6 de set de 2010

A Superfície Manchada de Betelgeuse

Betelgeuse é realmente uma estrela grande. Se fosse colocada no centro do sistema solar, ela se estenderia até a órbita de Júpiter. Mas como todas as estrelas com exceção do Sol, Betelgeuse é tão distante que normalmente aparece somente como um ponto de luz, mesmo nos maiores e mais poderosos telescópios. Porém, não contentes com essa visualização, os astrônomos usaram dados de interferometria no comprimento de ondas do infravermelho para revelar detalhes da superfície da estrela e construir a imagem aqui apresentada da supergigante vermelha. A intrigante imagem mostra duas manchas grandes e brilhantes. As manchas representam potencialmente enormes células convectivas que têm origem abaixo da superfície da estrela. Elas brilham, pois elas são mais quentes que o resto da superfície, mas tanto as manchas como a superfície de Betelgeuse é mais fria que o Sol. Também conhecida como Alfa de Orion, Betelgeuse está localizada a 600 anos-luz de distância da Terra.
Fonte:http://apod.nasa.gov

Aglomerado globular M 3

Crédito: S. Kafka & K. Honeycutt (Indiana University), WIYN, NOAO, NSF.
Este viveiro de estrelas, M 3 ou NGC 5272, é mais velho do que o Sistema Solar. Muito antes do aparecimento da Humanidade, muito antes mesmo do Sol e da Terra se terem formado, constituiram-se vários aglomerados de estrelas orbitando a jovem Via Láctea. Dos cerca de 200 aglomerados globulares que sobreviveram até hoje, M 3 é um dos maiores e mais brilhantes, sendo facilmente visível, com a ajuda de binóculos, no hemisfério Norte na direcção da constelação dos Cães de Caça. M 3 contém cerca de meio milhão de estrelas, muitas delas sendo velhas e vermelhas. Situado a cerca de 100000 anos-luz de distância, M 3 tem cerca de 150 anos-luz de extensão. Esta imagem foi obtida a 22 de Março de 2003 com o telescópio de 3,5 m do observatório WIYN, situado nos EUA.
Fonte:portaldoastronomo.org

Estrela Épsilon Auriga

Épsilon de Auriga: a estrela tem 6 bilhões de quilômetros de raio e é a mais forte candidata ao posto de maior estrela conhecida. Crédito: Alson Wong and Citizen Sky/Nasa.
Epsilon Auriga é a maior estrela conhecida, localizada na Constelação de Auriga, a 465 anos-luz de distância. Ela é 1.278 vezes maior que o Sol em diâmetro. Desde o século 19, um misterioso fenômeno acontece na constelação de Auriga, sem que os cientistas saibam exatamente por que. Ali, a cada 27 anos, a gigantesca estrela Épsilon perde metade de seu brilho e permanece assim por dois anos, até que lentamente volta a se fortalecer novamente. Afinal, o que acontece em Épsilon de Auriga? Situada a cerca de 2 mil anos-luz da Terra e medindo quase 6 bilhões de quilômetros de raio, Épsilon de Auriga é a mais forte candidata ao posto de maior estrela conhecida. É tão grande que se fosse colocada no centro do Sistema Solar chegaria até a órbita de Urano, o penúltimo planeta a partir do Sol. Atualmente a estrela se encontra na fase de baixo brilho e de acordo com os últimos estudos, eclipsada por um escuro objeto. Entretanto, a natureza desse objeto - provavelmente uma estrela - ainda é motivo de acalorados debates por parte dos pesquisadores, uma vez que suas características não foram observadas diretamente. A atual fase de eclipse de Épsilon de Auriga começou em agosto de 2009 e em dezembro atingiu seu ponto de menor brilho, devendo permanecer assim durante todo o ano de 2010. Em 2011 a estrela retornará ao brilho máximo. 
Concepção artística, astrônomos usando o Telescópio Espacial Spitzer, encontraram uma solução elegante para um mistério secular do céu noturno.
Um modelo apresentado em 2008 e que ganhou bastante popularidade mostra que esse objeto companheiro seria um sistema estelar binário, rodeado por um disco de poeira maciço e opaco de poeira, mas recentes observações feitas pelo telescópio espacial Spitzer mostram que Épsilon de Auriga é eclipsada por uma única estrela envolta em um disco de poeira de 600 milhões de quilômetros de raio e 75 milhões de quilômetros de espessura. Teorias que afirmavam que o objeto seria uma estrela grande e semitransparente ou até mesmo um buraco negro já foram descartadas.
Ciência e Tecnologia-http://www.cienctec.com.br/

A morte de uma estrela


Telescópio Hubble capta imagens do resfriamento de estrela central da Nebulosa Ampulheta
As areias do tempo estão se esgotando para a estrela central da Nebulosa Ampulheta. Com seu combustível se esgotando, em breve, ela entrará uma fase espetacular: o encerramento de sua vida. Suas camadas externas são ejetadas e seu núcleo vai se resfriando até se tornar uma anã branca e desaparecer. Em 1995, o telescópio Hubble fez uma série de imagens de nebulosas planetárias, incluindo a Ampulheta. Na imagem, anéis de gás brilhante (vermelho-nitrogênio, verde-hidrogênio, e azul-oxigênio) demarcam as paredes frágeis da ampulheta. Um destino semelhante aguarda o Sol daqui a bilhões de anos.
Fonte:Portal IG

Cometa Ikeya-Seki

Crédito: Roger Lynds/NOAO/AURA/NSF.
 Esta fotografia, obtida pelo astrónomo Roger Lynds na manhã de 29 de Outubro de 1965 no Observatório de Kitt Peak (Arizona, EUA), mostra o cometa Ikeya-Seki próximo do horizonte, com uma espectacular cauda de poeira. Nota-se claramente que a cauda de poeira se apresenta encurvada na sua extremidade, delineando a trajectória no espaço do cometa. Este cometa passou a escassos 450 000 km do Sol (pouco mais do que a distância Terra-Lua!), uma distância à qual a maioria dos cometas conhecidos não poderia sobreviver, dada a intensidade da radiação solar. Após ter passado no periélio, o cometa era tão brilhante que podia ser visto em plena luz do dia, com o Sol tapado por uma árvore ou uma casa. De acordo com o relato da edição de Dezembro de 1965 da conhecida revista Sky & Telescope, houve, no Japão, quem tivesse observado o cometa Ikeya-Seki a apenas meio grau do Sol, tendo sido descrito como 10 vezes mais brilhante do que a Lua cheia! Este cometa, que ficou conhecido como o Grande Cometa de 1965, possui um núcleo com um diâmetro de cerca de 1 km.
Fonte:portaldoastronomo.org

Giordano Bruno


Giordano Bruno (Nola, 1548 — Roma, Campo de Fiori, 17 de fevereiro de 1600) foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano, condenado à morte na fogueira, pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício), por heresia. É também referido como Bruno de Nola ou Nolano. Giordano Bruno foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano, condenado à morte na fogueira pela inquisição romana por heresia. Defensor do Humanismo, corrente filosófica do Renascimento, cujo principal representante é Erasmo, Bruno defendia o infinito cósmico e uma nova visão do homem. Embora a filosofia de sua época estivesse baseada nos clássicos antigos, principalmente Aristóteles, Bruno teorizou contra eles.

Sua forma e conteúdo são muito semelhantes à de Platão, escrevendo na forma de diálogos e com a mesma visão. No século XVI a filosofia se liberta da religião, e a ciência moderna nasce da filosofia. A ciência não mais será a busca da verdade na propriedade lógica de conceitos, mas através das lentes de microscópios e telescópios. Bruno é a figura principal nessa transição: torna-se um filósofo independente e pressente que a verdade está para além do autoritarismo lógico dos filósofos escolásticos. Embora não seja um cientista, pois não era nem matemático nem astrônomo, dá prontamente crédito a Copérnico, um observador do céu e do movimento dos astros. Copérnico ousa contrariar a cosmologia das esferas celestes perfeitas do sistema aristotélico-ptolomaico que tomava a terra, "logicamente", como o centro do universo.

Sua idéia de que o universo era infinito, e que muitos mundos deveriam existir além daquele então conhecido foi uma das grandes idéias estimuladoras da ciência, durante o Renascimento. O seu livro "Sobre o Universo Infinito e Mundos" em que faz sua afirmação da existência de outros mundos povoados por seres inteligentes é ainda hoje um grande apelo para a imaginação de muitos. Sua técnica de classificação sistemática de objetos da observação no preenchimento de tabelas, suas tábuas combinatórias, foram os germes dos métodos empíricos que marcaram o início da ciência experimental.

Nômade por natureza e modo de vida, Bruno baseou sua filosofia apoiado nas suas intuições e vivências fora do comum. Defendeu teorias filosóficas que misturavam um neoplatonismo místico e panteísmo. Acreditava que o universo é infinito, que Deus é a alma universal do mundo e que todas as coisas materiais são manifestações deste princípio infinito.. Por isso Bruno é considerado um dos pioneiros da filosofia moderna. Por estas opiniões quentes e perigosas para a época, Giordano Bruno foi condenado pela inquisição. Ao ser anunciada a sentença de que seria executado piamente (sem derramamento de sangue) disse: “Teme mais a Força em pronunciar a sentença do que eu em escutá-la.” Morreu na fogueira com tábua e pregos na língua, para parar de “blasfemar”.
Fontes:fragmentos de filosofia

A água de Urano e Netuno brilha e pode ser líquida e sólida ao mesmo tempo

Uma nova descoberta mostra que a água em áreas profundas de Urano e Netuno possui um brilho amarelado e se comporta como um líquido e um sólido ao mesmo tempo. Este material exótico pode ajudar a explicar por que ambos os planetas têm campos magnéticos bizarros. As condições extremas que existem no fundo de Urano e Netuno podem ser ideais para a formação dessa água “superiônica”. O fenômeno, entretanto, nunca ficou claro porque os pesquisadores não sabiam ao certo quais as pressões e temperaturas necessárias para sua formação. Estudos entre 1999 e 2005 sugeriram que a água brilhante é formada a temperaturas acima de 2000° C ou menos, e se comportaria dessa maneira a pressões e temperaturas muito elevadas. Sob tais condições, o oxigênio e os átomos de hidrogênio nas moléculas de água ionizariam; o oxigênio formaria uma estrutura de cristal e os íons de hidrogênio seriam capazes de fluir através dessa grade como um líquido. Agora, uma pesquisa recente sugere que ambos os planetas possuem uma espessa camada desse material. Os resultados mostram que a água superiônica deve se estender do núcleo rochoso até cerca de metade da superfície de cada planeta. As simulações assumem as condições mais extremas possíveis dentro de ambos os planetas, com temperaturas atingindo até 6.000° C e pressões de 7.000 mil vezes a pressão atmosférica da Terra. 
Essas evidências ajudam a entender os campos magnéticos desses planetas. Enquanto o campo magnético da Terra se assemelha ao de um ímã de barra, as proximidades de Urano e Netuno podem ter campos de polaridade oposta. Um trabalho de 2006 considerou possível que o interior de ambos os planetas contivesse uma estreita camada de material eletricamente condutor em constante agitação, o que gerava os campos magnéticos. Esta camada condutora seria feita de água iônica, em que as moléculas tivessem se dividido em íons de oxigênio e hidrogênio. Ou seja, as provas da água iônica coincidem com esse comportamento magnético. Porém, a pesquisa atual acrescenta que essa água também conduz eletricidade através do fluxo dos íons de hidrogênio. Então, alguma coisa deve estar “barrando” a agitação da água superiônica, o que tornaria o campo magnético mais ordenado. Uma das suposições dos cientistas é que os elétrons da água superiônica podem absorver a radiação infravermelha. As simulações indicam que eles tendem a ficar perto dos átomos de oxigênio, fazendo com que a maioria da água fique transparente ao “calor”. Isso tornaria mais fácil para o calor dos núcleos dos planetas irradiarem através da água superiônica, e não haveria a convecção necessária que deixaria o campo mais ordenado. Os cientistas consideram os resultados um grande avanço para o entendimento de estruturas planetárias internas. [NewScientist]

Um Tiro de Laser no Centro da Galáxia

Por que essas pessoas estão atirando esse feixe de laser na direção do centro da Via Láctea? Felizmente, isso não significa que é o primeiro passo para uma guerra galáctica. Neste caso, na verdade, são astrônomos que trabalham no Very Large Telescope no Chile e estão atirando esse laser para tentar medir as distorções que acontecem com a luz ao atravessar a atmosfera da Terra. O constante monitoramento dos átomos de alta altitude através do laser, que nesse caso funciona como uma estrela artificial, permite aos astrônomos medirem de forma instantânea o borrão causado pela atmosfera. Essa informação é então alimentada nos equipamentos do VLT que fazem com que partes do espelho principal se deforme de forma delicada e precisa para minimizar esse efeito. Neste caso o VLT estava observando o centro da Via Láctea e então a medida da distorção atmosférica nessa direção foi necessária. Se estivéssemos em uma guerra inter-galáctica e o laser fosse observado do centro da galáxia, não teríamos nada a temer. De fato, a luz desse poderoso laser seria combinada com a luz do nosso Sol e todo esse conjunto seria visto apenas como uma estrela apagada distante.
Fonte:http://apod.nasa.gov

As Evidências da Rotação de Um buraco Negro

No centro de um redemoinho de gás quente provavelmente existe um monstro que ainda não foi observado diretamente: um buraco negro. Estudos da luz brilhante emitida pelo gás no redemoinho freqüentemente indica não somente que o buraco negro está presente mas também dá informações sobre suas propriedades. Descobriu-se através do gás ao redor do GRO J1655-40, por exemplo, que existe um incomum piscar da luz a uma taxa de 450 vezes por segundo. Devido a massa anteriormente estimada para o objeto central como sendo sete vezes a massa do nosso Sol, a rápida freqüência desse piscar da luz pode ser explicada através da existência de um buraco negro que está girando rapidamente. Quais os mecanismos físicos que na verdade causam essa variação – e uma oscilação quase periódica mais lenta – no disco de acresção ao redor dos buracos negros e ao redor de estrelas de nêutrons ainda é um tópico que precisa ser muito estudado.

A New Horizons Pratica Seus Instrumentos Fotografando Objeto Gêmeo de Plutão

A sonda New Horizons da NASA foi acordada para realizar sua conferência anual de sistema e nesse momento teve a oportunidade de exercitar a sua câmera de longo alcance fazendo fotos de Netuno, que está a 3.5 bilhões de km da sonda. O instrumento que tem o nome oficial de Long Range Reconnaissance Imager (LORRI) fez algumas fotos do gigante gasoso, mas quando foram reveladas, notou-se que o gigante não estava sozinho. A sua lua Tritão o fazia companhia. Pelo fato de Tritão ser chamado de objeto gêmeo de Plutão a equipe da New Horizons disse que esse foi o alvo perfeito para praticar as técnicas de imagem antes de alcançar o alvo final dessa jornada que é Plutão.Essa imagem nos deixa animados para 2015 quando a New Horizons fará a sua maior aproximação e um sobrevôo por Plutão. “Pelo fato de termos conseguido ver Tritão tão perto de Netuno, mesmo sendo o planeta 100 vezes mais brilhante, nos mostra que a câmera está trabalhando exatamente como foi planejado”, disse o cientista de projeto da New Horizons Hal Weaver, do Johns Hopkins Applied Physics Laboratory. “Esse foi um ótimo teste para o LORRI”.
Weaver apontou ainda que o ângulo de fase solar (ou seja o ângulo entre a sonda o planeta e o Sol) era de 34 graus e o ângulo de elongação solar (ou seja o ângulo entre o planeta a sonda e o Sol) era de 95 graus. Só a New Horizons pode observar Netuno nessa configuração angular entre os objetos envolvidos, que é a chave para estudar a luz dispersada da atmosfera de Netuno e de Tritão.
“À medida que a New Horizons tem viajado para mais distante no Sistema Solar, nós temos utilizados nossos instrumentos de imagem com a proposta especial de fazer estudos dos planetas gigantes e de suas luas, pois essa é uma pequena porém completamente única contribuição que a New Horizons pode fornecer”, disse Alan Stern um dos principais pesquisadores da New Horizons.
Tritão é um pouco maior que Plutão, 2700 quilômetros de diâmetros comparados com os 2400 quilômetros de diâmetro de Plutão. Ambos os objetos tem uma atmosfera composta principalmente de gás nitrogênio e uma pressão na superfície que é de 1/70000 a pressão da Terra, e a temperatura na superfície desses objetos atinge surpreendentes menos 400 graus Fahrenheit. Acredita-se que Tritão tenha sido um membro do Cinturão de Kupier (como Plutão ainda é) e que foi capturado pela órbita de Netuno, provavelmente durante alguma colisão acontecida no início da história do Sistema Solar.
Créditos:Ciência e Tecnologia
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