28 de set de 2010

Remanescente de supernova da Vela

                                                                  Crédito: Russell Croman.
A nebulosa da Vela é o que resta da explosão de uma estrela ocorrida há milhares de anos atrás. É aquilo que em Astronomia se designa por "remanescente de supernova". Estando localizada a cerca de 2500 anos-luz de distância da Terra na constelação do Cisne, as suas camadas de gás e os seus filamentos espalham-se ao longo de cerca 100 anos-luz. Esta imagem foi obtida pelo astro-fotógrafo Russell Croman (http://www.rc-astro.com/ ) através do uso de vários filtros sensíveis a emissão proveniente de enxofre, oxigénio e hidrogénio.
Fonte: portaldoastronomo.org

Loop de Barnard

Crédito: W. H. Wang, IfA, U. Hawaii -
Apesar da constelação de Orionte ser extremamente conhecida, poucas pessoas sabem que a sua região central está envolta numa bolha de gás designada por "Loop de Barnard". É o que se pode ver nesta imagem obtida por Wei-Hao Wang. A origem desta bolha é desconhecida. A sua presença foi detectada em 1895 através de exposições de longa duração na direcção da Cintura de Orionte. Na imagem podem ainda ser vistas a nebulosa Cabeça de Cavalo e a Grande Nebulosa de Orionte. Consegue identificá-las?
Fonte: portaldoastronomo.org

A Face Escura e Iluminada de uma Nebulosa onde se Formam Estrelas

Esta imagem da nebulosa 'de duas faces' Gum 19 é uma composição obtida em 3 faixas do expectro próximo do infravermelho (J, H e K - associadas respectivamente as tonalidades em azul, verde e vermelho). A foto corresponde a uma região do céu com 4,7 minutos de arco. Crédito: ESO
 
Em março  o ESO divulgou uma imagem de uma nebulosa de fraca luminosidade, pouco conhecida, Gum 19, que no infravermelho aparece escura numa metade e brilhante na outra. De um lado o gás de hidrogénio quente é iluminado por uma estrela azul supergigante chamada V391 Velorum. Novas estrelas encontram-se em formação no interior da fita de matéria luminosa e escura. Depois de muitos milénios, estas novas estrelas, juntamente com a explosão final de V391 Velorum como supernova, irão provavelmente alterar a actual aparência de Gum 19. Gum 19 está situada na direcção da constelação Vela a uma distância de aproximadamente 22 000 anos-luz. O nome deste objecto deriva de uma publicação de 1955 do astrofísico australiano Colin S. Gum, que serviu como primeiro rastreio significativo das chamadas regiões HII do céu meridional.
 
HII é hidrogénio que se encontra ionizado, ou seja, os átomos de hidrogénio perderam os seus electrões. Tais regiões emitem radiação em comprimentos de onda (ou cores) bem determinados, dando por isso a estas nuvens cósmicas o seu brilho característico. E efectivamente, tal como as nuvens na Terra, as formas e texturas destas regiões HII alteram-se com o passar do tempo, embora em escalas de tempo muitíssimo maiores, ou seja, são alterações que se dão ao longo de éons. Por agora, Gum 19 tem o aspecto de uma “fenda no espaço-tempo” tirada de algum filme de ficção científica, com uma região brilhante fina, quase vertical que corta a nebulosa. Assemelha-se a um peixe-anjo ou a uma seta de ponta escura.
 
Nesta fantástica imagem capturada na pesquisa DSS2 do ESO vemos a área em volta da região de formação estelar Gum 19 que reside na constelação de Vela. Esta imagem cobre uma região do céu de 3 x 3 graus. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2
 
Esta nova imagem de Gum 19 foi obtida pelo instrumento infravermelho, SOFI, montado no Telescópio de Nova Tecnologia do ESO (New Technology Telescope - NTT) que se encontra em operação no Observatório de La Silla, Chile. SOFI (sigla do inglês, Son of ISAAC - Filho de ISAAC), retira o seu nome do instrumento “pai”, ISAAC, que se encontra montado no Very Large Telescope do ESO, no observatório de Paranal, situado a norte de La Silla. Ao observar no infravermelho os astrónomos conseguem ver através de algumas partes da poeira. A fornalha que mantém a luminosidade de Gum 19 é uma estrela gigantesca extremamente quente chamada V391 Velorum. Emitindo a maior quantidade de energia na região visível do azul, esta estrela apresenta uma temperatura à superfície da ordem de 30 000 graus Celsius.

É uma estrela de grande massa que tem, no entanto, um feitio temperamental, encontrando-se na categoria das estrelas variáveis. A sua luminosidade pode variar muito rapidamente, resultado de forte actividade, que inclui ejecção de conchas de matéria. Este fenómeno contribui para a composição e emissão luminosa de Gum 19. Estrelas tão grandes como a V391 Velorum não brilham intensamente durante muito tempo. Depois de um período de vida relativamente curto, da ordem de dez milhões de anos, estas estrelas explodem como supernovas. Estas explosões, que em termos de luminosidade rivalizam temporariamente com galáxias inteiras, ejectam matéria quente para o espaço circundante, um fenómeno que pode modificar radicalmente a cor e a forma da nebulosa que as envolve. Assim, os espasmos finais da V391 Velorum podem bem deixar Gum 19 irreconhecível.

Na vizinhança desta estrela supergigante, existem novas estrelas que continuam a crescer. As regiões HII apresentam zonas de formação estelar activa onde grandes quantidades de gás e poeira começaram a colapsar sob a sua própria gravidade. Daqui a alguns milhões de anos - um mero piscar de olhos no tempo cósmico - estes nós de matéria cada vez mais compactos atingirão a alta densidade nos seus centros necessária para que se dê a ignição da fusão nuclear. A nova emissão de energia assim como os ventos estelares provenientes destas estrelas acabadas de nascer modificação igualmente a paisagem gasosa de Gum 19.

O Vórtice do Pólo Sul de Vênus

O que está acontecendo no pólo sul de Vênus? Para descobrir, os cientistas têm estudado imagens feitas pela sonda Venus Express quando a mesma passou sobre o ponto inferior do eixo do planeta gêmeo da Terra. Surpreendentemente, as imagens recentes da Venus Express não confirmam os sinais prévios de um sistema de tempestade dupla ali, mas ela encontrou outro fenômeno, um incomum vórtice de nuvens em redemoinho. Na imagem aqui reproduzida e lançada recentemente pode-se ver a seqüência feita em luz infravermelha e digitalmente comprimida, na imagem as áreas mais escuras correspondem a regiões de temperaturas mais altas e então regiões mais inferiores da atmosfera de Vênus. Vídeos foram montados com as imagens e esses mostram uma grande semelhança com o mesmo tipo de vórtice encontrado no pólo sul de Saturno. Entender as peculiaridades dinâmicas e o porque as vezes dois turbilhões aparecem, enquanto outras vezes um único turbilhão toma conta do pólo sul do planeta, pode ajudar a entender como os furacões se desenvolvem na Terra e isso pode ser um tópico de pesquisa por muito anos. Em três meses a Venus Express terá a companhia do satélite japonês Akatsuki que ajudará a entender os fenômenos de Vênus.

Telescópio com a melhor câmera digital do mundo torna-se operacional

PS1 vai vasculhar o céu em busca de asteroides, supernovas e fará catálogo de estrelas e galáxias
Imagem da nebulosa Rosette, feita pelo telescópio havaiano PS1. Divulgação
O telescópio Pan-STARRS 1, ou PS1, que começou a operar em junho desse ano no Havaí e tornou-se plenamente operacional nesta quinta-feira, 18, tem a maior câmera digital do mundo, com 1.400 megapixels - 150 vezes a capacidade de uma câmera comum -, e está programado para vasculhar os céus numa busca automática por objetos que mudem de posição ou de brilho abruptamente. Essa função de rastreamento pode ajudar a detectar asteroides perigosos para a Terra, dizem cientistas da Universidade do Havaí envolvidos no projeto. Os pesquisadores esperam que, ao longo dos próximos três anos, o PS! descubra cerca de 100.000 asteroides e determine se algum deles está em rota de colisão com nosso planeta. Ele vai mapear uma grande porção do céu, captando uma área equivalente à de 36 luas cheias em cada exposição. O PS1 vem produzindo imagens de qualidade científica há seis meses, mas agora estamos fazendo isso do crepúsculo à alvorada, toda noite", disse, em nota, o pesquisador Nick Kaiser, da Universidade do Havaí. A câmera digital gigante fará 500 imagens a cada noite e enviará cerca de 4 terabytes, ou o equivalente a 1.000 DVDs, para análise num centro de computação. Os computadores compararão imagens feitas com minutos ou dias de diferença em busca de mudanças no céu. Além de caçar asteroides, essa capacidade ajudará a descobrir supernovas - estrelas cujo brilho que aumenta abruptamente. O PS1 também vai catalogar cinco bilhões de estrelas e 500.000 galáxias. Cientistas esperam que os dados gerados pelo telescópio ajudem também a desvendar alguns enigmas da astronomia, como a natureza da matéria escura que mantém a integridade das galáxias.
Fonte: Estadão

Novo supertelescópio vê primeiro asteroide potencialmente perigoso

Objeto mais passar a 6 milhões de quilômetros da Terra ainda em outubro
Imagem de 2010 ST3 (círculo verde), feita pelo telescópio PS1, montado no Havaí.Divulgação/PS1SC
 O telescópio PS1, equipado com a melhor câmera digital do mundo e que se tornou operacional em junho, descobriu um asteroide que chegará a 6 milhões de quilômetros da Terra em meados deste mês. O objeto tem cerca de 50 metros de diâmetro e foi encontrado em imagens de 16 de setembro, quando se encontrava a 30 milhões de quilômetros. Trata-se, de acordo com nota divulgada pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, o primeiro objeto potencialmente perigoso encontrado pela busca Pan-Starrs - sigla em inglês de Telescópio de Busca Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida. O asteroide foi designado 2010 ST3. "Embora esse objeto em particular não vá atingir a Terra no futuro imediato, a descoberta mostra que o Pan-Starrs é o sistema mais sensível dedicado a descobrir asteroides potencialmente perigosos", disse, em nota, Robert Jedicke, membro do Consórcio Científico PS1. "Este objeto foi detectado quando ainda estava longe demais para ser visto em outras buscas". A maioria dos maiores objetos potencialmente perigosos já foi catalogada, mas pesquisadores suspeitam que há um grande número de corpos com menos de 1,5 km de diâmetro e que ainda não foram vistos. Esses corpos poderiam causar danos graves em escala regional caso atinjam a Terra. Impactos desse tipo ocorrem, de acordo com estimativas, numa escala de milhares de anos. O consórcio responsável pelo Pan-Starrs espera que o sistema detecte dezenas de milhares de novos asteroides a cada ano, e com precisão suficiente para calcular suas órbitas. Qualquer objeto de tamanho considerável que apresente uma boa chance de se aproximar da Terra nos próximos 50 anos será catalogado como "potencialmente perigoso" e monitorado.
Fonte: Estadão
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