29 de set de 2010

LH 95: Hubble mostra berçário estelar na galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães

O berçário estelar LH95 da Grange Nuvem de Magalhães. Crédito: Hubble Space Telescope - Hubble Heritage Team, D. Gouliermis (MPI Heidelberg) et al., (STScI/AURA), ESA, NASA
Como é que as estrelas nascem? Para entender mais sobre este processo caótico e complexo os astrônomos usaram o Hubble Space Telescope para obter uma visão com detalhes da região de formação estelar LH 95 na nossa galáxia satélite vizinha Grande Nuvem de Magalhães (LMC – Large Magellanic Cloud). Normalmente apenas as estrelas mais brilhantes, massivas e azuis são visíveis em um berçário estelar. Entretanto, a imagem acima foi obtida em resolução tão alta e usando cores específicas que muitas estrelas amarelas, recentemente formadas e menos massivas são também discerníveis. Nesta imagem colorida cientificamente está visível uma névoa azul de gás hidrogênio difuso aquecido pelas estrelas energéticas jovens e nuvens de poeira escura remanescentes de explosões de supernovas. Estudar a quantidade de estrelas de baixa massa em regiões de formação estelar e ao redor de nuvens moleculares ajuda aos astrônomos entender que condições estavam presentes quando da sua formação. O berçário estelar LH 95 se espalha por 150 anos-luz e fica a 160.000 anos-luz de distância da Terra, visível na constelação do Peixe-Espada (SwordfishDorado) no hemisfério sul.

O Diamante do Tucano


A constelação austral do Tucano é conhecida por ser a casa da Pequena Nuvem de Magalhães, uma das galáxias satélites da Via Láctea. No entanto, esta constelação também alberga um famoso enxame globular de estrelas o 47 Tucanae ou 47 Tuc ou NGC 104 - cujo brilho e dimensão é apenas ultrapassado por um outro enxame de estrelas, o Omega Centauri. Os enxames globulares são gigantescas famílias de estrelas, constituídos por algumas dezenas de milhares de estrelas, que, a partir da mesma nuvem de gás, terão nascido mais ou menos ao mesmo tempo. Por tudo isto, os enxames globulares de estrelas são laboratórios únicos que permitem aos astrónomos estudar como as estrelas evoluem e interagem. Porque se encontram à mesma distância, o brilho de estrelas de tipos diferentes, que se encontram em diferentes fases da sua evolução pode ser comparado directamente.  As estrelas nos enxames globulares mantêm-se juntas através da sua própria gravidade. É a atracção gravítica que exercem umas sobre as outras que dá ao enxame a sua forma esférica de globo daí o nome enxame globular.

Os enxames globulares serão dos objectos mais antigos da Via Láctea, contendo por isso algumas das mais velhas estrelas de pequena massa da galáxia. O 47 Tuc é um enxame globular impressionante, que é inclusivamente visível a olho nu no céu a sua grandeza visual é 4. Este enxame foi descoberto a 14 de Setembro de 1751 pelo astrónomo francês Nicholas Louis de Lacaille, que o catalogou na sua lista de objectos nebulosos do céu austral. Localizado a cerca de 16.000 anos-luz de distância, a massa deste enxame é cerca de 1 milhão de vezes superior à do Sol e o seu diâmetro é de 120 anos-luz o que faz com que este enxame tenha no céu uma dimensão semelhante à da Lua Cheia! Na imagem vemos apenas a região mais densa e central do enxame. A total extensão do enxame é 4 vezes superior. Ao olhar para a imagem facilmente percebemos que a densidade de estrelas diminui à medida que nos afastamos do centro do enxame.

Especialmente fáceis de detectar são as estrelas gigantes vermelhas que consumiram todo o hidrogénio que existia nos seus núcleos e aumentaram o seu tamanho. O 47 Tuc é tão denso que nele existem estrelas separadas por menos de um décimo de ano-luz, que é aproximadamente a dimensão do Sistema Solar. Por comparação a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri, encontra-se a 4 anos-luz de distância.

Esta densidade proporciona o "encontro" das estrelas umas com as outras, o que pode desencadear um "acasalamento" de estrelas ou a troca de estrelas entre binários. Estes processos dinâmicos estão na origem de muitos objectos exóticos que podem ser encontrados neste enxame. O enxame 47 Tuc contém cerca de 20 pulsares de milisegundos estrelas de neutrões que rodam sobre si mesmo entre centenas a milhares de vezes por segundo. Pensa-se que os pulsares de milisegundos terão por companheiro um objecto do qual recebem matéria. Recentemente o Telescópio Espacial Hubble observou o enxame 47 Tuc, em busca de planetas que orbitam muito próximo das suas estrelas. Esta pesquisa mostrou que estes "Júpiteres Quentes" serão muito menos comuns no 47 Tuc do que em estrelas vizinhas do Sol. Isto parece indicar que a densidade do enxame não será muito propícia para a existência de planetas a uma distância tão curta das suas estrelas, ou então que o processo de formação de planetas no início da história da nossa galáxia seria diferente do que é agora.
Fonte: www.astro.up.pt 

Sonda da NASA Faz Imagem Do Sol Com Faixas Que Lembram a Atmosfera de Júpiter

A sombra da Terra pinta o que parece a silhueta de Júpiter na face do Sol, nessa imagem feita pelo satélite Solar Dynamics Observatory da NASA.  “Agora nós sabemos o que aconteceria caso o Sol e Júpiter tivessem um filho”, brinca o engenheiro Ralph Seguin do Lockheed-Martin Solar and Astrophysics Lab. O SDO localiza-se em uma órbita geosincronizada diretamente sobre a estação de pesquisa em La Cruces no Novo México e transmite dados da nossa estrela local sem parar para dois grandes pratos localizados em solo terrestre. Normalmente, essa posição dá ao SDO uma visão privilegiada. Porém próximo dos equinócios de primavera e outono, a Terra entra na frente do satélite. Uma vez por dia, por aproximadamente uma hora, a sonda, a Terra e o Sol ficam alinhados perfeitamente, de modo que o SDO fica momentaneamente cego. A imagem chamada de Solspiter é composta de imagens feitas com diferentes filtros de cores e de uma magnetograma preto e branco, registrado pouco depois do Sol emergir do seu eclipse. Os magnetogramas, representações visuais do campo magnético do Sol, são compilados a partir de uma série de imagens feitas ao longo de um intervalo de tempo. As faixas que se assemelham as encontradas na atmosfera de Júpiter com cores diferentes são o resultado da sombra da Terra se movendo através do disco solar. “Erros as vezes podem ser bonitos”, disse no Twitter a equipe do SDO. A temporada de eclipse não acaba até o dia 6 de Outubro, portanto tem ainda uma semana onde fotos bizarras e engraçadas podem aparecer sobre o Sol.
Fonte e Créditos: http://www.cienctec.com.br/

Sonda Cassini registra eclipse em Saturno

                                          A imagem mostra eclipse da lua Mimas em Saturno
                                                                               Foto: Nasa/Divulgação
A Nasa - agência espacial americana - divulgou nesta quarta-feira imagem de um ponto escuro em Saturno capturada pela sonda Cassini. A imagem mostra sombra formada pela lua Mimas, que não aparece na imagem, eclipsando o planeta. A sonda registrou a imagem pelo norte de Saturno, com a sombra da lua acima dos anéis do planeta. Ela estava a 2,5 milhões de km de saturno e registrou a imagem próximo à luz infravermelha.
Fonte: Portal Terra

Luas de saturno formam "boneco de neve" em imagem de sonda

                         Luas de saturno formam "boneco de neve" em ilusão de óptica.Foto: Nasa/Divulgação
 Imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa - a agência espacial americana -, mostra duas luas de Saturno aparentemente formando um boneco de neve. A lua Dione, a de cima na imagem, está, na verdade, mais próxima à sonda. Porém, graças ao reflexo e à localização de uma grande cratera na superfície sul da lua Dione, ela aparentemente está grudada à lua Rhea. As luas, na verdade, estão aproximadamente 500 mil km distantes.
Fonte: Portal Terra

Nasa divulga nova imagem de nebulosa "ícone"

                          Nebulosa foi criada por uma explosão estelar - fenômeno conhecido como supernova
                                                                                     Foto: Nasa/Divulgação
A Nasa - a agência espacial americana - divulgou uma nova imagem da nebulosa Caranguejo, na constelação de Touro, um verdadeiro "ícone cósmico", como chama a própria agência. O mosaico utiliza observações de três de seus principais telescópios - o Chandra (raios-X, em azul), Huble (óptico, em vermelho e amarelo) e o Spitzer (infravermelho, em roxo). A nebulosa foi criada por uma gigantesca explosão de uma estrela vista na Terra no ano de 1054. No cento da nebulosa pode ser encontrado um objeto com superdensidade conhecido como estrela de nêutrons. Segundo a Nasa, essas estrelas são consideradas "geradores" cósmicos, produzindo 100 mil vezes mais energia que o Sol. Ainda de acordo com a agência, a nebulosa Caranguejo é um dos objetos mais estudados pelos astrônomos, somente o Chandra a registrou repetidamente ao longo desde sua fundação, o que a torna um dos "ícones cósmicos".
Fonte: (Portal Terra)

Estudo indica que água amarela sólida-líquida existe em Urano e Netuno

O que brilha com cor amarela e se comporta como um líquido e um sólido ao mesmo tempo? Um tipo de água – ao menos na estranha forma em que parece aparecer nas profundezas de Urano e Netuno. "Água superiônica" se forma em temperaturas acima de 2.000 ºC e brilha em cor amarela. Modelos alemães indicam existência dessa substância em Urano e Netuno. Esta substância exótica pode ajudar a explicar por que ambos os planetas possuem campos magnéticos bizarros. Simulações em 1999 e um experimento em 2005 indicaram que a água poderia se comportar tanto como sólido como líquido em pressões e temperaturas extremamente altas. Sob estas condições, os átomos de oxigênio e de hidrogênio nas moléculas de água ficariam ionizados, com os íons de oxigênio formando um cristal com a estrutura de treliça – vigas cruzadas usadas em pontes – e os íons de hidrogênio capazes de fluir através da treliça, como líquido. Esta água "superiônica", formada em temperaturas acima de 2.000 ºC brilharia em cor amarela. As condições extremas que existem nas profundezas de Urano e Netuno seriam ideais para a formação de água superiônica. Mas não estava comprovado se o fenômeno realmente ocorria nestes planetas, e em que quantidades, devido à incerteza sobre o valor exato de pressão e temperatura para isso. Mas agora modelos mais detalhados em computadores, criados por equipe da Universidade de Rostock, na Alemanha, indicou que os dois planetas possuem uma grossa camada da substância.
Créditos: Imagens do Universo
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