12 de ago de 2010

RCW 38

Imagens apresentadas  pelo ESO mostram o coração de uma nuvem cósmica, a RCW 38, repleta de estrelas e sistemas planetários a nascer. Aqui, estrelas titânicas gigantes bombardeiam jovens sóis e planetas com ventos poderosos e enormes quantidades de radiação, ajudadas nesta obra devastadora por estrelas massivas de curta duração, que explodem sob a forma de supernovas. Em alguns casos, esta devastação energética queima completamente a matéria que iria eventualmente formar novos sistemas planetários. Os cientistas pensam que o nosso Sistema Solar se formou dum ambiente tão dramático como este.O enxame estelar denso RCW 38 brilha a cerca de 5500 anos-luz de distância na direcção da constelação da Vela. O enxame estelar denso RCW 38 brilha a cerca de 5500 anos-luz de distância na direcção da constelação da Vela. Os astrónomos calcularam que a maior parte das estrelas, incluindo as estrelas vermelhas de pequena massa, que existem em muito maior número que todas as outras estrelas no Universo, nascem nestes locais ricos em matéria. Deste modo, os enxames envolvidos por matéria são para os cientistas laboratórios vivos, nos quais se pode estudar os mecanismos da formação de estrelas e planetas.Usando o instrumento de óptica adaptativa NACO, montado no Very Large Telescope do ESO, os astrónomos obtiveram a mais nítida imagem do RCW 38. A imagem focou uma pequena região no centro do enxame, em volta da estrela massiva IRS2, estrela essa que brilha intensamente na região branca-azul, o que corresponde à cor de superfície e temperatura mais quente possível para as estrelas. Na imagem do NACO, os astrónomos encontraram algumas proto-estrelas – as percursoras, de fraco brilho, das verdadeiras estrelas – e dúzias de outras candidatas a estrelas que existem neste meio apesar da forte radiação ultravioleta que é irradiada pela IRS2. Algumas destas estrelas em gestação não passarão, provavelmente da fase de proto-estrelas.
Como se os intensos raios ultravioletas não fossem suficientes, as maternidades cheias de estrelas em formação como a RCW 38, sujeitam ainda a sua prole a supernovas frequentes, à medida que estrelas gigantes explodem no final das suas vidas. Estas explosões dispersam material no espaço circundante, incluindo isótopos raros - formas exóticas de elementos químicos que se formam na fase final destas estrelas. Este material ejectado acaba por fazer parte da próxima geração de estrelas que se forma nas proximidades. Como estes isótopos foram detectados no nosso Sol, os cientistas concluíram que o Sol se formou num enxame semelhante ao RCW 38, em vez de numa região mais dispersa da Via Láctea.

NGC 4911, e seus braços espirais externos

Uma imagem de longa exposição do Telescópio Espacial Hubble mostra uma majestosa galáxia espiral de frente para a Terra localizada no Aglomerado de Galáxias da Coma, que está a uma distância de 320 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação Coma Berenices. A galáxia conhecida como NGC 4911, possui ricas linhas de poeira e gás perto do seu centro. Essas feições têm a sua silhueta marcada contra o brilho de aglomerados de estrelas recém nascidos e nuvens rosas de hidrogênio, a existência dessas nuvens por sua vez indicam regiões de formação de estrelas que irão surgir. O Hubble também registrou nessa imagem os braços espirais externos da NGC 4911, juntamente com milhares de outras galáxias de tamanhos variados. A alta resolução das câmeras do Hubble juntamente com o grande tempo de exposição permitem revelar e observar os detalhes mais escondidos dessas ilhas cósmicas. A NGC 4911 e outras galáxias espirais próximo do centro do aglomerado estão sendo transformada pela força gravitacional de seus vizinhos. No caso da NGC 4911, arcos dos braços espirais externos da galáxia estão sendo puxados e distorcidos por forças geradas pela sua galáxia companheira a NGC 4911A, no canto superior direito da imagem. O material retirado resultante será eventualmente dispersado pelo núcleo do Aglomerado da Coma, onde será utilizado como combustível para populações intergalácticas de estrelas e de aglomerados de estrelas. O Aglomerado da Coma é o lar de quase 1.000 galáxias, fazendo dele uma das mais densas coleções de galáxias no universo próximo. Ele continua a transformar galáxias no tempo presente, devido principalmente às interações entre as galáxias localizadas no aglomerado. Essas interações disparam vigorosos processos de formação de estrelas. As galáxias neste aglomerado estão tão densamente unidas que elas passam por interações e colisões de forma freqüente. Quando galáxias próximas com massas parecidas se fundem, elas formam galáxias elípticas. Os processos de fusão entre as galáxias são mais comuns de acontecerem no centro do aglomerado onde a densidade de galáxias é maior, fazendo assim, com que surjam muito mais galáxias elípticas. A imagem em cor natural do Hubble, combina dados obtidos em 2006, 2007 e 2009 da Wide Field Planetary Camera 2 e da Advanced Camera for Surveys e para alcançar tal detalhamento precisou de um tempo de exposição de 28 horas.
Créditos: Hubble & Ciência e Tecnologia
Fonte:Imagens do Universo

Telescópio WISE Começa a Esquentar

O telescópio da NASA Wide-field Infrared Survey Explorer ou WISE está esquentando. Membros da equipe disseram que a sonda está esgotando o líquido refrigerado necessário para manter os instrumentos sensíveis unicamente ao calor dos objetos que são registrados.
O telescópio possui dois tanques com líquido refrigerado que mantém a sonda operando na temperatura normal de 12 Kelvin, ou -438 graus Fahrenheit. O tanque secundário externo está atualmente depletado, fazendo com que a temperatura sofra um acréscimo. Com isso um dos detectores de infravermelho do WISE, o responsável por adquirir sinais nos comprimentos de onda maiores que é por sua vez o mais sensível ao calor, parou de produzir dados úteis uma vez que a temperatura do telescópio atingiu 31 Kelvin, ou -404 graus Fahrenheit. O tanque primário ainda possui uma boa quantidade de líquido refrigerado e a qualidade dos dados dos detectores infravermelhos restantes continua alta.O WISE completou sua missão primária, um completo imageamento de todo o céu em infravermelho, em 17 de Julho de 2010. A missão obteve mais de 1.5 milhão de fotos, cobrindo centenas de milhões de objetos, incluindo asteróides, galáxias e estrelas. Nessa sua missão o WISE descobriu mais de 29000 novos asteróides, mais de 100 Near Earth Objects e 15 cometas. O WISE continuar sua segunda pesquisa que cobre aproximadamente metade do céu como planejado. É possível que o líquido refrigerado restante termine antes que a pesquisa termine. Os cientistas dizem que essa segunda busca do céu irá ajudar a identificar objetos novos e próximos, bem como aqueles já identificados na primeira busca e que mudaram de brilho. Essa segunda busca pode também ajudar a confirmar objetos estranhos observados na primeira pesquisa do céu.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Nova imagem da Nebulosa da Tarântula lança estudo de galáxias vizinhas

A nebulosa é um berçário de estrelas e contém um grande aglomerado de estrelas jovens, RMC 136
A Nebulosa da Tarântula, vista em luz infravermelha pelo telescópio Vista, no Chile. Divulgação
Uma nova imagem da Nebulosa da Tarântula, localizada na Grande Nuvem de Magalhães, marca o início de um estudo detalhado das duas Nuvens de Magalhães, galáxias vizinhas à Via Láctea, conduzido pelo Orservatório Europeu Sul (ESO), baseado no Chile.
A líder da equipe de pesquisa, Maria-Rosa Cioni, da Universidade de Hertfordshire, no reino Unido, diz, em nota, que a Tarântula - oficialmente chamada 30 Doradus - é um berçário de estrelas e contém um grande aglomerado, chamado RMC 136, que inclui algumas das estrelas de maior massa conhecidas.
O telescópio responsável pelo estudo das Nuvens de Magalhães, o Vista, é um novo instrumento capaz de detectar luz na região do espectro infravermelho próxima ao limite da luz visível.
A luz infravermelha é invisível para o olho humano, mas consegue passar através de boa parte da poeira que, em condições normais, bloquearia a visão. Isso a torna particularmente útil para o estudo de estrelas jovens, que ainda se encontram encapsuladas em casulos de poeira espacial.
O levantamento das Nuvens de Magalhães vai varrer uma área do céu de 184 graus quadrados, o equivalente a mil luas cheias. Os pesquisadores esperam obter com isso um estudo detalhado da história de formação das estrelas e um mapa 3D da estrutura nas Nuvens.
Esta vista panorâmica, capturada na faixa do infravermelho próximo, mostra a Nebulosa da Tarântula em grande detalhe, assim como o seu meio envolvente. [Imagem: ESO/M.-R. Cioni/VISTA] 

Telescópio de infravermelho

O telescópio VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy), o mais novo telescópio de rastreio do ESO, deverá fazer um mapa 3-D do Universo.
Sua enorme câmera detecta radiação infravermelha, revelando uma riqueza de detalhes sobre objetos astronômicos que não pode ser vista pelo espectro visível, dando assim informações sobre o funcionamento interno de fenômenos astronômicos.
A radiação infravermelha tem um comprimento de onda maior do que a radiação visível. Este tipo de radiação pode atravessar enormes quantidades de poeira, poeira essa que normalmente obscurece nossa visão. É esta característica que permitirá a construção de mapas em 3-D das regiões observadas.
Isto torna esta radiação particularmente útil no estudo de objetos tais como estrelas jovens que ainda se encontram envolvidas pelas nuvens de gás e poeira a partir das quais se formaram.

Geometria 3-D

Neste rastreio que está começando, o VISTA irá observar uma vasta área do céu - 184 graus (o que corresponde a quase mil vezes a área aparente da Lua Cheia) - incluindo as galáxias vizinhas Grande e Pequena Nuvem de Magalhães.
O resultado final será um estudo detalhado da história de formação estelar e da geometria em três dimensões do sistema de Magalhães.
"As imagens do VISTA permitir-nos-ão estender os nossos estudos para além das regiões interiores da Tarântula, até as inúmeras maternidades estelares menores da região, que também albergam uma população rica em estrelas jovens de grande massa. De posse de novas e belas imagens infravermelhas, poderemos sondar os casulos nos quais as estrelas de grande massa estão se formando ainda hoje, ao mesmo tempo que observamos as suas interações com estrelas mais velhas na região circundante," diz Chris Evans, membro da equipe.
A imagem mostra vários objetos estelares diferentes. A área brilhante acima do centro é a própria Nebulosa da Tarântula, com o enxame de estrelas de grande massa, RMC 136, onde recentemente foi descoberta a maior estrela do Universo.
À esquerda está o enxame estelar NGC 2100. À direita estão os restos da supernova SN 1987A, cuja explosão foi reconstruída em 3D recentemente.
Na parte inferior estão regiões de formação estelar, incluindo a NGC 2080 - também chamada "Nebulosa Cabeça de Fantasma" - e o enxame estelar NGC 2083.
Fontes:Estadão
Inovação Tecnologica
 

OBSERVE! TRIÂNGULO DE PLANETAS E CHUVA DE METEOROS

        A diferença de separação dos três planetas durante a primeira metade de Agosto. Crédito: Miguel Montes, Stellarium
As próximas noites oferecem duas espectaculares vistas cósmicas que qualquer pessoa pode apreciar. Começou este fim-de-semana um lindo alinhamento dos planetas Vénus, Marte e Saturno. Esta impressionante reunião precede a anual chuva de meteoros das Perseídas, um festival de estrelas cadentes que terá o seu pico entre 11 e 13 de Agosto. Cerca de uma hora depois do pôr-do-Sol, qualquer pessoa com uma vista desimpedida do horizonte a Oeste-Noroeste deverá ser capaz de avistar o triângulo dos três planetas, brilhando baixos a Oeste. Encontram-se restringidos a uma área relativamente pequena do céu, formando um conjunto muito distinto e que salta à vista. Vénus, a famosa "Estrela da Tarde," é o ponto mais brilhante do céu, com Marte e Saturno aparecendo mais ténues. Pode vê-los juntos em qualquer destas noites. Embora Vénus seja brilhante o suficiente para ser observado à vista desarmada no lusco-fusco, Saturno e Marte serão provavelmente um pouco mais difíceis. De facto, embora Saturno e Marte tenham primeira magnitude, terão apenas 1/50 do brilho de Vénus. Recomenda-se o uso de binóculos para pesquisar no céu o alinhamento planetário, particularmente se estiver pouco nublado ou ainda com muita claridade do Sol. Será mais fácil avistá-los em locais fora das grandes cidades. Na noite de 12 de Agosto, os três planetas continuam o seu espectáculo a Oeste, desaparecendo bem depois do pôr-do-Sol, depois das 22 horas. Mas o espectáculo não acaba aqui, seguem-se as Perseídas.

Mapa do radiante das Perseídas.

Crédito: Sky & Telescope
As Perseídas são provocadas por detritos do cometa Swift-Tuttle. A cada 133 anos o cometa passa pelo Sistema Solar interior e deixa para trás um rasto de detritos. A Terra passa por entre estes detritos todos os meses de Agosto. Quando os bocados de cometa entram na nossa atmosfera, vaporizam-se, criando os meteoros. Se o tempo permitir, os observadores do céu podem avistar estas "estrelas cadentes" em qualquer lado, mas os melhores sítios são aqueles com céu escuro, longe das áreas urbanas. A melhor altura para observar a chuva de meteoros será durante as horas da madrugada de Quarta, dia 11 de Agosto, até antes do amanhecer de dia 13 - duas noites completas. Observadores pacientes com boas condições conseguirão ver até 60 estrelas cadentes por hora, ou mais.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2010/08/10_planetas_perseidas.htm
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