1 de dez de 2010

IC 443 - Nebulosa da Alforreca

                                               Crédito: Johannes Schedler (Observatório Panther)
Normalmente ténue e elusiva, a Nebulosa da Alforreca é apanhada na rede desta espectacular imagem telescópica. Flanqueada por duas estrelas amareladas na base de dois gémeos celestiais - Mu e Eta Geminorum - a Nebulosa da Alforreca é o arco mais brilhante de emissão com os seus tentáculos para a direita do centro. A alforreca cósmica faz parte do resto de supernova em forma de bolha IC 443, os detritos nebulares de uma estrela que explodiu há uns 5,000 anos atrás. Também na imagem, a nebulosa de emissão IC 444 preenche o campo para cima e para a esquerda, salpicada por pequenas nebulosas de reflexão azuis. Tal como o seu primo em águas astrofísicas, a Nebulosa do Caranguejo, sabe-se que IC 443 contém uma estrela de neutrões, o núcleo colapsado de uma estrela massiva que explodiu há mais de 30,000 anos atrás.

Região da NGC602 e Além

Próximo aos subúrbios da Pequena Nuvem de Magalhães, a somente alguns 200 mil anos-luz de distância, abriga 5 milhões de anos de jovem estrelas no aglomerado NGC602. Circundada por gás e poeira primitivo, a NGC602 é apresentada nessa maravilhosa imagem do Telescópio Espacial Hubble. Cadeias fantásticas e formas varridas sugerem fortemente que a radiação energética e as ondas de choque geradas pelas estrelas jovens e massivas da NGC602 estão erodindo o material empoeirado e disparando uma progressão de formações de estrelas que se movem para longe do centro do aglomerado. Numa distância estimada da Pequena Nuvem de Magalhães, a imagem se espalha por mais ou menos 200 anos-luz, além disso, uma série de galáxias podem ser vistas em segundo plano nessa límpida imagem do Hubble. As galáxias nesse plano de fundo estão localizadas a centenas de milhões de anos-luz além da NGC602.

Vales de Erosão nas Paredes de Uma Cratera Lunar

Um grande número de vales de erosão são observados na parede interior da Moore F no lado distante da Lua. A cratera mede 23.7 quilômetros de diâmetro e é relativamente jovem, como fica evidenciado pela brilhante ejeção e pela morfologia pura. Numerosos vales são observados se estendendo na parede interior da cratera. A feição mostrada aqui é mais nova ainda com um assoalho suave composto de material brilhante. Os vales possuem aproximadamente 810 metros de comprimento, possuindo largura variável, em torno de 140 metros próximo do topo, se estreitando até 105 metros na parte intermediária e então se alargando mais na base até 200 metros. Alguns outros vales mais velhos, ocorrem ao longo da parede da cratera na direção norte e sul da feição. Todos eles parecem começar aproximadamente no mesmo nível da parede da cratera, uma área marcada pelo que parece ser afloramentos descontínuos de embasamento. As feições mais antigas são mais escuras, com um albedo similar ao do terreno ao redor, e isso é oposto ao dessa feição que tem um albedo consideravelmente brilhante. Essas feições lembram feições encontradas em Marte. As feições marcianas sugerem que tenham sido formadas pelo lançamento de água ao longo do penhasco causando a erosão dos vales. Nesses exemplos lunares, é bem improvável que que a água tenha existido. De forma presumida as feições são resultado de fluxos de detritos secos de grãos finos e de material instável. Uma vez mobilizados, o fluxo granular seco se alarga depositando em forma de leque. Aqui, o material se estende por mais de 1 km, na direção do vale.

Mars Express captura fotos de Fobos a misteriosa lua marciana

A lua de Marte Fobos capturada pela Mars Express da ESA. Crédito: G. Neukum (FU Berlin) et al., Mars Express, DLR, ESA; Peter Masek

Leia a matéria completa em: http://eternosaprendizes.com/2010/12/01/mars-express-captura-fotos-de-fobos-a-misteriosa-lua-marciana/
Créditos: http://eternosaprendizes.com

Analisada Primeira Atmosfera de Super-Terra

 Esta impressão artistica mostra o exoplaneta super-Terra orbitando a estrela próxima GJ 1214. É o primeiro super-Terra que a sua atmosfera analisados. O exoplaneta, que orbita uma estrela pequena de apenas 40 anos-luz de distância de nós, tem uma massa cerca de seis vezes a da Terra. O planeta GJ 1214b parece estar cercado por uma atmosfera que seja dominada pelo vapor ou coberta por nuvens espessas ou neblinas. O planeta aparece como um grande crescente no primeiro plano com sua estrela vermelha para trás.
A atmosfera de um exoplaneta do tipo super-Terra foi analisada pela primeira vez por uma equipa internacional de astrónomos utilizando o Very Large Telescope do ESO. O planeta, conhecido como GJ 1214b, foi estudado à medida que passava em frente da sua estrela hospedeira e alguma da radiação estelar atravessava a atmosfera do planeta. Sabemos agora que a atmosfera é composta essencialmente por água, ou sob a forma de vapor ou dominada por nuvens espessas ou névoas. Os resultados sairão na revista Nature no número de 2 de Dezembro de 2010.  O planeta GJ 1214b foi descoberto em 2009 com o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3.6 metros do ESO, situado no Chile (eso0950) . Os resultados iniciais sugeriam que este planeta possuísse uma atmosfera, a qual foi agora confirmada e estudada em detalhe por uma equipa internacional de astrónomos, liderada por Jacob Bean (Harvard–Smithsonian Center for Astrophysics), utilizando o instrumento FORS montado no Very Large Telescope do ESO. “Esta é a primeira super-Terra para a qual analisámos a atmosfera, alcançando assim um marco verdadeiramente notável na caracterização destes mundos,” diz Bean. GJ 1214b tem um raio cerca de 2.6 vezes maior do que o da Terra e possui cerca de 6.5 vezes mais massa, o que o coloca claramente na classe dos exoplanetas conhecidos como super-Terras. A sua estrela hospedeira encontra-se a cerca de 40 anos-luz de distância da Terra na constelação de Ofiúco (ou Serpentário). É uma estrela de baixa luminosidade, mas é também pequena, o que quer dizer que o tamanho do planeta é grande quando comparado com o disco estelar, tornando-o relativamente fácil de estudar. O planeta passa em frente do disco da estrela progenitora a cada 38 horas, à medida que a orbita a uma distância de apenas dois milhões de quilómetros: cerca de setenta vezes mais perto do que a órbita da Terra em torno do Sol. Para estudar a atmosfera, a equipa observou a radiação vinda da estrela à medida que o planeta passava à sua frente. Durante estes trânsitos, alguma da radiação estelar atravessa a atmosfera do planeta e, dependendo da composição química e do tempo atmosférico no planeta, comprimentos de onda específicos são absorvidos. A equipa comparou depois estas novas medições muito precisas com o que se esperaria observar para várias composições atmosféricas específicas.
Esta impressão de artistica mostra o super-Terra 1214b exoplaneta GJ passando em frente de sua estrela-mãe vermelho fraco. Este é o exoplaneta super-Terra primeiro a ter sua atmosfera analisados. O exoplaneta, que orbita uma estrela pequena de apenas 40 anos-luz de distância de nós, tem uma massa cerca de seis vezes a da Terra. GJ 1214b parece estar cercado por uma atmosfera que seja dominada pelo vapor ou coberta por nuvens espessas ou neblinas.
Anteriormente a estas novas observações, três atmosferas possíveis para GJ 1214b tinham sido propostas. A primeira consistia na possibilidade intrigante do planeta estar rodeado por água, a qual, devido à proximidade à estrela, estaria sob a forma de vapor. A segunda possibilidade era a de um planeta rochoso cuja atmosfera seria essencialmente constituída por hidrogénio, mas com nuvens altas ou nevoeiros que obscureceriam a visão. A terceira opção era a de que este exoplaneta seria uma espécie de mini-Neptuno, com um núcleo rochoso pequeno e uma atmosfera espessa rica em hidrogénio. As novas medições não mostram sinais de hidrogénio e por isso excluem a terceira hipótese. Portanto, a atmosfera ou é rica em vapor ou encontra-se coberta por nuvens ou nevoeiros, semelhantes aos observados nas atmosferas de Vénus e Titã no nosso Sistema Solar, as quais escondem a assinatura do hidrogénio.
“Embora não possamos ainda dizer exactamente de que é feita a atmosfera, este é um grande passo em frente na caracterização da atmosfera de um mundo tão distante, diminuindo as opções para uma atmosfera constituída ou por vapor ou por nevoeiro,” diz Bean. ”São agora necessárias observações na radiação infravermelha de maior comprimento de onda para determinar qual destas atmosferas existe realmente em GJ 1214b.”

Lista de Exoplanetas Descobertos Atinge o Número Histórico de 500

Foi somente um pouco mais de um ano depois da descoberta do planeta extrasolar de número 400 ser confirmada, mas nesse caso o tempo voa principalmente quando se fala na descoberta de novos exoplanetas. O dia 19 de Novembro de 2010 marcou a data da descoberta do exoplaneta de número 500 catalogado na Enciclopédia de Planetas Extrasolares. Pensado como sendo apenas um número para celebrar, o fato é que já foram confirmadas a existência de mais de 500 exoplanetas desde a descoberta inicial ocorrida há 20 anos atrás e isso sim merece uma celebração.

A descoberta dos exoplanetas se desenvolveu de forma espetacular nos últimos anos graças em parte ao satélite COROT da ESA, aos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, ao interferômetro do Observatório Keck e a melhoria nas técnicas de observação utilizadas para descobrir e confirmar exoplanetas. A sonda Kepler da NASA tem mais de 700 candidatos para exoplanetas. Porém somente 7 planetas foram confirmados após terem sido descobertos pela sonda Kepler. Jean Schneider, um astrobiologista no Paris-Meudon Observatory, mantém a base de dados das descobertas de exoplanetas descobertos atualizada na The Extrasolar Planets Encyclopedia. Ele postou um aviso de atenção do que poderia ser a descoberta do exoplaneta de número 500. Ele escreveu o seguinte:
Na essência dizer que o exoplaneta de número 500 foi descoberto não é realmente possível, devido ao fato que para isso ser anunciado é necessário confirmar a presença do planeta. Mesmo depois da confirmação, ainda existe a possível retratação se o objeto é ou não um planeta. No dia 19 de Novembro 5 confirmações foram postadas na base de dados, todas elas publicadas em artigos de referencia e descobertas em 2010. Com isso a barreira de número 500 estava prestes a ser rompida. Mas então um anúncio no dia seguinte, mostrou a descoberta de um planeta em 2007 que só agora foi confirmado. Isso então colocou o número de exoplanetas no patamar de 500, mesmo com a dificuldade de se estabelecer claramente esse número.

Para complicar ainda mais a definição do número exato de exoplanetas, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA mantém também um catálogo que estava em 22 de Novembro no número de 497 e hoje deve ter rompido o número de 500. No dia 2 de Dezembro de 2010, a NASA está anunciando uma entrevista coletiva onde deve confirmar a existência do exoplaneta de número 500, além de relatar pesquisas relacionadas com a astrobiologia. O catálogo de Schneider está atualmente no número de 504 exoplanetas descobertos e confirmados. O número exato na realidade não importa muito, um a mais ou um a menos, não vai fazer a diferença. O que realmente vale ressaltar é que a descoberta de exoplanetas está rompendo uma fronteira tecnológica e científica nos últimos anos.
Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=6450

ESO registra imagem de galáxias que se fundiram

      A galáxia NGC 520 é uma das mais brilhantes existentes e surgiu de colisão entre outras duas galáxias/Foto  ESO/Divulgação
A NGC 520, também conhecida como Arp 157, parece ser uma galáxia no meio de uma explosão. Na realidade é exatamente o oposto. Duas enormes galáxias espirais estão se colidindo uma com a outra, se fundindo e formando um novo conglomerado de estrelas. Isso acontece bem lentamente, por mais de milhões de anos, o processo como um todo começou a aproximadamente 300 milhões de anos atrás. O objeto possui aproximadamente 100000 anos-luz de comprimento e está agora no meio do processo de fusão, à medida que os dois núcleos ainda não se fundiram, mas os dois discos já. As feições de fusões são uma cauda de poeira e proeminente linha de poeira. A NGC 520 é uma das galáxias em interação mais brilhante no céu e localiza-se na direção da constelação de Pisces (o Peixe), e está a uma distância aproximada de 100 milhões de anos-luz da Terra. A imagem aqui reproduzida foi feita pelo Faint Object Spectrograph and Camera do ESO que está acoplado a telescópio de 3.6 metros em La Silla no Chile. A imagem foi montada com base nos filtros B, V, R e hidrogênio alfa.
Fonte: http://www.eso.org/public/images/potw1048a/

Cientistas simulam colisão entre um buraco negro grande e um pequeno

Quando dois buracos negros se fundem, teorizou-se uma enorme quantidade de energia que é liberada na forma de ondas gravitacionais. Mas como dois buracos negros de massas muito diferentes interagem?
Astrofísicos conseguiram simular a colisão mais radical entre dois buracos negros até hoje: um buraco negro centena de vezes mais massivo do que o outro. Quando dois buracos negros colidem em cenários realistas da astrofísica, eles não têm o mesmo tamanho. Colisão de galáxias seria o tipo de cenário em que buracos negros com massas muito diferentes, ou seja, com relações de massa desde dois para um até um milhão para um, cairiam uns sobre os outros conforme vazassem grandes quantidades de energia orbital através da emissão de ondas gravitacionais. Porém, até cinco anos atrás, cientistas disseram que colisões tão massivas não poderiam ser reproduzidas. Naquela época, simulações de colisão entre buracos negros de massas iguais chegaram até fusões de um buraco negro 10 vezes mais massivo. As colisões de buracos negros até uma relação de massa de 10 para 1 representaram os limites das técnicas reproduzidas pelos cientistas. Porém, alguns pesquisadores, reunidos em Portugal, conseguiram criar novas técnicas. Eles precisaram de um supercomputador com 70.000 processadores e quase três meses para completar a simulação. Eles acreditam que podem ir além desta relação de massa, talvez a mil para um, mas esse problema complexo só poderia ser resolvido por supercomputadores ainda mais potentes. A nova simulação é especialmente importante porque faz uma ponte entre as lacunas de duas abordagens de pesquisa muito diferentes: uma que começou a partir de colisões de buracos negros com massas similares e outra que utiliza o que é chamado de técnicas de perturbação, que se aproxima de colisões com a relação de massa de mil para um. A simulação também pode ajudar a prever a assinatura de ondas gravitacionais que vêm de colisões de buracos negros de diferentes relações de massa. Astrônomos à procura de ondas gravitacionais agora podem entender exatamente o que estão detectando. Atualmente, existem dois grandes esforços em andamento nos EUA para detectar ondas gravitacionais; um observatório baseado em terra e um observatório de ondas gravitacionais previsto para ser instalado no espaço, mas que ainda não está acima do chão. A nova simulação vai ajudar a desenvolver famílias de formas de ondas gravitacionais que os astrônomos podem procurar nos próximos cinco anos, que é quando os observatórios devem estar prontos. O objetivo final é fazer testes de alta precisão da Relatividade Geral, o que tem algumas implicações importantes para a astrofísica.
Fontes: http://hypescience.com
http://www.msnbc.msn.com/id/40325031/ns/technology_and_science-science/

Descoberta em Estrela Jovem Aponta Evidências de que o Magnetismo é Comum em Todos os Jatos Cósmicos

Cientistas descobrem que ondas de rádio de jatos tem uma característica indicando que eles surgem quando elétrons em alta velocidade interagem com campos magnéticos.

Os astrônomos encontraram a primeira evidência de um campo magnético em um jato de material ejetado por uma jovem estrela, uma descoberta que aponta na direção da quebra de um paradigma sobre o entendimento da natureza de todos os tipos de jatos cósmicos e do papel dos campos magnético na formação estelar.
Jatos de rádio emitidos por uma estrela jovem mostrado em amarelo no plano de fundo de uma imagem em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer. As barras amarelas mostram a orientação do campo magnético como medido pelo VLA. As barras verdes mostram a orientação do campo magnético no envelope empoeirado ao redor da estrela jovem. Duas outras estrelas jovens são vistas ao lado dos jatos. Foto de Carrasco-Gonzalez et al., Curran et al., Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF, NASA
Através do universo, os jatos de partículas subatômicas são ejetados por três fenômenos: os buracos negros supermassivos no centro das galáxias, buracos negros, ou estrelas de nêutrons consumindo material de uma estrela companheira e de estrelas jovens que ainda estão no processo de agregar massa de suas redondezas. Anteriormente, campos magnéticos foram identificados nos dois primeiros exemplos, mas até agora, campos magnéticos não tinham sido confirmados nos jatos de estrelas jovens. “Nossa descoberta nos fornece uma forte pista que todos os três tipos de jatos se originam através de um processo comum”, disse Caro Carrasco-Gonzalez do Astrophysical Institute da Andalucia Spanish National Research Council (IAA – CSIC) e da Natiaonl Autonomous University of Mexico (UNAM). Os astrônomos usaram o rádio telescópio Very Large Array da National Science Foundation (VLA) para estudar uma estrela jovem, localizada a 5500 anos-luz de distância da Terra, chamada IRAS 18162-2048. Essa estrela, possivelmente tem 10 vezes a massa solar e está ejetando um jato que tem um comprimento de 17 anos-luz. Observando esse objeto por 12 horas com o VLA, os cientistas encontraram que as ondas de rádio desses jatos tinham uma característica indicando que eles se originavam quando elétrons se movendo rapidamente interagiam com os campos magnéticos. Essa característica, chamada de polarização, fornece um alinhamento preferencial para os campos elétricos e magnéticos das ondas de rádio. “Nós vimos pela primeira vez que um jato de uma estrela jovem compartilha suas características comuns com outros tipos de jatos cósmicos”, disse Luis Rodriguez do UNAM. A descoberta, dizem os astrônomos, pode permitir que se melhore o entendimento sobre a física dos jatos bem como no papel que os campos magnéticos possuem no processo de formação de estrelas. Os jatos de estrelas jovens, diferente dos outros tipos emitem radiação que fornece informações sobre as temperaturas, as velocidades, e densidades dentro dos jatos. Essa informação, combinada com os dados nos campos magnéticos, podem melhorar o entendimento dos cientistas sobre como os jatos funcionam. “No futuro, a combinação de alguns tipos de observações poderia nos dar uma imagem geral de como os jatos afetam as estrelas jovens e todo o seu entorno”, disse Rodriguez. “Isso seria um grande avanço no entendimento do processo de formação de estrelas”.

Enxofre na atmosfera de Vênus simula efeito de geoengenharia, diz ESA

Evaporação do ácido sulfúrico na atmosfera pode complicar plano para resfriar a Terra
Ilustração da sonda Vênus Express em órbita do planeta/Divulgação/ESA
Cientistas conseguiram explicar a presença de uma misteriosa camada de dióxido de enxofre nas altas regiões da atmosfera de Vênus. De acordo com nota divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), o resultado pode ser um alerta sobre algumas estratégias propostas para mitigar o aquecimento global na Terra.
Vênus está envolto em nuvens de ácido sulfúrico que impedem a observação direta de sua superfície. As nuvens se forma a altitudes de 50 km a 70 km, quando o dióxido de enxofre dos vulcões se combina com o vapor de água para forma gotículas de ácido. Todo o dióxido restante deveria ser rapidamente destruído pela radiação solar acima dos 70 km. Por isso, a detecção de uma camada de dióxido de enxofre pela sonda europeia Venus Express, a uma altitude de 90 km a 110 km, foi encarada como um mistério. Agora, simulações de computador realizadas por pesquisadores de vários países mostraram que algumas das gotículas de ácido podem evaporara a altas altitudes, liberando ácido em estado gasoso que então é quebrado pela luz do Sol, liberando o dióxido. "As novas descobertas mostram que o ciclo do enxofre na atmosfera é mais complexo do que pensávamos", disse Håkan Svedhem, cientista do projeto Venus Express. De acordo com nota da ESA, essa nova compreensão pode ser um alerta de que uma das técnicas propostas para mitigar o aquecimento global poderá não ser tão eficaz quanto se imaginava. O ganhador do Prêmio Nobel Paul Crutzen propôs a injeção de grandes quantidades de dióxido de enxofre na atmosfera da Terra, a uma altitude de 20 km, para contrabalançar o aquecimento global. A proposta parte de observações do que ocorre em grandes erupções vulcânicas, que disparam dióxido de enxofre para o alto da atmosfera. Ao chegar aos 20 km de altitude, o gás forma gotículas de ácido sulfúrico, como as das nuvens de Vênus, que se espalham pela Terra. as gotas criam uma camada de neblina que reflete luz solar de volta ao espaço, reduzindo a temperatura do planeta. No entanto, as simulações a respeito do ciclo do enxofre em Vênus sugerem que a neblina protetora poderá ser rapidamente transformada em gás, que é transparente e permite a passagem da luz solar.
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