20 de ago de 2010

Exoplaneta é descoberto em imagens de arquivo do Hubble

       Concepção artística de exoplaneta, que permaneceu oculto nos arquivos de dados do telescópio espacial por dez anos
A Nasa, agência espacial americana, anunciou no ano passado em 02/04/09, a descoberta de um exoplaneta (planeta extra-solar) cujo registro da existência permaneceu oculto durante dez anos nos arquivos de dados do telescópio espacial Hubble. Ele foi identificado graças a uma nova técnica de processamento de imagens que omite o brilho da estrela-mãe, facilitando a visualização de planetas até dez vezes menos brilhantes. O objeto celeste, que pode ter a massa sete vezes maior que a de Júpiter, orbita a estrela HR 8799 (situada a mais de 130 anos-luz) junto com outros dois exoplanetas. Os três foram detectados em novembro de 2008 pelas câmeras em infravermelho dos telescópios Gemini e Keck. Porém, o planeta interior somente foi registrado após análises de imagens captadas pelo Hubble em 1998. Avaliamos as imagens arquivadas para ver se encontrávamos algo que não tivesse sido visto até agora, explicou Christian Maroisof, representante do Instituto de Astrofísica de Victoria, no Canadá. Durante os últimos dez anos, o Hubble observa os arredores de 200 estrelas, com o objetivo de descobrir exoplanetas.
Segundo os pesquisadores da Universidade de Toronto, liderados por David Lafrenière, são necessários alguns anos de estudo para que os objetos detectados pelo novo sistema sejam realmente exoplanetas. É difícil determinar claramente a órbita do planeta porque ele se move em períodos de 400 anos e a fotografia feita em 1998 não oferece uma medida exata da sua localização atual, explicaram os astrônomos. No entanto, os cientistas estimam que outros 100 exoplanetas estejam escondidos nos arquivos do Hubble.

John Couch Adams e Urbain Le Verrier

John Couch Adams (Laneast, Cornualha, 5 de junho de 1819 — Londres, 21 de janeiro de 1892) foi um astrônomo britânico. Ainda estudante do St. John's College, em Cambridge, propôs a teoria que o notabilizou, segundo a qual as irregularidades observadas no movimento do planeta Urano seriam provocadas pela existência de um outro planeta, até então desconhecido. Mais tarde, conseguiu provar sua hipótese e, conseqüentemente, a existência desse novo planeta, que foi denominado Netuno. Nessa descoberta, porém, Adams foi precedido por um outro astrônomo, o francês Urbain Le Verrier.
Durante sua vida, Adams exerceu vários cargos importantes como presidente da Sociedade Astronômica Real e diretor do Observatório de Cambridge. Também realizou importantes estudos sobre o magnetismo terrestre e a gravitação.

Urbain Jean Joseph Le Verrier (Saint-Lô, 11 de março de 1811 — Paris, 23 de setembro de 1877) foi um matemático e astrónomo francês especializado em mecânica celeste.
Conhecido pela contribuição à descoberta do planeta Neptuno.
Créditos:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nascimento Frenético de Estrelas na Haro 11

A galáxia Haro 11 parece iluminar de forma suave nuvens de gás e poeira, porém esse lugar tranqüilo esconde a monumental taxa de formação de estrelas que ocorre nessa galáxia de explosão de estrela. Combinando dados do Telescópio Espacial Hubble e do Very Large Telescope do ESO, os astrônomos criaram uma nova imagem desta incrível, brilhante e distante galáxia.
Uma equipe de astrônomos da Universidade de Estocolmo, Suécia e do Observatório de Genebra na Suíça, identificaram 200 aglomerados separados formados por estrelas muito jovens e massivas. A maioria desses aglomerados tem menos de 10 milhões de anos de vida. Muitos desses aglomerados são tão brilhantes na luz infravermelha que os astrônomos suspeitam que as estrelas ainda estão emergindo de seus casulos nebulosos onde nasceram. As observações tem levado os astrônomos a concluir que a Haro 11 é provavelmente o resultado da fusão de uma galáxia rica em estrelas com uma jovem galáxia rica em gás. A Haro 11 produz estrelas num ritmo frenético convertendo aproximadamente 20 massas solares de gás em estrelas a cada ano.
As galáxias Haro, foram descobertas pela primeira vez pelo astrônomo Guillermo Haro em 1956, e são definidas por possuírem um intenso brilho na luz azul e violeta. Normalmente essa alta radiação de energia vem da presença de muitas estrelas recém nascidas ou de núcleo de galáxias ativos. A Haro 11 está localizada a aproximadamente 300 milhões de anos-luz de distância da Terra e é a segunda galáxia de explosão de estrelas mais próxima de nós.
Créditos:Ciência e Tecnologia/Blog

O que aconteceria se a Terra parasse de girar?

Acredita-se que o fenômeno começaria paralisando inicialmente o sistema climático, a circulação marinha e a vida dos seres humanos. Para muitos, uma área do planeta ficaria virada para o Sol, podendo ficar exposta a altas temperaturas, assim como outra parte ficaria totalmente escura, com a possibilidade de baixíssimas temperaturas. Por essa razão, a possibilidade de algum ser vivo sobreviver seria muito pequena. Talvez tivessem alguma chance os organismos que vivem no fundo do mar, próximos a abismos que expelem calor das profundezas da Terra, já que eles têm a vida baseada na quimiossíntese (que não depende da luz solar). Apesar disso, destaca-se que o mais provável seria uma catástrofe inimaginável que destruiria todo o ecossistema terrestre. Já o professor Marcelo Knobel, do Instituto de Física da Unicamp, destaca que as circunstâncias do fim do movimento de rotação da Terra seriam determinantes. “A Terra sairia de uma velocidade de aproximadamente 900 km/h (em latitude de 45°) para zero, causando uma forte freada, mas essa velocidade pode variar, dependendo da latitude.”  Segundo ele, provavelmente os prédios e casas do mundo inteiro cairiam e uma espécie de terremoto assolaria a superfície terrestre. Já a gravidade não mudaria em absolutamente nada e poucas coisas seriam alteradas em relação a isso. Acrescentou ainda que o conceito de dia e noite sofreria graves mudanças, ou seja, o dia no planeta não teria mais um período de 24 horas, e sim, a duração de um ano, oque nos faz entender que essa variação depende absolutamente da rotação terrestre.
Créditos:Isabela - tunts e tuias na galaxia
Fonte:Blog da Astronomia

NGC 1365: Uma Magnífica Ilha no Universo

A galáxias espiral barrada NGC 1365 é verdadeiramente uma magnífica ilha no universo com 200000 anos-luz de comprimento. Localizada a meros 60 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Formax, a NGC 1365 é o membro dominante da família de galáxias do aglomerado de galáxias de Formax. Essa imagem aqui reproduzida mostra impressionantes detalhes coloridos como as regiões de formação de estrelas no fim da barra e ao longo dos braços espirais e os detalhes das linhas de poeira que cruzam a galáxia através de seu centro brilhante. No centro dessa galáxia localiza-se um buraco negro supermassivo. Os astrônomos acreditam que a proeminente barra da NGC 1365 tem um papel crucial na evolução da galáxia, fornecendo gás e poeira para o sistema de formação de estrelas além de alimentar o buraco negro central.

A aurora de Saturno pulsa em sintonia com as emissões de rádio do planeta

Cientistas descobriram que a aurora de Saturno, um brilho fantasmagórico ultravioleta que ilumina a atmosfera superior perto dos pólos do gigante de gás, pulsa em sintonia com as emissões de rádio do planeta. A pulsação da aurora ocorre uma vez a cada 11 horas. Segundo os cientistas, esta é uma descoberta importante por duas razões: primeiro, por ser o elo que faltava entre as ondas de rádio do planeta e as emissões da aurora, e segundo, porque adiciona uma ferramenta fundamental para diagnosticar a causa da pulsação ( a agitação) irregular de Saturno.
Como todos os planetas magnetizados, Saturno emite ondas de rádio para o espaço a partir de suas regiões polares. Em 1977, cientistas acreditavam que a sincronia dos pulsos representava o período de rotação do planeta. Mas, as observações ao longo dos anos mostraram que a pulsação das emissões de rádio variam, o que confundiu os especialistas, uma vez que a rotação de um planeta não pode facilmente mudar de velocidade. Também tem gerado debate a duração de um dia em Saturno, uma vez que os relógios tradicionais não são confiáveis para determinar o período de rotação de um planeta sem superfície sólida para referência.
Em um novo estudo, pesquisadores mostram que, não só a pulsação das emissões de rádio, mas as auroras do planeta também têm o mesmo ritmo.
As auroras na Terra podem ocorrer quando o campo magnético do planeta é bombardeado por partículas emitidas pelo Sol. Em Saturno, as auroras podem ocorrer quando luas como Enceladus ou Io expelem partículas no planeta próximo. Cientistas já suspeitavam que as ondas de rádio de Saturno eram emitidas por essas partículas carregadas quando elas viajavam em direção aos pólos, mas pulsações de rádio não tinham sido observadas na aurora de Saturno. Isso intrigava os astrônomos, já que os dois fenômenos estavam aparentemente relacionados.
Neste estudo recente, no entanto, a equipe de pesquisadores usou o relógio pulsante de ondas de rádio do próprio Saturno para organizar os dados da aurora do planeta. Isto confirmou que as auroras e as emissões de rádio são de fato fisicamente associadas.
Essa ligação é importante, pois significa que a pulsação das emissões de rádio está sendo transmitida pelos processos de condução da aurora de Saturno, o que pode ser estudado por uma nave da NASA atualmente em órbita ao redor do planeta. Segundo os cientistas, este foi um passo significativo para resolver o mistério do período variável de rádio. [MSN]
Créditos:Natasha Romanzoti - hypescience.com

Planeta Marte é ideal para plantações

Não é de hoje que pessoas na Terra estão reclamando de falta de espaço para a agricultura. Também não é tão recente a iniciativa dos programas espaciais de aterrissar em Marte e descobrir mais sobre o nosso planeta vizinho. Pois cientistas da Universidade de Sydney (Austrália) descobriram algo que pode fazer a humanidade matar esses dois coelhos com uma cajadada só: o ambiente marciano é perfeito para praticar a agricultura. Para chegar a essas conclusões, os cientistas simularam um modelo de crescimento vegetal em marte para comparar. No caso, as plantas teriam que se desenvolver dentro de cápsulas hidropônicas, e não totalmente ao ar livre.
Os cientistas afirmam que o solo vermelho do planeta é ideal para o crescimento de espécies vegetais, e a gravidade reduzida de Marte irá exigir menos água e adubo do que aqui na Terra. É que o solo sob gravidade marciana é capaz de armazenar mais água, portanto perde menos com a evaporação. Este aumento de eficiência significa que nós poderíamos usar incríveis 90% menos de água para irrigação. O uso de fertilizantes também poderia ser facilmente reduzido, o que torna a plantação muito mais econômica.
Mas a gravidade, que pode ajudar nesse quesito, também seria capaz de atrapalhar. Como a gravidade é apenas um terço da nossa, o fluxo da circulação da água pelas plantas cai de velocidade na mesma proporção, o que poderia asfixiar microorganismos atuantes, além de matar as raízes que necessitam de oxigênio. Além disso, uma lavoura em Marte poderia ser mais “poluente”. O solo marciano consome oxigênio mais rapidamente e demanda mais, o que resulta em um aumento de 10% nas emissões de CO2. Então, teríamos que arranjar providências para evitar um efeito estufa em Marte também. Isso tudo, claro, se é essa ideia for colocada em prática um dia.
Créditos:Por Rafael Alves - hypescience.com

A Lua pode estar encolhendo


                                                             © NASA (escarpa lunar)
O raio da Lua provavelmente perdeu cerca de 100 metros em algum momento do último bilhão de anos, e é possível que o satélite ainda venha a encolher mais, diz o pesquisador Thomas Watters, do Smithsonian Institution, baseado na análise de imagens produzidas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa.Em órbita lunar desde junho de 2009, a LRO encontrou, espalhados pela Lua, novos exemplares de um tipo especial de elevação avistado anteriormente por três missões Apollo - 15, 16 e 17 -, mas exclusivamente na região do equador. Watters descreve essas formações como estruturas "principalmente lineares, que se parecem com um degrau baixo na paisagem". Têm menos de 100 metros de altura, e poucos quilômetros de extensão.
Essas elevações, ou escarpas, descobertas pela LRO encontram-se em áreas da Lua afastadas da zona equatorial onde os exemplos iniciais tinham sido vistos pelas três Apollo, o que sugere que podem estar igualmente distribuídas por todo o globo lunar.
A distribuição regular sugere, de acordo com os pesquisadores, que escarpas seriam como cicatrizes deixadas pelo encolhimento da Lua, ocorrido à medida que o satélite perdia seu calor original para o espaço. "O interior da Lua vem se resfriando devagar", explica Watters. "À medida que esfria, ele se contrai, fazendo com que a crosta se ajuste à redução do volume interior".
O encolhimento, de acordo com o cientista, teria ocorrido em saltos, possivelmente associados a "lunamotos". As escarpas também parecem jovens, em termos da história da Lua, teriam menos de 1 bilhão de anos, o que indica que o encolhimento que as provocou foi bem recente. "A pequena idade aparente das escarpas deixa aberta a possibilidade que a Lua ainda seja tectonicamente ativa e ainda esteja encolhendo", disse Watters.
Créditos: Science

Energia de buraco negro impede formação de estrelas

                                                                  © Chandra/VLA (galáxia M87)
A uma distância de 50 milhões de anos luz, M87 está relativamente próxima da Terra e fica no centro do aglomerado de Virgem, que contém milhares de galáxias. A localização de M87, combinada ao longo período de atividade do Chandra, fez com que a galáxia fosse um excelente alvo de observação.
"Nossos resultados mostram em grande detalhe como o buraco negro supermassivo tem um controle surpreendentemente bom sobre a evolução da galáxia onde vive", disse Norbert Werner, do Instituto Kavli de Astrofísica de partículas e Cosmologia da Universidade Stanford e do Laboratório Nacional de Acelerador SLAC. O aglomerado ao redor da M87 brilha em luz de raios X, que é captada pelo Chandra. À medida que se resfria, o gás pode cair na direção do centro da galáxia, onde poderia continuar a se resfriar ainda mais e formar novas estrelas. No entanto, observações de rádio feitas pelo VLA indicam que os jatos de partículas altamente energéticas produzidos pelo buraco negro da M87 interrompe o processo. Esses jatos erguem o gás relativamente frio perto do centro da galáxia e produzem ondas de choque na atmosfera galáctica, por conta de sua velocidade supersônica. Os cientistas envolvidos na pesquisa consideraram que a interação dessa "erupção" cósmica com o ambiente galáctico é muito semelhante à do vulcão islandês Eyjafjallajokull, que forçou o fechamento de boa parte dos aeroportos da Europa há alguns meses. Com o Eyjafjallajokull, bolsões de gás quente irrompiam pela superfície da lava, gerando ondas de choque que podem ser vistas passando através da fumaça cinzenta. O gás aquecido se eleva pela atmosfera, arrastando a poeira cinzenta atrás de si.  Em analogia com o vulcão, as partículas energéticas produzidas na vizinhança do buraco negro elevam-se através da atmosfera que emite raios X, fazendo elevar-se o gás mais frio perto do centro da M87, de modo semelhante ao arrasto das nuvens de cinza vulcânica visto na Terra. Na galáxia M87, as plumas de gás mais frio que são erguidas contêm tanta massa quanto todo o gás contido num raio de 12.000 anos-luz do centro do aglomerado de galáxias. "Esse gás teria formado centenas de milhões de estrelas se o buraco negro não o tivesse retirado do centro da galáxia", disse um dos autores de um dos dois artigos que descrevem a dinâmica da M87, Evan Milion, de Stanford.
Fonte: Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
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