6 de ago de 2010

Gelo Exposto em Cratera Marciana Recente

Imagens anteriores feitas com o HiRISE de crateras recentes nas latitudes intermediárias do hemisfério norte marciano mostraram gelo de água exposto nos taludes da cratera.
A imagem aqui reproduzida mostra um cratera com um diâmetro de aproximadamente 6 milhas. Com base em imagens feitas há algum tempo, com imagens recentes, utilizando os equipamentos THEMIS e MRO CTX da sonda Odissey, essa cratera se formou em algum momento entre Abril de 2004 e Janeiro de 2010.
A cratera está localizada na latitude de 44 graus norte e é localizada no material ejetado por uma cratera maior. A imagem foi adquirida no início do verão , quando regiões congeladas nesta latitude não são mais esperadas. Porém acredita-se que o material azul brilhante destacado na imagem em cores falsas é o gelo localizado em subsuperfície e que foi exposto devido ao impacto que a formou.
Esse gelo tem provavelmente a mesma profundidade e a mesma origem do gelo escavado pela sonda Phoenix em 2008. A área exposta de gelo com base nas imagens do HiRISE tem aproximadamente entre 1 e 2 metros quadrados.
Créditos:Ciência e Tecnologia

O Despertar do Sol

Após um longo período de atividade mínima, o Sol não está mais tão quieto. No dia 1 de Agosto de 2010, essa imagem do ultravioleta extremo do Sol feita pelo satélite da NASA Solar Dynamics Observatory capturou uma complexa atividade explosiva acontecendo no hemisfério norte do Sol. Essa imagem aqui reproduzida em cores falsas mostra o incandescente plasma solar com temperaturas que atingem entre 1 e 2 milhões de Kelvin. Juntamente com filamentos que estão em erupção, e proeminências solares, uma “pequena” labareda gerada na região ativa na parte esquerda da imagem foi acompanhada por uma Coronal Mass Ejection ou CME, que nada mais é do que uma nuvem com um bilhão de toneladas de partículas energéticas que são envidas direto ao planeta Terra. Fazendo a viagem de 93 milhões de milhas em apenas dois dias, o CME impactou a magnetosfera da Terra disparando uma tempestade geomagnética e como já vimos aqui nesse blog em inúmeros posts auroras tanto no pólo sul como no pólo norte foram geradas.
Créditos:apod.nasa.gov
Fonte: Ciência e Tecnologia

M8, a Nebulosa Lagoa

Essa linda nuvem cósmica é uma popular parada quando se faz um turismo telescópico na constelação de Sagitário. O turista cósmico do século 18, Charles Meesier catalogou a brilhante nebulosa como M8. Nos dias de hoje os astrônomos conhecem a Nebulosa da Lagoa como um berçário estelar ativo localizada a aproximadamente 5000 anos-luz de distância na direção do centro da Via Láctea. Feições de destaque podem ser observadas nessa imagem de alta resolução aqui reproduzida mostrando os filamentos da Lagoa de gás brilhante e nuvens de poeira negra. Contorcendo próximo ao centro da Lagoa, a forma brilhante de ampulheta é o resultado turbulento de extremos ventos estelares e intensa luz de estrelas. Essa imagem verdadeiramente encantadora é uma composição colorida que utiliza tanto imagens de banda larga como de banda estreita capturadas enquanto que a M8 brilhava nos céus escuros do Chile. Essa imagem registra a Lagoa com uma cor mais azulada do que normalmente é registrada em imagens onde o que domina é a luz vermelha das regiões de emissão de hidrogênio. Na distância estimada da nebulosa, a imagem se espalha por um comprimento de 30 anos-luz. [Nasa]
Fonte:hypescience.com

A Lua não tem água, rebatem cientistas

Água na Lua


"A Lua é seca."

Tão seca quanto esta resposta direta, dada agora a um outro estudo, publicado há menos de um mês, que aventava que a Lua poderia ter água disseminada em todo o seu interior. Igualmente utilizando amostras de rochas lunares trazidas pela missão Apollo, cientistas de três universidades dos Estados Unidos, trabalhando conjuntamente, usaram uma análise baseada no elemento cloro para garantir que "essencialmente, não há água na Lua".

Isótopos de cloro


Zachary Sharp e seus colegas mediram a composição de isótopos de cloro em rochas vulcânicas lunares. Segundo eles, a faixa de isótopos de cloro contidos nas amostras é 25 vezes maior do que a encontrada em rochas e minerais da Terra e dos meteoritos. Como o cloro é fortemente hidrofílico, ele é um indicador extremamente sensível dos níveis de hidrogênio. E os pesquisadores afirmam que, se as rochas lunares tivessem um conteúdo original de hidrogênio em qualquer nível próximo ao verificado nas rochas terrestres, o fracionamento de cloro em tantos isótopos diferentes nunca teria ocorrido na Lua. Com base nessa análise, Sharp e seus colegas sugerem que o interior da lua é anidro, como a maioria dos cientistas vem defendendo há muito tempo.

Amostras atípicas

Eles sugerem que os cálculos recentes, que identificaram um alto teor de hidrogênio em algumas amostras lunares, não são típicos, e que essas amostras são provavelmente o produto de determinados processos ígneos que resultaram em um enriquecimento atípico em compostos voláteis. Mas que essas amostras não representam de forma nenhuma os valores elevados e variados dos isótopos de cloro encontrados na maioria das rochas lunares. O estudo agora publicado pela revista Science, contou com a colaboração de pesquisadores das universidades da Califórnia e do Texas, e do Laboratório Nacional Los Alamos.
 
Polêmica da água na Lua

O estudo anteriormente publicado registrou a presença de hidroxila em uma amostra de rocha da Lua. A hidroxila é, por assim dizer, um "parente próximo" da água - a hidroxila é OH, enquanto a água é H2O. Isso levou os cientistas a proporem que poderia haver água no interior da Lua, eventualmente mudando a teoria que explica a formação do nosso satélite natural. Muito mais agressivas foram as universidades onde aquele estudo foi feito, que a partir daquelas conclusões, publicaram reportagens afirmando que "A Lua tem tanta água quanto a Terra".
Créditos/Fonte:Site Inovação Tecnológica
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