20 de set de 2010

Constelação de Cassiopeia

 A constelação de Cassiopeia é uma das mais fáceis de identificar nos céus pois as suas estrelas mais brilhantes formam um W muito difícil de ignorar (ver figura). Encontra-se muito próxima do Polo Norte Celeste numa posição diametralmente oposta à da Ursa Maior. À medida que a noite vai decorrendo é notória a rotação do W (e do resto do firmamento) em torno da estrela polar.

Estrelas

Schedar (alfa-Cas) é a estrela mais brilhante da constelação. É uma estrela de cor avermelhada cuja magnitude aparente varia entre os 2.2 e 2.8. Com um bom equipamento é possível distinguir a presença de uma segunda estrela azul de magnitude aparente 9.0. Este é um binário óptico (as duas estrelas apenas estão na mesma direcção mas não tem qualquer relação entre si).

Beta-Cas, com uma magnitude de 2.3, é a segunda estrela mais brilhante da constelação. Trata-se de uma estrela da sequência principal com uma cor branca. É também designada por Caph o que em árabe coincide com o nome da própria constelação.

Gama-Cas é a estrela presente no vértice central do W. Trata-se de uma estrela variável da sequência principal, de cor azul e muito quente. A sua magnitude aparente oscila entre 1.6 e 3.0 em intervalos irregulares. Esta variação de brilho está associada à libertação de conchas de gás em consequência da rápida rotação da estrela. Os dados relativos a estrelas peculiares, como esta, são sempre muito incertos. Estima-se que gama-Cas tem uma luminosidade 5000 vezes sup+erior à do Sol do qual dista pelo menos 800 anos luz. A variação de brilho de gama-Cas pode verificar-se se a compararmos regularmente com, por exemplo, com Ruchbah (magnitude 2.7).

Eta-Cas é uma subgigante de tom amarelo. A observação com pequenos telescópios revela a existência de uma estrela vermelha de magnitude 7.5. Neste binário as estrelas orbitam uma em torno da outra em cada 480 anos. No ano de 1889 as duas estrelas estavam praticamente juntas (do ponto de vista de um observador terrestre). Neste momento estão a afastar-se possibilitando assim uma melhor observação.

Enxames estelares

A constelação de Cassiopeia é muito rica em enxames estelares abertos. De entre eles vamos destacar M52 e M103 (ver figura)

M52, junto à fronteira com Cefeu, foi descoberto por Charles Messier em 1774. A sua magnitude aparente é de 7.3 e por isso não é visível a olho nu. Quando visto através de binóculos aparenta ser uma pequena mancha. A observação com telescópio deverá dividir essa mancha num conjunto de estrelas pouco brilhantes. De uma forma geral consistem em estrelas da Sequência Principal com magnitude aparentes a rondar os 11.0. No conjunto destacam-se duas gigantes amarelas de magnitudes 7.8 e 8.2. Não se sabe bem ao certo a que distância se encontra este enxame. As estimativas apontam para uma distância entre os 3000AL e os 7000AL.

M103, descoberto por Pierre Mechain em 1781, está pelo menos a 8000AL de distância. A sua magnitude aparente é de 7.4 e por isso também não é visível a olho nu. Tem cerca de quarenta membros. A sua aparência é dominada por um sistema binário cuja componente principal tem magnitude 7.3. Contudo este sistema não faz parte do enxame!

Supernovas

SN 1572 são os restos de uma supernova observada por Tycho Brahe no ano de 1572. Uma supernova consiste na explosão de uma estrela de grande massa. Nessa altura (1572) o brilho aparente da estrela atingiu valores comparáveis ao de Vénus e foi visível a olho nu durante cerca de 16 meses. Actualmente é acessível apenas a partir de grandes telescópios. É também observável em raios-X e ondas de rádio.

Cas A é a mais forte fonte de rádio extrasolar. Julga-se que resulta da explosão de uma estrela em supernova no século XVII. No entanto não existe qualquer registo da sua ocorrência. Seria esta uma supernova invulgarmente fraca? Investigações recentes indicam que poderá ter sido catalogada em 1680 não como uma supernova mas sim como uma estrela normal.
Fonte:Grupo de Astronomia da Universidade da Madeira

Descobertas Planetárias nas Idades Moderna e Contemporânea


William Herschel.

Em 1781, William Herschel descobriu Úrano. De início pensou tratar-se de um cometa, mas os seus dados indicavam uma baixa excentricidade elíptica em torno do Sol, ou seja, uma órbita planetária, com uma órbita a uma distância do Sol entre 19 e 20 UA.
Esta descoberta veio reforçar a crença na Lei de Bode. Pode ver-se que, de acordo com esta, deveria existir um planeta entre Marte e Júpiter. A crença na Lei de Bode levou a uma extensa pesquisa pelo planeta perdido entre Marte e Júpiter. A 1 de Fevereiro de 1801, o astrónomo italiano Piazzi descobriu um objecto de 7.ª magnitude que se ia deslocando de noite para noite contra o fundo estelar. Este objecto, designado Ceres por Piazzi, foi o primeiro asteróide a ser descoberto. Com quase 1000 km de diâmetro, é também o maior de todos os asteróides conhecidos.
No ano seguinte, foi descoberto um segundo asteróide (Pallas), seguido da descoberta de Juno em 1804 e Vesta em 1807. É agora sabido que em vez de um planeta, existe uma enorme quantidade de pequenos corpos (talvez sejam mais de 50.000 os que têm mais de 10 km de diâmetro) que orbitam entre Marte e Júpiter. A evolução destes planetas é dominada por dois factores, a saber: as colisões mútuas e a proximidade do planeta Júpiter que tem 317 vezes a massa da Terra e 2.5 vezes a massa de todos os outros planetas do Sistema Solar juntos. A cintura de asteróides, como é conhecida esta imensa quantidade de pequenos corpos, está a desintegrar-se à medida que estes corpos vão colidindo uns com os outros a uma velocidade da ordem dos 5 a 6 km/s, criando poeiras que depois espiralam em direcção ao Sol. A evidência da importância destas colisões é dada pela existência de pequenas famílias de asteróides que estão agrupados com características orbitais semelhantes e que se presumem ser fragmentos de corpos maiores.
A Lei de Bode, embora não coincida depois para os valores dos planetas mais exteriores, Neptuno e Plutão, foi extremamente importante na descoberta da cintura de asteróides.
 Le Verrier.
A descoberta de Neptuno foi a primeira a ser efectuada de uma forma perfeitamente científica. Entre 1790 e 1840, a órbita de Úrano apresentou algumas perturbações comparativamente com uma trajectória convencional. Estas perturbações fizeram suspeitar da existência de um planeta mais longínquo no Sistema Solar. Paul Adams (em 1843) e U.J. Le Verrier (em 1846) usaram as leis da mecânica newtoniana, de forma independente, para prever a massa, órbita e posição deste oitavo planeta, a partir das perturbações observadas em Úrano. Em 1846, Johann G. Galle, no Observatório de Berlim, descobriu Neptuno na 1º posição prevista por Le Verrier.
Esta descoberta constituiu uma das maiores conquistas da mecânica newtoniana e consolidava as Leis de Newton como leis universais.
Clyde Tombaugh.
Neptuno poderá ter sido previamente observado por Galileu cerca de 234 anos antes. Hoje sabe-se que terá estado muito perto de Júpiter nas noites de 27 de Dezembro de 1612 e de 28 de Janeiro de 1613, quando ele detectou um pequeno movimento de uma estrela na posição referida em relação às estrelas vizinhas. Curiosamente, não seguiu a observação desta estrela nos meses seguintes, e por isso perdeu a oportunidade de reconhecer Neptuno como um novo planeta. O último "planeta" (de acordo com as novas regras de classificação planetária, Plutão já não é um planeta "principal", mas um planeta anão) do Sistema Solar a ser descoberto foi Plutão. As pequenas perturbações da órbita de Úrano não eram ainda satisfatoriamente descritas apenas pela presença de Neptuno, pelo que os astrónomos começaram na busca de um nono planeta. O facto de procurarem apenas no plano da eclíptica terá atrasado muito a descoberta de Plutão. As previsões iniciais da posição do nono planeta também eram muito incertas. Plutão foi apenas descoberto por Clyde Tombaugh em 1930, com base numa previsão da posição realizada por Percival Lowell. Hoje sabemos que esta descoberta foi fortuita pois a pequena massa de plutão não poderia de modo nenhum explicar as perturbações na órbita de Úrano.
Fonte: Astronomia On-line

A Nebulosa da América do Norte Fotografada em Québec

Essa imagem aqui reproduzida mostra uma bela visão da Nebulosa da América do Norte e foi registrada próximo a cidade de Québec no Canadá na noite de 11 de Setembro de 2010. Essa nebulosa, também conhecida como NGC 7000, mostrada aqui na luz de H-alfa (comprimento de onda de 6563 ângstrom) é uma imensa nuvem de emissão de gás localizada dentro da Via Láctea. Ela pode ser encontrada na constelação de Cygnus, o Cisne, que nessa época do ano se encontra alto no céu do hemisfério norte. Cygnus também é a constelação conhecida como a cruz do norte, e é visível pouco depois do pôr-do-Sol nas latitudes médias do hemisfério norte. Embora a constelação de Cygnus seja fácil de ser identificada, para observar a NGC 7000 será necessário um par de binóculos ou um telescópio. Mas mesmo assim não espere ver essa coloração avermelhada ou mesmo uma forma definida da nebulosa, o tempo de exposição para se fazer uma imagem, e o filtro utilizado (no caso aqui o H-alfa) juntos contribuem para definir a forma da nebulosa e também dar a ela uma coloração impressionante.
Créditos: Ciência e Tecnologia

Físico propõe criação de um buraco negro eterno

Cientista acredita ter encontrado a receita para criar um buraco negro que não emite radiação e, portanto, nunca irá se extinguir.[Imagem: Denver Museum of Nature and Science]

Buraco negro eterno

Os buracos negros, com sua gravidade imensa, capaz de reter até a luz, pareciam ser indestrutíveis, até que Stephen Hawking calculou que eles deixam escapar radiação. Em termos práticos, isso significa que os buracos negros também podem morrer, "evaporando" até exaurir toda a sua matéria - ainda que isso leve um tempo incalculável. Mas pode ainda haver uma forma de fazer um buraco negro "eterno".
Stephen Hsu, da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, acredita ter encontrado a receita para um buraco negro que nunca irá se extinguir. Depois de ter descoberto que buracos negros podem ser portais para outros universos, Hsu acredita ser possível criar um buraco negro que nunca se acabe usando um ingrediente ainda mais estranho: um buraco branco.

Buracos brancos

Buracos brancos são buracos negros que viajam para trás no tempo, arremessando sua matéria para o espaço, em vez de sugar o que encontra pela frente. Enquanto um buraco negro pode se formar a partir de uma estrela que entre em colapso, os astrofísicos calculam que um buraco branco vai explodir e deixar uma estrela em seu lugar. É claro que até hoje ninguém nunca observou um buraco branco, mas a teoria da relatividade geral não coloca nenhum empecilho à sua existência. Stephen Hsu calculou que um buraco branco, localizado em um vácuo perfeito - ele não sofre influência de qualquer radiação vinda do passado distante - à medida que ejeta seu conteúdo, vai emitir também feixes de uma radiação essencialmente idêntica à radiação de Hawking dos buracos negros. Hsu percebeu então que, se o processo for rodado para trás, seria o mesmo que um buraco negro se formando e, em seguida, passando a existir em um vácuo perfeito, sem radiação de Hawking. "Ele se torna um buraco negro que não é radiante, o que é uma coisa muito estranha", disse Hsu à revista New Scientist.

Cofre perfeito

Eventualmente uma possibilidade teórica. Mas, ainda assim, uma possibilidade complicada de realizar. O problema é que, para executar esse processo para trás e criar o buraco negro eterno, seria necessário criar uma explosão de radiação precisamente ajustada para interferir com a radiação de Hawking. "Talvez em uma civilização altamente avançada, os físicos possam criar um buraco negro que não evapore," disse ele. "Seria incrivelmente difícil, mas matematicamente é possível fazê-lo." E para o quê alguém iria querer construir um buraco negro eterno? Para guardar informações eternamente sigilosas lá dentro, talvez. Para saber mais sobre buracos brancos, veja Nosso Universo pode estar em uma ponte entre dois outros universos.
Fonte: Inovação Tecnológica

Europeus planejam lançar sonda lunar

A Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) está planejando o lançamento de uma sofisticada sonda lunar. A empresa EADS Austrium ganhou a licitação de 6,5 milhões de euros para projetar a nave. A sonda de 700 quilos seria enviada ao pólo sul do satélite. Segundo a diretora de vôos tripulados da ESA, apesar da sonda não ser tripulada ela estará equipada com vários instrumentos científicos e irá procurar por minerais que possam indicar a presença de água no solo da Lua.
Algumas pesquisas recentes já indicaram que crateras lunares profundas podem abrigar vastos reservatórios de água congelada. Segundo a EADS Austrium, apesar desse projeto ser voltado para a Lua, se a tecnologia de enviar uma sonda tão sofisticada para o nosso satélite funcionar, nada impede que o mesmo sistema seja usado em sondas enviadas para outros planetas.
Mas o lançamento ainda vai demorar. A aprovação do projeto acontecerá somente em 2012, quando será submetido à aprovação de representantes dos ministérios europeus. Se os políticos aprovarem, o lançamento deve acontecer antes de 2020. [BBC]
Créditos: Luciana Galastri- Hypescience.com

Cientistas projetam descoberta de novo planeta habitável para maio de 2011

Todos já conhecem a teoria de que o mundo vai acabar em 2012. Os mais céticos, é claro, não dão muita atenção a todo esse alarde. Mesmo que isso seja verdade, contudo, poderemos já estar vivendo em outro lugar quando a Terra acabar. É o que sugere uma nova descoberta das Universidades de Harvard (Cambridge, Massachussets, EUA) e da Califórnia, que prevê o anúncio de um novo planeta habitável ainda para 2011. Na verdade, por enquanto, tudo não passa de uma projeção matemática. É claro que não é um cálculo leviano (e seria muito complicado explicar, aqui nestas linhas, como ele funciona exatamente), os cientistas têm boas razões para acreditar que descobriremos um planeta digno de ser habitado dentro de muito pouco tempo. Este planeta, supostamente está fora do sistema solar. Planetas que orbitam ao redor de uma estrela que não seja o Sol são chamados de exoplanetas, o que seria o caso deste nosso “novo lar”. Basicamente, fizeram cálculos baseados nos exoplanetas já descobertos antes (graças ao super-telescópio Kepler, de propriedade da NASA), e compararam as propriedades já conhecidas. A dedução que os levou a tal resultado se baseou na “habitabilidade métrica”, uma medida que considera duas variáveis: a temperatura e a massa do planeta em questão.
 
A tal habitabilidade métrica tem duas influências nas descobertas astronômicas. Em primeiro lugar, existem pedras de gelo em planetas de massa gigantesca, compostos em sua maioria por gás, fator importante no cálculo “temperatura x massa”. Com isso, a cada planeta mais distante que se descobre, estamos estatisticamente mais próximos de chegar ao valor “temperatura x massa” semelhante ao da Terra. Segundo os pesquisadores, um planeta com essas condições é caracterizado como “habitabilidade métrica 1”, o valor da Terra. Segundo cálculos mais céticos, nossa chance de encontrar um planeta habitável é de 66% em 2013, e de 75% em 2020. Os mais otimistas, no entanto (já que estamos falando de um cálculo com numerosas variáveis e muitos ingredientes que não passam de mera suposição), projetam esse “dia D” para maio de 2011. Se estiverem certos, daqui a menos de um ano saberemos que a Terra não é o único lugar no universo onde é possível viver. [PopSci]
Créditos: Rafael Alves-Hypescience.com

Cientistas descobrem 14 rochas espaciais perto de Netuno

A partir de observações de arquivo do telescópio espacial Hubble, astrônomos descobriram 14 pedras espaciais grandes escondidas além da órbita de Netuno. As rochas foram encontradas em intervalos de 40 a 100 km. Os objetos, rochas geladas como são conhecidas, são chamados de “transnetunianos”, porque normalmente residem fora da órbita de Netuno. Esses objetos incluem o ex-planeta Plutão, agora classificado como um planeta anão, assim como os cometas.
Esses objetos são semelhantes aos asteróides, mas ficam mais distantes da Terra. Geralmente, os asteróides orbitam no interior do sistema solar, para fora da órbita de Júpiter.
Os pesquisadores disseram que os objetos transnetunianos são interessantes porque são blocos que sobraram da formação do sistema solar. Mas, segundo eles, a maioria dos objetos transnetunianos é muito difícil de detectar.
Para encontrar este novo grupo de rochas, por exemplo, os pesquisadores procuraram o indicador de luz que as rochas deixam nas fotos do telescópio de acordo com a sua movimentação no espaço, durante a sua exposição as lapsos de tempo. Ao medir o movimento dos objetos transnetunianos no céu, os astrônomos foram capazes de calcular a órbita de cada objeto e sua distância do sol. Também puderam estimar o tamanho de cada objeto, combinando observações sobre a distância, o brilho e a refletividade.
No estudo inicial, os pesquisadores examinaram apenas um terço de um grau quadrado do céu, o que significa que há muito mais espaço para pesquisa. Segundo os cientistas, eles provaram que são capazes de detectar e caracterizar esses objetos mesmo com dados destinados a fins completamente diferentes, por isso eles pretendem continuar a busca por tais objetos.
Os cientistas estão confiantes que este novo método de detecção ajudará a revelar mais centenas de objetos transnetunianos ao longo do tempo. [MSN]
Créditos:Natasha Romanzoti-Hypescience.com

Novas sondas pretendem “cheirar” sinais de vida em Marte

Um novo projeto da NASA está se concentrando em criar máquinas com a habilidade de detectar uma substância que ninguém gosta de captar aqui na Terra: o metil-mercaptano. Contendo enxofre em sua fórmula molecular, esse composto químico dá o cheiro característico ao mau hálito e à flatulência no corpo humano. Como é produzido apenas por alguns microorganismos, sua presença em marte poderia indicar vida no planeta. E é isso que os cientistas vão buscar. O instrumento farejador em questão é um “espectrômetro a laser”, que voará até o Planeta Vermelho em 2012, segundo as previsões. O equipamento foi projetado para analisar isótopos de carbono em metano, e outros gases de origem biológica em Marte. A máquina será capaz de detectar o gás em concentrações ínfimas, abaixo de 100 partes por bilhão. Qualquer gás “relevante” descoberto (tais como metano e etano) pode representar chance de haver vida, por isso o tal espectrômetro deve estar afinadíssimo. Se o mundo não acabar em 2012, até lá teremos respostas mais concretas, e a eventual prova de que não estamos sozinhos no universo.
 Fonte: Hypescience.com

Simulação 3D mostra explosão de supernova

As novas simulações em 3-D são baseados na ideia de que a estrela que está morrendo não é esférica, mas distintamente assimétrica e afetada por uma série de instabilidades na volátil mistura em torno de seu núcleo. [Imagem: Princeton University/Adam Burrows/Jason Nordhaus]
Superestrelas

Para os astrônomos, as supernovas são de fato as superstars. Estrelas gigantescas morrem numa explosão capaz de irradiar, em alguns momentos, mais energia do que o Sol irradiará em toda a sua vida. O brilho das supernovas é tão grande que elas superam a luz emitida por galáxias inteiras. É por isso que os cientistas estão tão interessados em descobrir o que, e como as coisas acontecem nesse ponto onde matéria e energia se cruzam de formas quase inimagináveis. Como é muito raro observar uma supernova de verdade - foi só uma nos últimos 380 anos - os astrônomos estão usando supercomputadores para fazer simulações das explosões das supernovas. Agora foi a vez da equipe da Universidade de Princeton mostrou seus resultados.

Simulações 3-D

Os pesquisadores argumentam que tais simulações são importantes porque podem levar a novas informações sobre o Universo e ajudar a resolver problemas cruciais de astrofísica, incluindo as próprias explosões. As novas simulações em 3-D são baseados na ideia de que a estrela que está morrendo não é esférica, mas distintamente assimétrica e afetada por uma série de instabilidades na volátil mistura em torno de seu núcleo. Em junho deste ano, uma equipe da Alemanha apresentou a primeira simulação 3D da explosão de uma supernova. Logo depois, um grupo internacional simulou a explosão da supernova 1987A, detectada em 1987.
Fonte:Inovação Tecnológica

Cassini registra os primeiros relâmpagos extraterrestres

A primeira tempestade de relâmpagos fora do planeta Terra foi observada em Saturno através das câmeras da sonda Cassini-Huygens. O estudo sobre este acontecimento foi publicado na "Geophysical Research Letters". Desde que a missão Cassini chegou àquele planeta, em 2004, os investigadores registaram e compilaram sinais de rádio que indicavam que as tempestades elétricas se produzem ali com alguma frequência. Mas só agora foi possível assistir visualmente a uma dessas tempestades. Conseguir ver as tempestades é uma raridade pois Saturno é um planeta extremamente brilhante. O seu sistema de anéis atua como um espelho, refletindo sobre a superfície os raios solares. Assim, o planeta brilha com uma intensidade semelhante à da Lua cheia. Isto provoca demasiada luz para se conseguir obter fotografias. Só no passado mês de Agosto, durante o equinócio, que em Saturno ocorre apenas de 15 em 15 anos, foi possível reunir as condições necessárias para o registo. Os investigadores conseguiram elaborar um vídeo singular e inestimável no âmbito da documentação científica. As imagens foram captadas durante uma tempestade elétrica que aconteceu entre Janeiro e Outubro de 2009, sendo a maior já observada em todo o Sistema Solar. O vídeo original tem 16 minutos, mas foi comprimido para os 11 segundos que está apresentado acima. A nuvem em que os trovões se produzem mede aproximadamente três mil quilômetros. Cada relâmpago dura um segundo, mede 300 quilômetros e libera uma energia comparável, ou até maior, do que os mais poderosos raios no planeta Terra. O som que acompanha as imagens é sintetizado mas aproxima-se do som real que os instrumentos de gravação da sonda registaram. Ao serem produzidos, os raios, tanto em Saturno como na Terra, emitem ondas numa frequência que é capaz de provocar os ruídos de estática que frequentemente se conseguem ouvir nas emissoras de rádio. Os sons assemelham-se a essa estática e baseiam-se nos sinais de descarga eletrostática detectados pela Cassini.
Créditos:Imagens do Universo

Urano pode ter batido em Saturno e Júpiter

Urano pode ter batido "para frente e para trás" entre Júpiter e Saturno antes de se fixar em sua atual localização, sugerem cientistas. As informações são do site NewScientist. Simulações em laboratório foram realizadas no Observatório Côte d'Azur, na França, por equipe liderada pelo cientista Alessandro Morbidelli, para entender como cada planeta acabou localizado em suas atuais regiões do espaço. A movimentação de Urano lembra um jogo de pinball. Simulações anteriores mostraram que Júpiter e Saturno também se moveram de sua órbita inicial após contato com objetos espaciais. O movimento de Urano pode ter acabado apenas há 100 mil anos.
Fonte:Portal Terra
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