17 de nov de 2010

Retrato de Família Estelar Leva Técnica de Imagem a Novos Extremos

Uma imagem extraordinária do ESO revela o enxame estelar jovem Trumpler 14 em todo o seu esplendor. A quantidade de detalhes observados neste retrato, que mostra de forma magnífica a vida de uma grande família de estrelas, deve-se ao instrumento MAD (Multi-conjugate Adaptive optics Demonstrator) montado no Very Large Telescope do ESO. Nunca um pedaço tão grande de céu tinha sido fotografado anteriormente usando a técnica de óptica adaptativa, segundo a qual os astrónomos são capazes de remover a maior parte dos efeitos da atmosfera terrestre que tornam uma imagem turva.

A Terra, a Lua e Júpiter Vistos Desde Marte - O Poder da Câmera HiRISE

O instrumento HiRISE que vasculha o planeta Marte seria um excelente telescópio se estivesse em qualquer lugar na Terra, por esse motivo é possível utilizá-lo para observar outros planetas a partir de Marte, como Júpiter, a Terra e outros.Essa imagem do conjunto Terra e Lua foi adquirida no dia 3 de Outubro de 2007 a uma distância de 142 milhões de quilômetros e que dá a ela uma escala de 142 km/pixel sendo a Terra com um diâmetro de 90 pixels e a Lua com um diâmetro de 24 pixels. O ângulo de fase é de 98 graus o que significa que menos da metade dos discos da Terra e da Lua estavam sendo diretamente iluminados. Só é possível fazer imagens do conjunto Terra/Lua com todo o disco iluminado quando eles estão no lado oposto do Sol a partir de Marte, mas nesse caso a distância é maior e a imagem consequentemente será menos detalhada. No dia que essa imagem foi feita a sonda japonesa Kayuga (Selene) estava cumprindo sua trajetória entre a Terra e a Lua e fez imagens e filmes espetaculares do nosso satélite, mas isso é assunto para outro dia.
Na imagem da Terra é possível ver a divisa da costa oeste da América do Sul no canto inferior direito, embora as nuvens sejam as feições dominantes. Essas nuvens são tão brilhantes comparadas com a Lua, que elas aparecem saturadas nas imagens da HiRISE. De fato, o filtro vermelho foi quase que totalmente saturado, a imagem azul-verde tem uma saturação significante e as nuvens mais brilhantes foram saturadas na imagem infravermelha. Para se obter essa imagem colorida foi necessário um bom tempo de processamento para que ela parecesse com uma qualidade boa para ser então lançada ao público.A imagem da Lua está não saturada mas mais brilhante em relação a Terra para essa composição. Imagens lunares são úteis para se poder realizar a calibração da câmera. A câmera HiRISE é um dos telescópios mais potentes que já deixaram a órbita da Terra. Devido a isso ela é capaz de fazer interessantes observações astronômicas, como essa imagem de Júpiter acima.
Nesse outro exemplo, a câmera fez uma imagem de Júpiter e seus principais satélites que foi adquirida para calibrar a resposta de apontamento e de reprodução de cores da câmera. Um descuido no planejamento dessa observação incomum colocou o mecanismo de foco na posição errada, deixando a imagem um pouco borrada. Isso não tem efeito para os objetivos de calibração, mas faz com que a imagem fique menos estética. Para compensar esse erro, a imagem foi ajustada em Terra por Dennis Gallagher, designer óptico chefe da HiRISE. Com esse ajuste e pelo fato de Marte estar mais perto de Júpiter que a Terra, essa imagem tem resolução comparável a imagens feitas pelo Hubble e Júpiter. As cores não são as cores vistas pelos olhos humanos, isso pois a HiRISE é capaz de detectar luz com um comprimento de onda um pouco maior do que nós podemos observar, isso é, o infravermelho. Essa imagem foi feita em 11 de Janeiro de 2007 e ainda é um sucesso apesar da idade da imagem.
Créditos: http://www.cienctec.com.br/ler.asp?codigo_

M 86 - Uma galáxia em aproximação

Localizada no enxame de galáxias da Virgem, M 86 (ou NGC4406) é uma enorme galáxia elíptica que se move a mais de 5 milhões de km/h através de gás quente difuso que semeia o aglomerado. O movimento supersónico de M 86 faz com que a galáxia perca gás no caminho, formando a cauda espectacular visível na imagem de raios-X obtida com o satélite Chandra. Esta galáxia é peculiar no sentido em que pertence ao pequeno grupo de galáxias que se está a aproximar da Terra, em vez de se estar a afastar devido à expansão do Universo. A expansão está a afastar o enxame da Virgem de nós a uma velocidade de 3 milhões de km/h, mas M 86 está a aproximar-se de nós, vinda do lado mais afastado do enxame, a uma velocidade de cerca 1,5 milhões de km/h.

Super telescópio espacial é ameaçado por problemas de gestão

Ciência boa, administração ruim


"Os problemas que estão causando a elevação dos custos e os atrasos no cronograma do Projeto JWST estão associados com problemas de orçamento e de gestão do programa, e não por questões de desempenho técnico."
 
Um dos objetivos do James Webb será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang. [Imagem: NASA]

É assim que começa um relatório independente que revisou o projeto do James Webb Space Telescope (JWST), um super telescópio que deverá substituir, e superar largamente, o telescópio espacial Hubble. A avaliação foi pedida pela senadora Barbara Mikulski, que afirma apoiar a astronomia espacial, mas não que não gosta de orçamentos furados. E ela parecia ter razão. A comissão independente avaliou que a própria NASA não percebeu erros no orçamento original e que tampouco os gerentes do projeto tomaram as medidas adequadas. A NASA respondeu que "não tinha o pessoal necessário" para fazer o trabalho na época e já trocou os administradores da missão.

Telescópio James Webb

O James Webb já consumiu US$ 5 bilhões e ainda precisará de outro US$1,5 bilhão. O problema maior é que nem todo esse dinheiro já está garantido: o projeto deverá conseguir pelo menos mais US$200 milhões adicionais em 2011 e outros US$200 milhões em 2012. Os prejuízos já são líquidos e certos: o James Webb sofrerá novo atraso e é mais provável que seja lançado no período entre 2015 e 2017. O cronograma inicial previa o lançamento em 2011, e o atual estabelecia o lançamento para 2014. O James Webb terá um espelho de berílio de 6,5 metros, quase três vezes maior do que o espelho do Hubble. Ele "enxergará" o Universo na faixa visível do espectro, mas será otimizado principalmente para a observação na faixa infravermelha. Um de seus objetivos será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang.

Blocos básicos da vida

A missão abarcará quatro áreas científicas principais:

Primeiras luzes e a Reionização vai procurar identificar os primeiros objetos luminosos que se formaram no Universo primordial e acompanhar a era da ionização. Formação das Galáxias, que irá determinar como as galáxias, e a matéria escura, incluindo gás, estrelas, metais, estruturas físicas (como braços espirais) e núcleos ativos, evoluíram até os dias atuais. A Pesquisa sobre o Nascimento das Estrelas e dos Sistemas Protoplanetários irá focar no nascimento e no desenvolvimento inicial das estrelas e na formação dos planetas. Sistemas Planetários e as Origens da Vida irá estudar as propriedades físicas e químicas dos sistemas planetários (incluindo o nosso) e onde os "blocos básicos de construção da vida" podem estar presentes.

A força gravitacional da Terra pode ter alterado a superfície da Lua

Segundo um novo estudo, a Terra pode ter alterado a formação da superfície lunar. Os cientistas afirmam que a atração gravitacional do planeta distorceu a forma da Lua. Isso levou a um “abaulamento” no equador da Lua e pode explicar por que o seu lado escuro (não vísivel) é mais elevado do que o lado visível (o hemisfério voltado à Terra) até hoje. O lado escuro da Lua permanece um mistério em muitos aspectos. Essa área, com muitas crateras e algumas das planícies vulcânicas que caracterizam o lado visível da Lua com o qual os seres humanos estão familiarizados, é muito mais alta, vários quilômetros maior em alguns pontos.

Agora, os cientistas acreditam que a culpa disso é da Terra. Mais de quatro bilhões de anos atrás, logo após a Lua ter se formado, mas antes dela solidificar sua essência, sua crosta flutuava sobre um mar de magma. Durante este tempo, a Terra foi capaz de dar um “puxão” nesta crosta flutuante, distorcendo-a, em um processo parecido com os “puxões” que a Lua exerce sobre a Terra hoje, que criam as marés dos oceanos. Esse movimento levou ao derretimento da crosta da lua e ao afinamento dos pólos onde a tensão foi maior, enquanto a crosta ao redor do equador ficou mais grossa e mais “gorda”. Os pesquisadores acreditam que esses processos podem explicar entre 25% e 40% da topografia da Lua.

Mas, embora a evidência que confirme essas descobertas permanece na superfície elevada do lado escuro, a evidência do lado visível tem sido destruída por atividades vulcânicas. Os processos que levam a variações na espessura da crosta são chamados de “aquecimento de maré”. A parte da Lua que está apontando para a Terra começará a flexionar e a ser atraída para a Terra, enquanto o lado escuro será atraído para longe, e durante esses processos os pólos serão esticados e aquecidos. Segundo os pesquisadores, a quantidade de tensão na rocha vai ser maior nos pólos, por isso haverá mais aquecimento e não haverá mais crosta fina nos pólos.
 
Hoje, o abaulamento ocorre provavelmente através do sistema solar. Os oceanos da Terra alteram a forma da Lua como resultado da força gravitacional da própria Lua. Não é só a Terra que altera a forma de sua lua. O mesmo processo deve ocorrer na lua Europa, de Júpiter. A Europa é constituída por uma crosta de gelo em um oceano de água, e a força gravitacional maciça de Júpiter deve distorcer a forma da lua de forma muito parecida com o processo descrito neste estudo. Um processo similar também pode estar ocorrendo na lua Titã, a maior de Saturno.

Imagem em alta definição revela cone de vulcão no Planeta Vermelho

A imagem em alta definição revela o centro de um pequeno cone ao lado um de um dos grandes vulcões de Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona.
Quem está acostumado a ver imagens da superfície de Marte nos tradicionais tons avermelhados pode se surpreender com essa belíssima imagem, que mostra um pequeno cone ao lado de um dos maiores vulcões do planeta. Num primeiro momento parece que estamos vendo a Terra, tamanha semelhança com nossas paisagens. A imagem divulgada pela agência espacial americana (Nasa) é datada de maio de 2007 e revela algumas camadas de rocha dura que compõem o cone, mas apesar da aparência a maior parte é composta de material relativamente macio. Segundo os cientistas, este parece um exemplo de um cone composto por pedaços de lava lançados durante uma pequena erupção vulcânica. Normalmente, as erupções produzem lava derretida. Esse material pode ter sido resfriado entre a pilha de pedras soltas misturada à lava, resultando no aspecto rochoso da imagem. O inverno em Marte é extremamente rigoroso e a temperatura pode atingir -142°C. O cone tem aproximadamente 700 x 1.100 metros, um tamanho semelhante a muitos cones vulcânicos na Terra. Marte possui alguns dos vulcões mais altos do Sistema Solar, porém sem apresentar atividade há milênios. O grande destaque é o Monte Olimpo, o maior de todos. Seu diâmetro alcança 620 quilômetros e sua altura atinge 25 quilômetros.

Sonda coletou em asteroide mineral que não existe na Terra

A cápsula continha 1.500 partículas de poeira do asteroide Itokawa, a maioria das quais medindo menos do que 10 micrômetros de diâmetro. [Imagem: JAXA]

Poeira de asteroide

Depois de uma reentrada espetacular na atmosfera da Terra, houve grande decepção quando se descobriu que a cápsula da sonda japonesa Hayabusa estava praticamente vazia. Ela deveria estar cheia de pó de rocha escavada do asteroide Itokawa, sobre o qual a Hayabusa fez um pouso acidentado em 2005.Mas uma análise mais detalhada revelou que a cápsula não estava totalmente vazia. E ela não só continha 1.500 partículas de poeira de asteroide, como algumas dessas partículas contêm pelo menos um mineral que não existe naturalmente na Terra. A maioria das partículas mede menos do que 10 micrômetros de diâmetro, e só foram identificadas com o uso de um microscópio eletrônico.

Mineral extraterrestre

Mas como os técnicos descobriram que a poeira no interior da cápsula era mesmo do asteroide, e não fruto de contaminação aqui da Terra mesmo? Pela abundância relativa dos elementos químicos e dos minerais presentes nos grãos e porque os minerais são consistentes com os dados coletados pelos outros instrumentos científicos a bordo da sonda Hayabusa. Alguns minerais, como olivina e plagioclásio, são comuns na superfície da Terra, mas também são encontrados em meteoritos. Já a troilita, um sulfeto de ferro, não existe na superfície da Terra. A partir de agora, serão anos de estudos e análises, em busca de informações que poderão dar pistas sobre a formação do Sistema Solar, o que transformará os minúsculos resíduos de asteroide na poeira mais estudada até hoje.

Missões a asteroides

Apesar dos problemas, a agência espacial japonesa considera que a missão teve um nível de sucesso muito elevado, a ponto de estar considerando construir outra sonda idêntica, uma espécie de Hayabusa 2, na tentativa de trazer mais amostras de asteroide. Além de informações sobre a formação do Sistema Solar, conhecer a composição desses corpos celestes errantes pode dar informações valiosas caso algum deles entre em rota de colisão com a Terra e precise ser destruído. A NASA também planeja enviar uma sonda robótica para pousar em um asteroide. Outra ideia, de mais longo prazo, é a transformação de uma parte da Estação Espacial Internacional em uma nave, que levaria astronautas humanos para explorar um asteroide maior.

Reull Vallis em Marte

                                             Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Imagem tridimensional do Reull Vallis, em Marte, obtida pela sonda europeia Mars Express a 15 de Janeiro de 2004, a uma altitude de 273 quilómetros. O Reull Vallis está situado a Este da bacia Hellas com latitude 41º Sul e longitude 101º Este. A imagem representa uma área com cerca de 100 quilómetros e a sua resolução é de 12 metros por pixel. O Reull Vallis foi provavelmente formado por água corrente.
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