16 de set de 2010

IC1805 e IC1848 - Nebulosas Coração e Alma

Coração e alma nébulosas da constelação Cassiopeia a 6 mil anos luz de distância da Terra na parte inferior da imagem estão visíveis também as galáxias Maffei 1 e Maffei 2 Foto: Nasa/Divulgação
 Localizadas no Braço de Perseu, a nebulosa Coração (direita) e a nebulosa Alma (esquerda), são duas nebulosas brilhantes (embora seja necessário um telescópio para ver elas) em uma região da Galáxia onde são formadas grande quantidades de estrelas. IC 1805 é também chamada de 'nebulosa do Cachorro Correndo' porque lembra um cachorro correndo, quando observada através de um telescópio. As nebulosas Coração e Alma formam um vasto complexo de formação estelar que faz parte do braço espiral da constelação de Perseu, na nossa Via Láctea. A nebulosa à esquerda da imagem é o Coração, catalogado como IC 1805 e batizado por sua semelhança com um coração humano. À direita está a nebulosa da Alma, também conhecida como a nebulosa embrionária, IC 1848 ou W5.  O braço de Perseus fica mais longe do centro da Via Láctea do que o grupo que contém o nosso Sol. O local onde estão as nebulosas Coração e Alma estendem-se por 580 anos-luz de diâmetro, cobrindo uma pequena parcela do diâmetro da Via Láctea, que é cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. As nebulosas são duas fábricas de grandes estrelas, marcadas por bolhas fundidas na poeira por radiação e ventos das estrelas. A imagem infravermelha proporcionada pelo Wise permite ver as fendas envoltas em nuvens onde o gás e a poeira estão apenas começando a formar novas estrelas. Essas estrelas têm apenas alguns milhões de anos, ou seja, são jovens em comparação com estrelas como o nosso Sol que tem cerca de 5 bilhões de anos. Também visível na parte inferior da imagem estão duas galáxias, a Maffei 1 e a Maffei 2. Ambas as galáxias contêm bilhões de estrelas e, com cerca de 10 milhões de anos-luz de distância, estão fora da nossa Via Láctea. A Maffei 1 é vista como um objeto azulado elíptico e a Maffei 2 é a galáxia espiral. Todos os quatro detectores de infravermelho a bordo Wise foram usados para fazer esta imagem. Cada cor representa um comprimento de onda diferente. O azul e o turquesa representam a luz infravermelha em comprimentos de onda de 3,4 e 4,6 mícrons, que é dominado pela luz das estrelas. Verde e vermelho representam a luz aos 12 e 22 mícrons, que é principalmente emitido por poeira quente.
Fontes: atlas.zevallos.com.br
terra.com.br

Alcançando Marte

Desde tempos imemoriais, o homem observa o astro vermelho no céu noturno. Os romanos, acreditando que o sangue dos soldados tingia o planeta, lhe deram o nome de seu deus da guerra: Marte. No entanto, as sondas enviadas não encontraram sangue, soldados ou sinais de uma civilização avançada. Os canais que alguns observadores acreditavam ter visto não se materializaram. Em 1971, a sonda Mariner localizou alguns vales de mais de seis quilômetros de profundidade, mas estes eram fruto de falhas geológicas e da erosão causada pelo vento, e não de homens verdes. Cinco anos mais tarde, a sonda Viking encontrou uma atmosfera respirável de dióxido de carbono e evidências de água, talvez suficiente para sustentar exploradores humanos durante algum tempo. Ainda assim, Marte continua sendo nosso mais próximo vizinho potencialmente habitável. Mas chegar lá não será tarefa fácil, considerando seus números: Lua está situada a apenas 386.000 quilômetros; é como atravessar uma cidade. Marte, por outro lado, está a 64 milhões de quilômetros de seu ponto mais próximo e 402 milhões de quilômetros do mais distante. Seria como dirigir um automóvel partindo do estado do Colorado, nos Estados Unidos, até o ponto mais distante da Argentina. Um viagem de proporções tão épicas apresenta muitos obstáculos. O primeiro deles é a gravidade. Escapar da atração da enorme massa da Terra requer uma força igualmente imensa, que se traduz em ao menos 40.000 quilômetros por hora. Desde o amanhecer da era espacial, o homem utiliza foguetes de múltiplas fases para se afastar da Terra e da atmosfera. O combustível constitui 80% do peso de um foguete de múltiplas fases. Uma vez livre da atmosfera e da gravidade da Terra, os foguetes auxiliares, agora vazios, podem ser descartados, deixando propulsores menores e mais rápidos para o trabalho de deslocar a nave até o espaço. Em teoria, a missão para Marte poderia ocorrer em um único passo: da superfície da Terra à de Marte de uma só vez. Atualmente, os únicos que possuem um foguete suficientemente potente para nos lançar à Marte são os russos.

A Nebulosa do Véu

Delicada na aparência, esses filamentos de gás brilhante são observados da Terra na direção da constelação de Cygnus e constituem a Nebulosa do Véu. A nebulosa é na verdade a parte remanescente de uma explosão de supernova, ou seja, uma nuvem em expansão que nasceu a partir da morte explosiva de uma estrela massiva. A luz da explosão da supernova propriamente dita alcançou a Terra provavelmente a 5000 anos atrás. Também conhecida como Arco de Cygnus, a Nebulosa do Véu se expande aproximadamente por 3 graus ocupando uma área equivalente a 6 vezes o diâmetro da Lua Cheia. Isso significa mais de 70 anos-luz se levarmos em conta a distância de 1500 anos-luz da Terra, aproximadamente. De fato, o Véu é tão grande que suas partes mais brilhantes são reconhecidas como outras nebulosas, incluindo a Vassoura da Bruxa (NGC 6960) na parte inferior da imagem aqui reproduzida e o Triângulo de Pickering (NGC 6979) abaixo e a esquerda do centro. Na parte superior da imagem está a IC 1340.

Titã: Chiaroscuro

A sonda Cassini examina a dicotomia sazonal hemisférica brilhante e negra à mediada que registra imagens da lua Titã com um filtro sensível a luz no infravermelho próximo. Nessa imagem, o hemisfério sul parece ser mais escuros que o hemisfério norte usando um filtro sensível aos comprimentos de onda da luz no infravermelho próximo centrado em 889 nanômetros. Essa imagem também mostra a calota polar norte. Essa imagem foi feita com as câmeras da sonda apontadas para o principalmente hemisfério de Titã, que tem aproximadamente 5150 quiilômetros de comprimneto. O norte de Titã está para cima na imagem e rotacionado 2 graus para a equerda. A imagem foi com a câmeras de ângulo restrito no dia 22 de Maio de 2010. A imagem foi obtida com a sonda localizada a uma distância de aproximadamente 1.1 milhão quilômetros da lua Titã e com a conjunção Sol-Titã-Cassini e com um ângulo de 37 graus. A escala da imagem é de 6 km/pixel.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Pulsares Velhos Atravessam a Via Láctea a 1 Milhão de km/h

O pulsar Balck Window está atravessando a galáxia a uma velocidade de quase um milhão de quilômetros por hora. A onda de choque causada pelo seu movimento é visível por meio de telescópios ópticos e é mostrada na imagem aqui reproduzida com uma forma crescente de cor verde. A pressão atrás da onda de choque cria uma segunda onda de choque que varre a nuvem de partículas de alta energia que retornam do pulsar para formar um casulo. O Black Window pertence á uma classe de estrelas de nêutrons que possuem uma velocidade de rotação extremamente elevada e por isso são chamadas de pulsares de milisegundos, esse tipo de objeto emite uma radiação intensa de alta energia que parece destruir uma estrela companheira através da evaporação.
Esses objetos são na verdade estrelas de nêutrons muito velhas que estão em alta rotação com períodos que duram milisegundos, assim elas puxam material de suas companheiras.
A constante alimentação da estrela de nêutrons com matéria a faz girar de maneira muito veloz da mesma maneira que empurrões fazem com que um carrossel gire de forma mais rápida.
A idade avançada, a taxa de rotação muito rápida e o campo magnético relativamente baixo dos pulsares de milisegundo, fazem com que eles sejam inseridos em uma classe separada dos pulsares jovens como o encontrado na Nebulosa do Caranguejo. Dados do Chandra, mostram que esses pulsares rejuvenescidos de um bilhão de anos de idade são um gerador extremamente eficiente de partículas de matéria e anti-matéria, do mesmo modo que seus primos mais novos.
A chave para isso é a rápida rotação do B1957+20. Os resultados do Chandra confirmam a teoria de que mesmo uma estrela de nêutrons com uma relativa fraqueza magnética pode gerar forças eletromagnéticas intensas para acelerar partículas a uma alta energia criando um vento de pulsar se a sua rotação for suficientemente rápida para isso.
Créditos:Ciência e Tecnologia
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