9 de set de 2010

Amadores registram colisões de cometas em Júpiter

Amadores registraram momento em que cometas atingiram o planeta gigante
Foto: Reuters
 A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta quinta-feira duas imagens registradas por astrônomos amadores de cometas atingindo o planeta Júpiter. As imagens foram registradas em junho e agosto e mostram bolas de fogo criadas pela colisão dos objetos no gigantesco planeta gasoso. As informações são da agência AP.
Segundo a agência, a imagem da esquerda foi registrada por Anthony Wesley, morador de Broken Hill, na Austrália, em 3 de junho. Ele utilizou um telescópio de 37 cm. A bola de fogo aparece na direita do planeta como um pequeno ponto. O segundo registro foi feito por Masayuki Tachikawa, de Kumamoto, no Japão, em 20 de agosto. A colisão aparece na região superior direita, próxima ao centro de Júpiter.
Fonte:Portal Terra

A "face" de Marte

                                A nova imagem (dir.) pouco lembra a fotografia obtida dos anos 70 (esq.)
                                                                                           
Imagens do equipamento HiRISE, parte da sonda Mars Reconnaissance, mostram uma formação rochosa de Marte que ficou famosa após, em uma fotografia dos anos 70, parecer similar a uma face. Já foi até especulado que a "face" era um artefato de uma antiga civilização marciana e que a história estava sendo escondida pela Nasa - a agência espacial americana. Várias imagens foram feitas novamente ao longo dos anos e elas, assim como as mais recentes, mostram que a formação rochosa é apenas um monte de pedras comum. As informações são do Daily Mail.

A "face" fica na região da Cydonia e tem alguns quilômetros de largura por poucos metros de altura. A similaridade com um rosto humano era causada pela posição do sol no momento em que a imagem foi capturada pela sonda Viking 1. As sombras nas rochas davam a impressão de se ver um rosto com olhos, nariz e boca. A Nasa afirma que a imagem foi uma das muitas capturadas enquanto a Viking 1 procurava um local para o pouso da Viking 2. Outros registros feitos nos anos 90 e em 2001 também não mostravam a suposta face, o que desmentiria as teorias de conspiração.

Por outro lado, os que acreditavam na teoria afirmaram que o clima do planeta vermelho teria apagado as feições humanas e por isso as sondas mais recentes não conseguiram registrá-las. Ver a face humana em objetos inanimados é chamado de "pareidolia". A reportagem afirma que o astrônomo Carl Sagan afirmava que o ser humano procura faces humanas em qualquer lugar possivelmente por causa do nosso instinto de sobrevivência.
Fonte:Portal Terra

O que é um exoplaneta?

O próprio nome “exoplaneta” é uma abreviação para planeta extrasolar, ou seja, um planeta localizado fora do nosso sistema Solar, que orbita outra estrela e não o Sol. Eles podem ser enormes gigantes gasosos com 60 vezes a massa de Júpiter que engolem estrelas em sua órbita frenética ou então rochosas “Super Terras” muito mais massivas do que o nosso humilde planeta. Astrônomos teorizavam que os planetas sempre orbitam uma estrela, mas foi só em 1990 que os cientistas detectaram exoplanetas. Hoje, conhecemos 464 exoplanetas – a distância deles para a Terra varia entre 20 anos luz e 1000 anos luz. Para nós encontrar outros planetas fora do sistema solar é importante para descobrir se algum deles tem condição de abrigar vida e, também, para entender a formação do universo. Até agora não descobrimos nenhum que abrigue vida, mas estima-se que existam bilhões de exoplanetas fora da nossa galáxia. Mas detectar exoplanetas não é fácil. Como eles não emitem luz, como estrelas, apenas refletem a luz que recebem de outros astros, ficando meio “escuros” perto do cenário espacial. O método mais usado para descobri-los e observando o movimento de estrelas que funcionam como o nosso Sol para eles. A maior parte dos exoplanetas descobertos até hoje é parecida com Júpiter – enormes e com atmosferas quentes e gasosas, mas com órbitas curtas ao redor de suas estrelas (o ano deles dura o equivalente a dias para nós). A Nasa, atualmente, possui um programa chamado Terrestrial Planet Finder, que pretende encontrar exoplanetas parecidos com a Terra.
Créditos: Luciana Galastri-hypescience.com

Planetas gigantes e quentes podem ter vida curta, diz estudo

Gravidade da estrela que orbitam pode acabar por destruí-los, de acordo com teoria da Nasa
Ilustração do planeta sendo destruído pela gravidade estelar.
NASA
A maioria dos "Jupíteres quentes" que os astrônomos buscam em aglomerados de estrelas provavelmente já foram destruídos há tempos, diz artigo aceito para publicação no Astrophysical Journal. Os autores, John Debes e Brian Jackson, da Nasa, levantam a hipótese para explicar por que nenhum planeta de trânsito - mundos que cruzam a linha de visão entre suas estrelas e a Terra - jamais foi observado em aglomerados estelares. A pesquisa prevê que a busca por planetas atualmente em curso com a missão Kepler terá mais sucesso em aglomerados jovens. "Planetas são difíceis de achar", disse Jackson, em nota.

"E nós descobrimos mais um motivo para isso". Quando astrônomos começaram a buscar planetas nos aglomerados globulares de estrelas, há cerca de uma década, havia a esperança de que muitos novos mundos fossem encontrados. Esperava-se que uma busca realizada no aglomerado 47 Tucanae, por exemplo, encontrasse pelo menos uma dezena de planetas entre 34.000 estrelas candidatas. Mas nada foi achado. Segundo Debes, a grande maioria dos mais de 450 planetas encontrados fora do Sistema Solar estão em órbita de estrelas solitárias, fora dos aglomerados. A grande densidade de estrelas nos aglomerados sugere que os planetas podem ser arremessados para fora de seus sistemas solares pela gravidade de astros próximos.

Além disso, os aglomerados se mostram pobres em "metais" - astronomicamente, o termo se refere aos elementos químicos mais pesados que o hélio - que são a matéria prima dos planetas. Debes e Jackson propõem que Jupíteres quentes - planetas gigantes que têm órbitas muito próximas a suas estrelas - são rapidamente destruídos. Nessas órbitas estreitas, a atração gravitacional entre estrela e planeta reduz a energia da órbita planetária, o que faz com que o planeta chegue cada vez mais perto do astro. Ao longo de bilhões de anos, o planeta acaba mergulhando na estrela ou destroçado por ela.
Fonte:estadão.com.br

Alcyone (estrela)

Eta Tauri conhecida como Alcyone é a estrela mais brilhante do aglomerado aberto das Plêiades (M45), na Constelação do Touro. Está a 130 parsecs (425 anos-luz) da Terra; Acredita-se que se originou de uma nebulosa há 100 milhões de anos.

Mitologia
Assim como as outras seis estrelas que compõem as Plêiades da astronomia grega, esta estrela é associada a uma das Plêiades da mitologia grega. Na mitologia grega, Alcíone (filha de Atlas) é uma filha de Atlas, foi possuída por Posidão, com quem teve o filho Hirieu.

Descrição
Alcyone é um sistema quádruplo composto de:

Alcyone A - Estrela gigante azul com magnitude aparente de +2.85. Tem uma luminosidade de 1.400 vezes maior que a do sol e uma temperatura superficial de quase 13.000 K. O tipo espectral do B7 III indica que é uma estrela da emissão. Sua velocidade de rotação elevada (215 km/s) criou na altura de seu equador um disco dos gases arremessados na órbita.
Alcyone B e Alcyone C distam de Alcyone A em 117 e 181 arcseg respectivamente; são Anãs Brancas com magnitude +8, formam um sistema duplo com a distancia entre si de 0.031 arcseg.(aproximadamente a distancia do Sol a Júpiter).
Alcyone D com magnitude of +8.7. orbita Alcyone A em 191 arcseg.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cepheus: Da Tromba até a Bolha

Aglomerados de estrelas, nebulosas brilhantes e nuvens negras de poeira abundam na constelação de Cepheus no hemisfério norte. É possível seguir todos os detalhes nessa surpreendente imagem aqui reproduzida , um mosaico de imagens feitas por telescópios que se espalha por 17 graus no céu. começando no canto inferior esquerdo, está a grande nebulosa de emissão catalogada como IC 1396. Com centenas de anos-luz de diâmetro e localizada a aproximadamente 3000 anos-luz de distância da Terra, ela possui uma feição moldada pelo vento interestelar que é conhecida popularmente como a Tromba do Elefante.

Próximo ao topo no centro da imagem, está uma nebulosa brilhante com um aglomerado de estrelas conhecida como NGC 7380. No canto superior direito localiza-se a NGC 7635 (a Nebulosa da Bolha) e o aglomerado estelar M52. Abaixo é possível ver uma versão anotada da imagem. Muitos dos objetos aqui registrados possuem uma designação da segunda versão do catálogo de Sharpless (Sh2) e do catálogo de Barnard (B) das nebulosas escuras. Associada com a formação de estrelas toda a região é marcada por gigantescas e complexas nuvens moleculares.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap100909.html

Detecção de Actividade Vulcânica em Exoplanetas

Os astrofísicos L. Kaltenegger, W. Henning e D. Sasselov publicaram um artigo em que estudam cenários possíveis para a detecção de actividade vulcânica em exoplanetas, mais especificamente em Super-Terras que orbitam as suas estrelas hospedeiras a muito curta distância. Estes planetas têm temperaturas superficiais muito elevadas que permitem a existência de mares de magma permanentes à superfície. Para além disso, a acção das forças de maré induzidas pelas estrelas hospedeiras poderá promover fenómenos de vulcanismo de grande escala à semelhança do que é observado em Io por acção de Júpiter no nosso Sistema Solar.
Utilizando um modelo, baseado na Terra, para um tal exoplaneta, os autores do artigo determinaram o aspecto que teria o espectro de transmissão do planeta em função da quantidade e composição dos gases libertados pela actividade vulcânica. Também calcularam a exposição total necessária à detecção dessa assinatura espectral com a tecnologia actual observando o sistema próximo e durante o eclipse secundário (em que o planeta passa por detrás da estrela hospedeira). A conclusão é interessante. Utilizando o telescópio espacial James Webb (que será lançado em 2014), seria possível detectar o dióxido de enxofre de uma erupção vulcânica num exoplaneta em torno de uma estrela até 30 anos-luz. Para tal, a erupção teria de ter pelo menos 10 a 100 vezes a potência e emissão de gás da do vulcão Pinatubo, em 1991 nas Filipinas. Esta erupção libertou cerca de 17 milhões de toneladas de dióxido de enxofre para a estratosfera. A maior erupção documentada, a do vulcão Tambora, em 1815 na Indonésia, teve uma potência 10 vezes superior.
Créditos:astropt.org/blog

Astrônomos encontram sinal de novo tipo de buraco negro

Fonte de raios X a 300 milhões de anos-luz pode conter um buraco negro de massa intermediária
Um grupo internacional de cientistas informa ter encontrado evidências confirmando que uma misteriosa fonte de raios X no espaço, HLX-1, é cerca de 100 vezes mais luminosa que a maioria dos demais objetos do mesmo tipo, e 10 vezes mais brilhante que a segunda fonte mais intensa conhecida. De acordo com nota da Universidade de Leicester, que encabeçou o estudo, os dados sugerem que HLX-1 pode indicar a presença de um novo tipo de buraco negro no Universo, um buraco de massa intermediária.
O trabalho está publicado no periódico Astrophysical Journal. A fonte se localiza a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra, na galáxia ESO 243-49. Usando o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês) do Observatório Europeu Sul (ESO), a equipe obteve provas de que a fonte realmente se encontra na galáxia ESO 243-49, e não representa nem uma estrela localizada entre a Terra e ESO 243-49, e nem uma outra galáxia ainda mais distante. Segundo a nota da universidade, isso implica que fontes de raios X do tipo de HLX-1 podem ser mais brilhantes do que se imaginava em teoria, e suporta a hipótese de que as mais intensas abrigam buracos negros de massa intermediária. Astrofísicos já suspeitavam que uma classe intermediária de buracos negros - com massa entre cem vezes e centenas de milhares de vezes a do Sol - poderia existir, nenhum objeto do tipo jamais havia sido detectado de forma confiável. A existência, ou não, desses buracos negros é objeto de intenso debate. Até hoje, conhecem-se evid~encias sólidas da existência de buracos negros de massa estelar - com até 20 vezes a massa do Sol - e supermassivos, localizados no núcleo de galáxias e com massa de milhões de vezes a solar. O novo trabalho demonstra que HLX-1 não é o núcleo supermassivo de uma galáxia muito mais afastada que ESO 243-49, e nem um objeto localizado no interior da Via-Láceta.
Fonte:estadão.com.br
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