4 de ago de 2010

Maior telescópio do mundo pode até detectar vida extraterrestre

Concepção artistica do E-ELT
A revolução na percepção do universo causada por Galileu, 400 anos atrás, vai ganhar um novo fôlego daqui a oito anos, inclusive com tecnologia capaz de detectar vida em outros planetas. É o que promete o E-ELT (European Extremely Large Telescope), o maior telescópio do planeta, que está sendo construído no deserto de Atacama, no Chile, e está previsto para começar a funcionar em 2018.O Conselho do Observatório Europeu Astral, que reúne 14 países que investem na tecnologia de observação espacial, escolheu o deserto chileno por ele estar localizado a 3 mil metros de altitude, vencendo a "concorrência" com La Palma, na Espanha, que também estava na briga para abrigar o megatelescópio.O E-ELT contará com um espelho primário de 42 metros de diâmetro e custará US$ 1,5 bilhão para ser construído. O E-ELT será instalado no centro do deserto do Atacama, o mais árido do mundo, a 1.200 quilômetros de Santiago, onde está o Very Large Telescope (VLT), até agora o observatório óptico mais poderoso do mundo.
Créditos:Fatos no Espelho

Nebulosa Carina


Esta imagem revela detalhes surpreendentes de uma das maiores e mais brilhantes nebulosas do céu, a Nebulosa de Carina (NGC 3372), onde ventos fortes e poderosas radiações emitidos por uma armada de estrelas maciças estão a criar o caos na enorme nuvem de gás e poeira a partir do qual nasceram as estrelas.
A Nebulosa de Carina fica a cerca de 7500 anos-luz de distância, na constelação Quilha (latim Carina). Abrangendo cerca de 100 anos-luz, é quatro vezes maior do que a famosa Nebulosa de Orion e muito mais brilhante. É uma região de intensa formação de estrelas com faixas escuras de poeira fria a manchar o gás brilhante da nebulosa que rodeia os numerosos agrupamentos de estrelas (em cima, à direita vê-se o Trumpler 14 e em baixo, à esquerda, o Collinder 228). O seu brilho deve-se, principalmente, ao hidrogénio aquecido pela radiação intensa emitida pelas descomunais estrelas bebé. Quando a radiação ultravioleta interage com o hidrogénio produz-se radiação de cor vermelha e púrpura característica. Contém mais de uma dezena de estrelas com, pelo menos, 50 a 100 vezes a massa do nosso Sol. Essas estrelas têm um tempo de vida muito curto, alguns milhões de anos, no máximo, um piscar de olhos se compararmos com os dez milhares de milhões de anos de tempo de vida do Sol.
 Estrela brilhante WR 22  na Nebulosa Carina
Créditos:deprofundis00.blogspot.com

NGC 6791

NGC 6791 é um dos mais antigos e maiores enxames abertos conhecidos. Os enxames abertos contêm normalmente umas quantas centenas de estrelas, cada uma com menos de mil milhões de anos. O enxame NGC 6791, no entanto, contém milhares de estrelas com uma idade estimada de cerca de 8 mil milhões de anos. O que é realmente confuso, no entanto, é que as estrelas de NGC 6791 são relativamente poeirentas - as quantidades minúsculas de elementos pesados (regularmente denominados metais) são altas quando comparadas com outros enxames. Estrelas mais antigas supostamente são pobres em metais, dado que estes se têm acumulado lentamente na nossa Galáxia. Este enigma torna NGC 6791, na imagem do lado, um dos mais estudados enxames abertos e um possível exemplo de como as estrelas podem evoluir no centro das galáxias.
Crédito: Barbara J. Mochejska (CAMK) et al., Telescópio de 2.1-m, KPNO, NOAO, NSF
Fonte:Astronomia On-line

NGC 3293

As quentes estrelas azuis dominam este lindo e recém-formado enxame aberto. NGC 3293 está localizado na constelação de Quilha, a cerca de 8,000 anos-luz de distância, e tem uma particularmente alta abundância destas jovens e quentes estrelas. Um estudo de NGC 3293 aponta que as estrelas azuis têm apenas 6 milhões de anos, e que as estrelas mais ténues e avermelhadas parecem ter 20 milhões de anos. Se assim for, a formação estelar neste enxame aberto demorou pelo menos 15 milhões de anos. Até mesmo este espaço de tempo é curto, no entanto, quando comparado com os milhares de milhões de anos que estrelas como o nosso Sol vivem, e com as vidas de mais de dez mil milhões de anos de muitas galáxias e do Universo. NGC 3293 aparece mesmo em frente de uma corrente densa de poeira emanando a partir da Nebulosa Carina.
Crédito: Cambridge Atlas of Astronomy
Fonte:Astronomia On-line

Messier 87

NGC 4486 ou M87 é uma galáxia elíptica localizada a aproximadamente sessenta milhões de anos-luz (cerca de 18,4 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Virgem localizada no centro do massivo Grupo Galáctico Virgo. Possui pouco mais de cento e vinte cinco mil anos-luz de diâmetro, sendo assim uma das maiores galáxias elípticas conhecidas, uma magnitude aparente de +8,6, uma magnitude absoluta de -22, uma declinação de +12° 23' 26" e uma ascensão reta de 12 horas, 30 minutos e 49,3 segundos. A galáxia NGC 4486 foi descoberta e catalogada em 18 de Março de 1781 por Charles Messier. No centro desta galáxia encontra-se um dos maiores buracos negros supermassivos de que se tem conhecimento. Essa galáxia emite grande quantidade de ondas de rádio, possui mais de um trilhão de estrelas e é a mais brilhante galáxia do aglomerado a que pertence, o Aglomerado de Virgem.
Créditos:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Poeira ao redor da Galáxia do Olho Negro

Uma colisão de duas galáxias deixou um sistema de estrelas em fusão com uma aparência incomum bem como com movimentos internos bizarros. A galáxia conhecida como M64, ou Messier 64, possui uma banda negra espetacular de absorção de poeira localizada em frente do núcleo brilhante da galáxia, dando assim a oportunidade para apelidos como o Olho Negro, ou a galáxia do Olho do Diabo. Detalhes finos da banda negra são revelados nesta imagem de alta resolução feita pelo Hubble e aqui reproduzida, que mostra a porção central da M64. A M64 é bem conhecida entre os astrônomos amadores devido a sua aparência quando observada com pequenos telescópios. Ela foi pela primeira vez catalogada no século 18 pelo astrônomo francês Messier. Localizada na constelação do céu do norte conhecida como Coma Berenices, a M64 está localizada a aproximadamente 17 milhões de anos-luz da Terra. Em um primeiro momento, a M64 parece ser uma galáxia espiral normal. Como na maioria das galáxias, todas as estrelas da M64 estão rodando na mesma direção, em sentido horário, como mostrado pelo Hubble. Contudo, estudos detalhados nos anos de 1990 levaram a uma importante descoberta de que o gás interestelar nas regiões mais externas da M64 estão girando em direção oposta do gás localizado nas regiões mais internas.
Regiões ativas de formação de novas estrelas existem nas regiões de cisalhamento onde os gases em direção oposta colidem, são comprimidos e contraídos. O que se pode perceber na imagem de forma clara são as estrelas jovens, quentes e azuis, que acabaram de se formar, com nuvens rosas de gás hidrogênio brilhante que fica fluorescente quando exposto a luz ultravioleta irradiada pelas novas estrelas.
Os astrônomos acreditam que a rotação contrária das correntes de gás nasceram quando a M64 absorveu uma galáxia satélite que então colidiu com ela, talvez a mais de um bilhão de anos atrás. Essa pequena galáxia está completamente destruída, mas sinais da colisão ainda persistem na M64, como o movimento de gás retrógrado nas bordas externa da galáxia.
Essa imagem da M64 foi feita com a Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC 2) do Telescópio Espacial Hubble da NASA. As cores na imagem foram compostas e preparadas pelo Hubble Heritage Team a partir de imagens feitas através de quatro diferentes filtros de cores. Esses filtros tem por objetivo isolar a luz azul e a luz infravermelha próxima sendo assim a luz vermelha emitida pelos átomos de hidrogênio e a luz verde pelo Strömgren y.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Astrônomos enxergam explosão estelar em 3D pela primeira vez

Very Large Telescope, do European South Observatory, registra fenômeno. Supernova 1987A está localizada na Grande Nuvem de Magalhães.
Impressão artística da supernova 1987A. Vista pela primeira vez em 1987, a explosão da estrela foi a primeira a ser detectada sem o auxílio de instrumentos ópticos em 383 anos. A proximidade relativa do evento, dentro de uma galáxia vizinha à Via Láctea, possibilita estudos detalhados. (Crédito: ESO)
Astrônomos utilizando o Very Large Telescope (VLT), do European South Observatory (ESO), conseguiram reconstruir pela primeira vez em três dimensões a distribuição de matéria causada por uma explosão estelar. Um novo instrumento no telescópio conhecido como SINFONI permite aprofundar o conhecimento sobre fenômenos como supernovas. Segundo os astrônomos do ESO, a visualização em 3D permite estudar melhor a ejeção de material em todas as direções, calcular velocidades e direções do despejo. Na concepção artística divulgada nesta quarta-feira pelo ESO, é possível ver como os resquícios da estrela 1987A, localizada na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia-satélite da Via Láctea, se espalharam mais na direção horizontal. Esta percepção não era possível até o uso da nova ferramenta no VLT, que permite conceber a explosão de forma tridimensional. O fenômeno aconteceu há 168 mil anos-luz de distância da Terra, na Nebulosa da Tarântula.
Fonte:G1

Buraco Negro está mais perto do que pensávamos

Astrônomos mediram precisamente a distância entre a Terra e um Buraco Negro em particular pela primeira vez. E ele está perto. Pesquisadores determinaram que o buraco negro V404 Cygni está localizado à 7.800 anos-luz da Terra – menos da metade da distância estimada anteriormente. Isto o coloca relativamente perto da Terra, onde a distância até o centro da galáxia é de cerca de 26.000 anos-luz, e a estrela mais perto além do Sol está à apenas 4,2 anos-luz de distância. Esta medição mais precisa permitirá aos cientistas entenderem melhor a evolução de buracos negros, disse o time. “Por exemplo, nós esperamos poder dizer se existe uma diferença entre buracos negros que evoluem diretamente do colapso de uma estrela sem uma supernova e buracos negros que evoluem por uma supernova e uma estrela intermediária temporária,” disse Peter Jonker, membro da equipe de pesquisa no Instituto Holandês de Pesquisa Espacial. “Nós esperamos que os buracos negros no último grupo podem conseguir um ‘impulso’. Buracos negros formados dessa forma poderiam então se mover pelo espaço mais rápido.” Jonker e sua equipe mediram a distância até V404 Cygni medindo emissões de rádio do buraco negro e dos restos da estrela que o originou. As camadas mais externas da estrela estão sendo sugadas pelo buraco negro. O gás forma um disco de plasma quente ao redor do buraco negro antes de desaparecer, e o processo emite muitos Raios X e ondas de rádio. Usando um sistema internacional de radio telescópios chamado de Grupo de Alta Sensitividade, a equipe mediu as chamadas mudanças de paralaxe do sistema do buraco negro. Este método envolve medir o movimento anual no céu do sistema do buraco negro como consequência do movimento da Terra ao redor do Sol. A equipe disse que as superestimação da distância de V404 Cygni foi devido à uma subestimação da absorção e difração da poeira interestelar, o que pode dar uma margem de erro de cerca de 50%. A margem de erro da nova medição é de menos de 6%. A pesquisa foi detalhada na edição do dia 1 de Dezembro do Jornal de Astrofísica.
Créditos: Imagens do Universo
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