3 de set de 2010

Buracos Negros Eternos são os Últimos Lugares Seguros no Universo

Se você quisesse esconder alguma coisa em algum lugar para sempre, onde poderia colocar essa coisa? Buraco negros podem parecer ser esse lugar seguro, mas Stephen Hawking calculou que eles emitem uma fraca radiação e uma grande parte dos físicos atualmente acreditam que essa radiação emitida pelos buracos negros pode conter informação sobre o seu conteúdo. Agora pode existir uma maneira de se gerar um buraco negro eterno que agiria como o último esconderijo cósmico. A receita para esse improvável objeto foi descoberta ao se procurar por uma entidade ainda mais abstrata, o buraco branco. Buracos brancos, são buracos negros que andam para trás no tempo, expelindo matéria ao invés de sugá-la. Onde um buraco negro se forma a partir do de uma estrela que entra em colapso, um buraco branco explodiria e deixaria uma estrela em seu lugar. Buracos brancos nunca foram observados, mas a teoria da relatividade geral prevê que eles poderiam existir, pelo menos em princípio. O pesquisador Stephen Hsu da University of Oregon em Eugene queria calcular se um buraco brando emitiria radiação como um buraco negro. Ele considerou um caso especial de um buraco brando em um vácuo perfeito e calculou que quando ele emite o seu conteúdo, existe uma explosão de radiação essencialmente idêntica a radiação de Hawking emitida pelos buracos negros. Hsu percebeu então que se o processo você rodado ao contrário seria equivalente a um buraco negro se formando em um vácuo perfeito, sem a radiação de Hawking. “Ele se tornaria uma buraco negro sem radiação, o que seria algo muito estranho”, disse Hsu. O empecilho é que para rodar esse processo ao contrário e assim fazer um buraco negro eterno, você precisaria enviar uma precisa quantidade de radiação à medida que ele fosse se formando. A radiação teria que ser exatamente ajustada para interferir com a radiação de Hawking anulando-a. Talvez em uma civilização altamente avançada, os físicos poderiam criar um buraco negro que não evaporasse. Seria muito extremamente complicado mas matematicamente possível. Se fosse possível gerar esse buraco negro eterno ele seria o lugar perfeito para esconder informações importantes. Buracos negros normais emitem informações sobre o seu conteúdo de forma gradual por meio da radiação de Hawking. “A maioria dos cientistas chegaram a conclusão que esses buracos negros em certo momento evaporariam como um papel queimando aos poucos”, disse Martin Einhorn, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara. “Toda a informação contida no livro precisa ser codificada de uma forma especial para ser enviada pela radiação”. Em princípio, seria possível recriar o livro original – se você pudesse reunir toda a radiação emitida e entender as propriedades quânticas da gravidade. Mas com buracos negros eternos, “é como se fosse possível colocar toda a informação dentro de uma caixa e no fim ainda teria a caixa”, disse Hsu.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Nasa planeja visita ao Sol com sonda que suporta 1398°C

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou projeto no qual enviará uma espaçonave à atmosfera solar, a cerca de 6,4 milhões de km de sua superfície. A missão foi nomeada Solar Probe Plus e deve ser iniciada em 2018. Em nota em seu site, a Nasa afirma que pretende descobrir os mistérios do Sol.
Embora a espaçonave fique relativamente longe da superfície solar, ela terá cobertura composta por carbono e será resistente à radiação intensa e temperaturas acima dos 1398°C.
"As experiências selecionadas para a Solar Probe Plus foram desenvolvidas para responder a duas perguntas sobre física solar: por que a atmosfera externa solar é muito mais quente que sua superfície visível e o que propulsiona seu vento, que afeta não só a Terra, mas todo o Sistema Solar?", contou Dick Fisher, diretor da Divisão de Heliofísica da NASA, em Washington.
"Estamos lutando com essas questões por décadas, e essa missão poderá finalmente fornecer essas respostas", comemora Fisher.
Fonte:noticias.terra.com.br

Hidra (satélite)

Concepção do artista de Hidra (primeiro plano),Plutão e Caronte (segundo plano),e Nix (ponto brilhante no centro-esquerda
Hidra é um satélite natural de Plutão. Ela foi descoberta juntamente com Nix em junho de 2005, pela Equipe de Busca de Plutão do telescópio espacial Hubble, composta por Hal A. Weaver, S. Alan Stern, Max J. Mutchler, Andrew J. Steffl, Marc W. Buie, William J. Merline, John R. Spencer, Eliot F. Young e Leslie A. Young. As imagens da descoberta foram tiradas em 15 de maio e 18 de maio de 2005; as luas foram avistadas pela primeira vez por Max J. Mutchler em 15 de junho de 2005 e as descobertas foram anunciadas em 31 de outubro de 2005, depois de confirmações obtidas por outras observações. A lua foi designada S/2005 P 1.
O satélite orbita o baricentro do sistema no mesmo plano que Caronte e Nix, a uma distância de cerca de 65.000 km. Diferente de outras satélites de Plutão, sua órbita é apenas aproximadamente circular; sua excentricidade de 0,0052 é pequena, mas significantemente diferente de zero. Seu período orbital de 38,2 dias é próximo a uma ressonância orbital de 1:6 com Caronte, com a discrepância de tempo sendo 0,3%. Se isto é uma ressonância real, são necessárias mais informações detalhadas sobre sua órbita, em particular, sua taxa de precessão. Se não houver ressonância verdadeira, uma hipótese para explicar a quase-ressonância é que ela se originou antes da separação de Caronte, seguindo-se a formação das três lucas conhecidas, e é mantida pela flutuação local periódica de 15% no campo gravitacional Plutão-Caronte
Embora seu tamanho não tenha sido medido diretamente, estima-se que a lua tenha um diâmetro entre 40 km, se seu albedo for equivalente ao de Caronte (35%), e 130 km, se for de 4%, equivalente ao mais escuro OCK. Na época da descoberta, Hidra estava cerca de 25% mais brilhante do que sua lua irmã Nix, o que levou à suposição de que seu diâmetro era cerca de 10% maior. Porém, observações posteriores indicaram que as duas luas eram aproximadamente iguais em brilho. Isto provavelmente é devido a um formato oblongo, embora a variação de brilho em sua superfície também possa ser responsável. Hidra parece ser espectralmente neutra, como Caronte e provavelmente Nix, mas diferente de Plutão, que é avermelhado. Hidra será visitada juntamente com Plutão pela missão New Horizons, em 2015.
A lua foi apelidada de "Baltimore" por seus descobridores. O nome Hidra foi anunciado em 21 de junho de 2006, na Circular 8723 da UAI, junto com a designação formal Plutão III. Ela foi nomeada em homenagem à Hidra, o monstro que guardava as águas do mundo inferior de Plutão, na mitologia greco-romana.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre

Um Monstro na Escuridão – A Explosão de Raios Gamma 080607

Explosões de raios-gamma, ou a sigla em inglês GRBs estão entre os fenômenos mais energéticos que os astrônomos observam regularmente. Esses eventos são disparados por massivas explosões e uma grande quantidade de energia é então focalizada dentro de feixes estreitos que viajam através do universo. Esses feixes são tão estreitos que eles podem ser vistos através do universo visível e permite aos astrônomos pesquisarem sobre a história do universo. Se um evento dessa magnitude acontece na nossa galáxia e nós estivermos na frente do feixe, os efeitos seriam pronunciados e poderia levar a uma extinção em massa da vida na Terra, tamanha é a energia ali concentrada.

Ainda considerado um dos mais energéticos GRBs já registrados até hoje, o GRB 0800607, aconteceu em uma nuvem de gás e poeira diminuindo a explosão por um fator de 20 – 200 dependendo do comprimento de onda analisado. Apesar da sua força, o GRB teve um brilho suficiente para ser detectado por pequenos telescópios ópticos por mais de uma hora. Então, o que esse monstro escondido pode dizer aos astrônomos sobre as galáxias distantes e os GRBs em geral?
 
O GRB 0800607 foi descoberto no dia 6 de Junho de 2008 pelo satélite Swift. Como os GRBs possuem uma vida curta, a busca por essas explosões é automática e uma vez que uma explosão é detectada o satélite Swift é imediatamente apontado na direção da fonte da explosão. Outros satélites caçadores de GRB rapidamente se unem a essa pesquisa e observatórios baseados na Terra também como o ROTSE-III e o Keck. A utilização dessa vasta coleção de instrumentos permitiu à equipe de astrônomos, liderada por D. A. Perley da UC Berkeley, a desenvolver um robusto entendimento não apenas do GRB mas também do gás obscurecido. Dado que a galáxia hospedeira dessa explosão está localizada a uma distância de mais de 4 bilhões de anos-luz da Terra, esse fenômeno tem fornecido uma única fonte de pesquisa sobre a natureza do ambiente que envolve essas galáxias distantes.
 
Uma das feições mais surpreendentes observadas neste evento foi a incomum absorção ocorrida próximo de 2175 Angstrons. Embora essa llinha de absorção tenha sido notada em outras galáxias, ela é rara em galáxias localizadas a imensas distâncias cosmológicas. No universo local, essas feições parecem ser mais comuns em galáxias dinamicamente estáveis mas tendem estar ausentes em locais mais perturbados como na Pequena Nuvem de Magalhães, bem como em algumas regiões da Via Láctea onde existe uma turbulência maior.

A equipe usou essas feições para definir que a galáxia hospedeira dessa grande explosão também é estável. Embora essas feições sejam comuns em galáxias próximas, a detecção dessa absorção faz com que ela seja a mais distante já observada. A causa precisa dessa feição não é conhecida ainda, embora outros estudos indicam que os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e a presença de grafite sejam possíveis suspeitos. Estudos anteriores desse evento mostram outras feições espectrais novas.

Um artigo de Sheffer et al. observa que o espetro também revelou a presença de hidrogênio molecular. Novamente, esse tipo de feição é comum no universo local e em muitas outras galáxias, mas nunca tinha sido observado nem relacionado a galáxias onde explosões de GRB ocorrem. O hidrogênio molecular (bem como outros componentes moleculares) tornam-se desassociados em altas temperaturas como em galáxias que contém grande quantidade de estrelas se formando que produziriam regiões com grandes estrelas capazes de disparar as GRBs.

 Com observações de uma molécula, a equipe liderada por Sheffer suspeitou que existam grandes quantidade de outras moléculas, como monóxido de carbono. Isso também foi detectado pela primeira vez em um ambiente hospedeiro de GRB. Esse ambiente incomum pode ajudar a explicar uma classe de GRBs conhecida como explosões ópticas subluminosas ou explosões escuras, onde o componente óptico da explosão é menos brilhante do que o previsto em comparação com as mais tradicionais GRBs.
Créditos:Ciência e Tecnologia

A Pequena Nuvem de Magalhães

O navegador Fernão de Magalhães e sua tripulação tiveram um bom tempo para estudar o céu noturno do hemisfério sul durante a primeira circunavegação ao redor do planeta Terra. Como resultado, duas maravilhas celestes facilmente visível para os observadores do hemisfério sul tiveram seus nomes em homenagem ao navegador e são chamadas de Nuvens de Magalhães. Essas nuvens cósmicas são agora bem entendidas como sendo galáxias anãs irregulares e satélites da Via Láctea que é bem maior. A Pequena Nuvem de Magalhães se espalha na verdade por 15000 anos-luz e possui algumas centenas de milhões de estrelas. Embora esteja a 210000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Tucana, ela é mais distante do que outras bem conhecidas galáxias satélites da Via Láctea, incluindo a de Cão Maior, as galáxias Anãs de Sagitário e a Grande Nuvem de Magalhães. Essa imagem de alta resolução aqui reproduzida também inclui dois aglomerados globulares de estrelas em um primeiro plano, o NGC 362 no canto inferior direito e o 47 Tucanae. O 47 Tucanae está localizado a apenas 13000 anos-luz de distância da Terra e aparece aqui a esquerda da Pequena Nuvem de Magalhães.
Créditos:Ciências e Tecnologia

Spitzer: asteroides são mais variados do que se pensava

Segundo estudo de observações do telescópio, elementos e cores dos asteroides são muito variados
Foto: Divulgação
Observações do telescópio Spitzer, da Nasa - a agência espacial americana -, indicam que a diversidade na composição e cores de asteroides é maior do que se pensava. Foram observados 100 asteróides próximos à Terra e o estudo encontrou desde asteroides escuros até outros muito claros e luminosos. O estudo colabora com os cientistas no entendimento de objetos que rondam a Terra em geral. "Os asteróides estão nos ensinado de que local do universo eles vieram", disse David Trilling, autor do artigo sobre a pesquisa e professor na Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, em declaração divulgada pela Nasa. O estudo começou em 2009 e há o plano de se analisar mais 600 asteroides em 2011. Há, atualmente, por volta de 7 mil asteroides próximos à Terra.
Fonte:noticias.terra.com.br

Hubble desvenda interior de supernova

© NASA/ESA (supernova 1987A)
Observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble de uma supernova próxima estão permitindo que astrônomos meçam a velocidade e a composição do material do interior da estrela que é ejetado ao espaço após a explosão. Uma equipe da Universidade do Colorado em Boulder detectou um aumento significativo no brilho emitido pela supernova 1987A, o que é consistente com previsões teóricas da interação das supernovas com a vizinhança galáctica. Descoberta em 1987, essa supernova é a mais próxima da Terra a ser detectada desde 1604, e fica na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã vizinha da Via-Láctea. A equipe observou a supernova em luz visível, ultravioleta e infravermelho, mapeando o jogo entre a explosão estelar e o famoso "colar de pérolas", um anel brilhante com 9 trilhões de quilômetros de diâmetro que cerca o remanescente da supernova e que foi energizado por raios X. O anel de gás provavelmente foi expelido 200.000 anos antes da supernova explodir, e ondas de choque partindo do remanescente fizeram brilhar de 30 a 40 "pérolas" nele, objetos que provavelmente vão se fundir no futuro, gerando um anel contínuo. "As novas observações nos permitem medir com precisão a velocidade e a composição das 'vísceras estelares' ejetadas, que nos falam a respeito da disposição de energia e elementos pesados na galáxia hospedeira", disse, o pesquisador Kevin France. "As observações não só nos dizem quais elementos estão sendo reciclados na Grande Nuvem de Magalhães, mas como isso muda o ambiente na escala de tempo da vida humana", afirmou. Além de ejetar grandes quantidades de hidrogênio, 1987A eliminou hélio, oxigênio, nitrogênio e elementos pesados mais raros, como enxofre, silício e ferro.
Créditos:Astro News

Uma Supernova Brilhante

A explosão de uma estrela massiva brilha com uma luz equivalente a de 200 milhões de Sóis nesta imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA. A supernova é tão brilhante nesta imagem que facilmente pode ser confundida com as estrelas de fundo da Via Láctea. Alguns dados adicionais, essa supernova, chamada de SN 2004dj, reside além da nossa galáxia. Sua casa fica nos subúrbios da NGC 2403, uma galáxia localizada a 11 milhões de anos-luz de distância da Terra. Embora a supernova esteja a uma enorme distância da Terra, ela é a explosão estelar mais próxima de nós observada em mais de uma década.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Além das Curvas dos Anéis

Os anéis de Saturno aparecem curvos nessa imagem da sonda Cassini da NASA, que também mostra a lua Janus a distância. Janus tem 179 quilômetros de diâmetro e está na parte inferior da imagem e está mais distante da sonda do que os anéis estão. Próximo do topo da imagem os anéis parecem curvos pois essa imagem foi feita usando uma câmera de ângulo restrito para mostrar uma porção dos anéis fora do conjunto de poeira e pelo fato da Cassini estar muito próxima do plano dos anéis.
Essa imagem foi feita com a sonda apontando para o sul, a parte não iluminada dos anéis está a aproximadamente 4 graus abaixo do plano dos anéis. Algumas estrelas podem ser observadas no plano de fundo. Essa imagem foi feita utilizando a luz visível em 20 de Julho de 2010. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 2.1 milhões de quilômetros de Janus. A resolução da imagem é de 13 km/pixel.
Créditos:Ciência e Tecnologia

A Corrida Para a Formação Estelar

Corrida, raramente é um termo que vem a nossa mente quando consideramos uma ciência como a astronomia. Contudo, muitos eventos são na verdade uma corrida para se atingir a estabilidade antes que um sistema entre em implosão ou se quebre. A formação de estrelas a partir de gigantescas nuvens interestelares é apenas uma dessas corridas onde as estrelas se apressam para se formar antes que a nuvem se disperse. Embora uma estimativa grosseira dos pré-requisitos necessários para esse colapso seja discutida nas aulas introdutórias de astrofísica (por meio do estudo do Critério de Massa de Jeans), sua formulação deixa de fora alguns elementos que tem um papel fundamental no universo. Infelizmente para os astrônomos esses efeitos podem ser sutis mas significantes. O Critério de Massa de Jeans somente leva em consideração o fato da existência de uma nuvem de gás isolada. Se ela entrará ou não em colapso dependerá se existe ou não uma densidade suficientemente alta. Mas nós sabemos que as estrelas não se formam de maneira isolada. Elas se formam em berçários estelares que formam ao mesmo tempo centenas de milhares de estrelas. Essas estrelas se contraem com sua própria gravidade e então se aquecem. Esse aumento na pressão local e a lenta contração fornece uma radiação adicional que afeta a nuvem como um todo. De maneira similar, ventos solares (partículas que são ejetadas da superfície de estrelas formadas) e as supernovas podem também interromper o processo de formação de estrelas. Esses mecanismos de resposta são os alvos de um novo estudo realizado por um grupo de astrônomos liderados pela pesquisadora Laura Lopez da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Para investigar como esses mecanismos operam, o grupo selecionou a Nebulosa da Tarântula (também conhecida como 30 Doradus ou NGC 2070) uma das maiores regiões de formação de estrela facilmente acessível para os astrônomos pois ela reside na Grande Nuvem de Magalhães. Essa região foi selecionada devido ao seu vasto tamanho angular, que permite que a equipe tenha boas resoluções espaciais, bem como pelo fato dela estar acima do plano da Via Láctea o que minimiza interferências causadas por fontes de gás na nossa própria galáxia. Para conduzir esse estudo, a equipe de Lopez quebrou a 30 Dor em 441 regiões individuais para acessar como cada mecanismo de resposta funciona em diferentes porções da nebulosa. Cada “caixa” consiste de uma fatia da nebulosa que tem meros 8 parsecs de lado, para garantir uma qualidade de dados suficiente para cobrir todo o espectro pois neste caso foram usadas desde observações de rádio telescópios até raios-X além de dados dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble. Talvez sem nenhuma surpresa, a equipe descobriu que diferentes mecanismos mudam de papel em diferentes locais. Próximo da região central do aglomerado de estrelas (<50 parsecs), a pressão de radiação domina o efeito no gás. Além disso, a pressão do gás tem um papel muito forte. Outro mecanismo de resposta potencial foi aquele em que o gás quente foi excitado por emissões de raios-X. O que a equipe descobriu é que embora exista uma significante quantidade deste material a densidade da nebulosa é insuficiente para prender e permitir um grande efeito na pressão geral. Essa pesquisa é uma das primeiras a explorar de maneira observacional e em grande escala muitos dos mecanismos que antes só eram previstos em teorias. Embora esse tipo de pesquisa possa parecer inconseqüente, os mecanismos de resposta terão grande efeito na distribuição das massas estelares (conhecido como Função de Massa Inicial). Essa distribuição determina qual é a quantidade relativa de estrelas massivas que ajudam a criar elementos pesados e dessa maneira governam a evolução química das galáxias como um todo.
Fonte: Ciência e Tecnologia
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