3 de nov de 2010

A Nebulosa do Colar

A pequena constelação de Sagitta guarda essa grande preciosidade da joalharia cósmica, chamada de Nebulosa do Colar. O novo exemplo descoberto de nebulosa planetária em forma de anel está localizado a 15000 anos-luz de distância da Terra. Ela tem um anel brilhante com pérolas de gás brilhando com meio ano-luz de comprimento. As nebulosas planetárias são criadas quando estrelas como o Sol estão na fase final de sua evolução. Mas a estrela central da Nebulosa do Colar, próxima do centro do anel altamente deslocado do nosso ponto de vista tem se mostrado como sendo uma estrela binária, um sistema próximo de duas estrelas com um período orbital de um dia. Os astrônomos estimaram a idade aparente do anel em aproximadamente 5000 anos e também descobriram mais nuvens distantes de gás perpendiculares ao plano do anel, observado na imagem no canto superior e inferior direito. Essas nuvens foram ejetadas aproximadamente 5 anos antes da formação das nuvens que formam o colar. A imagem é colorida de forma falsa e tem o objetivo de mostrar as emissões de hidrogênio ionizado em azul, de oxigênio em verde e de nitrogênio em vermelho.
Fonte:http://apod.nasa.gov/apod/ap101103.html

Espículos: Jatos no Sol

Imagine um duto tão largo que a Terra caberia dentro dele. Agora imagine que esse duto está preenchido com gás quente se movendo a 50000 km/h. Depois imagine que esse duto não é feito de metal mas sim de um campo magnético transparente. Com isso você acabou de visionar apenas um dos milhares dos jovens espículos ativos presentes no Sol. A imagem aqui reproduzida é uma das imagens de mais alta resolução já feita desses tubos de fluxo solar. A linha de um espículo aparece na parte superior da imagem acima da região ativa 11092 que cruzou o Sol no mês passado, mas são particularmente evidentes cobrindo a mancha solar no canto inferior esquerdo. Uma seqüência de imagens mostrou recentemente que os espículos podem durar aproximadamente cinco minutos, começando à medida que os tubos altos erguem o gás mas eventualmente se apagam à medida que o pico de gás passa e eles retornam para o Sol. O que determina a criação e a dinâmica dos espículos ainda é um tópico ativo de pesquisas.

Mais Uma Nebulosa Planetária a Parte Remanescente de uma Estrela como o Sol

            Os restos de uma estrela tipo-Sol. Crédito: ESA, NASA, e do Hubble Heritage Team (STScI / AURA)
O Telescópio Espacial Hubble fez imagens que mostram detalhes da nebulosa planetária conhecida como NGC 2818, que se localiza na constelação do céu do sul de Pyxis (a Bússola). A espetacular estrutura da nebulosa planetária contém as camadas externas de uma estrela que foi expelida para o espaço interestelar. As conchas gasosas incandescentes na nebulosa foram expulsas pela estrela central após ela ter consumido todo o combustível que sustentava as reações nucleares em seu núcleo. O nosso Sol irá experimentar o mesmo processo, mas só daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos. As nebulosas planetárias se apagam de forma gradativa durante um período de dezenas de milhares de anos. O núcleo remanescente estelar da NGX 2818 é quente e irá eventualmente esfriar e levará bilhões de anos para então formar uma anã branca. A NGC 2818 é freqüentemente anunciada como uma das nebulosas planetárias da galáxia que são descobertas como um um dos membros de um aglomerado aberto de estrelas. O outro caso celebrado de forma semelhante acontece com a nebulosa planetária NGC 2438 localizada no aglomerado aberto de estrelas designado como Messier 46. Investigações recentes, contudo, sugerem que em ambos os casos tudo isso não passa de uma questão de alinhamento, a partir do momento que os objetos estão localizados de verdade em distâncias diferentes ao longo da mesma linha de visão. Até o momento só existe um caso bem estabelecido de uma nebulosa planetária galáctica localizada em em aglomerado aberto. As nebulosas planetárias já foram detectadas em algumas aglomerados globulares de estrelas na nossa galáxia. Esse pacote densamente habitado e gravitacionalmente unido com mais de 100 bilhões de estrelas são muito mais velhos do que os aglomerados abertos que funcionam como uma contrapartida aos aglomerados globulares. Essa imagem do Hubble foi feita em Novembro de 2008 com a Wide Field Planetary Camera 2. As cores na imagem representam o intervalo de emissões vindas das nuvens da nebulosa, onde o vermelho representa o nitrogênio, o verde representa o hidrogênio e o azul o oxigênio.

A Sonda Cassini Observa os Anéis de Saturno Oscilando como Uma Pequena Galáxia

Os cientistas acreditam que finalmente entenderam por que uma das regiões mais dinâmicas dos anéis de Saturno possuem uma forma irregular e variável, eles conseguiram essas novas idéias graças a imagens registradas pela sonda Cassini da NASA.

Você pode ler a postagem completa em:
Créditos: Ciência e Tecnologia

Planando em Marte

Há mais de 30 anos, satélites, sondas e jipes têm explorado Marte, quase que continuamente. Esses instrumentos já revelaram que Marte teve condições de ter abrigado vida no passado, ou mesmo de abrigar vida hoje, com a descoberta de água congelada no seu polo norte, ou as plumas de metano em sua atmosfera. Estudos mostram que vida microbiana poderia subreviver no subsolo, a uma profundidade de 30 centímetros, por exemplo. Marte é relativamente bem pesquisado, com satélites em órbitas elevadas que produzem informações com precisão de centenas de quilômetros e têm um alcance global, ou com sondas estáticas ou móveis que colhem dados com precisão de centímetros, mas têm cobertura de alguns quilômetros, se tanto. Existe um meio termo ainda inexplorado, mas muito promissor para as “plataformas aéreas”. Plataforma aérea é o termo técnico-chique para aeroplanos. Sim, tem gente pensando (seriamente) em soltar aviões em Marte! Aviões-laboratório poderiam ser lançados e voariam na atmosfera de Marte a uma altura de 1,5 km, mais ou menos. Deste ponto de vista, esses instrumentos poderiam preencher uma lacuna ainda inexplorada de Marte: os satélites estão todos muito alto e os jipes estão todos muito baixo.
Na verdade, já existe um projeto muito adiantado para um avião desses, o Ares, que tem um protótipo desenvolvido. Ele foi um dos quatro finalistas que concorreram para financiamento da Nasa em 2002, mas a vencedora daquela concorrência foi a sonda Phoenix.
Os objetivos da missão do Ares seriam estudar o magnetismo da crosta de Marte, a composição química, a estratificação e a dinâmica da atmosfera, bem como da presença de água próximo à superfície. Para o estudo da atmosfera, o Ares pode recolher amostras a cada 3 minutos durante seu voo, que cobriria mais de mil quilômetros da superfície marciana. Mas seu principal uso seria sobrevoar montanhas, vales e qualquer terreno acidentado – evitado pelos jipes e sondas de superfície.
A viabilidade do projeto já foi provada com um teste em 2002, quando um protótipo 50% menor que o original foi lançado a 35 km de altitude por um balão de hélio. Ele se soltou sozinho, se desdobrou e após 90 minutos de voo pousou tranquilamente em uma pista. Na versão original, o Ares tem 5 metros de comprimento e 6,5 m de envergadura. Na missão real, o aeroplano seria lançado a uns 30 km de altitude e teria de se desdobrar também. Depois disso, um foguete o colocaria na altura correta e ele passaria a coletar seus dados. Uma grande desvantagem é que seu suprimento de combustível só daria para manter o voo durante duas horas. Comparativamente, os jipes marcianos estão durando anos. Os satélites, quase uma década. Mas antes de acabar o combustível, o Ares poderia pousar suavemente e passar a atuar como uma sonda estática, como a Mars Polar Land ou a Phoenix.
Testado e aprovado, o Ares aguarda por financiamento da Nasa para finalmente voar em Marte.

Regiões de Formação de Estrelas São Identificadas No Complexo de Nuvens Moleculares Circinus pelo WISE

O Wide-Field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA descobriu uma população de jovens objetos estelares em um complexo de nuvens densas e escuras localizadas na constelação do sul Circinus. Esse mosaico feito pelo WISE cobre uma área do céu tão grande que nesse gride caberiam 11 luas no comprimento e 7 luas na altura. A nuvem está localizada a aproximadamente 2280 anos-luz de distância da Terra e se espalha por mais de 180 anos-luz de comprimento. Quando uma nuvem interestelar torna-se densa e fria o suficiente, moléculas começam a se formar nessa nuvem e por isso os astrônomos chamam essas estruturas de nuvens moleculares. Nuvens moleculares são locais onde as estrelas se formam primeiro, e os astrônomos as estudam esperando aprender sobre os estágios iniciais das vidas das estrelas. Essas nuvens são tão densas que a poeira dentro delas bloqueia a luz que é emitida no comprimento do espectro visível. Os telescópios que só captam esses comprimentos de onda somente detectam pedaços escuros no céu chamados de nebulosas escuras. A visão infravermelha do WISE foi capaz de olhar através da nuvem e observar a luz emanada pela poeira e pelas estrelas novas em formação localizadas dentro dela. As cores usadas na imagem aqui reproduzida representam comprimentos de onda específicos do infravermelho. Azul e ciano representam a luz emitida em comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícrons, que são emitidos predominantemente pelas estrelas. As cores verde e vermelha representam a luz de 12 e 22 mícrons, respectivamente, que são emitidas predominantemente pela poeira. Na porção oeste da nuvem (à direita do centro da imagem) existe um proeminente aglomerado que mostra suas fontes com cores avermelhadas. Essa é a luz que vem de uma intensa fonte quente de poeira concentrada. isso é o que os astrônomos chamam de jovens objetos estelares, estrelas tão jovens que ainda estão por iniciar o processo de fissão nuclear em seus núcleos e estão envelopadas por casulos de poeira. Essas estrelas jovens também energizam jatos de gás de grande escala que são detectados por rádio-telescópios. À medida que essas jovens estrelas se desenvolvem elas irão emergir de seus casulos e começar a iluminar as redondezas, fazendo com que a Nuvem Circinus brilhe na luz visível. Pode ser observado também nessa imagem do WISE a estrela mais brilhante no canto superior direito que é chamada de IRAS 14484-6152, uma estrela gigante constituída de carbono. O objeto vermelho a esquerda da brilhante nebulosidade é uma estrela do Tipo O. Ela deriva sua cor vermelha da poeira ao redor que está sendo aquecida por essa estrela massiva.
Fonte e Créditos: http://www.cienctec.com.br

Sobre as atmosferas dos exoplanetas, o que sabemos? E o que não sabemos?

O que acontece na atmosfera de um mundo gravitacionalmente amarrado na zona habitável de uma anã vermelha? Há um trabalho sólido que sugere através de simulações que há condições de habitabilidade a existir por lá, mas também é verdade que estamos na fase inicial das investigações e ainda não temos exemplos concretos para trabalharmos. Tirar conclusões precipitadas é sempre perigoso, principalmente quando estamos falando sobre detalhes da circulação atmosférica em um exoplaneta que ninguém jamais observou diretamente.
Exoplaneta em Gliese 581 visto por sua exolua. Como é que a sua atmosfera se comporta? Crédito: Lynette Cook

Vamos tomar, por exemplo, o recente caso de Gliese 581g, supondo que este exoplaneta realmente exista (há controvérsias quanto a isso, ou seja, a descoberta de Gliese 581g ainda carece de uma confirmação independente, veja a situação aqui na enciclopédia de exoplanetas), podemos colocá-lo na zona de temperatura que favoreça a vida. Há um fato que não sabemos, entretanto, se estamos falando aqui de um mundo aquático coberto inteiramente com profundo oceano, um exoplaneta que migrou de uma região além da linha do gelo para sua posição atual. Por outro lado, se até mesmo supormos que Gliese 581g seja um exoplaneta rochoso, com uma atmosfera substancial, nossas simulações da circulação atmosférica apenas representam o melhor que conhecemos. Isso é apenas o início deste jogo e devemos esperar surpresas.
Impressão artística mostra a área mais aquecida do exoplaneta Upsilon Andromedae b, que não reside na área sempre voltada para sua estrela, como era de se esperar em sistemas gravitacionalmente amarrados. Inexplicavelmente a mancha quente se situa 80 graus de longitude afastada da região mais próxima da estrela. Os astrônomos estão 'coçando suas cabeças' para resolver este enigma. Crédito: NASA/JPL


Uma lição de um “Júpiter-quente”

Um exemplo instrutivo é o caso do exoplaneta Upsilon Andromeda b, que, embora não esteja obviamente em uma região habitável (reside em uma órbita tipo ‘Júpiter-quente’, amarrado gravitacionalmente a sua estrela, um sol da classe F, com um curto período de 4,6 dias), gerou informações úteis sobre as condições da sua própria atmosfera. A noção presumida de que um exoplaneta “preso gravitacionalmente” deverá ter a sua região mais quente no centro da face voltada para seu sol tornou-se falsa, a discrepância observada neste sistema é notável.. As observações recentes através do Telescópio Espacial Spitzer nos informam que ‘ponto quente’ em Upsilon Andromedae b está desviado de 80º de longitude da posição do exoplaneta mais próxima da estrela ou seja, está ao lado do exoplaneta. O local mais quente não é a área voltada para a sua estrela!Ian Crossfield, principal autor do artigo, declarou sobre a descoberta em Upsilon Andromeda b: “Nós realmente não esperávamos encontrar um ponto quente com tão grande deslocamento. Está claro que nós entendemos até menos ainda sobre a energética atmosfera de Júpiter quente do que antes pensávamos.”  O cenário encontrado em Upsilon Andromedae b é, portanto, um sinal de advertência, sobre os perigos dos excessos de extrapolações. Devemos considerar a ciência atmosférica de um exoplaneta, em todo caso, como uma disciplina ainda ‘recém-nascida’. Além das simulações atmosféricas em exoplanetas orbitando anãs vermelhas (Joshi, Haberl e Reynolds na NASA Ames Center fizeram o primeiro trabalho sobre isso em um artigo de 1997, na Icarus), temos nos concentrado quase inteiramente no estudo de Júpiteres quentes, usando seus trânsitos quando disponíveis para conhecer suas composições atmosféricas. Nós já encontramos água, metano, dióxido de carbono e monóxido de carbono em suas atmosferas, em uma série notável de investigações.
PIA13493 - exoplaneta Upsilon Andromedae b - a curva de calor medida pelo Spitzer mostrou onde fica a região quente deste exoplaneta, deslocada 80° da posição onde teoricamente deveria residir. Crédito: NASA/JPL/Caltech
O observatório Spitzer mediu a luz total do exoplaneta Upsilon Andromedae b e sua estrela na faixa do espectro do infravermelho e descobriu uma distribuição de temperatura incomum. O sistema torna-se mais brilhante quando o exoplaneta está ao lado da estrela visto da Terra, e não quando ele está por trás da estrela, mostrando seu lado voltado para seu sol (Upsilon Andromedae b não realiza trânsito). Compete aos especialistas teóricos buscar uma solução para este último enigma atmosférico. Nas razões estão propostas desde as interações magnéticas exoplaneta versus estrela até os efeitos dos ventos supersônicos, mas suspeita-se que iremos em breve ouvir sobre novas possibilidades.

O perigo de se presumir prematuramente

Vamos voltar para a questão do exoplaneta orbitando uma anã vermelha. Temos que ser cautelosos ao fazer suposições tanto sobre o ainda não-confirmado exoplaneta Gliese 581g quanto sobre qualquer outro exoplaneta a ser descoberto orbitando na zona habitável de uma anã vermelha. Podemos ser até otimistas, mas há cenários com possibilidades que ainda desconhecemos. Suponhamos então que Gl 581 g seja, na verdade, um exoplaneta oceânico. O artigo escrito por Timothy Merlis e Schneider Tapio (Caltech) oferece resultados encorajadores sobre exoplanetas oceânicos bloqueados gravitacionalmente com temperaturas moderadas e uma super-rotação de sua atmosfera que mantém um clima ameno (curiosamente, neste estudo, as partes mais frias do exoplaneta
são os pólos e não o ponto anti-estelar).

Cautela é o que nos resta…

É possível que um mundo rochoso na zona habitável seja igualmente moderado em suas temperaturas? Os seus padrões de precipitação iriam seguir as regras sugeridas por Merlis e Schneider para um mundo aquático? Podemos especular tudo o que quisermos sobre o ciclo hidrológico e assim por diante, mas é o encontro entre a teoria (e as simulações) com os dados observacionais que abastece o desenvolvimento cientifico, já que hoje só temos um caso conhecido, o de Upsilon Andromedae b. Até o dia em que tivermos coletado uma coleção de observações sobre exoplanetas amarrados gravitacionalmente a anãs vermelhas (além dos dados indiretos onde aparecem inseridos como fantasmas nas detecções pelo método de velocidade radial), a cautela contínua ao inferir sobre sua habitabilidade deve nortear as nossas estimativas.

Astrônomos descobrem mudança climática em escala cósmica

Este gráfico mostra a temperatura do meio intergaláctico quando o Universo tinha entre um e três bilhões de anos, sobreposta com uma impressão artística do surgimento das galáxias. A região sombreada mostra a faixa de possíveis temperaturas, medidas pela equipe.[Imagem: Amanda Smith / IoA]

Aquecimento cósmico

Uma equipe de astrônomos encontrou indícios de que o Universo pode ter passado por uma tendência de aquecimento no início de sua história. Eles mediram a temperatura do gás que se encontra entre as galáxias e encontraram uma indicação clara de que sua temperatura aumentou de forma constante durante o período entre um décimo e um quarto de sua idade atual. Essa mudança climática cósmica foi provavelmente causada pela gigantesca quantidade de energia gerada pelas jovens galáxias, muito ativas durante essa época. "No início da história do Universo, a grande maioria da matéria não estava em estrelas ou galáxias," explica o astrônomo George Becker, da Universidade de Cambridge. "Ao contrário, ela estava espalhada na forma de um gás muito fino que preenchia todo o espaço."

Registro fóssil do clima cósmico

A equipe liderada por Becker foi capaz de medir a temperatura desse gás utilizando a luz de objetos distantes, chamadas quasares. "O gás, que fica entre nós e o quasar, acrescenta uma série de marcas à luz desses objetos extremamente brilhantes," explica Becker."Analisando como essas impressões bloqueiam parcialmente a luz dos quasares podemos inferir muitas das propriedades do gás absorvente, tais como onde ele está, do que é feito e qual é a sua temperatura." A luz do quasar que os astrônomos estudaram tem mais de dez bilhões de anos de idade no momento em que chega à Terra, tendo viajado através de vastas áreas do universo. Cada nuvem de gás intergaláctica que a luz atravessou durante essa jornada deixou sua própria marca, e o efeito acumulado pode ser usado como um registro fóssil da temperatura no início do universo. "Assim como o clima da Terra pode ser estudado através de núcleos de gelo e anéis de árvores," explica Becker, "a luz dos quasares contém um registro da história do clima do cosmos." É claro que há grandes diferenças de magnitude nessas medições de temperatura. "Um bilhão de anos após o Big Bang, o gás que medimos tinha uma temperatura bem 'fria' de 8.000 graus Celsius. Três e meio bilhões de anos mais tarde a temperatura havia subido para pelo menos 12.000 graus Celsius," diz o astrônomo.

Padrão do clima cósmico

A tendência de aquecimento contraria o "padrão normal" atribuído ao clima cósmico. Segundo as teorias atuais, o Universo deveria esfriar ao longo do tempo. À medida que o cosmos se expande, o gás deve ficar mais frio, como o gás que escapa de uma lata de aerossol. Os prováveis culpados desse aquecimento intergaláctico são os próprios quasares," explica Martin Haehnelt, coautor do estudo. "Durante o período da história cósmica estudada pela equipe, os quasares estavam se tornando muito mais comuns. Esses objetos, que se acredita serem buracos negros gigantes engolindo matéria no centro das galáxias, emitem enormes quantidades de luz ultravioleta de alta energia. Esses raios UV teriam interagido com o gás intergaláctico, criando o aumento da temperatura que observamos."


Depósitos de sílica podem preservar evidências de vida em Marte

Depósitos minerais de mais de 3 bilhões de anos encontrados em um vulcão de Marte podem preservar sinais de um ambiente habitável no planeta vermelho. Observações do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) permitiram que pesquisadores identificassem o mineral como sílica hidratada, e determinassem seu contexto. A composição dos depósitos e sua localização, nos flancos de um cone vulcânico, são a melhor evidência já descoberta em Marte de um ambiente hidrotermal - uma fumarola, ou nascente de água quente - diz nota emitida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. Ambientes semelhantes podem ter fornecido hábitats para as primeiras formas de vida na Terra. "O calor e a água necessários para criar esse depósito provavelmente fizeram dessa uma zona habitável", disse J.R. Skok, da Universidade Brown, principal autor do artigo com essas descobertas, publicado na revista Nature Geoscience. "Se houve vida ali, este seria um tipo promissor de depósito para sepultá-la - um necrotério de micróbios". Nenhum estudo ainda foi capaz de determinar se Marte já teve vida no passado.Os novos resultados se unem à massa de evidência de que, em algumas épocas e lugares, o planeta pode ter tido ambientes capazes de sustentar micro-organismos. O pequeno cone vulcânico se ergue cerca de 100 metros acima do fundo de uma depressão chamada Nili Patera.
A patera, que é o fundo de uma caldeira vulcânica, ocupa cerca de 50 km da região vulcânica de Syrtis Major, na zona equatorial de Marte. Antes que o cone se formasse, fluxos de lava cobriam as planícies próximas. O desmoronamento de uma câmara de magma subterrânea da onde a lava emanava criou a depressão. Fluxos de lava subsequentes cobriram o chão da Nili Patera. O cone foi construído de fluxos ainda posteriores, aparentemente depois que o magma subterrâneo adquiriu uma textura espessa o bastante para permitir a acumulação de material sob a forma de um cone. Observações de câmeras do MRO revelaram superfícies brilhantes perto do topo do cone, espalhando-se pelos flancos, e no chão dos arredores. A composição dessas áreas brilhantes foi analisada por um instrumento a bordo do MRO. A sílica pode ser dissolvida, transportada e concentrada por água quente. A sílica hidratada identificada nos locais mais elevados indica que nascentes de água quente ou fumarolas alimentadas por calor interno criaram os depósitos. As zonas habitáveis, se existiram, teriam estado dentro ou na periferia das vias condutoras de água quente.

Robô atolado em Marte encontra indícios de água

Este mosaico de imagens mostra o solo à frente do robô Spirit, onde foram encontradas camadas extratificadas que indicam a infiltração de água. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Cornell University]


Laboratório em Marte

Parece que o plano de transformar o robô marciano Spirit em um laboratório fixo está dando mais resultados do que deixá-lo andando por Marte. Cientistas da NASA acabam de anunciar que o terreno onde o robô está encalhado desde o ano passado tem indícios de que água líquida, oriunda provavelmente de neve derretida, escorreu para o subsolo de forma contínua em um passado geologicamente recente. Depois de inúmeras tentativas para desatolar o robô, preso pelo umbigo em uma pedra, depois que suas rodas afundaram na areia mais do que o previsto, a NASA optou por transformar o Spirit em um laboratório fixo em Marte. Apesar disso, alguns membros da missão ainda têm esperança de que, no próximo verão marciano, os painéis solares do robô recebam energia suficiente para novas tentativas de movê-lo. Mas a experiência está mostrando que uma parada de vez em quando faz bem, mesmo para robôs.

Infiltração de água

Os instrumentos do Spirit identificaram camadas de solo estratificadas, com diferentes composições, próximas à superfície, sendo que os minerais mais solúveis desceram para camadas mais profundas do que os minerais não-solúveis. A melhor hipótese para a observação é que a água fluiu do solo para o subsolo, diluindo os minerais e levando-os para camadas mais profundas. A análise é assinada por nada menos do que 37 cientistas, em um artigo publicado no Journal of Geophysical Research. A infiltração poderia ter acontecido durante as mudanças climáticas cíclicas do planeta, nos períodos em que Marte sofre uma inclinação em seu eixo. A inclinação do eixo de rotação varia em escalas de tempo de centenas de milhares de anos. Os minerais insolúveis mais próximos da superfície incluem o que parece ser hematita, sílica e gesso. Sulfatos férricos, que são mais solúveis, parecem ter sido dissolvido e levados junto com a água para camadas mais profundas. Nenhum desses minerais foi encontrado exposto na superfície, que é coberta por areia e poeira. O irmão gêmeo do Spirit, o robô Opportunity, continua em uma longa jornada rumo a uma grande cratera, chamada Endeavour. Ele está agora a cerca de 8 quilômetros de distância de seu objetivo.
Fonte: Inovação Tecnologica

Sonda da NASA foi atingida por objeto no espaço

O objeto, provavelmente um meteorito, parece ter atingido a ponta cônica (embaixo à direita) de uma das "antenas" da sonda espacial.[Imagem: NASA]

Trombada espacial

Dados transmitidos pela Themis-B, uma das duas espaçonaves da missão ARTEMIS, indicam que a sonda espacial pode ter sido atingida por um objeto, provavelmente um pequeno meteoro. O choque, que aconteceu no último dia 14 de Outubro, e só agora revelado pela NASA, parece ter atingido a ponta esférica na extremidade de um dos instrumentos EFI (Electric Field Instrument: instrumento de campo elétrico). Apesar do choque, todos os demais instrumentos científicos continuam a recolher dados e transmiti-los de volta à Terra: "a sonda e os instrumentos científicos a bordo da nave continuam a operar nominalmente" afirmou a NASA em comunicado. Com isto, a inserção da sonda na órbita de Lissajous não será interrompida, devendo ocorrer conforme previsto. Além dos controladores de voo, os cientistas da missão continuam analisando os dados para verificar algum dano eventual ainda não detectado.

Partículas energéticas

ARTEMIS é um acrônimo para "Aceleração, Reconexão, Turbulência e Eletrodinâmica da Interação da Lua com o Sol" (Acceleration, Reconnection, Turbulence and Electrodynamics of the Moon's Interaction with the Sun). A missão ARTEMIS usa duas das cinco sondas espaciais da missão THEMIS, que foram lançadas em 2007 e concluíram com êxito sua missão inicial no início de 2010.
As duas sondas farão medições simultâneas de partículas e de campos elétricos e magnéticos de dois locais diferentes para fornecer a primeira perspectiva tridimensional de como a aceleração das partículas energéticas ocorre perto da órbita da Lua, na magnetosfera distante e no vento solar.

Proteger a Terra contra asteroides requer cooperação, diz astronauta

        A Nasa rastreia cerca de 7.000 objetos próximo da Terra que têm alguns metros de diâmetro
                      Ilustração do asteroide de Chicxulub, que teria preciptado o fim dos dinossauros/Divulgação/JPL-Nasa
Cientistas espaciais e ex-astronautas de diversos países estão pedindo um aumento na cooperação internacional para ajudar a evitara a ameaça de um asteroide chocando-se com a Terra. O ex-astronauta da Nasa Thomas D. Jones disse que já existe tecnologia para evitar que uma rocha gigante atinja a Terra, mas que a implementar um plano de defesa requer que os países trabalhem juntos. Jones faz parte de um grupo que se reuniu no centro de operações da Agência Espacial Europeia (ESA), na Alemanha, para pressionar agências espaciais de todo mundo a formar um grupo para tratar do problema, dentro das Nações Unidas. A Nasa rastreia cerca de 7.000 objetos próximo da Terra que têm alguns metros de diâmetro. Desses, 1.111 são "potencialmente perigosos".
 
No dia 12 de outubro, um pequeno asteroide, 2010 TD54, passou entre a Terra e a Lua. Com tamanho estimado entre 5 metros e 10 metros de diâmetro, em seu momento de maior aproximação de nosso planeta o asteroide chegou a 45.000 km sobre Cingapura. O risco de colisão foi considerado zero. Atualmente, de todos os asteroides monitorados, apenas um, 2007 VK184, atinge um grau acima de zero na Escala Torino, criada para medir riscos de colisão. Ele está no primeiro grau da escala, definido como "cálculos atuais mostram que a chance de colisão é extremamente baixa, sem causa para atenção ou preocupação do público". O asteroide fará quatro passagens próximas da Terra entre 2048 e 2057. O maior risco de colisão, de 0,03%, está em 2048. Seu diâmetro é de 130 metros.
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