15 de out de 2010

Detalhando a Divisão de Cassini

A sonda Cassini da NASA observou entre os anéis A e B de Saturno para espiar a estrutura da Divisão de Cassini.
A Divisão de Cassini, ocupa a porção central esquerda da imagem, possui cinco bandas apagadas de material que compõem os anéis de Saturno, mas nem toda a divisão é mostrada nessa imagem. O anel B está a direita na imagem. O Espaço de Huygens é a ampla faixa negra no centro da imagem. Essa imagem foi feita com a sonda apontada para o norte ensolarado dos anéis a aproximadamente 3 graus acima do plano dos anéis.
A imagem foi tirada em luz visível com a câmera de ângulo estreito da Cassini em 03 de setembro de 2010. A visão foi obtida a uma distância de aproximadamente 443.000 quilômetros (275.000 milhas) de Saturno. A escala da imagem é de 2 km (1 milhas) por pixel. A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da Nasa, da Agência Espacial Européia e a Agência Espacial Italiana. O Jet Propulsion Laboratory, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, administra a missão para a Science Mission Directorate, da NASA em Washington, DC. A sonda Cassini e as suas duas câmeras de bordo foram projetadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações de imagem está sediado no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, Colorado

R Coronae Australis: Uma Aguarela Cósmica

A região vizinha de formação de estrelas em torno da estrela R Coronae Australis fotografada pela Wide Field Imager (WFI), no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros do ESO em La Silla, no Chile.
Esta bela fotografia da região que rodeia a estrela R Coronae Australis foi criada através de imagens obtidas com o instrumento Wide Field Imager (WFI), no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. R Coronae Australis situa-se na zona central de uma região de formação estelar próxima e encontra-se rodeada por uma delicada nebulosa de reflexão azulada embutida numa gigantesca nuvem de poeira. A imagem revela novos detalhes surpreendentes desta região do céu.
A estrela R Coronae Australis situa-se numa das mais próximas e mais espectaculares regiões de formação estelar conhecidas. A fotografia foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager (WFI) montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros no Observatório de La Silla, no Chile. Esta imagem resulta da combinação de doze imagens diferentes obtidas com os filtros vermelho, verde e azul. A imagem mostra uma zona do céu que cobre mais ou menos a área da Lua Cheia, o que corresponde a cerca de quatro anos-luz à distância a que se encontra a nebulosa, que é aproximadamente 420 anos-luz, na direcção da pequena constelação da Coroa Austral. O objecto toma o nome da estrela R Coronae Australis, que se situa no centro da imagem. É uma das várias estrelas nesta região que pertence à classe das estrelas muito jovens que variam em luminosidade e se encontram ainda rodeadas pelas nuvens de gás e poeira, a partir das quais se formaram.
A imagem mostra uma visão de campo largo da região vizinha da estrela R Coronae Australis. Uma grande nuvem de poeira cósmica, com 8 anos-luz de diâmetro, domina o centro da imagem. A reflexão azulada da nebulosa próxima a R Coronae Australis aparece à direita do centro. O aglomerado globular NGC 6723 está acima, à direita, da nebulosa. Crédito: Loke Kun Tan (StarryScapes.com)
A radiação intensa emitida por estas estrelas jovens quentes interage com o gás que as rodeia e, ou é reflectido ou re-emitido a um comprimento de onda diferente. Estes processos complexos, determinados pela física do meio interestelar e pelas propriedades das estrelas, são responsáveis pelas magníficas cores das nebulosas. A nebulosidade azul clara observada nesta imagem deve-se principalmente à reflexão da radiação estelar por pequenas partículas de poeira. As estrelas jovens deste objecto são semelhantes em massa ao Sol e não emitem radiação ultravioleta suficiente para ionizar uma fracção substancial do hidrogénio envolvente. O que significa que a nuvem não brilha com a cor avermelhada característica, observada em tantas regiões de formação estelar.
A nebulosa de reflexão encontra-se embutida numa enorme nuvem de poeira, a qual é aqui observada com grande detalhe. As cores subtis e as texturas variadas das nuvens de poeira transformam esta imagem numa pintura impressionista. Uma estreita faixa escura proeminente atravessa a imagem deste o seu centro até ao lado inferior esquerdo. Nesta região a radiação visível emitida pelas estrelas em formação no interior da nuvem é totalmente absorvida pela poeira. Estes objectos poderão apenas ser detectados através de observações feitas a maiores comprimentos de onda, nomeadamente utilizando câmaras que permitem detectar a radiação infravermelha. A própria R Coronae Australis não é visível a olho nu, mas a pequenina constelação em forma de tiara onde a estrela se situa é facilmente observável a partir de sítios escuros devido à sua proximidade no céu com a grande constelação de Sagitário e as ricas nuvens de estrelas na direcção do centro da nossa própria galáxia, a Via Láctea.

Deslizamentos de Terra Recentes Registrados em Marte

Graças a sonda Mars Reconnaisance Orbiter e a sua câmera a bordo conhecida como HiRISE, os cientistas estão sendo capazes de monitorar as mudanças que ocorrem na paisagem do planeta Marte. Eles fazem isso comparando imagens antigas com as novas e também observando feições “frescas” – como a figura acima que mostra um recente escorregamento de terra na Cratera Zunil.

“Os padrões de cor e albedo indicam que o desmoronamento ocorreu muito recentemente, tão recente que ainda não foi coberto por poeira”, escreve Alfred McEwen, principal pesquisador do HiRISE. “Observando as mudanças pode nos ajudar a entender melhor os processos ativos”. McEwen diz que o deslizamento de terra pode ter sido disparado por um terremoto marciano ou por um pequeno evento de impacto”.
A figura acima foi selecionada pelo cuidadoso pesquisador Stuart Atkinson que encontrou esse deslizamento em uma escarpa íngreme da região polar norte do planeta. Aparentemente nessa região muitas rochas caíram do abismo e comparações com outras imagens indicam que as áreas em azul poderiam ser facilmente pedaços de gelo depositados.


Essa outra imagem impressionante, foi feita desde a órbita de Marte, estamos olhando para baixo na parede da cratera, onde os canais se formaram. Existem dois pensamentos vigentes hoje sobre esses tipos de canais: em um deles muitos cientistas acreditam que esses canais foram cavados ali pela água líquida, e isso aconteceu recentemente, então essa atividade recente tem um imenso interesse.

Uma segunda opinião diz que acumulações de gelo nos canais começaram uma avalanche que fez perder material e em nenhum momento água líquida esteve envolvida. Os cientistas da MRO continuarão a analisar muitas imagens como essa com o objetivo de tentar achar uma resposta para a grande questão se a água em estado líquido foi ou não responsável pelos canais.

Essa última imagem mostra a região conhecida como Bahram Vallis e possui grandes montes de material na base do vale. Esses depósitos de material têm a forma característica de deslizamentos de terras ou quedas em rotação que acontecem na Terra onde o material desliza por toda a parede de uma encosta e se acumula na base dela,  “é um fenômeno parecido com o que acontece com uma pessoa que está sentada e aos poucos vai se afundando para baixo na cadeira”, escreve Frank Chuang da equipe do HiRISE.

“Perto da borda do penhasco no topo da encosta, a forma da área onde a parede do vale deu lugar para o deslizamento de terra, não é reta, mas sim curva ou semi-circular. Essa forma é típica de grandes deslizamentos de terra onde a área tem uma falha arqueada em forma de coroa. O fato dos deslizamentos terem ocorrido indica que as paredes do vale não são estáveis e que o material responde à gravidade marciana e aos movimentos de massa do planeta”.

NGC 2170 Observada pelo VISTA

Derivando através da constelação de Monoceros, essas faixas empoeiradas e estrelas recém nascidas fazem parte da região de formação de estrelas conhecida como Monoceros R2 que está imersa numa gigantesca nuvem molecular. Essa cena cósmica foi registrada pelo telescópio VISTA na luz do infravermelho próximo. Imagens feitas com a luz visível mostram a empoeirada NGC 2170, visto aqui a direita do centro, como um complexo de nebulosas azuladas de reflexão. Mas essa penetrante imagem no infravermelho próximo revela sinais de formação de estrelas e massivas estrelas jovens outrora escondida pela poeira. Os ventos energéticos e a radiação das estrelas jovens e quentes remodelam as nuvens natais interestelares. Perto no céu da região de formação de estrelas da Nebulosa de Orion, a região da Monoceros R2 está localizada quase que duas vezes mais distante, a uma distância de 2700 anos-luz. Nesta distância a vista se estende por aproximadamente 80 anos-luz.

Descoberta estrela de nêutrons com fonte secreta de energia

Pulsar tem campo magnético fraco mas ainda assim produz explosões de raios gama
Grandes labaredas e explosões de energia - atividade que,a creditava-se, era exclusiva dos pulsares mais fortemente magnetizados - foram detectadas emanando de um pulsar fracamente magnetizado e de rotação lenta. A equipe de astrofísicos que fez a descoberta acredita que a fonte da potência desse pulsar pode estar oculta sob a superfície. Pulsares, ou estrelas de nêutrons, são os remanescentes de estrelas de grande massa. Embora tenham, em média, apenas 30 km de diâmetro, eles contam com campos magnéticos poderosos na superfície, bilhões de vezes mais intensos que o do Sol.
Campo mangético interno pode causar emissão de radiação.Chandra X ray/Divulgação
O tipo mais intenso de pulsar tem campo magnético de superfície de 50 a 100 vezes maior que o normal e emite poderosas labaredas de raios gama e raios X. Astrônomos acreditam que o campo magnético desses astros, chamados magnetares, sejam a fonte fundamental de energia para explosões de raios gama. Estudos teóricos indicam que o campo magnético interno dos magnetares é, de fato, ainda mais intenso que o da superfície, uma propriedade que pode deformar a crosta e propagar-se para fora. O decaimento do campo magnético leva à produção contínua de raios X, causada pelo aquecimento da crosta ou pela aceleração das partículas. Uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science sugere que a mesma fonte de energia pode funcionar também em pulsares mais fracos, que não atingem a intensidade de campo magnético de um magnetar.  As observações, feitas pelos telescópios de raios X Chandra e Swift, da estrela de nêutrons SGR 0418, podem indicar a presença de um imenso campo magnético interno nesses pulsares aparentemente fracos.
"Descobrimos atividade do tipo magnetar em um novo pulsar de campo magnético muito baixo", disse, por meio de nota, a pesquisadora Silvia Zane, do University College London, que é coautora da pesquisa. Segundo ela, trata-se de uma descoberta sem precedentes, que levanta a questão de qual o mecanismo que gera a energia das explosões de radiação. "Também estamos interessados em que proporção da população de estrelas de nêutrons normais e de baixo campo magnético da galáxia pode, em algum momento, acordar e se manifestar como uma fonte de labaredas", acrescentou.

V404 Cygni: um buraco negro mais próximo da Terra do que se pensava

  Os astrônomos mediram com precisão a distância entre a Terra e um buraco negro estelar específico pela primeira vez. E,  Ele está bem perto. Os investigadores determinaram que o buraco negro V404 Cygni está situado a distância de 7.800 anos luz da Terra, pouco a mais da metade da distância anteriormente estimada. Isto coloca o buraco negro V404 Cygni relativamente perto da Terra, considerando que a distância do Sol ao centro da galáxia é de 26.000 anos luz e a estrela mais próxima [Próxima Centauri] fica a apenas 4,2 anos luz de distância.

Esta medida mais precisa da distância permitirá aos cientistas traçar um melhor quadro de como evoluem os buracos negros, disse a equipe. “Por exemplo, esperamos ser capazes de responder a pergunta se há diferenças entre os buracos negros que evoluem diretamente a partir do colapso de uma estrela sem supernova e os buracos negros que evoluem a través de supernova e uma estrela intermediária temporal”, disse o membro da equipe desta pesquisa Peter Jonker do Instituto Holandês SRON para Investigação Espacial.
 
Esperamos que o buracos negros do último grupo pudessem ter um pouco de impulso. Os buracos negros formados desta forma poderiam se mover mais rápido pelo espaço”. Jonker e sua equipe mediram a distância a V404 Cygni analisando as emissões de rádio procedentes do buraco negro e associadas com a estrela companheira moribunda. As capas mais externas da estrela estão sendo absorvidas pelo buraco negro. O gás que cai forma um disco de plasma aquecido ao redor do buraco negro antes de desaparecer e este processo emite uma grande quantidade de raios-X e ondas de rádio.

Usando um sistema internacional de radiotelescópios conhecido como High Sensitivity Array (Conjunto de Alta Sensibilidade), a equipe mediu os objetos pelo método conhecido como deslocamento de paralaxe. Este método implica em uma medição do movimento anual no céu do sistema do buraco negro como conseqüência da órbita da Terra ao redor do Sol. A equipe disse que a superestimativa anterior da distância de V404 Cygni se deve a uma subestimação da absorção e difração do polvo interestelar, o qual pode dar uma margem de erro de aproximadamente 50%. A margem de erro da nova medida é agora menos de 6%. A investigação foi publicada no exemplar do 1 de dezembro da revista The Astrophysical Journal.
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