5 de ago de 2010

Horizonte Estelar

O sistema estelar mais próximo do sistema solar, a estrela tripla Alfa Centauri, fica como se pendurada sobre o horizonte de Saturno. Tanto a Alfa Centauri A como a B – estrelas muito similares ao Sol – são claramente visíveis nessa imagem. A terceira estrela do sistema a anã vermelha Próxima Centauri não é visível nessa imagem. A partir da órbita de Saturno, a luz (bem como o sinal de rádio emitido pela sonda Cassini) levam mais de uma hora para viajarem até a Terra. A distância para a Alfa Centauri é tão grande que a luz dessas estrelas levam mais de 4 anos para chegar até o Sistema Solar. Assim, embora possamos considerar que Saturno é um planeta bem distante, a estrela mais próxima está a uma distância 30000 vezes maior. Essa imagem é parte da seqüência de ocultação estelar que foi observada pela Cassini com essa e com outras estrelas passando atrás de Saturno. A luz das estrelas é atenuada pelo envelope superior de gás de Saturno, revelando assim a composição e a estrutura da atmosfera do planeta. A imagem foi capturada com uma inclinação de 66 graus acima do plano dos anéis e apontando para a direção sul de Saturno. As sombras dos anéis mascaram as latitudes mais ao norte do planeta, na parte de baixo da imagem. A imagem foi feita em luz visível vermelha com a câmera de ângulo fechado da Cassini em 17 de Maio de 2008. A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 534000 quilômetros de Saturno e tem uma resolução de 3 quilômetros por pixel.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Luzes Brilhantes, Cidade Verde

Duas estrelas extremamente brilhantes iluminam uma mistura esverdeada nessa imagem obtida pelo novo projeto GLIMPSE360 do Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Essa nebulosidade é composta de hidrogênio e carbono e é chamada de PAHs ou hidrocarbonetos aromáticos policiclícos, que são encontrados na Terra em grelhas e nos escapamentos dos carros.
No espaço os PAHs se formam em nuvens negras que originam as estrelas. Essas moléculas fornecem aos astrônomos uma maneira de visualizar as periferias das nuvens de gás e estudar em grande detalhe sua estrutura. Elas não são na verdade verdes, mas a codificação de cores nessa imagem levam os cientistas a verem o brilho em infravermelho.
Estranhas listras – provavelmente grãos de poeira que se alinharam com o campo magnético – distorcem a estrela no canto superior esquerdo. A próxima e bem estudada estrela GL 490 brilha no porção centro direita da imagem. As novas observações têm revelado alguns pequenos fluxos de gás a partir das estrelas em formação próximas, o que indica a sua juventude. Esses jatos são uma excelente maneira de se encontrar estrelas massivas realmente jovens que estão em seus estágios iniciais de formação.
Essa imagem é uma combinação de dados do Spitzer e do Two-Micron All Sky Survey (2MASS). Os dados do Spitzer foram adquiridos depois que o líquido o resfriava se esgotou em Maio de 2009 marcando o início da missão aquecida do satélite. Os dados usados do Spitzer foram os canais infravermelhos com comprimentos de 3.6 e 4.5 mícron que são representados em verde e vermelho respectivamente. As observações do 2MASS foram feitas com o canal de 2.2 mícron e são representados em azul.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Novos registros de colisão de galáxias

                      Imagem composta dos três grandes observatórios espaciais da NASA das Galáxias da Antena.
A administração do telescópio Chandra divulgou novos registros da colisão das galáxias Antena, que teria começado há mais de 100 milhões de anos e continua ocorrendo. O choque causou a formação de milhões de estrelas em nuvens de gás e poeira de ambas as galáxias. Dentre estas jovens estrelas, as com maior massa se desenvolveram e, em alguns milhões de anos, explodiram como supernovas. A imagem em raio-X do Chandra mostra grandes nuvens de gás interestelar quente que foram ejetadas pelas supernovas. Essas nuvens incluem elementos ricos como oxigênio, ferro, magnésio e silício, que irão ser incorporados em planetas e estrelas que se formarem nessas nuvens. Os pontos mais brilhantes da imagem em raio-X são produzidos por material caindo em buracos negros e por estrelas de nêutrons, que são remanescentes de estrelas massivas após essas explodirem como supernovas. A imagem acima combina o raio-X com o registro em infravermelho do telescópio Spitzer, que mostra nuvens quentes de poeira que foram aquecidas por jovens estrelas, sendo que as nuvens mais brilhantes ficam na região onde as duas galáxias se sobrepõem. A imagem também possui o registro óptico do telescópio Hubble, que mostra velhas estrelas e regiões de formação de novas em dourado e branco, sendo que os filamentos de poeira aparecem em marrom. Muitos dos objetos de brilho mais fraco do registro óptico são agrupamentos que contêm milhares de estrelas.
Fonte: NASA

GLAST

O Gamma-ray Large Area Space Telescope, ou GLAST, é um telescópio espacial de raios-gama, designado a explorar a energia do universo.O GLAST foi lançado em 11 de Junho de 2008.Ele estudará fenômenos astrofísicos e cosmológicos nos núcleos das galáxias, pulsars,e outras fontes de alta energia,e também matéria escura. GLAST é uma cooperação entre NASA e o Departamento Estadunidense de Energia,incluindo algum suporte de outras organizações internacionais.Seu lançamento foi em 11 de Junho de 2008 em um foguete Delta-7920H-10C.
CréditosWikipédia, a enciclopédia livre.

R Coronae Australis

Estrela com brilho azulado chama a atenção de astrônomos do European Southern Observatory (ESO).
A “R Coronae Australis” está no centro de uma das mais próximas e ativas regiões formadoras de estrelas, uma nebulosa a 420 anos-luz na pequena constelação de Corona Australis. O retrato acima foi feito pelo Wide Field Imager (WFI), localizado em um telescópio em La Silla, Chile. Ele é uma combinação de 12 fotos tiradas com filtros vermelhos, verdes e azuis.
Esta é uma das muitas estrelas na região que, pro serem ainda muito jovens, estão rodeadas pelo gás e poeira que a originou. É justamente este gás que forma o brilho azul claro visto na imagem, formado pela reflexão do brilho da estrela em pequenas partículas de poeira. A R Coronae Australis tem massa similar à do Sol, porém não emite luz ultravioleta o bastante para ionizar uma quantidade significativa do hidrogênio ao seu redor. Por isso, ela não brilha com as cores vermelhas características das regiões formadoras de estrelas.
Créditos:ESO

Tycho Brahe


Tycho Brahe (1546-1601)

Tycho Brahe nasceu em 14 de dezembro de 1546 na cidade de Skane, Dinamarca. Primogênito de uma família nobre, foi criado pelo tio, do qual também herdaria grande fortuna. Ainda muito jovem foi estudar Direito e Filosofia na Universidade de Copenhague. Foi quando presenciou um eclipse parcial do Sol e ficou impressionado com a precisão da previsão matemática do fenômeno. O fato de que o movimento dos astros poderia ser tão bem determinado, a ponto de sabermos suas posições relativas num dado momento, entusiasmou Tycho. Com apenas 16 anos seu tio o mandou para Leipzig, na Alemanha, para continuar seus estudos de direito. Mas já era tarde. Tycho estava maravilhado pela Astronomia. Comprava livros, instrumentos e passava a noite observando o céu.

Supernova!

UMA NOITE, EM 17 DE AGOSTO DE 1563, descobriu que as efemérides de sua época estavam erradas em vários dias na previsão de uma aproximação aparente entre Júpiter e Saturno. Assim, decidiu ele mesmo compilar tabelas mais acuradas a partir de observações sistemáticas e mais precisas das posições dos planetas por um longo período de tempo. No dia 11 de novembro de 1572 Tyhco teria o privilégio de contemplar um evento celeste que o deixaria ainda mais maravilhado: a explosão de uma supernova, uma estrela de grande massa que ao morrer emite um pulso de luz de curta duração (em comparação com seu tempo de brilho), porém de grande intensidade . Maior que o brilho de todas as estrelas da galáxia juntas. A nova estrela que Tycho viu estava na constelação de Cassiopéia e era mais brilhante que o planeta Vênus. Na verdade ela pôde ser observada em plena luz do dia, por longos 18 meses. Na época desconhecia-se a natureza do fenômeno, e para Tycho a pergunta era se a nova estrela estava na alta atmosfera da Terra, mais perto que a Lua, ou se ainda mais longe, e assim contradizendo o dogma do grego Aristóteles, largamente aceito pelos cristãos, de que a esfera celeste era imutável.

Castelo do Céu

SEMPRE OBCECADO PELA PRECISÃO em suas observações, nessa altura da vida Tycho já estava construindo muitos de seus próprios instrumentos, entre eles um sextante com braços de quase dois metros cada, muito mais preciso do que qualquer outro já construído. Com ele Tycho demonstraria que a nova estrela se movia menos que a Lua ou os planetas em relação às “estrelas fixas”, estando, portanto, na esfera das estrelas. A fama de Tycho se espalharia por toda a Europa, a ponto do rei Frederico II, oferecer-lhe uma ilha de presente, perto do castelo de Hamlet, em Elsinore.
 observatório da ilha de Hven, onde Tycho Brahe fez as observações que posteriormente Kepler usou para formular as leis que descrevem o movimento dos planetas em torno do Sol.
A própria Dinamarca pagaria pela construção de um observatório para Tycho, e as cerca de 40 famílias, habitantes da ilha, se tornariam seus súditos. Ali Tycho construiu o seu “Castelo dos Céu”, com um aparato de observação simplesmente incomparável e seu tempo. Tycho media o tempo utilizando diversos tipos de relógios, como clepsidras, (baseadas no escorrimento da água), ampulhetas de areia, velas graduadas e semelhantes. Um observador e um marcador de tempo trabalhavam juntos. Contando sempre com assistentes, ele conseguiu reduzir a imprecisão das medidas de 10 minutos de arco (desde o tempo de Ptolomeu) para apenas um minuto de arco. Tycho foi o primeiro astrônomo a calibrar e checar a precisão de seus instrumentos periodicamente, corrigindo as observações por refração atmosférica. Suas observações eram diárias, e não somente quando os astros estavam em configurações mais atraentes. Com isso descobriu anomalias orbitais dos planetas até então desconhecidas. Observou minuciosamente a aparição de um cometa em 1577, e posteriormente demonstrou que o objeto se movia entre as “esferas dos planetas” e não dentro da atmosfera da Terra, como se pensava na época. Mais uma vez Tycho percebia que o céu não era imutável, como na concepção greco-cristã. Graças a ele os cometas passariam a categoria de objetos celestes.

O amigo Kepler

EM 1588 O REI FREDERICO II FALECEU. Tycho foi desatencioso com o novo rei, Christian IV, e com os nobres da corte. Isso lhe custou uma drástica redução em seus rendimento até que, em 1597, Tycho deixou a Dinamarca com todos seus equipamentos, mudando-se para Praga. Ali, no ano de 1599, o Imperador Rudolph II o nomeou matemático imperial e em 1600 Tycho contratou o alemão Johannes Kepler (1571-1630) para ajudá-lo. Para Tycho todos os planetas, menos a Terra, giravam em torno do Sol – e o Sol e a Lua giravam em torno da Terra. Com tal sistema, o astrônomo dinamarquês imaginou ser possível formular um modelo melhor que o de Nicolau Copérnico (1473-1543). Mas ele morreria antes de tentar comprovar sua teoria. Copérnico não baseou suas conclusões em sólidos argumentos científicos, mas em considerações de cunho filosófico. Não obstante, suas idéias surgiram no momento certo, pois em pouco tempo três personagens, com base em estudos cuidadosos sobre os corpos celestes, selaram o triunfo do sistema heliocêntrico. Eram eles: Tycho Brahe, Johannes Kepler e Galileu Galilei. O papel do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe foi de fundamental importância, embora o sistema por ele elaborado, uma espécie de híbrido entre os sistemas ptolomaico e copernicano, estivesse destinado ao fracasso. Tycho era um magnífico observador e em sua ilha dinamarquesa de Hven dispunha de instrumentos de excepcional precisão para a época. Graças a essa refinada aparelhagem, obteve uma enorme quantidade de dados sobre os movimentos planetários. Assim mesmo, as medições que Tycho Brahe deixou eram tantas e tão precisas que Kepler usou-as para formular as Leis do Movimento Planetário. Kepler conseguiu interpretar corretamente o movimento orbital de Marte, e daí conseguiu deduzir que todos os planetas (inclusive a Terra) giravam em torno do Sol e que suas órbitas não eram circulares, mas elípticas. Tycho faleceu no dia 24 de outubro de 1601. Seus restos mortais estão na Igreja Tyn, em Praga.

Créditos:Astronomia no Zênite
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