6 de dez de 2010

Revelando a Verdadeira Face da Estrela Betelgeuse

Usando o estado da arte das técnicas de imageamento, astrônomos conseguiram revelar uma grande pluma de gás e bolhas gigantes “fervendo” na superfície da estrela supergigante da constelação de Orion, Betelgeuse. A nova observação, a primeira desse tipo, irá fornecer pistas importantes para ajudar a explicar como esse tipo de material sofre um derramamento nessa ordem de grandeza.
A estrela Betelgeuse localiza-se no “ombro” da constelação conhecida como Orion, o Caçador. Ela é 1000 vezes maior que o Sol, é uma das maiores estrelas conhecidas e também uma das mais luminosas, emitindo mais luz do que 100000 Sóis juntos. Porém toda essa força tem um custo, a estrela encontrará seu destino final com uma espetacular explosão de supernova em poucos milhões de anos.

Estado da arte de observações revelam uma vasta pluma de gás quase tão grande quanto nosso sistema solar e uma gigantesca bolha em ebulição na superfície. Essa impressão artística inclui uma escala que compara o raio de Betelgeuse com o sistema solar. Imagem: ESO/L. Calçada.

Estrelas gigantes como Betelgeuse, perdem uma massa equivalente ao planeta Terra todo ano, mas o mecanismo de como isso ocorre é pouco entendido. “Nós sabemos relativamente bem como a massa das estrelas supergigantes é perdida e como ela termina no meio interestelar como uma nebulosa planetária”, diz Pierrre Kervella do Observatório de Paris. “Contudo, o mecanismo dessa perda de massa é atualmente pouco entendido, ou seja, é necessário entender como o material escapa do campo gravitacional da estrela”. Duas equipes de astrônomos usando o Very Large Telescope do ESO deram passos importantes para encontrar essa resposta. A primeira equipe usou o conjunto de instrumentos ópticos denominados de NACO, combinado com uma técnica de imageamento denominada “Lucky Image”, para obter a imagem mais clara da estrela até hoje. Essa técnica de imageamento combina somente as exposições mais claras para formar a imagem final que é muito mais nítida do que as imagens feitas com uma única exposição. A imagem resultante tem uma resolução de 37 mili-arcos de segundos, que pode ser traduzida como a capacidade de observar claramente uma bola de tênis na estação espacial internacional a partir da Terra.
A constelação de Orion é facilmente reconhecida pelas três estrelas que fazem parte do seu cinturão, tendo a vermelha Betelgeuse no ombro do caçador, indicada por uma marca na figura mais a esquerda. Ampliando a imagem em Betelgeuse (centro) e na direita a imagem mais nítida da estrela já obtida até hoje com o conjunto de instrumentos NACO localizados no Very Large Telescope do ESO. Imagem: ESO, P.KErvella, Digitized Sky Survey 2 e A. Fujii.
Graças a essas espetaculares imagens, foi possível detectar uma grande pluma de gás se estendendo no espaço a partir da superfície da estrela Betelgeuse”, disse o chefe da equipe, Kervella. A pluma estende a uma distância no mínimo igual a 6 vezes o diâmetro da estrela, correspondendo a distância entre Sol e Netuno. As imagens mostram uma camada externa que não se propaga igualmente em todas as direções. Kervella sugere dois mecanismos para a assimetria, associados com movimentos de gás em grande escala ou devido a rotação da estrela. “Nós pensamos que a convecção na superfície, ou a rotação da estrela, podem criar momento suficiente para ejetar o gás para o espaço”, diz ele. “O exato mecanismo é, contudo desconhecido até o momento. A convecção é causada pelo movimento vertical de material na estrela. Quando ele atinge a superfície, ele ainda tem velocidade vertical significante que pode causar seu escape da estrela.” Kervella também sugere que apesar da baixa velocidade de rotação da estrela – ela tem um período de 17 dias – ela pode ter um ponto quente no seu pólo que poderia criar uma pressão adicional no gás forçando-o para o espaço. “Nossas observações indicam que primeiro é preciso estabelecer o elo entre a superfície da estrela e seu envelope”, disse ele. “Esse é um passo claro para a boa compreensão do mecanismo de perda de massa para estrelas em desenvolvimento”.
Uma ampliação da estrela Betelgeuse obtida com o conjunto de equipamentos NACO do Very Large Telescope do ESO. A imagem é baseada nos dados obtidos no infravermelho próximo, por meio de diferentes filtros. O campo de visão possui em torno de 1 arco de segundo de diâmetro, com o norte para cima e o leste a esquerda. Imagem: ESO e P. Kervella.

Para estudar a estrela Betelgeuse em maior detalhe, Keiichi Ohnaka do Instituto Max Plank para Rádio Astronomia na Alemanha e seus colegas, usaram o instrumento denominado AMBER acoplado ao Interferômetro do Very Large Telescope no ESO, para obter imagens equivalentes àquelas feitas com um telescópio de 48 metros. Esse estudo forneceu detalhes melhores do que as imagens feitas com a ferramenta NACO, pois sua resolução é equivalente a observar detalhes numa pedra de mármore na estação espacial internacional a partir da Terra. “Nossas observações feitas com a ferramenta AMBER são as mais nítidas observações já realizadas de Betelgeuse”, disse Ohnaka. “Foi possível também identificar como o gás está se movendo nas diferentes partes da superfície da estrela. É a primeira vez que isso é feito em uma estrela que não seja o Sol”. As observações realizadas pela equipe de Ohnaka mostram que o gás na atmosfera de Betelgeuse é rebatido de forma vigorosa para cima e para baixo em bolhas que são tão grandes quanto à própria estrela, e que poderiam ser essas bolhas as responsáveis pela ejeção da pluma no espaço. Kervella revelou para a revista Astronomy Now, que o comportamento identificado em Betelgeuse pode ser comum em estrelas supergigantes vermelhas. “Muitas outras estrelas tem as mesmas propriedades extremas, então é razoável esperar o mesmo comportamento”, disse ele. “Betelgeuse tem a vantagem de ser a estrela desse tipo mais próxima da Terra, por isso mais fácil de ser estudada”. Devido a sua proximidade com a Terra, quando a estrela se tornar uma supernova, seu brilho será tão intenso que será possível observá-la a olho nu inclusive durante o dia.
Créditos: http://www.cienctec.com.br/

Los tres amigos y un sombrero

A galáxia M 107 é uma das maiores do aglomerado de Virgem, um complexo de 2.000 galáxias a meros 28 milhões de anos-luz da Terra. Mas o que chama a atenção em M 107 não é seu tamanho, mas sua forma. A M 107 é conhecida como a galáxia do Sombreiro, por causa da sua morfologia bem peculiar. Por causa do ângulo em que a enxergamos, vemos a M 107 quase de perfil. Por isso, o que mais se destaca nela é uma faixa de poeira lateral que bloqueia a maior parte da luz das estrelas. Graças a ela, a luz que enxergamos é a que escapa “por cima” desta faixa, dando um aspecto que lembra um sombreiro mexicano.
Os três amigos do título são os três telescópios em órbita da Terra: o Chandra (que observa em raios X), o Hubble (em luz visível) e o Spitzer (em infravermelho). Eles juntaram suas capacidades e produziram esta foto. Na verdade, o Chandra estava atrasado, os outros dois “amigos” já tinham feito imagens do Sombreiro. Esta imagem é a composição das que foram feitas por cada um dos observatórios: em azul os raios X, em verde o óptico e em vermelho o infravermelho. Cada tipo de radiação surge de um processo diferente e juntando os três numa única imagem, podemos vê-los em ação simultaneamente. Os raios X mostram um halo de gás quente, muito provavelmente produzido por ventos de explosões de supernovas. A imagem no óptico é um registro principalmente da luz das estrelas. Finalmente o infravermelho mostra a emissão da poeira interestelar, presente entre outros lugares, nas regiões de nascimento de estrelas.
Outra característica notável nesta imagem são as bolhas azuladas, fontes intensas de raios X. Algumas destas fontes são objetos de M 107, mas a maioria é de galáxias que estão bem mais atrás do Sombreiro.
Créditos:  Cássio Barbosa -

Ameaças dos Astéroides

Qual a mais mortífera ameaça a espécie humana? Guerra nuclear? Aquecimento global? Na verdade a suprema arma de destuição em massa é um bloco de rocha girando através do espaço. Parece quase inofensiva, flutuando serenamente através da vastidão infinita do cosmos. No entanto, estes 200 milhões de toneladas de rochas contêm tanta energia quanto o poder explosivo de todas as bombas nucleares da Terra. Viajando a 50 vezes a velocidade do som, a rocha arrebenta e passa pela camada de proteção da atmosfera terrestre como se ela não existisse. Ela colide, liberando uma força explosiva equivalente a 100 milhões de megatons de TNT. Por todo o planeta megatsunamis e terremotos arrasam cidades. Em poucas horas uma nuvem de rochas pulverizadas inrrompe através da atmosfera superior e se espalha por todo o planeta. E então entra novamente a forma de triolhões de meteoritos, aquecendo o ar a temperatura de um forno. Fixando-se na atmosfera a poeira bloqueia o céu mergulhando o planeta em completa escuridão. No final do dia, mais de 1,5 bilhões de pessoas estão mortas. Poderia ser o início do fim da humanidade...
Fonte:documentarios.org

Grande Asteróide pode atingir a Terra em 2182

                       O impacto pode causar extinção em massa, como o que teria acabado com os dinossauros
Cientistas alertaram que um grande asteroide pode atingir a Terra e estimam que o mais provável é que, se acontecer o impacto, ele ocorra em 24 de setembro de 2182. O asteroide, chamado de 1999 RQ36, tem uma chance em 1 mil de atingir a Terra antes do ano 2200, mas as chances dobram na data estimada. Maria Eugenia Sansaturio e colegas da Universidade de Valladolid, na Espanha, calcularam a data mais provável de impacto através de modelos matemáticos e publicaram a pesquisa no jornal especializado Icarus. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Pode parecer muito tempo, mas, de acordo com os pesquisadores, qualquer tentativa de desviar o 1999 RQ36 tem que acontecer com pelo menos 100 anos de antecedência para ter alguma chance de sucesso. Descoberto em 1999, o asteroide tem, de acordo com a Nasa - a agência espacial americana -, 560 m de diâmetro. Segundo a reportagem, os cientistas afirmam que, com o seu tamanho, o 1999 RQ36 pode causar uma grande devastação e até extinção em massa.

Como desviar um asteroide

Segundo a reportagem, os pesquisadores discutem há anos maneiras de mudar a trajetória de um asteroide. O método mais conhecido seria detonar uma ogiva nuclear. No último mês, David Dearborn, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, defendeu que armas nucleares podem ser a melhor estratégia para esse tipo de trabalho - especialmente em uma combinação de grande asteroide com pouco espaço de tempo para desviá-lo. Outra ideia citada pela reportagem é a utilização de uma espaçonave com espelhos que refletiriam os raios o Sol em direção ao asteroide. Os gases da superfície poderiam criar um pequeno, mas suficiente, impulso. Uma terceira opção, certamente a mais barata, seria chocar uma espaçonave contra o asteroide. A pequena força gravitacional da nave seria suficiente para mudar o caminho. Contudo, esse plano precisaria de muito tempo para fazer efeito.

Por que não se tem certeza?

O 1999 RQ36 faz parte de um grupo de asteroides que podem atingir o nosso planeta devido às suas órbitas. Além disso, a sua trajetória é muito bem conhecida graças a 290 observações diferentes por telescópios e 13 medições por radar. Com tudo isso, como os cientistas não conseguem ter certeza de que ele vai ou não atingir a Terra? O problema é o chamado efeito Yarkovsky. Descoberto em 2003 pelo engenheiro russo de mesmo nome, o efeito é produzido quando, em seu caminho, o asteroide absorve energia do Sol e a devolve ao espaço em forma de calor, o que pode subitamente mudar sua órbita.
Fonte: Portal Terra

Sitemas Estelares

Talvez o mais famoso sistema duplo, Albireo, a cabeça do Cisne. As suas duas estrelas têm cores bastante diferentes. A mais pequena tem um tom azul-esbranquiçado e a maior um tom mais dourado.
Crédito: Michael Pagitz
 
Um sistema estelar é um grupo de estrelas (e possivelmente outros corpos mais pequenos como planetas ou planetóides) que se orbitam umas às outras. Embora seja uma definição semelhante à de enxame estelar, o termo é geralmente usado para descrever um grupo de poucas estrelas, geralmente duas ou três, dando valor à influência gravitacional que têm umas sobre as outras. Um sistema estelar tem um centro definitivo ao qual as estrelas do sistema orbitam, e um comportamento orbital bem delineado. Os sistemas binários e múltiplos são comuns no Universo. A formação estelar resulta em sistemas múltiplos tanto como em estrelas individuais, tal como o Sol, de acordo com as observações.

As estrelas dos sistemas múltiplos orbitam-se mutuamente, e movem-se em torno do seu centro de massa, devido à interacção gravitacional, um efeito que pode ser observado nas mudanças das suas posições relativas e velocidades radiais, e estão mais ou menos à mesma distância do Sistema Solar. Embora o catálogo de Messier tivesse sido feito com o propósito de enumerar apenas objectos nebulosos que pudessem ser confundidos com cometas, que hoje sabemos serem enxames, nebulosas ou galáxias, os sistemas duplos ou múltiplos certamente não caem nestas categorias. Mesmo assim, sabe-se de dois objectos de Messier que, no entanto, estão listados: M40 e M73. Estas entradas eram mais anotações posicionais. No caso de M40 foi um erro de Hevelius que registou uma nebulosa não existente, e no caso de M73, Messier teve a impressão de ver uma nebulosa por trás das suas quatro estrelas.

Sistemas Binários
M40 é um ténue sistema duplo catalogado por Messier enquanto pesquisava uma nebulosa erradamente registada por Hevelius. Situa-se a umas quantas centenas de anos-luz. Crédito: NOAO/AURA/NSF

Historicamente, Ptolomeu foi o primeiro a observar estrelas duplas, que descreveu Eta Sagittarii como tal objecto. O termo "estrela binária" foi aparentemente introduzido por Sir William Herschel em 1802 para designar "uma estrela dupla real - a união de duas estrelas que formam um sistema pelas leis da atracção". Quaisquer duas estrelas observadas, uma perto da outra, formam uma estrela dupla, a mais famosa sendo Mizar e Alcor na Ursa Maior (a primeira estrela dupla descoberta e separada com um telescópio foi Mizar por Riccioli em 1650). O mais provável, no entanto, é que esta estrela dupla seja uma estrela mais próxima e outra mais afastada que apenas "parecem" estar juntas - as duas estrelas estão, na realidade, bem distantes entre si mas que por acaso se encontram quase na mesma direcção vista a partir do nosso ponto de vista. Tais "binários falsos" têm o nome de binários ópticos.

Com a invenção do telescópio, descobriu-se muitos destes objectos mentirosos. Herschel, em 1780, mediu as separações e orientações de mais de 700 pares que pareciam ser sistemas binários e descobriu que cerca de 50 tinham mudado de orientação ao longo de duas décadas de observação. Os sistemas binários no qual as estrelas orbitam um ponto comum são então chamados binários visuais. Em outros casos, a única indicação de binaridade é obtida através do desvio de Doppler das linhas espectrais.

 Estes sistemas, conhecidos como binários espectroscópicos (carregue aqui para ver um applet em Java que simula o movimento deste tipo de objectos), consistem de relativamente próximos pares estelares cujo plano orbital se encontra substancialmente inclinado em relação ao plano da esfera celeste, tal que as linhas espectrais de ambas as estrelas são vistas a mudar regularmente para o azul e depois para o vermelho, à medida que orbitam para frente e para trás. Se o plano orbital for quase perpendicular ao plano da esfera celeste, para duas estrelas se ocultarem mutuamente regularmente, temos um binário eclipsante (carregue aqui para ver um applet em Java que simula o movimento deste tipo de objectos).
                                       
Impressão de artista de Cygnus X-1, um binário de raios-X, uma estrela variável de magnitude 8.9 que parece orbitar um espaço vazio. A sua companheira (com uma massa na ordem das 9-10 massas solares) é um dos principais candidatos ao título de buraco negro. Cygnus X-1 fica a cerca de 2,500 parsecs de distância. Crédito: ESA
 
Os cientistas também descobriram que algumas estrelas parecem orbitar um espaço vazio. Os binários astrométricos, por exemplo, são estrelas relativamente próximas vistas a oscilar em torno de um ponto, sem companheira visível. Com alguns binários espectroscópicos, existe apenas um conjunto de linhas a mover-se. Os mesmos argumentos para binários vulgares podem ser usados para medir a massa da companheira. Esta pode ser muito ténue, actualmente indetectável ou perdida no brilho da estrela primária, ou até pode ser um objecto que não brilha no visível, tal como uma estrela de neutrões. Por vezes, as provas indicam fortemente a presença de um buraco negro.

 Talvez o melhor exemplo seja Cygnus X-1, onde a massa do companheiro invisível é cerca de nove vezes a massa do Sol - excedendo de longe a massa máxima para uma estrela de neutrões, o outro candidato para a companheira. Os binários são particularmente cruciais como um dos métodos principais pelo qual os astrónomos podem medir directamente a massa de uma estrela distante. A força gravítica entre as estrelas individuais de um binário faz com que uma orbite a outra. A partir do padrão orbital do binário visual, ou da variação do tempo do espectro de um binário espectroscópico, a massa das suas estrelas podem por isso ser determinadas.

Dado que a maioria das estrelas habitam em sistemas binários, estes são particularmente importantes para o conhecimento dos processos pelo qual as estrelas se formam. Em particular, o período e massas do binário pode dizer-nos o momento angular do sistema. Dado que o momento angular é uma quantidade conservada na Física, os binários proporcionam-nos pistas importantes acerca das condições iniciais aquando da formação das estrelas.
Os sistemas binários são estáveis na ausência de influência por forças externas.

Sistemas triplos
 
M73 é um grupo de quatro estrelas próximas umas das outras na constelação de Sagitário. A sua natureza é ainda incerta - pode ser um asterismo - um alinhamento ocasional de quatro estrelas vistas da Terra ou até um enxame aberto bem espalhado. As suas distâncias variam entre 2,000 e 12,000 anos-luz.Crédito: George Sallit

Um sistema estelar com três estrelas é conhecido como um sistema triplo ou estrela tripla. Estes sistemas com três ou mais estrelas podem ser instáveis, possivelmente resultando na ejecção de uma ou mais estrelas.Geralmente, os cientistas têm mais dificuldade em modelar este tipo de sistemas do que os binários devido à sua natureza caótica. Os sistemas triplos têm geralmente um binário próximo e uma companheira orbital mais distante.
Exemplos de sistemas triplos: Alpha Centauri, P126

Sistemas quádruplos

Os sistemas quádruplos geralmente têm dois próximos binários cujos centros orbitam um outro centro comum. Vários exemplos de sistemas binários: Albireo, Sirius, Procyon, Alpha Centauri (triplo).
Exemplos de sistemas superiores ou iguais a quatro estrelas: Alcyone, Castor, Mizar, Eta de Lira.

Blocos no Monte Olympus

A auréola que envolve os setores Oeste e Norte do Monte Olympus em Marte tem quebrado a cabeça dos geólogos. A ideia mais comum é que esses depósitos se formaram à medida que gigantescas quantidades de terra escorregaram à medida que o vulcão parcialmente colapsava sobre seu próprio peso.
Essa imagem da HiRISE está centrada na parte mais escura e relativamente livre da auréola. Onde a poeira foi varrida, faixas de rochas mais escuras e brilhantes tornam-se visíveis. Isso sugere que as camadas gentilmente retorcidas foram expostas pela erosão. De fato muitos dos pequenos cumes e das mesas nessa área estão sendo erodidas pela ação dos ventos da mesma maneira que outros depósitos de camadas em outras partes de Marte.Contudo existem também blocos que derramam material escuro, que poderiam ter sido quebrados pelas rochas de lava. As muitas dunas na área sugerem que muitos dos detritos possuem o tamanho de grãos de areia.
Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=6548

Lua Marron

    imagem de Michael Hunnekuhl, Hannover-Alemanha
Nós normalmente falamos das regiões brilhantes e das regiões escuras na Lua, mas existem sutis sombras que são mostradas nessa imagem monocromática aqui reproduzida, e essas variações em cinza normalmente correspondem a cores um pouco diferentes. Essa imagem mostra uma área a leste do Imbrium que é colorida e bem definida. As cores foram ressaltadas para que se pudesse apreciá-las de maneira mais óbvia. Na realidade só existem aqui dois tipos de materiais, o material de ejeção da bacia e do mar, mas ambos possuem uma grande variação de cores. Os pedaços de mar são talvez mais fáceis de serem interpretados. Em geral, graus de escuridão correspondem a uma determinada quantidade de ferro e titânio em diferentes derramamentos de lava. Em alguns lugares linhas de raios apagados brilham como os que podem ser vistos saindo da cratera localizada no canto superior direito. As ejeções vem de dois tipos básicos – planícies brilhantes, como as que são cortadas pela Ariadaeus Rille, e aquelas que apresentam material extremamente rugoso normalmente listrados com material do Imbrium – encaixes radiais. Em dois lugares o último tipo de ejeção deixou o terreno amarronzado. Primeiro ao longo das Montanhas Haemus no topo. E o segundo é um pedaço bem marrom localizado a norte do Hyginus Rille. A área de Haemus pode ser coberta com depósitos piroclásticos que foram resultados da erupção do próximo Sulphicius Gallus Rilles. Não existe evidência para a cinza proveniente desse fenômeno no sul da região marrom fazendo com que isso seja mais um mistério lunar.
Fonte: http://lpod.wikispaces.com/December+6,+2010

M33: A Galáxia do Triângulo

      Créditos da Imagem & Copyright: Manfred Konrad
A pequena constelação do hemisfério norte conhecida como Triangulum hospeda essa impressionante galáxia espiral que está de frente para nós conhecida como M33. Seu nome popular é Galáxia do Cata-Vento ou apenas Galáxia Triangulum. A M33 tem mais de 50000 anos-luz de diâmetro, e é a terceira maior galáxia no Grupo Local de galáxias onde se localiza a Via Láctea, ela vem atrás da nossa galáxia e da M31, ou Galáxia de Andrômeda. Localizada a aproximadamente 3 milhões de anos-luz de distância da Via Láctea, a M33, é considerada como sendo uma galáxia satélite da galáxia de Andrômeda e os astrônomos se pudessem ficar em uma dessas galáxias certamente teriam uma visão impressionante dos braços espirais da outra. Como vista da Terra, essa imagem detalhada e em alta resolução mostra de forma graciosa os aglomerados e estrelas azuis da M33 e as regiões rosadas onde está acontecendo o processo de formação de estrelas, esses dois fenômenos povoam os braços espirais da M33. De fato, a cavernosa NGC 604 é a região de formação de estrelas mais brilhante, vista aqui na posição de 4 horas a partir do centro da galáxia. Como a M31, a população de estrelas variáveis bem medidas da M33 tem ajudado a fazer dessa galáxia espiral próxima uma marca cósmica para se estabelecer a escala de distância do universo.

Observando Através de Uma Lente Escura

Massivos aglomerados de galáxias – que estão orientados de forma a ficar de frente para a Terra – podem gerar um forte efeito de lente gravitacional. Contudo, algumas pesquisas desses aglomerados têm chegado a conclusão que esses aglomerados têm uma tendência a aumentar esse efeito de lente – no mínimo ter um efeito de lente maior do que aquele previsto com base na sua massa estimada.
 
Leia a Matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=6553

Íntimo e pessoal com o Very Large Telescope

Imagine que você é uma mosca e está na parede do Very Large Telescope do ESO, o maior e mais avançado observatório óptico do mundo (onde provavelmente nenhuma mosca entra). Você poderia ter essa visão. Essa imagem na realidade é uma foto feita com a lente de olho de peixe e nos dá uma incomum imagem do telescópio de 8.2 metros de diâmetro, posicionado e pronto para começar a captar a luz das mais profundas fontes do universo à medida que o seu domo se abrir e a luz das estrelas invadir o ambiente.
O VLT é constituído na realidade de quatro Unit Telescopes de 8.2 metros, chamados de Antu, Kueyen, Melipal e Yepun. Esses são os nomes na língua Mapuche para Sol, Lua, Cruzeiro do Sul e Vênus. Essa foto mostra o Yepun. Os nomes vem da língua nativa indígena das pessoas que viviam na parte ao sul do rio Bio-Bio, a aproximadamente 500 km ao sul de Santiago do Chile. O VLT é tão poderoso que ele permite que nós possamos observar objetos que sejam quatro mil milhões de vezes mais apagados do que aqueles que possamos observar com o olho nu. Isso tem ajudado o ESO a ser o mais produtivo observatório da Terra.
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