Blocos estriados na cratera Aristarchus

Campo de estriado pedregulhos na parede da cratera Aristarchus. Uphill é para cima da imagem. LROC imagem NAC M120161915 [NASA / GSFC / Arizona State University].
A Cratera Aristarchus está localizada na borda do Platô Aristarchus, uma das regiões mais geologicamente interessantes da Lua. Ela tem 40 km de largura, 3.5 km de profundidade, é uma cratera complexa de impacto, que provavelmente se formou a aproximadamente 175 milhões de anos atrás. O impacto alterou a borda do platô e a região de mar ao redor, esse impacto escavou diferentes tipos de rocha, bem como rochas sobrepostas crustais. Muito já se falou da Aristarchus destacando principalmente as feições do Platô de Aristarchus, incluindo o Valles Schröteri e os depósitos piroclásticos que cobriram o platô. Diferenças na composição com o pico central da cratera também foram notadas, e isso destacou a importância de se estudar a geologia dessa cratera.
Um mosaico de 40 km de diâmetro da cratera Aristarchus. Blocos estriado são atualmente apenas observada na porção nordeste da cratera [NASA / GSFC / Arizona State University].
Nos taludes nordestes da Aristarchus, existe um grande número de blocos estratificados de material ejetado. Esses blocos são listrados com camadas alternantes de material brilhante e escuro. As camadas escuras têm normalmente menos de 1 metro de espessura e as camadas brilhantes têm uma espessura que varia entre 1 e 10 metros. Os pedaços de rocha são orientados de forma aleatória, então eles não estão em suas posições originais, mas sim, parece que foram rolados morro abaixo desde o alto da parede da cratera. Infelizmente nenhuma camada limpa de rocha é observada na parede da cratera, pois ela foi coberta pelo material derretido pelo impacto e por detritos. Com sorte, contudo, alguns blocos estratificados são observados fora da cratera e seriam acessíveis para prováveis astronautas recolherem amostras.
Um close-up de um campo do segundo bloco com bandas de destaque. Observe a estratificação é visto também em blocos de vários tamanhos, imagem M120161915L [NASA / GSFC / Arizona State University].
Nos dias de hoje, os blocos são somente vistos no lado do mar da superfície original. Devido a sua baixa viscosidade e habilidade de se dispersa, os depósitos de mares podem conter sequências de muitas camadas finas (metros de espessura) representando de forma potencial pulsos de magma que construíram o mar. Devido à sua localização na cratera, pode ser que as camadas vistas nos blocos representem deposições sucessivas de fluxo de lava. A diferença no albedo das camadas (brilhante versus escura) ainda é investigada, mas poderia ser gerada devido ao acamamento da lava (espessa, com camadas brilhantes) capeadas por camadas de material piroclástico (camadas escuras) que chegaram ali por meio da erupção de cumes vulcânicos próximos no platô. É mais provável que as camadas finas escuras sejam vesiculares, lava de crosta vitral que foi resfriada à medida que fluxos de lava da superfície superior foram expostos ao vácuo do espaço.

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