3 de dez de 2010

Galáxia espiral M 81

                                                                                          Crédito: NRAO/AUI.
A galáxia M 81 é uma galáxia espiral situada a 11 milhões de anos-luz de distância. Com os seus cerca de 50000 anos-luz de extensão, esta galáxia é particularmente conhecida pelo seu par de braços espirais extremamente bem definidos e simétricos. Nesta imagem em cor falsa é visível a emissão provocada pelo hidrogénio atómico, pondo em evidência que este gás segue, igualmente, a distribuição quase perfeita em espiral. Na imagem, a cor vermelha indica zonas de maior emissão, enquanto que o azul corresponde a zonas de menor densidade.

Imagem Rara – Cometa Quase Em Frente a M33

Imagem do dia e muito rara. De forma remota astrônomos amadores conseguiram registrar um pequeno cometa quase que em frente a grande e brilhante galáxias Messier 33, ou M33.A M33 tem um diâmetro principal de 50000 anos-luz chegando até a 60000 anos-luz considerando as suas extensões. Como observada do nosso ponto de vista essa galáxia aparentemente apresenta uma rotação no sentido horário, gastando aproximadamente 200 milhões de anos para realizar uma revolução. Não existe um objeto super massivo em seu centro como em outros objetos desse tipo. Ao invés disso, o núcleo dessa galáxia é recheado com alguns massivos e luminosos aglomerados estelares com o brilho aparente de magnitude 14 e uma massa aproximada de 10000 massas solares. Duas diferentes gerações de estrelas são encontradas aqui, uma população jovem com idade de 40 milhões de anos e outra população relativamente antiga com um bilhão de anos de vida. A luz integrada emitida pela M33 é azulada devido às numerosas regiões de formação de estrelas. A imagem abaixo mostra como a M33 se apresenta no campo de visão de Hubble, e a segunda imagem mostra a M33 com os aglomerados estelares povoando seu centro. A imagem do cometa é muito rara, pois normalmente o brilho da galáxia iria se sobrepor ao brilho desse cometa que dificilmente seria identificado. Mas na astronomia como em outras áreas a sorte também tem seu papel, pequeno, mas tem.

O Cometa Hartley 2 Continua Sua Turnê Pelo sistema Solar

                                               Crédito de imagem e direitos autorais: Rolando Ligustri (Projeto Cara, CAST)
No início de Novembro, o pequeno mas ativo Cometa Hartley 2 (103/P Hartley) tornou-se o quinto cometa imageado por uma sonda terrestre. Mas a vida continua e para o Hartley 2 a sus turnê pelo Sistema Solar demora 6 anos. O Hartley 2 está agora aparecendo na constelação de Puppis. Ele ainda é um bela alvo para binóculos ou pequenos telescópios localizados em lugares escuros longe da poluição luminosa. Essa imagem aqui reproduzida mostra o cometa registrado no dia 27 de Novembro de 2010, ocupando um rico campo no céu medindo 2.5 graus e compartilhando essa vizinhança com conhecidos aglomerados estelares. Abaixo e a direita do brilho verde da coma do cometa está o brilhante M47, um jovem aglomerado aberto com 80 milhões de anos de vida e localizado a aproximadamente 1600 anos-luz de distância da Terra. Abaixo e a esquerda está o aglomerado M46, que é mais velho, com 300 milhões de anos de vida e localizado a aproximadamente 5400 anos-luz de distância da Terra. A cauda curta e apagada do Hartley 2 se estende para cima e para a direita na direção de outro aglomerado que também aparece na cena, o apagado NGC 2423. Em 27 de Novembro de 2010, o cometa Hartley 2 estava a uma distância de 2.25 minutos-luz de distância da Terra. Continuando a sua trajetória na mesma paisagem aqui reproduzida, em 28 de Novembro de 2010, o cometa passou entre os aglomerados M46 e M47.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap101202.html

Pesquisa Financiada Pela NASA Descobre Vida Construída com Elemento Químico Tóxico

 Imagem do Lago Mono onde foram coletadas amostras para o desenvolvimento da pesquisa.
A NASA patrocinou uma pesquisa em astrobiologia que mudou o conhecimento fundamental sobre o que abrange todas as formas de vida na Terra. Os pesquisadores conduziram testes no ambiente hostil do Lago Mono na Califórnia e descobriram o primeiro microrganismo conhecido na Terra capaz de se desenvolver e se reproduzir usando o componente químico tóxico arsênio. O microrganismo substitui o fósforo por arsênio em todos os seus componentes celulares. “A definição de vida foi expandida”, disse Ed Weiler, administradora associada da NASA para o Science Mission Directorate da agência em sua sede em Washington. “À medida que nós colocamos nossos esforços para procurar sinais de vida no sistema solar, nós temos que pensar de uma maneira mais aberta, mais diversa e considerar a vida como nós não conhecemos ainda”.
        Felisa Wolfe-Simon, procesando lama do Lago Mono que será inoculada no meio onde micróbios irão crescer com arsênio.
Essa descoberta de uma constituição alternativa bioquímica irá alterar os livros de biologia e expandir o foco de pesquisa pela vida fora da Terra. A pesquisa foi noticiada em todos os meios de comunicação hoje (2 de Dezembro de 2010) e o artigo foi publicado no Science Express é aqui disponibilizado (A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus) Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre são os seis constituintes básicos de todas as formas conhecidas de vida na Terra. O fósforo é parte da estrutura química do DNA e do RNA, as estruturas que carregam consigo as instruções genéticas para a vida, e são considerados como elementos essenciais para todas as células vivas. O fósforo é um componente central das moléculas de energia em todas as células (adenosina e trifosfato) e também dos fosfolipídios que formam as membranas celulares. O arsênio que e similar ao fósforo, é venenoso para a maioria dos seres vivos na Terra. O arsênio rompe as passagens metabólicas pois ele se comporta quimicamente de maneira similar ao fosfato.
                                                            Imagem da GFAJ-1 crescendo no arsênio.
“Nós sabemos que alguns micróbios podem respirar arsênio, mas o que nós encontramos é um micróbio fazendo algo novo – construindo partes de si mesma fora o arsênio”, disse Felisa Wolfe-Simon, uma Astrobiology Research Fellow da NASA residente no U.S Geological Survey em Menlo Park, Califórnia, e líder da equipe de pesquisa. “Se algo aqui na Terra pode fazer algo inesperado, imaginem o que mais pode fazer a vida em locais que ainda não a encontramos”?

O novo micróbio descoberto, GFAJ-1, é um membro de um grupo comum de bactérias, a Gammaproteobactéria. Em laboratório, os pesquisadores conseguiram com sucesso fazer com que micróbios do lago se desenvolvessem numa dieta insípida em fósforo mas incluindo generosas ajudas de arsênio. Quando os pesquisadores removeram o fósforo e o substituíram por arsênio os micróbios continuaram crescendo. Análises subsequentes indicaram que o arsênio estava sendo usado para produzir os blocos fundamentais que constituíam as novas células da GFAJ-1.

A principal questão investigada pelos pesquisadores foi quando o micróbio se desenvolveu com o arsênio sendo verdadeiramente incorporado dentro da máquina vital bioquímica do organismo, ou seja, em seu DNA, nas proteínas e nas membranas celulares. Uma grande variedade de técnicas sofisticadas de laboratório foram usadas para determinar onde o arsênio estava sendo incorporado. A equipe escolheu explorar o Lago Mono devido a sua química incomum, especialmente a alta salinidade, a alta alcalinidade e aos altos níveis de arsênio. Essa constituição química é em parte devido ao isolamento do Lago Mono de qualquer fonte de água fresca por mais de 50 anos.
                                                        Imagem da GFAJ-1 crescendo no fósforo.
Os resultados desse estudo irão ser responsáveis por iniciar pesquisas novas em várias áreas, incluindo o estudo da evolução da Terra, a química orgânica, os ciclos biogeoquímicos, a mitigação de doenças e a pesquisa do sistema da Terra. Essas descobertas também abrirão novas fronteiras na microbiologia e em outras áreas de pesquisa. “A ideia de uma bioquímica alternativa para a vida é comum na ficção científica”, disse Carl Pilcher, diretor do NASA Astrobiology Institute no Ames Research Center da agência em Moffett Field, Califórnia. “Até agora uma forma de vida usando arsênio em sua constituição fundamental era somente teórica, mas agora nós sabemos que esse tipo de vida existe no Lago Mono”. A equipe de pesquisa incluiu cientistas do U.S. Geological Survey, da Arizona State University em Tempe, Arizona, do Lawrence Livermore National Laboratory em Livermore, Califórnia, da Duquesne University em Pittsburgh, Penn. E do Stanford Synchroton Radiation Lightsource em Menlo Park, Califórnia.
Fonte: http://www.nasa.gov/topics/universe/features/astrobiology_toxic_chemical.html

Conheça Titã, lua de Saturno que pode abrigar vida

Titã é uma lua única de Saturno. É, por exemplo, o único corpo fora da Terra a ter uma uma superfície estável o suficiente para abrigar substâncias em estado líquido, segundo indicam estudos. Contudo, o mar de Titã não é constituído de água, e sim de uma mistura de metano, etano e, talvez, nitrogênio líquidos a uma temperatura de aproximadamente -184°C. A vida em Titã seria, inclusive, baseada em metano. Neste ano, a Nasa - a agência espacial americana - anunciou evidências de vida nessa lua. Segundo a agência, o astro é o único conhecido fora da Terra a possuir características químicas para abrigar vida. Em junho, a Nasa disse ter descoberto uma variação na quantidade de recursos, como hidrogênio, na superfície de Titã. Duas pesquisas feitas tiveram resultados diferentes, sendo que a primeira mostrou uma maior quantidade que a segunda. Os cientistas acreditam que esses recursos tenham sido consumidos pela forma de vida presente no satélite natural.

Conheça a Astrobiologia, a Ciência que busca vida extraterrestre

Reprodução artística mostra superfícia de Titã, lua de Saturno, que poderia abrigar vida Foto: Divulgação

Angela Joenck Pinto
A busca pela vida fora da Terra, fugindo dos estereótipos criados pelo cinema, é o trabalho dos astrobiólogos, que procuram compreender a origem, evolução, distribuição e destino da vida no Universo. Para atingir este objetivo, é necessário um esforço de pesquisadores de diferentes áreas que, trabalhando juntos, resolvem problemas dos campos da astronomia, física, química, biologia e geologia. No Brasil, a Astrobiologia está apenas começando. Em 2006, o País teve o seu primeiro workshop na área, atraindo cerca de 80 pesquisadores interessados e com projetos já em andamento. Logo em seguida, foi montado o primeiro grupo de estudos em Astrobiologia do Brasil, cadastrado no CNPq sob o nome Astrobio Brazil e coordenado pelos professores Eduardo Janot Pacheco (IAG-USP) e Claudia Lage (UFRJ).

 Em 2009, a USP começou a construção do primeiro laboratório de Astrobiologia do Hemisfério Sul, o AstroLab. Segundo o atual coordenador, professor Douglas Galante, o intuito do projeto é ser um laboratório multidisciplinar e multi-institucional para o estudo da vida em ambientes extremos terrestres e para simulações de ambientes extraterrestres. "Enquanto o laboratório está sendo montado, temos usado grandes aceleradores para estudos de simulações, como o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e o síncrotron Diamond, no Reino Unido", disse o cientista. "Nosso grupo também colabora em outros projetos, como o lançamento de um experimento de Astrobiologia em um sonda de espaço profundo, que ficará três anos viajando até um asteroide (missão Aster) e em estudos de microbiologia ambiental, trabalhando e coletando amostras da Antártica, Atacama, Andes, Amazônia e fundo dos mares", afirmou. 

Para Galante, um dos fatores interessantes da Astrobiologia é que ela não é ramo formal da Ciência. "É um campo de estudo, no qual os diferentes ramos tradicionais podem conversar e buscar soluções em conjunto para perguntas muito complicadas, como: qual a origem da vida? Quais os limites para existência de vida? Existe vida fora da Terra? O que acontecerá com a vida na Terra no futuro?", falou. "Por isso, um Astrobiólogo pode ser um biólogo trabalhando com um organismo capaz de sobreviver na Antártica, mas transpondo seus resultados para saber como tal organismo sobreviveria em Marte ou Encélado (lua de Saturno). Ou um astrônomo estudando como a radiação de diferentes estrelas interage com um planeta e possibilita que se formem as primeiras moléculas necessárias para a vida, como os aminoácidos", completou o professor.

 Mesmo com o interesse crescente no tema, não há cursos de graduação em Astrobiologia, apenas poucos programas de pós-graduação específicos na área, mas fora do Brasil. Por isso, Douglas Galante afirma que a melhor opção é escolher um curso relacionado com a área e com o viés de maior interesse do aluno, seja ela Biologia, Astronomia, Química ou similares. "É preciso procurar ter uma formação interdisciplinar e fazer iniciação científica em um projeto relacionado com Astrobiologia desde o início. E estudar muito, pois é importante ter uma sólida formação na sua área específica e uma visão geral de todas as outras. Depois, fazer uma pós-graduação com um pesquisador com interesse em Astrobio e um tema de pesquisa na área", disse.

Grandes projetos
Graças a sua característica multidisciplinar, a Astrobiologia tem projetos para todos os gostos. Na Astronomia, as grandes iniciativas estão focados na busca de exoplanetas, ou planetas orbitando estrelas fora do Sistema Solar. Em especial, o interesse é a busca de planetas parecidos com a Terra. "Com os telescópios atuais podemos apenas buscar planetas grandes, do tamanho de Júpiter, mas com a próxima geração de equipamentos, tanto os grandes telescópios em terra (telescópio de 30m, ELT, etc) quanto telescópios no espaço (Telescópio Espacial James Webb, Plato, etc) já seremos capazes de detectar planetas do tamanho da Terra.

Uma vez detectados o próximo passo será medir a composição química da possível atmosfera desses planetas, na tentativa de encontrar gases que sejam indicativos da presença de vida", explica Galante. Em Biologia, os avanços têm sido no estudo da vida como ela existe na Terra, e através dos seus limites, explicar se a vida poderia existir em outros planetas. Por isso, vários biólogos têm estudado a vida em ambientes extremos - desertos, pólos, vulcões, fundo dos oceanos, fundo da terra - pois esses organismos, os extremófilos - seriam capazes de sobreviver ao estresse imposto pelas condições espaciais ou de alguns planetas, como Marte.

Em Química, um dos grandes problemas é estudar a origem da vida e das moléculas pré-bióticas, mostrando como os átomos se organizaram para formar moléculas mais complexas e eventualmente formar um organismo vivo. Já em Ciências Espaciais há as grandes missões de exploração dos corpos do Sistema Solar, em especial Marte, para estudar sua geologia e buscar sinais da existência passada ou presente de vida.

Nasa gera expectativas
A Nasa - a agência espacial americana - criou expectativas ao anunciar para esta quinta-feira uma entrevista à imprensa sobre uma descoberta científica ligada a vida extraterrestre. Douglas Galante aposta na possibilidade do anúncio ser relativo à descoberta de um organismo - uma bactéria - capaz de usar arsênico ao invés de fósforo em seu metabolismo. "O fósforo é um elemento chave no metabolismo de todos os seres vivos terrestres, e está presente no DNA, nas proteínas e no ATP, a molécula de energia celular.

Até hoje, achava-se que ela era essencial para a existência de vida, junto com carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre (formando a sigla CHONPS). Essa descoberta mostra que a vida é ainda mais versátil do que imaginávamos, e que podem existir seres aqui na Terra completamente diferentes do que conhecemos, verdadeiros ETs vivendo entre nós. E também aumenta a possibilidade de vida fora da Terra, pois agora o arsênico também é uma opção, além do fósforo. Claro, isso vale apenas para alguns microrganismos, por enquanto", completou.
Fonte: noticias.terra.com.br

Centaurus A - canibalismo galáctico

                                                               Crédito: NASA/JPL-Caltech.
Centaurus A é uma galáxia elíptica situada a cerca de 10 milhões de anos-luz da Terra. É uma galáxia extraordinária, no sentido em que é umas das fontes de ondas rádio mais brilhantes que existe no céu. Estas ondas rádio indicam a presença de um buraco negro super-maciço no seu centro. Este buraco negro parece estar a "engolir" os restos deixados por uma galáxia espiral que terá sido sugada por Centaurus A, num processo de verdadeiro canibalismo galáctico. Nesta imagem de infravermelho, obtida pelo Spitzer Space Telescope, pode-se ver um paralelograma de poeira, os restos deixados pela galáxia comida pelo voraz buraco negro de Centaurus A.

Nuvens Baixas em Vênus e a Missão Galileu

Imagem Infravermelha da Sonda Galileu Mostrando Nuvens Baixas em Vênus
Essa imagem em cor falsa é um mapa infravermelho das nuvens de nível baixo no lado noturno de Vênus, obtida pelo Espectrômetro de Mapeamento do Infravermelho Próximo a bordo da sonda Galileu em sua aproximação do lado noturno do planeta em 10 de Fevereiro de 1990. Regiões prateadas da luz do Sol nas nuvens altas são visíveis no limbo do planeta no topo e na base. Para fazer essa imagem a sonda estava a aproximadamente 100000 km acima do planeta. A imagem foi construída usando um comprimento de onda de infravermelho de 2.3 mícron (um comprimento de onda aproximadamente três vezes maior do que o visível pelo olho humano). O mapa mostra a atmosfera turbulenta e nublada entre 50 e 55 km acima da superfície e entre 10 e 16 km abaixo das nuvens visíveis no topo. A cor vermelha representa o calor irradiado da baixa atmosfera (com temperaturas em torno de 400 graus Fahrenheit) iluminando as nuvens de ácido sulfúrico, que aparecem ser 10 vezes mais negras do que os vazios brilhantes entre as nuvens. Essa camada de nuvem tem uma temperatura aproximada de -30 graus Fahrenheit, com uma pressão em torno de uma vez e meia da pressão atmosférica da Terra. Próximo ao equador, as nuvens aparecem macias e maciças, mais ao norte elas estão alongadas na direção leste-oeste com filamentos construídos por ventos de mais de 70 metros por segundo, enquanto que nos pólos são cobertos por espessas nuvens nessa altitude.
A Missão Galileu

Galileu é uma sonda da NASA que tem a missão de ir até Júpiter, desenvolvida para estudar a atmosfera do planeta, os satélites e a magnetosfera ao redor. Ela foi lançada do Ônibus Espacial Atlantis em 18 de Outubro de 1989. A sonda Galileu consiste de um módulo orbital e de um módulo que entra na atmosfera. O Laboratório de Propulsão a Jato desenvolveu e construiu o módulo orbital e é responsável por todo o gerenciamento do projeto e das operações da missão. O módulo atmosférico foi desenvolvido e construído pela Hughes Aircraft Company com contrato com o Ames Research Center da NASA. O módulo de propulsão foi fornecido pela República Federal da Alemanha. Em torno de 120 cientistas de seis diferentes países estão envolvidos na missão. Para alcançar Júpiter, a sonda Galileu está voando por meio de um complexo sistema de assistência gravitacional. Ela passou por Vênus em 10 de Fevereiro de 1990 e pela Terra em 8 de Dezembro de 1990, aumentando sua órbita heliocêntrica em cada um desses encontros. A assistência final de gravidade da Terra irá acontecer em 8 de Dezembro de 1992 e irá impulsionar a Galileu numa trajetória direta até Júpiter. Esse sistema Vênus-Terra-Terra de Assistência Gravitacional (VEEGA) gastará um total de 6 anos desde o lançamento até atingir o planeta Júpiter. Ao longo desse caminho a sonda também irá encontrar com um ou dois asteróides que orbitam o cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter – a primeira vez que esse tipo de exploração acontece no Sistema Solar.
Quando chegar a seu objetivo em Dezembro de 1995, o módulo atmosférico da Galileu irá descer através das nuvens de Júpiter e irá enviar medidas científicas para a Terra por meio do módulo orbital. Após isso o módulo orbital começará um tour por Júpiter e seus satélites mapeando-os e estudando-os em detalhe, além de monitorar o comportamento da atmosfera de Júpiter e a magnetosfera por aproximadamente dois anos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...