13 de out de 2010

Cordas Cósmicas São Rachaduras Ultra-Finas e Ultra-Massivas no Universo

Cordas cósmicas são linhas de falhas teóricas no universo, elas fazem a ligação entre diferentes regiões do espaço criados nos momentos depois do Big Bang. Porém elas podem deixar o campo da teoria em breve, quasares distantes têm mostrado impressões digitais dessas cordas.
Comparado com as cordas cósmicas os buracos negros parecem objetos absolutamente sensatos. Essas cordas – nenhuma relação com as cordas subatômicas da física teórica – são objetos unidimensionais, o que significa que elas têm comprimento, mas não têm altura ou largura. Elas são na verdade defeitos de fábrica do universo, um subproduto do resfriamento do universo instantes depois do Big Bang. A maneira mais fácil de pensar sobre essas cordas é vê-las como o equivalente cósmico de fraturas no gelo de um lago congelado. Logicamente é muito complicado capturar todas as complexidades da unidimensionalidade dessas feições. Como as cordas não tem largura nem altura, elas são extremamente estreitas de modo que até um fóton pareceria gordo. Essas cordas também são densas, cordas que tenham 1 km de comprimento podem ter o peso muito maior que o peso da Terra. Essas cordas se expandem juntamente com o universo, elas podem se esticar alcançando o comprimento do universo conhecido em uma linha mais ou menos reta, ou formar anéis massivos milhares de vezes maior que as galáxias.
Não é possível observar diretamente essas cordas, mas pesquisadores na Universidade de Buffalo, dizem que podem encontrar provas indiretas da sua existência. Eles estudaram 355 quasares – galáxia com um brilho incrível com um buraco negro supermassivo no seu centro – localizados nos cantos mais distantes do universo visível. Todos os quasares emitiam jatos massivos de energia em uma direção particular, e através de um estudo muito cauteloso, foi possível definir as direções dos jatos.
De todos os objetos estudados 183 dos jatos desses quasares formaram um par de enorme anéis no céu, sugerindo que existam duas estruturas massivas circular – ou que existiam – para desse modo orientar a direção dos jatos. Os únicos candidatos conhecidos que podem dar origem a essas estruturas colossais são as cordas cósmicas, fornecendo assim a evidência indireta que elas existam. Se a existência das cordas cósmicas forem mesmo confirmadas, se terá tido um grande avanço para melhorar o entendimento sobre a formação das primeiras galáxias. Essa não é uma prova final, alguns cientistas como Tanmay Vachaspati da Arizona State são cépticos quanto a existência das cordas cósmicas que se formaram nanosegundos após o Big Bang e poderia durar tempo suficiente para afetar quasares dessa maneira. Mas essa nova hipótese fornece previsões que podem ser testadas, e exploradas e esses anéis dos quasares poderiam eventualmente ser para as cordas cósmicas o que a Cygnus-X1 foi para os buracos negros.
Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/

Estrela morre sufocada por poeira em galáxia distante

A Supernova liberou mais energia do que nosso Sol poderia produzir em sua vida inteira
Astrônomos utilizando o telescópio Spitzer, da Nasa - a agência espacial americana, descobriram que uma estrela gigante em galáxia remota morreu sufocada por sua própria poeira. Pesquisadores suspeitam que este evento, o primeiro do tipo visto por astrônomos, era mais comum no começo do universo. A galáxia está localizada a cerca de 3 bi de anos luz da Terra.
Segundo os cientistas, é uma dica do que veríamos caso a estrela mais brilhante da Via Láctea explodisse, evento conhecido por supernova, maneira mais comum de morte das estrelas.
Os astrônomos estavam procurando dados de atividades de núcleos galáticos em buracos negros no centro de galáxias.
Fonte: TERRA

Crescimento Lento de Galáxias

Novas Observações do Very Large Telescope do ESO forneceram, pela primeira vez, provas directas de que as galáxias jovens podem crescer ao incorporarem gás frio que se encontra ao seu redor, utilizando-o como combustível na formação de muitas estrelas novas. Nos primeiros milhares de milhões de anos depois do Big Bang a massa das galáxias típicas aumentou dramaticamente e compreender porque é que isto aconteceu é um dos actuais problemas da astrofísica moderna. Os resultados saem no número desta semana da revista Nature.
Impressão artistica mostra uma galáxia jovem, cerca de dois bilhões de anos apos o Big Bang, acreção de material a partir do hidrogênio ao redor e gás hélio e formando muitas jovens estrelas. 
As primeiras galáxias formaram-se quando o Universo tinha menos de um milhar de milhões de anos de idade e era muito mais pequeno do que os sistemas gigantes - incluindo a Via Láctea - que observamos actualmente. Por isso, o tamanho da galáxia média aumentou à medida que o Universo se desenvolveu. As galáxias colidem com alguma regularidade e desse processo resulta a fusão que origina sistemas maiores. Este é, portanto, um mecanismo importante no crescimento das galáxias. No entanto, um modo de crescimento adicional mais suave foi proposto. Uma equipa de astrónomos europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO para testar uma ideia inovadora - a de que galáxias jovens cresceram ao incorporarem correntes frias de gás de hidrogénio e hélio que enchiam o Universo primordial, formando novas estrelas a partir desse material primitivo. Tal como uma empresa comercial pode expandir-se juntando-se a outras companhias ou contratando mais pessoal, também as galáxias jovens poderiam crescer de dois modos diferentes - ou fusionando-se com outras galáxias ou incorporando matéria. O líder da equipa, Giovanni Cresci (Osservatorio Astrofisico di Arcetri) comenta: “Os novos resultados obtidos com o VLT são a primeira evidência directa de que a adição de gás primordial aconteceu realmente e foi suficiente para dar início a formação estelar vigorosa que, por sua vez, originou o crescimento de galáxias de grande massa no Universo jovem.” A descoberta irá ter certamente um grande impacto na nossa compreensão da evolução do Universo desde o Big Bang até ao presente. As teorias de formação e evolução galáctica poderão ter que ser revistas.  O grupo começou por seleccionar três galáxias muito distantes no intuito de tentar encontrar evidências do fluxo de gás primordial vindo do espaço circundante e da formação de estrelas novas a ele associadas. Houve o cuidado de escolher galáxias que não tivessem sido perturbadas por interacções com outras galáxias. As galáxias escolhidas são discos em rotação muito regulares, semelhantes à Via Láctea, e foram observadas a cerca de dois mil milhões de anos depois do Big Bang (o que corresponde a um desvio para o vermelho da ordem de três).  Nas galáxias do Universo actual, os elementos pesados são mais abundantes perto do centro. Mas quando a equipe de Cresci mapeou as galáxias distantes seleccionadas, com o espectrógrafo SINFONI montado no VLT, verificou com entusiasmo que, nos três casos, existia uma zona na galáxia, próxima do centro, com menos elementos pesados, mas que albergava formação estelar intensa, sugerindo assim que o material que origina esta formação estelar estará a vir do gás primordial circundante que é pobre em elementos pesados. Esta foi a melhor prova até agora da existência de galáxias jovens incorporando gás primordial e utilizando-o para formar novas gerações de estrelas. Tal como Cresci conclui: “Este estudo apenas foi possível graças ao excelente desempenho do instrumento SINFONI montado no VLT, o qual abriu uma nova janela no estudo das propriedades químicas de galáxias muito distantes. SINFONI fornece informação não apenas em duas dimensões espaciais, mas também numa terceira dimensão espectral, a qual permite observar os movimentos internos das galáxias e estudar a composição química do gás interestelar.

Hubble vê vestígios de colisão entre asteroides no espaço

O objeto, chamado P/2010 A2, foi avistado percorrendo o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter
O Telescópio Espacial Hubble fez as primeiras imagens de uma colisão entre asteroides, diz artigo publicado na edição desta semana da revista Nature. As fotos mostram um objeto em forma de "X" à frente de uma cauda semelhante á de um cometa. Em janeiro, quando as imagens foram divulgadas pela primeira vez, astrônomos começaram a rastrear o objeto, acreditando que se tratava de uma colisão recente, mas os dados obtidos desde então mostram que o choque ocorreu no início de 2009.
Imagem captada pelo telescópio espacial Hubble mostra os restos de uma possível colisão entre asteroides, batizada de P/2010 A2. Quando a imagem foi feita, o objeto estava a 150 milhões de quilômetros da Terra. Crédito: NASA, ESA, D. Jewitt (University of California, Los Angeles), LINEAR MIT (Massachussets Institute of Tecnology)
"Esperávamos que o campo de destroços se expandisse dramaticamente, como estilhaços partindo de uma granada", disse, em nota, David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Mas o que aconteceu foi o oposto. Determinamos que o objeto está se expandindo bem devagar". O objeto, chamado P/2010 A2, foi avistado percorrendo o cinturão de asteroides, um reservatório de milhões de objetos rochosos localizado entre Marte e Júpiter. Estima-se que asteroides de tamanho médio colidam entre si aproximadamente uma vez ao ano. Quando se chocam, os objetos lançam poeira no espaço.  Até agora, os astrônomos contavam apenas com modelos matemáticos da frequência de choques e da quantia de poeira produzida. Observar impactos de asteroides entre si é difícil porque os grandes choques são raros, e os pequenos, como o que gerou P/2010 A2, são muito tênues. os asteroides que formaram P/2010 A2 eram desconhecidos, porque eram pequenos demais para terem sido observados.
A própria colisão não foi observável por causa da posição dos asteroides em relação ao Sol. Cerca de dez meses mais tarde, a Pesquisa Celeste Próxima da Terra Lincoln - "Linear", na sigla em inglês - avistou a cauda produzida pela colisão. O Hubble detectou a forma de "X".
Embora as imagens do Hubble ofereçam forte evidência de uma colisão entre asteroides, Jewitt diz que ainda não é possível descartar de vez explicações alternativas, como um asteroide que esteja perdendo massa por conta de uma aceleração de sua rotação. As imagens, feitas entre janeiro e maio deste ano, revelam um objeto pontual com cerca de 100 metros de diâmetro, com uma longa cauda fluindo a partir do padrão "X". O tamanho das partículas na cauda parece ser de no máximo 3 centímetros.
O objeto de 100 metros é o que resta de um corpo precursor da causa e do "X". Astrônomos acreditam que uma rocha menor, talvez com 3 metros ou 5 metros de diâmetro, bateu na maior. O par teria colidido uma velocidade de cerca de 17.000 km/h, que teria vaporizado o asteroide menor e arrancado material do maior.
Fonte: estadão.com.br

EV Lacertae

Satélite Swift da NASA detectou e registou uma explosão estelar, no dia 25 de Abril de 2008, a 16 anos-luz da Terra. Esta foi o equivalente a milhares de erupções solares. Isso já seria surpreendente por si só, pois o Swift é um satélite projetado para detectar explosões de raios gama do universo distante e detectar uma explosão tão violenta de uma estrela nunca esteve em seus planos. Entretanto, este fato se tornou ainda mais surpreendente quando se descobriu que a estrela que estava em um dia ruim era EV Lacertae. EV Lacertae é uma anã vermelha, o tipo de estrela mais abundante no universo. Ela tem apenas um terço da massa do Sol e brilha com apenas um centésimo da luminosidade dele. Pode ser vista apenas com telescópios com um brilho de magnitude 10 no céu. EV Lac é um dos nossos vizinhos mais próximos, a apenas 16 anos luz de distância. Com isso tudo, não haveria muito a se dizer desta estrela — ela é relativamente jovem, com algumas centenas de milhões de anos e gira uma vez a cada quatro dias. Comparativamente, nosso Sol gira uma vez a cada quatro semanas. A explosão foi detectada primeiramente pelo instrumento russo Konus a bordo do satélite Wind da NASA. Dois minutos depois o Swift já apontava seu telescópio de luz ultravioleta e óptica para observá-la. Só que a explosão foi tão intensa que o telescópio automaticamente se desligou por motivos de segurança. A explosão permaneceu intensa durante mais de 8 horas! Durante este período, a estrela aumentou tanto de brilho que se tornou visível a olho nu. Muito provavelmente esta explosão está ligada ao seu rápido período de rotação e seu campo magnético. O Sol passa por momentos assim de vez em quando, mas nada tão violento, ainda bem. Uma explosão como esta é capaz de esterilizar qualquer ambiente com vida. A rápida rotação da estrela deve gerar campos magnéticos muito fortes em pontos bem localizados. Nestes pontos o valor do campo deve ser 100 vezes mais intenso que o campo magnético do Sol. A energia armazenada no campo magnético é que dá origem a explosões como estas. A teoria a respeito do surgimento destas explosões ainda tem detalhes controversos e sempre se baseou nas explosões que observamos no Sol. EV Lacertae agora nos dá a oportunidade não só de aprimorar esta teoria, bem como nos abre uma janela para o passado. Como ela é uma estrela 15 vezes mais jovem que o Sol, o estudo do seu dia de mau humor nos dá dados a respeito do comportamento do Sol em seus dias de juventude. Em seus primeiros bilhões de anos de vida ele deve ter passado por momentos assim, explodindo milhões de vezes, cauterizando o material que um dia iria se tornar na Terra e os outros planetas.
Ainda bem que a idade trouxe um pouco de tranqüilidade ao Sol!
Fonte: G1

Cientista localiza grupo de galáxias supostamente extintas

Achado indica que as estrelas regulam a taxa de formação de novos astros no interior das galáxias
cientista de uma universidade australiana localizou um grupo de galáxias supostamente extintas e cuja existência contribuirá para entender a origem das estrelas. "Se não tivéssemos feito essa descoberta, pensaríamos que essas galáxias haviam desaparecido há aproximadamente 5 bilhões de anos", declarou Andy Green, que fez o achado enquanto pesquisava para seu doutorado na Universidade de Swinburne, em Victoria. No estudo, publicado na nova edição da revista científica Science, Green explica que o grupo está a "apenas" 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea. "Ninguém esperava encontrá-lo, muito menos tão perto", disse.
 
O cientista calculou que nosso universo tem cerca de 14 bilhões de anos, quando aconteceu o Big Bang, e que a Via Láctea surgiu pouco depois, possivelmente há 10 bilhões de anos. "As características são similares às de galáxias bem antigas, que teriam sido formadas no começo do universo, mas, no entanto, têm forma de disco, como a nossa, e se comportam como galáxias jovens", descreveu o astrônomo. Green fez um paralelo com a descoberta de fósseis de dinossauro. "O fato de estar fossilizado dá a sensação de ser um animal já velho, mas é possível que o dinossauro tenha morrido bebê." As galáxias são conjuntos de gases, pó interestelar e bilhões de estrelas que, por conta da gravidade, giram em torno do seu centro.
 
Quando o gás se condensa nas chamadas "nuvens moleculares", dá origem aos astros que, quando alcançam o final de sua evolução, produzem mais gás. "As galáxias que descobrimos estão vivas e têm uma turbulência interior que as permite criar estrelas muito mais rapidamente do que a Via Láctea. Elas formam dezenas e até centenas de estrelas a cada ano, muitas delas tão grandes quanto o Sol", relatou o cientista. Green explica que a turbulência influi na rapidez com que se formam as estrelas e quanto mais estrelas se transformam em gases, mais astros poderão nascer e, assim, parece que as galáxias regulam sua própria regeneração e a geração da matéria.
 
 "Mas ainda não se sabe como", salienta. O cientista acrescenta que "Quando as estrelas nascem, emitem uma energia que cria desordem no gás que as rodeia e a turbulência gera o nascimento de novas estrelas". Esse processo pode ser estudado e aprofundado a partir do grupo de galáxias encontrado. Green fez a descoberta com ajuda do Telescópio Anglo-Australiano e de especialistas do Observatório Astronômico Australiano, com o apoio de uma equipe de cientistas da sua universidade, da Universidade Nacional da Austrália e da Universidade de Toronto, no Canadá.
Fonte: Estadão

Astrônomos criam balança para pesar planetas

Um grupo internacional de cientistas desenvolveu uma nova técnica capaz de detectar com precisão a massa não apenas de planetas inteiros, mas também de suas luas e até dos seus anéis.
"Esta é a primeira vez que alguém conseguiu pesar sistemas planetários inteiros - planetas com seus anéis e luas, tudo junto," afirmou o Dr. David Champion, do instituto CSIRO, na Austrália.

Até agora, os astrônomos pesavam os planetas - ou calculavam sua massa - medindo as órbitas de suas luas ou de sondas espaciais voando ao seu redor. [Imagem: CSIRO]

Balança de planetas

A "balança planetária" usa sinais de rádio de pequenas estrelas giratórias, chamadas pulsares, uma técnica diferente das atuais e que está permitindo checar os resultados obtidos anteriormente. Até agora, os astrônomos pesavam os planetas - ou calculavam sua massa - medindo as órbitas de suas luas ou de sondas espaciais voando ao seu redor. Como a massa gera gravidade, e é a gravidade que determina a órbita de qualquer coisa ao seu redor, conhecendo-se esta pode-se determinar aquela. O novo método é baseado nos sinais dos pulsares. Como a Terra gira ao redor do Sol, seu movimento afeta o momento exato da chegada desses sinais. Para eliminar esse efeito, os astrônomos calculam quando os pulsos atingiriam o centro de massa do Sistema Solar, ou baricentro, ao redor do qual todos os planetas orbitam. Como a posição dos planetas ao redor do Sol muda continuamente, esse baricentro também se altera. Para monitorar essa posição, os astrônomos usam uma tabela de posição dos planetas e o valor de sua massa, que já havia sido medida. O problema é que esses dados têm uma margem de erro, e a posição real do baricentro fica ligeiramente errada, gerando um padrão de erros.  "Por exemplo, se a massa de Júpiter e de suas luas estiver errada, nós vemos um padrão de erros de temporização que se repete a cada 12 anos, o tempo que Júpiter leva para orbitar em torno do Sol," diz o Dr. Dick Manchester, coautor da pesquisa.
"Mas se a massa de Júpiter e suas luas estiver correto, os erros de temporização desaparecem. Este é o processo de feedback que os astrônomos usaram para determinar a massa dos planetas," explica Manchester.
A nova balança planetária ganhará precisão com o tempo, podendo superar as medições feitas com as sondas espaciais. [Imagem: D. Champion/MPIfR]
Melhorando com o tempo

Os resultados foram consistentes com aqueles obtidos por medições que usaram dados de sondas espaciais, a técnica mais precisa atualmente disponível.
A nova técnica é sensível a uma diferença de massa de dois centésimos milésimos de milhões de milhões de toneladas - apenas 0,003 por cento da massa da Terra e um décimo milionésimo da massa de Júpiter. Conforme sondas espaciais com sensores mais precisos forem mandados para outros planetas, elas ajudarão a definir as massas dos planetas com maior precisão. "Mas a técnica dos pulsares será a melhor para planetas não visitados por espaçonaves e também para a massa combinada de planetas e suas luas," afirmam os astrônomos.
Mas a nova balança planetária também ganhará precisão com o tempo. Se os astrônomos observarem um conjunto de 20 pulsares ao longo de sete anos eles terão a massa de Júpiter com uma precisão maior do que a de qualquer nave espacial. Para Saturno serão necessários 13 anos de observações.
Fonte:Site Inovação Tecnológica

Bombardeio regular

Já é consenso que um impacto de larga escala dizimou os dinossauros há uns 65 milhões de anos. Evidências geológicas apontam para a presença de uma fina camada de material que indica que, nessa época, um grande cometa se chocou com a Terra. Com esse impacto violento, uma camada de poeira se ergueu na alta atmosfera, bloqueando a luz solar. Assim, a temperatura e a irradiação solar diminuíram, o que levou à morte os grandes animais que dependiam de mais calor e muita comida. Pesquisas mostram que provavelmente esse impacto formou o golfo do México. Bom, até aí não há muitas novidades, mas uma pesquisa feita no Centro de Astrobiologia de Cardiff, no Reino Unido, sugere agora uma origem para esse bombardeio fatal.

A idéia geral é a de que no passado, o Sistema Solar era cheio de asteróides que ficavam vagando como restos da formação dos planetas. Havia uma quantidade pequena de grandes asteróides e uma grande quantidade de pequenos. Os grandes foram caindo, principalmente nos grandes planetas, como Júpiter e Saturno, que ajudaram a limpar nosso Sistema Solar. Aliás, uma das teorias de surgimento da vida em planetas diz que é necessário que um sistema planetário possua planetas gigantes para que eles limpem o sistema dessas pedras espaciais. Sem eles, o bombardeio em planetas com potencial para o desenvolvimento da vida seria tão grande que não haveria condições para que ela surgisse. Em casos extremos o planeta até poderia ser destruído.

Aconteceu por aqui

Esse bombardeio certamente aconteceu com a Terra no início dos tempos. Aliás, a melhor teoria para a formação da Lua diz que um grande cometa, do tamanho aproximado de Marte, teria se chocado com a Terra, e os destroços dessa colisão teriam formado a Lua. No local do impacto teria se formado o oceano Pacífico. Mas isso é outra história. O que os pesquisadores em Cardiff estão sugerindo, através de modelos computacionais, é que esde bombardeio de asteróides e cometas acontece periodicamente. O Sol se move em nossa Via Láctea e arrasta com ele todo o Sistema Solar.

Em um desses movimentos ele atravessa o plano da nossa galáxia a cada 30-40 milhões de anos. Nessas passagens o nosso Sistema Solar sente a presença das nuvens de gás que estão concentradas nessa faixa estreita. Essa interação é suficiente para “soltar” asteróides e/ou cometas que estão na nuvem de Oort, uma região bem mais distante que a órbita de Plutão, onde estão vagando os restos da formação do Sistema Solar. Essa nuvem é um verdadeiro reservatório de cometas. Dessa maneira, a cada 30 ou 40 milhões de anos, vários desses cometas se desgrudam dessa nuvem e mergulham no interior do Sistema Solar. Alguns deles sobrevivem à ação limpadora dos gigantes gasosos e fatalmente atingem a Terra.

Os resultados chamam a atenção porque a cada 30 milhões de anos, aproximadamente, existem registros de extinção em massa na Terra, e isso não seria mera coincidência. Tal período de intenso bombardeio também coincide com a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos. Outro resultado da pesquisa mostra que nosso Sistema Solar está bem próximo de sofrer um novo bombardeio. O que deve ter sido uma péssima notícia para os dinossauros, principalmente, é uma boa notícia para a vida. Com um bombardeio intenso assim, as chances de algum destroço “contaminado” com microrganismos ter escapado da Terra é bem grande, e isso deve ter ajudado a espalhar a vida pelo espaço. Falta só encontrá-la!
Créditos: Cássio Barbosa - G1

Astrônomos observam asteróide passar perto da Terra

O asteróide 2010 TD54 fez sua maior aproximação da Terra às 7h51 de Brasília, quando ficou dentro de um raio de de 45 mil km do planeta. O astro estava sobre o sudoeste asiático, perto de Singapura. Astrônomos do Massachusetts Institute of Technology (Instituto de tecnologia de Massachusetts, MIT), em Boston, Estados Unidos, usaram um link remoto com o Infrared Telescope Facility (Telescópio Infravermelho, IRTF) da NASA no Havaí para observar o asteróide, que possui uns 10 metros de comprimento. Não houve risco do asteróide entrar na atmosfera ou explodir. Mesmo que entrasse, ele seria muito pequeno para sobreviver à passagem pela atmosfera e chegar ao chão. "No caso do 2010 TD54, queremos aprender sua composição básica e ver se seu encontro com a Terra causa alguma mudança (nele)", disse Richard Binzel, professor de ciência planetária no MIT.
 Estudos anteriores mostraram que encontros de asteróides com a Terra podem causar tremores que movem material da superfície, alterando sua aparência. 2010 TD54 foi descoberto no último sábado (09/10/2010) por astrônomos usando o Catalina Sky Survey, patrocinado pela NASA, em Tucson, Arizona. Pequenos asteróides que antes eram desconhecidos, como o 2010 TD54, frequentemente passam pela Terra. Acredita-se que um asteróide com cerca de 5 metros passe por dentro da órbita da Lua cerca de uma vez por dia, segundo cientistas da NASA. Tipicamente, um deles entra na atmosfera terrestre a cada dois anos. Estima-se haver 30 milhões de asteróides desconhecidos em nosso Sistema Solar. Asteróides com cerca de 140 metros podem causar danos generalizados em seus locais de impacto, mas para uma devastação global, os asteróides teriam que ser maiores. A NASA regularmente rastreia asteróides e cometas que passam perto da Terra como parte de seu programa Near-Earth Object Observations (Observações de Objetos Próximos à Terra), que usa uma rede de telescópios no solo e no espaço. O programa já rastreou 85% dos maiores asteróides que passam perto da Terra e 15% dos asteróides do tipo de 140 metros, segundo o último relatório. A NASA também planeja enviar astronautas a um asteróide daqui a cerca de quinze anos, segundo o novo planejamento pedido pelo presidente Barack Obama. A missão poderia ajudar cientistas a entender melhor a composição de asteróides, assim como desenvolver melhores métodos de impedí-los caso representem uma ameaça à Terra.
Créditos: Blog do Astrônomo

A prima desconhecida de SN1987A

A explosão da supernova de SN1987A foi um marco na astronomia moderna. Esse foi o evento de morte de uma estrela de muita massa mais próximo de nós ocorrido na era dos telescópios modernos. Ela explodiu na Pequena Nuvem de Magalhães, a meros 160 mil anos-luz de distância. A uma distância tão pequena (comparada, claro, com a de outras galáxias a milhões de anos-luz), a supernova SN1987A tem sido estudada praticamente mês a mês e, desse monitoramento quase contínuo, muitos pontos da teoria das fases finais de vida de estrelas de alta massa puderam ser aprimorados. Agora, uma outra supernova com características similares foi identificada em arquivos públicos de imagens.

A supernova explodiu entre 28 de fevereiro de 1995 e 15 de março de 1996 na galáxia de Circinus, a 13 milhões de anos luz. Essa foi a única supernova entre as cinco mais próximas (dos últimos 25 anos) que não foi detectada tão logo explodiu. A galáxia de Circinus é uma bastante estudada por ser uma das mais próximas e por mostrar gás ejetado em forma de anéis. SN1996cr, como foi batizada, foi observada pela primeira vez apenas em 2001, por Franz Bauer, dos EUA, analisando uma imagem de raios-X obtida pelo Telescópio Espacial Chandra. Na hora ele confessou que não entendeu muito bem o que tinha descoberto, e só depois de vasculhar os bancos de imagens públicos de observatórios do mundo inteiro é que ele se deu conta de estar diante de uma supernova.

Essa explosão passou despercebida porque, na faixa da luz visível, ela foi fraca e numa região da galáxia com muita poeira e gás. Como a galáxia de Circinus é bem observada, Bauer encontrou várias imagens, antes e depois da explosão, e percebeu que as similaridades com SN1987A eram imensas. Na verdade, a única diferença apreciável é a intensidade de brilho em rádio e raios-X. Comparada à SN1987A, essa prima distante é muito mais intensa. Ela aparece na imagem composta do Chandra (em azul) e do Hubble neste post como a bolota azul no canto inferior direito. As semelhanças são principalmente no que se refere aos momentos antes da explosão.

As duas supernovas mostram uma grande quantidade de material ejetado. Esse material se move com uma velocidade muito grande e forma uma onda de choque que limpa o meio onde a estrela moribunda está. No caso da supernova de Circinus, a onda foi tão violenta que quase não restou material em volta, e por isso ela brilha mais em raios-X do que a supernova na Grande Nuvem de Magalhães. Agora veja só o que Nathan Smith achou de Eta Carina a singelos 7.500 anos luz de distância: material ejetado a altas velocidades, no caso em 1843. Em duas supernovas relativamente próximas, isso aconteceu logo antes da explosão. Isso significa que esse deve ser mesmo o sinal de que a hora final de uma estrela com muita massa é precedida por eventos violentos desse tipo. Então, como eu disse no post abaixo, é só esperar que a Eta Carina logo, logo vai virar uma bela atração nos céus.
Créditos: Cássio Barbosa - G1
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