14 de set de 2010

Novo Olhar Sobre o Arco de Arp

Isso aconteceu a aproximadamente 200 milhões de anos atrás quando duas galáxias imensas a M81 e a M82 tiveram um contato imediato que deixou a M82 cambaleante com os fogos da formação extrema de estrelas. Como resultado disso restou um tênue filamento de gás chamado de Arco de Arp que apareceu para unir o vazio de 125000 anos-luz deixado entre o par de galáxias, porém com a ajuda da impressionante imagem aqui reproduzida da M81, feita pelo astrofotógrafo americano R. Jay GaBany, é possível mostrar que o Arco de Arp é na verdade um fino filamento de gás e poeira conhecido como cirros galáctico, flutuando acima da Via Láctea e sendo gentilmente iluminado pela luz da nossa galáxia. Juntamente com uma equipe de astrônomos das universidades da Espanha e da Alemanha, Jay GaBany conseguiu obter essa maravilhosa imagem com uma exposição impressionante de 23 horas através do telescópio remotamente controlado de 0.5 metros de Ritchey-Chrétien e de uma câmera de 16 megapixel acoplada ao Observatório Blackbird no Novo México, EUA. Combinando seus dados ópticos com observações em infravermelho do Satélite de Astronomia Infravermelha (o qual detectou a primeira vez o cirros galáctico nos anos 1980 nos comprimentos de onda do infravermelho distante de 60 e 100 micra) e do Telescópio Espacial Spitzer, a equipe descobriu que o Arco de Arp compartilha muitas propriedades do cirros galáctico (nome dado devido a sua aparência semelhante as nuvens de mesmo nome) com emissões do infravermelho distante e a razão poeira/gás indica que essa estrutura é constituída primariamente de poeira fria (a radiação infravermelha é perfeita para destacar a emissão proveniente de objetos empoeirados). Todos os dados e as conclusões obtidas tiveram um forte suporte de imagens de um campo mais aberto feitas pelos astrofotógrafos Jordi Gallego da Espanha e Tony Hallas dos EUA onde claramente é possível observar os cirros. A equipe então concluiu que o Arco de Arp, descoberto pelo famoso astrônomo Halton Arp em 1965, localiza-se muito mais perto da M81, que é 12 milhões de anos-luz mais distante. Contudo o cirros galáctico pode ser algo opaco e pode mesmo ser um rastro resultante do encontro das galáxias como é sugerido pelas “bolhas azuis” - aglomerados massivos de estrelas jovens imageados pelo Telescópio Espacial Hubble e que aparece atrás do arco.
O Arco de Arp que somente aparece nas imagens mais profundas dessa região do céu, está localizado a 17 arcos de minuto a norte do centro da M81 e cobre uma área de 160 arcos de minuto ao quadrado. A linha de poeira incomum negra que aparece percorrendo o disco da M81 é na verdade a silueta das porções mais densas do arco em frente a M81. Essa linha de poeira só pode ser identificada em imagens amadoras da M81, então, por que você curioso e que esteja em uma posição privilegiada não aponta seu telescópio para a direção da constelação da Ursa Maior e veja se consegue identificar o Arco de Arp e outras feições interessantes. Aqueles que estejam interessados em conhecer o trabalho de Jay GaBany, pode acessar o seu site que é: www.cosmotography.com
Créditos:cienctec.com.br

Complexo do Camaleão I

Crédito: European Southern Observatory (ESO).
Telescópio: Very Large Telescope - Antu (Paranal Observatory, ESO).
Esta imagem revela uma área de nuvens moleculares escuras, de nebulosas brilhantes e de estrelas jovens no Complexo do Camaleão I. Esta é uma das regiões de formação de estrelas mais próximas, apenas a cerca de 500 anos-luz, na constelação do Camaleão, perto do pólo sul celeste. Muitas das estrelas neste campo têm somente alguns milhões de anos e algumas encontram-se envoltas no material circum-estelar. A região a azul é uma nebulosa de reflexão, em que pequenas partículas de poeira reflectem a luz das estrelas que as iluminam. A estrela jovem e brilhante, quase central, é HD 97048, de magnitude 9. Em baixo à direita, uma nuvem molecular escura bloqueia a luz das estrelas que se encontram por detrás dela. Nesta região de formação de estrelas, já foram identificados membros com massas de apenas uns centésimos da massa do Sol. Estes objectos designam-se por anãs castanhas e não possuem massa suficiente para se tornarem verdadeiras estrelas.
Fonte:portaldoastronomo.org

Imagem mostra estrela 'devorando' outra na constelação de Peixes

Astrônomo, usando o Telescópio Chandra, fez a descoberta.Astro está localizado a 1.000 anos-luz de distância do Sistema Solar.
Localização de BP Piscium, estrela similar ao Sol.
(Foto:X-ray (NASA/CXC/RIT/J.Kastner) / Optical
(UCO/Lick/STScI/M.Perrin))

O astrônomo Joel Kastner, do Instituto Tecnológico Rochester, nos Estados Unidos, detectou uma estrela similar ao Sol, que devorou outra, vizinha, em uma região do espaço na direção da constelação de Peixes. A descoberta foi divulgada nesta terça-feira (14) pelo site do Observatório de Raios-X Chandra, ligado à agência espacial norte-americana (Nasa). Distante 1.000 anos-luz do Sistema Solar, o astro BP Piscium é uma versão mais evoluída do Sol, uma gigante vermelha. A imagem foi montada com auxílio do telescópio Shane, do Observatório Lick, que gerou as cores verde, laranja e azul. Já o Chandra foi responsável por interpretar a informação em raios-x e transformá-la na parte em roxo da fotografia. Quando BP Piscium devorou a estrela vizinha, um disco de poeira e gás foi formado, uma possível região de formação de exoplanetas. Por conta da dificuldade que os detritos representam à luz visível e infravermelha, o Chandra é o primeiro telescópio a detectar o astro, pois faz observações utilizando apenas raios-x. Uma concepção artística ilustra como seria (veja imagem abaixo) a estrela BP Piscium, com o disco de poeira ao seu redor. O ato de devorar outra estrela pode estar ligado à fase de gigante vermelha, estágio final de astros como o Sol, no qual o volume aumenta conforme o combustível nuclear se esgota.
                 Concepção artística da estrela BP Piscium, com disco de poeira ao redor. (Crédito: NASA/CXC/M.Weiss)
Foram 21 horas necessárias de observação para obter a imagem, entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2009.
Fonte:G1

NGC 4038/39 - Galáxias da Antena

     Crédito: European Southern Observatory (ESO).
     Telescópio: Very Large Telescope - Melipal (Paranal Observatory, ESO).
     Instrumento: VIsible Multi-Object Spectrograph (VIMOS).
Esta imagem foi uma das primeiras imagens obtidas com o instrumento VIMOS em Fevereiro de 2002 e mostra o par de galáxias conhecido como "as galáxias da Antena". Este conjunto resulta de uma recente colisão entre as duas galáxias. Como consequência imediata deste evento dramático, estrelas formam-se em vastos complexos de massa muito elevada, que na imagem se identificam a azul. Este conjunto de aglomerados de estrelas (conhecem-se cerca de 1000) permite aos astrónomos estabelecer uma sequência cronológica da evolução das galáxias em colisão e, em particular, permite atacar uma das questões fundamentais em Astronomia: por que razão existem galáxias que são espirais enquanto outras são elípticas? Mas esta imagem ajuda ainda a perceber como se formam enxames globulares a partir de nuvens gigantes de hidrogénio. O par de galáxias NGC 4038/39 constitui um excelente laboratório para o estudo da formação de estrelas e aglomerados de estrelas, uma vez que é o exemplo mais próximo e mais jovem de um par de galáxias em colisão.
Fonte:portaldoastronomo.org

NGC1068 - Ventos de um buraco negro

 Esta imagem composta em raios-X (azul e verde) e no óptico (vermelho) da galáxia activa NGC1068 mostra gás a ser emitido a alta velocidade como vento proveniente do centro de uma buraco negro supermaciço. Na imagem são ainda visíveis regiões de intensa actividade de formação de estrelas nos braços espirais da galáxia. Observações realizadas com instrumentos a bordo do satélite Chandra permitiram conhecer a composição, a temperatura e a velocidade do gás ejectado. Estas mostraram que a composição do material de que é formado este vento galáctico é semelhante à da atmosfera do Sol, excepto no facto de conter menos oxigénio, e que possui uma temperatura de 100000 graus Celsius. A velocidade média do gás é de cerca ... 1.5 milhões km/h!
Crédito: NASA/CXC/MIT/UCSB/STScI.
Telescópio: Chandra.
Fonte:portaldoastronomo.org

A “Beleza” de uma Rara Rádio-Galáxia

Essa composição entre imagens ópticas e dados de rádio astronomia da galáxia elíptica NGC 1316 localizada a 70 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação de Formax, mostra a galáxia no centro e uma galáxia companheira menor sendo engolida pelo monstro de rádio. O gás aquecido a 10 milhões de graus devido a colisão da galáxia com sua vizinha menor emite ondas de rádio que é possível ver como lobos coloridos falsamente nessa imagem. Esses eventos de fusão pode abastecer o buraco negro supermassivo central com gás, fazendo com que a galáxia se torne uma rádio galáxia. O objeto faz parte do seleto grupo das quatro rádio galáxias conhecidas no universo.
Fonte:Ciência e Tecnologia

Telescópio Espacial Hubble da NASA Caça Objetos Distantes no Sistema Solar

Além da órbita de Netuno existem inúmeras rochas congeladas conhecidas como Objetos Trans-Netunianos ou do inglês (TNOs). Um dos maiores é Plutão, classificado também como planeta anão. A região também nos supri com cometas como o famoso cometa Halley. A maior parte dos TNOs são pequenos e recebem pouca luz do Sol, fazendo com que sejam apagados e difíceis de serem observados e muito mais de serem fotografados. Agora, os astrônomos usando uma técnica inteligente de coletar dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA adicionou mais 14 novos TNOs ao catálogo já existente. O método empregado promete encontrar mais de cem a partir de agora.

“Os Objetos Trans-Netunianos nos interessam pois eles possuem os blocos fundamentais que formaram o Sistema Solar”, explica o principal autor Cesar Fuentes, que trabalhava no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, e agora está na Northern Arizona University. À medida que os TNOs vagarosamente orbitem o Sol, eles movem em relação ao fundo estrelado, aparecendo como uma faixa em fotos de longa exposição. A equipe então desenvolveu um programa computacional para analisar as centenas de imagens feitas pelo Hubble caçando por essas faixas. Depois que os candidatos promissores foram marcados, as imagens foram visualmente analisadas para confirmar ou refutar cada descoberta.
 
A maior parte dos TNOs está localizada próximo do plano da eclíptica – uma linha no céu que marca o plano do Sistema Solar (isso acontece pelo fato do Sistema Solar ter se formado a partir de um disco de materiais). Porém, para aumentar a chance de encontrar esses objetos a equipe pesquisou uma região com variação de 5 graus em relação a eclíptica. Eles encontraram 14 objetos, incluindo um binário (dois TNOs orbitando um ao outro como o sistema Plutão-Caronte). Todos eles estavam muito apagados, com a maioria apresentando uma magnitude medida de 25 a 27 (mais de 100 milhões de vezes mais apagado do que os objetos que são visíveis a olho nu).
 
Medindo o movimento desses corpos através do céu, os astrônomos calcularam a órbita e a distância de cada objeto. Combinando a distância e o brilho (mais um albedo ou uma refletividade assumida). A equipe examinou a distribuição de tamanho dos TNOs com órbitas altas versus órbitas baixas obtendo assim pistas de como a população desses objetos se desenvolveu nos últimos 4.5 bilhões de anos. Geralmente, TNOs menores são originados de objetos maiores que foram quebrados. Com o passar dos bilhões de anos, esses objetos se chocaram diretamente rompendo-os. A equipe descobriu que a distribuição de tamanho dos TNOs com a órbita alta versus a órbita baixa é aproximadamente a mesma a medida que os objetos tornam-se mais apagados e menores.

Ambas as populações, contudo, (com altas e baixas inclinações) possuem uma história de colisões similares. Esse estudo inicial examinou somente um terço do grau quadrado do céu, significando que existe uma área ainda muito grande para ser estudada. Centenas de TNOs adicionais podem surgir nos arquivos do Hubble em latitudes maiores da eclíptica. Fuentes e seus colegas pretendem continuar com a busca. Nós provamos nossa habilidade de detectar e caracterizar TNOs mesmo com dados obtidos para propostas completamente diferentes”, disse Fuentes.
Créditos:Ciência e Tecnologia

A Erupção de uma Labareda Solar da Classe C-3

À medida que a mancha solar de número 1105 tomou uma direção contrária da Terra em 8 de Setembro de 2010, a região ativa de onde ela surgiu produziu uma labareda solar e uma fantástica proeminência. A erupção também gerou uma brilhante ejeção de massa coronal no espaço. A erupção, porém não foi apontada diretamente para nenhum planeta.
As labaredas solares são classificadas como A, B, C, M ou X de acordo com o fluxo de pico (medido em watts por metros quadrados, W/m2) registrado em picômetro de raios-X próximos da Terra como as medidas feitas pelo satélite GOES. Cada classe tem um fluxo de pico dez vezes maior que o anterior, sendo que as labaredas da classe X tem um pico de fluxo da ordem de 10-4 W/m^2. Dentro de uma classe existe uma escala linear de 1 até 9, então uma labareda X2 é duas vezes mais poderosa que uma X1, e é quatro vezes mais poderosa que uma M5. As labaredas das classes mais poderosas como a M e a X são normalmente associadas com uma grande variedade de efeitos no ambiente próximo da Terra. Embora a classificação do GOES seja comumente usada para indicar o tamanho de uma labareda, ela é somente uma medida. Essa escala logarítmica estendida é necessária pois a energia total das labaredas varia com uma ordem de magnitude muito grande, seguindo uma distribuição uniforme com a freqüência da labareda sendo proporcional ao inverso de sua energia total. Labaredas estelares e terremotos mostram uma lei de distribuição de potência similar.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Exoplaneta sem metano desafia cientistas da Nasa

                     Exoplaneta GJ 436b não possui metano em sua composição, desafiando o que imaginavam os cientistas
                                                                                        Foto: Nasa/Divulgação
A falta de metano na composição do GJ 436b, um exoplaneta localizado a 36 anos-luz da constelação de Leão, desafia a teoria de cientistas sobre exoplanetas, já que é composto apenas de hidrogênio, carbono e oxigênio. Os astrônomos estudam o planeta por meio do Telescópio Espacial Splitzer, da Nasa, agência espacial americana. Exoplanetas são aqueles que se localizam fora do Sistema Solar, portanto, extrassolares. Os primeiros exoplanetas foram descobertos apenas na década de 1990. De acordo com os cientistas, para seguir uma lógica, o GJ 436b deveria ter uma grande quantidade de metano e pouco monóxido de carbono. Mas as observações do Spitzer, que captou a luz do planeta em seis comprimentos de infravermelho, mostram justamente o contrário. A Nasa disse em seu site que o estudo sobre o GJ 436b demonstra que é necessário pesquisar mais sobre a diversidade dos exoplanetas. O metano está presente na Terra e também em todos os planetas gigantes do nosso sistema solar.
Fonte:Portal Terra

Foto espacial: os restos da Supernova Vela

A constelação Vela (conhecida também por Velame) fica no hemisfério central sul. Na parte noroeste da constelação encontramos essa belíssima paisagem que, nada mais é, do que os restos de uma explosão estelar. A nuvem foi formada pela poeira que restou da estrela, quando ela explodiu em uma supernova. Os astrônomos estimam que essa explosão alcançou a Terra a 11 mil anos atrás (em forma de luz). Além dos filamentos de gás brilhante, a explosão deixou para trás o centro rotatório da estrela, conhecido como “Pulsar de Vela”. Essa paisagem incrível está a 800 anos luz do nosso planeta.

O Pulsar Vela

Além dos filamentos de gases brilhantes impactados pelo choque, o cataclismo cósmico também deixou um resíduo estelar em rotação e incrivelmente denso, a estrela de nêutrons conhecida como o Pulsar Vela.
O remanescente de supernova em Vela provavelmente situa-se dentro de outro remanescente de supernova bem maior e mais antigo, a fabulosa Nebulosa Gum.
Créditos:NASA
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