25 de out de 2010

Preparando uma Revolução

A astronomia vive actualmente uma época dourada. As últimas décadas trouxeram descobertas fantásticas que impressionaram pessoas de todos os credos, desde os primeiros planetas extrasolares à aceleração do Universo, dominado ele próprio pelas ainda enigmáticas matéria escura e energia escura.
A Europa encontra-se na dianteira em todas as áreas da astronomia contemporânea graças particularmente, aos observatórios terrestres operados pelo ESO, a organização científica e tecnológica intergovernamental em astronomia. O presente desafio é consolidar e fortalecer esta posição em termos de futuro, o que será conseguido através do novo conceito revolucionário de telescópio terrestre, o European Extremely Large Telescope (E-ELT), que contará com um desempenho ordens de magnitude superior ao existente nos actuais observatórios. Um tal telescópio revolucionará, provavelmente, a nossa percepção do Universo, do mesmo modo que a luneta de Galileu o fez há 400 anos. O European Extremely Large Telescope, com um diâmetro de 42 metros encontra-se, neste momento, em fase de análise conceptual detalhada. A decisão final da construção está prevista para 2010, com o começo das operações científicas planeado para 2018. O “olho” do telescópio será quase do tamanho de metade de um campo de futebol em diâmetro e colectará 15 vezes mais radiação do que os maiores telescópios ópticos em funcionamente hoje em dia. O telescópio tem um inovador sistema de cinco espelhos, que inclui óptica adaptativa avançada para corrigir os efeitos da atmosfera turbulenta, obtendo imagens 15 vezes mais nítidas do que as obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. O espelho principal será constituido por quase 1000 segmentos hexagonais.

Os Primeiros Objectos do Universo

Ao investigar os objectos mais distantes, o E-ELT levar-nos-á a compreender melhor a formação dos primeiros objectos formados: estrelas primordiais, galáxias primordiais e buracos negros e suas interacções. Estudos de objectos extremos como os buracos negros tirarão grande proveito das capacidades do E-ELT, ajudando-nos a compreender melhor fenómenos dependentes do tempo que estão ligados aos vários processos em jogo nestes objectos compactos.
O E-ELT foi desenhado a pensar em estudos detalhados das primeiras galáxias e no seguimento da sua evolução através do tempo cósmico. As observações destas galáxias primordiais com o E-ELT ajudarão a compreender como é que estes objectos se formam e se desenvolvem. Além disso, o E-ELT será uma ferramenta única no inventário do conteúdo em mutação dos vários elementos no Universo em função do tempo e na compreensão da história da formação estelar em galáxias.
Um dos objectivos mais interessantes do E-ELT é a possibilidade de medir directamente a aceleração da expansão do Universo. Tal medida terá um enorme impacto no nosso conhecimento do Universo. O E-ELT também procurará as possíveis variações das constantes da física fundamental com o tempo. Uma detecção sem ambiguidades de tais variações terá consequências extraordinárias na nossa compreensão das leis gerais da física.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/astronomy/teles-instr/e-elt_rev.html

O European Extremely Large Telescope

O Maior Olho no Céu do Mundo
Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo. Eles irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrasolares, os primeiros objectos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.
Desde o final de 2005 que o ESO, em conjunto com a comunidade europeia de astrónomos e astrofísicos que utilizam os seus telescópios, está a definir um novo telescópio gigante, instrumento necessário em meados da próxima década. Mais de uma centena de astrónomos de todos os países europeus se encontram envolvidos neste projecto, ajudando o Gabinete de Projectos do ESO a produzir o novo conceito, no qual o desempenho, custos, calendarização e riscos envolvidos foram cuidadosamente avaliados. Conhecido como E-ELT, sigla para European Extremely Large Telescope, este novo telescópio terrestre revolucionário terá 42 metros de diâmetro e será o maior telescópio óptico/próximo infravermelho do mundo: “o maior olho no céu”.
Com o inicio das operações previstas para 2018, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo, será pioneiro num vasto número de assuntos, incluindo a procura de planetas extrasolares do tipo da Terra, que orbitem na chamada zona de habitabilidade, zona onde será possível a existência de vida – o equivalente à procura do Santo Graal da astronomia observacional moderna. Efectuará igualmente “arqueologia estelar” em galáxias próximas, e dará contribuições fundamentais à cosmologia, medindo as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e tentando desvendar a natureza da matéria escura e energia escura. Para além de tudo isto, os astrónomos esperam ainda desvendar novas questões que irão certamente aparecendo com as
novas descobertas do E-ELT.

O E-ELT fará avançar a astronomia de forma considerável. Com um diâmetro de 42 metros e utilizando o conceito de óptica adaptativa, o E-ELT liderá muitas descobertas importantes na área da astronomia.

Uma das missões do E-ELT será a procura de planetas extras-solares: planetas que orbitam outras estrelas. Este estudo incluirá, não só a descoberta de planetas com massas semelhantes à da Terra, através de medidas indirectas de movimentos não esperados por parte da estrela que está a ser perturbada pelos planetas que a orbitam, mas também através de imagens directas de planetas maiores e possivelmente da caracterização das suas atmosferas.
Além disso, o conjunto de instrumentos do E-ELT permitirá aos astrónomos investigar as primeiras fases de formação de sistemas planetários e detectar água e moléculas orgânicas em discos proto-planetários em torno de estrelas em formação. Ou seja, o E-ELT responderá a questões fundamentais relacionadas com a formação de planetas e aproximar-nos-á da resposta à pergunta: estaremos sozinhos? Para além do óbvio interesse científico, esta questão levará a um avanço extraordinário para a Humanidade.

O E-ELT em números

Diâmetro do espelho principal: 42 metros
Superfície de energia colectável: 1300 metros quadrados 
 42 metros de diâmetro

Com o seu espelho principal de 42 metros de diâmetro, este será o maior telescópio a observar na região do visível. Será quatro a cinco vezes maior que os actuais telescópios de última geração e poderá colectar cerca de 15 vezes mais radiação. Será também muito maior que os outros dois telescópios de grandes dimensões que estão a ser projectados, o Telescópio de 30 Metros (Thirty-Meter Telescope) e o Telescópio Gigante de Magalhães (Giant Magellan Telescope).

Quase 1000 segmentos

Não é possível nem aconselhável construir um espelho de tais dimensões numa só peça. Em vez disso, o espelho de 42 metros será composto por cerca de 1000 segmentos hexagonais, com cerca de 1.4 metros de largura e 5 cm de espessura. Todo o conceito do telescópio é, de facto, modular de tal forma que as peças podem ser fabricadas em grandes quantidades, reduzindo assim o custo de maneira drástica. Apenas esta concepção torna possível a construção do E-ELT dentro dum orçamento aceitável.

Sonda registra eclipse de lua em Saturno

                               Os famosos anéis e a própria lua Mimas não podem ser vistos na imagem/Foto: Divulgação
A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma imagem da sombra da lua Mimas, de Saturno, projetada no sul do gigantesco planeta gasoso. Segundo a agência, a imagem foi registrada em 8 de setembro com um filtro especial para comprimentos de onda próximos ao infravermelho (750 nanômetros).
A nave estava a cerca de 2,2 milhões de km de distância de Saturno no momento em que registrou a imagem. A missão Cassini-Huygens é mantida pela Nasa, pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e Agência Espacial Italiana.
Fonte:noticias.terra.com.br

Uma Grande Bola de Estrelas

O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA virou seus poderosos olhos em direção a essa compacta coleção de estrelas observada pela primeira vez há 174 anos atrás. O resultado é uma imagem brilhante da NGC 1806, onde dezenas de milhares de estrelas estão ligadas gravitacionalmente nesse rico aglomerado. Normalmente chamados de aglomerados globulares a maior parte desses objetos são muito antigos tendo se formado em um passado distante quando o universo tinha somente uma fração da idade que tem hoje. O NGC 1806 localiza-se dentro da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da nossa Via Láctea. Ele pode ser observado dentro da constelação de Dorado (o golfinho), em uma área do céu que é melhor vista do hemisfério sul da Terra.
O NGC 1806 foi descoberto em 1836 pelo astrônomo inglês John Herschel. Ele tinha viajado para a África do Sul com a finalidade de catalogar objetos astronômicos melhor vistos das latitudes do hemisfério sul e assim terminar o trabalho começado pelo seu pai William, o homem que criou o termo “aglomerado globular”. Usando um grande telescópio John Herschel vasculhou o céu cuidadosamente e anotou os objetos de interesse, dos quais o NGC 1806 era um deles. No mesmo ano que documentou o NGC 1806 ele também visitou o naturalista Charles Darwin após o HMS Beagle ter parado na Cidade do Cabo. Darwin mais tarde se referiu a John Herschel como sendo um dos nossos grandes filósofos.
O Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble foi usado para obter essa imagem que foi criada a partir de imagens feitas com os filtros azul (F435W colorido em azul), amarelo (F555W, colorido em verde) e infravermelho próximo (F814W colorido em vermelho). O tempo de exposição foi de 770s, 720s e 688s respectivamente e o campo de visão foi de 3.1 por 1.9 minutos de arco. com certeza até mesmo Herschel que fez grandes contribuições para as ciências tanto a astronomia como a filosofia, ficaria imensamente impressionado com o brilho e com os detalhes obtidos nessa imagem pelo Hubble.

Água em Estado Sólido é Detectada Enterrada Próxima do Pólo Sul da Lua

Existe água suficiente na Lua para sustentar futuros astronautas? A questão tem importante implicação se a humanidade deseja usar a Lua como um futuro lar, ou até mesmo como base para outros planetas. No ano passado, para ajudar nessa questão, os cientistas colidiram a sonda orbita da Lua LCROSS em uma cratera que é permanentemente envolvida pelas trevas próximo do pólo sul da Lua. Novas análises dos resultados da pluma emitida pela Cratera Cabeus após a colisão indicam que exista ali mais água do que se pensava anteriormente possivelmente me torno de seis por cento. Adicionalmente a isso, um instrumento na sonda separada chamada LRO que mede os nêutrons indica que mesmo as grandes feições lunares - a maior parte mesmo não estando permanentemente nas trevas - pode conter uma significante quantidade de água congelada e enterrada na subsuperfície da Lua. A imagem acima foi feita pela sonda LRO, as áreas coloridas em azul indicam a presença de um solo relativamente rico em hidrogênio, que acredita-se possua em sua subsuperfície gelo de água. De modo oposto, as áreas em vermelho são provavelmente secas. A localização do pólo sul lunar é também marcada de forma digital na imagem. Qual a profundidade em que se encontram os cristais de gelo permanece um mistério, bem como o quanto será difícil minerar os cristais e purificar essa água para que ela possa ser consumida. A equipe do cienctec, tanto o site como o blog está preparando uma série de artigos com base no conjunto de artigos publicados pela equipe das sondas LRO e LCROSS que saíram na Science. Aguardem!

O Último Suspiro de Uma Estrela Morrendo é Registrado e Eternizado Pelo Hubble

Um último suspiro no estágio final da vida de uma estrela foi registrado e congelado para sempre em uma nova foto feita pelo Telescópio Espacial Hubble. Na foto, o Hubble deu uma olhada profunda na NGC 6210, uma nebulosa planetária curiosa localizada a 6500 anos-luz de distância, na constelação de Hercules. No coração da NGC 6210 está uma estrela um pouco menos massiva do o Sol que está no último período de seu ciclo de vida. Os espasmos de morte de uma estrela ejetam múltiplas conchas de material com diferentes graus de simetria, dando à nebulosa NGC 6210 uma forma estranha com bulbos.

A nova imagem do Hubble mostra a região interna da nebulosa planetária com detalhes sem precedentes, onde a estrela central é envolvida por uma fina bolha azulada que revela delicadas estruturas filamentares. A bolha brilhante aparece atravessada com gás avermelhado assimétrico formado onde buracos, filamentos e pilares são claramente visíveis. Nebulosas planetárias são conchas de gás e poeira expelidas por estrelas próximas do seu fim de vida. Elas são normalmente vistas ao redor de estrelas com tamanhos comparáveis ou um pouco menores em tamanho em relação ao nosso Sol. As nebulosas planetárias, só lembrando, não estão relacionadas com planetas como o nome sugere, mas receberam esse nome por lembrarem planetas gigantes quando observadas através dos primeiros telescópios.

 Uma estrela termina a sua vida quando ela consome o combustível de seu motor termonuclear. O tempo de vida estimado para uma estrela como o Sol é de aproximadamente 10 bilhões de anos. Quando uma estrela está prestes a morrer ela se torna instável e ejeta suas camadas externas em forma de uma nebulosa planetária. O que é deixado para trás é uma fina, porém quente remanescente de estrela conhecida como anã branca. A anã branca dentro da NGC 6210 que é visível no centro da imagem feita pelo Hubble irá esfriar e se apagar de forma lenta. De acordo com a teoria da evolução estelar, nosso Sol irá passar por um destino similar em aproximadamente 5 bilhões de anos.

A NGC 6210 foi descoberta em 1825 pelo astrônomo alemão Friedrich Georg Wihelm Struve. Quando vista por pequenos telescópios ela parece ser um pequeno disco, mas na verdade a nebulosa é bem brilhante. Essa imagem aqui apresentada foi feita com a Wide Field Planetary Camera 2 do Hubble. O Telescópio Espacial Hubble está vasculhando o cosmos a mais de 20 anos. A NASA lançou esse legendário observatório espacial em 1990. Desde então algumas missões do ônibus espacial visitaram o telescópio para fazer reparos e atualizar os instrumentos. O quinto e último vôo de um ônibus espacial para atualizar e arrumar o Hubble aconteceu em Maio de 2009.

A Constelação de Orion dos Pés a Cabeça


Créditos e Direitos Autorais: Rogelio Bernal Andreo
Empacotada na poeira cósmica e no hidrogênio incandescente, os berçários estelares em Orion, o Caçador localizam-se na borda da nuvem molecular gigante localizada a apenas 1500 anos-luz de distância da Terra. Se espalhando por 25 graus essa imagem de tirar o fôlego se estende pela conhecida constelação de Orion dos pés as cabeças. A Grande Nebulosa de Orion, a região de formação de estrela maior e mais próxima da terra está a direita do centro. A esquerda encontra-se a Nebulosa da Cabeça do Cavalo, a M78 e o cinturão de estrelas de Orion. É possível também observar a estrela gigante vermelha Betelgeuse no ombro do caçador, com um brilho azul está Rigel no pé do caçador e a Nebulosa Lambda Orionis (Meissa) está bem a esquerda próximo da cabeça de Orion. Claro que a Nebulosa de Orion e as estrelas brilhantes são fáceis de serem observadas a olho nu, mas as nuvens de poeira e as emissões desse gás interestelar são muito apagados e difíceis de serem registrados. Neste mosaico construído com imagens telescópicas de banda larga, dados adicionais adquiridos com filtros de hidrogênio alfa foram também usados para mostrar o gás hidrogênio energizado e o gigantesco arco conhecido como Arco de Barnard.
Fonte:http://apod.nasa.gov/apod/ap101023.html

Explosão de Raios-X Brilhante Anteriormente Desconhecida é Registrada na Via Láctea

Astrônomos no Japão usando um detector de raios-X a bordo da Estação Espacial Internacional e na Penn State University, usando o observatório espacial Swift da NASA, estão anunciando a descoberta de um objeto que emitiu raios-X recentemente, e que anteriormente estava escondido na nossa Via Láctea na constelação de Centauro.O objeto – um sistema binário – foi revelado recentemente quando um instrumento na Estação Espacial Internacional denominado MAXI (Monitor of All-Sky X-ray Image) a bordo do Exposed Facility do Japanese Experiment Module Kibo o pegou em flagrante no ato da erupção com uma massiva explosão de raios-X conhecida como nova de raios-X.

 A equipe da missão MAXI rapidamente alertou os astrônomos em todo o mundo para a descoberta de uma nova fonte de raios-X as 2:00 a.m EDT na Quarta-Feira, 20 de Outubro de 2010, e assim o Observatório Swift da NASA rapidamente conduziu uma observação urgente com base no alvo de oportunidade nove horas depois, o que permitiu localizar a nova de raios-X e fazer medições precisas. “A Colaboração entre as equipes do MAXI e do Swift nos permite identificar rapidamente e precisamente esse novo objeto”, disse Jamie Kennea, cientista de instrumento do Telescópio de Raios-X Swift na Penn State University que é a instituição líder em analisar os dados do Swift.

“As capacidades do MAXI e do Swift são complementares e neste caso têm proporcionado uma descoberta que não seria possível sem a combinação de conhecimento obtido por ambos”. A detecção do Swift confirmou a presença da fonte de raios-X brilhante anteriormente desconhecida, que foi denominada de MAXI J1409-619. “As observações do Swift sugerem que essa fonte é provavelmente uma estrela de nêutrons ou um buraco negro com uma estrela companheira massiva localizada a uma distância de algumas dezenas de milhares de anos-luz de distância da Terra na Via Láctea”, disse David Burrows, professor de astronomia e astrofísica na Penn State e cientista líder do Telescópio de Raios-X Swift.

“A contribuição do Swift para essa descoberta é que ele pode rapidamente variar sua posição para focar em ponto específico no céu e pode fazer imagem do céu com uma alta sensibilidade e uma alta resolução espacial”. “O MAXI demonstrou sua capacidade ao descobrir uma nova fonte de raios-X a uma grande distância”, disse Kazutaka Yamaoka, professor assistente na Aoyama Gakuin University e membro da equipe do MAXI. “A equipe do MAXI está planejando observações adicionais com satélites da NASA para revelar a identidade dessa fonte”.

Herschel: Há 1 Ano Enviava as Primeiras Imagens Que Desde Então Estão Mudando A Astronomia

A Agência Espacial Européia (ESA) lançou impressionantes imagens novas feitas pelo telescópio espacial Herschel. Com essa manchete há um ano atrás eram anunciados os primeiros resultados obtidos pelo Telescópio Espacial Herschel. As primeiras imagens por ele enviadas para a Terra mostraram principalmente estrelas em formação e têm sido descritas entre as mais importantes imagens já obtidas do espaço por décadas. Os astrônomos esperam que analisando essas imagens, eles serão capazes de responder a perguntas sobre como as estrelas e as galáxias se formaram. O Herschel é o maior telescópio astronômico já colocado no espaço. Ele registrou imagens de poeiras estelares até então invisíveis. Esse é o material que dá origem as galáxias, estrelas, planetas e toda a vida que existe no universo e com os astrônomos estudando esse material será possível seguir como ocorre o ciclo de vida no cosmos. Bruce Swinyard do Rutherford Appleton Laboratory em Oxfordhire no Reino Unido é um dos membros da equipe de pesquisa que desenvolveu o instrumento chamado de Spectral and Photometric Imaging Receiver (SPIRE) que viaja a bordo do Herschel, um dos três instrumentos que fazem parte dos olhos do telescópio. Esses três detectores permitem ao Herschel ver os comprimentos de onda do infravermelho distante e das ondas de rádio sub-milimétricas, permitindo investigar as nuvens de gás e poeira e observar as estrelas que estão ali nascendo.
Essa capacidade também permite ao Herschel observar profundamente o espaço e olhar galáxias que existiam quando o universo tinha somente metade ou até mesmo um quinto da sua idade atual. Esse é um período na história cósmica quando acredita-se que o processo de formação de estrelas era mais prolífico.
O professor Swinyard explicou que procurando por galáxias jovens, o Herscehl será capaz de revelar muito sobre a história de formação das estrelas. Ele disse que as milhares de galáxias que o telescópio detectou permiti aos cientistas testarem modelos de formação de galáxias e descobrir sobre o processo químico que gera as explosões estelares. As imagens do Herschel mostram que aquilo que se imaginava ser um vácuo vazio está na verdade cheio de estrelas. Os astrônomos continuarão a estudar as imagens do Herschel que vêm mostrando que os mecanismos que agem no cosmos podem ser mais diversos e mais complexos do que as atuais teorias sugerem.

A Belíssima Nebulosa Methuselah

A Nebulosa Methuselah (você também pode conhecê-la como “Matusalém”) fica a 4500 anos luz de distância, na constelação do Cisne. Ela  é uma das maiores nebulosas planetárias que conhecemos – ou seja, ela é uma emissão de gás que foi ejetada de uma estrela na fase final de seu período ativo. Você até pode estranhar o nome “planetário” já que a nebulosa não tem, diretamente, nada a ver com planetas. É que os primeiros avistamentos desse tipo de estrutura espacial surgiram no século XVIII e, como os telescópios da época não eram muito sofisticados, elas foram confundidas com planetas a princípio.
A Methuselah tem 15 anos luz de comprimento e, de acordo com sua taxa de expansão, astrônomos estimam que ela tenha a idade de 150 anos. As nebulosas planetárias normalmente só duram de 10 a 20 mil anos (que é um piscar de olhos para estruturas que têm a idade normal de 10 bilhões de anos), já que acontecem porque sua estrela central está virando uma “anã” quente e, eventualmente, ela para de liberar o material que forma a nebulosa.

O Mistério do Nascimento de Estrelas na Nebulosa de Orion

Essa imagem aqui reproduzida mostra uma composição de três cores do jovem objeto Herbig-Haro 34 no estágio protoestelar de evolução a 1500 anos-luz de distância da Terra localizado próximo da Nebulosa de Orion – uma das regiões de nascimento de estrela mais produtiva que existe. Esse objeto é incrível, de uma aparência muito complicada que inclui dois jatos opostos que se espalham na matéria interestelar. Essa estrutura é produzida por bolhas de gás que explodem como projéteis a partir da estrela em alta velocidade (aproximadamente 250 km/s). Isso parece indicar que a estrela está tendo a experiência explosões episódicas quando grande quantidade de material cai do disco que circunda a estrela. A enigmática “cachoeira” a esquerda na imagem ainda é um mistério sem explicação.
Créditos: Ciência e Tecnologia

Medindo as distância das galáxias

Os astrónomos dispõem de duas maneiras principais de encontrar e medir distâncias às galáxias primordiais. Podem obter imagens muito profundas através de diferentes filtros e medir o brilho de muitos objectos a diferentes comprimentos de onda e seguidamente comparar estes brilhos ao que é esperado de galáxias de diferentes tipos em diferentes alturas da história do Universo. Esta é a única maneira disponível actualmente para descobrir galáxias muito pouco luminosas e é a técnica utilizada pela equipa do Hubble. Mas esta técnica nem sempre é fiável. Por exemplo, o que parece ser uma galáxia muito distante e pouco luminosa pode, por vezes, ser simplesmente uma estrela fria na nossa Via Láctea. Uma vez que objectos candidatos são descobertos, medidas mais fiáveis da distância (medidas do desvio para o vermelho) podem ser obtidas ao separar a radiação emitida por um candidato nas suas componentes de cor e procurando indícios da emissão de hidrogénio ou de outros elementos na galáxia. Esta aproximação espectroscópica é o único meio pelo qual os astrónomos podem obter medições de distância o mais fiáveis e exactas possível.
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