3 de ago de 2010

Lente gravitacional


A lente gravitacional é formada devido a uma distorção no espaço-tempo causada pela presença um corpo de grande massa entre uma estrela e um observador. As lentes gravitacionais foram previstas na teoria da relatividade geral de Albert Einstein antes de serem observadas pelos modernos telescópios.

Fenômeno do efeito lente gravitacional

Descrição
A força gravitacional exercida por um corpo de grande massa, como galáxias e buracos negros, distorcem o espaço-tempo fazendo com que a luz e outras partículas realizem um movimento curvilíneo na sua proximidade. Esse fenômeno ocorre porque os fótons, são desviados de sua rota retilínea pela distorção do tecido-espaço do objeto de grande massa, parecido com o efeito de refração da água. Diferentemente das lentes óticas, a maior distorção ocorre perto do centro da lente gravitacional e a menor distorção longe do centro. Como conseqüência as lentes gravitacionais não possuem um único ponto de foco. Quando o objeto observado está perfeitamente alinhado com o centro da lente gravitacional e o observador, o objeto forma um anel em torno do centro de massa da lente. Esse fenômeno foi mencionado em 1924 pelo físico Orest Danilovich Khvolson de Universidade de São Petersburgo e posteriormente quantificado por Albert Einstein em 1936.

Flexão da luz em torno de um objeto de grande massa a uma longa distância. As linhas brancas representam o caminho da luz de uma fonte distante até um observador na Terra. As linhas laranjas representam as posições aparentes do objeto por um observador.

Em 2008, o físico Petrus Soriedem evidencia o fato de que a observação de regiões tão distantes quanto 15 bilhões de anos-luz no universo possa dar uma referência de como era a visão de um possível Big-Bang.].É usualmente referenciado como Anel de Einstein pois Khvolson (Chwolson) não conseguiu formalizar o raio do anel. Graças a este efeito é possível a observação de objetos localizados a grande distância no espaço com surpreendente riqueza de detalhes, permitindo a descoberta de dois planetas fora do sistema solar.
Créditos:Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Telescópio Espacial Hubble

Crédito: NASA.
O Telescópio Espacial Hubble é o maior telescópio óptico em órbita terrestre. Possui um espelho com 2.4m de diâmetro, e o facto de estar acima da atmosfera, a cerca de 600 km de altitude, tem possibilitado a obtenção de imagens espectaculares, muitas delas com detalhes nunca antes observados. Lançado em 1990, o Hubble viu o seu sistema óptico ser reparado em 1993 por uma equipa do Space Shuttle especialmente treinada para o efeito. Desde então o Hubble tem realizado numerosas descobertas, tais como novas estimativas para a idade e a composição do Universo, novas galáxias, evidência da existência de buracos negros, novos sistemas proto-planetários e novas estrelas em formação. A NASA prevê lançar, por volta de 2007, o seguidor do Hubble, o Next Generation Space Telescope (NGST).

História do Hubble, desde a concepção
 
1946- Lyman Spitzer lança o conceito de um telescópio espacial em seu artigo "Vantagens Astronômicas de um Observatório Extra-Terrestre".
1969- Coordenador por Spitzer, o Comitê Ad Hoc do Grande Telescópio Espacial pede formalmente à NASA o desenvolvimento de um telescópio orbital, em um artigo chamado "Usos Científicos do Grande Telescópio Espacial."
1971- O recém-formado grupo Gestão Científica do Grande Telescópio Espacial, da NASA, estuda a viabilidade de um telescópio orbital.
1977- O Congresso norte-americano aprova o financiamento para a construção do telescópio espacial. A NASA contrata a empresa Perkin-Elmer para fabricar os sistemas ópticos. A Lockheed vence a licitação para fabricar o corpo do telescópio.
1981- A empresa Perkin-Elmer termina a construção do espelho do telescópio espacial. Contudo, a empresa comete um erro, que só seria detectado depois que o telescópio tinha sido lançado, que faz com que o espelho distorça as imagens.
1983- O telescópio espacial recebe oficialmente o nome de Hubble, em homenagem ao físico norte-americano Edwin P. Hubble.
1984- A empresa Perkin-Elmer termina a construção do sistema óptico do Telescópio Espacial Hubble - incluindo o defeito, ainda não detectado.
1985- A empresa Lockheed completa a montagem do Hubble.
1986- O lançamento do Telescópio Espacial Hubble é adiado devido ao acidente com o ônibus espacial Challenger.
1990 - 24 de Abril- O ônibus espacial Discovery coloca o Telescópio Espacial Hubble em órbita. Para decepção geral, as primeiras imagens saem totalmente borradas. Só então os cientistas descobrem que o espelho foi fabricado pela Perkin-Elmer com uma aberração esférica.
1993- Os astronautas do ônibus espacial Endeavour instalam lentes que corrigem o problema da aberração esférica. São instaladas as câmeras Wide Field e Planetary Camera 2. Os computadores do Hubble são atualizados e os painéis solares são substituídos por novos.
1994- O Hubble fotografa a colisão dos destroços do cometa Shoemaker-Levy 9 contra a atmosfera de Júpiter, em um dos feitos considerados entre os mais importantes da história da astronomia.
1997- Astronautas do ônibus espacial Discovery fazem a segunda manutenção do Hubble.
1998- As observações precisas da luminosidade de estrelas muito distantes confirmam que a expansão do universo está se acelerando.
1999- Astronautas do Discovery substituem os seis giroscópios responsáveis por manter o alinhamento do Hubble.
2002- Astronautas do Columbia substituem os painéis solares do Hubble e instalam a Advanced Camera for Surveys.
2009- Astronautas do Atlantis realizam a última missão de manutenção do Hubble, trocando seus principais componentes e praticamente tornando-o um novo telescópio, ainda mais poderoso.
Fontes:portaldoastronomo.org,
Inovação Tecnologica

Hubble Deep Field

O Hubble Deep Field (HDF) (em português pode ser traduzido como Campo Profundo Observável do Hubble) é uma vista de uma pequena região do hemisfério celestial norte, baseada no resultado de uma série de observações do Telescópio Espacial Hubble. Ao todo, cobre uma área do céu de 144 segundos de arco, esse equivalente angular é o mesmo de uma bola de ténis vista a uma distância de 100 metros; A composição final foi montada através de 342 exposições em separado tiradas com a câmera Wide Field and Planetary Camera 2 do Telescópio Hubble ao longo de 10 dias, entre 18 de Dezembro e 28 de Dezembro de 1995. O angulo de visão é tão reduzido que apenas aparecem visíveis algumas estrelas da Via Láctea; praticamente todos os 3,000 objectos visíveis na imagem são galáxias, entre as quais encontram-se algumas das mais recentes e mais distantes conhecidas até à data. A revelação deste número elevado de galáxias recém-formadas tornou o HDF uma imagem de referência no estudo da formação do universo, já tendo sido a fonte de praticamente 400 publicações científicas desde a sua criação.
Três anos após as observações do HDF, a região do hemisfério celestial sul foi fotografada seguindo um método semelhante, ao qual se deu o nome Hubble Deep Field Sul. As semelhanças entre as duas regiões levaram os cientistas a acreditar que o Universo é uniforme em largas escalas e que o planeta Terra ocupa uma região típica no universo (o princípio cosmológico). No ano 2004 seria criada uma imagem ainda mais profunda, designada Hubble Ultra Deep Field, com um total de 11 dias de observação.
Créditos:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sol retoma atividade e dispara jato de plasma na direção da Terra

Quando uma ejeção de massa coronal atinge a Terra, ela interage com o campo magnético
Imagem do Sol em raios X, feita pela sonda SDO Divulgação/Nasa
 
Depois de um longo sono, o Sol está acordando, dizem astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA). na manhã deste domingo, a superfície da estrela entrou em erupção e lançou toneladas de plasma no espaço interplanetário. O plasma está vindo em nossa direção. Esta erupção está apontada diretamente para nós, e espera-se que chegue no dia 4 de agosto", disse, em nota, o astrônomo Leon Golub. "É a primeira grande erupção voltada para a Terra em um bom tempo".  A erupção, chamada ejeção de massa coronal, foi registrada pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Nasa, lançado ao espaço em fevereiro deste ano e que produz imagens de alta definição do Sol em várias frequências.
 
Quando uma ejeção de massa coronal atinge a Terra, ela interage com o campo magnético e pode criar uma tempestade geomagnética. partículas do Sol fluem pelas linhas de força do campo magnético na direção dos polos terrestres. Essas partículas colidem com os átomos da atmosfera, que podem brilhar em resposta. Esses fenômenos, conhecidos como auroras, normalmente só são visíveis em altas latitudes, em locais afastados do equador. O Sol passa por um ciclo de atividade de cerca de 11 anos. A última máxima de atividade solar ocorreu em 2001, e a mínima mais recente foi particularmente prolongada. A erupção de domingo, de acordo com o CfA, pode ser um sinal de que o Sol finalmente acordou.
Fonte: Estadão

Novo telescópio pode deixar o Hubble com complexo de inferioridade

O incrível Large Binocular Telescope (LBT, para os íntimos), um telescópio afixado na Terra, superou o Hubble em termos de precisão. Usando adaptadores que diminuem os efeitos negativos de procurar corpos celestiais através da atmosfera, em tempo real, as imagens obtidas por ele foram satisfatórias. Segundo a Universidade do Arizona, a administradora do LBT, um sensor especial detecta distorções atmosféricas em tempo real e controla os espelhos do telescópio para compensá-las. O espelho pode ser ajustado a cada milésimo de segundo, com precisão de até 10 nanômetros. Essas inovações são tão significativas porque mostram que nossos telescópios não precisam ser transportados para fora da nossa atmosfera, usando foguetes e outros aparelhos caríssimos.
Créditos:hypescience.com
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