28 de fev de 2011

Galeria de Imagens - Nebulosas

Uma beleza indescritível pode ser encontrada na Nebulosa Trífida. Também conhecida como M20, esta nebulosa fotogênica está visível através de bons binóculos na direção da constelação de Sagittarius. Os processos energéticos de formação estrelar criam não apenas as belas cores mais também o caos. O gás brilhante em vermelho resulta da luz estelar irradiando o gás hidrogênio. Os filamentos de poeira cósmica escura que enlaçam a M20 foram criados a partir das camadas externas expulsas de frias estrelas gigantes vermelhas e dos escombros de explosões de supernovas. Quais são as estrelas brilhantes que iluminam a nebulosa de reflexão azul é ainda um assunto que está sob investigação. A luz da M20 que vemos hoje a deixou cerca de 3.000 anos atrás, embora a distância exata permaneça desconhecida. Sabemos, no entanto, que a luz leva 50 anos para cruzar a nebulosa M20.

Estrelas massivas residem dentro de NGC 6357, um complexo de nebulosas de emissão em expansão a 8.000 anos-luz de distância, no rabo do Escorpião (Scorpius). De fato, posicionada logo abaixo do centro desta visão em close-up da NGC 6357, o aglomerado estelar Pismis 24 é composto de algumas das mais massivas estrelas conhecidas na galáxia, supergigantes com 100 vezes ou mais a massa solar. A região central brilhante da nebulosa contém também os pilares de poeira de uma nuvem molecular, escondendo proto-estrelas massiva dos olhares curioso e insistentes dos instrumentos óticos, os quais não conseguem ver através das nuvens obscurecidas. Formatos complexos na nebulosa foram criados por fortes ventos interestelares e radiação energética ionizante das jovens e recém formadas estrelas massivas. Este belo panorama da nebulosa NGC 6357 nos mostra uma região com 50 anos-luz de diâmetro.

  As nebulosas são famosas por serem associadas a formatos familiares. Assim é a vasta Nebulosa da Garra do Gato visível na constelação de Scorpius (Escorpião). A uma distância de 5.500 anos-luz, A garra do gato é uma nebulosa de emissão com uma coloração vermelha que se originou de uma abundância de átomos de hidrogênio ionizados. Também conhecida como a Nebulosa da Garra do Urso ou NGC 6334, possui estrelas jovens e brilhantes com massa quase 10 vezes a massa do Sol que nasceram por lá há poucos milhões de anos. Na imagem acima, a Nebulosa da Garra do Gato foi fotografada a partir do telescópio de 4-metros Blanco no Chile por T. A. Rector (Universidade do Alaska) e T. Abbott, NOAO, AURA, NSF

Dos 50 bilhões de planetas, pelo ao menos 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida.

Via Láctea tem 50 bilhões de planetas, segundo cientistas. Mesmo que os dados estejam super estimados é importante ter uma idéia de quantos mundos existem na nossa galáxia
Cientistas da Nasa apresentaram novas estimativas sobre a quantidade de planetas que podem existir somente em nossa Via Láctea: um numero espantoso e talvez superestimado de 50 bilhões de planetas. Destes, 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida. Os dados que foram apresentados durante a reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS) em Washington, Estados Unidos, usaram como base os primeiros resultados da missão Kepler, que enviou um telescópio ao espaço para descobrir a existência de planetas fora do sistema solar. Para chegar a esse número, William Borucki, cientista-chefe da missão, levaram em conta a quantidade de candidatos a planetas já encontrados pelo Kepler (cerca de 1200, 54 deles dentro da zona habitável) e estimaram que uma a cada duas estrelas têm pelo menos um planeta, e em uma a cada 200, esse planeta pode ser compatível com vida - pelo menos no que se refere à sua temperatura. Os números então foram extrapolados para o número de estrelas estimados na galáxia, 100 bilhões. "Mas o Kepler só consegue ver planetas que orbitem perto da estrela", explicou. “Se ele estivesse observando o Sol, a chance dele captar a Terra, por exemplo, seria pequena”. A missão Kepler descobre os planetas ao registrar a diferença de brilho de sua estrela quando o planeta passa entre a Terra e ela. Os resultados até agora são muito animadores, disse Sara Seager, professora de astronomia do MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Muitos dos planetas que descobrimos desafiam as leis da Física como as conhecemos hoje. Já encontramos mais de 100 planetas com o tamanho de Júpiter, por exemplo. Não achávamos que poderia haver tantos planetas tão grandes”, disse. “Kepler está nos mostrando que tudo é possível”.

Fonte: http://www.astrofisicos.com.br/planetas/50-bilhoes-planetas-via-lactea-500-milhoes-temperaturas-compatis-com-a-vida-terra/index.htm

Os Pilares Que Apontam Para a Eta Carinae

Essa imagem em cores falsas feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra a região conhecida como Pilar Sul da grande região de formação de estrelas na Nebulosa da Carina. Como uma melancia aberta e mostrando suas sementes, a o telescópio infravermelho disseca essa nuvem revelando os embriões das estrelas (amarelo ou branco) que estão dentro de estruturas de pilar formadas por uma poeira espessa (rosa). Gás quente estão em verde e as estrelas que se apresentam em primeiro plano em azul. Nem todos os embriões de novas estrelas podem ser vistos com facilidade. Estrela mais brilhante, famosa e massiva dessa nebulosa a Eta Carinae é muito brilhante para ser observada por telescópios infravermelhos, os raios que são por ela emitidos dão a pista sobre a sua presença numa região acima da imageada. A radiação ultravioleta e o vento estelar da Eta Carinae e de suas irmãs têm dividido a nuvem em pedaços deixando os pilares em total confusão. Esse processo dispara o nascimento de novas estrelas descobertas pelo Spitzer. No detalhe é mostrada a imagem na luz visível da Nebulosa da Carina, mostrando diferenças marcantes. Os pilares de poeira são poucos e aparecem escuros devido ao fato da poeira obscurecer a luz visível. Os detectores infravermelhos do Spitzer atravessam a poeira permitindo-se ver o calor emitido pelos embriões de estrelas mesmo que eles estejam profundamente enterrados nos pilares. A Eta Carinae é uma estrela monstruosa com mais de 100 vezes a massa do Sol. Ela é tão massiva que mal consegue se sustentar. Com o passar dos anos, seu brilho tem apagado à medida que parte de seu material tem sido expulso da sua superfície. Alguns astrônomos pensam que a Eta Carinae poderia morrer em uma supernova. O lar da Eta Carinae, está localizado na porção sul da Via Láctea, a aproximadamente 10000 anos-luz de distância da Terra. Essa nuvem colossal de gás e poeira se espalha por 200 anos-luz de diâmetro no espaço. Embora essa nebulosa seja dominada pela Eta Carinae, ela também é o lar de estrelas irmãs menos massivas, em adição às gerações mais jovens de estrelas. Essa imagem foi feita pelo conjunto de câmeras infravermelhas do Spitzer. A imagem é uma composição de três cores de luz invisível, mostrando emissões de comprimentos de onda de 3.6 mícron em azul, de 4.5 mícron em verde, de 5.8 mícron em laranja e de 8.0 mícron em vermelho. A imagem em luz visível foi feita pelo National Optical Astronomy Obsevatory.
nasaimagens.org

Em cerca de 5 bilhões de anos nosso sol esgotará seu combustível nuclear se tornando numa gigante vermelha


O que nos resta é apostar na tecnologia do futuro para que as futuras gerações possam encontrar outra estrela e planeta para sobreviverem a esta calamidade cósmica
Em cerca de 5 bilhões de anos nosso sol esgotará seu combustível nuclear, o que impede que a estrela colapse sobre seu próprio peso, na tentativa da estrela de evitar que isto ocorra o Sol que antes transformava hidrogênio em energia agora fará uma tentativa desesperada de transformar hélio em energia, mas esta transformação é uma reação energética muito violenta e abrupta. O Sol precisará aquecer o seu núcleo 10 vezes mais o que fará com que ela aumente de tamanho, aproximadamente 200 vezes seu tamanho atual, o que poderá proporcionar este nascer ou por do Sol como estrela gigante vermelha. Não sabemos se ele irá chegar a órbita da terra com precisão, isto dependerá de quanta massa ele perderá neste processo, mas o certo é que em cerca de 2,5 bilhões de anos a vida como conhecemos na terra não mais existirá, os oceanos vaporizaram, as florestas e animais perecerão diante de tanto calor, e a raça humana já há muito deixará de existir na terra.

O que nos resta é apostar na tecnologia do futuro para que as futuras gerações possam encontrar outra estrela e planeta para sobreviverem e assim perpetuar a humanidade. Alguns cálculos afirmam que as camadas de plasma super aquecidos da estrela ficaram tão infladas que ficaram muito longe do centro gravitacional do Sol, de modo que eles se desprenderão e uma nuvem cósmica será lançada por todas as direções, obliterando todos os planetas gasosos deixando apenas seus núcleos rochosos e metálicos, e quanto aos planetas feitos de rocha estarão totalmente liquefeitos, assim como no inicio de suas formações planetárias. Após estes eventos o sol se tornará uma estrela anã branca com aproximadamente o tamanho da terra, suas camadas externas espalhadas pela vastidão do que era um sistema solar planetário, poderá ser vista como uma pequena nebulosa.
Fonte: http://www.astrofisicos.com.br/

Galáxias Conchas na Constelação de Peixes

                                                        Créditos e Direitos autorais Stephen Leshin
Essa paisagem cósmica colorida mostra um sistema de galáxias peculiar catalogado como Arp 227 localizado a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância. Nadando dentro dos limites da constelação de Pisces, o Arp 227 consiste de duas galáxias proeminentes à esquerda, a curiosa galáxia de concha NGC 474 e sua vizinha azul espiral-armada NGC 470. Os arcos largos e apagados da NGC 44 poderiam ter se formado pelo encontro gravitacional com a vizinha NGC 470. Uma hipótese alternativa defende que as conchas poderiam ser causadas pela fusão com uma galáxia menor produzindo um efeito análogo a ondas na superfície de um lago. De forma marcante a grande galáxia no lado direito dessa imagem profunda do céu, a NGC 467, parece estar envolvida por conchas apagadas, também, evidências de outro sistema interativo de galáxias. Galáxias intrigantes no plano de fundo estão espalhadas pelo campo de visão da imagem que também inclui estrelas no primeiro plano. Logicamente que essas estrelas localizam dentro da Via Láctea. O campo de visão se espalha por 25 minutos de arcos ou aproximadamente .5 grau no céu.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110226.html

Encontrados dois planetas na mesma órbita

Algumas pesquisas são divulgadas com alarde excessivo, enquanto outras parecem pecar pela modéstia. Uma bactéria vivendo à base de arsênio e um computador do tamanho da ponta de uma agulha são exemplos claros do primeiro caso, apenas para ficar nos mais recentes. Mas agora parece estarmos frente a frente com o caso oposto - muito mais bem-vindo.
Se esta descoberta for confirmada por futuras observações mais detalhadas, ela poderá dar sustentação a uma teoria sobre a origem da nossa Lua. [Imagem: NASA/Ames/JPL-Caltech]

Objetos de interesse do Kepler

A primeira divulgação dos dados científicos do Telescópio Espacial Kepler privilegiou o anúncio de um sistema planetário com seis planetas. Na ocasião, deu-se menos importância para o fato de que os dados revelavam nada menos do que 54 planetas na zona habitável, com potencial para abrigar formas de vida mais parecidas com a nossa. E deve haver muitas outras preciosidades mais ao fundo do baú de descobertas impressionantes que o Kepler fez apenas em sua primeira campanha. O exemplo mais recente chama-se KOI-730 - onde KOI é uma sigla para Kepler Object of Interest, um objeto celeste interessante flagrado pelo telescópio. E o fato de este ser o número 730 parece ser mais uma indicação de que ainda há muitas coisas ainda a serem reveladas.

Dois planetas na mesma órbita

Mas o importante é que o KOI-730 parece ter dois planetas na mesma órbita, algo completamente inesperado. Se esta descoberta for confirmada por futuras observações mais detalhadas, ela poderá dar sustentação a uma teoria sobre a origem da nossa Lua. Acredita-se que os planetas se formem pela coalescência de um disco de poeira cósmica que resta ao redor de uma estrela recém-formada - veja Astrônomos podem ter detectado nascimento de planeta. A teoria não coloca qualquer empecilho a que se formem dois planetas na mesma órbita. Isto pode ser possível graças aos chamados Pontos de Lagrange - o próprio Telescópio Kepler está em um destes. Quando um corpo celeste orbita outro maior - como um planeta ao redor de uma estrela - há dois Pontos de Lagrange ao longo da órbita do planeta, onde um outro corpo pode orbitar a estrela de forma estável. Esses dois pontos ficam localizados 60 graus à frente e 60 graus atrás do planeta. Exatamente o que os dados indicam para o KOI-730, um sistema com quatro planetas, dois dos quais orbitam a estrela a cada 9,8 dias, um exatamente 60 graus à frente do outro.

Nascimento da Lua

Além do ineditismo, a descoberta pode dar sustentação à teoria que tenta explicar o nascimento da Lua.
Segundo essa teoria, a Terra teria compartilhado a órbita com outro planeta do tamanho de Marte, um hipotético planeta conhecido como Théia. Em algum momento, por algum motivo, os dois se chocaram - e os modelos indicam que o choque deveria ter sido em baixa velocidade, o que é condizente com dois planetas compartilhando a mesma órbita. Uma parte dos destroços desse choque planetário teria formado a Lua - veja Duas sondas gêmeas, um planeta desaparecido e a origem da Lua. Mas será que os dois planetas do KOI-730 poderiam se chocar para formar uma exolua? É possível, afirmam os cientistas em seu artigo, mas os dados indicam que o sistema ficará estável por 2,2 milhões de anos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Supernova 1987A: O Chandra Faz Uma Imagem De Uma Jovem Onda De Choque Gerada Pela Supernova

A imagem em raios-X feita pelo Chandra da SN 1987A em Janeiro de 200, mostra uma concha de expansão de gás quente produzida pela explosão da supernova. Essa observação e observações anteriores do Chandra em Outubro de 1999 são as primeiras imagens em raios-X já feitas de uma onda de choque depois de um evento de supernova. As cores representam diferentes intensidades da emissão dos raios-X, com a cor branca representando a região mais brilhante.
Observações ópticas da SN 1987A feitas pelo Telescópio Espacial Hubble têm revelado pontos quentes gradualmente brilhantes a partir do anel de matéria que foi ejetado pela estrela milhares de anos antes da explosão. A imagem de raios-X do Chandra mostra a causa desse anel brilhante. Uma onda de choque viajando a uma velocidade de 4500 km/s, está se chocando com porções do anel óptico. O gás na concha de expansão tem uma temperatura de aproximadamente 10 milhões de graus Celsius, e é visível somente com um telescópio de raios-X.
A SN 1987A está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia próxima que está a 160000 anos-luz de distância da Terra. Embora a SN 1987A foi um evento de violência espetacular nós estamos observando seus efeitos a uma distância segura. Para uma supernova causar danos reais a nós ela deveria ocorrer a uma distância de menos de 100 anos-luz, ou seja, ser mais de 1000 vezes mais próximas que a SN 1987A.

Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8886
http://chandra.si.edu/photo/2000/sn1987a/

Lua Vermelha de Neve Sobre Edmonton

Créditos & Copyright: Luca Vanzella
O que está flutuando entre esses prédios? A Lua. A imagem acima foi feita duas semanas atrás à medida que a Lua cheia começou a nascer sobre Edmonton em Alberta no Canadá. A estranha coincidência entre o tamanho angular da distante Lua e a largura angular dos prédios próximos criaram essa interessante justaposição. Para fazer essa imagem, foi preciso caminhar para trás com o objetivo de diminuir o tamanho angular das construções. A temperatura estava muito baixa, -25 graus Celsius, que as plumas de vapor podiam ser vistas surgindo das refinarias vizinhas. A imagem acima foi feita em um determinado momento em que as plumas pararam de aparecer. A Lua nascente aparece vermelha aqui pela mesma razão que o Sol aparece vermelho quando está se pondo, ou seja, a luz azul é de maneira preferencial dispersada pelo ar. Nesse caso, as plumas de vapor também ajudaram para fazer com que a Lua aparecesse um pouco achatada. A próxima Lua cheia, chamada de Lua Cheia Quente (http://www.farmersalmanac.com/full-moon-names/) , irá ocorrer no meio do mês de Março de 2011, na região.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110228.html

Zeta Reticuli

Zeta Reticuli é um sistema estelar binário localizada na constelação Reticulum a cerca de 39 anos-luz da terra. É visível a olho nu em noites escuras apenas ao sul dos trópicos. Essas estrelas ficaram mais conhecidas depois da suposta abdução de Betty e Barney Hill em 1961. Betty Hill afirmou sob hipnose que os aliens, conhecidos como Greys, a haviam mostrado uma espécie de mapa e indicado a ela de onde eles vinham, Betty desenhou o que ela foi capaz de se lembrar. Ao ser estudado por astrônomos o mapa pareceu indicar como a "casa" dos alienígenas essas duas estrelas, que por acaso são muito parecidas com o nosso Sol e poderiam teoricamente abrigar vida. Reticulum (Ret), a Rede, é uma constelação do hemisfério celestial sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Reticuli. É uma das 14 constelações criadas pelo astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille no século XVIII.
As constelações vizinhas são Dorado, Horologium e Hydrus.

Cientistas afirmam que o sol “rouba” os cometas de outras estrelas

Segundo uma nova pesquisa, o sol pode ser um ladrão cósmico que rouba a maioria de seus cometas de outras estrelas. As novas simulações de computador sugerem que bilhões de cometas que cruzam o sistema solar (a maioria deles) se originaram longe da nossa “vizinhança”, mas acabaram agarrados e atraídos pela gravidade do nosso sol mais tarde. Esse cenário vai contra o modelo de longa data da evolução dos cometas, que afirma que a maioria dos cometas locais vem de uma mesma região, onde o sol e os planetas se formaram. Essa região, conhecida como a Nuvem de Oort, circunda o sistema solar e se estende muito além de Plutão. Segundo os pesquisadores, no entanto, o modelo padrão não consegue explicar ou chegar ao número de cometas que realmente existem.

Cometas são pequenos corpos gelados que se inflamam conforme se aproximam do sol, e a radiação solar vaporiza seu gelo para criar uma cauda brilhante. A distância da Nuvem de Oort da Terra faz com que seja difícil de observar, muito menos fixar, o número exato de cometas que contém. A quantidade de cometas que existem lá é inferida a partir da observação dos cometas que se acendem ao passar perto do sol. Mas, com base nesses dados, parece haver em torno de 400.000 milhões de cometas pairando além de Plutão. Em comparação, o modelo convencional prevê apenas 6.000 milhões. Isso é uma enorme discrepância, demasiado grande para ser explicada por erros nas estimativas.

Segundo os pesquisadores, só pode haver algo de errado com o modelo em si. O novo modelo diz que os cometas são resíduos da formação planetária do nosso próprio sistema solar e que nossos planetas, gravitacionalmente, os “chutaram” a enormes distâncias, povoando a Nuvem. Esse processo provavelmente ocorreu também em torno de outras estrelas, e cada uma deu origem à sua própria nuvem de detritos de cometa. Mas as estrelas podem não ter “segurado” suas nuvens de cometas iniciais. Como muitas outras estrelas, o sol nasceu de um agrupamento de estrelas que se desintegrou ao longo do tempo. Esses aglomerados, normalmente contendo entre dez e mil estrelas atoladas em um espaço minúsculo, têm um raio médio não muito diferente da atual Nuvem de Oort.

A proximidade das estrelas dentro desses grupos poderia ter permitido que elas “roubassem” os cometas incipientes das outras. Segundo os cientistas, uma estrela não precisa ser a maior para ser a ladra mais bem-sucedida. Se um cometa passou longe o suficiente da sua estrela-mãe e perto o suficiente do sol, por exemplo, a gravidade do sol poderia prendê-lo mesmo que a estrela fosse significativamente mais maciça. Os pesquisadores lembram que as órbitas dos cometas de longo período parecem apoiar a conclusão do novo modelo. Suas órbitas altamente oblongas os levam para longe nas profundezas do espaço.

 Então, eles não poderiam ter nascido em órbita ao redor do sol, eles tiveram que se formar perto de outras estrelas e, em seguida, serem “sequestrados” por aqui. Os cometas são geralmente considerados excelentes fotos dos primórdios do sistema solar, porque passam grande parte de suas vidas envoltos em gelo. Mas, se alguns desses cometas vêm de fora do nosso sistema solar, então eles podem falar algo sobre suas estrelas-mãe também. Os pesquisadores querem estudar as órbitas dos cometas e colocar a sua química no contexto de onde e em torno de quais estrelas eles se formaram.
Fonte: http://hypescience.com/
[MSN]

Hipérion de Saturno: Um Satélite com Crateras Estranhas

                                        Créditos: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA
O que localiza-se na base das estranhas crateras de Hipérion? Ninguém sabe ao certo. Para ajudar a responder a essa e outras perguntas, a sonda Cassini que está orbitando o sistema de Saturno varreu a lua que tem uma estranha textura de esponja em 2005 e em 2010 fez imagens com detalhes sem precedência. Uma imagem da passagem da sonda pelo satélite em 2005 é mostrada acima em cores falsas, e pode-se destacar nessa imagem um mundo com estranhas crateras e uma superfície estranha. As pequenas diferenças nas cores provavelmente mostram diferenças na composição da superfície. Na base da maior parte das crateras existe algum tipo de material escuro desconhecido. A observação da imagem mostra feições brilhantes indicando que o material escuro tem somente dez metros de espessura em alguns lugares. Hipérion tem aproximadamente 250 km de diâmetro, gira de forma caótica e tem uma densidade tão baixa que deve ter um vasto sistema de cavernas no seu interior.

Explosão solar é mistério para ciência

                        Telescópio solar instalado no Complexo Astronômico El Leoncito, en San Juan, Argentina
Apesar das explosões solares registradas pela Nasa (agência espacial norte-americana) neste mês, tudo indica que o Sol anda mais preguiçoso do que o "normal". As chamadas "tempestades solares", erupções na superfície do Sol que liberam alta carga de energia no espaço, costumam atingir seu pico a cada 11 anos.
Como o último ponto mais alto foi registrado em 2001, era esperado que o próximo ocorresse no ano que vem. "Mas isso está longe de acontecer", explica o físico solar Pierre Kaufmann, especialista em astrofísica solar. De acordo com ele, a atividade do Sol está bastante retardada. E ainda: as explosões recentes tiveram baixa intensidade, depois de quatro anos de "repouso" solar. "Pelo andar da carruagem, pode ser que o auge do ciclo atual do Sol aconteça só em 2016", diz o cientista. Outra possibilidade é que o ciclo solar se feche em 2012, mas com um pico menos intenso do que se imaginava. Durante um ciclo solar, surgem manchas na superfície do Sol. "Em volta dessas manchas há gás quentíssimo e ionizado [gás em que os átomos estão dissociados]. Então, ocorrem as explosões súbitas", explica Kaufmann. Esses fenômenos explosivos são na atmosfera da estrela, ou seja, saem da superfície para fora do Sol. As explosões solares alteram principalmente sistemas de transmissão de energia e telecomunicações na Terra. Isso começou a ser percebido no começo do século 20, quando cientistas notaram queda no sistema de comunicação de submarinos.

AQUI NA TERRA

São dois efeitos. O primeiro ocorre cerca de cinco minutos após as explosões (tempo para a radiação viajar 150 milhões de km até a Terra). O segundo é uma ejeção lenta de massa coronal solar (parte externa da estrela), que pode levar de dois a quatro dias para chegar aqui. "Algumas explosões solares enormes não têm impactos em correntes elétricas; outras, menores, têm. Estamos longe de entender esses impactos", diz Kaufmann. Sabe-se também que a quantidade de raios cósmicos que atingem a Terra diminui com a atividade solar. Isso porque o aumento de plasma (gases "ionizados" expulsos pelo Sol) desvia esses raios da atmosfera terrestre. Assim como os efeitos das explosões na Terra ainda não estão claros para os cientistas, o ciclo de 11 anos do Sol também é um mistério. Kaufmann está acostumado a acompanhar a atividade do Sol. Ele coordena o Craam (Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica, da Universidade Presbiteriana Mackenzie) e é um dos principais nomes de um observatório instalado pela universidade nos andes argentinos. O Complexo Astronômico El Leoncito ("o leãozinho", em referência aos pumas da região andina) tem um acervo instrumental financiado por agências brasileiras em parceria com o governo argentino. A atividade solar é um dos temas de estudos.
Fonte: http://www.folha.uol.com.br/

Composição da Matéria Escura

Sejamos claros - não sabemos a natureza exata da matéria escura. Mas podemos analisar algumas possibilidades.

                                                           NASA/CXC/CfA/STScI/ESO
Essa imagem de um telescópio de raio X mostra que a matéria escura (em azul) forma a maior parte da massa dessa galáxia

Primeiro, a matéria escura poderia ser matéria comum, feita de prótons, nêutrons e elétrons. Essa matéria comum não emite nem absorve luz, mas mostra os efeitos gravitacionais. Veja a seguir algumas possibilidades.
•Anãs marrons - objetos grandes formados da mesma maneira que as estrelas, mas nunca acumularam gases e poeira suficientes para chegar à massa crítica e iniciar a fusão do hidrogênio (veja Como funcionam as estrelas, Como funciona o Sol). As anãs marrons têm cerca de 5% da massa do Sol, isto é, são geralmente maiores que um planeta, mas não tão grandes quanto uma estrela. Os astrônomos chamam essas "estrelas" e objetos semelhantes de Machos (Massive Compact Halo Objects - Objetos massivos compactos de halo). Os Machos podem ser detectados pelos efeitos de lentes gravitacionais. Os astrônomos acham que as anãs marrons não são numerosas o bastante para serem responsáveis pela matéria escura na galáxia.
•Anãs brancas - são os restos dos núcleos de estrelas pequenas e médias mortas (veja Como funcionam as estrelas). Embora existam muitas anãs brancas, elas não são suficientes para formar a matéria escura (deveria haver grande quantidade de hélio remanescente delas, mas isso não foi observado).
•Estrelas de nêutrons/buracos negros - são os últimos restos dos núcleos das grandes estrelas após as explosões de supernovas (veja Como funcionam as estrelas, Como funcionam os buracos negros). Embora tenham efeitos gravitacionais grandes e sejam invisíveis uma vez que não conseguem evitar que a luz escape (buracos negros), são muito raras para justificar a matéria escura.
Em segundo lugar, a matéria escura pode ser um tipo totalmente novo de matéria, ou matéria extraordinária. A matéria extraordinária consiste provavelmente em partículas subatômicas que interagem muito pouco com a matéria comum e foram chamadas de WIMPs (Weakly Interacting Massive Particles - Partículas de grande massivas francamente interagentes).
•Neutrinos - partículas subatômicas que se movem com velocidades próximas a da luz, mas possuem pouca massa. Essas partículas provavelmente formam pouca matéria escura dentro das galáxias, pois movimentam-se com tanta rapidez que conseguem escapar da força gravitacional da galáxia. Entretanto, podem constituir alguma matéria escura entre as galáxias. Por isso, duvida-se que elas formem muita matéria escura.
•Novas partículas subatômicas - poderia haver muitas dessas partículas propostas. Muitas originam-se da teoria da supersimetria, que dobra o número de partículas do modelo padrão (veja ­Como funcionam os aceleradores de partículas). Elas se movem com uma certa lentidão e são relativamente frias (isto é, não detectáveis pelos telescópios de infravermelho e raio X). Os físicos especialistas em partículas estão tentando encontrar evidências de que essas partículas teóricas expliquem a matéria escura.
•Neutralinos (neutrinos "massivos") - partículas hipotéticas semelhantes aos neutrinos, mas mais pesadas e lentas. Embora não tenham sido descobertas, são o principal candidato para a matéria escura extraordinária.
•Áxions - pequenas partículas neutras e de pouca massa (menos de um milionésimo da massa de um elétron)
•Fotino - semelhante aos fótons, mas com massa de 10 a 100 vezes maior que a de um próton. Os fotinos são neutros e interagem de forma fraca com a massa.
Os cientistas estimam que a matéria comum pode construir até 20% da matéria escura do universo.

24 de fev de 2011

Nuvem Estelar de Sagitário

                            Nuvem Estelar de Sagitário (M24), fotografada pelo Hubble Space Telescope da NASA.
A Nuvem Estelar de Sagitário (catalogada como o objeto de nº 24 no catálogo Messier e com o nº 4715 no Index Catalogue), é uma densa nuvem de estrelas em nossa galáxia, na constelação de Sagitário. É semelhante a NGC 206, em nossa galáxia vizinha, Andrômeda. Foi descoberta em 1764, por Charles Messier, com magnitude entre 4,5 e 5,0, com 1,5 graus de diâmetro. Contém um aglomerado aberto pouco brilhante, chamado de NGC 6603. Fica no braço espiral de Sagitário, a proximadamente 10.000 anos-luz de distância. Perto desta nuvem, foram catalogadas algumas regiões escuras, que mais tarde, descobriram que eram nebulosas escuras, na parte norte da nuvem. E. E. Barnard as catalogou como 92 e 93 no seu catálogo de nebulosas escuras. Há vários outros objetos nesta região, além de aglomerdos abertos e nebulosas.
Fonte:http://pt.wikipedia.org

Aglomerado Globular M22

             Crédito: K. Sahu (STScI) et al, WFPC2, HST, NASA.Detalhe: N. A. Sharp, programa REU / NOAO / AURA / NSF
O que está causando os flashes incomum por trás do aglomerado globular M22? Esta bola repleta de estrelas é o mais brilhante aglomerado globular visível do hemisfério norte da Terra. M22, mostrada na íntegra no entremeio, abrange cerca de 50 anos-luz e situa-se 8.500 anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário. Centro de M22 foi recentemente fotografada várias vezes pela alta resolução do Telescópio Espacial Hubble. Atrás de M22 são muitas mais estrelas perto do centro da nossa Galáxia. Inesperadamente, várias estrelas perto do centro galáctico - bem atrás M22 - parecia quase o dobro do brilho e retornar ao normal dentro de 20 horas. Uma das hipóteses colocadas para explicar essas alterações de brilho rápido é o efeito de lente gravitacional de planetas gigantes circulando livremente no aglomerado. Um problema com isto é que não há essa população planetária era anteriormente conhecido! As observações futuras são planejadas para melhor compreender estes flashes misterioso.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap010703.html

Aglomerado M25


         Créditos & Copyright: Jean-Charles Cuillandre (CFHT) e Giovanni Anselmi (Astronomia coelum), Hawaiian Starlight
Muitas estrelas como o nosso Sol foram formados em aglomerados abertos. O aglomerado aberto na foto acima, M25, contém milhares de estrelas e tem cerca de dois mil anos luz de distancia. As estrelas do aglomerado todas formadas em conjunto cerca de 90 milhões de anos atrás. As estrelas jovens e brilhantes em M25 aparecem em azul. Os enxames abertos, também chamados de aglomerados galácticos, contêm menos estrelas e mais jovens do que os aglomerados globulares. Também ao contrário dos aglomerados globulares, aglomerados abertos são geralmente confinados ao plano da nossa galáxia. M25 é visível com binóculos na direcção da constelação do Arqueiro (Sagitário).
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap090831.html

Zoom sobre a Nebulosa do Cachimbo

                               A nuvem escura da Nebulosa do Cachimbo. Crédito ESO GigaGalaxy Zoom
A Nebulosa do Cachimbo é uma nebulosa escura na constelação Ophiuchus. Essa nuvem de gás e poeira espalhados por um vasto território no céu, e que pertence a um complexo ainda maior conhecido como Dark Horse Nebula. Apesar de sua escuridão, os observadores podem localizar facilmente a Nebulosa do Cachimbo a olho nu, longe das luzes da cidade. Ela está localizada cerca de um terço do caminho entre a Nebulosa da Lagoa e da estrela Antares. Quando olhamos para a Nebulosa do Cachimbo, dois elementos destacam-se distintamente. Um deles é o tubo e o outro recipiente do cachimbo. A opaca nebulosa feita pela fumaça do cachimbo é uma nuvem que absorve a luz das estrelas de fundo na Via Láctea. Edward Emerson Barnard, o pioneiro da astrofotografia, catalogou uma série de nebulosa escura Barnard 59, 65, 66, 67 (mangueira), também conhecida como LDN 1773 e Barnard 78 (casa da tubulação) , Também conhecida como LDN 42.

Cassiopeia A: O Observatório Chandra da NASA Descobre Superfluido no Núcleo de Uma Estrela de Nêutrons

Essa composição mostra uma bela visão de raio-X e de luz óptica da Cassiopeia A (Cas A), uma remanescente de supernova localizada na Via Láctea a aproximadamente 11000 anos-luz de distância da Terra. Essas são partes remanescentes de uma estrela massiva que explodiu a aproximadamente 330 anos atrás, como medida na escala de tempo terrestre. Os raios-X captados pelo Chandra são mostrados em vermelho, verde e azul juntamente com os dados ópticos registrados pelo Hubble mostrados em dourado. No centro da imagem está uma estrela de nêutrons, uma estrela ultra densa criada pela supernova. Dez anos de observações com o Chandra têm revelado um declínio de 4% na temperatura dessa estrela de nêutrons, um resfriamento rápido não esperado. Dois novos artigo feitos por grupos de pesquisa independente mostram que esse resfriamento é provavelmente causado pela formação de um superfluidos de nêutrons nas regiões centrais, a primeira evidência direta para esse estado bizarro da matéria no núcleo de uma estrela de nêutrons. O detalhe junto a imagem mostra uma impressão artística do que seria uma estrela de nêutrons no centro da Cas A. As diferentes camadas coloridas na região externa mostram a crosta (laranja), o núcleo (vermelho) onde as densidades são maiores, e a parte do núcleo onde os nêutrons devem estar no estado superfluidos (no interior da bola vermelha). Os raios azuis emanando do centro da estrela representam o número de neutrinos – partículas quase sem massa e que interagem de maneira fraca – que são criados à medida que a temperatura do núcleo cai abaixo de um nível crítico e um nêutron superfluidos é formado, um processo que começou aproximadamente a 100 anos atrás como observado da Terra. Esses neutrinos escapam da estrela ganhando energia e fazendo com que a estrela se resfrie mais rapidamente. Essa nova pesquisa tem permitido às equipes determinarem de forma observacional pela primeira vez as restrições nas propriedade do material superfluidos das estrelas de nêutrons. A temperatura crítica foi determinada entre meio bilhão a um bilhão de graus Celsius. Uma vasta região da estrela de nêutrons deve formar um superfluidos de nêutrons como observado agora, e para explicar de forma completa o rápido resfriamento, os prótons na estrela de nêutrons precisam ter formado um superfluidos antes da explosão. Pelos fatos de serem partículas carregadas, os prótons também formaram supercondutores. Usando um modelo que tem sido construído pelas observações do Chandra, o comportamento futuro da estrela de nêutrons tem sido previsto. O rápido resfriamento é esperado para continuar por algumas décadas e então deve diminuir.

Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8823
http://chandra.harvard.edu/photo/2011/casa/

NGC 1999: A Região Sul de Orion

                              Créditos da Imagem & Copyright: Adam Block, MT. Lemmon SkyCenter, U. Arizona
Ao sul da grande região de formação de estrelas conhecida como Nebulosa de Orion localiza-se a nebulosa de reflexão azul NGC 1999. Posicionada na borda do complexo de nuvens moleculares de Orion a aproximadamente 1500 anos-luz de distância, a iluminação da NGC 1999 é devido a estrela variável V380 Orionis mergulhada nessa nebulosa. A nebulosa é caracterizada por uma marca escura em forma de T próximo ao centro, que só pode ser vista nessa vasta imagem cósmica que se espalha por mais de 10 anos-luz. A forma escura uma vez foi assumida como sendo uma nuvem de poeira obscurecida onde é possível observar sua silhueta que se destaca contra a nebulosa de reflexão brilhante. Mas imagens infravermelhas recentes indicam que a forma é provavelmente um buraco gerado pelo vento energético das jovens estrelas. De fato, essa região é repleta de jovens estrelas energéticas que produzem jatos e ventos que criam luminosas ondas de choque. Catalogado como objetos Herbig-Haro (HH) que foram denominados em homenagem aos astrônomos George Herbig e Guillermo Haro, os choques aparecem com brilho vermelho nessa imagem que inclui o HH1 e o HH2 um pouco abaixo da NGC 1999. Os jatos estelares e os ventos empurram o material ao redor a velocidades de centenas de quilômetros por segundo.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110224.html

Formação Planetária em Ação?

Astrónomos podem ter descoberto o primeiro objeto limpando o seu caminho no disco natal circundando uma estrela jovem
                            Concepção artística do disco em torno da jovem estrela T Cha/ESO/L. Calçada
Uma equipe internacional de astrónomos utilizou o Very Large Telescope do ESO para estudar um disco de matéria de curta duração em torno de uma estrela jovem que se encontra nas fases iniciais da formação de um sistema planetário. Pela primeira vez foi detectado um companheiro mais pequeno que pode ser o causador de um grande espaço vazio encontrado no disco. Observações futuras determinarão se este companheiro é um planeta ou uma anã castanha. Os planetas formam-se a partir de discos de matéria em torno de estrelas jovens, mas a transição de disco de poeira para sistema planetário é rápida, o que faz com que poucos objetos sejam observados durante essa fase. Um destes objetos é T Chamaeleontis (T Cha), uma estrela de baixa luminosidade situada na pequena constelação austral do Camaleão que, embora comparável ao Sol, se encontra ainda no início da sua vida.

T Cha situa-se a cerca de 330 anos-luz de distância e tem apenas sete milhões de anos de idade. Até agora nunca foram encontrados planetas a formarem-se nestes discos em transição, embora já tenham sido vistos planetas em discos mais maduros. “Estudos anteriores mostraram que T Cha é excelente para estudar a formação de sistemas planetários,” diz Johan Olofsson (Instituto Max Planck para a Astronomia, Heidelberg, Alemanha), autor principal de um dos dois artigos científicos que descrevem este novo trabalho, publicados na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. “Mas esta estrela encontra-se muito distante de nós e por isso necessitámos de toda a capacidade do interferómetro do Very Large Telescope (VLTI) para podermos observar os mais pequenos detalhes e vermos bem o que se está a passar no disco de poeira.”
Este gráfico mostra a localização da jovem estrela T Cha dentro da constelação de Chamaeleon. Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições e as estrelas em si é marcado como um círculo vermelho. Esta estrela é muito fraco para ver a olho nu, mas é facilmente observada com um pequeno telescópio. ESO IAU e Sky & Telescope
 Numa primeira fase os atrónomos observaram T Cha com o instrumento AMBER e o interferómetro do VLT (VLTI). Descobriram que uma parte do material do disco formou um anel de poeira fino a apenas 20 milhões de quilómetros da estrela. Para lá deste disco interior encontraram uma região desprovida de poeiras que se estende até cerca de 1.1 mil milhões de quilómetros da estrela, distância a partir da qual começa o disco de poeira exterior. Nuria Huélamo (Centro de Astrobiologia, ESAC, Espanha), autora principal do segundo artigo científico, continua:

“Para nós este espaço vazio no disco de poeira em torno de T Cha era como uma pistola a deitar fumo, e perguntámo-nos: poderemos estar a observar uma companheira a limpar um espaço no interior do seu disco protoplanetário?” No entanto, encontrar uma companheira de fraca luminosidade tão perto de uma estrela brilhante é um tremendo desafio e a equipa teve necessidade de utilizar o instrumento NACO, montado no VLT, aplicando um novo e poderoso método chamado “sparse aperture masking”. Depois de uma análise cuidada, a equipa encontrou a assinatura clara de um objeto situado no interior do espaço vazio do disco de poeira, a cerca de um milhar de milhões de quilómetros de distância da estrela - ligeiramente mais afastado do que Júpiter se encontra do Sol - e próximo da fronteira exterior da zona vazia.

Esta é a primeira deteção de um objeto muito mais pequeno do que uma estrela no interior de um espaço vazio num disco de poeira a formar planetas em torno de uma estrela jovem. Indícios sugerem que este objeto não é uma estrela normal  mas poderá ser ou uma anã castanha rodeada de poeira ou, mais excitante ainda, um planeta recém formado. Huélamo conclui: “Este é um estudo extraordinário que combina dois instrumentos de ponta do Observatório do Paranal do ESO. Observações futuras permitir-nos-ão descobrir mais sobre a companheira e o disco, e compreender qual o mecanismo que origina o disco de poeira interior.”
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1106/

Cometas podem ter muito menos carbono do que se pensava

No passado, cientistas detectaram moléculas carregadas de carbono em cometas, incluindo alguns aminoácidos simples, que são considerados os blocos de construção para a vida. A presença dessas moléculas orgânicas em cometas, bem como o fato de que os cometas atingem planetas regularmente, sugeriu que eles poderiam ter “semeado” a Terra com os materiais à base de carbono necessários para formar a vida. Agora, pesquisadores descobriram que os cometas podem conter muito menos carbono do que se pensava. Isso implica que o papel que eles desempenharam na entrega dos ingredientes para a vida na Terra pode ser diferente do que se acreditava. Para saber mais sobre o carbono nos cometas, os cientistas analisaram imagens de campo do cometa C/2004 Q2, registradas por satélite. Os pesquisadores se concentraram na luz ultravioleta derramada por um “envelope” de poeira e gás ao redor do núcleo do cometa. Os átomos de carbono dos cometas tornam-se ionizados, ou carregados eletricamente, quando são atingidos por bastante energia do sol. Os pesquisadores estudaram a radiação emitida por átomos de carbono para determinar quanto tempo leva para a maioria do carbono em um cometa ficar ionizada. Eles descobriram que este processo ocorre depois de apenas 7 a 16 dias; muito mais rapidamente do que se pensava. Isso sugere que pesquisas anteriores superestimaram a quantidade de carbono nos cometas por um fator de até dois. Os cientistas já sabiam que a luz solar podia “carregar” o carbono. Esses novos resultados mostram como o vento solar – as rajadas de partículas eletricamente carregadas a partir do sol – também influencia o carbono no espaço. Segundo os pesquisadores, isso tinha sido previsto anteriormente, mas até agora ninguém tinha quantitativamente colocado todas as peças juntas e feito uma medida que confirmasse a especulação.  Essas descobertas aumentam a discussão do quanto os cometas poderiam ter contribuído com a vida na Terra. Ao mudar o que os cientistas sabem dos níveis de carbono nos cometas, a descoberta pode também influenciar os modelos de como essas rochas espaciais são formadas. O próximo passo é estudar a dinâmica orbital dos cometas, que pode dizer algo acerca de onde eles vieram e do que eles são feitos. Essas informações forneceram uma visão dos primórdios do sistema solar.
Fonte: http://hypescience.com/
http://www.livescience.com

Exoplaneta habitável ainda é duvidoso

        Uma nova análise não constatou a existência de Gliese 581g
Ainda não arrume as malas para ir à Gliese 581g ─ o planeta extra-solar potencialmente habitável, anunciado em setembro. Se existir, esse planeta é um mundo com cerca de três vezes a massa da Terra e orbita uma fraca estrela há 20 anos-luz do sol. Gliese 581g chamou atenção, pois a sua órbita o coloca em um estado habitável ─ onde pode existir água nos três estados, segundo os dados dos astrônomos americanos Paul Butler e Steven Vogt. Uma equipe de europeus informou que os dados não oferecem qualquer comprovação de que Gliese 581g é habitável. Philip Gragory, da University of British Columbia, analisou os dados dos americanos Paul Butler e Steven Vogt, bem como dos europeus e chegou a uma conclusão ainda mais desiludia. Seu trabalho foi apresentado à Monthly Notices da Royal Astronomical Society.  Vogt e Butler encontraram evidências de seis planetas no sistema Gliese 581, incluindo o 581g. Mas Gregory, aplicando-se uma análise estatística para os mesmos dados de ambos, marcou uma detecção confiável de apenas dois planetas, ou quatro, com um pequeno ajuste. Ao isolar o conjunto de dados da equipe europeia, ele encontrou sinal de cinco planetas que orbitam a estrela Gliese. “A interpretação sistema de seis planetas de Vogt e Butler é certamente defeituosa”, explica Gregory. Assim, a análise de Vogt e Butler sugere uma coisa, e análise de Gregório sugere outra, mas a verdade é que ambos os estudos foram realizados sobre os mesmos dados observacionais. A existência (ou não) de Gliese 581g provavelmente não será resolvida até que mais dados estejam disponíveis.
Créditos: (APEX)
http://gaea-apex.blogspot.com/

23 de fev de 2011

Fluxos de Material Derretido por Impactos Assume Forma de Garfo no Lado Escuro da Lua

Crateras lunares de impacto jovens de idade Copérnica exibem depósitos espetaculares de materiais parecidos com lava produzidos pelo derretimento nas crateras ao redor. Esses derretimentos causados pelo impacto são observados como finos depósitos de rochas, fluxos e montes. A imagem acima destaca um exemplo espetacular de um grande fluxo derretido causado pelo impacto que flui desde uma jovem cratera em uma região montanhosa, como 3.1 km de diâmetro. A porção distal desse fluxo de material derretido pelo impacto curvo se divide em dois fluxos separados há aproximadamente 2.5 km de distância do anel da crateras. O que fez com que esse fluxo de material derretido pelo impacto se dividisse em dois como um garfo?  A topografia local na sua maioria provavelmente influencia a trajetória do fluxo. No ponto onde os fluxos divergem, o fluxo principal tem 320 metros de largura. O segmento norte do fluxo se estende por 675 metros além do ponto de divergência e tem 200 metros de largura no fim. O segmento nordeste se estende por 550 metros desde o fluxo principal e tem 210 metros de largura próximo ao fim. Ambos os segmentos de fluxo exibem numerosas rachaduras ao longo da porção de seus comprimentos.
Os depósitos de material derretido pelo impacto associados com essa cratera no lado escuro são únicos por duas razões. Primeiro, o volume do derretimento presente no exterior da cratera é excepcionalmente grande, especialmente quando comparados com os depósitos de derretimento observados no interior da cratera. Em segundo lugar, o exterior dos depósitos derretidos são encontrados em grandes distâncias do anel da cratera. Estudos de depósitos de derretimento durante a era da Apollo indicam que as crateras com diâmetros entre 3 e 4 km exibem pequenos volumes do derretimento exterior concentrado próximo da crista do anel. Observações de crateras maiores que 5 km de diâmetro feitas usando as imagens da sonda LRO e da câmera LROC NAC irão melhorar de forma considerável o entendimento de impressionantes fluxos de material derretido causados por impactos como esse.

Vulcões na Região de Lacus Mortis na Lua

Leia a matéria completa em: http://www.cienctec.com.br/ler.asp?codigo_noticia=488&codigo_categoria=4&nome_categoria=Arquivos&codigo_subcategoria=1&nome_subcategoria=Imagens
Créditos: Ciência e Tecnologia

Mosaico de Alta Resolução da Lua Feito Pela Sonda LRO

Imagem da LRO Destaque Image (NASA / GSFC / Arizona State University.} Esta imagem é 3% do diâmetro da uma resolução máxima!
A sonda LRO fez uma imagem espetacular do lado visível da Lua, na realidade a imagem é o resultado da junção de inúmeras imagens feitas da Lua. A resolução da imagem é de 145 m/pixel, o que nos permite visitar locais conhecidos e entender em alguns casos de uma melhor forma certas feições. Por exemplo, os fluxos de lava na porção oeste da Imbrium são vistos nessa imagem melhor do que em qualquer outra imagem da Lua já feita. Observando o interior estranho da cratera Airy cheia de crateras secundárias e de aglomerados de pequenas crateras e em quase todos os locais que você observar incluindo  alguns locais nas regiões montanhosas é possível ver pequenos canais, muitos não familiares para a maior parte dos cientistas e observadores da Lua. Esse mosaico feito pela Wide Angle Camera será a nova imagem padrão para interpretações geológicas, comparações com dados espectrais e topográficos e para qualquer outro tipo de investigação lunar. Esse mosaico maravilhoso não é perfeito, é possível ver muitas bordas de mosaico, existem pequenos vazios e regiões próximas ao limbo que não são apresentadas de forma boa. Mas esse é o primeiro de numerosos mosaicos que ainda surgirão feitos com diferentes iluminações. Logicamente existem feições que não são bem observadas nessa imagem e que só serão bem imageadas quando um mosaico feito com o Sol em baixo ângulo em relação a Lua for lançado. Embora alguns pensem que não é possível descobrir nada de novo na Lua, o que não é lá muito verdade, mas mesmo que seja, esse mosaico pode ser usado também para ilustrar a beleza do nosso único satélite natural e despertar em alguém a curiosidade de conhecer e entender melhor a Lua.

Discos protoplanetários são fotografados pela primeira vez

Esta é a primeira vez que discos protoplanetários de tamanho comparável ao nosso próprio Sistema Solar foram detectados tão claramente. [Imagem: MPIA / Christian Thalmann]

Discos protoplanetários
Astrônomos obtiveram pela primeira vez imagens detalhadas de discos protoplanetários de duas estrelas. Acredita-se que os planetas se formem a partir de discos de gás e poeira que circundam estrelas jovens. Assim, observar esses locais é como fazer uma viagem ao passado da Terra e de seus irmãos. Esta é a primeira vez que discos protoplanetários de tamanho comparável ao nosso próprio Sistema Solar foram detectados tão claramente, revelando características como anéis e espaços vazios que estão associados com a formação de planetas gigantes. Os dois discos protoplanetários agora detectados diretamente estão ao redor da jovem estrela LkCa 15, que fica a cerca de 450 anos-luz da Terra, na constelação de Touro, e da estrela AB Aur, na constelação de Auriga, a uma distância de 470 anos-luz da Terra. Esta última é ainda mais jovem, com idade de apenas um milhão de anos.
A imagem do disco protoplanetário foi feita pelo Telescópio Subaru, no Havaí. [Imagem: Christian Thalmann) & NAOJ]

Formação dos planetas

A teoria atual sustenta que uma estrela recém-nascida deixa ao seu redor um disco de matéria, uma espécie de gigantesco anel. Por processos ainda não bem compreendidos, aglomerados dessa matéria vão se juntando, até que sua própria gravidade torna-se suficientemente forte para comprimi-los em corpos densos, que chamamos planetas. As observações são parte de um levantamento sistemático em busca de planetas e discos ao redor de estrelas jovens, usando uma câmera estado-da-arte, de alto contraste, concebida especificamente para este fim e instalada no telescópio Subaru, no Havaí. O instrumento HiCIAO conseguiu o feito inédito usando duas técnicas: uma compensação da distorção gerada pela atmosfera da Terra e o bloqueio físico da própria luz da estrela cujos arredores se quer observar.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=discos-protoplanetarios&id=020130110223

Descoberto novos masers na Via Láctea

                                     © National Science Foundation (ilustração da estrela W43A)
Foram descobertos três novos masers (microwave amplification by stimulated emission of radiation) na Via Láctea. Os masers funcionam da mesma forma que os lasers, mas em vez de emitirem luz visível, emitem microondas. Foi observado também um dos masers mais rápidos já encontrado, atingindo velocidades de até 350 km/s, e uma rara "fonte de água", uma classe especial de maser gerado pela massa de estrelas moribundas ou regiões de grande concentração de massa de estrelas em formação. Usando o Australian Telescope Compact Array em New South Wales, Rees Glen da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), encontrou os três masers usando dados coletados pela HOPS (H2O Southern Galactic Plane Survey), investigando as características dos três únicos maser de água localizados na Via Láctea, e procurando por uma frequência de radiação particular na região de microondas, que é característica do maser de água. Os masers de água emitem na frequência de 22 GHz. Um dos maser de água descoberto foi encontrado em torno de um AGB (Asymptotic Giant Branch), que é uma estrela se aproximando do fim da sua vida, emitindo jatos de moléculas de água durante esta fase de transição. Apenas 12 fontes de água já foram detectadas até agora. Estas fontes de água estelar podem ajudar os cientistas a descobrir como estrelas AGB evoluem para nebulosas planetárias. Um disco brilhante, colorido de gás e poeira em torno de uma estrela nas últimas fases de sua vida, que apresentam várias formas e tamanhos. A formação de estrelas massivas não é ainda bem compreendida e o maser de água pode dar informações valiosas sobre os processos envolvidos.
Créditos: Astro News/Cosmos Magazine

Planeta-X: afinal, o que é e onde se encontra esse planeta?

Planeta Netuno registrado pela câmera de ângulo estreito da nave Voyager 2, entre 16 e 17 de agosto de 1989. O termo "planeta-x" foi empregado pela primeira vez quando o astrônomo John Adams percebeu um estranho comportamento na órbita de Urano. Essa anomalia levou à descoberta de Netuno em 1846. Crédito: Nasa.
Recentemente, a possibilidade da existência de mais um planeta no Sistema Solar fez o termo "Planeta-x" voltar à moda e diversos blogs passaram a especular que o hipotético objeto seria na verdade o Planeta-X, sempre lembrado e temido, mas nunca comprovado. Para os que ainda não sabem, o Planeta-X não existe. Esse é um termo utilizado informalmente sempre que se especula sobre a possibilidade de um novo objeto no Sistema Solar. Não se trata de um planeta, mas de uma expressão popular. O termo "planeta-X" foi usado pela primeira vez no século 19, quando o astrônomo John Adams percebeu um estranho comportamento na órbita de Urano e que estaria sendo causado pela interferência gravitacional de algum outro corpo celeste.

Essas perturbações levaram à descoberta de Netuno em 1846 por Adams e pelo francês Urbain Le Verrier. Mais tarde, o termo voltou à tona depois que Le Verrier percebeu que havia mais alguma coisa que interferia nas órbitas, tanto de Urano como de Netuno e atribuiu essa alteração à presença de outro objeto desconhecido, o planeta-x. No começo do século 20, os astrônomos Percival Lowell e Willian Pickering chegaram a propor a possibilidade da existência de sete planetas que pudessem influenciar nas órbitas de Urano e Netuno. Os planetas foram denominados como O, P, Q, R, S, T e U. Com exceção de "P", todos os outros foram descartados e Lowell passou a chamá-lo, naturalmente, de "planeta-X". O público adorou o termo, que ficou mundialmente conhecido.

Lowell devotou grande parte de seu tempo na busca do planeta-x até que em 1930 conseguiu descobri-lo, batizando o de Plutão. A partir de 1977, novas descobertas foram feitas na região da órbita de Plutão e dezenas de outros objetos foram ali encontrados, entre eles o planeta-anão Éris, que antes de ser batizado também recebeu a denominação "planeta-x". Lotada de corpos gelados, a região onde Plutão se encontra é chamada de Cinturão Kuiper e alguns pesquisadores acreditam que ali possa existir um objeto ainda maior que o planeta-anão Éris, cujo tamanho possa ser similar a Mercúrio ou Marte. Alguns modelos matemáticos sugerem que a existência desse objeto poderia explicar algumas características bem incomuns observadas no Cinturão. Esse objeto também é chamado de planeta-x. Como você pode ver, o termo planeta-x é dado informalmente a qualquer planeta ou asteroide hipotético e não se refere a um objeto em particular. Agora que você já sabe um pouco mais sobre o "planeta-x", explique aos seus colegas. Aprendendo, eles não passarão vergonha quando discutirem o assunto em uma roda de amigos.
Fonte:Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Planeta-X_afinal_o_que_e_e_onde_se_encontra_esse_planeta_&posic=dat_20110223-104241.inc

Telescópio do gelo detecta padrão inexplicável de raios cósmicos

O "mapa do céu" parcial gerado pelo IceCube mostra a intensidade relativa dos raios cósmicos que atingem diretamente o Hemisfério Sul da Terra. [Imagem: IceCube Neutrino Observatory]

Mapa de raios cósmicos

Embora ainda esteja em fase de construção, o Observatório de Neutrinos IceCube, localizado nas profundezas de gelo do Pólo Sul já está produzindo resultados científicos. O mais impressionante é que, ao contrário dos achados iniciais do LHC, que validaram as teorias fundamentais da física, o IceCube descobriu um fenômeno para o qual o inusitado telescópio sequer foi projetado para estudar. O "mapa do céu" parcial gerado por seus dados mostra a intensidade relativa dos raios cósmicos que atingem diretamente o Hemisfério Sul da Terra. Ao contrário do previsto, o mapa mostra um padrão incomum de raios cósmicos, com um excesso (cores mais quentes) detectado em uma parte do céu e um défice (cores mais frias) em outro.

Raios cósmicos

O IceCube é um telescópio que capta partículas subatômicas chamadas neutrinos, especialmente neutrinos de alta energia que atravessam a Terra, fornecendo informações sobre eventos cósmicos distantes como supernovas e buracos negros - os eventos detectados no Pólo Sul acontecem no âmbito do espaço visível do Hemisfério Norte. Entretanto, um dos desafios de detectar essas partículas relativamente raras é que o telescópio é constantemente bombardeado por outras partículas, incluindo muitas geradas pela interação dos raios cósmicos com a atmosfera da Terra sobre a metade sul do céu. Para a maioria dos físicos da equipe do IceCube estas partículas são simplesmente ruído de fundo. Mas pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, identificaram uma oportunidade de pesquisa nesses dados de raios cósmicos.  "O IceCube não foi construído para observar raios cósmicos. Raios cósmicos são considerados ruído de fundo. No entanto, temos bilhões de eventos de fundo nesses raios cósmicos que acabaram se mostrando muito emocionantes," explica Rasha Abbasi, que fez a descoberta juntamente com seus colegas Paolo Desiati e Juan Carlos Díaz-Vélez.

Anisotropia dos raios cósmicos

Abbasi e seus colegas identificaram um padrão incomum na intensidade relativa dos raios cósmicos incidentes sobre o hemisfério Sul da Terra, com um excesso de raios cósmicos detectados em uma parte do céu e um défice em outro. Segundo a cientista, essa "anisotropia" vem confirmar experimentos anteriores feitos no Hemisfério Norte, servindo mesmo para validá-los - mas a fonte dessa desigualdade ainda é um mistério. "Observar esta anisotropia se estendendo também pelo céu do Hemisfério Sul é mais uma peça do quebra-cabeças em torno deste efeito enigmático - se é devido ao campo magnético ao nosso redor ou é o efeito dos restos de uma supernova nas proximidades, nós não sabemos," disse Abbasi. Uma das hipóteses para o padrão irregular nos raios cósmicos pode estar nos restos de uma supernova que explodiu há relativamente pouco tempo nas proximidades do Sistema Solar, cuja localização corresponde a uma das concentrações de raios cósmicos registradas no mapa anisotrópico. A outra é que o padrão de raios cósmicos revela detalhes sobre os campos magnéticos interestelares produzido por gases de partículas eletricamente carregadas em movimento perto da Terra, que são difíceis de estudar e, por isso mesmo, pouco compreendidos.
Em vez de uma gigantesca lente dirigida para os céus, o telescópio IceCube consiste de longas "cordas", cada uma contendo 60 sensores ópticos, mergulhadas em furos que atingem mais de 2,5 km de profundidade. Veja a comparação com a Torre Eiffel. [Imagem: Abbasi et al.]

Observatório de Neutrinos IceCube

Em vez de uma gigantesca lente dirigida para os céus, o telescópio IceCube consiste de longas "cordas", cada uma contendo 60 sensores ópticos, mergulhadas em furos que atingem mais de 1,5 km de profundidade. No topo de cada corda contendo os detectores de profundidade estão um par de tanques, chamados IceTop, contendo dois detectores principais. Quando estiver concluído, em 2011, o IceCube terá 86 dessas "linhas de sensores", ocupando um quilômetro cúbico de gelo da Antártida, somando mais de 5 mil sensores digitais ópticos. Por incrível que pareça, mesmo estando nas profundezas do Pólo Sul, são necessárias sete semanas para que a água dos tanques congele perfeitamente, sem bolhas e nem trincas, que poderiam obstruir os minúsculos flashes gerados quando as partículas atravessam o gelo. Os neutrinos estão entre os constituintes da matéria mais fundamentais. Como não têm carga e interagem muito pouco com a matéria, essas partículas podem viajar distâncias astronômicas sem se chocarem com nada - um neutrino tem tão pouca massa que ele pode atravessar um cubo de chumbo com um ano-luz de aresta, sem se chocar com nenhum átomo de chumbo. O estudo recém-publicado foi baseado em dados obtidos quando o IceCube tinha apenas 22 linhas de detectores ópticos. Os cientistas agora estão analisando dados obtidos por 59 e por 79 linhas, que deverão aumentar enormemente a resolução do mapa do céu, dando mais detalhes da inexplicável anisotropia dos raios cósmicos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

22 de fev de 2011

Montanhas da Criação na Cassiopeia

Essa majestosa imagem em cor falsa do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, mostra as “montanhas” onde as estrelas estão nascendo. Chamadas de “Montanhas da Criação” pelos cientistas do Spitzer, esses pilares em forma de torres de gás frio e de poeira são iluminados pela luz de estrelas quentes jovens. A nova imagem infravermelha é remanescente da sensacional e icônica imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble da Nebulosa da Águia, que aparece no detalhe, que também mostra uma região de formação de estrelas, ou nebulosa, que está sendo esculpida em pilares pela radiação e pelo vento das estrelas quentes e massivas.

Os pilares na imagem do Spitzer fazem parte da região conhecida como W5, na constelação da Cassiopeia localizada a 7000 anos-luz de distância e que tem 50 anos-luz de diâmetro. Esses pilares são mais de 10 vezes maior que os pilares da Nebulosa da Águia. A visão do Spitzer é diferente da visão do Hubble pois a luz infravermelha penetra a poeira, onde a luz visível é bloqueada. Na imagem do Spitzer centenas de estrelas em formação (brancas/amarelas) podem ser vistas pela primeira vez dentro do pilar central, e dezenas dentro do pilar mais alto na parte esquerda. Os cientistas acreditam que esses aglomerados estelares foram iniciados pela radiação e vendo de um pavio, que na verdade é uma estrela com mais de dez vezes a massa solar.

Essa estrela não é mostrada, mas os pilares apontam na direção dela na parte superior da imagem. A imagem do Spitzer também revela estrelas (azuis) um pouco mais velhas do que as que estão nos pilares em áreas de evacuação entre as nuvens. Os cientistas acreditam que essas estrelas nasceram mais ou menos na mesma época da estrela que iniciou tudo isso. Um terceiro grupo de estrelas jovens ocupa a área brilhante abaixo do pilar central. Não se saber se essas estrelas estão se formando em um evento relacionado ou por eventos separados. Alguns dos pontos azuis são estrelas localizadas no primeiro plano que não são membros dessa nebulosa.

A cor vermelha na imagem do Spitzer representa moléculas orgânicas conhecidas como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Esses blocos fundamentais da vida são muitas vezes encontrados em nuvens de formação de estrelas de gás e poeira. Como pequenos grãos de poeira, eles são aquecidos pela luz das estrelas jovens, então emitem energia no comprimento de onda do infravermelho. Essa imagem foi feita pela Infrared Array Camera (IRAC) no Spitzer. Essa imagem é na verdade uma composição de 4 cores infravermelhas, mostrando emissões nos comprimentos de onda de 3.6 mícron (azul), 4.5 mícron (verde), 5.8 mícron (laranja) e em 8.0 mícron (vermelho).
Créditos: http://www.cienctec.com.br/
http://www.nasaimages.org/index.html
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