21 de out de 2010

Lua abriga tesouros como a prata, diz estudo

Lua é mais rica do que se pensava, diz estudo
Foto: ESO/Divulgação
O solo lunar é mais rico do que se pensava até agora, com vestígios de prata em meio a uma mistura complexa de elementos e componentes encontrados dentro de uma das crateras da Lua, indicou um estudo publicado nesta quinta-feira.
Pesquisadores da Universidade Brown, que analisaram partículas de poeira lunar, obtidas por uma colisão organizada pela Nasa no ano passado, descobriram uma surpreendentemente rica mistura que, além de prata, incluiu água e compostos como hidroxil, monóxido de carbono, dióxido de carbono, amônia e sódio livre.
"Este lugar parece um baú de tesouros de elementos, de compostos que foram liberados por toda a lua, e pararam neste local, em permanente escuridão", afirmou o geólogo da Brown, Peter Schultz, chefe das pesquisas que serão publicadas em artigo na edição de 22 de outubro da revista Science. As partículas lunares foram coletadas quando um foguete da Nasa atingiu a Lua cerca de um ano atrás, dando a cientistas a oportunidade de aprender sobre a composição do solo nos polos da Lua, algo que nunca havia sido examinado. As descobertas foram feitas pelo Satélite Lunar CRater Observing and Sensing, da Nasa, ou missão LCROSS, um experimento de 79 milhões de dólares no âmbito do qual a agência espacial americana enviou um foguete para colidir com a cratera Cabeus, no polo sul lunar. O foguete acertou a cratera a uma velocidade de 9 mil km/h, provocando a elevação de uma enorme pluma de material do fundo da cratera, que permaneceu intocado pela luz do sol durante bilhões de anos. Ao envio do foguete se seguiu, minutos depois, uma nave equipada com câmeras para registrar os efeitos do impacto. Em novembro do ano passado, a Nasa divulgou as primeiras descobertas do experimento, ao anunciar a descoberta de uma "quantidade significativa" de água congelada na lua.

Filmagem de erupção do Sol feita por sonda espacial

  A Stereo, da Nasa, captou as imagens em ultravioleta.
Cuspes solares’ são formados por hélio ionizado a 60.000°C.
A sonda Stereo filmou uma região específica de erupção solar que “cuspiu fogo” uma dúzia de vezes em menos de dois dias de observação. Como é possível observar na filmagem, as explosões são estreitas, em forma de línguas de fogo, e muito direcionadas, por causa da intensa atividade magnética na região. As línguas são, na realidade, plasma, matéria superaquecida composta por partículas eletricamente carregadas em movimento. As ejeções já foram registradas inúmeras vezes, mas essa frequência testemunhada pela Stereo é rara, e chamou a atenção dos cientistas. No comprimento de onda da luz ultravioleta captada pela Stereo, o que se vê são explosões de hélio ionizado, a cerca de 60.000°C.
 
Ejeções de massa coronais podem causar problemas na Terra. As partículas de energia podem danificar satélites, causar problemas de comunicação e navegação em aviões e interromper o fornecimento de energia em residências e indústrias. Para entender os efeitos da atividade solar sobre a Terra, a Nasa mantém 18 missões de observação da estrela. O último reforço é a sonda SDO (Solar Dynamics Observatory), lançada em 11 de fevereiro. A SDO vai tirar fotos detalhadas do Sol a cada 0,75 segundo. A cada dia, enviará à Terra 1,5 terabyte de informação.
Fonte:G1

Nasa divulga foto de supermancha solar

Filamento magnético é mais largo que distância entre a Terra e a Lua. Agência espacial americana mantém 18 missões para estudar o Sol.
                                                   Imagem foi divulgada nesta quinta (21) no site da Nasa (Foto: Nasa)
A foto acima, divulgada nesta quinta-feira (21) no site da Nasa, a agência espacial americana, mostra a mancha solar 1112, de alta expansão, lançando labaredas ao espaço. Por enquanto, nenhuma das explosões produziu uma substancial ejeção de massa coronal em direção à Terra. Ejeções de massa coronal são “cuspes solares” que se estendem por centenas de milhares de quilômetros na atmosfera externa do Sol, a coroa solar. Mas um grande filamento magnético está cortando o hemisfério sul solar. O filamento é tão grande que abarca uma distância maior que aquela que separa a Terra da Lua.
Ejeções de massa coronal podem causar problemas na Terra. As partículas de energia podem danificar satélites, causar problemas de comunicação e navegação em aviões, interromper o fornecimento de energia em residências e indústrias – e pôr em risco a saúde de astronautas.
Para entender os efeitos da atividade solar sobre a Terra, a Nasa mantém 18 missões de observação da estrela. O último reforço, o Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), lançado em 11 de fevereiro deste ano, tira fotos detalhadas do Sol a cada 0,75 segundo. A cada dia, envia 1,5 terabyte de informação.
O SDO custou US$ 800 milhões e deve operar no mínimo por cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com esse prazo de funcionamento, eles consigam prever o comportamento do astro da mesma forma que meteorologistas conseguem prever o clima da Terra.
Fonte: G1

Mostrando a identidade

Astrofísicos da UFSC desenvolveram programa de computador que vem estudando em detalhes as populações estelares. A constatação: há galáxias que, ao contrário do que se pensava, não estão mais ativas.
 Visão artística de um buraco negro 'engolindo' o gás ao seu redor e o aquecendo (foto: Nasa).

Qual é o critério para se definir uma galáxia como ativa? Muitos. Mas o fundamental é a atividade do superburaco negro que ‘mora’ em seu centro. Se o buraco negro ‘engole’, aquece e ioniza o gás em torno dele, a galáxia é ativa. Do contrário, se o buraco negro está em ‘jejum’, a galáxia é inativa. Como se mede isso? Sobretudo, pelo radiação emitida pelo gás aquecido. O espectro de luz deste gás é coletado por telescópios e analisado aqui, na Terra. Pois bem, a novidade é um software criado por astrofísicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): o Starlight. O programa consegue medir e decifrar com mais precisão os espectros de galáxias. Desde 2005, o Starlight obtém informações detalhadas sobre galáxias por meio da análise da luz de suas populações de estrelas e o do gás ionizado. “Informações sobre a taxa de natalidade de diferentes gerações de estrelas, combinadas com propriedades como a composição química, temperatura e nível de ionização do gás, nos permitiram constatar que nem toda galáxia que parece ativa é, de fato, ativa", explica o astrofísico Roberto Cid Fernandes, um dos cientistas da UFSC responsáveis pelo estudo. "Essa conclusão nos ajuda a entender mais sobre a formação e evolução das galáxias”.

Funcionamento

As análises do Starlight sugerem que haveria galáxias em que o gás é ionizado pela radiação de estrelas velhas. Por quê? Porque, em alguns casos, não existiria a competição nem de buracos negros (inativos e, portanto, incapazes de gerar essa radiação) nem de estrelas jovens (capazes de esquentar gases com muito mais eficiência do que estrelas velhas). Tradicionalmente, a presença de gás ionizado é associada ou a estrelas jovens ou a um buraco negro ativo, mas os resultados mostram que estrelas velhas e quentes podem produzir o mesmo efeito. Esta possibilidade já era conhecida. “A teoria já existia, mas só agora foi possível a constatação de que este fenômeno é bem mais comum do que se pensava”, diz Fernandes. A essas galáxias, que não geram estrelas há bilhões de anos e cujos buracos negros estão jejuando, os cientistas da UFSC – que vêm trabalhando em parceria com Observatório de Paris – deram o nome de ‘aposentadas’.
           Fotografia panorâmica da Via Láctea, a galáxia onde está localizada o Sistema Solar (foto: Digital Sky LLC / CC 2.5 BY-NC).

Inúmeros dados sobre galáxias já estavam à disposição dos astrônomos, por meio do Sloan Digital Sky Survey (SDSS) – um projeto iniciado na última década que reúne enorme acervo de imagens e espectros do céu e tem como objetivo mapear todo o universo. Mas o alto volume de informações gerado pelo SDSS era desproporcional à capacidade de processamento e interpretação. “O modo de trabalho clássico era um processo quase artesanal de análise dos dados obtidos pelos telescópios. O nosso projeto otimiza a compreensão desses dados com o uso de um programa de computador”, explica o astrofísico. O Starlight analisa o espectro eletromagnético das populações estelares – resultado da decomposição da luz em várias cores, onde cada cor possui uma intensidade de acordo com o comprimento de onda. Aplicando este programa a aproximadamente um milhão de galáxias do SDSS, o grupo da UFSC montou um banco de dados público com um arsenal de informações sobre galáxias de diferentes tipos e formas.

Revelando a idade

Explorando essa “mina de ouro”, foi possível perceber que a maior parte das galáxias supostamente ativas são, ao contrário do que parece, aposentadas. “Isso modifica parte do que já sabemos sobre as galáxias”, afirma Cid Fernandes, que teve artigos publicados no renomado periódico da associação Royal Astronomical Society, do Reino Unido. “Esse tipo de pesquisa é como um recenseamento do universo. Só que levamos em consideração outros dados. Não há tantas galáxias com núcleos ativos [buracos negros] quanto imaginávamos. A radiação vem, simplesmente, de estrelas mais velhas”, completa o físico.
Créditos: Debora Antunes - Ciência Hoje

Cientistas do Cern esperam revelar dimensões ocultas em 2011

Universos paralelos e forma desconhecidas de matéria também estão na agenda do LHC
Construção de Alice, um dos instrumentos do LHC/Divulgação/Cern
Físicos que sondam as origens do Universo esperam, no próximo ano, conseguir as primeiras provas a respeito da existência ou não de coisas como Universos paralelos e dimensões ocultas. À medida que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) intensifica suas atividades, eles falam com cada vez mais entusiasmo da "nova física" que pode estar no horizonte e que tem o potencial de mudar as ideias correntes sobre a natureza e o funcionamento do Universo. "Universos paralelos, formas desconhecidas de matéria, dimensões extras... Esse não é o material de ficção científica barata, mas teorias físicas concretas que cientistas estão tentando confirmar com o LHC e outros experimentos."

É assim que os membros do Grupo Teoria do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) descrevem a situaçõe, num boletim produzido para o público interno. O otimismo entre as centenas de cientistas que trabalham no Cern vem crescendo depois do início turbulento das atividades do gigantesco colisor de US$ 10 bilhões. Neste mês, o diretor-geral Rolf Heuer disse aos funcionários que prótons estão colidindo ao longo do anel subterrâneo de 27 km numa taxa de 5 milhões por segundo duas semanas antes da data esperada. No ano que vem, as colisões vão ocorrer - se tudo seguir de acordo com os planos - numa taxa que produzirá uma quantidade colossal de dados para análise.

As colisões, à beira da velocidade da luz, recriam o que existia uma pequena fração de segundo após o Big Bang, há 13,7 bilhões de anos. Os teóricos do Cern dizem que as colisões poderiam dar sinais claros da existência de outras dimensões além de largura, comprimento, altura e tempo, porque fragmentos de colisões de altíssima energia poderão ser rastreados desaparecendo - provavelmente mergulhando numa dimensão oculta - e depois ressurgindo. Universos paralelos também podem estar escondidos nessas dimensões, dizem algumas teorias.
Fonte: ESTADÃO

Dupla de cientistas propõe mandar astronautas em viagem só de ida a Marte


Perigos da permanência no espaço cairiam pela metade e humanidade ganharia um 'bote salva-vidas'

 Uma das grandes dificuldades do envio de astronautas a Marte está na duração da viagem. Com a tecnologia disponível hoje, uma nave tripulada levaria pelo menos seis meses para chegar ao planeta vermelho e mais seis na volta. Esse período prolongado de exposição à radiação do espaço e à microgravidade representa um risco para a saúde humana. Em artigo no periódico científico online Journal of Cosmology, uma dupla de pesquisadores propõe uma forma radical de reduzir o perigo pela metade: eliminar a viagem de volta. De acordo com o artigo, a viagem só de ida traria ainda uma grande redução de custos em relação às perspectivas de missões de ida e volta, além de garantir um firme comprometimento com a exploração do planeta vermelho, já vez que os colonos precisarão, no início, receber remessas de suprimentos enviados da Terra.
 
"Embora as vantagens práticas dessa abordagem seja claras, antecipamos que algumas considerações éticas podem ser levantadas contra ela", ponderam os autores, Dirk Schulze-Makuch, da Universidade Estadual da Califórnia, e Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona. Davies, um físico, também é autor de diversos livros populares sobre ciência, como O Quinto Milagre, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, que trata da origem da vida. "Algumas agências espaciais ou parte do público podem sentir que os astronautas estão sendo abandonados em Marte, ou sacrificados em nome do projeto", prosseguem os cientistas. "Mas esses primeiros colonos de Marte serão obviamente voluntários, e estarão numa situação pouco diferente dos primeiros colonizadores da América do Norte, que saíram da Europa com pouca expectativa de retornar". 
 
O texto cita ainda exploradores como Cristóvão Colombo e Roald Amundsen, o primeiro homem a chegar ao polo sul. "Embora não tenham embarcado em suas viagens com a intenção de permanecer no destino (...) sabiam que havia uma probabilidade significativa de perecer na tentativa".  A missão proposta por Schulze-Makuch e Davies seria idealmente composta por quatro astronautas, em duas naves diferentes. Dessa forma, uma dupla poderia socorrer a outra em caso de emergência, e equipamentos essenciais chegariam duplicados à superfície marciana. Os astronautas seriam precedidos por robôs que instalariam uma fonte de energia - o artigo sugere um reator nuclear de pequeno porte e painéis solares - e deixariam víveres suficientes para dois anos, além de implementos para o início de atividade agrícola em pequena escala, ferramentas e equipamento científico.
 
A despeito disso, o primeiro contingente de astronautas teria de fazer uso intensivo de recursos naturais marcianos, como água - sondas robóticas já demonstraram que algumas regiões de Marte têm gelo no subsolo - e abrigar-se em cavernas. O que não puder ser produzido em Marte seria enviado da Terra em missões de suprimentos. "Essa fase semiautônoma pode durar décadas, talvez séculos", reconhecem os autores. O artigo analisa ainda o risco que possíveis micróbios marcianos poderiam oferecer aos astronautas e o perigo - que os autores consideram maior - de os colonos contaminarem Marte com material biológico terrestre.
 
Entre os motivos para o estabelecimento de uma colônia humana permanente em Marte, Schulze-Makuch e Davies lembram que a humanidade é uma "espécie vulnerável", e que a vida na Terra sofre ameaça constante, tanto causada por eventos cósmicos quanto pelo comportamento humano e pela próprio planeta. Eles também mencionam o grande interesse científico do planeta, e o fato de Marte ter recursos, como água e dióxido de carbono, que podem ser explorados para dar sustentabilidade à colônia. Na visão dos autores, os quatro pioneiros seriam apenas os primeiros moradores de uma ocupação crescente do planeta.

Casulo Cósmico

A apropriadamente denominada Nebulosa do Casulo é mostrada nessa imagem feita pelo Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA. Essa nuvem de poeira e gás catalogada como IC 5416 e localizada na constelação de Cygnus, é envolvida em uma nuvem negra de poeira chamada de Barnard 168. Dentro desse casulo de gás e poeira, novas estrelas estão se formando e começando a emergir.
No coração da nebulosa, que nessa imagem lembra muito um tradicional coração que é desenhado pelos namorados, novas estrelas massivas estão emergindo. A radiação intensa dessas estrelas esquenta a nuvem. A luz de mais alta energia das estrelas retiram elétrons dos átomos de hidrogênio que então se recombinam com outros átomos para emitir luz visível. Imagens feitas da Nebulosa do Casulo com a luz visível somente mostram a parte mais interna da nuvem brilhando em vermelho e envolta por uma escuridão. A escuridão representa a ausência de estrelas mas é na verdade uma densa nuvem de poeira que está obscurecendo o brilho das estrelas. Essa densa nuvem está começando a ser aquecida pelas jovens estrelas localizadas dentro dela. A poeira absorve a radiação de alta energia das estrelas recém nascidas e então só emite brilho no comprimento de onda do infravermelho que é então registrada nessa imagem do WISE. O casulo empoeirado se expande por 45 anos-luz de comprimento, o que é mais de três vezes maior que a porção interna e brilhante da nebulosa. As cores usadas nessa imagem representam comprimentos de onda específico da luz infravermelha. Azul e ciano representam a luz emitida no comprimento de 3.4 e 4.6 micra, que é predominantemente emitida pelas estrelas. Verde e vermelho representam a luz de 12 e 22 micra emitidas principalmente pela poeira.

Nebulosa do Casulo Oculta Estrela Gigantesca

A impressionante beleza da Nebulosa do Casulo está localizada a aproximadamente 4000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Cygnus (O Cisne). Escondido dentro do Casulo existe o desenvolvimento de um recente aglomerado aberto de estrelas dominado por uma estrela massiva no centro da imagem que abre um buraco na nuvem molecular existente através do qual  a maior parte do seu material flui. A mesma estrela, que foi formada a aproximadamente 100000 anos atrás, fornece a fonte de energia para a maior parte da luz emitida e refletida a partir dessa nebulosa.
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