22 de out de 2010

Imagem Única do Hubble Mostra Disco Galáctico

Uma imagem de alta resolução do Hubble mostra claramente uma linha de poeira dividindo a galáxia em duas metades. A imagem destaca a estrutura da galáxia: um sutil bulbo ao redor de um núcleo brilhante, um disco azul de estrelas correndo paralelo a linha de poeira e um halo externo transparente.

Alguns rastros de poeira apagada podem ser vistos como meandros longe do disco da galáxia dentro do bulbo e no halo interno da galáxia. O halo externo é marcado com inúmeros aglomerados gravitacionalmente unidos com aproximadamente milhões de estrelas em cada um deles, esses aglomerados são conhecidos como aglomerados globulares. Galáxias no plano de fundo estão a milhões de bilhões de anos-luz de distância da galáxia NGC 5866 são também vistas através do halo.

Aqüíferos na Subsuperfície de Marte Alimentaram Por Muito Tempo Oceanos e Lagos na Antiga História do Planeta

Imagens da sonda que está orbitando o planeta Marte parecem indicar que o planeta vermelho pode ter tido em algum momento na sua história oceanos e lagos, e os pesquisadores estão ainda tentando entender como esses corpos de água podem ter se desenvolvido. Uma nova explicação é que os aqüíferos subterrâneos enviaram água para a superfície  formando dessa maneira o assoalho das antigas bacias de escala continental presentes em Marte. A água emergiu através de imensas fraturas formando assim sistemas como de rios, erosão em grande escala, deposição sedimentar e acúmulo de água em grandes corpos localizados nas planícies ao norte do planeta.
J. Alexis Palmero Rodriguez, pesquisador e cientista do Planetary Science Institute, tem estudado as regiões de terras baixas do planeta Marte, descobrindo ali grandes depósitos sedimentares que lembram planícies abissais no assoalho dos oceanos terrestres. Isso é também parecido ao assoalho de outras bacias em Marte onde acredita-se que os oceanos possam ter se desenvolvido.
A origem desses depósitos e a formação dos lagos e oceanos marcianos é um tema que gera controvérsia há muitos anos. Uma teoria é que eles lançaram de forma repentina grandes volumes de água e sedimentos de zonas de aparente colapso crustal conhecida como terrenos caóticos. Contudo, essas zonas de colapso são raras em todo o planeta, enquanto que as planícies de depósitos são espalhadas e comuns nas grandes bacias.
A partir de evidências nas planícies do norte do planeta (ao sul da Gemini Scopuli em Planum Boreum), o novo modelo de Rodriguez não necessita de uma descarga repentina de água. Ao invés disso, ele advoga que as descargas de água ocorreram de forma espalhada pelo planeta tinham uma longa duração e eram comuns nas planícies do norte de Marte.
“Com a perda de água durante o tempo do aqüífero em subsuperfície, as áreas das planícies do norte colapsaram, criando assim a superfície acidentada que observamos hoje. Alguns platôs podem ter evitado esse destino e preservaram planícies sedimentares contendo um imenso registro da atividade hidrogeológica”, disse Rodriguez. “O registro geológico em regiões colapsadas foram perdidos”.
“Esse modelo implica que as descargas de água da subsuperfície dentro das bacias de Marte podem ter ido freqüentes e levaram a formação piscinas de lama, lagos e oceanos. Em adição a isso, nosso modelo indica que isso poderia ter acontecido em qualquer momento na história do planeta”, disse o pesquisador. “Pode ter existido muitos oceanos em Marte durante o seu período de vida”. Se a vida existiu em sistemas marcianos de subsuperfície, as formas de vida poderiam ter sido trazida até a superfície por meio das descargas desses fluidos. Organismos e seus fósseis podem então estar preservados dentro de alguns desses estratos sedimentares.

A Imagem de Arco-Íris de Uma Estrela Empoeirada

Lembrando uma piscina iluminada por uma luz submarina, a Nebulosa do Ovo oferece aos astrônomos uma aparência especial de suas normalmente invisíveis conchas de poeira que envolvem a antiga estrela. Essas camadas de poeira que se estendem por um décimo de ano-luz da estrela, tem uma estrutura de cebola que forma anéis concêntricos ao redor da estrela. Um espesso cinturão de poeira, correndo quase que verticalmente através da imagem bloqueia a luz da estrela central. Feixes gêmeos de luz se irradiam da estrela escondida e iluminam a poeira negra, como o que acontece com uma lanterna ligada em uma sala enfumaçada. A Nebulosa do Ovo está localizada a 3000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Cygnus. Essa imagem aqui reproduzida foi feita ela Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble em Outubro de 2002.

Chandra estuda fonte ultra luminosa de Raios-X que revela um buraco negro massivo destroçando uma anã branca

NGC 1399: imagem composta do que se conhece como fonte de raios-X ultra luminosa (ULX). Crédito: Raios-X - NASA/CXC/UA/J. Irwin et al. Óptico - NASA/STScI
Observações do observatório espacial de raios-X Chandra revelaram uma rara fonte ultra luminosa de raios-X (ULX) em um denso aglomerado de estrelas anciãs.
Novos resultados do Observatório Chandra de Raios-X da NASA e os telescópios Magalhães sugerem que um denso remanente estelar tem sido arrancado por um buraco negro de 1.000 vezes a massa do Sol. A confirmação desta descoberta será uma dupla jogada cósmica:
1.Uma evidência sólida da existência de um buraco negro de massa intermediária, que tem sido um tema muito debatido entre os astrônomos;

2.Marcaria a primeira vez a observação de um buraco negro de tal classe a destroçar uma estrela.
Este cenário está baseado em recentes observações do Chandra, as quais revelaram uma rara fonte de raios-X ultra luminosa (ULX) em um denso aglomerado de estrelas velhas. Além disso, há observações ópticas que demonstraram uma peculiar mescla de elementos associados com a emissão de raios-X. Juntando estas evidências, pode-se concluir que se trata de um caso em que a emissão de raios-X foi produzida por escombros de uma anã branca destruída estão sendo aquecidos ao caírem dentro de um buraco negro massivo. Por outro lado, a emissão luminosa nas freqüências da luz visível foi originada a partir de restos mais distantes iluminados por estes raios-X.
 
Estrela sendo consumida por um Buraco Negro

A intensidade da emissão de raios-X classifica a fonte como uma “fonte ultra luminosa de raios-X” (ULX), o que significa que é mais luminosa que qualquer outra fonte de raios-X estelar conhecida, mas menos luminosa que as fontes de raios-X super brilhantes (originadas em núcleos galácticos ativos) associados aos buracos negros supermassivos nos núcleos das galáxias. A natureza das ULXs é um mistério, mas uma hipótese é que algumas das ULXs são buracos negros com massas entre centenas e vários centenas de milhares de vezes a do Sol, um intervalo intermediário entre os buracos negros de massa estelar e os buracos negros supermassivos situados nos núcleos das galáxias.
Esta ULX está em um aglomerado globular, um velho e abarrotado conglomerado de estrelas. Os astrônomos têm suspeitado que os aglomerados globulares possam conter buracos negros de massa intermediária, mas ainda não tinham encontrado evidências concludentes até agora.

Série de imagens que mostra a interação entre uma anã branca e um buraco negro. Ao passar pelo buraco negro a anã branca torna-se fortemente comprimida e aquecida (topo, à esquerda), gerando uma explosão. Parte da massa estelar é ejetada para o espaço enquanto o resto é consumido pelo buraco negro. Enquanto a massa ejetada se expande, a matéria em queda constrói um violento e espesso disco de acresção em volta do buraco negro.

“Os astrônomos têm estudado casos de estrelas destroçadas por buracos negros supermassivos nos centros das galáxias, mas esta é a primeira evidência sólida de tal evento em um aglomerado globular”, disse Jimmy Irwin da Universidade de Alabama, que liderou o estudo.
Irwin e seus colegas obtiveram os espectros ópticos do objeto usando os telescópios Magalhães I e II em Las Campanas, no Chile. Estes dados revelam a emissão de um gás rico em oxigênio e nitrogênio, mas rarefeito em hidrogênio, um raro conjunto de sinais procedentes de um aglomerado globular. As condições físicas deduzidas do espectro sugerem que o gás está orbitando um buraco negro de pelo menos 1.000 massas solares. A abundante quantidade de oxigênio e ausência de hidrogênio indica que a estrela destruída era uma anã branca, a fase final de uma estrela do tipo solar que tem esgotado seu hidrogênio deixando uma alta concentração de oxigênio. Por outro lado, o nitrogênio visto no espectro óptico permanece ainda como um enigma.
Acreditamos que estas assinaturas incomuns podem ser explicadas pelo cenário de uma anã branca que está orbitando bem próxima de um buraco negro e está sendo destruída pelas forças extremas de maré gravitacional”, disse Joel Bregman da Universidade de Michigan.
O trabalho teórico sugere que a emissão de raios-X induzida pela ruptura por maré poderá seguir brilhando durante mais de um século, mas se apagará com o tempo. Por enquanto, a equipe tem observado que há uma queda do 35% na emissão de raios-X desde 2000 até 2008.
A ULX deste estudo está situada na galáxia NGC 1399, uma galáxia elíptica situada a aproximadamente 65 milhões de anos luz da Terra.

Novo Fenômeno Observado em Cometa Cumprimenta a Sonda que se Aproxima


Recentes observações feitas do cometa Hartley 2 têm quebrado a cabeça dos cientistas, enquanto eles esperam pelo sobrevôo do pequeno mundo congelado em 4 de Novembro de 2010. Um fenômeno foi registrado pelos equipamentos de imagem a bordo da sonda Depp Impact da NASA de 9 a 17 de Setembro de 2010 durante o planejamento científico de observação do cometa. Essas observações quando integradas com as imagens que serão obtidas durante o encontro com o Hartley 2 em 4 de Novembro, farão parte de um conjunto de observações mais detalhada da atividade de um cometa durante a sua passagem pelo Sistema Solar interno de que se tem notícia até hoje.

“Na Terra o cianeto é conhecido como um gás mortal. No espaço ele é conhecido como um dos ingredientes mais facilmente observados e que sempre está presente em um cometa”, disse Mike A’Hearn da University of Maryland, College Park. A’Hearn é o principal pesquisador do EPOXI, uma missão estendida que utiliza a sonda já em vôo Deep Imapct. “Nossas observações indicam que o cianeto lançado pelo cometa aumentou cinco vezes em um período de oito dias em Setembro, sem se observar qualquer aumento na emissão de poeira”, disse A’Hearn.

“Nós nunca vimos esse tipo de atividade em um comenta anteriormente, e isso poderia afetar a qualidade das observações feitas pelos astrônomos na Terra”. O novo fenômeno é muito atípico de explosões em cometas, que quando acontecem de forma repentina vêm acompanhado de um considerável aumento no nível de poeira. Esse fenômeno também não está relacionado aos jatos de cianeto que são as vezes observados em cometas.

A equipe de ciências do EPOXI acredita que os astrônomos e observadores interessados em observar o cometa da Terra devem levar em consideração essa atividade quando for planejar as observações e interpretar os dados. “Se os observadores monitorarem o Hartley 2 e não levarem em consideração esse novo fenômeno eles poderiam facilmente fazer imagens erradas de como o cometa está mudando à medida que se aproxima do Sol”, disse A’Hearn. O cianeto é uma molécula baseada em carbono. Acredita-se que há bilhões de anos atrás, um bombardeamento de cometas carregou o cianeto e outros blocos fundamentais de construção da vida na Terra.

A Antiga Nebulosa Planetária MWP1

Créditos e direitos autorais : Robert Nemiroff(MTU) &Jerry Bonnell (UMCP)NASA Official: Phillip NewmanSpecific rights apply.NASA WebPrivacy Policy and Important Notices A service of:ASD atNASA /GSFC & Michigan Tech. U.
A bela nebulosa planetária simétrica catalogada como MWP1 localiza-se a 4500 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação do norte Cygnus, o Cisne. Ela é uma das maiores nebulosas planetárias conhecida se expandindo por 15 anos-luz. Com base na taxa de expansão é possível calcular a idade da nebulosa em 150000 anos, o que é um piscar de olho no ciclo de vida normal de uma estrela como o Sol que dura 10 bilhões de anos. Mas as nebulosas planetárias representam uma fase final muito breve na evolução estelar, que surge à medida que a estrela central da nebulosa expele suas camadas externas e torna-se uma anã branca quente. De fato, as nebulosas planetárias ordinariamente duram somente entre 10000 e 20000 anos. Como resultado, a MWP1 que é verdadeiramente antiga oferece um belo desafio para os astrônomos que estudam a evolução da sua estrela central.

Nasa estipula em bilhões volume de água dentro de cratera lunar

Em 2009, a Nasa (agência espacial norte-americana) abriu uma cratera lunar em busca de água, mas não sabia exatamente o que encontraria. Agora, novas pesquisas apontam que cerca de 150 litros de gelo e vapor foram liberados durante a experiência.

 Região da Lua atingida por impacto da Nasa, cerca de 20 segundos depois, com destaque para o material ejetado de sua  superfície

À primeira vista, pode não parecer muito --150 litros é o que uma máquina de lavar comum comporta--, mas representa o dobro do volume que os pesquisadores esperavam encontrar.
A descoberta vai contra todo o argumento anterior de que a Lua é seca e um lugar desolado que não contem água. E pode haver mais.
Segundo o chefe da missão da Nasa, Anthony Colaprete, calcula-se que haja 4 bilhões de litros de água na cratera, o que seria suficiente para encher 1.500 piscinas olímpicas. A estimativa representa apenas o que os cientistas puderam observar depois do impacto do Lcross (Satélite de Sensoriamento e Observação de Cratera Lunar) ao polo sul da Lua, em 9 de outubro do ano passado, para abrir a cratera. A notícia chega no mesmo ano em que os EUA decidem não mais enviar uma missão tripulada à Lua em 2020 devido à falta de verbas, além de passar as viagens de ônibus espaciais para a iniciativa privada.

MAIS ELEMENTOS

A missão envolveu o arremesso, a uma velocidade de 9.000 km/hora, de um foguete vazio contra a cratera Cabeus. Da colisão, surgiu uma enorme nuvem de material do fundo da cratera, que permaneceu intocado pela luz do sol durante bilhões de anos. Uma segunda nave mergulhou na nuvem de destroços levantada pela colisão e usou instrumentos para analisar sua composição, antes de também atingir a Lua.
O solo lunar é mais rico do que se pensava até agora, com vestígios de prata em meio a uma mistura complexa de elementos e componentes encontrados dentro da cratera. Além de água, a nuvem continha monóxido de carbono, dióxido de carbono, amônia, sódio, mercúrio e prata.
"Este lugar parece um baú de tesouros de elementos, de compostos que foram liberados por toda a lua, e pararam neste local, em permanente escuridão", afirmou o geólogo da Brown University, Peter Schultz, chefe das pesquisas que serão publicadas na revista "Science".
As primeiras descobertas do experimento da Nasa foram divulgadas em novembro de 2009, mesma época em que foi anunciada a descoberta de uma "quantidade significativa" de água congelada na Lua.
Fonte: FOLHA.COM

Nasa capta imagens de restos do cometa Halley

                     Meteoroide orionídeo passa a oeste de Ontario, no Canadá; o ponto que brilha à esquerda é a Lua
O mais famoso dos cometas, o Halley ainda causa comoção. Com um ciclo de 76 anos a cada visita à Terra, não é preciso esperar até 2061 para vê-lo. O Halley deixa um rastro de poeira cósmica e gelo chamados meteoroides. Quando pertos da órbita da Terra, colisões acontecem a milhares de quilômetros acima do planeta, dando origem a uma chuva de meteoroides.
Segundo a Nasa, embora o pico da chuva de meteoroides seja por volta de 21 de outubro, as câmeras da Nasa (agência espacial norte-americana) registraram as imagens de orionideos no último dia 15.
Como estão na constelação de Órion, recebem o nome de orionídeos e se movem a uma velocidade de 237 km/hora --por causa dessa rapidez, não duram muito e se incendiam na atmosfera.
A agência afirma que observar os orionideos no céu é fácil, se se estiver longe dos centros urbanos. Cada meteoro que aparece na constelação Órion é um orionídeo que pode ser visto como sendo um pedaço do cometa Halley morrendo no espaço.
Fonte: FOLHA.COM

Universo pode acabar em 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos

O Universo poderá desaparecer em cerca de 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos americanos e japoneses que questionam a teoria sobre a expansão permanente espaço-tempo.
"É improvável que o Universo acabe durante nossa vida, mas há 50% de possibilidade de que o tempo tenha um final em cerca de 3,7 bilhões de anos", assinalaram os cientistas.
Na opinião deste grupo de cientistas, certos métodos e hipóteses utilizados há muito tempo pelos astrofísicos, e seu recurso a um limite arbitrário para o tempo com o qual calculam as probabilidades de um universo de expansão infinita, levam de fato à conclusão de que o tempo terá um fim.
"Em outras palavras, este limite de tempo, considerado unicamente como ferramenta de cálculo estatístico, se comporta de fato como um evento físico real", explica Raphael Bousso, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), um dos autores do estudo, publicado no site arXiv.org.
"Se esta conclusão não é correta, significa que uma das hipóteses do modelo matemático é errada, o que seria extremamente interessante para os astrofísicos, que durante tanto tempo a consideraram muito razoável."
"É muito importante compreender que não afirmamos nossa certeza sobre esta conclusão de que o tempo terá um fim, mas não podemos excluir a possibilidade de que isto ocorra", destacou Bousso.
Segundo a teoria amplamente aceita, o Universo nasceu do Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos, e se expande a uma velocidade que se acelera exponencialmente e até o infinito.
Fonte: FOLHA.COM

Estrela LL Ori

Essa fotografia foi obtida pela câmera WFPC2 do Telescópio Espacial Hubble, como parte de um mosaico de imagens da Grande Nebulosa de Órion. M42, a Grande Nebulosa de Órion, é a região de formação de estrelas de massa elevada mais próxima do Sistema Solar, a uma distância de 1.500 anos-luz. No caso aqui descrito, a estrela jovem LL Ori emite um vento estelar muito energético (isto é, uma corrente de partículas carregadas eletricamente que se afasta rapidamente da estrela). O nosso próprio Sol possui uma versão menos energética deste vento, o chamado vento solar. O vento solar confina o campo magnético da Terra e é responsável por fenômenos como tempestades geomagnéticas e auroras. O material expelido pela estrela LL Ori colide com o gás lento que se evapora do centro da Nebulosa de Órion. A superfície na qual os dois ventos colidem pode ser observada como a onda de impacto em forma de crescente, o contrário de uma onda de impacto na superfície da água, provocada pelo deslocamento de um navio, esta onda de impacto interestelar é tridimensional. A região na qual a emissão aparece como filamentar possui uma fronteira bem definida no lado mais distante da estrela LL Ori, mas é difusa no lado oposto, um traço que é comum a muitas outras ondas de impacto. Uma segunda onda de impacto menos bem definida pode ser observada à volta de uma estrela localizada perto do canto superior direito da imagem destacada. Os astrônomos identificaram numerosas frentes de choque nesta complexa região de formação de estrelas e estão a utilizar estes dados para compreenderem os fenômenos complexos associados ao nascimento das estrelas. A Nebulosa de Órion é a região de formação de estrelas de massa elevada mais próxima de nós, a apenas 1.500 anos-luz de distância, e é a maternidade de estrelas mais bem estudada da nossa Galáxia, a Via Láctea.
Créditos:Imagens do Universo
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