi publicada em seu site oficial:

É provável que, se você veio aqui para se juntar a mim em um ato de recordação neste décimo aniversário da morte de Carl, você já conheça bem as numerosas realizações científicas e culturais do homem. É provável que você saiba que ele desempenhou um papel principal na exploração de nosso sistema solar, que ele acrescentou algo a nosso conhecimento das atmosferas de Vênus, Marte e Terra, que ele abriu caminho a novos ramos de investigação científica, que ele atraiu mais pessoas ao empreendimento científico que talvez qualquer outro ser humano e que ele era um cidadão consciencioso tanto da Terra como do cosmo. Talvez você seja um de muitos que foi levemente empurrado a uma trajetória de vida diferente pela atração gravitacional de algo que ele disse ou escreveu ou sonhou. Em minha estimativa parcial, ele era uma figura histórica mundial que nos incentivou a deixar a espiritualidade geocêntrica, narcisista, “sobrenatural” de nossa infância e abraçar a vastidão — amadurecer ao tomar as revelações da revolução científica moderna de coração.
Créditos:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Novas descobertas supreendentes sobre o Sol

Rápida ficha técnica sobre o super astro que nos mantém vivos: está no centro do sistema que leva seu nome, seu diâmetro é de 1.392.000 km (quase 110 vezes maior que a Terra), sua massa é de 2 × 1030 quilos (cerca de 330 mil vezes mais pesado que o nosso planeta), a temperatura da superfície é de 5500 graus centígrados e a luz demora 8 minutos e 19 segundos para chegar de lá até aqui. Apesar de nem sempre termos esses números na ponta da língua, todos sabem que o Sol é muito grande, muito quente e muito distante daqui. Mas cientistas do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias ainda estão descobrindo novos fatos escondidos sob a fachada flamejante da nossa grande estrela. Um dos enigmas que ainda divide os cientistas diz respeito à composição do Sol. Até pouco tempo atrás, a ideia seguinte era quase uma unanimidade: no núcleo do Sol, átomos de Hidrogênio se fundem e formam cerca de 75% da massa, dando origem a elementos mais pesados, tais como Hélio, principalmente, mas também Carbono, Nitrogênio e Oxigênio, além de expelir energia para a superfície. Pesquisas recentes, no entanto, indicam que existe muito menos desses outros elementos do que se pensava. O fato de a composição química do Sol ser diferente daquela que os cientistas tiveram em mente até hoje pode ser um divisor de águas na Astronomia, porque muda o modo como se estudam as estrelas em geral.
A atmosfera solar está sendo minuciosamente estudada. Devido à quantidade de dados oriundos de diferentes centros de pesquisa, ainda vai levar um tempo para que a comunidade científica chegue a um consenso, afinal, sobre o quanto há de Hidrogênio e de ouros elementos na composição do Sol. Mas o fato é que o assunto está em evidência. No final da década de 1850, os cientistas descobriram que existem, nos raios solares, certas linhas escuras. Desde então, se sabe que essas linhas escuras representam a presença de determinados elementos na atmosfera Solar, já que absorvem a radiação que deveria chegar até nós. Assim, quanto maior for a faixa negra no raio de sol, maior a quantidade de tal elemento. O desafio, então, é saber de qual elemento se trata. Durante milhões de anos, a fusão do Hidrogênio no núcleo solar converte parte desse hidrogênio em hélio, e depois em elementos mais pesados, chamados pelos astrônomos de “metais”, embora alguns sejam gases, como Oxigênio e Nitrogênio. A porcentagem desses “metais” na composição total, que nos anos 90 foi concebida pelos cientistas como sendo de 2% do total do Sol, está sendo colocada em dúvida.

A partir de novos testes a partir dessas linhas escuras, os cientistas estão chegando à conclusão que a proporção dos “metais” é 40% menor do que se pensava. Assim, todos os elementos além de Hidrogênio e Hélio formam apenas 1,4% da composição solar. Pouco se conhece sobre a maneira como o Sol é formado. Os modelos anteriores dividem o Sol em camadas, assim como a Terra, em que é possível ver as divisões. Este modelo, no entanto, está sendo considerado muito simplório pela nova astronomia, que considera que há transferências constantes de massa e energia de camadas externas para as internas, e vice-versa. Isso torna essa divisão mais complexa, e dá origem a um modelo tridimensional do Sol. Outros indicadores estão sendo utilizados nos novos estudos. Um deles é o das ondas sonoras, que são emitidas graças a turbulências provocadas pelo Hélio. São espécies de “terremotos” na superfície solar, que também passam dados importantes aos astrônomos. O Sol passa a ser estudado com mais cuidado, mas ainda não se sabe exatamente o quanto do que for descoberto sobre ele também pode ser aplicado às demais estrelas da Via Láctea.
Fonte: http://www.hypescience.com/ 

Omega Centauri

                            Omega Centauri, um grande aglomerado globular na constelação de Centaurus.
Omega Centauri ou NGC 5139 é um aglomerado globular situado na constelação de Centaurus. Foi descoberto por Edmond Halley em 1677. Omega Centauri tinha sido incluído no catálogo de Ptolomeu 2000 anos atrás como uma estrela. Lacaille incluiu-a no seu catálogo como número I.5. O astrônomo inglês John William Herschel foi o primeiro a reconhecer como um aglomerado globular em 1830. Este aglomerado orbita nossa galáxia, a Via Láctea, sendo a maior e mais brilhante dos aglomerados globulares que a orbitam. É um dos poucos que pode ser visto a olho nu. Omega Centauri está a cerca de 15.800 anos-luz (4,85 kpc) da Terra e contém vários milhões de estrelas de População II.

As estrelas de seu centro são tão interligadas entre si que acreditava estarem apenas 0,1 anos luz umas das outras. Sua idade estimada é de cerca de 12 bilhões de anos. Apesar de não ser uma estrela na constelação, recebeu uma designação de Bayer, a ω. Uma característica que o distingue de outros aglomerados globulares em nossa galáxia que contém estrelas de diferentes gerações. Por isso, é especulado que Omega Centauri pode ser o núcleo remanescente de uma galáxia anã que foi satélite da nossa Via Láctea. Esta galáxia teria um tamanho centenas de vezes superior ao atual Omega Centauri e foi fragmentada e absorvida pela nossa galáxia. A química e a dinâmica de Omega Centauri são consistentes com essa hipótese.
Relatado em 1º de abril de 2008, a questão do Astrophysical Journal, astrônomos alegaram ter encontrado indícios de um buraco negro de massa intermediária no centro do Omega Centauri. As observações foram feitas com o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório Gemini, em Cerro Pachon, no Chile. O Advanced Camera for Surveys (ACS) do Hubble mostrou como as estrelas estão acumuladas até perto do centro de Omega Centauri, como pode ser visto no aumento gradual na luz das estrelas perto do centro. Medindo a velocidade das estrelas rodando perto do centro do aglomerado com o Observatório Gemini, os astrônomos descobriram que as estrelas mais próximas do núcleo estão se movendo mais rapidamente do que as estrelas mais distantes.

A medida implica que alguma matéria invisível está no centro puxando as estrelas perto dela. Comparando estes resultados com os modelos, os astrônomos determinaram que a causa mais provável é a atração gravitacional de um maciço, denso objeto. Eles também utilizaram modelos para calcular a massa do buraco negro. Como Mayall II, um aglomerado globular que orbita a galáxia de Andrômeda, Omega Centauri possui uma faixa de metalicidades e de idades estelares sugerindo que não foi formada de uma só vez (como é normal em aglomerados globulares). Muitas das estrelas que formam Omega Centauri fazem pensar que é o núcleo remanescente da antiga galáxia anã que foi capturada pela Via Láctea.
Fonte:Wikipédia

Mayall II

Mayall II (M31 G1) também conhecido como NGC-224-G1, SKHB 1, GSC 2788:2139, HBK 0-1 ou Aglomerado de Andrômeda é um aglomerado globular em M31, a Galáxia de Andrômeda. Está localizado a 170.000 anos-luz do centro da Galáxia de Andrômeda, é o mais brilhante (magnitude absoluta) aglomerado globular no Grupo Local, tendo uma magnitude aparente de 13.7. G1 é consideravelmente mais massvio que Omega Centauri. Apenas em sua distribuição de metalicidade, indicado nas gerações de estrelas mútiplas e longos períodos de criação estelar, é atualmente considerada um remanescente de uma galáxia anã consumida por Andrômeda. Mayall II nomeado com o nome de Nicholas U. Mayall, que descobriu juntamente com O. J. Eggen, em 1953.SKHB 1 está nomeado por Wallace L. W. Sargent, C.T. Kowal, F.D.A. Hartwick e Sidney van den Bergh. Foi nomeado também como G1 em 1977. HBK 0-1 foi nomeado por J.P. Huchra, J.P. Brodie, e S.M. Kent em 1991.
Uma imagem do Telescópio Hubble de Mayall I
Créditos:Wikipédia, a enciclopédia livre.
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