23 de set de 2010

Cinturão de Orion

As estrelas do Cinturão de Orion, encobertas por uma fraca nebulosidade.
Da esquerda para a direita: Zeta, Epsilon e Delta Orionis
 Alnitak, Alnilam, e Mintaka, são as três brilhantes estrelas azuis da esquerda para a direita (este para oeste) ao longo da diagonal nesta aguçada visão cósmica. Conhecidas também como o Cinturão de Órion, essas três estrelas supergigantes azuis são muito mais quentes e massivas que o Sol. Estas estrelas poderosas residem a cerca de 1.500 anos-luz da Terra. Alnitak, Alnilam, e Mintaka nasceram no bastante conhecido e estudado berçário estelar de Órion. A propósito, as nuvens de gás e poeira interestelar nesta região nos mostram alguns formatos intrigantes e surpreendentes tais como a nebulosa negra da Cabeça de Cavalo e a NGC 2024 – Nebulosa da Flama ao lado de Alnitak, à esquerda.
Fontes: atlas.zevallos.com.br
eternosaprendizes.com

Estrela Deneb

Alpha Cygni mais conhecida como Deneb é a estrela mais brilhante da constelação do Cisne, ou Cygnus, apesar de estar cerca de trinta vezes mais longe da Terra do que as restantes. É, ou foi, conhecida por vários outros nomes, entre os quais se contam Arided, Aridif, HR 7924, e HD 197345. Com uma magnitude aparente de 1.25, é a décima-nona estrela mais brilhante do céu terrestre. A magnitude absoluta de Deneb é de -7.2, o que a coloca entre as mais luminosas estrelas conhecidas. 

Deneb tem aproximadamente 201.550.000 km sendo então 145 vezes maior do que o Sol e 15800 vezes maior do que o planeta Terra, Deneb é também conhecida como alfa Cygni. O nome da estrela provém do termo arábico medieval Al Dhanab al Dajajah que significa a "cauda da galinha". Convém lembrar que os árabes davam o nome galinha à constelação Cygnus, daí aquele termo. Curiosamente as estrelas que compõem o Triângulo de Verão apresentam temperaturas superficiais similares na qual Vega é a mais quente com 9600 K (Kelvin) e Deneb a radiar a 8400 K.

Deneb é a estrela mais pálida do Triângulo de Verão com magnitude aparente 1,25. Deneb encontra-se em 19º lugar na lista das mais brilhantes (brilho aparente) do céu (contando com as estrelas do Hemisfério Sul), logo a seguir à estrela Becrux (beta Crucis - que é variável; da constelação Crux - Cruzeiro do Sul). A estrela situa-se a 2000 anos-luz de distância segundo catálogo Hipparcos (1997). Deneb é verdadeiramente uma das maiores estrelas da Galáxia, bem maior, por exemplo, que a conhecida Rigel mas de menores dimensões que os "monstros" estelares Betelgeuse e Antares.

Se a estrela tomasse o lugar do centro do Sistema Solar, a sua "superfície" estenderia à órbita da Terra. Longe de ser a maior estrela na Galáxia, Deneb é, no entanto, uma das maiores do seu género, ou seja, dentro da sua classe espectral e temperatura superficial. Também o Universo tem os seus "monstros". Caso a distância estabelecida esteja correcta, se a estrela em questão estivesse no lugar de Vega, Deneb brilharia quase tanto como uma Lua crescente em franco desenvolvimento! Trata-se de uma supergigante branco-azulada cujo tipo espectral é A2Ia. Vista com binóculo surge uma cor branca e não branco-azulada como Sirius e Vega.
Fonte:Wikipédia

Quantas Estrelas é Possível Ver Numa Noite Clara?

Pergunte a uma criança quantas estrelas ela pode ver em uma noite clara, e a resposta será algo provavelmente pouco preciso e meio confuso, números como 200 e vinte e nove bilhões de milhões de milhares. Um adulto pode sugerir milhões com uma inflexão na voz para sugerir que é um número incerto e que pode ser que esse número seja maior.Claro, a resposta real é na verdade um número bem mais baixo. Em uma noite clara, longe da cidade e sem lua, é possível que você possa observar algumas milhares de estrelas visíveis a olho nu. Com um telescópio decente você poderia ver mais e claro que são, parafraseando o grande Carl Sagan, bilhões de bilhões de objetos no universo como um todo. Pergunte a um cientista ele lhe dirá que existem 10 bilhões de estrelas na Via Láctea e existe a possibilidade de existirem 10 bilhões de galáxias, o que dá como resultado o assustador número de 10 bilhões de bilhões de estrelas, ou um 10 seguido de 20 zeros. Logicamente que existem bilhões de estrelas, mas que podemos ver é só uma pequena parte delas, mesmo porque boa parte só brilha em comprimentos de onda que o nosso olho não consegue captar. Uma resposta razoavelmente plausível seriam 6000 estrelas.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Muita Água na Lua?

Será a Lua muito molhada para a astronomia? Os cientistas chineses encontraram evidências o nosso satélite sem atmosfera possui vapor de água suficiente para complicar as operações de alguns telescópios. Em 2013 a China planeja colocar um pequeno observatório ultravioleta na superfície da Lua. A astronomia ultravioleta precisa ser realizada em um ambiente sem atmosfera - na órbita da Terra ou na Lua - isso pelo fato das moléculas de água na atmosfera terrestre absorverem a luz ultravioleta. Mas em uma apresentação feita durante a European Science Congress em Roma, os pesquisadores da Chinese Academy of Sciences mostraram que descobriram um obstáculo nesse projeto futuro. Estudos químicos feitos pela sonda indiana Chandrayaan-1 detectaram a presença de vapor de água na superfície da Lua (áreas em azul na imagem acima). A luz do Sol quebra as moléculas de água, liberando átomos individuais de hidrogênio que podem dispersar a luz ultravioleta causando defeitos nas imagens. O efeito é suficiente, concluíram os cientistas, para distorcer as imagens o suficiente para que os astrônomos busquem uma outra solução para realizar estudos de astronomia ultravioleta deixando de lado as ambições lunares.
Créditos:cienctec.com.br

O Retrato de Júpiter pela Sonda Cassini

 
Esse mosaico colorido de Júpiter foi construído a partir de imagens capturadas pela câmera de ângulo estreito a bordo da sonda Cassini da NASA em 29 de Dezembro de 2000, durante sua maior aproximação com o planeta gigante atingindo uma distância de aproximadamente 10 milhões de quilômetros. Esse é a foto mais detalhada em cores já feita de Júpiter, as menores feições visíveis no planeta possuem aproximadamente 60 quilômetros de comprimento. O mosaico é composto por 27 imagens: nove imagens foram necessárias para cobrir o planeta como um todo, e cada uma dessas localizações foram imageadas nas cores vermelho, verde e azul para então se produzir um padrão de cores verdadeiras.

Embora a câmera da Cassini possa ver mais cores do os olhos humanos podem, as cores de Júpiter nessa nova imagem se aproximam muito das cores que os olhos humanos pode também perceber. Tudo que é visível no planeta é uma nuvem. As bandas paralelas avermelhadas, marrons e brancas, as feições ovaladas brancas, e a imensa Grande Mancha Vermelha que ali persiste apesar da intensa turbulência visível na atmosfera. As feições mais energéticas são as menores, brilhantes nuvens a esquerda da Grande Mancha Vermelha e em posições similares na metade norte do planeta. Essas nuvens crescem e desaparecem em questão de dias e geram raios.

As faixas formam a medida que as nuvens são cortadas por intensos jatos de Júpiter que correm paralelos às bandas coloridas. A proeminente banda negra na metade norte do planeta é a localização do jato mais velos de Júpiter, com ventos no sentido leste atingindo 480 km/h. O diâmetro de Júpiter é onze vezes maior que o da Terra, então as menores tempestades que aparecem nesse mosaico são comparáveis aos maiores furacões que atingem o nosso planeta. Diferente da Terra, onde somente a água condensa para formar nuvens, em Júpiter as nuvens são feitas de amônia, sulfato de hidrogênio e água.

Os movimentos ascendentes e descendentes carregam diferentes misturas dessas substâncias espalhando-as em diferentes alturas das nuvens. As cores marrons e laranjas podem existir devido ao traço de elementos químicos levados aos níveis mais profundos da atmosfera, ou eles podem ser produtos de reações químicas governadas pela luz ultravioleta do Sol. As áreas azuladas, como as pequenas feições um pouco ao norte e um pouco ao sul do equador são áreas que possuem uma cobertura de nuvens reduzida, ou seja, onde se pode observar mais profundamente a atmosfera do planeta.

Nebulosa de Reflexão Presa na Garra do Escorpião

Presa na garra da constelação de Escorpião se situa a nebulosa de reflexão DG 129, uma nuvem de gás e poeira que reflete a luz proveniente de estrelas próximas brilhantes. Essa imagem em infravermelho da nebulosa foi registrada pelo Wide-field Infrared survey Explorer, ou WISE da NASA.Se observada na luz visível essa porção do céu não mostra nada de destaque. Mas quando é explorada na luz infravermelha uma bela nebulosa de reflexão é revelada. A DG 129 foi catalogada por uma dupla de astrônomos alemães, chamados Johann Dorscner e Josef Gürtler em 1963. Como nuvens que brilham na Terra, é divertido usar a imaginação quando se observa as imagens que se formam nas nebulosas. Algumas pessoas observam essa nebulosa como um braço emergindo do cosmos. Se você usar bem a imaginação com o polegar e o indicador fazendo um círculo você poderá ver um sinal celeste de positivo. A estrela brilhante a direita cintilando numa cor esverdeada é a Pi Scorpii. Essas estrela marca uma das garras do escorpião. Ela é na verdade uma estrela tripla localizada a 500 anos-luz de distância da Terra. As cores usadas nessa imagem representam diferentes comprimentos de onda do infravermelho. A imagem foi construída a partir de regitros feitos após o WISE esgotar o fluido de resfriação que o deixa sensível para a luz infravermelha e começar a esquentar. O detector do WISE é sensível a luz de 22 mícrons tem se tornado muito quente para produzir boas imagens, mas os detectores de três comprimentos de onda mais curtos continuam a registrar mais de 7000 imagens céu a cada dia, como as que foram usadas para mostrar a imagem aqui reproduzida. A cor azul representa a radiação infravermelha em 3.4 mícrons, enquanto que o verde representa a luz com comprimento de onda de 4.6 mícrons e a cor vermelha representa a luz infravermelha de 12 mícrons.

Para Comemorar o Equinócio Uma Imagem do Sol que Mostra os Átomos de Ferro

Hoje o Sol cruza o equador celeste em direção ao sul as 03:09 Universal Time. Conhecido como equinócio, esse evento astronômico marca o primeiro dia da primavera no hemisfério sul e o primeiro dia de outono no hemisfério norte. Equinócio significa, noites iguais. Com o Sol no equador celeste, a Terra irá ter aproximadamente 12 horas de dia claro e 12 horas de escuridão. Claro, no norte os dias continuam ser mais curtos, à medida que a Terra caminha para inverno nesse hemisfério, enquanto que no hemisfério sul, os dias ficam cada vez maiores à medida que caminhamos para o verão. Para celebrar o equinócio, considerem essa imagem do Sol, feita na luz do extremo do ultravioleta do Sol usando o Solar Dynamics Observatory. Registrada ontem, dia 22 de Setembro de 2010 essa imagem colorida de maneira falsa mostra emissão de átomos de ferro altamente ionizados. Arcos traçam o caminho do plasma brilhante suspenso em campos magnéticos acima das regiões ativas do Sol.

Como apagar um buraco negro?

Como pode uma coisa escura se apagar? Poderia um buraco negro ser eclipsado? A resposta é sim! Um buraco negro pode ser eclipsado, mas como, se ele nem sequer emite luz? Bom, o nome buraco negro não é dos mais felizes, mas a idéia por trás dele é dizer que naquele ponto havia alguma coisa e que essa alguma coisa não emite luz, só engole. Então, como observar um buraco negro? Como sabemos que ele existe? Através de métodos indiretos. Em um ínfimo ponto do espaço está concentrada uma quantidade imensa de matéria. Tanta matéria que ela atrai tudo ao seu redor, inclusive a luz. Por isso um buraco negro não poderia brilhar. A matéria (gás, na verdade), antes de cair no buraco negro, forma um disco. Nesse disco ela se aquece a temperaturas de milhões de graus, e esse gás emite principalmente raios X. Essa radiação consegue escapar. Por vezes são formados jatos, como aquele descrito na minha nota anterior. Observando o buraco negro supermaciço no centro da galáxia NGC 1365 durante 25 horas, uma equipe de astrônomos conseguiu flagrar um eclipse na emissão de raios X. Esta é a primeira vez que um eclipse de buraco negro foi observado! O que aconteceu foi que, durante as observações, uma nuvem densa de gás deve ter passado bem na frente do buraco negro enquanto o Chandra o observava. Quer dizer, isso há 60 milhões de anos (uma vez que o objeto está a 60 milhões de anos-luz de distância). O que em outras situações seria de se arrancar os cabelos pela foto estragada acabou se tornando um registro raro. O buraco negro, no momento em que não estava eclipsado, pode ser visto como o ponto mais brilhante na pequena imagem de raios X; a imagem maior foi obtida no telescópio europeu VLT, no visível.
Créditos: Cássio Barbosa - G1

Sonda Pioneer 10

A sonda espacial Pioneer 10, lançada ao espaço em 2 de março de 1972 e situada atualmente além dos limites do Sistema Solar, pode ter enviado à Terra seu último sopro de vida. Em 22 de janeiro de 2003, um receptor de ondas de rádio instalado em um observatório da agência espacial norte-americana (Nasa) perto de Madrid captou um fraco sinal emitido pela sonda. Por ser construída para realizar viagens espaciais distantes, a Pioneer 10 não é movida a luz solar, como outras sondas. Sua energia é produzida pelo calor resultante da desintegração de radioisótopos. Após mais de 30 anos no espaço, os engenheiros da Nasa acreditam que não há mais radioisótopos suficientes para a sonda continuar a mandar sinais para a Terra. Os últimos três sinais enviados pela Pioneer 10 foram captados pelos instrumentos da Nasa durante um curto período, insuficiente para que se recolhessem muitas informações científicas. A história da sonda é cheia de recordes e pioneirismo. Ela saiu da órbita terrestre, em 1972, a uma velocidade nunca alcançada antes por uma máquina: 51.810 km/h. Isso permitiu à Pioneer 10 chegar à Lua em 11 horas e à órbita de Marte em 12 semanas. A sonda foi a primeira a ultrapassar o cinturão de asteróides de 280 milhões de km de largura e 80 milhões de km de espessura localizado entre Marte e Júpiter. Não foi tarefa fácil: esses corpos celestes viajam a uma velocidade de 20 km por segundo e podem ser tão pequenos como um grão de areia ou tão grandes como o território do Alasca.
Em sua longa missão, a sonda se tornou o primeiro equipamento a registrar imagens próximas de Júpiter. 

Ilustração mostra Pioneer 10 em manobra de fly-by sobre Júpiter. A Pioneer 10 (Pioneer F) foi a primeira nave espacial que viajou através do cinturão de asteróides, em 15 de julho de 1972 e fez as primeiras observações diretas de Júpiter, por onde passou em 3 de dezembro de 1973.

Ela também cartografou os anéis de radiação desse planeta, identificou seu campo magnético e revelou detalhes sobre sua composição. Em 1983, a Pioneer 10 tornou-se a primeira sonda a passar a órbita de Plutão, o planeta mais distante do Sol. Ela também registrou imagens de regiões fora do Sistema Solar e forneceu dados para o estudo das partículas energéticas do vento solar. Em 1997, quando a sonda já estava a milhões de quilômetros da Terra, foi decretado o fim oficial de sua missão. Quando enviou seu último sinal a Pioneer 10 estava a 12 bilhões de km da Terra, ou 82 vezes a distância entre a Terra e o Sol (150 milhões de km). A sonda provavelmente vai continuar silenciosamente a sua jornada rumo ao desconhecido. Os cientistas calculam que em 2 milhões de anos ela alcançará a estrela de Aldebaran, localizada no centro da constelação de Touro, a cerca de 68 anos-luz da Terra. Lá, quem sabe alguém finalmente leia a placa de saudação a civilizações extra-terrestres concebida por Carl Sagan e instalada na Pionneer 10. A sonda Pioneer 10 foi o primeiro equipamento construído pelo homem a ir além da órbita de Plutão.
Fonte: www.ets-e-ovnis.com
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