30 de set de 2010

Mimas e o sistema de anéis de Saturno


                                                Crédito: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA.
Nesta espectacular e única imagem obtida pela sonda Cassini em órbita em torno de Saturno podemos ver parte do sistema de anéis deste gigante do Sistema Solar, bem como um dos seus satélites, Mimas, visível na parte de cima, à direita da imagem. Mimas tem apenas 400 km de diâmetro, mas possui na sua superfície uma cratera com ... 130 km de diâmetro! A altura das paredes desta cratera ultrapassa os 5 km, fazendo dela a maior cratera do Sistema Solar quando comparada com as dimensões do astro progenitor. Um cratera semelhante na Terra teria de ter 4000 km de extensão! Pensa-se que esta cratera se deverá ter formado devido ao impacto de um enorme asteróide.
Fonte: Portal do Astronomo

Um Espetáculo Galáctico

As galáxias Antenas, estão localizadas a aproximadamente 632 milhões de anos-luz de distância da Terra e são aqui mostradas numa composição feita pelos Grandes Observatórios da NASA, que consiste no Observatório de Raios-X Chandra (azul), o Telescópio Espacial Hubble (dourado e marrom) e o Telescópio Espacial Spitzer (vermelho). As galáxias Antenas possuem esse nome pois têm braços em forma de antenas que só são vistos em imagens amplas do sistema. Essas feições como antenas foram produzidas por violentas forças de maré geradas durante a colisão entre as galáxias. A colisão que começou a mais de 100 milhões de anos atrás e ainda está acontecendo disparou a formação de milhões de estrelas em nuvens de gás e poeira nas galáxias. A mais massiva dessas jovens estrelas já finalizou sua evolução em alguns milhões de anos e explodiu como supernova.

O Coração Negro do Rei

O Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE, registrou essa imagem de uma nuvem escondida de formação de estrelas complexa de gás e poeira localizada na constelação de Cepheus. Cepheus, pai de Andromeda, foi o rei mitológico na Grécia antiga. Essa imagem da nebulosa escura localiza-se próximo do coração do rei como era imaginado pelo gregos antigos. A poeira nessa nebulosa bloqueia a luz que passa através dela e a nuvem e seu conteúdo ficam ainda mais escondidos quando observados na luz visível. O que aparece a olho nu como a escuridão total do espaço é de fato uma nebulosa escura. A visão infravermelha do WISE consegue penetrar pela poeira e observar as estrelas dentro da nuvem bem como detectar o brilho da poeira que constitui a nuvem. Diferentes partes desta nebulosa tem uma grande variedade de nome em diferentes catálogos astronômicos. A porção central é conhecida como IRAS 22298+6505. A sigla IRAS está relacionada com o projeto Infrared Astronomical Satellite, um antecessor do WISE e possuía um satélite que mapeava o céu na luz infravermelha na década de 1980. Outras porções dessa nuvem são chamadas de TGU H686 P2 e LDN 1213. Como o IRAS as primeiras letras desses objetos se referem a catálogos astronômicos. TGU é a sigla para Tokyo Gakuhei University e LDN significa Lynds Dark Nebula. As pesquisas que produziram esses catálogos foram realizadas com campos de visão muito menores que o do WISE. O que parece ser distintas nebulosas nessas diferentes pesquisas se revelam como uma nuvem muito maior e complexa para o WISE. Esse complexo se espalha por aproximadamente 120 anos-luz e está localizado a 2500 anos-luz de distância na borda de um braço espiral da Via Láctea chamado de espora de Orion. Esses tipos de nuvens são os locais onde as estrelas nascem. Quando uma nuvem de poeira e gás se torna muito densa que pode até bloquear a luz, ela é dividida em partes de nuvens que se colapsam em estrelas recém nascidas. A nuvem como um todo não forma estrelas a todo instante. Algumas partes da nuvem vem primeiro e os ventos e a radiação das estrelas maiores e mais quentes nesta primeira geração irão assoprar partes da nuvem e comprimir outras partes gerando futuras regiões de formação de estrelas. A estrela brilhante azul gigante, 26 Cephei é um exemplo. Vista na parte superior da imagem a 26 Cephei é envolta por uma bolha de poeira fria e vermelha e por poeira de estrelas mais jovens que podem estar relacionadas com a sua própria existência. As cores nessa imagem foram escolhidas para uma determinada representação. Azul e ciano representam a luz no comprimento de 3.4 e 4.6 mícrons emitida primeiramente por estrelas. Verde e vermelho representam a luz em 12 e 22 mícrons emitida por partículas de poeira mais frias e por nuvens escuras.
Fonte e Créditos: www.cienctec.com.br   

O Pólo Sul da Lua

O pólo sul da Lua é um dos lugares mais tentadores de todo o Sistema Solar. Essa região da Lua é importante tanto para os cientistas lunares e engenheiros que planejam futura explorações humanas ao satélite. Os elevados maciços da Bacia Aitken no Pólo sul podem ser acessados e esses maciços contém material derretido pelo impacto que darão a oportunidade aos cientistas de determinar sem dúvida a idade dessa imensa bacia. Além disso, com as cratera permanentemente escondidas no lado escuro da Lua, sem receber a luz solar, elas podem armazenar verdadeiros reservatórios de gelo e outros compostos voláteis que podem ter uma valor para futuras explorações. Adicionalmente a isso esses depósitos voláteis podem conter um registro sem preço da composição da água que data do início do nosso Sistema Solar, sem dúvida alguma uma conjunto de dados sem comparação para ajudar nas investigações astrobiológicas. Finalmente, alguns picos de montanha próximo ao pólo são iluminados por períodos extensos com luz solar, o que pode fornecer sem problema alguma a energia necessária para futuras operações no local.
A medida que a LRO passa sobre o pólo a cada duas horas, as sua câmera LROC WAC registra uma imagem e no final de um mês, as imagens cobrem então toda a região polar.  Esse mosaico é composto por 288 imagens feitas durante o período de um mês, é possível notar onde o mês começar e termina aproximadamente em 90 graus de longitude leste, basta notar onde a iluminação sofre alteração. O anel da Cratera Shckleton parece aqui como sendo não contínua. Todavia, se você observar com cuidado é possóvel ver que o Sol vem de lados diferentes para as diferentes partes do mosaico, resultando que lados opostos da parede da cratera são iluminados em algumas imagens. À medida que a missão está em progresso, a WAC pode capturar imagens do pólo nas diferentes estações. Com isso podemos esperar que mais mosaicos como esse será lançados.

Conheça o diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates

Você já viu algum diamante que parecesse uma estrela? E uma estrela que é um diamante? Pois saiba que astrônomos descobriram, brilhando no céu, uma estrela de 10 bilhões de trilhões de quilates. O diamante cósmico é um pedregulho de carbono cristalizado (diamante) de 4mil quilômetros de diâmetro e localiza-se a 50 anos luz de distância da Terra, na constelação de Centauro. Ele é, na prática, o centro comprimido de uma velha estrela que, em algum dia remoto, foi como o nosso Sol. Mas desde que a energia da estrela acabou ela foi se comprimindo e acabou virando esse enorme diamante. Ela pode ser conhecida como uma “anã branca” cristalizada, que é como os astrônomos chamam as sobras do centro de uma estrela que morreu. Como esses interiores são feitos de carbono, os cientistas já suspeitavam que eles pudessem se cristalizar na forma de diamantes, mas provar isso só se tornou possível recentemente. Os astrônomos a batizaram de “Lucy”, em homenagem à música dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds”. E Lucy não só brilha intensamente como também vibra, como um enorme gongo. Foi estudando essas vibrações que os astrônomos puderam verificar como é feito o seu interior. Para medir corretamente os quilates do diamante e seu valor astrônomos dizem que precisaríamos de uma lupa de joalheiro do tamanho do Sol. Não é preciso nem ser um astrônomo ou um especialista em jóias para saber que Lucy deixa o maior diamante da Terra no chinelo – o Golden Jubilee (Jubileu dourado), o recordista atual, tem 546 quilates. O nosso Sol, algum dia, pode se tornar algo parecido. Estima-se que ele irá virar uma anã branca daqui a 5 bilhões de anos. Dois bilhões de anos depois disso, ele será cristalizado e também deixará um enorme diamante cósmico no céu.
Créditos: Luciana Galastri - hypescience.com

Sonda da NASA mostra imagens de uma misteriosa cauda de Mercúrio

Os cometas não são os únicos objetos do sistema solar que tem um rabo: a missão STEREO, da NASA, detectou uma cauda de gás brilhante se esticando para fora do planeta Mercúrio. Ele é cercado por uma camada suspensa de gás muito fino, e a radiação do sol empurra a cauda dos átomos dessa camada por mais de 1,61 milhões de quilômetros. Os dois satélites envolvidos na missão STEREO foram projetados para observar a atmosfera do sol a partir de posições na órbita da Terra que seguem na frente e por trás do nosso planeta. Ian Musgrave, um pesquisador australiano, estava olhando o banco de dados e imagens on-line da STEREO, quando notou que as imagens gravadas também mostravam as emissões da cauda de Mercúrio. Quando ele comentou com cientistas do Centro da Universidade de Boston de Física Astronômica o que tinha visto, os profissionais ficaram intrigados. Segundo eles, esse é mais um dos vários casos de detecções por ambos os satélites da STEREO: o “rabo” não é exatamente novo. Alguns anos atrás, astrônomos da Universidade de Boston usaram observações terrenas para mapear a extensão da cauda de uma distância de 2,41 milhões de quilômetros, guiados pela luz emitida por átomos de sódio.
Mas, mesmo assim, eles sabiam que o sódio não era o principal componente do material da cauda. As leituras da STEREO confirmam que outros elementos estão envolvidos. A detecção feita pela missão é interessante porque os níveis de brilho parecem ser forte demais para serem de sódio. Já faz um tempo que os astrônomos sabem que o planeta Mercúrio tem algumas características em comum com os cometas, embora suas composições sejam muito diferentes. Porém, os cientistas ainda não sabem direito do que essa causa é formada. Agora, eles estão tentando descobrir todas as possibilidades para a composição química da cauda, um trabalho que vai exigir um aperfeiçoamento das observações da missão STEREO. Segundo os astrônomos, a combinação dos dados anteriores baseados em terra, com os dados novos da missão, é uma forma interessante de aprender o máximo possível sobre as fontes e destinos de gases de escape de Mercúrio.
Créditos:Natasha Romanzoti - hypescience.com

Nova descoberta sugere que Via Láctea pode ter bilhões de planetas habitáveis

Gliese 581g tem tamanho, gravidade e temperatura compatíveis com a vida, dizem descobridores
Astrônomos descobriram um planeta de tamanho próximo ao da Terra orbitando dentro da chamada "zona habitável" de uma estrela. Trata-se do segundo planeta encontrado na zona habitável de Gliese 581. Segundo os autores, a descoberta abre a possibilidade de haver dezenas de bilhões de mundos potencialmente habitáveis na galáxia.
                                             Ilustração de Gl 581g, planeta potencialmente habitável
                                                            Zina Deretsky/AP
A zona habitável é definida como a distância da estrela onde a energia que atinge o planeta é suficiente para manter água em estado líquido, na superfície ou logo abaixo do solo. O planeta é um de dois novos astros encontrados em órbita da estrela Gliese 581, a 20 anos-luz da Terra. Chamado Gliese 581g, o planeta tem um período orbital de 36,6 dias, uma massa que pode estar entre 3,1 vezes e 4,3 vezes a massa da Terra e um raio até 50% maior que o terrestre, diz, por meio de nota, um dos autores da descoberta, Paul Butler, da Pesquisa de Exoplanetas Lick-Carnegie. A gravidade na superfície deve ser de menos que o dobro da terrestre. O planeta fica bem perto de sua estrela - a distância que o separa dela é apenas 14% da que separa a Terra do Sol -, mas como Gliese 581 é muito mais fraca que o Sol, tem uma zona habitável que começa e termina a uma distância muito menor de sua superfície. Os autores da descoberta, descrita no Astrophysical Journal, especulam que o planeta pode ter uma face permanentemente voltada para sua estrela. Trata-se do mesmo fenômeno que ocorre na Lua, que apresenta sempre o mesmo lado para a Terra. Se esse for o caso, Gliese 581g teria um lado extremamente quente e o outro, completamente congelado, com uma faixa potencialmente habitável na linha que separa os hemisférios quente e frio. Gliese 581g não é o primeiro planeta encontrado dentro da zona habitável dessa estrela: outro mundo, Gliese 581d, descoberto em 2007, tem a maior parte de sua órbita dentro dessa região do espaço. No entanto, Gl 581d tem sete vezes a massa terrestre, o equivalente a metade da massa do planeta gigante Urano. A despeito disso, no ano passado a revista australiana Cosmos coletou mensagens para serem enviadas ao espaço na direção desse planeta, na esperança de que seres vivos de lá, caso existam, sejam inteligentes e possam reconhecer o sinal da Terra. A estrela também abriga um dos planetas extrassolares de menor massa, Gliese 581e, com 90% mais massa que a Terra. Mas Gl 581e fica muito perto do astro - a distância que o separa da estrela é de apenas 3% da que existe entre a Terra e o Sol.  Com os dois novos planetas encontrados, a estrela agora passa a ter seis mundos conhecidos. De acordo com a nota dos autores da descoberta, o sistema da estrela Gliese 581 sugere que a proporção de estrelas da Via Láctea com planetas potencialmente habitáveis pode ser maior do que se pensava, chegando a algumas dezenas de 1%.  Pode parecer pouco, mas o total de estrelas da galáxia é estimado como algo entre 200 bilhões e 400 bilhões - se 20% delas tiverem pelo menos um planeta habitável, haveria de 40 bilhões a 80 bilhões de mundos onde a vida poderia florescer. Até hoje, foram descobertos cerca de 490 planetas localizados fora do Sistema Solar.
Fonte: Estadão
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