19 de ago de 2010

Seria a Lua Encélado de Saturno Propensa Para a Vida?

Na pequena lua congelada de Saturno chamada Encélado, “a principal descoberta foi feita no Pólo Sul”, diz Carolyn Porco em sua palestra na Universidade de Haravard. Porco é diretora de operação de vôos e líder da equipe de imageamento da sonda Cassini que orbita o planeta Saturno. Seu trabalho envolve obter imagens detalhadas no espaço, imagens que ofereçam novas idéias sobre a natureza do universo, e sinais de vida em algum lugar no sistema solar. Ela descreveu as descobertas da Cassini de temperaturas elevadas na região polar da lua bem como a enorme pluma de partículas congeladas que são emitidas pelo satélites a distâncias de dezenas de milhares de quilômetros no espaço sideral. A análise dos rastros dessas partículas que inclui estudar o vapor d’água e a quantidade reduzida de materiais orgânicos como metano, dióxido de carbono e propano, sugerem que ele é abastecido por gêisers que tem sua erupção originada de um pacote de água salgada dentro da lua. As descobertas, notou Porco, apontam para a possibilidade de um ambiente onde a vida poderia existir. “Nós deveríamos descobrir que uma segunda gênese ocorreu no sistema solar, independente da Terra”, diz ela, “então eu penso que nesse ponto a corrente foi quebrada. O teorema existente tem sido provado, e nós poderíamos com certeza inferir que a vida não é um problema mas sim um acontecimento que é comum e pode ter ocorrido inúmeras vezes no universo”.
A imagem aqui reproduzida, já mostrada anteriormente nesse blog, foi feita pela sonda Cassini da NASA em 13 de Agosto de 2010 e mostra a lua Encélado pairando acima do arco brilhante da atmosfera de Saturno.
Créditos:Ciência e Tecnologia/Blog

Astrônomos Dão Passo Para Revelar o Maior Mistério do Universo

Uma equipe internacional de astrônomos usando observações de lentes gravitacionais feitas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA deram um importante passo para tentar resolver o mistério sobre a energia escura, um fenômeno que misteriosamente parece acelerar a expansão do universo. Os resultados obtidos pelos cientistas aparecem na edição de 20 de Agosto da revista Science. E o artigo original pode ser baixado aqui: http://tecnoscience.squarespace.com/arquivo/lente-gravitacional-no-aglomerado-de-galaaxias-abell-1689/  A matéria dita como normal que é encontrada nas estrelas, planetas e nuvens de poeira somente faz parte de uma pequena fração da massa-energia contida no universo. Ela é então completada por uma enorme quantidade da chamada matéria escura – que é invisível mas pode ser detectada pela sua força gravitacional.

Por sua vez, a matéria negra no universo é preenchida por uma energia negra difusa que permeia todo o universo. Os cientistas acreditam que a pressão exercida por essa energia escura é que empurra o universo em uma expansão acelerada. Pesquisar e buscar repostas para a energia escura é todavia um dos principais desafios da cosmologia moderna. Desde a sua descoberta em 1998, o problema tem sido caracterizá-la e entendê-la melhor. Esse trabalho apresenta uma maneira totalmente nova de se fazer isso. Eric Jullo autor principal do artigo publicado na Science explica: “A energia escura é caracterizada pela relação entre a sua pressão e a sua densidade: isso é o que se conhece por equação do estado. Nosso objetivo foi tentar quantificar essa relação. Essa relação nos ensina sobre as propriedades da energia escura e como ela tem afetado o desenvolvimento do universo”.
A equipe mediu as propriedades da lente gravitacional no aglomerado de galáxias Abell 1689. A lente gravitacional é um fenômeno previsto pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein e foi aqui usada pela equipe para buscar como distâncias cosmológicas (e com isso a forma do espaço-tempo) são modificadas pela energia escura. Em distâncias cósmicas, um grande aglomerado de galáxias em um primeiro plano tem tanta massa que a sua força gravitacional curva os feixes de luz emitidos pelas galáxias mais distantes, produzindo uma imagem distorcida dos objetos distantes, como se estivessem sendo observados por meio de lentes. A distorção induzida pela lente depende em parte das distâncias dos objetos, que pode ser precisamente medida com grandes telescópios baseados na superfície da Terra como o Very Large Telescope do ESO e os Telescópios Keck. “O efeito preciso das lentes depende da massa das lentes, da estrutura do espaço-tempo e da distância relativa entre nós os observadores, a lente e o objeto atrás da lente”, explica Priyamvada Natarajan, co autor do artigo. “É como uma lente de aumento onde a imagem resultante irá depender da forma da lente e quão distante o objeto que estamos olhando está. Se você sabe a forma da lente e conhece a imagem que obtém você pode trabalhar com o caminho da luz percorrido entre o objeto e os seus olhos”.

Observar as imagens distorcidas permite aos astrônomos reconstruir o caminho que a luz percorreu desde as galáxias distantes até a Terra. Também permite que os astrônomos estudem o efeito da energia escura na geometria do espaço na passagem da luz desde distantes objetos pelo aglomerado de lentes e então desse aglomerado até nós os observadores. À medida que a energia escura empurra o universo fazendo com que ele expanda de forma mais rápida, a passagem precisa que o feixe de luz segue a medida que atravessa o espaço é curvada pela lente sofrendo uma alteração. Isso significa que as imagens distorcidas das lentes guardam consigo informações sobre a cosmologia que está por trás bem como sobre as próprias lentes.
 Mas por que a geometria do universo é uma questão importante? “A geometria, o conteúdo e o destino do universo estão todos intimamente ligados”, diz Natarajan. “Se você conhece bem dois desses fatores pode deduzir o terceiro. Nós já temos um bom conhecimento do conteúdo de massa-energia do universo, então se nós pudermos definir a sua geometria seremos capazes de entender com precisão o destino que o universo terá”.

A importância real desse novo resultado é que ele indica uma maneira totalmente nova de extrair informação sobre a energia escura. É uma técnica única e poderosa que pode oferecer grandes promessas para implicações futuras. De acordo com os cientistas, para funcionar, o método necessita de múltiplas e meticulosas etapas de desenvolvimento. Eles gastaram alguns anos desenvolvendo modelos matemáticos especiais e mapas precisos da matéria – tanto da escura como da “normal” – que juntas constituem o aglomerado Abell 1689. Outro co-autor do trabalho Jean-Paul Kneib explica: “Usando nosso método único em conjunção com outros, nós fomos capazes de obter resultados muito mais precisos do que os que foram alcançados anteriormente”.
Fonte e Créditos:Ciência e Tecnologia/Blog

Nebulosa Boomerang

     Crédito: J. Biretta (STScI), Hubble Heritage Team, (STScI/AURA), ESA, NASA.
     Telescópio: Hubble Space Telescope (HST).
A nebulosa Boomerang parece ter sido formada a partir de um vento de alta velocidade de gás e poeira que emana de uma estrela central velha. O que confina este vento, que parece atingir velocidades da ordem de 600000 km/h, é ainda um mistério. Poderá ser a existência de um disco central denso ou a existência de fortes campos magnéticos. Pensa-se que esta nebulosa está a evoluir para a fase de nebulosa planetária, estágio final de evolução de determinadas estrelas quando esgotam o "combustível" que lhes permite brilhar. A nebulosa Boomerang estende-se por mais de 1 ano-luz e situa-se a cerca de 5000 anos-luz de distância, localizada na constelação de Centauro. A nebulosa Boomerang é um dos objetos peculiares do universo. Em 1995, utilizando o Telescópio Submilimétrico do European Southern Observatory, descobriu-se que a temperatura da nebulosa é de -272 ºC, apenas um grau acima do zero absoluto (-273 ºC), a temperatura mais fria conhecida fora de um laboratório. A nebulosa se formou pelos gases expulsos de sua estrela central. A estrela tem perdido matéria na proporção de um milésimo da massa solar a cada ano durante pelo menos 1500 anos. O gás se expande em grande velocidade, em torno de 164km/s, o que causa o resfriamento da temperatura.
Fontes: Portal do Astronomo.org  

Um Close-up da Nebulosa do Pelicano

A proeminente feição de emissão destacada nessa imagem intensamente colorida é designada como IC 5067. Parte de uma nebulosa de emissão maior com uma forma distinta e popularmente chamada de A Nebulosa do Pelicano, a feição em forma de cadeia se espalha por 10 anos-luz e segue a curva da cabeça e do pescoço do pelicano cósmico. Formas negras fantásticas que aparecem na imagem são nuvens de gás frio e poeira esculpidas pela radiação energética de calor das estrelas massivas. Mas as estrelas também estão se formando no interior das formas negras. De fato, jatos gêmeos emergindo da parte central são sinais de uma protoestrela catalogada como Herbig-Haro 555. A Nebulosa do Pelicano por si só é também conhecida como IC 5070 e está localizada a uma distância de aproximadamente 2000 anos-luz. Para encontrá-la no céu, olhe a nordeste da estrela brilhante Deneb na constelação do Cisne (Cygnus).
Créditos:http://apod.nasa.gov

Supernovas podem estar controlando o desenvolvimento de vida no Universo

Segundo um novo estudo, as enormes explosões estelares podem estar por trás do desenvolvimento da vida no nosso planeta (e, possivelmente, em outros mundos). Uma propriedade especial das moléculas orgânicas da Terra pode ter sido causada pela explosão de uma supernova. Isso sugere que as bases para a formação da vida não foram criadas em nosso planeta, mas em outro lugar no cosmos. Os cientistas acreditam que isso aconteça porque as bases da vida, como açúcares e aminoácidos, têm formato quiral. Isso quer dizer que, se dividirmos eles ao meio, cada metade seria a imagem espelhada da outra (coloque suas mãos uma do lado da outra e você verá o que é quiralidade). Na química, a quiralidade significa que as moléculas não podem ser sobrepostas. Elas são consideradas canhotas ou destras dependendo da forma com que seus átomos são organizados. Na Terra, as bases da vida tendem a ser canhotas, assim como no resto do Universo (pelo menos é o que suspeitam astrônomos que analisaram meteoritos). Pesquisadores do Lawrence Livermore National Laboratory acreditam que as supernovas sejam o motivo pelo nosso mundo ser “canhoto”. Quando uma estrela entra em colapso, ela ejeta partículas que incluem elétrons antineutrinos, que são “destros”. Segundo os cientistas, essas partículas poderiam interagir com partículas canhotas como os átomos de nitrogênio de dentro dos aminoácidos, já que seriam quirais. Essa interação converteria nitrogênio em carbono, destruindo a parte destra do aminoácido e deixando as partículas canhotas – explicando a prevalência desse tipo de molécula na Terra e em outros lugares do universo. Se isso for verdade, significa que os aminoácidos da Terra teriam sua origem em outro lugar do espaço e que nós, humanos, assim como todas as formas de vida, seríamos uma espécie invasora em nosso próprio planeta.
Fonte: hypescience.com
PopSci

O Ritmo de Saturno

O planeta dos anéis tem um ritmo. Pesquisadores anteriormente observaram uma pulsação regular no brilho ultravioleta das auroras de Saturno e agora eles mostram que essas batidas estão sincronizadas com as emissões de rádio do planeta.
Em 1980, quando a sonda Voyager detectou que oscilações no pulso eletromagnético ocorriam com um período de 11 horas, acreditava-se que eles estavam ajustados à rotação do planeta. Mas com o passar dos anos as batidas aceleraram e desaceleraram. Jonathan Nichols da Universidade de Leicester no Reino Unido, e seus colegas analisaram imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble e mostraram que as auroras de Saturno mudam de intensidade e essas mudanças estão sincronizadas com as emissões de rádio. Isso sugere que os dois fenômenos estejam de alguma forma fisicamente relacionados. Estudos mais detalhados da magnetosfera de Saturno podem descobrir a razão para o ritmo confuso dos períodos dos pulsos de rádio, dizem os autores.
Créditos:Ciência e Tecnologia/Blog

Netuno Completa sua Primeira Órbita Desde a Sua Descoberta

O planeta Netuno estará em oposição – situação quando o Sol, a Terra e o planeta caíram em uma linha reta em 20 de Agosto de 2010. O planeta estará em uma posição exatamente oposta ao Sol no céu, sendo o seu ponto mais alto no céu ocorrendo a meia noite. normalmente esse ponto é também o ponto onde o planeta está mais próximo da Terra. Essa oposição porém é especial, pois Netuno retorna próximo ao ponto onde foi descoberto em 1846, marcando dessa forma sua primeira volta completa ao redor do Sol desde a sua descoberta. Coincidentemente a oposição de 1846 também caiu no dia 20 de Agosto, embora o planeta só tenha sido identificado mais de um mês depois no dia 23 de Setembro.
A descoberta de Netuno tem uma história prévia interessante.
O planeta Urano foi descoberto mais ou menos por acidente em 1781 pelo astrônomo Sir William Herschel, no decorrer da sua busca por objetos do céu profundo. A medida que o tempo passou a posição de Urano estava um pouco diferente daquela prevista pelos astrônomos, e os astrônomos matemáticos começaram a suspeitar que existia outro planeta que estivesse influenciando com a sua gravidade o movimento de Urano.
Em meados dos anos de 1840, um inglês de nome John Couch Adams e um francês de nome Urbain Le Verrier calcularam de forma independente onde esse novo planeta teria que estar localizado para que tivesse o efeito observado em Urano, porém ambos os astrônomos tiveram problemas observacionais para confirmar os cálculos. Finalmente o astrônomo alemão Johann Galle olhou para a localização prevista e descobriu ali o pequeno disco azul esverdeado do planeta que eventualmente seria conhecido como Netuno. A data foi 23 de Setembro de 1846. Isso levou a uma corrida entre os astrônomos franceses e ingleses para saber quem conseguiria apontar primeiro para Netuno, no fim, um empate triplo foi declarado e Adams, Le Verrier e Galle compartilham a honra da descoberta de Netuno.
Ironicamente Galle não foi a primeira pessoa a observar Netuno. Essa honra coube mais uma vez a ninguém menos que Galileu Galilei que observou Netuno duas vezes mas o confundiu com uma estrela, isso em 28 de Dezembro de 1612 e em 27 de Janeiro de 1613. Galileu tinha dois pontos contra, primeiro o pequeno tamanho e a baixa qualidade de seus telescópios e em segundo pelo fato de observar Netuno durante a parte estacionária de sua órbita, fenômeno que acontece com todos os planetas de tempos em tempos devido ao movimento relativa da Terra. Por quase um século Netuno foi planeta mais distante do Sol conhecido, perdendo seu posto somente quanto o pequeno Plutão foi descoberto por Clyde Tombaugh em 1930. Hoje, pelo fato da União Astronômica Internacional ter rebaixado a classificação de Plutão, Netuno é novamente o planeta mais distante do Sol conhecido no Sistema Solar.
Devido a sua grande distância do Sol, 30 Unidades Astronômicas (sendo 1 UA a distância entre o Sol e a Terra) e ao seu diâmetro relativamente pequeno (49500 km), Netuno é um objeto muito pequeno e apagado para telescópios amadores. Enquanto que Urano pode ser identificado a olho nu em perfeitas condições de observação, Netuno só é visível se for utilizado binóculos ou pequenos telescópios.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Encélado e o Anel G de Saturno

À medida que Encélado espalha gelo de água para o espaço a partir de sua região polar sul, a sonda Cassini também registra o apagado anel G de Saturno próximo do satélite.
O anel E é muito difuso para ser visto aqui, mas o anel G pode muito bem ser visto na imagem. O anel G atualmente está mais próximo da sonda Cassini mesmo que ele pareça estar atrás de Encélado. O terreno mais brilhante aqui observado (o lado esquerdo da lua) é iluminado pelo Sol e está no principal hemisfério de Encélado (com 504 quilômetros de comprimento). A luz refletida por Saturno cobre uma área maior na parte do satélite que está voltada para o planeta. O norte do satélite está para cima. Essa imagem foi feita apontando para o norte, um pouco acima do plano dos anéis.
A imagem foi feita com os equipamentos que captam a luz visível e que estão a bordo da sonda Cassini com a câmera de ângulo restrito no dia 26 de Abril de 2010. A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 993000 quilômetros de Encélado e sendo a fase entre o Sol-Encélado-sonda igual a 162 graus. A imagem tem uma resolução de 6 km por pixel.
Créditos:Ciência e Tecnologia/Blog
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