24 de set de 2010

Um enxame de buracos negros


Você nunca viu tantos buracos negros? Nem eu. Nem ninguém antes! Esta panorâmica da região de Bootes (a Constelação do Boiadeiro) obtida pelo telescópio. Chandra foi montada a partir de 126 exposições de 5.000 segundos cada. As exposições foram tomadas de modo que cada uma delas foi “colada” à seguinte, formando um mosaico. Esta é a maior composição de imagens já feita pelo Chandra! Para se ter uma idéia do tamanho desta imagem no céu, a Lua Cheia aí ao lado do mosaico dá uma noção. Cada pontinho colorido nesta imagem revela um núcleo ativo de galáxia (AGN, na sigla em inglês). Estes AGNs são na verdade, buracos negros rodeados por um toro de poeira e gás (uma rosquinha de poeira e gás) que estão engolindo matéria (a poeira e gás, não rosquinhas!). Dependendo do ângulo de visão, podemos ver estes toros por cima, sem poeira no caminho, ou de perfil, através da poeira. Isto dá origem a duas classes de AGNs, os não-obscurecidos e os obscurecidos, respectivamente. Os obscurecidos, dependendo do ângulo que são vistos possuem diferentes quantidades de material na linha de visão, mostrando “assinaturas” diferentes para quem observa. As duas classes podem ser caracterizadas por observações e cada uma delas possui características próprias que permitem discriminar uma da outra. Esta imagem do Chandra faz parte de um esforço que envolve ainda mais três observatórios, com imagens no óptico e no infravermelho. Este esforço todo tem como objetivo estudar os buracos negros justamente no período em que eles estão crescendo, dando novas pistas sobre o ambiente ao seu redor. Esta imagem foi codificada da seguinte maneira: a cor vermelha representa emissão de raios X de baixa energia, a cor verde os raios X de média energia e a cor azul os de alta energia. Este estudo identificou mais de 600 AGNs obscurecidos e mais de 700 não-obscurecidos, todos eles a uma distância que varia entre 6 e 10 bilhões de anos-luz.
Créditos: Cássio Barbosa - G1

Nuvens de Poeira Próximas na Via Láctea

Algumas casas tem um ritual anual de limpar a casa para o início da primavera retirar toda a poeira acumulada nos móveis e em tudo mais. O Telescópio Espacial Hubble fotografou nós de poeira e gás na nossa Via Láctea. Essa poeira cósmica contudo não causa nenhum problema. Ela é na verdade uma concentração de elementos que são responsáveis pela formação de estrelas na nossa galáxia e através do universo. Esses nós negros de poeira e gás opacos são chamados de glóbulos de Bok e estão absorvendo a luz no centro da nebulosa de emissão próxima e da região de formação de estrelas conhecida como NGC 281. Os glóbulos recebem esse nome em homenagem a Bart Bok que propôs a sua existência na década de 1940.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Telescópio mostra detalhes de berçário de estrelas

E para voltar, olha só o que o observatório Gemini andou aprontando. Esta é uma imagem da região de M42, a Nebulosa de Órion. Ela é o berçário de estrelas de alta massa mais próximo de nós, está uns 1.500 anos luz de distância e por isso ela é incessantemente estudada.
Esta imagem mostra em detalhes bolhas de gás que foram disparadas violentamente da região por causa da presença de estrelas de alta massa. Essas bolhas têm o tamanho da órbita de Plutão e estão a uma velocidade de 400 quilômetros por segundo (mais de mil vezes a velocidade do som). A “cauda” que as acompanham (também chamada de dedos) tem em torno de um ano luz de comprimento. Essas bolhas hipersônicas foram descobertas em 1983 e só em 1992 imagens obtidas no infravermelho mostraram que elas foram disparadas violentamente de dentro da nebulosa. Esta imagem, todavia, foi obtida recentemente pelo telescópio Gemini Norte com o uso de um instrumento especial chamado Altair. Este instrumento possui um canhão laser de alta potência que dispara um feixe na direção do alvo estudado (mas não exatamente em cima!). Este laser excita uma camada de gás sódio a uns 90 km de altitude que brilha como uma estrela artificial. Esta estrela é então imageada por sensores no telescópio que medem a distorção provocada pela atmosfera. Estas distorções são originárias da turbulência da alta atmosfera e deixam as imagens borradas. São compensadas em tempo real. Esta técnica chama-se óptica adaptativa e faz com que as imagens finais sejam tão boas (às vezes até melhores) que as imagens do Hubble, que está acima da atmosfera. As bolhas em Órion, aparecem como a parte azul na ponta dos “dedos”. Essa cor azul vem da emissão de ferro presente no gás e que foi aquecido a uns 5.000 graus Celsius pelo choque no impacto entre o gás ejetado e o meio interestelar. Já a coloração alaranjada nas bordas dos dedos vem das moléculas de hidrogênio que são aquecidas a 2.000 graus Celsius. Estas bolhas são relativamente jovens, devem ter menos de mil anos desde sua ejeção e ainda não têm uma explicação razoável de como elas foram criadas.
Fonte:G1

Um Espalhamento Inesperado da Luz – Astrônomos Detectam Novo Fenômeno Que Pode Ajudar no Entendimento Sobre o Nascimento de Estrelas e Planetas

Esta série de imagens do Spitzer Space Telescope da NASA mostra uma massa escura de gás e poeira, chamada de núcleo, onde novas estrelas e planetas, provavelmente, surgirão. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / Observatoire de Paris / CNRS
 
Astrônomos descobriram um novo fenômeno cósmico, chamado de “coreshine”, que está revelando novas informações sobre como as estrelas e planetas se formam. Os cientistas usaram os dados do Telescópio Espacial Spitzer da NASA para medir a luz infravermelha defletida por núcleos, casulos frios e escuros onde estrelas jovens e sistemas planetários estão se formando. Esse efeito “coreshine”, que ocorre quando a luz de uma estrela próxima rebate no núcleo revela informações sobre a sua idade e consistência. Em um novo artigo publicado no dia 24 de Setembro de 2010 na Science, a equipe relata a descoberta do “coreshine” através de dezenas de núcleos negros. 

“Nuvens escuras na nossa Via Láctea, longe da Terra, são enormes lugares onde as novas estrelas estão nascendo. Mas elas são obscurecidas por uma espessa camada de poeira e nós não podemos ver o que acontece em seu interior”, disse Laurent Pagani do Observatorie de Paris e do Centre National de la Recherche Scientifique, ambos na França.

“Nós encontramos uma nova maneira de detectá-los. Eles são como fantasmas pois nós os observamos e também observamos através deles”. Pagani e sua equipe observou primeiro um caso do fenômeno “coreshine” em 2009. Eles ficaram surpresos ao verem que a luz de uma estrela estava sendo espalhada por um núcleo escuro na forma de uma luz infravermelha que o Spitzer poderia enxergar. Os astrônomos então pensaram que os grãos de poeira que constituem o núcleo eram muito pequenos para defletir a luz da estrela, em vez disso eles esperavam que a luz viajasse através deles.

A descoberta disse a eles que os grãos de poeira eram maiores do que se imaginava antes, aproximadamente 1 mícron ao invés de 0.1 mícron, um fio de cabelo humano tem em média 100 mícrons. Isso parece não fazer muita diferença, mas pode alterar significantemente os modelos que os astrônomos têm para a formação de planetas e estrelas. Por um lado, os grãos maiores significam que os planetas, que se formam de poeira circulando estrelas jovens e se aglomerando, podem tomar a sua forma mais rapidamente. Em outras palavras, a semente para a formação de um planeta pode ser formada antes quando a estrela está ainda em sua fase pré-embrionária.

Mas esse objeto particular observado em 2009 poderia ter sido uma casualidade. Os pesquisadores não sabem se o que eles encontraram era na verdade outra nuvem escura. No novo estudo, eles examinaram 110 núcleos escuros, e encontraram que metade deles exibia o efeito de “coreshine”.  A descoberta fornece então uma nova ferramenta não somente para estudar a poeira que constitui os núcleos escuros, mas também para acessar sua idade.

Os núcleos de formação de estrelas mais desenvolvidos terão os maiores grãos de poeira, então, usando essa ferramenta, os astrônomos podem de uma forma melhor mapear suas idades através de toda a Via Láctea. O efeito de “coreshine” pode também ajudar na construção de modelos tridimensionais dos núcleos, a luz defletida é espalhada de uma maneira que depende da estrutura das nuvens. Disse Pagani, “nós estamos abrindo uma nova janela no tema obscuro dos núcleos formadores de estrelas”.

As Maiores Luas de Saturno

A lua escura e bem definida Reia passa em frente à nebulosa Titã, nessa imagem feita pela sonda Cassini das duas maiores luas de Saturno. Réia está mais próxima da sonda nesta imagem. Para saber mais sobre o satélite Reia de Saturno vejam aqui, e para saber mais sobre Titã, pode-se acessar esse link. O terreno iluminado visto aqui está no lado de Saturno de Réia e Titã. A imagem foi feita na luz visível com a câmera de ângulo estreito da Cassini no dia 19 de Novembro 2009. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 1.1 milhão de que quilômetros de Reia e a fase do sistema Sol-Réia- Cassini tem um ângulo de 118 graus. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 2.3 milhões de quilômetros de Titã sendo a fase do sistema Sol-titã-Cassini de 118 graus também. A escala da imagem é de 7 km/pixel para Réia e de 14 km/pixel para Titã.
Fonte: Ciência e tecnologia

Novas imagens da aurora de Saturno

Novas imagens artificialmente coloridas da aurora brilhante de Saturno, feitas ao longo de dois dias, estão ajudando os cientistas a entenderem o que causa alguns dos shows de luzes mais impressionante do Sistema Solar.As imagens são parte de um novo estudo que, pela primeira vez, extrai informações sobre as características da aurora de Saturno tomadas a bordo da nave Cassini da NASA. Os resultados preliminares foram apresentados pelo cientista Tom Stallard no Congresso Europeu de Ciência Planetária, em Roma. Nas imagens, o fenômeno da aurora varia significativamente ao longo de um dia de Saturno, que dura em torno de 10 horas e 47 minutos. Ao meio-dia e à meia-noite, a aurora pode ser vista iluminada por várias horas, sugerindo que o clareamento é conectado com o ângulo do Sol. Outra característica pode ser vista com a rotação do planeta, quando a aurora reaparece na mesma hora e no mesmo local, no segundo dia, sugerindo que ela está diretamente controlada pela orientação do campo magnético de Saturno. "As auroras de Saturno são muito complexas e nós estamos apenas começando a compreender todos os fatores envolvidos. Este estudo irá proporcionar uma visão mais ampla da grande variedade de características da aurora, e nos permitirá compreender melhor o que controla essas mudanças em sua aparência", diz Stallard.
As auroras ocorrem de forma semelhante às luzes do norte e do sul da Terra. Partículas do vento solar são canalizadas pelo campo magnético de Saturno para os pólos do planeta, onde eles interagem com partículas eletricamente carregadas na atmosfera superior e emitem luz. Em Saturno, no entanto, as características da aurora também podem ter relação com ondas eletromagnéticas geradas quando as luas do planeta se movem através do plasma que ocupa a magnetosfera de Saturno.
Créditos: Astro News
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