20 de out de 2010

Astrônomos anunciam idade do objeto mais antigo já observado

Hoje em dia a galáxia é tão velha que provavelmente não existe mais em sua forma original


Imagem de campo ultra-profundo do Hubble, onde a galáxia mais antiga foi localizada.HST/Nasa-ESA
Pesquisadores acreditam ter encontrado a coisa mais antiga já avistada no Universo: uma galáxia muito, muito distante, de muito tempo atrás. Escondida numa imagem do Telescópio Espacial Hubble divulgada meses atrás há uma pequena mancha de luz que, de acordo com cálculos feitos por astrônomos europeus, é uma galáxia de 13,1 bilhões de anos atrás. Esta é uma época em que o Universo era extremamente jovem, com apenas 600 milhões de anos. Isto faz dela a galáxia mais primitiva e mais distante já avistada. Hoje em dia a galáxia é tão velha que provavelmente não existe mais em sua forma original e já se fundiu com as vizinhas, disse Matthew Lehnert, do Observatório de Paris, principal autor do estudo publicado na revista científica Nature.
 
"Estamos olhando para o Universo quando ele tinha 5% de sua idade atual", disse o astrônomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia Richard Ellis, que não tonou parte no estudo. "Em termos humanos, estamos olhando para um menino de quatro anos dentro do tempo de vida de um adulto". Embora Ellis considere a base do trabalho "muito boa", houve outras alegações sobre a idade de objetos cósmicos que não sobreviveram a uma análise mais aprofundada, e há céticos em relação a este último. Mas todos consideram o trabalho importante. Os astrônomos europeus calcularam a idade da galáxia depois de 16 horas de observação em um telescópio no Chile, que buscou assinaturas na luz do gás hidrogênio.

Há alguns meses, astrônomos estimaram que os pontos mais distantes na foto do Hubble, apresentada numa reunião de cientistas em janeiro, seria de 600 milhões a 800 milhões de anos após o Big Bang. No estudo mais recente, os pesquisadores focalizaram uma única galáxia na análise da assinatura do hidrogênio, refinando a estimativa de idade. O pesquisador Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, que foi o responsável pela imagem do Hubble, disse que o novo trabalho fornece confirmação para a idade usando uma técnica diferente, algo que considera excepcional "para objetos tão tênues". A galáxia não tem nome - apenas letras e números. Por isso, Lehnert e colegas decidiram chamá-la de "bolha de alto desvio para o vermelho". O que é mais interessante para os cientistas é que a descoberta se encaixa nas teorias de quando as primeiras estrelas e galáxias nasceram.

O 2º mais distante
De acordo com o site da revista Science, a galáxia desbanca uma explosão de raios gama que fica a 13 bilhões de anos-luz da Terra. Segundo a reportagem, a grande quantidade de raios indicavam o momento em que uma estrela entrava em colapso e se transformava em um buraco negro. A explosão foi denominada de GRB 090423.
Fontes: ESTADÃO/TERRA

Telescópio espacial Planck

O objetivo da missão Planck da Agência Espacial Europeia (ESA) é o de estudar o nascimento do Universo. Ela deverá auxiliar os astrônomos a desenvolver teorias sobre o nascimento e sobre a evolução do Universo. O telescópio espacial  Planck deverá examinar a radiação cósmica de fundo do universo, que é constituída de micro-ondas com um nível de precisão e de resolução angular nunca antes visto. Trata-se da terceira missão de médio porte do programa denominado de ESA's Horizon 2000 Scientific e que hoje faz parte do programa Cosmic Vision. O telescópio  Planck deverá fornecer informações relevantes de vários assuntos cosmológicos e astrofísicos, tais como testar teorias sobre a fase inicial do Universo e sobre a origem da estrutura cósmica.

Qual será o futuro do Universo?

Enquanto o Herschel vai olhar para os primeiros instantes do Universo, o telescópio espacial Planck tem a preocupação oposta. Sua principal missão será estudar como o Universo se desenvolverá, como ele irá mudar e com o que se parecerá no futuro. Sem uma bola de cristal, contudo, ele começará aprendendo com o passado, olhando para trás no tempo, menos de 400.000 anos depois do surgimento do Universo, cerca de 14 bilhões de anos atrás. O nome do telescópio é uma homenagem ao físico alemão Max Planck, ganhador do Prêmio Nobel em 1918 por seus estudos sobre a radiação. Além de cientista brilhante, Planck foi o maior responsável por retirar Einstein do anonimato da sua função de funcionário público e tornar seus trabalhos famosos mundialmente.

Radiação Cósmica de Fundo


Enquanto o Herschel tenta capturar esse passado usando as fontes de radiação infravermelha, o Planck quer enxergar o Universo de um outro "ponto de vista", captando as emissões de micro-ondas. A radiação de micro-ondas tem comprimentos de onda maiores do que a radiação infravermelha, e não vem de objetos frios - ela foi gerada pela sopa primordial de partículas geradas após o Big Bang e que vieram dar ao nosso Universo a sua conformação atual. Esta é a chamada radiação cósmica de fundo. A radiação cósmica de fundo é uma espécie de brilho do Big Bang. Essa luz decaiu para micro-ondas à medida que o Universo se expandia ao longo dos 13,7 bilhões de anos que se seguiram desde o seu surgimento. Os instrumentos do telescópio Planck irão medir as variações de temperatura na radiação cósmica de fundo com uma sensibilidade, resolução angular e amplitude de frequências nunca antes atingida, permitindo a composição de uma imagem do Universo quando este tinha apenas 380 mil anos.


Expansão do Universo

Medindo minúsculas variações nessa radiação, o telescópio Planck traçará um novo retrato do Universo - sua idade, composição, tamanho, massa e geometria. E dirá muito sobre a sua expansão inicial - acredita-se que o Universo aumentou de tamanho 100 trilhões de trilhões de vezes em apenas um trilhão, de trilhão, de trilionésimo de segundo. E, mesmo não estando diretamente interessado em objetos extremamente frios, o Planck será ainda mais frio do que o Herschel - seus instrumentos funcionarão a 0,1 K. Ele utiliza um sistema inovador de resfriamento usando escudos irradiadores voltados para o espaço profundo, o que permite alcançar temperaturas de cerca de 60 K. A seguir, um sistema de três refrigeradores criogênicos, um colocado dentro do outro em sequência, baixam a temperatura dos sensores de imagem do Planck para apenas um décimo acima do zero absoluto.

Espelho de fibra de carbono

O espelho do telescópio espacial Planck tem 1,5 metro de diâmetro, mas é opticamente mais complexo do que o o espelho do Herschel, que tem 3,5 metros, com um projeto que evita a entrada de luz indesejável no interior do sensores. O espelho foi construído com um plástico reforçado com fibras de carbono, um compósito leve utilizado na fabricação de antenas para satélites artificiais e artigos esportivos. Como esse material não pode ser polido como o vidro, foi construído um molde com uma precisão superficial de 5 micrômetros, sobre o qual o material de carbono foi aplicado fibra por fibra. O formato final do espelho garante que toda a radiação que o alcança é corretamente focalizada para os sensores criogenicamente resfriados. O telescópio Planck inteiro mede 4,2 metros de altura por iguais 4,2 metros de diâmetro.

Retrato do futuro.

Capturando as emissões da radiação cósmica de fundo com uma precisão inédita, o Planck permitirá que os cientistas calculem parâmetros como a curvatura do espaço-tempo e a participação da energia escura, da matéria escura e da matéria comum na distribuição da massa e da energia no Universo. As incertezas sobre os valores de cada um desses parâmetros deverá ser diminuída para menos de 1%, o que permitirá projeções que deem noções sobre a evolução do Universo e sobre como ele deverá se parecer no futuro. Deverá se ter, por exemplo, um cálculo mais preciso da idade do Universo, hoje estimada em 13,7 bilhões de anos. Segundo os pesquisadores, o Planck coletará dados 15 vezes melhores do que o melhor telescópio de micro-ondas atual, o WMAP, da NASA (veja O que existia antes do Big Bang?). Esse poder pode dar uma ideia das descobertas que os cientistas esperam, uma vez que foi o WMAP que conseguiu medir a composição do Universo, estabelecida em 72% de energia escura, 23% de matéria escura e apenas 5% da matéria comum, da qual somos constituídos.

Instrumentos científicos do Planck

A sonda Planck deverá transportar um telescópio de com um espelho de 1,5 metros de diâmetro. O telescópio será usado para captar a radiação que vem do céu em duas faixas de freqüências, uma alta e outra baixa, para dois instrumentos científicos distintos (Low Frequency Instrument e o High Frequency Instrument). O Low Frequency Instrument (ou LFI) é um aparelho que consiste em 22 receptores que funcionam a –253 °C. Estes receptores deverão trabalhar agrupados em quatro canais de freqüências, visando a captar freqüências entre 30 e 100 GHz. Os sinais serão amplificados e convertidos em uma voltagem (diferença de potencial) e este dado será enviado a um computador. O High Frequency Instrument (ou HFI) é um aparelho composto de 52 detectores, os quais trabalham convertendo radiação em calor. A quantidade de calor é medida por um pequeno termômetro elétrico, e a temperatura anotada é convertida em dado de computador. Ele deverá operar a –272,9 °C.
Fontes: Wikipédia
Inovação Tecnológica

Reflexões no VLT

O Sol se põe no Very Large Telescope do ESO nessa imagem. Feita no observatório em Cerro Paranal no seco Deserto do Atacama do Chile, os telescópios de 8,2 metros do observatório pode ser vistos se preparando para mais uma noite de estudos. Três dos quatro Telescópios Auxiliares do VLT de 1.8 metros usados para interferometria são também visíveis nessa imagem. Os telescópios são vistos refletindo na cobertura de proteção de uma das estações do Telescópios Auxiliares. Os Telescópios Auxiliares são montados em trilhos e podem se movimentar em posições precisamente definidas de onde os feixes de luz coletada são combinados no laboratório de interferometria. Os Telescópios Auxiliares são telescópios bem invulgares, pelo fato deles possuírem seu próprio domo protetor ultra compacto, e viajar com seu sistema eletrônico, de ventilação, hidráulico e de resfriamento. Cada Telescópio Auxiliar tem seu próprio transportador que ergue o telescópio e o movimenta de uma posição para outra. A 2600 metros acima do nível do mar, o clima para observação é excelente, com pouca perturbação causada por nuvens.
Fonte:http://www.eso.org/public/images/potw1042a/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Descoberto misterioso ponto quente em planeta fora do Sistema Solar

Planeta se comporta como uma praia que fosse mais quente ao crepúsculo que ao meio-dia
                                   Ponto mais quente do planeta fica a 80 graus da área iluminada pela estrela.Divulgação/Nasa
O gigante gasoso upsilon Andromedae b mantém uma face perpetuamente voltada para sua estrela, upsilon Andromedae, a 44 anos-luz da Terra. A despeito disso, no entanto, o ponto mais quente de sua atmosfera não está diretamente sob a face da estrela, mas a 80º de latitude de lá, de acordo com observações realizadas pelo Telescópio Espacial Spitzer.
"Não esperávamos encontrar um ponto quente tão longe", disse, por meio de nota, Ian Crossfield, principal autor de um artigo sobre a descoberta, que será publicado pelo Astrophysical Journal. "Está claro que entendemos ainda menos a respeito da energética da atmosfera de Jupíteres quentes do que pensávamos".
No estudo, os astrônomos descrevem observações de upsilon Andromedae b feitas ao longo de cinco dias, em fevereiro de 2009. O planeta completa uma órbita a cada 4,6 dias.
O telescópio mediu a luz combinada de estrela e planeta, durante a órbita. O Spitzer não é capaz de ver o planeta diretamente, mas pode detectar variações no total de luz infravermelha do sistema, que aumenta quando o lado quente do planeta entra na linha de visão da Terra. A parte mais quente é a que emite mais infravermelho.
Seria de se esperar que o sistema parecesse mais brilhante quando o planeta está atrás da estrela, e toda a energia do astro chega à Terra sem ser bloqueada , e menos brilhante quando o planeta se põe no caminho. Mas o sistema se mostrou mais brilhante quando o planeta aparecia na lateral da estrela. Isso significa que a parte mais quente do planeta não está virada diretamente para a estrela.
Os pesquisadores comparam o efeito a uma praia que seja mais quente ao pôr-do-sol que ao meio-dia.
Algumas explicações possíveis seriam ventos supersônicos causando ondas de choque que aquecem o material, ou interações magnéticas entre estrela e planeta, mas mais planetas terão de ser examinados antes que as especulações possam ter alguma precisão.

Hubble destaca zonas de formação de estrelas em galáxia espiral

   Áreas rosadas marcam o hidrogênio quente das estrelas nascentes

                                                     NGC 3982, galáxia localizada a 68 milhões de anos-luz.HST/Nasa-ESA
A galáxia NGC 3982 chama atenção pela rica tapeçaria de regiões de nascimento de estrelas espalhadas ao longo de seus braços espirais. Elas aparecem nesta imagem do Telescópio Espacial Hubble como pontos rosados de hidrogênio incandescente.
Também é possível ver os aglomerados azuis de estrelas recém-nascidas e as avenidas de poeira escura que fornecem matéria-prima para futuras gerações de astros. O núcleo brilhante abriga uma geração mais antiga, que cresce em densidade na direção do centro.
NGC 3982 fica a cerca de 68 milhões de anos-luz, na constelação de Ursa Maior.
Ela tem 30.000 anos-luz de diâmetro, ou cerca de um terço do tamanho da Via-Láctea. A imagem foi feita a partir de três câmeras do Hubble, em exposições realizadas entre 2000 e 2009.
O colorido da imagem vem do fato de que a galáxia foi fotografada tanto em luz visível quanto em infravermelho. Foi usado um filtro para destacar a emissão do hidrogênio das zonas de formação de estrelas.
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