23 de nov de 2010

Enxame duplo NGC 1850

                                          Crédito: NASA, ESA e Martino Romaniello (ESO).
 O enxame duplo visível na imagem é conhecido por NGC 1850 e localiza-se na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães. Este enxame encontra-se rodeado por um véu difuso de gás que que se julga que se terá formado devido à explosão de estrelas maciças. Este enxame duplo é formado por dois agregados de estrelas jovens, um visível na região central desta imagem obtida pelo Hubble, constituído por estrelas jovens com cerca de 50 milhões de anos idade, e outro visível na parte inferior esquerda, constituído por estrelas com apenas 4 milhões de anos. Esta imagem é um bom exemplo da interacção existente entre gás, poeira e estrelas. Julga-se que, há milhões de anos atrás, estrelas maciças terão explodido sobre a forma de supernovas, dando origem ao véu de gás visível na imagem. Pensa-se que as ondas de choque provocadas pelas supernovas poderão ser responsáveis pela fragmentação e compressão do gás, podendo ser responsáveis pela formação de novas estrelas.

Anéis ao Redor do Planeta Crescente

Um Saturno em fase crescente aparece circulado por seus gloriosos anéis nessa imagem da sonda Cassini. Nuvens em forma de redemoinho agitam a atmosfera do planeta e o satélite Prometeus orbita o planeta gigante entre os principais anéis de Saturno e o fino Anel F. O satélite Prometeus aparece como uma mancha próximo da região central da imagem. Essa vista de Saturno foi feita com a câmera da sonda apontando para o sul, o lado não iluminado dos anéis e com um ângulo de 3 graus abaixo dos plano dos anéis. A imagem foi feita pela sonda Cassini com sua câmera de ângulo amplo no dia 14 de Setembro de 2010 e foi obtida a uma distância de aproximadamente 2.6 milhões de quilômetros de distância de Saturno e o ângulo, ou a fase entre o Sol a sonda Cassini e o planeta Saturno era de 100 graus.

NGC 6357: a massiva estrela tríplice PISMIS 24-1 esculpe as formas de sua própria nebulosa

    A nebulosa NGC 6357. Crédito: NASA/ESA/Hubble
Embora as causas sejam desconhecidas, a nebulosa NGC 6357 tem formado algumas das estrelas mais massivas já descobertas. Uma destas estrelas (HDE 319718) formidáveis reside perto do centro da NGC 6357 e foi capturada na imagem acima escavando seu castelo interestelar próprio com sua radiação energética nas vizinhanças repletas de poeira e gás cósmico. Na nebulosa principal, os intrincados filamentos são formados pelas complexas interações entre os ventos interestelares, pressão de radiação, campos magnéticos e a gravidade.

Leia o artigo completo em: http://eternosaprendizes.com/2010/11/21/ngc-6357-a-massiva-estrela-triplice-pismis-24-1-esculpe-as-formas-de-sua-propria-nebulosa/
Créditos: http://eternosaprendizes.com/

Astrônomos encontram estrela de metano

Uma impressão artística do binário como ele poderia se parecer se visto a partir de um ponto no espaço perto da anã de metano. A anã branca aparece à distância, como uma estrela brilhante, iluminando suavemente sua companheira de resfriamento.[Imagem: Andrew McDonagh]
Anãs T

Uma equipe internacional chefiada por astrônomos chilenos descobriu um sistema estelar único e exótico, de um tipo totalmente desconhecido até agora. O sistema é formado por uma estrela muito fria, rica em metano, chamada anã T, e uma estrela "morta", uma anã branca, uma em órbita ao redor da outra. O sistema é uma "Pedra de Roseta" para as estrelas anãs T, dando aos cientistas uma forma de descobrir a massa e a idade dessa velhíssima estrela de metano.
O sistema é o primeiro desse tipo a ser encontrado.

Estrela de metano

O metano é uma molécula frágil, rapidamente destruída em temperaturas mais altas. Assim, ele só é visto em estrelas muitas frias e em planetas gigantes, como Júpiter. As anãs de metano estão na fronteira entre as estrelas e os planetas, com temperaturas tipicamente inferiores a 1000 graus Celsius - a superfície do Sol atinge 5.500 graus Celsius. Nem planetas gigantes e nem estrelas anãs-T são grandes o suficiente para iniciar a fusão do hidrogênio que alimenta o Sol e outras estrelas, o que significa que elas simplesmente esfriam e desaparecem ao longo do tempo - ou, seria melhor dizer, desaparecem em um tempo muito longo. O novo binário estelar representa uma oportunidade única para que os cientistas testem nosso conhecimento da física das atmosferas estelares ultrafrias, porque a anã branca pode ser usada para calcular a idade dos dois objetos.

Anãs brancas

As anãs brancas representam o estado final das estrelas semelhantes ao Sol. Quando essas estrelas esgotam o combustível de hidrogênio disponível em seu núcleo, eles expelem a maior parte de suas camadas exteriores para o espaço, formando uma nebulosa planetária e deixando para trás um núcleo pequeno, denso e quente, mas em processo de resfriamento - uma anã branca. Para o nosso Sol, esse processo começará daqui a cerca de 5 bilhões de anos. Com as grandes melhorias dos telescópios nos anos recentes, os astrônomos estão tendo oportunidade de descobrir corpos celestes e situações nunca vistas antes. É por isto que eles têm descoberto tantas Pedras de Roseta celestiais.


Jatos de Gás e Neve São Expelidos Pelo Cometa Hartley 2

                                          Credit: NASA, JPL-Caltech, UMD, EPOXI Mission
Jatos incomuns foram descobertos sendo emanados do cometa Hartley 2. A sonda Deep Impact cumprindo a missão EPOXI fez imagens dos jatos com detalhes nunca antes observados durante o seu sobrevoo sobre o cometa no início de Novembro de 2010. A foto aqui reproduzida mostra os jatos iluminados pelo Sol sendo ejetado do verdadeiro iceberg com dois quilômetros de comprimento que orbita o Sol entre a Terra e Júpiter. O cometa Hartley 2 tornou-se ativo recentemente à medida que se aproximava do Sol e à medida que a luz solar esquentava o cometa. Análises preliminares das imagens como essa mostram que a região suave localizada no meio do cometa é porosa e expele vapor de água congelada diretamente no espaço. De forma inesperada contudo, as regiões rugosas localizadas nas extremidades do cometa parecem emitir jatos de dióxido de carbono como flocos de neve, alguns desses flocos tem o tamanho de uma bola de basquete, a partir do núcleo. Muitos dos pontos na imagem acima são os flocos de neve ejetados pelo cometa. Os jatos incomuns continuarão a ser estudados e muitas pistas sobre como os cometas e os asteroides se formaram e evoluíram durante os primeiros anos de vida do Sistema Solar serão descobertas. O cometa Hartley 2 está se evaporando aos poucos e pode ser completamente destruído nos próximos 1000 anos.

Foto espacial: Uma das maiores estrelas descobertas

Por razões desconhecidas, essa nebulosa, a NGC 6357, está formando uma das maiores estrelas massivas já vistas pelo homem. Você pode vê-la bem ao centro dessa imagem, em uma espécie de “casulo estelar” de gás e poeira espacial. Essas estruturas apresentadas pela nebulosa são formadas pelas complexas interações entre ventos interestelares, pressurização causada pela radiação, campos magnéticos e gravidade. O brilho da nebulosa é resultado da emissão de hidrogênio ionizado. A nebulosa abriga o aglomerado de estrelas Pismis 24 que, por sua vez, abriga inúmeras estrelas gigantes e azuis. O centro da nebulosa, mostrado na foto, tem cerca de 10 anos-luz de comprimento e fica a 8 mil anos luz de distância da Terra, na direção da constelação de Escorpião.

Um espetáculo nos céus - a Nebulosa M16

Em uma região situada na nossa Galáxia, a cerca de 7000 anos-luz de nós, na constelação Serpens, encontramos uma das mais belas imagem de todo o Universo, a nebulosa de emissão M16. Também conhecida como Nebulosa Águia, as imagens até agora obtidas dessa impressionante nebulosa cada vez mais surpreendem os profissionais e os apaixonados por astronomia. A nebulosa M16, 16o objeto catalogado pelo astrônomo francês Charles Messier ao construir no século XVIII um catálogo que assinalava objetos difusos que não eram cometas, está localizada nas coordenadas ascensão reta 18h 18m 51,79s e declinação -13o 49' 54,93" e tem a dimensão máxima de cerca de 20 anos-luz. Vista em um telescópio de pequeno porte, e captando somente a radiação emitida na região visível do espectro eletromagnético, a nebulosa M16 já é impressionante, como podemos notar na imagem.
Leia a postagem completa em: http://mensageirodasestrelas.blogspot.com/2010/11/um-espetaculo-nos-ceus-nebulosa-m16.html
Mensageiro das Estrelas

O Quinteto de Stephan


O primeiro grupo compacto de galáxias conhecido como Quinteto e Stephan aparece nessa imagem que na realidade foi construída utilizando-se da extensiva base de dados Hubble Legacy Archive. Localizado a aproximadamente 300 milhões de anos-luz de distância somente quatro galáxias do grupo fazem parte na verdade da dança cósmica lacrada entre elas. O ser estranho no grupo é fácil de se perceber. As quatro galáxias que estão em interação (NGC 7319, 7318A, 7318B e 7317) possuem de forma geral um brilho amarelado e tendem a ter braços e arcos distorcidos devido a influência das forças gravitacionais envolvidas nessa batalha. Mas a maior galáxia nessa imagem, a azulada NGC 7320 está muito mais próxima da Terra do que as outras, a uma distância de 40 milhões de anos-luz, ela não é parte do grupo que está em interação direta. De fato as estrelas individuais na galáxia que se encontra em primeiro plano podem ser vistas nessa imagem em alta definição feita pelo Telescópio Espacial Hubble. O Quinteto de Stephan localiza-se dentro da borda da constelação de Pegasus. É impressionante também nessa imagem ver galáxias pequenas pela distância como uma galáxia notadamente espiral localizada na porção inferior da imagem.

Direto do Álbum do Hubble Duas Belas Imagens do Cosmos

A primeira imagem mostra o que é chamado como eco de expansão da luz na estrela supergigante V838 Monoceris.
                                    A segunda imagem mostra a nebulosa gigante NGC 3603.
Créditos: http://www.cienctec.com.br/ler.asp?

Opportunity Faz Imagens De Crateras Em Marte Que Possuem Nomes Em Homenagem a Apollo 12

    Cratera Intrepid em Marte.
A sonda robótica de exploração de Marte Opportunity visitou e fotografou duas crateras informalmente denominadas em homenagem a nave que levou os homens para a Lua a 41 anos atrás. A Opportunity se dirigiu passando pela cratera Yankee Clipper em 4 de Novembro de 2010 e alcançou a Cratera Intrepid em 9 de Novembro de 2010. Para a Apollo 12 da NASA, a segunda missão a colocar homens na Lua, os módulos de comando e de serviço eram chamados de Yankee Clipper e era pilotado por Dick Gordon e o módulo lunar era chamado de Intrepid e era pilotado por Alan Bean e comandado por Pete Conrad. O Intrepid pousou na Lua com Bean e Conrad em 19 de Novembro de 1969, enquanto que o Yankee Clipper ficou em órbita da Lua. Esse pouso aconteceu somente quatro meses depois da Apollo 11 pousar pela primeira na Lua. Bean escreveu para a equipe do Mars Exploration Rover: “Eu acabei de falar com Dick Gordon sobre a maravilha de ser homenageado depois de nosso voo da Apollo 12. Quarenta e um ano atrás, nós nos aproximávamos da Lua no Yankee Clipper com o Intrepid na nossa cauda. Nós ficamos animados com a oportunidade de realizar a exploração de um lugar do universo diferente da Terra onde a maior parte dos humanos nunca tinham estado antes. Nós estávamos ansiosos para dar o nosso melhor. Você e a sua equipe tem a mesma oportunidade. Façam o melhor que vocês possam”.
    Cratera Intrepid em Marte em cores falsas.
Membro da equipe de ciência do rover, James Rice do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt Md, sugeriu usar os nomes da Apollo 12. Eles foram aplicados numa convenção da equipe do rover que decidiu usar nomes de naves históricas usadas na exploração da história da humanidade para dar nomes informais às crateras observadas pela sonda Opportunity durante sua missão no Planum Meridiano em Marte. “As missões Apollo me inspirou quando eu era jovem, eu lembrava de todas as datas. Quando nós nos aproximávamos dessas crateras, eu lembrei na hora que estávamos nos aproximando da data de aniversário da Apollo 12, 19 de Novembro”, disse Rice. Ele enviou as fotos feitas pela Opportunity para Bean e Gordon. A Cratera Intrepid tem aproximadamente 20 metros de diâmetro e a Cratera Yankee Clipper tem aproximadamente metade desse tamanho.
     Cratera Yankee Clipper em Marte.
Após ficar por dois dias fotografando as rochas expostas na Cratera Intrepid, a Opportunity continuou na sua longa jornada até a Cratera Endeavour, uma cratera altamente erodida e aproximadamente 1000 vezes mais larga que a Cratera Intrepid. O nome Endeavour é em homenagem ao navio usado por James Cook, o primeiro a viajar pelo Oceano Pacífico. Durante sua rota de 116.9 metros em 14 de Novembro de 2010, o odômetro da Opportunity passou pela marca dos 25 quilômetros.Isso é mais de 40 vezes a distância que foi programada originalmente para ser cumprida pela sonda Opportunity que deveria cumprir uma jornada de três meses quando pousou no planeta vermelho em 2004. O gerente do Mars Exploration Project, John Callas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia, disse: “O mais importante não é o quanto as sondas andaram em Marte, mas sim quanta exploração e quanta ciência elas fizeram para o conhecimento de toda a humanidade”. No começo da missão Opportunity, ela pousou dentro da Cratera Eagle que tem o mesmo tamanho da Cratera Intrepid. O nome escolhido para o local de pouso da sonda Opportunity foi um tributo ao módulo da Apollo 11, a primeira nave humana a pousar na Lua. A Opportunity gastou dois meses dentro da Cratera Eagle onde ela encontrou múltiplas linhas de evidência de um ambiente molhado num passado distante da área.
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