23 de ago de 2010

Galileu Galilei

Galileu nasceu em 15 de fevereiro do ano de 1564 na cidade de Pisa, Itália, no mesmo século em que morreu o monge polonês Copérnico (1473-1543) e nasceu o excêntrico dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) e o alemão Johannes Kepler (1571-1628), que por ter arquitetado as três leis mais importantes do Porém, diferentemente destes, que sempre mantiveram fortes laços com a mística da Idade Média, Galileu ousou romper com a filosofia do grego Aristóteles (384-322 a.C), tão em voga entre os intelectuais da Europa de 400 anos atrás, quando a maioria das pessoas trabalhava na agricultura ou eram artesãos, e pouquíssimas crianças iam à escola. Contrariando a vontade de seu pai, Galileu não se tornou comerciante nem muito menos religioso. Matriculou-se aos 17 anos da Universidade de Pisa, onde se revelou um brilhante aluno de medicina. Esse interesse, no entanto, sucumbiria quando Galileu descobriu o grande candelabro dependurado no teto da catedral de Pisa. Usando as batidas de seu próprio coração para medir o tempo, ele observou que o movimento do candelabro se completava sempre no mesmo período, não importando a amplitude da oscilação.

A tradição aristotélica

NAQUELA MESMA ÉPOCA, uma aula de geometria na universidade fez com que seu interesse migrasse para a Física. Galileu abandona a universidade em 1585 sem se tornar médico e começa a estudar matemática. De suas meditações sobre lâmpadas suspensas e oscilantes surgiram as leis do pêndulo – e destas, mais tarde, a invenção do relógio de pêndulo, pelo holandês Christiaan Huygens (1629-1695).
A luneta de Galileu.
Ocupando a cátedra de matemática no “Studio de Pádua”, Galileu realizou várias experiências sobre o problema de queda dos corpos. Para demonstrar que Aristóteles estava errado quando afirmou que “a velocidade de um corpo em queda é razão direta de seu peso”, realizou experiências com bolas de ferro rolando sobre um plano inclinado. Galileu aperfeiçoou a luneta, inventada pelo holandês Hans Lippershey (1570-1619) e em 1610 observou montanhas e crateras na Lua, manchas no Sol e quatro satélites em volta de Júpiter. Suas descobertas tiraram a importância do Homem como centro do Universo, maculando a perfeição dos céus. Ao criticar abertamente a física aristotélica e o sistema geocêntrico de Ptolomeu (127-145 d.C.), o sábio italiano acabou recebendo sua primeira advertência formal da Inquisição, que condenava as teorias sobre o movimento da Terra e proibia o ensino do sistema heliocêntrico de Copérnico. Quando em 1632 Galileu publicou seu polêmico “Diálogo sobre os dois maiores sistemas do mundo”, logo recebeu uma ordem para se apresentar em Roma.

A condenação

APÓS TRÊS MESES de exaustivas sessões de interrogatório, Galileu foi acusado pelo Tribunal do Santo Ofício e, em 22 de junho de 1633, obrigado a renegar sua certeza de que a Terra não estava imóvel no espaço, utilizando a frase “abjuro, maldigo e detesto os citados erros e heresias”. Galileu teve sua obra proibida e foi condenado à prisão domiciliar perpétua. Assim mesmo considera-se que o tratamento dispensado a Galileu foi notadamente brando considerando os padrões da Inquisição. Galileu já estava velho e não foi encarcerado um único dia, nem foi torturado. Seu processo não se compara ao de outro italiano, o jovem Giordano Bruno (1548-1600), primeiro filósofo a afirmar que deveria haver vida em outros lugares do Universo – brutalmente torturado e queimado vivo em praça pública. A condenação de Galileu foi uma tentativa de salvar o geocêntrismo, chave da escolástica, a grande síntese entre a filosofia de Aristóteles (século IV a.C.) e a doutrina cristã que dominou o pensamento europeu durante a Baixa Idade Média (séculos XI a XIV). Seu processo permaneceu arquivado por longos 350 anos. Somente em 1983 o papa João Paulo II admitiu os erros da Igreja e o absorveu.

O homem e o mito

GALILEU FALECEU COM QUASE 78 ANOS, em 6 de janeiro de 1642. Sua importância vai muito além do histórico confronto com a Inquisição. Em torno dele criaram-se muitas lendas e equívocos. Amigo pessoal do Papa que o condenou, seu pior inimigo, na verdade, foi seu próprio temperamento. Galileu muitas vezes se mostrava alegre e comunicativo. Nunca se casou, mas teve quatro filhos. Porém, quando discutia suas idéias era sarcástico, cínico e orgulhoso. Desgastou-se em demasia apenas atacando supostos rivais. Hoje, muitos o admiram por coisas que jamais fez, como inventar o telescópio, o termômetro ou o relógio de pêndulo. Também nunca atirou pesos do alto da torre de Pisa para demonstrar que corpos de massas diferentes caem com a mesma velocidade. Sua maior contribuição à ciência está no estabelecimento das bases do pensamento científico moderno, o método experimental, ressuscitado dos tempos do velho Arquimedes. É por isso que Galileu Galilei ainda é considerado por muitos como o "pai" da Física Moderna.
Fonte:Astronomia no Zênite

Um Trio de Galáxias

A imagem aqui reproduzida mostra um grupo de galáxias conhecido como Arp 274. Esse grupo, também conhecido como NGC 5679 é um sistema de três galáxias que parecem se sobrepor na imagem, embora eles possam estar em distâncias completamente diferentes. A forma espiral das duas galáxias aqui observadas parece quase que intacta. A terceira galáxia (a esquerda na imagem) é mais compacta, mas mostra evidências de regiões de formação de estrelas. Duas das três galáxias estão formando novas estrelas numa alta taxa. Isso é evidente nos pontos brilhantes em azul que representam a formação de estrelas e que se espalham ao longo dos braços espirais da galáxia a direita e ao longo da pequena galáxia a esquerda. A maior componente do grupo está localizada no meio do trio. Ela parece como uma galáxia espiral que poderia ser barrada.

O sistema como um todo reside a aproximadamente 400 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Virgem. A Wide Field Planetary Camera 2 do Telescópio Espacial Hubble foi usada para fazer essa imagem do Arp 274, utilizando os filtros de luz visível e infravermelho combinados com um filtro que isola a emissão de hidrogênio. As cores nesta imagem refletem a cor intrínseca das diferentes populações de estrelas que constituem as galáxias. Cores amareladas representam estrelas mais velhas e podem ser vistas no bulbo central de cada galáxia. Um aglomerado central brilhante de estrelas ponta cada núcleo. As estrelas mais jovens em azul montam os braços espirais, juntamente com uma nebulosidade rosada que é iluminada pelas novas estrelas em formação. A poeira interestelar tem sua silhueta ressaltada quando iluminada contra a população estelar. Um par de estrelas em primeiro plano que estão localizadas dentro da própria Via Láctea aparecem na porção direita da imagem.

Objeto de Hoag: Uma Estranha Galáxia de Anel

Essa imagem mostra uma galáxia ou duas? Essa questão surgiu em 1950 quando o astrônomo Art Hoag observou esse objeto de forma incomum. Na parte externa pode-se observar um anel dominado por estrelas brilhantes, enquanto que próximo ao centro localiza-se uma bola de estrelas mais apagada e mais antigas. Entre os dois objetos aparece um vazio que parece completamente negro. Como notou Hoag a origem do objeto ainda permanece um mistério, embora outros objetos similares tenham sido identificados e coletivamente são classificados como galáxias de anéis. As hipóteses de formação incluem colisão entre galáxias ocorrida há bilhões de anos atrás e o efeito gravitacional de uma barra central que desde então desapareceu. A imagem aqui reproduzida foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001 e revela detalhes nunca antes vistos do Objeto de Hoag que facilitam o seu entendimento. O Objeto de Hoag se espalha por 100000 anos-luz e localiza-se a uma distância aproximada de 600 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação da Serpente. De forma coincidente pode-se observar na imagem dentro vazio que separam as duas feições principais, mais ou menos na posição de uma hora outra galáxia de anel que provavelmente localiza-se a uma distância maior.

Galeria de imagens - Os mais importantes telescópios do mundo

Afinal, as observações astronômicas não são feitas apenas pelo Hubble. Cada telescópio possui características únicas que fazem dele “especialista” em determinada área. Conheça os mais importantes:

Hubble Space Telescope – Nasa
Em funcionamento desde 1990, ele merece o lugar no topo da lista. Ele tem observado o espaço através da órbita da Terra por 19 anos e é conhecido como o avô dos telescópios. O Hubble foi o primeiro dos grandes telescópios a ser construídos pela Nasa. Durante suas observações o Hubble ajudou a esclarecer alguns mistérios astronômicos: a escala do espaço, o ciclo de vida das estrelas, buracos negros e a formação das primeiras galáxias. Atualmente, está passando por uma reforma e espera-se que ele fique por mais cinco anos em atividade.

Observatório Chandra de raios-X – Nasa
É o terceiro dos quatro maiores telescópios da Nasa, criado em 1999, e é o mais poderoso telescópio de raios-X do mundo. Chandra foi batizado em homenagem ao físico Subrahmanyan Chandrasekhar, e examina as emissões de raios-X feitas por alguns dos mais estranhos objetos espaciais, incluindo quasars – que são enormes nuvens de gás e poeira que são sugadas por buracos negros. Os raios-X são produzidos quando a matéria é aquecida a milhões de graus. O Chandra já “trabalhou em equipe” com vários outros telescópios, incluindo o Hubble, para criar imagens compostas do nosso universo. Entre as conquistas do Chandra estão a descoberta de buracos negros e do Buraco Negro Supermassivo da Via Láctea, o Sagittarius A.

Telescópio Espacial Spitzer – Nasa
O Spitzer foi o último dos grandes telescópios da Nasa a ser lançado, em 2003, e reúne informações sobre a radiação infravermelha que emana de objetos cósmicos – incluindo galáxias distantes, buracos negros e até cometas do Sistema Solar. A radiação infravermelha é difícil de ser observada diretamente do chão da Terra, pois é muito absorvida pela nossa atmosfera – por isso o Spitzer, assim como o Chandra e o Hubble, orbitam o nosso planeta e não estão fixos no solo. Uma das mais conhecidas conquistas do Spitzer é ter sido o primeiro telescópio a captar a luz de um exoplaneta. Como terá que passar por se aposentar muito em breve, daqui a dois anos (o líquido que o resfria está acabando), será substituído pelo Herschel, da Agência Espacial Européia.

Observatório Espacial Hershel – ESA e Nasa
O Hershel foi lançado no dia 14 de maio de 2009, juntamente com o telescópio Planck. Herschel é o maior e mais poderoso telescópio infravermelho, que observa ondas emitidas pelos mais frios objetos do Universo. Ele foi projetado para buscar água em cometas e nuvens espaciais. Ele também irá observar estrelas em formação. Assim como seu predecessor, o Spitzer, espera-se que ele também consiga mais informações sobre exoplanetas.

Observatório Planck – ESA
O “colega de lançamento” do Herschel, Planck, se concentrará na luz do Universo. Ele irá procurar vestígios da primeira luz a brilhar no cosmos. Parece difícil, certo? Suas missões também incluem: mapear o campo magnético da Via Láctea em 3D, e buscar respostas nos mistérios da matéria e da energia escuras.

Kepler Mission – Nasa
Outro que foi lançado em 2009, o novo telescópio “caçador de planetas” da Nasa irá buscar especificamente outros planetas que tenham características parecidas com a Terra. Para isso o Kepler irá buscar variações características na luz de estrelas que indicam que há planetas orbitando-as (ele começará com uma “pequena” amostragem de 100 mil estrelas próximas). Os astrônomos esperam que ele encontre planetas cuja temperatura possibilite a existência de água líquida.

Telescópio Fermi de Raios Gama – Nasa
O Fermi “trabalha” com a mais extrema forma de energia no cosmos: os raios gama. Esse tipo de raios podem revelar alguns dos mais energéticos eventos no espaço, incluindo pulsares, energia escura e buracos negros.

Explorador Swift de Explosões de Raios Gama – Nasa
Como o Fermi, o Swift também procura por raios gama – mas por explosões, as mais poderosas do Universo. O Swift pode detectar a explosão e, em menos de um minuto, posicionar-se de modo a observá-la melhor. [Space.com]

Por Luciana Galastri-hypescience.com

Como o Sistema Solar foi formado?

Os cientistas não têm certeza da forma exata com que o Sistema Solar se formou, mas a teoria mais aceita é que uma nuvem de moléculas teve um colapso interno, explodindo e formando o nosso Sistema há 4,6 bilhões de anos atrás. Nessa hipótese, conhecida como modelo nebular, o Sol se formou primeiro, cercado por um disco de gás e poeira, que mais tarde formariam os planetas. Mas só a formação da estrela necessitou de um processo que duraria cerca de 100 mil anos. Um estudo deste ano, da Universidade Carnegie, sugere que a contração das moléculas poderia ter sido ativada por uma explosão de supernovas próximas.

Outras forças, como a diferença de densidade, no entanto, também poderiam ter causado o colapso da nuvem. Os planetas teriam se formado a partir da colisão das partículas do disco de poeira, e essas partículas foram agregando cada vez mais material, até formar planetóides. Quando eles ficaram com uma massa grande o suficiente para terem seu campo gravitacional, atraíram ainda mais matéria causando ainda mais colisões – apenas os maiores sobreviviam a essas colisões, e acabavam crescendo ainda mais.
 
Na área mais quente ao redor do Sol, a água evaporava com mais facilidade e apenas os metais conseguiam se solidificar, constituindo, assim, os núcleos dos planetas na parte interna do sistema solar (como o núcleo da Terra). Em áreas mais distantes, temperaturas mais frias e o gelo abundante fizeram com que corpos muito maiores se formassem, criando os núcleos de planetas enormes – como Júpiter ou Saturno. Os núcleos eram grandes o suficiente para atrair gases de nebulosas próximas, formando a superfície gasosa desses planetas. Além de Urano, não sobrou material suficiente para criar planetas tão grandes e os planetóides não conseguiram evoluir para planetas, formando o cinto de Kuiper. [Life's little mysteries]
Por Luciana Galastri -hypescience.com

O Universo está em constante expansão, e deve se tornar um “deserto”


Uma “lente galáctica” revelou que o Universo provavelmente irá se expandir para sempre. Os astrônomos usaram os rastros de luz de estrelas distantes, que são distorcidos por um aglomerado galáctico conhecido como “Abell 1689”, para descobrir a quantidade de energia escura no cosmos. A energia escura é uma força misteriosa que acelera a expansão do Universo. Compreender a distribuição dessa força revelou que o provável destino do Universo é se expandir até, segundo os pesquisadores, se tornar um deserto, frio e morto. A energia escura compõe três quartos de nosso Universo, mas é totalmente invisível. Só sabemos que ela existe devido ao seu efeito sobre a expansão do Universo. Abell 1689, descoberto na constelação de Virgem, é um dos maiores aglomerados galácticos conhecidos pela ciência. Devido à sua enorme massa, ele faz com que a luz se curve à sua volta. A maneira com que a luz é distorcida por essa lente cósmica depende de três fatores: do quão longe o objeto distante está, da massa de Abell 1689, e da distribuição da energia escura. Conhecer a distribuição da energia escura diz aos astrônomos que o universo vai continuar a ficar cada vez maior a tempo indefinido. Eis que o destino de nosso universo já foi revelado: eventualmente ele irá se tornar um deserto com uma temperatura próxima ao que os cientistas chamam de “zero absoluto”.
Fonte: Natasha Romanzoti -hypescience.com
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