30 de ago de 2010

Buraco negro no lugar do Sol

O que aconteceria se o Sol se tornasse um buraco negro? Acontece que a chance de isso ocorrer é praticamente nula. Na verdade, o centro do Sol não é suficientemente grande para se tornar um buraco negro. Os cientistas acreditam que, quando o Sol morrer, daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, ele crescerá, tornando-se uma gigante vermelha. Quando isso acontecer, ele aumentará de tamanho e provavelmente consumirá Mercúrio e Vênus, e possivelmente a Terra. Por fim, milhões de anos depois, o Sol ficará literalmente sem energia.
 
Então, será formada uma nebulosa planetária, deixando para trás um centro muito denso, composto principalmente por carbono, do tamanho aproximado da Terra. A essa altura, o Sol será uma anã branca. Conforme sua temperatura esfria, ele será, por fim, uma anã negra. Agora, apenas para argumentar, suponha que o Sol tenha se tornado mesmo um buraco negro, e a Terra e outros planetas tenham conseguido sobreviver a essa transformação. Como o Sol é uma estrela giratória, seu centro continuaria girando, tornando-o um buraco negro de Kerr com uma ergosfera. Como o centro do Sol é muito pequeno, a ergosfera também seria.
 
Na verdade, seria tão pequena, que os planetas continuariam a orbitar da mesma maneira. O buraco negro teria a mesma massa e, portanto, a mesma gravidade do Sol. Os planetas em órbita não notariam nenhuma diferença. Obviamente, se isso acontecesse, a vida atual seria bastante alterada, mas por outro motivo. Um buraco negro não emite luz. A escuridão consumiria a Terra, que ficaria extremamente fria. Os oceanos congelariam e todas as formas existentes de vida seriam extintas rapidamente. Se os seres humanos conseguissem ir para o subsolo com uma boa maneira de gerar eletricidade e calor, eles poderiam sobreviver. Mas o clima seria muito frio na superfície.
Fonte: (HowStuffWorks Brasil)

Som das estrelas ajuda na busca por planetas habitáveis

A sismologia estelar poderá abrir caminho para a observação da atividade magnética de centenas de estrelas, ajudando a avaliar novos sistemas solares com potencial de abrigar vida.[Imagem: Institute of Astrophysics of the Canaries (IAC)]

Sismologia estelar

Em uma tentativa de elucidar questões ainda misteriosas sobre o Sol, incluindo os impactos do seu ciclo de 11 anos sobre a Terra, uma equipe internacional de cientistas decidiu sondar uma estrela bem mais distante. Ao monitorar as ondas sonoras emitidas pela estrela, a equipe observou um ciclo análogo ao ciclo magnético do Sol. "Essencialmente, a estrela está tocando como um sino," diz Travis Metcalfe, coautor da pesquisa.A equipe examinou as oscilações acústicas da estrela usando uma técnica chamada "sismologia estelar". Os cientistas estudaram uma estrela conhecida como HD49933, que está localizada a 100 anos-luz da Terra, na constelação do Unicórnio. Eles detectaram a assinatura de "manchas estelares", áreas de intensa atividade magnética na superfície da estrela que são semelhantes às manchas solares. "Conforme ela se move através de seu ciclo, o tom e o volume dos sons se alteram em um padrão muito específico, deslocando-se para tons mais elevados com volumes mais baixos no auge do seu ciclo magnético."

Planetas habitáveis

A sismologia estelar poderá abrir caminho para a observação da atividade magnética de centenas de estrelas, ajudando a avaliar novos sistemas solares com potencial de abrigar vida. Estudar muitas estrelas dessa forma vai ajudar os cientistas a entender melhor como os ciclos de atividade magnética podem variar de estrela para estrela, bem como os processos por trás de tais ciclos. A sismologia estelar poderá ser especialmente útil para se entender os processos de atividade magnética que ocorrem dentro do Sol, inteiramente ligados à influência do Sol sobre o clima da Terra. "Entender a atividade das estrelas que abrigam planetas é necessário porque as condições magnéticas na superfície da estrela podem influenciar a zona habitável, onde a vida poderia se desenvolver," o cientista Rafael Garcia, coautor do estudo. A técnica também poderá permitir melhores previsões do ciclo solar e das tempestades geomagnéticas que resultam desse ciclo, fenômenos estes que podem causar grandes perturbações para as redes de distribuição elétrica e de comunicação.

Ciclos estelares

Para ouvir a estrela, os cientistas analisaram 187 dias de dados capturados pelo telescópio Corot, uma missão da qual o Brasil faz parte e cujo principal objetivo é encontrar exoplanetas. O estudo descobriu que a HD49933 é muito maior e mais quente do que o Sol, embora seu ciclo magnético seja muito menor - pouco menos de um ano, em comparação com os ciclos de 11 anos do Sol. O fato de outras estrelas terem ciclos magnéticos tão pequenos entusiasmou os astrônomos, que agora poderão monitorar ciclos completos das estrelas, usando tanto o Corot quanto o recém-lançado telescópio Kepler que, além de exoplanetas, também quer encontrar luas habitáveis em outros planetas. "Quanto mais estrelas e ciclos magnéticos completos nós observarmos, mais poderemos colocar o Sol em perspectiva e explorar os impactos da atividade magnética sobre possíveis planetas girando ao redor dessas estrelas," concluem os cientistas.
Fonte:Inovação Tecnológica

Galáxia Como Marcador de Distância

A galáxia espiral NGC 4921 está localizada a uma distância estimada de 320 milhões de anos-luz. Essa imagem aqui reproduzida foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble e devido a sua nitidez e resolução está sendo usada para identificar marcadores fundamentais para se medir distâncias estelares como as estrelas variáveis Cefeidas. A espetacular espiral NGC 4921 tem sido formalmente chamada de anêmica pelo fato de possuir uma baixa taxa de formação de estrelas e um também baixo brilho superficial.
O que se pode observar na imagem é um núcleo brilhante, uma barra brilhante central um proeminente anel de poeira, aglomerados azuis de estrelas recentemente formadas, algumas pequenas galáxias companheiras, galáxias ainda não catalogadas do universo distante e estrelas não catalogadas da Via Láctea.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Sonda CONTOUR

A sonda CONTOUR ou Comet Nucleus Tour era uma missão não-tripulada da NASA, lançada em 3 de Julho de 2002, por um foguete Delta II modelo 7425, que tinha por objetivo a exploração de dois cometas, com a possibilidade de explorar um terceiro cometa. Os dois cometas que seriam visitados eram o Encke e o Schwassmann-Wachmann 3, e o terceiro cometa seria o d'Arrest. Mas perdeu-se contato com a sonda em 15 de Agosto, seis semanas após o seu lançamento e a missão foi posteriormente considerada perdida. A missão CONTOUR era gerenciada pela NASA através do Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory, da cidade de Laurel, no estado de Maryland. Depois de uma extensiva investigação, foram identificadas quatro prováveis causas para a falha da sonda, mas se chegou a conclusão que era mais provavel que o problema se deveu uma falha estrutural na sonda devido ao aquecimento da nave quando do acionamento de seu foguete de propelente sólido, para pôr a sonda em uma outra órbita a fim de alcança o cometa Encke.

A missão

A missão CONTOUR tinha por finalidade fazer o encontro com dois diferentes cometas, a fim de pesquisá-los. Eram os cometas Encke e o Schwassmann-Wachmann-3, que fazem visitas periódicas no interior do Sistema Solar. Para cada cometa se esperava que a sonda chegasse a uns 100 km de distância para tirar fotos de alta resolução e para realizar análises detalhadas do gás e da poeira do cometa das regiões próximas ao seu núcleo, bem como determinar com precisão a órbita dos cometas.

A Sonda

A sonda CONTOUR tinha uma massa total 775 kg, incluindo 70 kg de hidrazina e o motor de propelente sólido Star 27 possuía uma massa de 377 kg. A energia era fornecida por painéis solares montados ao longo do corpo da sonda, que podiam operar entre 0,75 e 1,5 UA do Sol. A sonda era constituída por uma estrutura de alumínio octogonal, coberto de células solares. A sonda era envolvida por mantos de proteção contra o impacto da poeira dos cometas. Formado por múltiplas camadas de Nextel com Kevlar protegendo toda a sonda, exceto no tubo de descarga do sistema de empuxo da sonda. A sonda era estabilizada em três eixos. As comunicações principais eram feitas através de uma antena de alto-ganho, fixa de 0,45 cm de diâmetro.
A sonda CONTOUR transportava 4 instrumentos científicos primários, que eram:
Contour Remote Imager/Spectrograph (CRISP),
Contour Aft Imager (CAI),
Dust Analyzer (CIDA),
Neutral Gas Ion Mass Spectrometer (NGIMS).

Trajetória

Depois que a sonda tivesse sido colocada em sua órbita final, em 15 de Agosto de 2002, ela entraria em modo de hibernação por nove meses, sendo reativada assim que se aproxima-se do cometa. A sonda estaria em uma trajetória que lhe permitiria encontrar com o cometa Encke, em Novembro de 2003. Posteriormente a sonda efetuaria três assistências gravitacionais com a Terra, para que pudesse se encontrar com o cometa Schwassmann-Wachmann 3, em Junho de 2006. Mais duas assistências gravitacionais seriam efetuadas para que a sonda, agora pudesse interceptar o provável cometa d’Arrest, na parte de sua missão estendida, pois a existência deste cometa ainda não havia sido confirmada. Todos os cometas eram de período curto e suas trajetórias passariam próximos da órbita da Terra.

 Perda de contato

Em 16 de Agosto de 2002, observações fita da Terra identificaram o que parecia ser três objetos com trajetórias levemente divergentes, próximos a onde se era esperado avistar a sonda CONTOUR. Tentativas de contato foram feitas até 20 de Dezembro, quando a NASA e a Johns Hopkins University, que gerenciava as pesquisas, consideraram que a sonda estava perdida.

Listagem das possíveis causas da falha da sonda.

Causa mais provável:
*Superaquecimento do tubo de descarga do foguete de propelente sólido.

Causas alternativas:
*Falha catastrófica do foguete de propelente sólido.
*Colisão com algum destroço ou com um meteorito.
*Perda do controle dinâmico da sonda.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Afloramento Comanche em Marte Indica Passado Propício a Vida

Poderia a vida uma vez ter sobrevivido em Marte? Hoje, nem a vida animal nem a vida vegetal como conhecida na Terra poderia existir por muito tempo em Marte, principalmente devido a ausência de um ingrediente fundamental – água em estado líquido – que é uma falta essencial na superfície do planeta vermelho. Embora existam evidências coletadas pelas sondas que lá estão indicando que há muito tempo atrás Marte pode em algum momento ter tido água líquida em sua superfície, essa água pode ter sido muito ácida para que as formas familiares de vida tenham existido. Recentemente contudo, novas análises detalhadas de uma rocha aflorada incomum e do solo feitas pela sonda Spirit desde 2005 tem descoberto uma pista indicando que nem toda a superfície do planeta foi sempre tão ácida.

O pedaço de rocha em questão, chamado de Afloramento Comanche e visível próximo ao topo da imagem aqui reproduzida, parece conter altas concentrações de elementos como magnésio, ferro e carbono. A imagem aqui reproduzida mostra as cores de modo exagerado para destacar exatamente a diferença na composição química encontrada. A partir do momento que esses elementos se dissolvem na presença de líquido ácido, a persistência deles nesse pedaço de rocha indicam que um tipo de água talvez menos ácida e mais favorável para a vida tivesse fluido através do planeta vermelho. Análises e pesquisas mais detalhadas sobre esse tema que nos intriga há muitos anos com certeza continuarão sendo realizadas.
Créditos:Ciência e Tecnologia

O Meio Interestelar Local

As estrelas não vagam sozinhas pelo universo. No disco da nossa Via Láctea aproximadamente 10% da matéria visível é formada por gás, chamado de meio interestelar (MIS). O MIS não é uniforme, e mostra-se em pedaços mesmo próximo do Sol. O MIS é muito difícil de ser detectado pois ele é muito tênue e emite muito pouca luz. Ele é formado na sua maioria por gás hidrogênio, contudo, absorve algumas cores muito específicas que podem ser detectadas na luz de estrelas próximas. O mapa ilustrado e aqui reproduzido do MIS local mostra uma região com 10 anos-luz de extensão e tem como base as observações e os avanços mais recentes. Essas observações mostram que o nosso Sol está se movendo através da Nuvem Interestelar Local à medida que essa nuvem flui da região de formação de estrelas conhecida como Associação de Scorpius-Centaurus. O nosso Sol pode deixar a Nuvem Interestelar Local, também chamada de “Penugem Local” numa tradução livre nos próximos 10000 anos. Muitos detalhes sobre o MIS ainda são desconhecidos, incluindo os detalhes sobre a sua distribuição, sua origem e como ele afeta o Sol e a Terra.

A Beleza Fantasmagórica da Morte de Uma Estrela Massiva

Essa morte de uma estrela é violenta mesmo para os padrões de um universo violento que vivemos. Se o Sol pudesse se tornar uma supernova, o que não pode acontecer devido as suas características, o céu da Terra ficaria coberto com a luz de um Sol que de repente ficou 10 bilhões de vezes mais brilhante. A inundação de energia seria breve igual a qualquer outra estrela na Via Láctea e iria vaporizar qualquer observador na Terra antes que esses pudessem registrar esse fenômeno. A remanescente de supernova E0102 é o detrito de uma estrela muito massiva que explodiu nas vizinhanças da Via Láctea, mas precisamente na nossa galáxia vizinha a Pequena Nuvem de Magalhães. A E0102 tem um grande interesse pois nós a observamos como ela parece somente 2000 anos depois da explosão e isso pode fornecer pistas sobre como uma supernova funciona e quais materiais são dispersados por ela no meio interestelar.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Caroline Herschel

Caroline Lucretia Herschel (Hannover, 16 de março de 1750 - Hannover, 9 de janeiro de 1848) foi uma astrônoma inglesa. Nasceu em uma família de músicos alemães. Em 1772 ela se mudou para a Inglaterra para ficar com seu irmão, o astrônomo William Herschel. Depois de aprender astronomia sozinha e matemática com a ajuda de seu irmão, ela se tornou sua assistente.
Mais tarde, em 1787, Herschel foi nomeada assistente do Astrônomo da Corte, tendo sido a primeira mulher a ocupar esse cargo. Herschel tornou-se reconhecida em toda a Europa como uma grande astrônoma. Tanto em importante colaboração com seu irmão como sozinha, ela descobriu muitos cometas novos. Recebeu uma série de prêmios por seu trabalho, incluindo a Medalha de Ouro da Real Sociedade Astrônomica, em 1828. Ela era uma astrônoma autodidata. Seu sucesso ajudou a abrir o campo da astronomia para outras mulheres de sua época.
Fonte:Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um Buraco no Sol

Essa sinistra forma negra se espalhando através da face do Sol é um buraco coronal – uma região de baixa densidade que se estende acima da superfície onde o campo magnético solar se abre livremente ao espaço interplanetário. Estudada de forma exaustiva desde os anos de 1960 tanto na luz ultravioleta como através de raios-X, os buracos coronais são conhecidos como sendo a fonte de ventos solares de alta velocidade, átomos e elétrons que fluem ao longo de linhas abertas do campo magnético. Durante os períodos de baixa atividade, os buracos coronais normalmente cobrem as regiões acima do pólo solar. Mas esse buraco coronal extensivo domina o hemisfério norte do Sol e foi registrado através de sua emissão extrema no ultravioleta pelas câmeras a bordo do Solar Dynamics Observatory. Os jatos de vento solar provenientes desse buraco coronal foram os responsáveis por auroras ocorridas no planeta Terra.
Créditos:Ciência e Tecnologia

A Misteriosa Cratera Alongada de Marte


A Orcus Patera é uma enigmática depressão elíptica localizada próximo do equador marciano, no hemisfério leste do planeta. Localizada entre os vulcões Monte Elysium e Monte Olympus, essa formação ainda é um mistério. Muitas vezes sendo registrada de maneira geral, essa depressão bem definida se estende por aproximadamente 380 km de comprimento por 140 km de largura na direção NNE-SSW. Ela possui um anel que se ergue 1.800 m acima das planícies ao redor, enquanto que o assoalho da depressão localiza-se entre 400 m e 600 m abaixo do terreno ao redor. O termo ‘patera’ é utilizado para designar algo profundo, complexo ou crateras vulcânicas com formas irregulares como a Hadriaca Patera e a Tyrhena Patera na margem nordeste da bacia de impacto Hellas, apesar do nome e o fato dela estar posicionada próximo de vulcões, a verdadeira origem da Orcus Patera ainda não é esclarecida. Além do vulcanismo existem várias outras possíveis origens. A Orcus Patera pode ser uma grande e originalmente circular cratera de impacto, subseqüentemente deformada por forças compressionais. Alternativamente, ela poderia ter sido formada após a erosão de crateras de impacto alinhadas. Contudo, a explicação mais provável é que ela foi uma cratera oblíqua, quando um corpo celeste atingiu a superfície com um ângulo muito baixo, talvez menos de 5° acima da linha horizontal. A existência de forças tectônicas na Orcus Patera é evidente pela presença de numerosos grabens, estruturas de rift que cortam o anel.com mais de 2.5 km de largura esses grabens são orientadas de forma grosseira na direção L-W e só são visíveis no anel e nas redondezas próximas. Dentro da Orcus Patera, o grande graben não é visível, provavelmente tenha sido coberto por depósitos posteriores. Mas grabens menores estão presentes indicando que alguns eventos tectônicos ocorreram nesta região e também sugerindo que múltiplos episódios de deposição tenham ali acontecido. A ocorrência de cadeias enrugadas dentro da depressão provam que não somente forças extensionais foram necessárias para criar os grabens mas também forças compressionais deram forma para a região. As formas negras localizadas próximo do centro da depressão provavelmente foram formadas por processos dirigidos por ventos, onde material escuro escavados por eventos de pequenos impactos na depressão foram redistribuídos. Contudo, a presença de grabens e de cadeias enrugadas não solucionam a origem da Orcus Patera, pois essas feições geológicas podem ser encontradas em todo o planeta vermelho. Desse modo a verdadeira origem da Orcus Patera continua sendo um enigma para os cientistas.
Créditos:Imagens do Universo

Dois dos objetos mais escuros do Universo podem gerar ´`Lus ivisivèl``

                                                            © NASA (galáxia Centauro A)
Dois dos objetos mais escuros no Universo podem estar produzindo luz invisível (radiação). Quando jatos liberados pelo buraco negro supermaciço existente no centro de uma galáxia colidem com matéria escura, eles podem produzir raios gama detectáveis na Terra, evidência indireta da existência da tão falada matéria escura. Os jatos de partículas são liberados de buracos negros a velocidades próximas a da luz. Eles estariam relacionados a pedaços de matéria escura que teriam caído no buraco negro. O pesquisador Stefano Profumo, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e sua equipe calcularam como elétrons em um desses jatos interagiriam com a matéria escura circundante. Eles focaram especificamente nos tipos de partículas de matéria escura previstas por duas grandes teorias: a superssimetria, que propõe que cada partícula ordinária possui um parceiro, e outra teoria que assume a existência de uma quarta dimensão no Universo.  A equipe descobriu que, em vez de simplesmente se chocarem, alguns dos elétrons e das partículas de matéria escura poderiam se fundir, transformando-se em uma única versão superssimétrica ou quadridimensional do elétron. Essa partícula seria pesada; a maioria da energia cinética do elétron (energia de movimento) seria usada na criação da nova partícula. Consequentemente, essa partícula ficaria quase parada.  Se a partícula decaísse de volta para a forma de um elétron e de uma partícula de matéria escura, o elétron liberaria raios gama. Ao contrário de uma partícula que se move rapidamente, como as dos jatos, essa partícula quase parada emitiria raios gama que poderiam viajar em qualquer direção. Isso potencialmente as tornaria mais fáceis de distinguir da montanha de fótons presentes no jato, diz o colaborador Mikhail Gorshteyn, da Universidade de Indiana, em Bloomington. A ideia de que partículas de um buraco negro poderiam interagir com matéria escura para produzir raios gama já havia sido proposta, mas o estudo anterior sugeria que os raios seriam muito fracos para serem detectados na Terra. Profumo e sua equipe, no entanto, descobriu que numa faixa estreita de energia dos elétrons, quase todos os elétrons colidindo com matéria escura irão se converter em uma versão superssimétrica ou quadridimensional. Esse efeito de "ressonância" produziria raios gama que poderiam ser detectados por telescópios orbitais, como o Telescópio Espacial Fermi, da Nasa (agência espacial americana).
A equipe calcula que o efeito poderia explicar as frequências de raios gama medidas pelo telescópio Fermi oriundas do buraco negro no centro da galáxia Centaurus A. Mas o espectro de frequência de raios gama de outra galáxia, Messier 87, não bate com seus cálculos. A massa do buraco negro central e raio de Schwarzschild na M87 é aproximadamente 100 vezes maior que a da Centaurus A. "É preciso considerar esses resultados como muito prematuros", diz Lars Bergstrom, da Universidade de Estocolmo, na Suécia. Contudo, ele acrescenta que diferenças na distribuição da matéria escura nas duas galáxias pode explicar a discrepância.
Créditos:Astro News
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...