31 de jan de 2011

Europa em Fase Crescente

                                              Créditos: Galileo Project, JPL, NASA; reprocessed by Ted Stryk
Embora a fase dessa lua possa parecer familiar, a lua não. De fato essa fase crescente mostra parte da lua de Júpiter, Europa. A sonda robô Galileo capturou esse mosaico de imagem durante a sua missão em órbita de Júpiter de 1995 até 2003. O que se pode ver nessa imagem de Europa são planícies de gelo brilhante, fraturas que desaparecem no horizonte, e pedaços escuros que provavelmente contém gelo e sujeira. O terreno soerguido é particularmente aparente próximo ao terminador, onde mostra sua sombra. Europa tem o tamanho aproximado da Lua da Terra, mas é muito mais suave, mostrando poucos planaltos ou grandes crateras de impacto. Evidências e imagens da sonda Galileo indicam que um oceano líquido poderia existir abaixo da superfície congelada do satélite. Para testar essa especulação e também a de que o oceano poderia abrigar a vida, a NASA e a ESA começaram o desenvolvimento inicial da chamada Europa Jupiter System Mission, uma sonda que deve ser lançada por volta de 2020 que irá explorar Júpiter e em particular Europa. Se a superfície de gelo for fina o suficiente, uma missão futura enviar pequenos hidrorobôs para procurar pela vida no oceano na subsuperfície de Europa.

O Trio de Galáxias Arp 274

Nos dias 1 e de 2 de Abril de 2009, o Telescópio Espacial Hubble fotografou o que seria na época o alvo vencedor da competição ‘You Decide’ do Space Telescope Science Institute uma competição criada para celebrar o ano de 2009 como o International Year of Astronomy (IYA). A imagem vencedora é sensacional, ela mostra um grupo de galáxias conhecido como Arp 274. Esse objeto na ocasião recebeu 67021 votos dos 140000 votos computados para os seis finalistas. O conjunto Arp 274 é também conhecido como NGC 5679, e é um sistema de três galáxias que parecem estar se sobrepondo na imagem, embora elas estejam a distâncias diferentes.
A forma espiral de duas dessas galáxias aparece na sua maior parte intacta. A terceira galáxia (mais a esquerda) é mais compacta, mas mostra evidências de processos de formação de estrelas. Duas das três galáxias estão formando estrelas numa taxa alta. Isso é evidente no brilho azul de nós que mostram a formação de estrelas que estão localizados nos braços das galáxias à direita e ao longo da pequena galáxia à esquerda. A maior componente está localizada no meio das três. Ela aparece como uma galáxia espiral, que pode ser barrada. O sistema como um todo localiza-se a aproximadamente 400 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Virgo.
A Wide Field Planetary Camera 2 do Hubble foi utilizada para fazer essa imagem do sistema Arp 274. A cor azul, o comprimento de onda do visível e o infravermelho foram combinados através de filtros para isolar as emissões de hidrogênio. As cores nessa imagem refletem a cor intrínseca das diferentes populações estelares que constituem as galáxias. Estrelas mais velhas aparecem amareladas e podem ser vistas no bulbo central de cada galáxia. Um brilhante aglomerado de estrelas constituem cada núcleo. Estrelas azuis mais jovens traçam os braços espirais, juntamente com nebulosas rosadas que são iluminadas pelas novas estrelas em formação.
A poeira interestelar tem sua silhueta marcada contra a população estrelada. Um par de estrelas que aprece em primeiro plano faz parte da Via Láctea. O International Year of Astronomy em 2009 foi promovido como comemoração dos 400 anos das primeiras observações feitas através de um telescópio por Galileu. As pessoas ao redor do mundo se reuniram para celebrar o YIYA durante 100 horas entre os dias 2 e 5 de Abril daquele ano. Esse evento de escala global fez com que muitas pessoas tivessem a experiência de observar o céu noturno, muitos pela primeira vez. O crédito dessa imagem é: NASA, ESA e M. Livio e Hubble Heritage Team (STScI/AURA). 

Entenda como os astrônomos descobrem planetas extrassolares


Atualmente, esses tipos de astros são detectados principalmente por métodos indiretos
 A descoberta de exoplanetas é difícil por três motivos, explica o astrônomo Ronaldo Mourão. Primeiro porque a diferença entre o brilho da luz gerada pela estrela e o da luz refletida pelos planetas é tão grande que, dependendo do comprimento de onda, pode chegar a valores de bilhões de vezes. Segundo porque o ângulo entre eles é muito pequeno, da ordem de alguns décimos de um arco de segundo, o que é parecido com ver uma bola de pingue-pongue a uma distância de 5 km. Em terceiro, a enorme diferença entre a massa de um planeta em relação à da estrela, que torna a detecção muito difícil.

Métodos de detecção

Existem quatro métodos capazes de permitir a detecção de planetas extrassolares: 1) a direta, que fornece a imagem do planeta; 2) a astrométrica, que mede a variação periódica da posição da estrela produzida pela massa do planeta que orbita em sua volta; 3) a espectroscópica, obtida pelo desvio da velocidade estelar causada pela presença dos planetas; e a 4) fotométrica, pela variação da curva de luminosidade estelar causada por eclipses e fenômenos relacionados, como o trânsito de um planeta na frente de uma estrela. O método mais usado ao longo século 20 foi o astrométrico, conta Mourão. Graças a avanços na tecnologia de observação astronômica, "todos esses métodos evoluíram em sensibilidade e precisão, principalmente por causa do uso de sensores sensíveis ao infravermelho, que permitiram a identificação de corpos com temperatura muito baixa, como nuvens protoplanetárias ou discos protoplanetários ao redor de estrelas próximas".  As futuras missões espaciais da Nasa (agência espacial americana) Space Interferometry, Terrestrial Pathfinder e Darwin planejam detectar exoplanetas de um modo mais direto. 
Fonte: R7.COM

30 de jan de 2011

Teremos dois sóis em 2012?

Especula-se que a estrela Betelgeuse passará por uma supernova colossal no ano de 2012 e que pode brilhar tanto, que durante o dia ela será como um segundo sol.
Vários sites pela internet divulgaram que a estrela Betelgeuse logo irá virar uma supernova e, em 2012, irá brilhar em nosso céu como um segundo Sol. No entanto, segundo cientistas, isso é completamente infundado. De acordo com especialistas, a Betelgeuse está, sim, a caminho de se tornar uma supernova e isso deve acontecer logo – mas esse “logo” está em termos astronômicos, e pode acontecer daqui a um milhão de anos. Ninguém tem certeza de quando a explosão irá acontecer realmente, mas mesmo que estejamos aqui para testemunhar, a supernova não apareceria no céu como um segundo Sol. Ela se aproximaria, no máximo, com o brilho de uma lua crescente. Segundo os astrônomos, ela seria brilhante e apareceria no céu mesmo durante o dia e, com certeza, assustaria muita gente, mas não seria nem de perto tão brilhante quanto nosso Sol.
Fonte:hypescience.com

Sonda da NASA Opportunity Contempla a Cratera Santa Maria em Marte

       Crèditos: Mars Exploration Rover Mission, NASA, JPL, Cornell; Image Processing: Marco Di Lorenzo, Kenneth Kremer
Celebrando 7 anos na superfície de Marte, a sonda Mars Exploration Rover Opportunity está agora próxima ao anel da cratera de 90 metros de diâmetro conhecida como Santa Maria. Fazendo história, tanto a Opportunity como sua irmã gêmea, a Spirit sobrevivem até hoje no Planeta Vermelho cumprindo uma missão inicial proposta de 3 meses. Ainda explorando, a sonda robô que é do tamanho de um carrinho de golfe e a sua sombra à direita aparecem em primeiro plano nessa imagem panorâmica, aqui reproduzida que mostra a sua atual localização. O mosaico foi construído usando imagens feitas pela câmera de navegação da sonda. Neste sétimo aniversário, a Opportunity quebrou a marca recorde de 26.7 quilômetros percorridos na superfície marciana. Após investigar a Cratera Santa Maria, os controladores planejam fazer com que a Opportunity retorne sua jornada até a Cratera Endurance, uma grande cratera com 22 quilômetros de diâmetro localizada a 6 quilômetros da Cratera Santa Maria. Durante os dias que se seguem, até meados de Fevereiro de 2011, a comunicação entre a sonda e a Terra ficará difícil, pois Marte move-se para alinhar com o Sol numa conjunção. Mas essa parada nas comunicações é apenas mais um desafio que a equipe terá que passar.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110129.html

Galeria de Imagens - Exoplanetas curiosos

Com uma massa cinco vezes maior que a da Terra, o planeta CoRot-7b orbita em torno de uma estrela que fica a 500 anos-luz de nosso planeta, mas que é muito parecida com nosso Sol. Mas as semelhanças terminam por aqui. O ano desse exoplaneta dura apenas 20 horas, o que torna sua temperatura muito mais quente do que o ser humano é capaz de aguentar. A composição do planeta ainda é desconhecida, mas é provável que seja composto predominantemente de rochas.
Pesquisadores da Nasa estão intrigados com o GJ 436b, um exoplaneta que tem o tamanho de Netuno e fica a 33 anos-luz da Terra, na constelação de Leão. Tudo porque ele não tem metano, um gás formado por carbono e que é muito comum no nosso Sistema Solar. Em astros que têm atmosfera composta por hidrogênio, carbono e oxigênio e temperatura de até 540ºC, como é o caso, é esperado que haja uma grande quantidade de metano e uma pequena quantidade de monóxido de carbono. Mas isso não acontece no GJ 436b
O CJ 1214b é um novo planeta muito parecido com a Terra, mas maior do que ela, e que poderia ter mais da metade de sua superfície coberta por água. A "Super Terra", como está sendo chamado o planeta, está a 42 anos-luz de distância em outro sistema solar, e seu raio é 2,7 vezes maior que o de nosso planeta. O GJ 1214b demora 38 horas para fazer sua órbita em torno de uma estrela pequena e fraca
Gliese 581g está localizado em uma "zona habitável" em órbita da estrela vermelha anã Gliese 581, o que significa que pode existir água em sua superfície. Os pesquisadores estimaram que o planeta tem uma massa de três a quatro vezes a da Terra e um período orbital - o tempo que o planeta demora para dar uma volta em sua estrela - de pouco menos de 37 dias, que pode ser considerado seu "ano"
 OHD 80606 b é um planeta extrassolar que possui uma massa quatro vezes maior que a de Júpiter. Nesse planeta, os verões são muito quentes, geralmente em torno de 525 ºC. A 200 anos-luz da Terra, esse astro possui a órbita mais elíptica descoberta até hoje. Em comparação ao Sistema Solar, a distância do HD 80606b a sua estrela-mãe vai da órbita externa de Vênus até a órbita interna de Mercúrio. Nessa sequência de imagens, o lado noturno do planeta foi simulado por computador, como seria visto por uma luz infravermelha, em intervalos diários, ao passar pelo ponto mais próximo de sua órbita em torno de sua estrela-mãe.
Fonte:noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia

Astrônomos dizem que planetas fora do Sistema Solar são saída para habitantes da Terra

Busca por exoplanetas deverá aumentar o número de descobertas nos próximos anos
               Concepção artística mostra o planeta GJ 1214b (em preto) fazendo a órbita em torno da estrela
Nos últimos dez anos, os astrônomos encontraram cerca de 500 planetas extrassolares (que ficam fora do Sistema Solar). Graças a avanços em tecnologias de detecção, que estão cada vez mais precisas, a busca por exoplanetas (planetas que ficam fora do Sistema Solar) deve fazer com que esse número seja ainda maior.  Segundo o astrônomo Ramachrisna Teixeira, diretor do Observatório Abrahão de Moraes da USP (Universidade de São Paulo), em Valinhos, no interior de São Paulo, o objetivo da procura por esse tipo de planetas, mais do que encontrar alienígenas, é preservar a espécie humana no futuro.

Hoje a Terra é habitável, mas um dia não será mais, o que nos obrigará sair daqui. Seu colega, o astrônomo Ronaldo Mourão, fundador do Museu de Astronomia do Rio de Janeiro, lembra que nos próximos 5 bilhões de anos o Sol deverá se transformar em uma estrela gigante vermelha, destruindo a Terra. Mas o astrônomo concorda com seu colega que, antes disso, a própria humanidade se encarregará de acabar com as condições de vida por aqui. - Só a ciência e a tecnologia conseguirão salvar a humanidade, nos oferecendo uma nova saída. Graças a elas, viveremos uma evolução muito grande e poderemos mudar de planeta.

Estudo ajudará a entender como eles nascem e se desenvolvem

A procura por esses mundos habitáveis é realizada fora de nosso Sistema Solar, daí a expressão "extrassolares". Os cientistas estimam que existam 200 bilhões de estrelas na Via Láctea, a nossa galáxia, e que 70% delas tenham as mesmas características de nosso Sol, com sistemas planetários parecidos com o nosso. Segundo Mourão, a descoberta desses planetas “pode revelar que realmente existem outros sistemas planetários, ao contrário do que se pensava até meados do século 20”, quando sua existência era considerada uma raridade no Universo.

Graças a eles, começamos a compreender melhor a origem e o desenvolvimento dos planetas, o que foi muito importante também para entendermos melhor o futuro de nosso Sistema Solar. Teixeira, que, em 1995, ajudou a medir a distância um dos primeiros exoplanetas detectados, conta que os astrônomos que estão procurando esses tipos de astros com probabilidade de vida estudam estrelas parecidas com o Sol (tipo G), que podem ter planetas com condições parecidas com as da Terra. Em pouco tempo, seremos capazes de detectar planetas comparáveis ao nosso, com características que favoreçam a vida.

Laboratório brasileiro vai estudar comportamento de extremófilos

O astrônomo explica que, para os cientistas, vida significa qualquer micro-organismo (como uma bactéria) encontrado no fundo de um poço de petróleo, por exemplo, tão resistente que poderia ter sobrevivido a uma viagem planetária, como aconteceu com a bactéria encontrada pela Nasa que substitui o fósforo pelo arsênico. Essa descoberta permite se pensar que outros elementos químicos poderiam propiciar a vida, não se limitando portanto aos já determinados carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. Chamados de extremófilos, esses organismos conseguem sobreviver ou até necessitam fisicamente de condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra.

Justamente para entender esses micro-organismos, até o final deste ano, o observatório de Valinhos deverá contar com um laboratório de astrobiologia, que irá simular atmosferas de Titã (lua de Júpiter) e do planeta Marte, por exemplo, para estudar como os extremófilos se comportam nesses ambientes. O que os cientistas pretendem responder é "se a vida na Terra pode ter vindo de fora e se existe vida fora da Terra", explica Teixeira.
Fonte: www.noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia

28 de jan de 2011

Quasar Tipo 2: Lente Gravitacional Ajuda o Chandra a Encontrar Tipo Raro de Buraco Negro

No painel acima, a imagem da esquerda é feita com raios-X e a imagem da direita é feita com o comprimento de onda óptico do espectro e mostram o Buraco Negro Veiled. A imagem da esquerda foi construída com dados do Observatório de Raios-X Chandra e mostra a poderosa fonte pontual de raios-X. A imagem da direita foi construída com dados do Telescópio Espacial Hubble e mostra a galáxia espiral com a qual a fonte de raios-X está associada. A fonte de raios-X está localizada no centro da galáxia, e tem um déficit de raios-X de baixa energia consistente com a absorção por uma espessa nuvem de gás. A combinação da poderosa emissão de raios-X e da absorção dos raios-X de baixa energia e a relativamente normal aparência óptica da galáxia sugere que a fonte é um raro tipo de buraco negro chamado de quasar Tipo 2. A aparência espalhada da fonte de raios-X é um artefato instrumental. A distribuição de raios-X é consistente com essa fonte como sendo um ponto. As imagens em raios-X e óptica tem a mesma escala, com 10 arcos de segundo de lado.
Créditos: Ciência e Tecnológia

27 de jan de 2011

Telescópio Espacial Hubble da NASA Encontra Candidata a Mais Distante Galáxia Já Vista no Universo


Astrônomos têm levado o Telescópio Espacial Hubble da NASA ao limite ao encontrarem o que eles acreditam ser o objeto mais distante já visto no Universo. A luz desse objeto viajou 13.2 bilhões de anos até atingir o Hubble e ele é 150 milhões de anos mais distante do que o objeto anteriormente considerado o mais distante. A idade do universo é estimada em 13.7 bilhões de anos. O apagado objeto, chamado de UDFj-39546284, é na verdade uma galáxia compacta de estrelas azuis que existiu 480 milhões de anos depois do Big Bang, ou seja, quando o universo tinha somente 4% de sua idade atual. Isso é muito pouco. Seriam necessárias centenas dessas mini galáxias para construir uma galáxia como a Via Láctea. Os astrônomos se surpreenderam ao encontrar evidência de que a taxa com a qual o Universo formou estrelas tenha crescido de forma impressionante em aproximadamente 200 milhões de anos.

“Nós estamos observando imensas mudanças na taxa de nascimento de estrelas que nos dizem se nós iremos mais longe ainda no tempo para ver mudanças mais dramáticas”, disse Garth Illingworth da University of California em Santa Cruz. A taxa de nascimento de estrelas tem aumentado num fator de 10 dos 480 milhões de anos até os 650 milhões de anos depois do Big Bang. “Essas observações nos fornecem as melhores idéias sobre os objetos iniciais que encontramos”, adiciona Rychard Bouwens da Leiden University na Holanda. Os astrônomos não sabem exatamente quando as primeiras estrelas apareceram no universo, mas cada etapa mais longe da Terra nos leva a observar o início do universo de forma mais profunda, quando as estrelas e as galáxias estavam apenas começando a emergir depois do Big Bang.

“Nós estamos movendo dentro de um regime onde grandes mudanças aconteciam rapidamente. Algumas centenas de milhões de anos em direção ao Big Bang estaremos vendo o momento em que as primeiras galáxias estavam realmente começando a ser construídas”, disse Illingworth. Bouwens e Illingworth relataram sua descoberta na edição de 27 de Janeirode 2011 da revista Nature. Mesmo as mais distantes proto-galáxias que Illingworth espera ver estão fora do limite do Hubble e só serão vistas com os olhos infravermelhos do Telescópio Espacial James Webb que irá suceder o Hubble. Planejado para ser lançado nessa década, o Webb irá fornecer medidas espectroscópicas que confirmarão a tremenda distância do objeto relatado hoje.

Após um ano de análises detalhadas, o objeto foi positivamente identificado nos dados coletados pelo Hubble Ultra Deep Field – Infrared (HUDF-IR) durante os anos de 2009 e 2010. Essas observações foram feitas com a Wide Field Camera 3 (WFC3) começando apenas alguns meses depois dela ter sido instalada no Telescópio Espacial Hubble em Maio de 2009, durante a missão de serviço da NASA no telescópio espacial. O objeto aparece como um ponto apagado de luz nas exposições do Hubble. Ele é tão jovem e tão pequeno que não tem uma forma espiral familiar que é característica das galáxias no Universo local. Acredita-se que estrelas individuais possam ser resolvidas pelo Hubble, a evidência sugere que essa é uma galáxia compacta de estrelas quentes que começou a se formar mais de 100-200 milhões de anos antes, a partir do gás armazenado em um pacote de matéria escura.

 A proto-galáxia somente é visível nos comprimentos de onda infravermelho mais distantes observados pelo Hubble. Isso significa que a expansão do Universo foi esticada e com isso a luz tornou-se avermelhada mais do que qualquer outra galáxia previamente identificada na HUDF-IR, no limite do que o Hubble pode ver. O telescópio James Webb irá mais profundo nos comprimentos de onda do infravermelho e será no mínimo uma ordem de grandeza de magnitude mais sensível do que o Hubble, permitindo uma caçada mais eficiente das primeiras galáxias mesmo em distâncias maiores em tempos mais distantes próximos do Big Bang. Os astrônomos mergulham nas profundezas do Universo e pesquisam sua história, medindo quanto da luz de um objeto foi esticada pela expansão do espaço. Isso é chamado de desvio para o vermelho ou valor z.

 Em geral, quanto maior o valor observado para z mais distante no tempo e no espaço localiza-se o objeto. Antes do Hubble ser lançado os astrônomos somente podiam observar galáxias com o z = 1, correspondendo a metade do caminho do universo.  Os primeiros 500 milhões de anos da existência do universo, ou seja, z de 1000 a 10 é agora um capítulo perdido no crescimento hierárquico das galáxias. Não está claro como o universo se estruturou fora da escuridão esfriando a bola de fogo do Big Bang. Como um embrião em desenvolvimento, os astrônomos sabem que precisa ter tido um período inicial de rápidas mudanças para se ter gerado as condições iniciais que fizeram as galáxias do universo que existem hoje.
Créditos: Hubble Site

Novas evidências de que a vida na Terra veio do espaço

Dois novos estudos publicados na semana passada dão mais peso à teoria de que a vida na Terra não teria surgido no planeta, e sim veio do espaço. Eles sustentam a idéia de que os aminoácidos, os blocos constituintes da vida, são quirais (eles têm lado direito e esquerdo prevalecente)e  que a vida no espaço e na terra seria mais “canhota” porque a vida na Terra veio do espaço. Na semana passada, os cientistas documentaram a descoberta mais uma variedade de rochas espaciais que tinham aminoácidos “canhotos”, embasando ainda mais a teoria. Segundo Daniel Glavin, da Nasa, isso prova que realmente há algo que veio dos asteróides. Cientistas franceses acreditam que essa tendência tenha a ver com luz polarizada – a luz oscila em direções diferenciadas (para cima, para baixo, para a esquerda ou direita). No espaço a luz forma, no entanto, um padrão de “saca rolhas”, pois sua polarização é circular. Como a luz é um dos ingredientes para a formação dos aminoácidos, esse padrão faria com que fossem criados mais aminoácidos canhotos do que destros. Se a vida fosse criada na Terra, diretamente, a proporção seria igual, já que a luz não é polarizada de forma circular.
E você, leitor? O que acha sobre essa teoria?

A Lua de Júpiter, Europa

A lua de Júpiter, Europa tem uma crosta feita de blocos, que devem ter se partido e migrado para novas posições, como mostra a imagem da esquerda. Essas feições são as melhores evidências geológicas até o momento de que Europa pode ter tido um oceano de subsuperfície em algum momento no passado. Combinado com dados geológicos, a presença de um campo magnético leva os cientistas a acreditarem que um oceano deve estar provavelmente presente em Europa nos dias de hoje. Nessa imagem em cores falsas, as cores marrom avermelhadas representam material sem gelo resultado da atividade geológica. As áreas brancas são raios de material ejetado durante a formação da cratera de impacto Pwyll. Planícies congeladas são mostradas em tons de azul para distinguir gelos com grãos maiores de gelos de grãos finos. Linhas longas e escuras são cadeias e fraturas na crosta, algumas delas com mais de 1850 milhas de comprimento. Essas imagens foram obtidas pela sonda Galileo da NASA durante os sobrevoos de 7 de Setembro de 1996, Dezembro de 1996 e Fevereiro de 1997 a uma distância de 417489 milhas. Créditos da imagem: NASA/JPL/ University of Arizona.

O Tesouro Escondido da M78

                                                 Créditos: ESO / Igor Chekalin
A M78 não está escondida no céu noturno do planeta Terra. Localizada a uma distância de 1600 anos-luz da Terra e aprisionada na rica constelação de Orion, a grande, brilhante, nebulosa de reflexão é um alvo bem conhecido dos observadores que usam telescópios. Mas nem todos conseguem uma imagem, como a mostrada acima. Essa bela imagem da M78 foi selecionada como a vencedora da competição conhecida como Hidden Treasures 2010, uma competição de astrofotografia. Promovida pelo European Southern Observatory (ESO), a competição desafia astrônomos amadores a processarem dados do arquivo astronômico do ESO em busca de tesouros cósmicos escondidos. A imagem vencedora, como se pode ver mostra impressionantes detalhes dentro da azulada M78 (centro) abraçada por nuvens escuras e empoeiradas juntamente com uma nebulosa menor d reflexão na região, a NGC 2071 (topo). Amarelada e muito mais compacta, a recentemente descoberta nebulosa variável de McNeils é proeminente na cena, abaixo e a direita do centro. Com base nos dados da câmera WFI do ESO e do telescópio de 2.2 metros em La Silla, no Chile, essa imagem se espalha por mais de 0.5 graus no céu. Isso corresponde a 15 anos-luz usando como base de cálculo a distância estimada da M78.

Estrela SuperGigante com disco

                                             Imagem em 3-D da estrela HD 62623
A estrela exótica HD 62623 é uma supergigante muito quente que está localizada na constelação do Cisne perto da supergigante brilahnte Deneb. As supergigantes são as estrelas mais massivas que existem, possuindo de 10 a 70 massas solares, produzindo um brilho 30.000 a 100.000 vezes maior que o Sol. Foi observado na HD 62623 um disco de gás e poeira, que é comum em estrelas jovens com menor massa, que poderam dar origem a planetas. Porém, as estrelas bastante massivas não têm esses discos de poeira, porque esse disco é dispersado pela intensidade da onda de choque durante o nascimento da estrela. Por exemplo, a estrela Deneb não apresenta tal disco. Os astrônomos utilizaram o Very Large Telescope interferometer do ESO para capturar as imagens em 3-D que evidenciam a presença do disco ao redor da estrela. A pesquisa foi liderada pelo francês Florentin Millour do Observatoire de la Côte d’Azur (OCA). A estrela HD 62623 possui um tempo de vida muito curto, cerca de centenas de milhares de anos ou pouco mais de alguns milhões de anos. A trajetória final deste tipo de estrela é sua detonação que a transformará numa supernova do tipo II.
Fonte: Universe Today

26 de jan de 2011

Imagem mostra bojo significativo de estrelas no centro de galáxia

Galáxias starburst, como a Henize 2-10, são galáxias que atravessam um processo intenso e contínuo de formação estelar, normalmente em consequência de uma colisão com outras galáxias.foto: Nasa/Divulgação
Estrelas estão se formando rapidamente na galáxia starbusrt Henize 2-10, localizada a cerca de 30 milhões anos-luz da Terra, dando a aglomerados de estrelas nessa galáxia uma aparência azul. Galáxias starburst são galáxias que atravessam um processo intenso e contínuo de formação estelar, normalmente em consequência de uma colisão com outras galáxias. A combinação de uma explosão de formação de estrelas e um buraco negro é análoga às condições no começo do universo. Desde Henize 2-10 não se tem registros de um bojo significativo de estrelas no centro de uma galáxia. Os resultados mostram que o crescimento do buraco negro supermassivo pode preceder o crescimento de bojos em galáxias. Isso difere de um universo relativamente próximo, onde o crescimento do núcleo de galáxias e buracos negros supermassivos parece ocorrer em paralelo. Esta combinação feita por múltiplos telescópios possibilitou aos astrônomos um novo olhar detalhado sobre como as formações de uma galáxia e um buraco negro podem ter ocorrido no começo do universo. O resultado dessa pesquisa foi publicado online na revista Nature, em 9 de janeiro deste ano.
Fonte:TERRA
 

A Cratera Reiner Tem Sua Origem Incerta Ainda Pela Falta de Evidências

Reiner Gamma é essa famosa feição tão evidente que a cratera em forma de redemoinho depois denominada dificilmente é notada. Essa imagem acima, aqui reproduzida, mostra a feição com um ângulo de Sol bem baixo o que nos retorna novamente a se interessar por ela. A longa sombra da própria cratera parece o perfil de um castelo com torres para todo o lado. As pequenas colinas são pontos esparsos da Cloinas Marius. Ainda não existem evidências de que essa pequena cratera com o Sol baixo na posição de 4 horas a partir da Reiner está logo acima do redemoinho branco. Essa imagem mostra que o material ejetado da Reiner cruza o redemoinho e por isso é mais jovem do que ele. Ou o processo que causou o redemoinho trabalhou também o material ejetado, e os redemoinhos são possivelmente mais jovens, ainda não existe uma ideia definitiva. Outra interessante observação é que o material ejetado radialmente não se estende igualmente em todas as direções. 
 Na imagem acima que mostra uma visão vertical da região, essa observação é confirmada. Existem duas explicações prováveis para isso – um fluxo de lava mais jovem cobriu parte da ejeção próxima da Reiner ou a Reiner se formou por um impacto oblíquo com o material ejetado indo somente para os lados, e não para as direções acima e abaixo da cratera. Infelizmente, não existem raios visíveis a partir da Reiner, então não existe evidências para um impacto oblíquo. Contudo, a cratera é ligeiramente alongada na direção esperada se ela fosse formada por um impacto oblíquo. A imagem da LRO não fornece evidências que alguma parte da lava próxima é mais ovem do que a outra. Assim, com as imagens examinadas, nós atualmente não podemos ter razões para selecionar entre uma das duas possíveis respostas. Temos que pensar então quais evidências adicionais precisamos procurar para tentar resolver essa incerteza.
Créditos: Ciência e Tecnologia

Sonda que irá a Mercúrio passa por "simulador infernal"

                     O módulo MMO da sonda BepiColombo, dentro do Grande Simulador Espacial.[Imagem: ESA/JAXA]
Os principais componentes da sonda Mercury BepiColombo, da Agência Espacial Europeia, foram testados em um autêntico "simulador do inferno". O Grande Simulador Espacial (LSS) - Large Space Simulator), instalado na Holanda, é o mais poderoso simulador do mundo e o único capaz de reproduzir o ambiente infernal de Mercúrio para uma nave espacial em escala real.

Energia do Sol

Os engenheiros referem-se à potência do Sol em unidades chamadas "constante solar". Esta é a quantidade de energia recebida do Sol, por segundo, em um metro quadrado, à distância da órbita da Terra.
"O LSS já tinha sido capaz de simular uma ou duas constantes solares. Mas ele foi sendo atualizado e agora pode produzir um valor de 10 constantes solares," afirma Jan van Casteren, responsável pelo projeto da ESA. As melhorias foram conseguidas de duas formas: as lâmpadas do simulador foram levadas à potência máxima e os espelhos que focam o feixe de luz foram ajustados. Em vez de produzir um feixe de luz de 6 metros (m) de comprimento, a luz é agora concentrada em um cone de apenas 2,7 m quando atinge a nave espacial. Isso cria um raio tão forte que teve de ser instalado um novo escudo, com uma maior capacidade de refrigeração, para "captar" a luz que escapa da nave espacial e evitar que as paredes da câmara aqueçam demais.

Sonda BepiColombo
A BepiColombo é formada por duas sondas espaciais que irão orbitar Mercúrio em diferentes altitudes. [Imagem: ESA, C. Carreau]
O componente Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO) sobreviveu a uma viagem simulada até o planeta mais interior do Sistema Solar. O instrumento octogonal, que é a contribuição do Japão para a BepiColombo, e a sua proteção solar suportaram temperaturas superiores a 350° C. Foi uma boa noção do que a sonda espacial deve esperar: a BepiColombo vai enfrentar uma radiação 10 vezes mais forte do que a recebida por um satélite em órbita da Terra, exatamente o valor que foi simulado agora. A BepiColombo é constituída por módulos separados. O MMO (Mercury Magnetospheric Orbiter ficará em uma órbita longa e investigará o campo magnético do planeta. O MPO (Mercury Planetary Orbiter) ficará em uma órbita baixa e vai estudar o próprio planeta. Além do módulo MMO, foi testado também o escudo protetor que deve manter a sonda espacial em temperatura agradável. "O teste do escudo foi bem-sucedido. Foi demonstrada a sua função protetora da MMO durante a viagem," diz Jan.

Escudo espacial

Em Mercúrio, a maior parte do terrível calor do Sol será impedida de penetrar na BepiColombo por mantas térmicas especiais. Estas mantas consistem em múltiplas camadas de material, incluindo uma camada externa de cerâmica branca e várias camadas metálicas, que refletem o máximo calor possível de volta para o espaço. "Os testes permitiram-nos medir o desempenho da manta térmica. Os resultados permitem-nos fazer alguns ajustes para os testes da Mercury Planetary Orbiter, no próximo ano," diz Jan. Além de ter que aguentar uma temperatura permanente de 350 °C, a Mercury Planetary Orbiter (MPO) irá aonde nenhuma nave espacial chegou: a uma órbita baixa elíptica em torno de Mercúrio, entre cerca de 400 km e 1.500 km acima da superfície escaldante do planeta. Nessa proximidade, Mercúrio é pior do que um prato quente no fogão, liberando radiação infravermelha para o espaço. Ou seja, a MPO terá que enfrentar calor de todos os lados, o calor solar e a radiação que emana do próprio planeta.

Abrindo uma Caixa Cósmica Colorida de Jóias


A combinação de imagens obtidas por três telescópios excepcionais, o Very Large Telescope do ESO, o telescópio de 2.2 metros MPG/ESO que se encontra no observatório de La Silla, do ESO, e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, permitiu observar o enxame estelar da Caixa de Jóias numa perspectiva completamente diferente. Os enxames estelares são, de entre os objectos que se podem observar no céu, os mais interessantes visualmente e também os mais fascinantes em termos astrofísicos. Um dos mais espectaculares encontra-se no céu meridional, na constelação do Cruzeiro do Sul. O enxame Kappa Crucis, também conhecido como NGC 4755, ou simplesmente a “Caixa de Jóias” é suficientemente brilhante para poder ser visto a olho nu.

Deve o seu nome ao astrónomo inglês John Herschel, que nos anos 30 do século XIX, o observou através de um telescópio e o achou parecido uma peça de joalharia exótica, devido aos seus marcantes contrastes de cor entre estrelas azuis pálidas e estrelas de cor laranja. Os enxames abertos, tais como NGC 4755, contêm tipicamente alguns milhares de estrelas, ligeiramente ligadas gravitacionalmente. Uma vez que as estrelas se formaram todas ao mesmo tempo, a partir da mesma nuvem de gás e poeira, as suas idades e composições químicas são semelhantes, o que as torna laboratórios perfeitos para estudos de evolução estelar.

A posição do enxame entre campos ricos em estrelas e nuvens de poeira da Via Láctea austral é mostrada no campo bastante grande da imagem gerada a partir de dados do Digitized Sky Survey 2. Esta imagem inclui igualmente uma das estrelas do Cruzeiro do Sul e parte da imensa nuvem escura do Saco de Carvão. A nova imagem, obtida com a Câmara de Grande Campo (Wide Field Imager - WFI) montada no telescópio de 2.2 metros MPG/ESO, no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, mostra o enxame assim como a zona em seu redor, em todo o seu esplendor colorido. Com o grande campo de visão do WFI podemos observar um grande número de estrelas. Muitas estão situadas por trás de nuvens de poeira da Via Láctea e por isso aparecem vermelhas. 

 A imagem no topo à esquerda foi tirada a partir do solo com uma câmera 35 mm. A imagem seguinte é do Digitized Sky Survey 2, um atlas digital grande do céu. A seguinte é uma imagem muito nítida do instrumento instrumento FORS1 no ESO Very Large Telescope do ESO no Observatório de Paranal. A primeira imagem (à esquerda) na linha de baixo foi tirada pela Wide Field Imager (WFI), no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros do ESO em La Silla. A última imagem (em baixo à direita) é a tomada pelo WFPC2 (agora aposentado) lendário a bordo do Hubble. Crédito: ESO NASA / ESA, Digitized Sky Survey 2 e Jesús Maíz Apellaniz (Instituto de Astrofísica de Andalucía, Espanha)

O instrumento FORS1 montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) permite-nos observar o enxame propriamente dito com muito mais detalhe. O enorme espelho do telescópio e a qualidade de imagem combinam-se para dar origem a uma imagem muito nítida, apesar do tempo de exposição ser apenas de 5 segundos. Esta imagem é uma das melhores alguma vez obtida para este enxame, a partir do solo. A Caixa de Jóias apresenta-se-nos muito colorida em imagens obtidas no visível, a partir da Terra. No entanto, observada a partir do espaço, com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, podemos captar radiação em comprimentos de onda mais curtos dos que os observados a partir do solo.

Esta nova imagem do Hubble, do centro do enxame, representa a primeira imagem dum enxame estelar aberto que cobre o espectro electromagnético deste o ultravioleta longínquo ao infravermelho próximo. Foi criada a partir de imagens obtidas em sete filtros, permitindo aos observadores ver detalhes até então nunca observados. Foi tirada no final da longa vida da Wide Field Planetary Camera 2 - a câmara do Hubble mais utilizada até à recente Missão de Serviço, durante a qual foi desmontada e trazida de volta à Terra. São visíveis nesta imagem várias estrelas supergigantes muito brilhantes de um azul pálido, uma solitária estrela supergigante vermelha rubi, e muitas outras estrelas menos brilhantes.

As intrigantes cores de muitas das estrelas resultam da emissão de intensidades diferentes de radiação em diferentes comprimentos de onda do ultravioleta. A grande variedade em brilho das estrelas no enxame deve-se ao facto das mais brilhantes terem 15 a 20 vezes mais massa do que o Sol, enquanto as mais fracas têm menos de metade da massa solar. As estrelas de maior massa brilham mais intensamente. Também envelhecem mais depressa e passam a estrelas gigantes muito mais depressa do que as suas irmãs menos brilhantes e de menor massa. O enxame da Caixa de Jóias encontra-se a cerca de 6400 anos-luz de distância e tem aproximadamente 16 milhões de anos.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso0940/

Revisitando o quasar sem casa

A cor da imagem é composta de um objeto peculiar, o quasar nas proximidades HE0450-2958, que é o único para o qual nenhum sinal de uma galáxia hospedeira ainda não foi detectado. Uma equipe de astrônomos identificou jatos do buraco negro como um driver possíveis de formação de galáxias, que também pode representar a longo prazo, procurou o elo que falta para entender por que a massa dos buracos negros émaior em galáxias que contêm mais estrelas. A parte infravermelho médio desta imagem foi obtida com oinstrumento Visir no Very Large Telescope do ESO, enquanto a imagem visível vem cortesia do telescópio espacial Hubble e da Câmera Avançada de Pesquisas.

25 de jan de 2011

A Fita Vermelha e Ondulada da SNR 0509

                 Crédito: ESA, NASA, e do Hubble Heritage Team (STScI / AURA); Agradecimento: J. Hughes (RutgersU.)
O que está causando essas pitorescas ondulações da remanescente de supernova conhecida como SNR 0509-67.5? As ondulações, bem como a nebulosa maior, foram imageadas com detalhes sem precedentes pelo Telescópio Espacial Hubble em 2006 e novamente um ao depois. A cor vermelha foi registrada por um filtro do Hubble que só deixa passar a luz emitida pelo hidrogênio energético. A razão de porque essas ondas existem precisamente ainda é desconhecida, porém duas hipóteses traçam a mesma origem para elas, elas seriam porções densas de gás ejetado ou impactado pela explosão. A razão para a existência do anel mais largo brilhando em vermelho é mais clara. Ela está relacionada com a velocidade de expansão e com o eco de luz relacionado a uma clássica explosão de supernova do tipo Ia que deve ter ocorrido aproximadamente a 400 anos atrás. A SNR 0509 atualmente  por 23 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 160000 anos-luz de distância na direção da constelação do Dorado na Grande Nuvem de Magalhães. O anel em expansão carrega consigo outro grande mistério, contudo: por que essa supernova não foi observada há 400 anos atrás quando a luz da explosão inicial passou pela Terra?

A Galáxia do Triângulo

        Crédito da imagem: NASA / Swift Science
A Galáxia do Triângulo está localizada a cerca de 3000 mil anos-luz da Terra. E, em um estudo que empurra os limites de observações atualmente possível a partir da Terra, uma equipe da Nasa e cientistas europeus registaram as "impressões digitais" de moléculas, mistério da Galáxia do Triângulo, bem como a Galáxia de Andrômeda. Descobrir exatamente por que as moléculas estão deixando esses indícios, conhecido como "bandas interestelares difusas" (DIB), é um enigma que inicialmente parecia simples, mas foi resolvido há cerca de cem anos. A resposta é esperada para ajudar a explicar como as estrelas, planetas e forma de vida surgiram.
Fonte: www.nasa.gov

Princesa Rhea e seus seguidores

             Crédito da imagem: NASA / JPL / SSI
A Sonda Cassini da NASA capturou esta imagem que mostra a lua gelada de Saturno, Rhea, tendo no centro do palco, com aparições de anéis de Saturno e três luas claramente visíveis. Nesta imagem, Dione aparece logo acima Rhea. Tétis é o círculo maior em direção ao canto superior esquerdo e Epimeteu é o menor ponto à esquerda de Rhea. Prometeu é à esquerda de Dione, mas mal se distinguem como um grão incorporados nos anéis. Esta imagem de grande angular foi tomada em 11 de janeiro de 2011 a uma distância de aproximadamente 60.000 km (37,000 milhas).
Fonte: www.nasa.gov

O Inicio do Comos

        Crédito de imagem: raios-X (NASA / CXC / Virginia / A.Reines et al), Radio (NRAO / AUI / NSF), óptica (NASA / STScI)
 Estrelas estão se formando na Henize 2-10, uma galáxia anã de explosão de estrelas localizada a aproximadamente 30 milhões de anos-luz da Terra, numa taxa prodigiosa, dando aos aglomerados estelares no interior da galáxia sua aparência azul. Essa combinação de uma explosão de formação de estrelas e de um buraco negro massivo é análoga às condições que existiam no início do universo. Como a Henize 2-10 não contém uma bulbo significante de estrelas em seu centro, esses resultados mostram que um buraco negro supermassivo está crescendo precedendo a formação do bulbo galáctico. Isso difere bastante do universo relativamente próximo que observamos, onde vemos o crescimento dos bulbos galácticos e dos buracos negros supermassivos de forma paralela. As observações combinadas de múltiplos telescópios fornecem aos astrônomos uma imagem detalhada de como a formação da galáxia e do buraco negro deve ter ocorrido no início do universo. Essa imagem mostra dados ópticos do Telescópio Espacial Hubble em vermelho, verde e azul, dados de raios-X do Observatório de Raios-X Chandra da NASA em roxo e dados de rádio do Very Large Array do National Radio Astronomy Observtory em amarelo. Uma fonte compacta de raios-X no centro da galáxia coincide com a fonte de rádio, dando a essa fonte a evidência de ser um buraco negro supermassivo com massa aproximadamente um milhão de vezes a massa do Sol.
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