13 de ago de 2010

Estrela causa explosão de raios e surpreende astrônomos

      O sistema binário surpreendeu os astrônomos ao começar a emitir raios gama
      Foto: Nasa/DOE/Fermi LAT Collaboration/Divulgação
Um time de astrônomos descobriu que uma 'nova' - uma explosão que ocorre na morte de alguns tipos de estrelas - pode emitir as mais poderosas energias gama conhecidas na natureza. A descoberta é surpreendente, já que não foi previsto anteriormente que as novas poderiam resultar nessa explosão de raios, ao contrário das brilhantes supernovas (explosões que ocorrem no final da vida de uma estrela massiva). As informações são do site da BBC. As primeiras observações que indicavam estes dados foram feitas por amadores e agora confirmadas por registros do telescópio Fermi - que detecta raios gama. A descoberta vai contra teorias de como as estrelas evoluem e morrem. O estudo foi publicado no jornal especializado Science. Estrelas maiores costumam morrer com uma gigantesca explosão conhecida como supernova, a qual gera um grande e rápido movimento de partículas em grandes campos magnéticos. A colisão dessas partículas com outras matérias causa os raios gama - a mais enérgica forma da luz. Contudo, muitas estrelas não têm massa suficiente para dar início à cadeia de eventos que leva a uma supernova, por isso acabam se tornando anãs brancas. Estes astros podem encontrar uma "companheira" próxima e atrair material desta, levando a um evento de massa crítica que eventualmente desencadeará fusão nuclear e, por fim, terminará em uma nova - a "prima" menos brilhante da supernova.
Apesar de ser uma grande explosão, a nova não deveria envolver processos o suficiente para levar ao surgimento de raios gama, segundo as teorias até então mais aceitas. Contudo, a equipe que trabalhou no telescópio estudou um sistema binário chamado de V407 Cygni e que contém uma anã branca e uma vermelha gigante, a 9 mil anos-luz da Terra. Eles foram alertados sobre o sistema por astrônomos amadores japoneses que notaram que o brilho de V407 Cygni havia aumentado 10 vezes em poucos dias. A equipe então se surpreendeu ao direcionar o telescópio, criado especialmente para registrar os raios gama, e conseguir registros de um local não esperado e de níveis de energia menos esperados ainda.

Vantagens

O estudo das atividades das novas pode ajudar os astrônomos, já que o processo de uma supernova leva centenas de anos, enquanto que o da "prima" menos exuberante termina em alguns dias. "Saímos de um álbum de fotos para um filme em alta velocidade", diz à reportagem o coautor do estudo, Kent Wood, sobre as diferenças de pesquisar os raios gama em uma supernova e em uma nova.
Fonte:noticias.terra.com.br

Arp 286: Um Trio em Virgem

Uma impressionante composição telescópica em amarelo e azul, essa cena mostra um trio de galáxias que estão interagindo a uma distância de aproximadamente 90 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Virgem. Na parte esquerda duas brilhantes estrelas da Via Láctea iluminam o trio, isso vale para lembrarmos que as estrelas na nossa galáxia são como as estrelas localizadas nas distantes ilhas do universo. Com uma coloração predominantemente amarela, com braços espirais e com faixas de poeira, a NGC 5566 é enorme, com aproximadamente 150000 anos-luz de comprimento. Um pouco abaixo dela está a pequena e azul NGC 5569. Próximo ao centro da imagem, a terceira galáxia, NGC 5560 é multicolorida e aparentemente está esticada e distorcida devido a interação com a NGC 5566. O trio de galáxias está também incluído no Atlas of Peculiar Galaxies, feito por Halton Arp em 1966 como Arp 286. Na época de construção do Atlas esse trio deve ter assustado o astrônomo, porém hoje em dia sabemos que essas interações cósmicas são apreciadas como parte normal da evolução das galáxias.

Júpiter pode ter "devorado" planeta gigantesco, diz estudo

    Eclipse solar é registrado em Júpiter e causado pela lua Io (à direita na imagem), em 2004  Foto: Cassini Imaging   Team/Cassini Project/Nasa/Divulgação
Júpiter pode ter se tornado o maior planeta do Sistema Solar após "matar" e absorver um rival, segundo sugerem novas simulações. O estudo explicaria porque Júpiter tem um núcleo relativamente pequeno e com pouca massa. As informações são do site da revista New Scientist. Tanto Júpiter quanto Saturno - que hoje são gigantes gasosos - eram, no princípio, planetas rochosos com a massa de algumas Terras. Suas gravidades atraíram gás e criaram densas atmosferas. Neste momento, eles deveriam ter núcleos com aproximadamente a mesma massa. Contudo, estudos indicam que a massa do núcleo de Júpiter equivale a entre duas e 10 vezes a da Terra, enquanto que em Saturno o número fica entre 15 e 30 vezes maior que o da Terra. Simulações conduzidas por Shu Lin Li, da Universidade de Pequim, na China, e colegas, explicariam a diferença. Eles calcularam o que aconteceria quando uma "superterra" com 10 vezes a massa do nosso planeta colidisse contra um gigante gasoso. O planeta rochoso acabaria achatado ao atingir a atmosfera do gigante e chegaria ao núcleo em um período entre meia e uma hora depois da colisão. A energia gerada pelo impacto poderia ter vaporizado boa parte do núcleo.
Os elementos pesados, agora vaporizados, poderiam ter se misturado com o hidrogênio e o hélio da atmosfera do gigante, deixando apenas uma parcela do núcleo original. Além de explicar o porquê de o coração de Júpiter ser tão pequeno, a teoria também explica porque sua atmosfera é tão rica em elementos pesados comparada com o Sol, cuja composição é um espelho para a nebulosa da qual nasceram os planetas do nosso sistema.
A superterra poderia ter crescido como um gigante gasoso, caso não encontrasse Júpiter em seu caminho, diz Douglas Lin, pesquisador da Universidade da Califórnia-Santa Cruz, coautor da pesquisa, à reportagem.
Por outro lado, Saturno também tem uma grande abundância de elementos pesados em sua atmosfera e um núcleo com massa bem maior que o de Júpiter. Segundo os pesquisadores, simulações indicam que ele pode ter sido atingido por corpos rochosos menores que a Terra, o que teria deixado o núcleo intacto, ou até aumentado sua massa com fragmentos que chegaram até ele.
Segundo a reportagem, a pesquisa adiciona evidências a teorias que indicam que os primórdios do Sistema Solar foram "violentos" e caóticos, com pelo menos cinco dos seus oito planetas sendo atingidos por objetos do tamanho de planetas e os demais atingidos por corpos não muito menores. De acordo com algumas teorias, grandes colisões seriam responsáveis, por exemplo, pelo surgimento da Lua, pela mudança do formato do hemisfério norte de Marte, pelo aparecimento de uma lua em Netuno e pela diminuição da velocidade de rotação de Vênus.
Fonte:noticias.terra.com.br

Voluntários do Einstein@home descobrem novo pulsar de rádio

O novo pulsar, chamado PSR J2007+2722, é uma estrela de nêutrons que gira 41 vezes por segundo
                                                                                        Imagem: AEI Hannover
Três voluntários que doam tempo ocioso de seus computadores para pesquisas científicas descobriram um novo pulsar de rádio escondido nos dados obtidos pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico. A descoberta, feita por um alemão e dois americanos, foi a primeira realizada pelo sistema Einstein@home, que usa tempo doado por computadores de 250.000 pessoas de 192 países. Os voluntários que receberam crédito pela descoberta são o casal Chris e Helen Colvin, dos EUA, e Daniel Gebhardt, da Alemanha. Seus computadores, juntamente com meio milhão de outros aparelhos de todo o mundo, analisam dados para o Einstein@home. O novo pulsar, chamado PSR J2007+2722, é uma estrela de nêutrons que gira 41 vezes por segundo. Fica na Via Láctea, a aproximadamente 17.000 anos-luz da Terra. Diferentemente da maioria dos pulsares que giram de forma tão rápida e precisa, e PSR J2007+2722 está sozinho no espaço, sem uma estrela companheira em sua órbita.

Astrônomos consideram-no especialmente interessante, já que ele provavelmente é um pulsar antigo que perdeu o companheiro. Mas não se pode descartar a hipótese de que seja um pulsar jovem nascido com um campo magnético excepcionalmente fraco. O Eisntein@home, baseado na Universidade de Wisconsin (EUA) e no Instituto Max Planck de Física Gravitacional (Alemanha) vem buscando sinais de ondas gravitacionais nos dados do observatório americano LIGO desde 2005. Desde 2009, o sistema também passou a procurar sinais de pulsares em dados de Arecibo. "Este é um momento emocionante para o Einstein@home e nossos voluntários. Prova que a participação pública pode descobrir novas coisas no Universo. Espero que inspire mais pessoas a se juntar a nós", disse o líder do projeto, Bruce Allen, do Instituto Max Planck. O artigo científico que descreve a descoberta está publicado no Science Express, o sistema de publicação online da revista Science.
Fonte:ESTADÃO

Tethys - Lua de Saturno

Tétis foi descoberto por Giovanni Cassini em 1684. É um corpo gelado semelhante na natureza a Dione e aRea. A densidade de Tétis é 1.21gm/cm3, indicando que é composto quase totalmente por água gelada. A superfície gelada de Tétis está intensamente crivada de crateras e contém gretas causadas porfalhas no gelo. O terreno é composto por regiões com muitas crateras, com uma cintura escura com poucas crateras que se estende ao longo do satélite. As poucas crateras indicam que Tétis já foi internamente activa, provocando a reformação da superfície em partes do terreno antigo. A causa exacta da cintura escura é desconhecida, mas conseguiu-se uma interpretação possível das imagens recentes da Galileo das luas de Júpiter, Ganímedes e Calisto. Ambos os satélites mostram calotes polares feitas de depósitos de gelo brilhante nas encostas das crateras viradas para os polos. A distância, as calotes parecem mais brilhantes devido à névoa provocada por milhares de pedaços de gelo nas crateras mais pequenas. A superfície de Tétis pode ter sido formada num modo semelhante, consistindo de calotes polares com pedaços de gelo brilhantes com uma zona mais escura no meio.
   Há uma enormetrincheira em Tétis, chamada Ithaca Chasma com cerca de 65 quilómetros (40 milhas) de largura e vários quilómetros de profundidade. Cobre três quartos da circunferência de Tétis. Afissura tem aproximadamente a dimensão que os cientistas tinham previsto para o caso de Tétis ter sido fluido e a crusta endurecido antes do interior. Outra formação proeminente é uma enorme bacia de impacto com 400 quilómetros chamada Odysseus. A cicatriz do impacto estende-se por mais de dois quintos do satélite com um diâmetro ligeiramente maior do que a lua de Saturno Mimas. Quando Odysseus foi criada, a cratera deve ter sido profunda com uma cordilheira montanhosa elevada e um pico central alto. Ao longo do tempo, o chão da cratera adaptou-se à forma esférica da superfície de Tétis, e o anel da cratera e o pico central colapsaram. A temperatura à superfície de Tétis é de -187°C (-305° F).

Lua de Saturno ajuda a desvendar a origem da vida na Terra

Se você sempre sonhou em ter uma bela casa em Marte, com vista para Terra, talvez seja melhor rever seus conceitos e imaginar como seria a ver os anéis de Saturno, morando num belo bangalô em Titã.
No início de junho, a sonda Cassini enviou dados das atividades químicas de Titã, a grande lua de Saturno. Dois grupos de cientistas analisaram os dados e viram que o satélite tem uma atividade química um tanto incomum, se comparado ao que é normalmente encontrado em outros planetas e satélites, claro. Esta atividade química pode gerar ou ter gerado por formas de vida muito primitivas, que não viveram muito tempo devido à baixa temperatura do corpo celeste, que fica na marca de -150 ° C. O satélite possui uma elevada presença de metano e etano líquido, que seria um substituto ideal da água para o desenvolvimento de formas de vida primitivas, ainda que de forma criogênica. Inspirados nessa descoberta, uma equipe de cientistas da Universidade do Arizona, EUA, tentou recriar as condições químicas e atmosféricas de Titã em um ambiente controlado. Especificamente, o experimento consiste em isolar nitrogênio e metano em um recipiente e depois bombardeá-lo com raios ultravioleta. O resultado? Moléculas orgânicas, as precursoras da vida! Ainda não dá pra passar férias em Titã, mas essa descoberta coloca a lua como forte candidata a originar vida, ou conseguir abrigar alguma. Além disso, auxilia a conhecermos melhor nosso sistema solar, e elucida um pouco mais sobre mistério da origem da vida no nosso planeta.
Créditos:fayerwayer.com.br
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