2 de set de 2010

Seis Coisas Interessantes Sobre a Radiação Cósmica de Fundo

O brilho da criação – normalmente conhecido como radiação cósmica de fundo – é o calor deixado pela bola de fogo original do Big Bang de onde o universo nasceu há 13.7 bilhões de anos atrás. Esse brilho fornece uma idéia única sobre a infância do universo – uma foto de um bebê, que já foi descrita de forma dramática por Stpehen Hawking como “a descoberta do século, se não for a maior descoberta de todos os tempos” e que valeu a seu descobridor, George Smoot o Prêmio Nobel, que em seu discurso disse: “é como encontrar de frente com Deus”. Aqui, retirado do site physics.org, uma coleção de seis coisas interessantes sobre a radiação cósmica de fundo.

1 – Ela é o mais antigo fóssil da criação
Essa radiação foi emitida num tempo de 380000 anos após o universo ter tido o seu início explosivo.
 
2 – Ela é a coisa mais fria do universo
Ela tem sido esfriada pela expansão do universo a apenas 2.725 graus acima do zero absoluto – a temperatura mais baixa possível – por esse motivo não emite luz no comprimento de onda visível mas sim emite sua radiação através de ondas de rádio com um comprimento muito curto, principalmente em microondas.
 
3 – Ela carrega consigo uma imagem do universo bebê
Os ruídos e imperfeições na imagem mostram os locais onde o universo deixava de ser suave para pela primeira vez começar a aglomerar matéria que formaria galáxias e assim por diante.
 
4 – Ela possui 99.9% de todas as partículas de luz, ou fótons, do universo.
Impressionante, mas só 0.1% é proveniente da luz de estrelas, nebulosas e galáxias. Se você estivesse no espaço com um óculos mágico que mostrasse as microondas, você veria o universo como um todo brilhando com o brilho do Big Band, como se você estivesse dentro de um bulbo de uma lâmpada.
 
5 – Ela está no ar ao redor de você – e mesmo na sala onde você está agora
Não existe nenhum lugar para que a radiação possa ir depois que ela originou o universo e o universo por definição e tudo isso que vemos. Cada centímetro cúbico do espaço é atualmente atravessado por 300 fótons originados do Big Bang. Sintonize a sua TV entre duas estações e você terá que 1% do ruído estático que observa é originado na realidade no Big Bang.
 
6 – Sua descoberta se deu pela presença de dejetos de pombo
Quando os rádio astrônomos Arno Penzias e Robert Wilson pela primeira vez detectaram um sinal de microondas incomum em 1965 eles culparam os pássaros. Pombos haviam feito ninhos dentro da gigantesca antena de microondas que eles usavam nos laboratórios Bell Labs em Nova Jersey e esses pombo haviam coberto o interior da antena com um material dielétrico branco (acho que não é necessário falar literalmente o que era).
Créditos:Ciência e Tecnologia

Vapor de água no espaço pode se originar das estrelas

Quando o vapor de água foi descoberto, em 2001, ao redor da CW Leonis, os astrônomos acreditaram que ele se originaria de uma densa população de cometas. Essa hipótese agora foi descartada.[Imagem: Nasa]

Água de cometas

Astrônomos encontraram uma nova explicação para a presença de vapor de água ao redor de uma estrela gigante vermelha quase no final de sua vida. O vapor de água, a uma temperatura de cerca de 700º C, foi detectado em 2001 ao redor da estrela CW Leonis, rica em carbono, algo até então inédito. A melhor explicação então encontrada foi que a estrela deveria ser circundada por uma grande quantidade de cometas e asteroides, de onde se originaria a água - uma hipótese difícil de verificar para uma estrela que está a 650 anos-luz da Terra.

Água nas estrelas

Agora, um grupo de pesquisadores europeus decidiu estudar a mesma estrela usando imagens do telescópio espacial Herschel, lançado em maio de 2009 pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Eles identificaram dezenas de linhas de vapor de água no espectro eletromagnético da CW Leonis - também conhecida como IRC+10216 - uma gigante vermelha. Embora tenha uma massa de apenas 8 a 9 vezes a massa do Sol, a estrela é centenas de vezes maior - se fosse colocada no lugar do Sol, a CW Leonis se estenderia até além da órbita de Marte. Segundo os cientistas, algumas das linhas espectrais são produzidas por transições de estados altamente excitados que, ao serem analisados, indicaram temperaturas que variam entre -200º C e 800º C.
Isso significa que a água não deriva da vaporização de gelo de outros corpos celestes, como cometas, e que ela está se formando em regiões muito próximas da estrela, onde cometas não poderiam existir de forma estável.

Os cientistas sugerem que uma explicação possível para a presença de vapor é a produção fotoquímica de água por meio da ação de fótons ultravioleta, provavelmente vindos do espaço interestelar. [Imagem: ESA]

Assim, o vapor de água deve estar presente no chamado envelope interno da estrela. Os cientistas sugerem que uma explicação possível para a presença de vapor é a produção fotoquímica de água por meio da ação de fótons ultravioleta, caso o envelope da estrela tenha uma estrutura que permita a penetração da luz até as regiões mais próximas em seu entorno.Esses fótons ultravioleta se originariam da própria estrela ou, mais provavelmente, do espaço interestelar.

Química estelar

A descoberta expõe o fato de que o conhecimento sobre a química das estrelas mais velhas "ainda é rudimentar", dizem os astrônomos. A rigor, a presença de vapor de água em temperatura tão elevada ao redor de uma estrela altera o conhecimento atual sobre química estelar, uma vez que em um ambiente com muita presença de carbono, em equilíbrio termodinâmico, não se esperava que moléculas cheias de oxigênio (com exceção de monóxido de carbono) estivessem próximas. A descoberta também contradiz a ideia de que vapor de água não poderia se originar dos entornos de uma estrela, mas apenas a partir de regiões mais frias e distantes.
Fonte:Inovação Tecnologica

Marte e astrônomos célebres

Os astrônomos amadores e profissionais não estão sozinhos. Marte tem atraído o interesse de alguns dos mais famosos observadores celestiais há muito tempo. Esta é uma lista de alguns dos mais notáveis admiradores do Planeta Vermelho.
 
-Antigos babilônios: Chamavam Marte de “Nergal” e o temiam como a estrela da morte.
 
-Antigos egípcios: Batizaram o planeta de “Har Decher”, que significa “o vermelho”.
 
-Antigos gregos: Eles lhe deram o nome de “Ares”, o nome do deus grego da guerra.
 
-Os Romanos: Seu deus da guerra, Marte, dá nome ao planeta por derramar o sangue vermelho de seus inimigos.
 
-Nicolau Copérnico (1473-1543) citava Marte com frequência em seus escritos, e foi perseguido por defender a teoria blasfema de que os planetas (e não a Terra) orbitavam ao redor do Sol.
 
-Tycho Brahe (1546-1601) foi um astrônomo dinamarquês, anterior à invenção do telescópio, que calculou a posição de Marte.
 
-Johannes Kepler (1571-1630) foi aluno de Tycho Brahe. Foi um dos primeiros astrônomos a sugerir que Marte tinha uma órbita elíptica.
 
-Galileu Galilei (1564-1642) tornou-se célebre por enfrentar a Inquisição ao defender a teoria de Copérnico, mas também era um admirador do Planeta Vermelho. Galileu construiu seu próprio telescópio para observar Marte e seus planetas vizinhos.
 
-Christian Huygens (1629-1696) foi um astrônomo holandês que estudou Marte. Sua geração de observadores de estrelas foi uma das primeiras a utilizar equipamentos mais avançados, o que levou a novas descobertas, como os primeiros avistamentos da região do pólo sul de Marte.
 
-Sir William Herschel (1738-1822) tornou-se célebre por realizar uma observação muito precisa da inclinação axial do Planeta Vermelho, assim como a posição dos pólos sul e norte de Marte.
 
-Giovanni Schiaperelli (1835-1910) ficou famoso por ser o primeiro a observar os canais marcianos, ou “caneli”, que dominaria as discussões entre os astrônomos durante muitos anos.
 
-Percival Lowell (1855-1916) foi um astrônomo norte-americano do início do século 20. Ele desenvolveu a teoria de que os canais de Schiaperelli foram construídos, e não formados naturalmente. Esta especulação provocou um amplo debate sobre a possibilidade de vida em Marte.

Hiparco de Nicéia [ou de Rodes]

 Astrônomo e matemático grego da escola de Alexandria nascido em Nicéia, na Bitínia, hoje Iznik, na Turquia, e que viveu em Alexandria, mas trabalhou sobretudo em Rodes (161-126 a. C.), hoje considerado o fundador da astronomia científica e também chamado de pai da trigonometria por ter sido o pioneiro na elaboração de uma tabela trigonométrica, com valores de arcos e cordas para uma série de ângulos, utilizando a idéia pioneira de Hipsicles (180 a. C.), herdada dos babilônios, da divisão do círculo em 360 partes iguais (140 a. C.) e a divisão do grau em sessenta minutos de sessenta segundos. Viveu numa época posterior a Idade de Ouro da produção matemática daquela Universidade, atingida com Euclides, Apolônio, Eratóstenes e Arquimedes e que, a partir daí, entrou em declínio, mas foi um grande astrônomo, sem dúvida, e morreu em Rodes. Além de produzir algo inovador como a tabela de cordas, considerada precursora das atuais tabelas trigonométricas, inventou um método para a resolução de triângulos esféricos. Na astronomia é considerado uma figura de transição entre astronomia babilônica e a obra de Ptolomeu. Destacou-se pelo rigor de suas observações e segurança das conclusões a que chegou, descobertas fundamentais para a astronomia, rejeitou a teria heliocêntrica de Aristarco de Sámos e desprezou os ensinamentos da astrologia. Criticou a obra geográfica de Eratóstenes e empregou rigorosos princípios matemáticos para a localização de pontos na superfície da Terra. Entre suas contribuições na astronomia citam-se a organização de dados empíricos derivados dos babilônicos, melhoramentos em constantes astronômicas importantes tais como duração do dia e do ano, com uma aproximação de 6min30s, elaboração do primeiro catálogo estelar da história com cerca de 850 estrelas, e a impressionante descoberta da precessão dos equinócios, o movimento cíclico ao longo da eclíptica, na direção oeste, causado pela ação do Sol e da Lua sobre a dilatação equatorial da Terra e que tem um período de cerca de 26 000 anos. Inventou um dióptro especial que usou para medir com precisão as variações no diâmetro aparente do Sol e da Lua, e determinou as coordenadas celestes de cada uma delas, dividindo-as em seis magnitudes, de acordo com a luminosidade. Criou o primeiro astrolábio destinado a medir a distância de qualquer astro em relação ao horizonte (150 a. C.). Criou o sistema de localização pelo cálculo de longitude e latitude e dividiu em zonas climáticas o mundo habitado então conhecido. Para a cartografia, criou um método de projeção estereográfica.
Fonte:netsaber.com.br

Atmosfera de planeta extrassolar desafia modelos teóricos

Excesso de poeira pode ajudar a explicar discrepância entre teoria e observações
Imagem do planeta, ao centro, cercado pela luz intensa de sua estrela
Brendan Bowler e Michael Liu, IfA/Hawaii

Astrônomos da Universidade do Havaí mediram a temperatura de um jovem planeta gigante gasoso, usando o Observatório Keck, e obtiveram um resultado que consideraram "intrigante", segundo nota divulgada pelo Keck. Trata-se, segundo eles, de uma atmosfera planetária diferente da de qualquer outro mundo estudado anteriormente. Medindo a radiação emitida pelo planeta, os pesquisadores determinaram que os modelos teóricos para esse tipo de astro não conseguiam explicar os dados obtidos. A equipe suspeita que a razão é a poeira na atmosfera. Modelos com quantidades normais de poeira não se assemelham a este planeta, HR 8799 b, um dos três já descobertos em órbita da estrela HR 8799, a 130 anos-luz da Terra. A técnica usada para medir a temperatura do planeta depende da composição de sua atmosfera. Especificamente, a presença ou ausência do gás metano pode ser usada como termômetro. os pesquisadores determinaram que HR 8799 b tem pouco ou nenhum metano. Comparando essa constatação com outros dados e modelos teóricos, concluíram que a menor temperatura possível seria da ordem de 900 ºC. Os modelos, no entanto, não dão conta de todos os dados. As teorias atuais previam que HR 8799 b fosse pelo menos 400º C mais frio do que o que foi medido, com base na idade do planeta e na energia que está irradiando para o espaço. A equipe suspeita que a discrepância é causada pelo fato de o planeta ter, em sua atmosfera, muito mais poeira e nuvens que o previsto.  "O estudo direto de planetas extrassolares ainda está na infância, mas mesmo neste estágio estamos aprendendo que eles são um animal diferente dos objetos que conhecíamos", disse um dos autores do estudo, Michael Liu.
Fonte:estadao.com.br

Sonda da Nasa fotografa padrão de dunas perto do polo norte de Marte

Muitas dunas de Marte têm uma forma simples de lua crescente, chamada barchan
                                                        As dunas da região norte de Marte, perto do polo - NASA
Perto do polo norte de Marte, a paisagem é dominada por dunas de areia que formam um "mar", muito parecido com partes do deserto do Saara. Em partes desse mar, a areia é tão abundante que cobre toda a superfície. Na imagem ao lado, que registra uma área próxima à beira da região, há menos do material e as dunas se veem separadas por solo de cor mais clara. Muitas dunas de Marte têm uma forma simples de lua crescente, chamada barchan. Uma projeção longa, orientada a 90º em relação à direção do vento, é chamada de duna transversa. Na imagem, muitas dunas são semelhantes a barchans, mas elas parecem ter se fundido e se deformado em projeções mais alongadas e retilíneas, além de outras formas complexas. Isso sugere uma interação complexa com os ventos. A imagem foi produzida pela câmera de alta resolução HiRise, a bordo da sonda MRO, que se encontra em órbita do planeta vermelho desde 2006.
Fonte:estadao.com.br

Telescópio tira foto de uma nebulosa “floral”

O telescópio da NASA, Wide-Field Infrared Explorer (WISE), capturou recentemente uma foto da nebulosa “Rosette”, no espaço distante. A nebulosa Rosette, também conhecida como NGC 2237, é uma nuvem de formação de estrelas. Se você for um astrônomo amador, pode avistá-la facilmente com um pequeno telescópio, ou até mesmo com um bom par de binóculos.
Localizada na Via Láctea, o buraco no meio da nuvem é causado por grandes quantidades de radiação estelar que corroem as partículas da nebulosa. O resultado é essa formação floral vista na fotografia.
O telescópio captou imagens em quatro diferentes comprimentos de onda no espectro infravermelho de dentro da constelação “Monoceros”, ou “Unicórnio”, de onde se pode observar essa turbulência “floral” de gás, poeira e estrelas, que fica a cerca de 4.500 a 5.000 anos-luz de distância.
As cores da nebulosa representam diferentes elementos de seu interior. Como o WISE capturou a foto – na verdade, uma imagem composta – usando câmeras de infravermelho, pode-se dizer que o azul e o turquesa representam comprimentos de onda de 3,4 e 4,6 microns, que é a luz das estrelas, enquanto os verdes e vermelhos indicam a luz de poeira quente em 12 e 22 microns, respectivamente.
Já o traço verde brilhante na parte inferior esquerda da fotografia, curiosamente, é na verdade um elemento extra à nebulosa; como a WISE tirou múltiplas imagens (que formam o composto final), acabou capturando o rastro de um outro satélite junto. [POPSCI]
Por Natasha Romanzoti-hypescience.com
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