4 de nov de 2010

N11B - maternidade de estrelas

         Crédito: Hubble Heritage Team (AURA / STScI), Y.-H. Chu Telescope (HST).   (UIUC), ESA, NASA.Telescópio: Hubble Space    

N11 é umas das regiões de formação de estrelas mais em evidência na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas da nossa Via Láctea. Na imagem vê-se parte desta região, designada por N11B, onde ventos estelares, provenientes de estrelas maciças, esculpem as muitas nuvens de gás e poeira existentes na região. O estudo desta região permitiu concluir que existem três gerações sucessivas de estrelas nesta zona. Na parte de cima, à direita da imagem, podem-se ver glóbulos de poeira, casulos de onde novas estrelas estão a emergir. Zonas brilhantes contrastam com zonas extremamente escuras, criando um misto de luz e escuridão próprio destes viveiros de novas estrelas.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=2956

Um planeta com três sóis põe em causa teoria de formação dos Júpiteres quentes

Lembra-se de Tatooine, o planeta com dois sóis, lugar onde Anakin Skywalker nasceu? Um planeta com três estrelas “mães”, foi descoberto. Maciej Konacki, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), é o responsável pela descoberta de um mundo com três sóis, com a ajuda do Telescópio Keck I, no Havai. Trata-se de um planeta denominado HD 188753 Ab e localizado na constelação do Cisne, a 149 anos-luz. Segundo o cientista, o céu deste planeta deve ser espectacular, onde ocasionalmente ocorre um pôr-do-sol triplo. Até agora, os astrônomos não tinham quaisquer provas de poder haver formação de planetas em sistemas gravitacionalmente tão complexos. Os sistemas de estrelas múltiplos estão espalhados pelo Universo e representam mais de metade das estrelas existentes. A estrela mais próxima do nosso Sol, Alfa Centauro, por exemplo, faz parte de um sistema triplo. No entanto, para os caçadores de planetas os sistemas múltiplos não têm sido muito populares, pois são difíceis de observar e até agora pensava-se que eram maus hospedeiros de planetas. O novo planeta pertence a uma classe comum de planetas extra-solares, que são planetas gigantes gasosos que se movem em torno das suas estrelas a uma distância muito próxima. Neste caso, o planeta completa uma volta em torno da estrela principal (HD 188753) a cada 3,3 dias; por sua vez, esta é circundada a cada 25,7 anos por um par de estrelas, que rodam à volta uma da outra em 156 dias. A massa das três estrelas situa-se entre os dois terços da massa do Sol. O planeta tem ligeiramente mais massa do que Júpiter. O trio de estrelas forma um conjunto muito apertado: a distância da estrela principal ao par de estrelas que a orbita é aproximadamente igual à distância entre Saturno. O espaço é tão exíguo que põe em questão as teorias de formação dos planetas gigantes quentes. Os astrônomos pensavam que este tipo de planetas se formava longe das suas estrelas de origem e depois migravam para o interior. Num sistema tão coeso como este não existe muito espaço para um planeta poder crescer na sua periferia. A teoria corrente diz que os planetas gigantes quentes se formam na periferia dos discos circunstelares de gás e poeira das estrelas jovens. O material que constitui o disco aglomera-se para formar um núcleo sólido e este vai atraindo gás e crescendo.
A partir de uma certa altura, o gigante gasoso vai apertando a sua órbita, até ficar muito próximo da estrela. A descoberta de HD 188753 Ab num sistema triplo muito coeso vem contradizer este cenário. É que devido à perturbadora presença dos seus companheiros, a estrela principal deve ter gerado um disco circunstelar (com a matéria prima para a formação dos planetas) cujo raio era apenas metade da distância orbital atual do planeta descoberto. Isto, evidentemente, levanta uma quantidade de novas questões. Explicar a formação de um gigante gasoso em condições de temperatura tão elevada por estar a uma distância tão pequena da estrela é agora um novo desafio lançado aos cientistas. Os astrônomos já tinham previamente identificado planetas em torno de cerca de 20 sistemas binários e de um sistema triplo, mas em qualquer desses sistemas as estrelas tinham muito espaço entre elas. Os sistemas de estrelas múltiplos estão, na sua maioria, aglomerados e são difíceis de estudar. Konacki ultrapassou este desafio usando uma versão modificada da técnica de caça aos planetas baseada na velocidade radial da estrela. Neste método, a presença de um planeta é inferida pela atração gravitacional que induz na estrela-mãe provocando oscilações sutis no movimento desta. Esta estratégia funciona bem para uma estrela única, ou para binários ou sistemas triplos afastados, mas não pode ser aplicada a sistemas cujas estrelas estejam muito próximas, pois, nestes casos, a luz das várias estrelas confunde-se. Konacki desenvolveu modelos detalhados de sistemas com estrelas próximas para conseguir separar a luz que vinha de cada estrela. Isto permitiu-lhe identificar, pela primeira vez, a atração gravitacional induzida por um planeta numa estrela pertencente a um sistema deste tipo. De um conjunto de 20 sistemas examinados, HD 188753, foi o único que revelou abrigar um planeta. Os dados relativos a esta descoberta foram publicados na revista Nature. O autor conclui ainda que, possivelmente, os planetas são mais robustos do que previamente se admitia. Uma boa notícia, pois prova que os planetas podem existir em condições de vizinhança interessantes, que até agora não foram exploradas.

Sistema binário eclipsante de anãs brancas observado pela primeira vez revela os segredos das estrelas de hélio


Rara anã branca de Hélio tem suas características reveladas

Astrofísicos da UCSB (Universidade da Califórnia em Santa Bárbara) são os primeiros cientistas no mundo que identificaram duas anãs brancas eclipsantes em sistema binário. Tal descoberta permitiu a primeira medição direta do diâmetro de uma rara anã branca composta de Hélio puro. Estas observações são as primeiras que confirmam a teoria estelar sobre as anãs brancas de Hélio.

Concepção artístida do sistema binário NLTT 11748. A rara anã branca maior, porém bem menos massiva, composta de Hélio é eclipsada pela mais massiva e comum anã branca de carbono/oxigênio, a qual tem praticamente o tamanho da Terra. Crédito: Steve Howell/Pete Marenfeld/NOAO

Esta história começa com as observações de Justin Steinfadt, estudante de física na UCSB que tem monitorado as anãs brancas, como parte de sua tese de doutorado junto com Lars Bildsten, professor e membro permanente do Instituto Kavli de Física Teórica (KITP) do UCSB e Steve Howell, astrônomo do National Optical Astronomy Observatory (NOAO) em Tucson, Arizona. Os cientistas descobriram eclipses de curta duração durante as observações da anã branca NLTT 11748 com o Faulkes Telescope North pertencente ao Las Cumbres Observatory Global Telescope (LCOGT),, instituição associada com UCSB. NLTT 11748 é uma das poucas anãs brancas com núcleo de hélio de baixa massa que estão sob cuidadoso estudo sobre suas variações de brilho. Ao examinar uma seqüência de imagens instantâneas da NLTT 11748, tomadas a uma exposição por minuto, os cientistas encontraram evidências de brilho mais tênue di sistema em algumas imagens consecutivas. Steinfadt rapidamente percebeu a importância desta descoberta inesperada. “Nós temos olhado muitos sistemas estelares, mas eu ainda acho que tivemos sorte!”, disse ele. Avi Shporer, colega de pós-doutorado na UCSB e no LCOGT, ajudou nas observações e contribuiu com sua experiência para as pesquisas. “Sabíamos que havia algo incomum, especialmente quando se confirmando essas quedas na luminosidade do sistema na noite seguinte”, diz Shporer. Os cientistas observaram dois eclipses com três minutos duração, durante a órbita de 5,6 horas das anã-brancas em torno do seu centro
de massa.

Keck 
A emoção da descoberta e a necessidade de uma confirmação precisa levaram os astrônomos a buscar a utilização de um dos telescópios gêmeos de 10 metros do observatório Keck localizado em Mauna Kea, no Havaí, apenas cinco semanas após a primeira observação. A equipe também contou com a ajuda de David Kaplan, um membro da equipe do telescópio espacial Hubble e companheiro de pós-doutorado na KITP. Para conseguir o tempo no Keck, Bildsten e Kaplan negociaram o uso do tempo que havia sido reservado para outro projeto com Geoff Marcy da UC Berkeley. Durante uma noite, os cientistas foram capazes de medir o efeito Doppler na anã branca menos massiva (a anã branca de Hélio) do sistema NLTT 11748, quando esta orbitava em torno de sua pequena companheira, porém mais massiva, uma anã branca da carbono/oxigênio. “Foi surpreendente para testemunhar as mudanças da velocidade da anã branca em apenas alguns minutos”, disse Kaplan, que estava presente no telescópio Keck
durante as observações.

Um animal raro…
Estas observações levaram à confirmação de uma importante teoria das anãs brancas.. As estrelas terminam suas vidas diversas maneiras. “A formação de tal sistema binário com uma raríssima anã branca de Hélio de baixa massa deve ser o resultado de interações e perda de massa entre as duas estrelas originais“ (*), disse Howell. Anãs brancas são objetos degenerados, remanescentes de estrelas como o Sol, extremamente densos e com dimensões comparáveis às da Terra. A estrela (massiva como o Sol) se converte em uma anã branca quando se esgota seu combustível nuclear e tudo o que lhe resta é um denso núcleo interior, geralmente composto de carbono e oxigênio. Assim, uma das componentes estelares do sistema binário recentemente descoberto é uma anã branca com núcleo remanescente de hélio relativamente rara com uma massa de apenas 10% a 20% da do Sol. A existência deste objeto especial é conhecida há mais de 20 anos. O trabalho teórico previa que as anãs brancas de hélio são mais quentes e maiores do que a anãs brancas comuns de carbono/oxigênio. No entanto, até agora, seu tamanho nunca havia sido medido. Observações do sistema NLTT 11748 por este grupo de cientistas produziram as primeiras medições diretas do raio deste tipo raro de anã branca, o que confirma a teoria. A outra estrela do binário também é uma anã branca, embora de um tipo mais comum, composta principalmente de carbono e oxigênio, com cerca de 70% da massa do Sol. Como as anãs brancas são objetos degenerados, quanto mais massiva a anã branca, menor o seu tamanho (vide a ilustração no topo do artigo). Sendo menor, a luz emitida é 30 vezes mais tênue do que a irradiada pela sua companheira maior no par binário. Bildsten creditou o sucesso deste trabalho às colaborações científicas com a UCSB, lembrando que a equipe original foi expandida para incluir o KITP, o Departamento de Física e LCOGT para dar uma resposta rápida às novas descobertas. “Uma possibilidade particularmente intrigante seria a de avaliarmos o que vai acontecer dentro de 6 a 10 bilhões anos”, disse Bildsten. “Este par binário de anãs brancas está emitindo ondas gravitacionais em um ritmo que vai obrigá-las a entrar em contato. O que acontecerá quando isto ocorrer, ainda não temos como imaginar. “

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Astrophysical Journal Letters.

(*) Nota: As anãs brancas de Hélio são objetos raros pela simples razão de serem os resultados diretos da morte das estrelas anã-vermelhas, as quais, ao final do longuíssimo período de tempo que permanecem na seqüência principal, cessam a nucleossíntese do hidrogênio e expulsam suas camadas e externas, degenerando-se em uma anã branca de hélio. Isto ocorre por que as anãs vermelhas não têm massa suficiente para prosseguir processando o hélio do seu núcleo para gerar o carbono/oxigênio. As anãs vermelhas solitárias permanecem na seqüência principal por dezenas de bilhões de anos até trilhões de anos. Assim, naturalmente, como o Universo tem menos de 14 bilhões de anos de idade, não encontraremos anãs brancas de Hélio solitárias vagando por aí. Em geral, as anãs brancas de hélio fazem parte de sistemas multiestelares que sofreram fortes interações com troca substancial de massa entre seus componentes ao longo da sua evolução.

Sucesso no Encontro Entre a Missão EPOXI e o Cometa Hartley: Primeira Imagem em Detalhe do Cometa – 4 de Novembro de 2010

Essa é uma das primeiras imagens do encontro entre a sonda Deep Impact que agora executa a missão WPOXI e o cometa Hartley 2. O encontro foi um sucesso, a sonda fez imagens 18 horas antes do encontro depois perdeu a comunicação com a Terra, o que já era esperado. Então sua antena de transmissão de dados se voltou para a Terra e as imagens começaram a chegar. Muita comemoração, aplausos e uma ovação especial ao descobridro do cometa Malcolm Hartley que acompanhou toda a missão de aproximação e até o encontro mais próximo diretamente nos escritórios do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia. Agora a missão entra na etapa de processamento refinado e de interpretação das imagens e dos dados coletados durante o sobrevôo ao cometa. Parabéns a todos da equipe EPOXI, relamente o 4 de Novembro de 2010 é um dia que ficará para sempre guardado na história.
Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=5868

Uma Nebulosa Única na Forma de Um Retângulo Vermelho

O retângulo vermelho original. Crédito: Hubble / ESA e da NASA
A estrela denominada HD 44179 é envolvida por uma estrutura extraordinária conhecida como Retângulo Vermelho. Essa estrutura recebe essa denominação devido a sua forma e a sua cor aparente quando observada da Terra. Essa nova e surpreendente imagem feita pelo Hubble revela que quando vista do espaço, a nebulosa, além de ser retangular, apresenta uma forma semelhante a um X com complexas estruturas adicionais de linhas espaçadas de gás incandescente. A estrela no centro da estrutura é semelhante ao Sol, mas no fim de sua vida, ela está bombeando gás e outro material criando assim a nebulosa e dando a ela a sua forma distinta. Parece também que a estrela é um sistema binário próximo que é circundado por um denso torus de poeira – ambas as hipóteses podem ser validas para explicar a forma curiosa dessa nebulosa. A maneira precisa de como a estrela central desse objeto único espele seu material ainda é um mistério. Provavelmente jatos processados de material tem um papel importante nesse processo. O Retângulo Vermelho é um exemplo invulgar do que é conhecido como uma nebulosa de protoestrela. Essas estrelas velhas estão no caminho de se tornarem nebulosas planetárias. Uma vez que a expulsão do material se complete uma estrela anã branca quente restará no local e o brilho que ocorre principalmente na radiação ultravioleta irão incandescer o gás ao seu redor. O Retângulo Vermelho encontra-se a uma distância de aproximadamente 2300 anos-luz da Terra na direção da constelação de Monoceros (o Unicórnio). O Hugh Resolution Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble registrou essa imagem da HD 44179 e os arredores da Nebulosa do Retângulo Vermelho, essa imagem é a mais detalhada já produzida.A luz vermelha de Hidrogênio foi registrada através do filtro F658N e colorida de vermelho. As cores vermelho-alaranjadas que cobrem uma grande variedade de comprimentos de onda foram registradas com um filtro F625W e foi colorida aqui de azul. O campo de visão dessa imagem é de 25 por 20 arcos de segundo.

O Universo está repleto de outras Terras, dizem astrônomos

O estudo indica que sistemas planetários como o nosso Sistema Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas parecidas com o Sol pode ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/UC Berkeley]
Cerca de 23 por cento das estrelas semelhantes ao Sol podem ter pelo menos um planeta do tamanho da Terra. Andrew Howard e seus colegas do telescópio Keck, no Havaí, usaram medições Doppler para estudar 166 estrelas semelhantes ao Sol em busca de planetas com massas entre três e 1.000 vezes o tamanho da Terra.

Outras Terras

Os astrônomos encontraram um total de 33 planetas orbitando em torno de 22 das estrelas estudadas, uma proporção muito mais elevada do que qualquer previsão anterior. Também ao contrário do que se previa, não há uma "falta de planetas" com massas de cinco a 30 vezes a da Terra, como modelos anteriormente previram.
Quanto às "outras terras", os resultados confirmam que a ocorrência de planetas tende a aumentar - e não a diminuir - conforme diminui a massa dos planetas. Pelos cálculos da equipe, planetas do tamanho de Netuno para baixo são muito mais comuns que os planetas gigantes gasosos, como Júpiter.
Se os cálculos estiverem corretos, isto significa que sistemas planetários como o nosso Sistema Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas parecidas com o Sol pode ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra.

Estimativa fundamentada

Os astrônomos estudaram 166 estrelas das classes G e K localizadas a até 80 anos-luz da Terra. O Sol é a mais conhecida estrela do tipo G, que são amarelas. As estrelas do tipo K são um pouco menores e têm cor laranja ou vermelha. O estudo procurou determinar a quantidade, a massa e a distância orbital dos planetas dessas estrelas. O trabalho usou tanto observações diretas quanto estimativas, uma vez que, das estrelas analisadas, apenas 22 têm planetas que já foram detectados diretamente.
"De cada 100 estrelas parecidas com o Sol, uma ou duas têm planetas com massa semelhante à de Júpiter, seis parecidas com a de Netuno e 12 têm entre três e dez vezes a massa terrestre. Se extrapolarmos a relação para planetas do tamanho da Terra, podemos estimar que encontraremos cerca de 23 deles para cada 100 estrelas", disse Howard.
"Essa é a primeira estimativa, baseada em medidas reais, da fração de estrelas que têm planetas do tamanho da Terra", destacou Geoffrey Marcy, também de Berkeley e coautor do estudo.

Busca por exoplanetas

"Isto significa que, quando a Nasa desenvolver novas técnicas na próxima década para tentar encontrar planetas com tamanho realmente parecido com o da Terra, não será preciso procurar muito", disse Howard.
A NASA já tem uma fortíssima carta na manga para essa busca: o telescópio espacial Kepler, lançado em Março deste ano. A missão primária do Kepler é encontrar planetas semelhantes à Terra - planetas rochosos que orbitam estrelas parecidas com o Sol em uma zona quente, onde a água possa se manter sobre a superfície em estado líquido - veja mais em Telescópio espacial Kepler vai começar busca por outras Terras.
Há cerca de um mês, um grupo de astrônomos anunciou a descoberta do primeiro exoplaneta dentro da "zona habitável". O resultado, contudo, vem sendo questionado por outros astrônomos, que afirmam não estarem conseguindo repetir a detecção.

A Nebulosa Crescente

Essa imagem da Nebulosa Crescente ou NGC 6888 foi obtida usando a Wide Field Camera do Isaac Newton Telescope. Ela é uma composição ternária de cores feita a partir de dados coletados com filtros que isolam a luz emitida pelo hidrogênio alfa e pelo oxigênio duplamente ionizado (OIII) e são codificados com a cor vermelha, verde (25% de H-alfa e 75% de OIII) e azul. Crédito: D. López (IAC)
A Nebulosa Crescente, também conhecida como NGC 6888 é uma nebulosa iluminada por uma estrela central do tipo Wolf-Rayet, chamada de WR 136, que emite uma radiação ultravioleta responsável por aquecer e ionizar a maior parte do material ejetado pela estrela durante fases evolucionárias anteriores. Os fortes ventos soprados pela estrela massiva central interagem com o material anteriormente expelido e como resultado a nebulosa mostra uma estrutura complexa que lembra uma Lua crescente avermelhada.
Essa imagem foi obtida e processada pelos membros do grupo de astrofotografia do IAC (A. Oscoz, D. López, P. Rodríguez-Gil e L. Chinarro).
Fonte: http://spacefellowship.com/news/art23556/picture-of-the-day-the-crescent-nebula.html

Uma Bacia Lunar Repleta de Feições Estruturais

Com as sondas ao redor da Lua e com o aumento do poderio dos telescópios as imagens feitas em alta resolução fornecem detalhes individuais de paisagens lunares. Mas as vezes quando se está observando com um telescópio é bom usar uma ocular de poder mediano para que se possa ver toda uma região e então posteriormente concentrar nos detalhes. Essa imagem da Lua, feita da região chamada Humorum ilustra essa filosofia, pois com a ocular utilizada foi possível registrar a maior parte das feições estruturais da bacia incluindo o anel principal e as cadeias de montanha que definem o anel interno. Localizadas na borda da bacia estão grandes crateras que foram inclinadas à medida que o peso da bacia fez com que o assoalho da bacia sofresse subsidência. Na borda sul, a lava da bacia é derramada sobre os anéis das crateras inundando o assoalho das mesmas. Na parte norte, o anel da maior cratera, Gassendi não foi atingido pela lava mas ali surgiram fraturas. Existem também diferenças entre a porção leste e oeste da bacia. A parede oeste é montanhosa e continua exceto onde é populada com crateras, enquanto que a parede leste é muito mais fragmentada.
Créditos: http://www.cienctec.com.br/ler.asp

A Beleza Mística de Um buraco Negro Supermassivo em Uma Galáxia de Explosão de Estrelas

O centro dos anéis de explosão de estrelas nesta galáxia ativa é o que os astrônomos chamam de núcleo Seyfert. Isso significa que um buraco negro supermassivo provavelmente está engolindo gás e poeira ao redor. A Galáxia Anã Circinus, está localizada a uma distância de 13 milhões de anos-luz da Terra, e é parcialmente escondida da nossa visão pela intervenção causada pela poeira da nossa própria Via Láctea. Ela não tinha sido descoberta e noticiada até 1977.
Créditos:http://www.cienctec.com.br/ler.asp?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...