9 de dez de 2010

Histórico de pesquisas da Via Láctea

                                   Fotografia panorâmica de 360° de toda a galáxia, vista do Sistema Solar.

Antes do século XX


O filósofo grego Demócrito (450 a.C. – 370 a.C.) foi o primeiro a propor que a Via Láctea era composta por estrelas distantes. A prova disso veio em 1610 quando Galileu Galilei usou um telescópio para a estudar e descobriu que era composta por um número incalculável de estrelas. Uma obra de Kant publicada em 1755 sugere (correctamente) que a Via Láctea era uma massa de muitíssimas estrelas em rotação, seguradas pela força da gravidade tal como o sistema solar mas numa escala gigantesca. Kant conjecturou também que algumas das nebulosas visíveis durante a noite deviam ser galáxias tal como a nossa. A primeira tentativa de descrever forma da Via Láctea e o posicionamento do sol foi feita por William Herschel em 1785 pela cuidadosa contagem do número de estrelas nas diferentes regiões do céu. Herschel construiu um diagrama com a forma da galáxia com o sistema solar próximo do centro. Em 1845, Lord Rosse construiu um novo telescópio e conseguiu distinguir as diferenças entre uma nebulosa elíptica e uma em forma de espiral.

Depois do século XX

Harlow Shapley


Até o início do século XX, acreditava-se que a Via Láctea fosse um sistema relativamente pequeno, com o Sol próximo de seu centro. Mediante a análise da distribuição espacial dos aglomerados globulares (esféricos ou elipsóides) na galáxia, Harlow Shapley realizou em 1917 o primeiro cálculo seguro das reais dimensões da Via Láctea. Shapley descobriu que o Sol se situava a trinta mil anos-luz do centro galáctico e que estava mais próximo das bordas. Calculou um diâmetro de cem mil anos-luz para a Via Láctea, e que havia corpos aparentemente em órbita desta, que em futuro próximo Edwin Hubble provou serem outras galáxias.
Fragmento da Via Láctea (Foto: Observatório de Paranal).

Edwin Hubble


Foi a partir do trabalho realizado pelo astrónomo norte-americano Edwin Hubble em 1924 que houve a determinação aproximada da extensão de nosso universo. Hubble provou pela teoria conhecida atualmente como a constante de Hubble que existem outras galáxias, e que estas se afastam de nós. Ao medir a razão (velocidade) a que as galáxias se afastavam (indicando assim que se encontravam a uma grande distância), permitiu demonstrar que afinal essas estruturas se encontravam fora da Via Láctea e eram "ilhas" constituídas por estrelas.

Walter Baade

O astrônomo Walter Baade observou pela primeira vez na década de 1940, durante suas pesquisas sobre a galáxia de Andrômeda, a teoria da nucleossíntese, que estabelece que a abundância de elementos pesados em gerações sucessivas de estrelas deve aumentar com o tempo, e que o processo de formação de estrelas terminou no halo há muito tempo, mas continua até os dias atuais no disco de Andrômeda. Através deste estudo, descobriu haver um paralelo também com a formação e evolução da Via Láctea pela análise da correlação existente entre a localização espacial de uma estrela no sistema galáctico e sua abundância em elementos pesados. Baade e outros astrônomos concluíram então que as estrelas encontradas no disco da Via Láctea são tipo população I (estrelas jovens e pouco abundantes em elementos pesados), e que as do halo classificam-se principalmente como população II (estrelas velhas e abundantes em elementos pesados), enquanto as do núcleo são uma mistura homogênea dos dois tipos.

Matéria escura: finalmente vista?

Os cientistas só podem inferir da sua existência através do seu efeito gravitacional. Não interfere com a luz ou com a matéria normal. É muito dificil, portanto, descobrir a sua assinatura. O Modelo Padrão do Universo atribui-lhe um comportamento fundamental na formação das primeiras galáxias, pela compressão gravitacional que terá provocado nas imensas nuvens do hidrogénio primordial que originaram as primeiras estrelas. Aliás, uma das questões que hoje se discute é relativamente ao modo e em que dimensão se terá processado. Isto é crucial para se conhecer com rigor como o Universo evoluiu. Ainda há poucos dias foi divulgado o mais recente e mais rigoroso levantamento da distribuição da matéria escura no Universo, feito com o auxílio do telescópio espacial Hubble, a partir da distorção gravítica da radiação por um dos mais densos aglomerados de galáxias, o cluster Abell 1689, situado a 2,2 biliões da anos luz, as chamadas lentes gravitacionais, previstas por Einstein.
A matéria escura distribui-se no Universo, com a forma aproximada de grandes bolas de futebol americano, envolvendo as galáxias. Aqui na foto representada com a cor púrpura.
O apuramento cada vez mais rigoroso de como se formou e evoluiu o nosso Universo assim o exige. Ainda muito recentemente se descobriu algo que deixou os astrónomos admirados. Nas galáxias surgem, por vezes, nalgumas regiões do seu espaço o que se designa por aglomerados globulares de estrelas. São locais onde se congregam num espaço muito pequeno comparado com o da galáxia-mãe, dezenas ou centenas de milhares de estrelas. Atribui-se-lhes que tenham origem em verdadeiras maternidades estelares, isto é, a condensação estelar, por efeito das ondas de choque, originadas em explosões de supernovas, do gás intergalático mais denso nessas regiões.


Também à matéria escura era reservado nos modelos um papel importante na sua formação, pelo seu efeito gravitacional. Como referi, os cientistas sabendo que no núcleo das galáxias é onde se encontra a maioria da sua massa, pela maior densidade de estrelas, o seu buraco-negro e matéria escura, resolveram estudar aglomerados globulares distantes do centro, nas suas extremidades, longe dessa região de turbulência Fizeram-no em dois aglomerados globulares de duas galáxias distintas, o NGC 2419 da Via Láctea a 30.000 anos luz do seu centro e o MGC 1 da galáxia Andrómeda a 65.000 anos luz do seu centro, para ver como a matéria escura interferia na sua formação e evolução.


Depois transcreveram as observações para modelos computacionais. Verificaram que a matéria escura...não intervinha na sua formação. Ou seja, o que se verifica nesses aglomerados globulares é que as estrelas da sua periferia se escapam, abandonam o aglomerado. Se a matéria escura estivesse presente a gravidade tê-lo-ia impedido. O mesmo se poderá passar nos restantes aglomerados globulares. Há a hipótese, pouco crível, da própria matéria escura se ter dispersado, migrado para algures, o que não foi constatado.
Fotografia de um agmomerado globular
Portanto, o conhecimento da matéria escura, da sua composição, é um grande desafio. Talvez daqui por cinco anos se saiba a resposta. O Large Hadron Collider do CERN poderá trazê-la em breve. Agora, depois de fazerem uma triagem das observações do centro da nossa Via Láctea, dois investigadores pensam que encontraram indícios de aniquilação de partículas de matéria escura em poderosas explosões. Nada do que se conhece se acomoda ao observado a não ser destruição de matéria escura, diz Dan Hooper, do Fermi National Accelerator, Batavia, Illinois, E.U.A. e professor na Universidade de Chicago, que conduziu a investigação. Depois de ter ouvido a opinião de diversos cientistas diz que poderá haver algo em que ainda se não terá pensado mas todos corroboram da sua opinião. Os cientistas calculam que o total de matéria do Universo, que provoca os conhecidos efeitos gravitacionais, esteja repartida em 20% para a visível e os restantes 80% para a matéria escura. Não confundir com a composição do Universo, 73% de energia escura, 23% de matéria escura e 4% de matéria e radiação visiveis.

Os físicos teorizam que as partículas de matéria escura poderão ter, à semelhança do que acontece com as da matéria visível, as respectivas antipartículas, ou seja, partículas de anti-matéria escura. Assim sendo, quando interajem umas com as outras, em circunstâncias especiais como acontece com a matéria visível e poderá acontecer nas proximidades da fronteira de eventos de um buraco negro, aniquilam-se. O Fermi Gamma-ray Space Telescope, que foi lançado em Fevereiro de 2008, detectou uma explosão de raios gama no centro da nossa galáxia, mais brilhante do que o esperado. Hooper e Goodenough, o seu jovem discípulo, testaram vários modelos para tentarem explicar o que poderia criar essa explosão. Concluiram que, em última análise, só poderia ter sido provocada por partículas de matéria escura que, densamente empacotadas e comprimidas, se destroiem mutuamente emitindo a radiação gama. Ao estudarem esta radiação, Hooper e Goodenough, calcularam que as partículas da matéria escura, as weakly interacting massive particles, wimp's, teriam massas comprendidas entre 7,2 e 9,2 Gev/c2, quase nove vezes a massa de um protão.

Um Universo de matéria escura?

Imagem do Projecto Millenium Simulation, tirada em 2005, de uma região do espaço com 1,6 biliões da anos luz de extensão. Visualiza-se a distribuição dos aglomerados de galáxias, os nós a amarelo, e os filamentos de matéria que os ligam, por efeito gravítico, essencialmente devidos à matéria escura.
 
Um Universo-sombra entretecido silenciosamente no nosso poderá ter a sua própria vida interior. Através da força da gravidade a matéria escura, ainda desconhecemos a sua natureza, esculpe o nosso Universo numa teia de galáxias. Os cientistas suspeitam que para além da força da gravidade a matéria escura possa também exercer outras forças. Duas razões os levam a pensar na sua presença, a que atribuem 23% da matéria total do Universo. À matéria visível que percepcionamos, as galáxias, radiação e gás, um pouco mais de 4%. Os restantes 73% são atribuidos à energia escura, que só conhecemos pelo seu efeito repulsivo sobre a matéria visível, que será a responsável pela aceleração da expansão do Universo. Não são apenas as estrelas, as galáxias e as nuvens de gás que se movem como estando a ser puxadas pela gravidade da matéria escura mas outros enigmas presentes em processos de radioactividade que só poderão ser atribuidos a um outro tipo de partículas desconhecidas. 

À matéria escura é usualmente atribuido ser constituida por WIMP's, um tipo de partículas que interagem muito pouco com a matéria visível ou, pelo menos, é essa a actual suposição. Poderá a matéria escura ter uma vida rica no seu interior? Físicos de partículas que se dedicam ao estudo da matéria escura admitem que esta poderá interagir através de uma ampla gama de forças, incluindo uma forma de luz a que os nossos olhos são totalmente cegos. Dos tipos de anomalias que vemos e cujas causas lhe atribuimos podemos retirar delas alguns factos básicos. A matéria escura parece ser um mar de partículas invisíveis que preenche o espaço de modo desigual enquanto que a energia escura o preenche de modo homogéneo, uniforme, e aje como se estivesse entremeada no tecido do próprio espaço.

Uma Visão do Material Ejetado na Cratera Tycho na Lua


A Cratera Tycho é uma cratera que tem idade Copernicana, com 85 km de diâmetro e situada nas coordenadas 43.3°S, 11.2°W. Seu nome foi dado em homenagem ao astrônomo dinamarquês Tycho Brahe e é uma das feições mais fáceis de se ver no lado visível da Lua. Seu sistema de raios é tão óbvio e se espalha por uma área tão grande que os astronautas da Apollo 17 conseguiram coletar amostras dessas feições de ejeção, a mais de 2000 quilômetros de distância da cratera. Os cientistas dataram as amostras da cratera com uma idade de aproximadamente 110 Ma. Existem também imagens da superfície do cobertor ejetado pela Tycho feitas pela sonda Surveyor 7.
Nessa imagem recente da sonda LRO é possível observar áreas suaves no topo do material ejetado. Provavelmente essas regiões suaves são finas camadas de material derretido pelo impacto. O grande bloco que provavelmente foi ejetado durante o impacto caiu de volta para a cratera e subsequentemente cobriu esse material derretido. Essa série de eventos deve ter ocorrido rapidamente após o impacto, à medida que o material derretido se solidificou pouco depois de ter sido formado.

Uma Imagem em Infravermelho da Nebulosa da Pata do Gato

                          Visão infravermelha Vista da Nebulosa Pata de Gato. Crédito: ESO / J. Emerson / VISTA
A imagem aqui reproduzida mostra uma visão em infravermelho da Nebulosa da Pata do Gato (NGC 6334) feita pela sonda VISTA. A NGC 6334 é uma vasta região de formação de estrela localizada a aproximadamente 5500 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação do Escorpião. A nuvem de gás como um todo tem aproximadamente 50 anos-luz de comprimento. A NGC 6334 é um dos berçários mais ativos de jovens estrelas massivas na nossa galáxia, aproximadamente uma quantidade igual a dez vezes a massa do nosso Sol nasceu no último milhão de anos. As imagens foram feitas através dos filtros Y, J e K (mostrado aqui em azul, verde e vermelho respectivamente) e o tempo de exposição usado foi de aproximadamente 5 minutos por filtro. O campo de visão aqui mostrado tem aproximadamente um grau de comprimento.

Imagens de galáxias em rota de colisão reveladas pelo Hubble

A equipe que coordena as atividades do telescópio espacial Hubble divulgou  um “atlas” com 59 belas imagens de galáxias colidindo — é a maior coleção de fotos do instrumento já divulgadas de uma só vez. Interações entre galáxias são comuns no Universo. Algumas vezes, elas se unem calmamente e acabam gerando uma nova galáxia maior. Em outras, há dramáticas colisões que causam surtos de formações de novas estrelas.
FONTE:G1

A Cratera Intrepid em Marte

                                            Créditos:Mars Exploration Rover Mission, Cornell, JPL, NASA
A sonda robótica que passeia em Marte, Opportunity teve a chance de cruzar outra pequena cratera no planeta vermelho. A foto acima aqui reproduzida mostra a Cratera Intrepid que possui 20 metros de diâmetro e foi criado por um impacto e é um pouco maior que a Cratera Nereus que a Oppotunity cruzou no ano passado. A imagem aqui mostrada tem as cores aproximadamente naturais, mas foi horizontalmente comprimida para poder ser acomodada num panorama de ângulo amplo. A Cratera Intrepid tem esse nome em homenagem ao módulo lunar Intrepid que foi carregado pela Apollo 12 e que pousou na Lua há 41 anos atrás no último mês. Além da Cratera Intrpedid e do vasto deserto marciano pode-se ver no horizonte os picos que fazem parte da Cratera Endeavour. Se a Opportunity puder passar pelas rochas e pela areia fofa que irá enfrentar na sua trajetória ela poderá alcançar a Cratera Endeavour em algum momento no ano de 2011.

A M81 e o Arco de Arp

Crédito de imagem e direitos autorais: R gabany Jay - Colaboração: A. Sollima (IAC), A. Gil de Paz (U. Complutense de Madrid) D. Martínez-Delgado (MPIA, IAC), JJ Gallego Laborda (Obs Fosca Nit.), T. Hallas (Obs Hallas).
Uma das galáxias mais brilhantes nos céus do planeta Terra e similar em tamanho à Via Láctea, grande, é a bela galáxia espiral M81, localizada a 11.8 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação da Ursa Maior. Essa imagem profunda da região, aqui reproduzida revela detalhes no seu núcleo brilhante e amarelo, mas ao mesmo tempo mostra feições mais apagadas ao longo dos belos braços espirais azuis da galáxia e das linhas de poeira. Ela também mostra a imensa feição em forma de arco conhecida como Arco de Arp, que parece nascer do disco da galáxia na direita. Estudado em 1960 o Arco de Arp tem sido formulado como sendo uma cauda criada devido a guerra gravitacional entre a M81 e a sua vizinha e brilhante galáxia M82. Mas uma recente pesquisa demonstrou que boa parte do Arco de Arp provavelmente localiza-se dentro da nossa própria galáxia. As cores do arco que são vistas nos comprimentos de onda do visível e do infravermelho se ajustam às cores das nuvens de poeira difusas e relativamente inexploradas que se localizam a algumas centenas de anos-luz acima do plano da Via Láctea. Juntamente com as estrelas da Via Láctea as nuvens de poeira localizam-se no primeiro plano dessa impressionante imagem. A galáxia anã e companheira da M81, a Holmberg IX, pode ser vista um pouco acima e a esquerda da grande espiral. No céu essa imagem se espalha por aproximadamente 0.5 graus, ou aproximadamente o tamanho da Lua cheia.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap101209.html

Um Mapa Climático Intergaláctico

Essa imagem composta mostra um mapa climático intergaláctico ao redor da galáxia elíptica NGC 5813, a galáxia dominante central de um grupo de galáxias localizado a aproximadamente 105 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=6619
Créditos: http://cienctec.com.br

Encontrado primeiro exoplaneta rico em carbono

                                             © NASA (moléculas presentes no exoplaneta WASP-12b)
Uma equipe de cientistas da Universidade de Princeton, dos Estados Unidos, descobriu que o planeta WASP-12b, um dos exoplanetas mais quentes já descobertos, tem uma relação carbono-oxigênio maior que a vista no nosso sistema solar. Os especialistas chegaram a essa conclusão após analisar a luz que o planeta reflete. O diagrama acima mostra a presença de moléculas (água, metano e monóxido de carbono) no exoplaneta WASP-12b através da relação do brilho relativo e o comprimento de onda. O WASP-12b orbita uma estrela ligeiramente mais quente que o Sol a uma distância quarenta vezes mais próxima que aquela que a Terra tem do Sol, por isso é considerado um dos exoplanetas mais quentes conhecidos até o momento, com uma temperatura de superfície de 2.200ºC, mostra o estudo.
 
É possível que o planeta tenha altas quantidades de grafite, diamante e ainda outras formas não conhecidas de carbono em seu interior. Até o momento, astrônomos não têm a tecnologia para observar o interior dos exoplanetas, mas suas teorias trazem possibilidades intrigantes. O planeta Terra tem muitas rochas, como o quartzo, que são feitas de sílica, oxigênio e outros elementos. Mas o planeta onde o carbono fosse predominante seria um lugar muito diferente. Isso significa que, nesse mundo o diamante não seria uma pedra preciosa. O carbono é um componente comum nos sistemas planetários e um ingrediente chave para a vida na Terra. A medição da relação carbono-oxigênio tem a finalidade de obter uma ideia da composição química dos astros.
Créditos: Astro News: http://cosmonovas.blogspot.com/

Estrelas Dançantes Ligam Sua Luz Vermelha

No pico de seu brilho a rara nova vermelha V838 Monocerotis revelou brevemente a estrela mais poderosa na galáxia. NASA/ESA/H. E. Bond (STScI) 

Pela primeira vez, os astrônomos observaram a dança espiralada realizada por duas estrelas que estão se fundindo em uma única. As observações, feitas entre 2001 e 2008, sugerem uma solução para o problema de como raras “novas vermelhas” se formam. A maior parte das novas são azuis e ocorrem quando o material em uma anã branca explode. Mas o que causa uma nova vermelha ainda é um problema. A nova vermelha bem conhecida foi registrada em Janeiro de 2002 na direção da borda do nosso disco galáctico. Denominada V838 Monocerotis, ela era mais luminosa do que as novas normais – no pico de seu brilho, ela brevemente revelou as estrelas mais poderosas na galáxia.
 
Em Setembro de 2008, a nova vermelha V1309 Scorpii apareceu na Via Láctea. Felizmente, ela estava posicionada na parte do céu que está sendo observada pelo programa Optical Gravitaional Lensing Experiment (OGLE), um programa polonês que usa dados do telescópio localizado no Observatorio de Las Campanas no Chile para pesquisar por sinais de matéria escura e de planetas. Como resultado, a equipe de pesquisadores tem de forma inadvertida registrado o processo que cria uma nova vermelha.
 
O material é fantástico”, disse Romuald Tylenda, um astrônomo no Nicolaus Copernicus Astronomical Center em Toruń na Polônia. “Eu nunca esperei ver tantas observações antes de uma erupção”. De 2001 até 2008 a equipe do OGLE observou a estrela pré-nova por impressionantes 1340 vezes. No artigo submetido para a revista Astronomy and Astrophysics, Tylenda e seus colegas dizem que a nova vermelha foi criada a partir da fusão de um sistema de estrelas duplas conhecido como uma binária de contato. Uma binária de contato consiste de duas estrelas que circulam uma a outra numa órbita tão próxima que elas se tocam. Se fosse observado de um planeta observando esse sistema, os dois sóis teriam uma forma de pepino. Embora pareçam objetos muito exóticos, as binárias de contato são relativamente comuns: a mais próxima denominado de 44 Boötis B está localizada a apenas 41 anos-luz de distância da Terra.
 
Pelo fato delas estarem muito próximas, as duas estrelas se eclipsam de maneira continua, fazendo com o que o brilho varie muito. Esse fenômeno permitiu a Tylenda e sua equipe deduzirem a natureza da V1309 Scorpii que está localizada a 10000 anos-luz de distância da Terra. Antes da explosão, as duas estrelas dançaram ao redor uma da outra a cada 1.4 dias. À medida que elas se espiralavam, seus período ia diminuindo até que as estrelas se fundiram e explodiram, fazendo com que o seu brilho aumentasse 10000 vezes. Tylenda e seus colegas estimaram que a maior estrela tinha aproximadamente a massa do Sol. Observações atuais indicam que o sistema está agora unido.
 
“É certamente uma descoberta bem animadora”, disse Howard Bond, um astrônomo do Space Telescope Science Institute em Baltimore, Maryland, que não é parte da equipe que participou da descoberta. “Isso é claramente algo que nós nunca vimos antes”. Contudo, Bond, tem cautela e diz que o mesmo processo pode não explicar outras novas vermelhas. Tylenda discorda: “Eu acho que quase todas as novas vermelhas são resultados de fusões”. Em particular, ele argumenta que nova vermelha mais bem conhecida, a V838 Monocerotis é o resultado de um tipo de fusão. Essa explosão foi mais poderosa do que a V1309 Scorpii, indicando uma massa maior.
 
O primeiro sinal observacional que binárias de contato se fundem aconteceu em 1981, quando o astrônomo americano Bernard Bopp e Robert Stencel disse que a estrela gigante de rotação rápida denominada FK Comae Berenices era uma antiga binária de contato que tinha se fundido e tornou-se única. Essa estrela e duas outras gigantes de rotação rápida chamaram a atenção pois a maioria das estrelas gigantes possuem uma rotação lenta. Mas quando uma binária de contato se funde, o momento angular das estrelas acelera quando elas se fundem.
 
Shrinivas Kulkarni, um astrônomo no California Institute of Technology em Pasadena, descreveu as descobertas feitas por Tylenda e seus colegas como espetacular. Kulkarni nota que teorias para explicar as novas vermelhas vale para todas as novas vermelhas conhecidas. “Isso tem sido um mistério por muitos anos. Essa descoberta é um imenso passo para tentar solucionar esse mistério”.
O artigo onde saiu essa pesquisa pode ser acessado aqui: V1309 Scorpii: merger of a contact binary

O aglomerado globular Messier 107

O aglomerado globular Messier 107, também conhecida como NGC 6171, está localizado a cerca de 21 000 anos-luz de distância na constelação de Ophiuchus. Messier 107 é cerca de 13 minutos de arco de diâmetro, o que corresponde a cerca de 80 anos-luz na sua distância. Como é típico dos aglomerados globulares, uma população de milhares de estrelas velhas em Messier 107 é densamente concentradas em um volume que é apenas cerca de vinte vezes a distância entre o Sol eo seu vizinho mais próximo, Alpha Centauri, em frente. Esta imagem foi criada a partir de exposições obtidas com filtros azul, verde e infravermelho próximo, usando a Wide Field Imager (WFI), no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros em La Silla, Chile.
O aglomerado globular Messier 107 na constelação de Ophiuchus
Este gráfico mostra a localização do aglomerado globular Messier 107, também conhecida como NGC 6171, na constelação de Ophiuchus (o portador de serpente). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições e NGC 6171 em si é destacado com um círculo vermelho na imagem. Este aglomerado rico é visível em binóculos e é uma visão impressionante de tamanho moderado telescópios amadores.

Um Enxame de Estrelas Antigas

Conhecemos cerca de 150 enxames globulares, verdadeiras colecções de estrelas velhas, que orbitam a nossa Galáxia, a Via Láctea. Esta imagem muito nítida de Messier 107, obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio de 2.2 metros no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, mostra a estrutura de um destes enxames globulares extremamente detalhada.

Sonda japonesa não consegue entrar na órbita de Vênus

A sonda espacial japonesa Akatsuki fracassou na tentativa de entrar na órbita de Vênus
Foto: AFP
A sonda espacial Akatsuki fracassou na tentativa de entrar na órbita de Vênus, informou nesta quarta-feira a Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa). "Tentamos manobrar para colocar a sonda em órbita, mas chegamos a conclusão de que não foi possível", lamentou a agência em um comunicado oficial. A a agência Jiji Press, a Jaxa planeja tentar novamente a manobra quando a sonda voltar à posição adequada, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. Lançada no dia 20 de maio pelo foguete H-DA, a Akatsuki - que significa 'alvorada', em japonês - percorreu sem problemas o longo trajeto até Vênus, mas fracassou na tentativa de entrar em uma órbita elíptica, o que lhe permitiria se aproximar a 300 km do planeta. A missão Akatsuki (ou Venus Climate Orbiter PLANET-C), preparada desde 2001, pretendia completar as informações obtidas pelo Venus Express, o satélite lançado no fim de 2005 pela Agência Espacial Europeia e que chegou ao destino no primeiro semestre de 2006. Os cientistas esperam que a observação do clima de Vênus ajude na compreensão da formação do meio ambiente da Terra.
AFP

Nasa registra erupção solar de 1 milhão de km


A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta terça que um filamento solar que estava "serpenteando" em volta do Sol entrou em erupção. O observatório Solar Dinâmico da Nasa registrou a ação em detalhes com luz ultravioleta.
O filamento possui quase 1 milhão de km de comprimento (a circunferência da Terra, no equador, é 40.075 km) e sua proeminência estava visível há duas semanas antes de começar a sair do campo de visão. Filamentos são nuvens de gases suspensas acima do Sol por forças magnéticas e são de movimentação instável.

Observatório observatório Solar Dinâmico da Nasa registrou a erupção em detalhes.Foto: Nasa/Divulgação

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/

Descoberto 4º planeta na estrela mais próxima do Sistema Solar


     © ESO (ilustração do exoplaneta HR 8799)
Foi localizado, por astronômos canadenses, um quarto planeta que orbita a estrela HR 8799, a mais próxima do nosso Sistema Solar. O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas a formação dos quatro estão sendo analisadas. Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas. Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso Sistema Solar, mas muito maiores. As novas imagens, feitas em um período de 15 meses, revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três. Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.
Fonte: http://www.nature.com/
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