26 de out de 2010

NGC 4945: uma prima não muito distante da Via Láctea

            NGC 4945 foi fotografada pelo equipamento Wide Field Imager do telescópio de 2,2 metros do ESO em La Silla no Chile
O ESO lançou uma nova imagem surpreendente da NGC 4945, uma galáxia espiral próxima, que muitos astrônomos julgam ter forte semelhança com a nossa galáxia, a Via Láctea. Embora vista de perfil, as observações sugerem que a NGC 4945 é uma galáxia espiral com braços espirais luminosos e a região central em forma de barra. Excluindo estas semelhanças, a NGC 4945 tem um centro mais brilhante que a Via Láctea, hospedando provavelmente um buraco negro supermassivo, que devora enormes quantidades de matéria e a lança furiosamente energia e matéria ionizada de volta para o espaço. Uma vez que a NGC 4945 se situa a apenas cerca de 13 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Centauro, um pequeno telescópio já é suficiente para que os astrônomos amadores observem esta galáxia extraordinária. A designação da NGC 4945 corresponde ao seu número de entrada no New General Catalogue, compilado pelo astrônomo dinamarquês/irlandês John Louis Emil Dreyer na década de 80 do século XIX.

A descoberta da NGC 4945 foi realizada por James Dunlop, astrônomo escocês, em 1826, na Austrália. Essa nova imagem da NGC 4945 lançada pelo ESO, o Observatório do Sul Europeu, foi obtida pelo Wide Field Imager (WFI), instrumento montado no telescópio de 2,2 metros MPG/ESO no Observatório de La Silla, no Chile. Vista a partir da Terra, a NGC 4945 é visível sob a forma de um charuto, mas na verdade a galáxia é um disco largo, mas pouco espesso, com agrupamentos de estrelas e gás brilhante que se deslocam em movimentos espirais em torno do seu centro. Utilizando filtros ópticos especiais para isolar a cor da radiação emitida pelos gases quentes, como o hidrogênio, a foto mostra intensos contrastes, que indicam zonas de formação estelar.

Observações posteriores revelaram que a NGC 4945 possui um núcleo ativo, o que significa que o seu bojo central emite muito mais energia do que galáxias mais calmas, como a nossa Via Láctea. Os cientistas classificam a NGC 4945 como uma galáxia de Seyfert, de acordo com o astrônomo americano Carl K. Seyfert que, em 1943 publicou um estudo descrevendo as estranhas assinaturas da radiação emitida por alguns núcleos galácticos. Desde então, os astrônomos suspeitam que um buraco negro supermassivo em atividade cause a intensa agitação no centro das galáxias de Seyfert. Os buracos negros atraem gravitacionalmente gás e poeira, acelerando e aquecendo esta matéria atraída até que ela emita radiação de alta energia, incluindo raios gama, raios-X e radiação ultravioleta. As grandes galáxias espirais, como a Via Láctea, hospedam nos seus centros buracos negros supermassivos, embora muitos destes gigantes obscuros não estejam já se “alimentando” ativamente nesta fase de desenvolvimento galáctico. O buraco negro central da Via-Láctea é bem calmo em relação ao que está no centro da NGC 4945.

Com ajuda do Hubble, astrônomos conseguem prever o movimento futuro de estrelas

Com ajuda do telescópio Hubble, astrônomos conseguiram prever o movimento futuro de estrelas do aglomerado Omega Centauro. A distância entre um ponto e outro da estrela, estabelecido nesta concepção artística, equivale ao período de 30 anos Nasa/ESA/J. Anderson e R. van der Marel (STScI)
Astrônomos estão acostumados a observar o passado no espaço. Agora, cientistas utilizaram o telescópio espacial Hubble para olhar para o futuro. Observando o coração da Omega Centauro, um aglomerado globular na Via Láctea, eles calcularam como as estrelas vão se mover nos próximos 10 mil anos.
O aglomerado chama a atenção de observadores do céu desde que o astrônomo Ptolomeu o catalogou pela primeira vez, há 2.000 anos. Ele achava que a Omega Centauro era uma única estrela, quando na verdade a estrutura reúne cerca de 10 milhões delas.
As estrelas são tão próximas umas das outras que só com a visão afiada do Hubble foi possível olhar com mais profundidade para a essência da “colmeia” e medir o movimento das estrelas.
A medição precisa dos movimentos estelares pode trazer informações sobre como esses grupos de estrelas se formaram no Universo e também indicar se há algum buraco negro com massa 10 mil vezes maior que a do Sol entre elas. Analisando imagens de arquivo registradas durante quatro anos pelo Hubble, astrônomos fizeram a medição detalhada dos movimentos de mais de 100 mil residentes do aglomerado, a maior pesquisa do gênero.

Cinco Fatos Sobre a Missão EPOXI ao Cometa Hartley 2

O conceito deste artista mostra-nos pela primeira vez, Deep Impact encontrou um cometa - Tempel 1 em julho de 2005. Deep Impact, agora em uma missão prorrogada chamado EPOXI, voará pelo seu próximo cometa, Hartley 2, em 4 de novembro de 2010. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / UMD
Daqui a uma semana aproximadamente só se vai falar nisso, no dia 4 de Novembro de 2010 a missão EPOXI irá encontrar com o cometa Hartley 2, será a quinta vez que um encontro imediato será realizado entre uma sonda construída pelo homem e um cometa. Vamos aqui descrever cinco fatos importantes que são necessários saber sobre essa missão da NASA ao cometa e que irão nos preparar para uma próxima semana repleta de novidades.
1 – Essa é a quinta vez que os humanos terão um encontro em detalhe e a sonda Deep Impact fez seu quinto sobrevôo pela Terra em um domingo dia 27 de Junho de 2010.
2 – A missão atual chamada de EPOXI é na verdade uma reciclagem da sonda Deep Impact, que colidiu de forma intencional com o cometa Tempel 1 em 4 de Julho de 2005, revelando pela primeira vez o material que constitui as partes mais internas de um cometa. A sonda está agora se aproximando de seu segundo cometa o Hartley 2 o encontro deve ocorrer no dia 4 de Novembro de 2010. A sonda está usando novamente o mesmo conjunto de três equipamentos usados durante a missão Deep Impact: dois telescópios com imageadores digitais para registrar o encontro e um espectrômetro infravermelho.
3 – Embora o cometa Hartley 2 seja menor que o Tempel 1, o cometa anteriormente visitado pela Deep Imapct ele é muito mais ativo. De fato, os astrônomos amadores são capazes de ver o Hartley 2 em locais afastados da poluição luminosa com binóculos e com pequenos telescópios. Os engenheiros desenvolveram a sonda Deep Impact de modo que ela pudesse ao mesmo tempo apontar sua câmera para o cometa Tempel 1 enquanto a sua antena estava voltada para a Terra transmitindo as imagens e os dados registrados. No sobrevôo sobre o Hartley 2 isso não acontecerá. Ela não poderá fotografar o cometa e conversar com a Terra ao mesmo tempo. Os engenheiros então programaram a sonda para dançar ao redor do cometa. A sonda irá gastar uma semana se aproximando do cometa para fazer as imagens e coletar os dados, depois irá se afastar para enviar os dados para a Terra, e essa dança se repetirá várias vezes.
4 – Os cometas são importantes de serem estudados pois eles podem ajudar a entender como o Sistema Solar se formou e evoluiu. Os cometas são na verdade pedaços remanescentes dos blocos fundamentais que formaram o Sistema Solar e acredita-se que eles foram os responsáveis por semear a Terra em seu momento inicial de vida com água e compostos orgânicos. Quanto mais aprendemos sobre esses corpos celestes, na verdade mais estamos aprendendo sobre a história da Terra e do Sistema Solar.
5 – O nome EPOXI é um acrônimo híbrido para duas missões científicas: o Extrasolar Planet Observation and Characterization (EPOCh) e a Deep Impact eXtended Investigation (DIXI). A sonda continua com o nome original Deep Impact, o que mudou foi a missão que agora recebe o nome de EPOXI.

Direto das Profundezas da Galáxia



Embora pareça uma foto, não é. É o que chamamos de uma impressão artística. E essa impressão tem objetivo de mostrar como o aglomerado de estrelas Arches aparece a partir de um ponto de vista profundo da nossa Via Láctea. Escondido da nossa visão direta, esse massivo aglomerado localiza-se a 25000 anos-luz de distância da Terra e é o mais denso conjunto de estrelas jovens da nossa galáxia que se tem conhecimento. A ilustração foi feita com base nas observações em infravermelho feitas pelo Hubble e por telescópios baseados em Terra, que conseguem eliminar o efeito do núcleo empoeirado da galáxia e registrar imagens desse luminoso aglomerado com aproximadamente 2000 estrelas.
Image Credit: Artist's Concept/NASA/ESA/STScI

As Estrelas Que Nascem do Ninho da Águia


A águia tem aumentado: torre Estelar na Nebulosa da Águia. Crédito: ESA, NASA, e The Hubble Heritage Team STScI / AURA)
Parecendo uma criatura alada de contos de fada sobre seu pedestal, esse objeto é na verdade uma torre de gás frio e poeira que se levanta de um berçário estelar chamado de Nebulosa da Águia. A torre tem 9.5 anos-luz de altura, ou algo em torno de 90 trilhões de quilômetros de altura, ou seja, duas vezes a distância do Sol até a sua estrela mais próxima.As estrelas na Nebulosa da Águia estão nascendo em nuvens de hidrogênio frio que reside em uma vizinhança caótica, onde a energia das jovens estrelas esculpe essa paisagem como contos de fantasia no gás.

A torre pode ser uma incubadora gigante para essas estrelas recém nascidas. Uma corrente de luz ultravioleta de uma banda de estrelas quentes e massivas está erodindo o pilar. A luz das estrelas também é responsável por iluminar a superfície rugosa da torre. Faixas fantasmas de gás podem ser vistas fervendo a partir da superfície, criando uma nuvem ao redor da estrutura e destacando sua forma tridimensional. A coluna tem sua silhueta destacada contra o fundo de gás mais distante brilhante. A borda da nuvem de hidrogênio escura no topo da torre está resistindo a erosão, de maneira semelhante ao de uma mata nomeio de um campo de grama da pradaria que está sendo varrida pelo fogo.

O fogo queima rapidamente a grama, mas diminui quando ele encontra a mata densa. Nesta analogia celeste, as nuvens de gás hidrogênio e poeira sobrevivem mais do que seus arredores, perante uma explosão de luz ultravioleta do jovens estrelas quentes. Dentro da torre gasosa, as estrelas podem estar se formando. Algumas dessas estrelas podem ter sido criadas por um gás denso que colapsou com a gravidade. Outras estrelas podem estar se formando devido a pressão do gás que tem sido aquecido pelas estrelas vizinhas quentes. A primeira onda de estrelas pode ter iniciado a sua formação antes que o aglomerado massivo de estrelas começasse a emanar a sua luz.

O nascimento das estrelas pode ter iniciado quando regiões mais densas de gás frio dentro da torre começou a colapsar sobre o seu próprio peso feito de estrelas. Os saltos e dedos de material no centro da torre são exemplos dessas áreas de nascimento estelar. Essas regiões parecem menores mas elas são do tamanho do nosso sistema solar. As jovens estrelas continuam a crescer à medida que elas se alimentam de uma nuvem de gás circundante. Elas pararam de crescer abruptamente quando a luz do aglomerado de estrelas descobrem seus braços gasosos separando-os do seu fornecimento de gás.

Ironicamente, a luz intensa dos jovens aglomerados podem induzir o processo de formação de estrelas em algumas regiões da torre. Os exemplos podem ser visto em grandes aglomerados brilhantes e em forma de protuberâncias no topo da estrutura. As estrelas podem estar aquecendo o gás no topo da torre e criando frentes de choque, como pode ser visto pelo anel brilhante de material que delimita a borda da nebulosa no topo a esquerda. À medida que o gás aquecido se expande ele age como uma bateria empurrando contra o gás frio mais escuro.

A intensa pressão comprimi o gás fazendo com que seja mais fácil para as estrelas se formarem. Esse cenário pode continuar à medida que a frente de choque se move mais vagarosamente para baixo da torre. As cores dominantes na imagem foram produzidas pelo gás energizado pela poderosa luz ultravioleta do aglomerado. A cor azul no topo vem do oxigênio incandescente. A cor vermelha na região inferior é proveniente do hidrogênio incandescente. A imagem da Nebulosa da Águia foi feita em Novembro de 2004 com a Advanced Camera for Surveys a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA

NASA afirma que grandes quantidades de água na Lua podem ser usadas

Recentemente, a NASA afirmou que há “oásis” de solos ricos em água que poderiam sustentar os astronautas na Lua.
Cientistas estudaram os resultados completos de uma experiência que colidiu um foguete e uma sonda em uma cratera lunar no ano passado. O impacto levantou grandes quantidades de rocha e poeira, revelando um conjunto de compostos químicos fascinantes, e muito mais água do que qualquer um imaginaria.
A NASA afirmou que cerca de 155 kg de vapor de água e água congelada se fundiram para fora da cratera. A análise dos pesquisadores sugere que 5,6% do peso do solo no local de impacto é água congelada.
Os astrônomos disseram que mesmo em pequenas concentrações dessas há potencial para muita água. E ela está sob a forma de grãos de gelo, o que é bom porque a água congelada é um recurso muito fácil de trabalhar. Só é necessário levá-la à temperatura ambiente para retirá-la da sujeira com facilidade. O foguete e a sonda da NASA alvejaram a cratera Cabeus, uma depressão profunda e escura no pólo sul da Lua, considerado um local com boas chances de haver gelo. O conjunto dos instrumentos utilizados nessa experiência determinou que 20% da poeira do local era feita de compostos voláteis, incluindo metano, amônia, gás hidrogênio, dióxido de carbono e monóxido de carbono. Além disso, os instrumentos observaram quantidades relativamente grandes de alguns metais, como sódio e mercúrio. Havia até sinais, embora minúsculos, de prata.
Segundo os cientistas, a água e a mistura de voláteis poderiam ser restos do impacto de cometas ou asteróides, e um número de substâncias químicas complexas e processos físicos estão trabalhando no ciclo e migração dessas substâncias em torno da Lua.
A água congelada não é distribuída uniformemente em todo o pólo sul. Pelo contrário, é mantida em bolsões. Alguns desses oásis são, como em Cabeus, encontrados em sombras onde instrumentos espaciais tem sentido temperaturas abaixo de 244° C negativos. Sob tais condições, o gelo permanecerá fixo durante bilhões de anos.
Mas a pesquisa indica que há, provavelmente, água congelada mesmo em áreas que recebem alguma luz solar durante o ano, desde que esta esteja enterrada no solo.
As regiões recém-descobertas são muito extensas. Segundo os cientistas, isso pode facilitar futuras explorações humanas ou robóticas na busca por uma compreensão do gelo lunar, bem como a sua potencial utilização como recurso. Em vez de ter de enfrentar o frio e o escuro em uma sombra permanente, eles poderiam pesquisar áreas mais convencionais, nas quais o sol brilha, pelo menos durante uma parte do ano, e através da escavação de uma pequena distância abaixo da superfície, ter acesso ao gelo.

Foto espacial: eclipse solar visto do espaço

O Observatório Solar Dynamics (SDO), da Nasa, capturou essa imagem incrível quando a Lua passou entre ela e o Sol. O eclipse é parcial, mas mesmo assim tem um efeito muito bonito.
Cientistas acreditam que a imagem vai além da beleza – eles pretendem usá-la para entender como a difração pode alterar a “visão” dos telescópios e corrigir esse efeito. A bordo do SDO está o Instrumento de Imagens Heliosísmicas e Magnéticas , que, como o nome já diz, mede campos magnéticos assim como ondulações na superfície do Sol causadas pela zona de convecção da estrela. Esses dados ajudam os astrônomos a compreender a influência do Sol sobre a Terra.
O SDO foi lançado pela Nasa em fevereiro desse ano, a bordo da Atlas V
Fonte:www.hypescience.com
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