15 de set de 2010

Nicolas Louis de Lacaille

Nicolas Louis de Lacaille (Rumigny, 15 de março de 171321 de março de 1762) foi um astrônomo francês conhecido principalmente pelo seu trabalho de catalogação de estrelas (cerca de 10.000) e por ter nomeado 14 constelações das 88 atuais. Calculou e tabulou uma lista de eclipses para 1800 anos.

Biografia

Lacaille estudou Teologia, Matemática e Astronomia no College de Lisieux em París. No ano de 1739 foi ajudante de Cassini na determinação do meridiano de Paris e em 1741 foi eleito membro da Academia de París. Durante os anos de 1750-1754 se dedicou a estudar as estrelas e constelações do hemisfério austral, com este intuito viajou até o Cabo da Boa Esperança na parte mais austral do continente africano. Com base nestas observações publicou o Coelum Australe Stelliferum sua obra mais importante.

Obras

Nicolas Louis de Lacaille
Lições de Astronomia e Astronomiae Fundamenta, em 1757; Diário Histórico da Viagem ao Cabo da Boa Esperança; Coelum Australe Stelliferum, publicada postumamente, em 1763; escritos vários de Geometria, Óptica, Mecânica e muitos outros.

Constelações

Lacaille nomeou as seguintes constelações austrais:
As 14 Constelações introduzidas por Lacaille em 1763
Antlia
Caelum
Circinus
Fornax
Horologium
Mensa
Microscopium
Norma
Octans
Pictor
Pyxis
Reticulum
Sculptor
Telescopium
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

A história da formação estrelar nas galáxias mais brilhantes

Estudo conta com participação portuguesa 
Enxame de galáxias RCS J162009 + 2929.4 (SDSS)
 Uma equipa internacional de astrónomos, com a participação de Pedro Viana, investigador no Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e docente no Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto – e na sequência de um trabalho publicado na revista «Nature» –, estudou as galáxias mais luminosas de 20 enxames de galáxias distantes e verificou que a maioria das suas estrelas formou-se rapidamente após o inicio do Universo. Até agora, e baseando-se essencialmente em modelos teóricos semi-analíticos, os astrónomos pensavam que a maioria das estrelas destas galáxias se teria formado “recentemente”, ao longo dos últimos milhares de milhões de anos, à medida que essas galáxias se iam fundindo com outras galáxias na sua vizinhança.
Contornos de emissão em raio-X sobrepostos a verde (Nature).


No entanto, as observações recentemente realizadas com o telescópio japonês Subaru, demonstraram que estas galáxias, cuja luz demorou dez mil milhões de anos a chegar até nós, tinham já a maioria da sua massa estelar formada quanto emitiram a luz que agora recebemos. Mas tal ocorreu numa altura da história do Universo em que as fusões de galáxias teriam sido ainda insuficientes para conseguir induzir um nível elevado de formação estelar.
Esta descoberta indica, portanto, que serão necessárias melhorias nos modelos teóricos actualmente existentes que procuram explicar a formação das maiores galáxias no Universo, o que requer necessariamente o aprofundamento da investigação dos processos físicos que permitiram a formação estelar tão rapidamente após o Big Bang.
Créditos:Stella - Astrofísica Estelar

Imagem registra Júpiter mais brilhante ao passar perto da Terra

Em setembro, planeta supera em brilho qualquer estrela do céu.
Foto foi tirada pelo fotógrafo iraniano Babak Tafreshi.
O fotógrafo iraniano de 32 anos Babak Tafreshi registrou esta imagem especial de Júpiter. No mês de setembro, o planeta, em um ponto da órbita mais próximo da Terra, supera em brilho qualquer estrela.“Júpiter está fazendo sua passagem mais próxima do ano. E este ano a passagem é a mais próxima do período entre 1963 e 2022”, explica o editor da revista especializada Sky & Telescope, Robert Naeye.
Coincidentemente, Júpiter está também "passando quase em frente" a Urano, cinco vezes mais distante. Com telescópio ou binóculo, é possível ver Urano a apenas 1 grau de distância de Júpiter.
Em setembro Júpiter passa mais perto da Terra e supera em brilho qualquer estrela visível (Foto: Babak A. Tafreshi www.twanight.org/tafreshi)

Fonte:G1

Estrela Brilhante – Galáxia Apagada: Mais um Desafio para o Hubble

Os astrônomos normalmente encontram desafios no seu trabalho, mas o estudo da galáxia chamada de PGC 39058 provou que esses desafios podem ser mais difíceis do que os normalmente encontrados. Devido a um lance de má sorte existe uma estrela brilhante localizada entre a Terra e a galáxia em estudo, significando que a visão da galáxia é parcialmente obscurecida pelo brilho da estrela. A magnífica imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble mostra a estrela próxima com seu brilho intenso obscurecendo a galáxia mais distante PGC 39058. A galáxia está localizada a aproximadamente 14 milhões de anos-luz de distância da Terra e possui milhões de estrelas – muitas das quais não são diferentes da estrela brilhante que aparece em primeiro plano.
O brilho da estrela em primeiro plano aparece com uma grande intensidade devido principalmente ao poder do Hubble. A maioria dos observadores na Terra se observassem a estrela a considerariam com um brilho até apagado. Com uma magnitude de 6.7 é necessário utilizar binóculos ou pequenos telescópios para observá-la. Essa imagem que consegue registrar ambos os objetos serve para destacar ainda mais a qualidade óptica dos instrumentos a bordo do Hubble. A PGC 39058 é uma galáxia anã, o que explica o seu brilho apagado apesar da “modesta” distância para padrões galácticos. A imagem nítida do Hubble consegue resolver completamente o objeto, mostrando suas estrelas individuais e até mesmo outras galáxias que aparecem num plano de fundo da imagem.
Esse par de estrela e galáxia está localizado na constelação do Dragão. Ele é visível no hemisfério norte, e aparece se estendendo por uma grande porção do céu ao redor do polo celeste norte. Os antigos gregos diziam que o Dragão representava Ládon, o dragão de 100 cabeças. Um dos doze trabalhos quase impossíveis de Hércules era roubar a macieira dos frutos de ouro guardada por Ládon. A dificuldade desse desafio de Hércules parece se refletir no desafio encontrado pelos astrônomos em como estudar uma galáxia obscurecida pelo brilho intenso de uma estrela a sua frente.
Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas pelo Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble. As imagens combinam dados obtidos pelos filtros F606W amarelo, mostrado em azul e pelo filtro F814W do infravermelho próximo mostrado em vermelho. O tempo de exposição utilizado foi de 20 e 15 minutos respectivamente para cada filtro e o campo de visão é de 2 x 1.6 minutos de arco.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Galáxia espiral ESO 269-57

                                                                   Crédito: European Southern Observatory (ESO).
 A ESO 269-57 é uma galáxia espiral espectacular, com um elevado grau de simetria, pertencente à constelação austral do Centauro. Esta galáxia é membro de um bem conhecido enxame de galáxias. ESO 269-57 foi assim designada aquando da sua catalogação, durante o primeiro levantamento do céu do sul feito pelo ESO, nos anos setenta. Esta galáxia apresenta uma estrutura complexa, com um anel interno que, na verdade, é constituído por vários braços espirais muito apertados, e com dois braços exteriores, que parecem dividir-se em várias ramificações. Nos braços espirais, são visíveis regiões em tons azulados, que são regiões de formação de estrelas. Esta galáxia é do tipo Sa(r). A sua velocidade de recessão é ligeiramente superior a 3100 km/s, o que indica uma distância cerca de 155 milhões de anos-luz. O diâmetro real da galáxia é aproximadamente 200 000 anos-luz.
Fonte: portaldoastronomo.org

Observatório de La Silla, no Chile

                                                            Crédito: European Southern Observatory (ESO).
Esta fotografia aérea mostra o Observatório Astronómico de La Silla (no Chile), o primeiro observatório construído pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Esta organização, um consórcio de países europeus, nasceu em 1962 com o objectivo de criar um esforço europeu colectivo para o estudo do céu austral. Construído a uma altitude de 2400 metros, no topo dum monte originalmente chamado Cinchado e posteriormente designado por La Silla (a sela), este foi o primeiro observatório criado e gerido pelo ESO no Chile. Os primeiros telescópios foram construídos no final dos anos 60, tendo o último, um radiotelescópio com 14 m de diâmetro, sido construído em meados dos anos 80. Com uma quinzena de telescópios no cimo deste monte no deserto do Atacama, o ESO gere actualmente apenas 3 telescópios: o New Technology Telescope (NTT), com um espelho de 3,5 m de diâmetro, um telescópio de 3,6 m (a grande cúpula visível em último plano), e um telescópio de 2,2 m.
Fonte:ESO

Buracos na Lua Revelam Diferentes Feições de Acordo com a Iluminação Solar

Quando o Sol está incidindo bem acima do Mar da Tranqüilidade na Lua um buraco localizado na sua superfície é bem iluminado. Quando o ângulo de incidência do Sol é de 26.5 graus e a sombra tem 55 metros os cientistas podem então estimar a profundidade desse buraco com mais de 100 metros. Essa estimativa é feita desde a borda da sombra, até a margem do buraco. quando a medida é feita no nível da planície que o envolve, a profundidade estimada é um pouco maior.
Outro buraco na Lua pode ser observado no Mare Ingenii, que de acordo com a posição do Sol sofre diferentes iluminações e assim apresenta diferentes feições. As medidas feitas através das sombras geradas indicam que o buraco tem em torno de 70 metros de profundidade e uma largura de aproximadamente 120 metros. O ângulo de incidência do Sol, a direção, e elevação se juntam para iluminar de forma perfeita as camadas naturais de basalto. Cada camada corresponde a um evento de derramamento de lava ali ocorrido. Se tivessem a chance de escalar essa escada geológica os geólogos astronautas poderiam construir um retrato do passado da Lua através de amostras ali coletadas.
Outro exemplo de como a iluminação altera as coisas, é mostrada nessa outra imagem da LROC feita do buraco em Marius Hills que foi fotografada com três iluminações distintas. A imagem do centro tem uma incidência do Sol com um ângulo de 25 gruas que ilumina aproximadamente três quartos do terreno. O buraco em Marius tem aproximadamente 34 metros de profundidade e 65 por 95 metros de largura. Quando buracos como esses são registrados algumas questões surgem quase que imediatamente. Será que esses buracos fornecem algum acesso a tubos de lavas ainda abertos e não colapsados? O que se poderia aprender se fosse possível visitar e explorar um ou todas essas feições? Imagine entrar em um tubo de lava preservado, sem ser alterado por mais de 3 bilhões de anos – um geólogo pode pensar que isso seria o paraíso – uma chance de viajar no tempo para ver como uma lava se parece em sua origem. Quais tipos de minerais raros poderiam existir nessas feições escondidas, se é que eles existem? Seria possível enviar uma sonda robô dentro desses buracos? E quanto aos seres humanos, seria possível que um astronauta explorasse esses buracos? Como seria essa exploração?
É possível pesquisar as regiões próximas desses buracos por meio das centenas de milhares de imagens registradas pela LROC e assim buscar por pistas que ajudam a determinar se um sistema de tubos de lava ainda existem abaixo da superfície.
Créditos:Ciência e Tecnologia

A Mina de Ouro das Explosões de Supernovas

A galáxia anã próxima, NGC 1569 é estufada por uma vigorosa atividade de nascimento de estrelas que enchem grandes bolhas e super bolhas que esconde o corpo principal da galáxia. A vigorosa fábrica de estrelas das galáxias estão também gerando brilhantes aglomerados de estrelas azuis. Essa galáxia teve um repentino e relativamente recente evento de nascimento de estrelas há 25 milhões de anos atrás, que acalmou no mesmo período que os ancestrais do seres humanos apareceram na Terra. Nessa nova imagem, feita pelo Telescópio Espacial Hubble, a estrutura de bolha é esculpida por super ventos galácticos e por jatos causados pela colossal entrada de energia proveniente de uma explosão coletiva de supernovas que possuem um elo com um massivo episódio de nascimento de estrelas. Estruturas como bolhas observadas nesta imagem são constituídas de gás hidrogênio que brilha quando é atingido pelos ventos e pela radiação proveniente das estrelas jovens e pelas ondas de choque das supernovas. As primeiras supernovas se formaram quando as estrelas mais massivas alcançaram o final de suas vidas há 25 milhões de anos atrás. o ambiente ao redor da NGC 1569 ainda esta turbulento e as supernovas não podem somente enviar o material gasoso necessário para a formação de futuras estrelas e aglomerados de estrelas, mas elas podem na verdade disparar seu nascimento em redemoinhos de gás agitados.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Enxame de galáxias Abell 1689

Crédito: NASA, N. Benitez (JHU), T. Broadhurst (The Hebrew University), H. Ford (JHU), M. Clampin(STScI), G. Hartig

Na direção da constelação da Virgem, Abell 1689 é um enxame de galáxias a 2,2 mil milhões de anos-luz (675 Mpc). O efeito da gravidade devido aos biliões de estrelas do enxame e ainda à matéria escura provoca o fenómeno conhecido como lente gravitacional - a luz proveniente das galáxias que se encontram por detrás da lente é curvada e ampliada até chegar a nós. Centenas de galáxias a muitos milhares de milhões de anos-luz, representando o Universo de fundo, são ampliadas e observadas aqui como arcos azuis e vermelhos de luz, entrelaçados com as galáxias pertencentes ao enxame Abell 1689. Esta imagem revela mais galáxias remotas do que se tinha detectado até agora, sendo que algumas são duas vezes menos brilhantes do que as fotografadas no Hubble Deep Field (Campo Profundo do Hubble), que constituía o limite anterior de sensibilidade do telescópio. Espera-se que a análise detalhada desta imagem ajude a avançar o nosso conhecimento sobre a matéria escura, pois o fenómeno das lentes gravitacionais pode permitir aos astrónomos mapear a distribuição de matéria escura nos enxames das galáxias.
Fonte:portaldoastronomo.org

Quasar 3C 273


C 273 é um quasar próximo, a 1,9 mil milhões de anos-luz (580 Mpc), na constelação da Virgem. Nesta imagem obtida pelo telescópio Hubble, o coronógrafo foi utilizado para bloquear a luz central do quasar brilhante, de forma a revelar a galáxia que o alberga. Descobrem-se particularidades que tornam a galáxia bastante mais complexa do que se julgava. Destaca-se a estrutura espiral à volta do quasar, atravessada por uma ténue faixa vermelha de poeira; mais abaixo, na direção do jato emitido pelo quasar, um nódulo e um arco azul. A peça do coronógrafo que oculta o centro do quasar vê-se a preto, assim como uma outra mancha à direita, também causada pelo coronógrafo. Os quasares foram descobertos em 1960, mas passaram-se pelo menos duas décadas até os astrónomos terem evidências observacionais de que eles residem em galáxias. Hoje, é aceite que são buracos negros de massa extremamente elevada que se alimentam de gás e poeira das galáxias que os albergam.
Fonte:portaldoastronomo.org
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