31 de mar de 2011

Constelação de Virgem

A constelação zodiacal de Virgem é denominada Virgo. A declinação gramatical utilizada para batizar as estrelas, neste caso, é Virginis. Uma constelação é um grupo de estrelas fixas que, ligadas por linhas imaginárias, formam também uma figura pertencente ao campo da imaginação, a que corresponde um nome especial. As vizinhas de Virgo, conforme as demarcações modernas, são Boötes, Coma Berenices, Leo, Crater, Corvus, Hydra, Libra e Serpens. Virgem é a constelação mais entretecida por lendas e histórias míticas. Ela foi uma das primeiras a receber uma denominação, e sempre foi representada pela imagem de uma donzela. Das suas estrelas há a destacar a α, Spica (também chamada Espiga), uma estrela azul esbranquiçada, intrinsecamente muito brilhante, a 280 anos-luz de nós. Se estivesse à distância que está Sírio (a mais luzidia dos nossos céus) seria umas noventa vezes mais brilhante! Aquilo que à vista desarmada parece ser uma só estrela, a γ, Porrima, é, na verdade, um par de estrelas muito próximas e muito parecidas, que orbitam em torno uma da outra. Por estes tempos confundem-se numa só, pois se encontram no enfiamento uma da outra, em relação a nós. Esse movimento recíproco dura uns 170 anos. Outra estrela a realçar é a ε, a Vindimadora, uma gigante amarela à distância de 100 anos-luz. O fundo da constelação é muito rico em galáxias, particularmente o chamado Enxame de Virgem (cerca de 3.000), a 45 milhões de anos-luz, onde pontifica a gigante M87 (assim catalogada por Messier), que se julga ter um enorme buraco negro, no seu centro. Daí emana uma fortíssima fonte-rádio, conhecida como Virgem A.

Remanescente de Supernova IC 443

  Créditos & Copyright: Jean-Charles Cuillandre (CFHT), Hawaiian Starlight, CFHT
Cerca de 8000 anos atrás, uma estrela em nossa galáxia explodiu. Seres humanos antigos devem ter notado que a supernova surgiu como uma estrela temporária, mas os humanos modernos podem ver o reservatório de expansão de gás até hoje. Na foto acima, parte da casca do IC 443 é visto como sendo composto de filamentos complexos, alguns dos quais estão impactando uma nuvem molecular existentes. Aqui emissão de choque animado hidrogênio molecular está permitindo que os astrônomos estudem o quão rápido o gás da supernova se movimento  e afeta a formação das estrelas nas nuvens. Adicionalmente, os astrônomos acreditam que o impacto acelera algumas partículas a velocidades próximas à da luz. Remanescente de supernova IC 443 é também conhecida a brilhar intensamente também em luz infravermelha e raios-X.

Fonte: http://apod.nasa.gov  

Chegada da primavera proporcionará belas vistas de Mercúrio e Júpiter ao por do sol no hemisfério norte

Em sua orbita mais distante do Sol eles aparecem no céu de nosso planeta, Mercúrio vai aparecer bastante neste mês como a aproximação da primavera no hemisfério norte
Quando a tonalidade quente do sol começa a desvanecer-se ao por do sol, dois faróis celestes brilham do crepúsculo até a noite, Mercúrio e Júpiter. Em sua orbita mais distante do Sol eles aparecem no céu de nosso planeta, Mercúrio vai aparecer bastante neste mês com a aproximação da primavera no hemisfério norte, onde o plano da eclíptica faz um ângulo com o horizonte ocidental. Mas Júpiter continuará afundando cada vez mais no céu depois do por do sol. Na verdade, o rápido mercúrio brilha normalmente bem acima de Júpiter no céu sereno como desta imagem. Capturados no início desta semana na ilha de de Frösön no norte da Suécia, a cena olha através do lago Storsjön em direção à aldeia de Hallen e montanhas distantes. É claro que mesmo as melhores vistas de Mercúrio agora podem ser obtidas pela sonda MESSENGER, agora em órbita do primeiro planeta do Sistema Solar interior!
Créditos: http://www.astrofisicos.com.br

Universo: a Cruz de Einstein e a curvatura do espaço-tempo

Típica lente gravitacional mostra a luz de um poderoso quasar posicionado atrás da galáxia. Sem a curvatura do espaço-tempo não seria possível ver o objeto. Créditos: Nasa/Hubble Science/Apod/Royal Astronomical Society/Apolo11.com.
Quando se fala em miragem, quase sempre nos vem à mente aquelas paisagens do deserto ou das estradas, onde uma falsa imagem é criada pelo desvio da luz refletida na areia ou asfalto quente. No Universo essas miragens também acontecem, mas são provocadas por motivos bem diferentes. A imagem acima é um exemplo típico de um desses fenômenos, chamado de Cruz de Einstein. A cena, captada pelo telescópio espacial Hubble mostra uma distante galáxia envolta por quatro pontos centrais que parecem ser o seu núcleo. Parece, mas não é. O que se vê na imagem é na realidade a luz proveniente de um distante e poderoso objeto, que ao passar pelo intenso campo gravitacional da galáxia é dividida em quatro feixes, em um mecanismo conhecido como "lente gravitacional".  Em 1915, Albert Einstein comprovou que a massa de um grande objeto pode criar uma curvatura no espaço-tempo ao seu redor, capaz até mesmo de curvar a trajetória de um raio de luz que passe pelas imediações. Dessa forma, um grupo de galáxias de grande massa também provoca uma forte curvatura no espaço-tempo, fazendo com que todos os raios luminosos que atravessem a região sejam curvados, formando uma verdadeira lente cósmica. Ao curvar a luz dos objetos, uma lente gravitacional permite enxergar outros elementos que estejam atrás das galáxias, criando uma ferramenta de grande utilidade no estudo do Universo. No caso da imagem mostrada, o objeto visualizado é um poderoso quasar escondido atrás do centro da galáxia, que não seria visível se não fosse a deformação do espaço-tempo criada pela colossal força da gravidade.

Lentes diferentes
Nem todas as imagens criadas pelas lentes gravitacionais são iguais e dependem da geometria dos elementos envolvidos na criação da lente. Se a lente é esférica, por exemplo, a imagem resultante se parecerá com um anel luminoso, chamado "anel de Einstein". Se for alongada a imagem irá parecer como a "Cruz de Einstein", dividida em quatro. Se a lente é formada por um aglomerado de galáxias teremos a formação de arcos ou "arclets" de luz, grosseiramente descritas como tendo a forma de uma banana. Atualmente, os cientistas já observaram mais de 500 lentes gravitacionais, mas para que sejam úteis precisam ser cuidadosamente estudadas para se conhecer exatamente como elas curvam os raios luminosos. Este estudo é altamente complexo e até o momento somente dez lentes desse tipo foram completamente compreendidas.

Einstein e o eclipse de Sobral
"chapa" do eclipse total do Sol visto em Sobral, no Ceará. As marcas verdes são as estrelas usadas como referência para a comprovação da teoria de Albert Einstein. Créditos:Nasa/Hubble Science/Apod/Royal Astronomical Society/Apolo11.com.
A primeira vez que a curvatura do espaço-tempo foi observada na prática ocorreu durante o eclipse solar de 1919. Na ocasião, um grupo de astrônomos da Royal Astronomical Society de Londres veio até a cidade de Sobral, no Ceará, com o objetivo de medir o desvio da luz de uma estrela ao passar pela borda do disco solar. Segundo Einstein, a luz da estrela deveria ser desviada em 1,75 segundos de arco, duas vezes maior que o previsto pela teoria de Newton. No dia do eclipse, em 29 de maio, os cientistas fizeram sete boas imagens do fenômeno e em novembro do mesmo ano a Royal Astronomical Society anunciou que os resultados obtidos confirmavam o desvio da luz e a teoria de Albert Einstein.

Fonte:Apolo11 - http://apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100211-091832.inc

Apresentadas Novas Imagens de Mercúrio Feitas Pela MESSENGER: É Só O Começo da Missão

Compartilhando apenas algumas das mais de 1500 imagens feitas pela sonda MESSENGER agora de um ponto orbital vantajoso e bem diferente do ponto de onde foram feitas as anteriores, quando a sonda não estava em órbita, mas apenas sobrevoava o planeta, os cientistas estão muito animados e é compreensível essa animação, com os dados que eles receberam da sonda. “Todos os instrumentos estão trabalhando muito bem e retornando os dados esperados”, disse o principal pesquisador da MESSENGER, Sean Solomon.

Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=9907

A Sonda MESSENGER em Mercúrio

 No dia 17 de Março de 2011, a sonda MESSENGER se tornou a primeira sonda construída pelo homem a entrar na órbita de Mercúrio, o planeta mais interno do Sistema Solar. A imagem acima é a primeira imagem colorida processada desde que a sonda entrou na órbita do planeta. Maior, mais denso e com quase o dobro da gravidade superficial encontrada na Lua, Mercúrio ainda se parece com a Lua na primeira vez em que é observado. Mas nessa imagem seu terreno mostra áreas em azul claro e marrom próximas às crateras e longos e brilhantes raios de material riscando a superfície. A brilhante cratera raiada proeminente na imagem é a Cratera Debussy na parte superior a direita, essa cratera tem 80 km de diâmetro. O terreno que aparece em direção a parte inferior dessa histórica imagem se estende para o polo sul de Mercúrio e apresenta uma região nunca antes fotografada ou imageada por sondas enviadas ao planeta.

Europeus fornecem a mais exata imagem da gravidade na Terra

                 Modelo da gravidade na Terra fornecerá dados oceanográficos e da estrutura interna do planeta

Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita. Os cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos geoide (forma mais aproximada do nosso planeta, visto que ele não é totalmente redondo) do lugar onde vivemos. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha). O geoide é uma superfície projetada da Terra e nesta apresentada pela ESA se considerou sua gravidade sem a ação de marés e correntes oceânicas. O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas.

Além desses dados oceanográficos, também servirá para o estudo da estrutura interna do planeta --como os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitude e que podem provocar danos devastadores, como aconteceu com o Japão no sismo de 11 de março. Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores, visto que o movimento das placas tectônicas ocorrem abaixo do nível dos oceanos. Contudo, explica a ESA em seu site, os tremores costumam deixar um "rastro" na gravidade do planeta, o que pode ajudar a entender o mecanismo de um terremoto e, quem sabe, antecipar sua ocorrência.

O que são Magnetares

                                      Imagem do Spitzer Space Telescope do Magnetar SGR 1900+14
Magnetares são estrelas de nêutrons com campos magnéticos que são cerca de um quatrilhão de vezes maior do que o campo magnético da Terra e emitem raios X e raios Gama. Acredita-se que esses impressionantes campos magnéticos são produzidos quando uma estrela de nêutrons de rotação extremamente rápida é formada pelo colapso do núcleo de uma estrela massiva. Quando uma estrela de nêutrons se forma, ela desencadeia uma explosão de supernova que expele as camadas exteriores da estrela em altas velocidades. A alta taxa de rotação da estrela de nêutrons intensifica o campo magnético já super forte para níveis de magnetar. Quando as forças magnéticas ficam fortes o suficiente, eles podem causar starquakes na superfície da estrela de nêutrons que produzem poderosas explosões de raios-X chamado flashes de raios-X. Esses eventos podem representar um tipo intermediário de explosão de supernova – mais energética que uma supernova comum, mas menos do que hipernovas, que acredita-se ser responsável por explosões de raios gama. Explosões Magnetar também pode ocorrer durante centenas de anos depois da explosão inicial. O mais forte campo magnético constante produzido na Terra em um laboratório é de cerca de um milhão de vezes maior que o campo magnético da Terra. Para além desse limite, material magnético comum seria destroçado por forças magnéticas.Somente em uma estrela de nêutrons, onde a gravidade é superior a 100 bilhões de vezes a da Terra, pode resistir à força magnética de um magnetar, e mesmo aí a crosta da estrela de nêutrons pode se quebrar sob a pressão. A fonte do poder é o campo magnético girando rapidamente, por isso estes pulsares são às vezes chamados pulsares em sistema rotativo ligado, para os distinguir de outro tipo de pulsar descoberto por astrônomos de raios-X, os pulsares alimentados por acresção.
Fonte:http://chandra.harvard.edu/xray_sources/neutron_stars.html

30 de mar de 2011

Isaac Newton

Sir Isaac Newton nasceu em Londres, no ano de 1643, e viveu até o ano de 1727. Cientista, químico, físico, mecânico e matemático, trabalhou junto com Leibniz na elaboração do cálculo infinitesimal. Durante sua trajetória, ele descobriu várias leis da física, entre elas, a lei da gravidade.

Vida e realizações

Este cientista inglês, que foi um dos principais precursores do Iluminismo, criou o binômio de Newton, e, fez ainda, outras descobertas importantes para a ciência. Quatro de suas principais descobertas foram realizadas em sua casa, isto ocorreu no ano de 1665, período em que a Universidade de Cambridge foi obrigada a fechar suas portas por causa da peste que se alastrava por toda a Europa. Na fazenda onde morava, o jovem e brilhante estudante realizou descobertas que mudaram o rumo da ciência: o teorema binomial, o cálculo, a lei da gravitação e a natureza das cores.

 Dentre muitas de suas realizações escreveu e publicou obras que contribuíram significativamente com a matemática e com a física. Além disso, escreveu também sobre química, alquimia, cronologia e teologia. Newton sempre esteve envolvido com questões filosóficas, religiosas e teológicas e também com a alquimia e suas obras mostravam claramente seu conhecimento a respeito destes assuntos. Devido a sua modéstia, não foi fácil convencê-lo a escrever o livro Principia, considerado uma das obras científicas mais importantes do mundo. Newton tinha um temperamento tranqüilo e era uma pessoa bastante modesta.

Ele se dedicava muito ao seu trabalho e muitas vezes deixava até de se alimentar e também de dormir por causa disso. Além de todas as descobertas que ele fez, acredita-se que ocorreram muitas outras que não foram anotadas. Diante de todas as suas descobertas, que, sem sombra de dúvida, contribuíram e também ampliaram os horizontes da ciência, este cientista brilhante acreditava que ainda havia muito a se descobrir. E, em 1727, morreu após uma vida de grandes descobertas e realizações.

Frases de Isaac Newton:

- "Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes."
- "O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano."
- "Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestiais, mas não a loucura das pessoas."
- "Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado."
Fonte:http://www.suapesquisa.com/biografias/isaacnewton/

Nascimento Estelar II: O Gatilho do Nascimento

No modelo padrão, o núcleo está em equilíbrio entre a gravidade e a pressão externa por um lado e pela pressão térmica interna por outro.

Leia a matéria completa em: http://astropt.org/blog/2011/03/30/nascimento-estelar-ii-o-gatilho-do-nascimento/
Créditos: http://astropt.org/blog/

O que é uma Anã Marrom?

Para entender o que é uma anã marrom, é preciso entender a diferença entre uma estrela e um planeta. Não é fácil diferenciar uma estrela de um planeta quando se olha para o céu. No entanto, os dois tipos de objetos são muito diferentes para um astrônomo com um telescópio ou espectroscópio. Os planetas brilham por luz refletida, as estrelas brilham por produzir sua própria luz. Então, o que faz com que alguns objetos brilhem por conta própria e outros objetos apenas reflitam a luz de algum outro corpo celeste? Essa é a diferença importante a entender – e isso nos permitirá compreender as anãs marrons também. Como uma estrela se forma de uma nuvem de contratação de gás, a temperatura no seu centro se torna tão grande que o hidrogênio começa a se fundir em hélio, liberando uma enorme quantidade de energia que faz com que a estrela comece a brilhar por si mesma. Um planeta se forma a partir de partículas de poeira que sobraram da formação de uma estrela.Estas partículas colidem e se unem, mas nunca alcançam temperatura suficiente para fundir as partículas e liberarem energia. Em outras palavras, um planeta não é quente o bastante ou forte o suficiente para produzir sua própria luz. Anãs marrons são objetos que têm um tamanho entre o de um planeta gigante, como Júpiter e de uma pequena estrela. Na verdade, a maioria dos astrônomos classificará qualquer objeto entre 15 e 75 vezes a massa de Júpiter como uma anã marrom. Estando nessa variação de massa, o objeto não seria capaz de sustentar a fusão do hidrogênio como uma estrela regular, por isso, muitos cientistas chamam as anãs marrons de “estrelas fracassadas“. Por causa dessa característica são vistas como o “elo perdido” entre planetas gigantes gasosos e estrelas. Proposta inicialmente na década de 1960, a anã marrom permaneceu anos como uma hipótese, até que em 1995 evidências fortíssimas definitivamente comprovaram sua existência. As anãs marrons apresentam uma luminosidade muito fraca e avermelhada e não marrom como o nome pode erroneamente sugerir. Por causa dessa fraca luminosidade, sua luz se situa na faixa do infravermelho próximo do espectro. Alcançam temperaturas de aproximadamente 1000 a 3400 K. São encontradas em sua maioria em sistemas binários, orbitando estrelas de massa baixa. Em alguns casos o sistema binário em si pode ser composto duas anãs marrons que compartilham um baricentro; ou ainda podem ser encontradas como objetos solitários.
Créditos: http://teacherdeniseselmo.wordpress.com/
 (www.nasa.gov)

Cratera Gassendi: Um Gigantesco Exemplo de Cratera do Tipo Casco de Tartaruga na Lua

Essa é a Cratera Gassendi localizada na borda do Mare Humorum como foi fotografada pela sonda LRO.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=9888
Créditos: http://www.cienctec.com.br/

Sonda Kepler permite a astrônomos saber mais sobre estrelas vermelhas

Equipamento da Nasa é usado para detectar pequenas variações de brilho. Estudos podem ajudar a compreender como o Sol vai se extinguir.

Dados da sonda Kepler - lançada ao espaço pela agência espacial norte-americana (Nasa) em 2009 para procurar por planetas fora do Sistema Solar – permitiram a astrônomos classificar estrelas gigantes vermelhas em duas categorias e conhecer mais sobre a natureza desses astros. As gigantes vermelhas representam o envelhecimento de estrelas parecidas com o Sol. Após consumirem todo o hidrogênio presente no seus centros para produzir energia, esses astros passam a utilizar as camadas externas como fontes de combustível.
Região entre as constelações de Cisne e Lira monitorada pela sonda Kepler, da agência espacial dos EUA (Foto: Ames / JPL-Caltech / Nasa)
A estrela então passa a tentar consumir o hidrogênio das camadas mais externas até que todo o suprimento acabe. Sem átomos de hidrogênio para usar, em uma segunda fase, a estrela começa a “queimar” hélio para sobreviver. Durante esta fase da vida, a estrela aumenta muito de tamanho, embora sua temperatura seja baixa na comparação com outras estrelas. O próprio Sol vai evoluir, daqui a 5 bilhões de anos, ao estágio de gigante vermelha, crescendo a ponto de engolfar os planetas mais próximos de sua órbita - até mesmo a Terra. Agora, conforme mostra estudo divulgado na revista "Nature", as observações da sonda Kepler - responsável por monitorar uma região no espaço entre as constelações do Cisne e da Lira - permitiram aos cientistas separar melhor essas duas fases de expansão estelar. O trabalho da Kepler consiste em detectar mudanças sensíveis no brilho das estrelas. Essas alterações podem indicar a presença de planetas. O objetivo é encontrar mundos nos quais as condições naturais permitem o desenvolvimento da vida. É como se a sonda "caçasse" planetas parecidos com a Terra com características, entre outras, como a presença de água líquida na superfície.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude

Astrônomos identificam nova família de asteroides

O físico e astrônomo Valerio Carruba, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Guaratinguetá, identificou os 92 corpos celestes que compõem a família de asteroides Tina. O trabalho foi realizado em parceria com o italiano Alessandro Morbidelli, do Observatório de Côte d'Azur, em Nice, na França. Por meio de simulações, os cientistas obtiveram uma estimativa de idade de 170 milhões de anos para esse grupo de corpos celestes.
A ressonância circular linear v6, onde está a família de Tina, é uma das mais desestabilizadoras do Sistema Solar. Ela lança corpos celestes em direção à órbita de Marte.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Família de asteroides

Uma família de asteroides é um grupo de corpos que dividem uma origem comum na explosão de seus progenitores. O conjunto recebe o nome do asteroide com identificação numérica menor, nesse caso, o 1222 Tina, descoberto em 1932 pelo astrônomo belga Eugène Delporte (1882-1955). A família de Tina está localizada em um ponto do Sistema Solar chamado cintura principal ou cinturão de asteroides. Esse é o nome dado ao espaço compreendido entre as órbitas dos planetas Marte e Júpiter, e é chamado assim porque nessa "faixa" há uma grande concentração desses corpos celestes. Em 1987, cientistas europeus observaram que o asteroide 1222 Tina orbitava em uma ilha de estabilidade. O trabalho de Carruba não apenas identificou os 92 membros da família e descreveu as características de suas órbitas, como ainda indicou a existência de outros 18 asteroides orbitando nessa mesma ilha.

Ressonância secular linear

"Essa é uma nova família de asteroides e a única do Sistema Solar a operar em uma ilha de estabilidade em uma ressonância secular linear", disse Carruba ao portal da Unesp. Ressonância secular linear ocorre quando um corpo e um outro de massa maior sincronizam a precessão (eixo de rotação) do pericentro, que é o ponto mais próximo do Sol da órbita. Esse fenômeno físico pode alterar a inclinação do corpo menor e aumentar sua excentricidade, que é a medida da parte mais estreita da órbita elíptica. Quanto maior a excentricidade, mais instável é a trajetória.

Choques de asteroides

Perturbações desse tipo podem levar um asteroide a invadir a órbita de um planeta e se chocar com ele. A ressonância circular linear v6, onde está a família de Tina, é uma das mais desestabilizadoras do Sistema Solar. Ela lança corpos celestes em direção à órbita de Marte. Carruba explica que essa foi a causa da extinção de um grande número dos asteroides que havia na cintura principal quando ela se formou.  "A estabilidade de Tina permitiu que ela se mantivesse como um grupo de asteroides sobreviventes e em razoável segurança", disse Carruba.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

O Quasar Mais Brilhante do Universo Observável

No centro dessa galáxia espiral barrada esconde-se o quasar conhecido como QSO 1229+204 - um objeto mais brilhante do que qualquer outro no universo conhecido. O distante quasar aparece tão brilhante que os astrônomos tem usado o alto poder de resolução do Telescópio Espacial Hubble apenas para observar a galáxia hospedeira que os astrônomos descobriram está em processo de colisão com uma galáxia anã, que possivelmente fornece combustível para um buraco negro supermassivo, fazendo com que o QSO 1229+204 brilhe de forma tão intensa.
Créditos: http://www.cienctec.com.br
(Dailygalaxy.com)

NGC 5548: e a Expansão do Universo

Créditos: NASA, ESA, A. Riess (STScI/JHU), L. Macri (Texas A & M Univ.) et al., Hubble Heritage (STScI/AURA)
A grande e bela NGC 5548 tem mais de 50000 anos-luz de comprimento e está localizada a 72 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Virgo. Os braços espirais, que parecem ao vento, dessa maravilhosa ilha do universo estão carregados com luminosos aglomerados estelares jovens e linhas de poeira escura. Para os astrônomos na Terra, a NGC 5548 não é somente mais uma bela galáxia que se apresenta de frente para nós. Lar de aproximadamente 250 estrelas variáveis Cefeidas e de uma recente explosão de supernova do Tipo Ia, objetos fundamentais para as determinações de distâncias astronômicas, a NGC 5548 é uma das 8 galáxias usados em um novo estudo que inclui observações adicionais feitas pelo Telescópio Espacial Hubble com o objetivo de melhorar a medida da Constante de Hubble – medida essa que mede a taxa de expansão do universo. Os resultados do estudo dão mais peso à teoria que afirma que a energia escura realmente é responsável por acelerar a expansão do universo, restringindo dessa forma os modelos que tentam explicar a aceleração observada sem a presença da misteriosa energia escura. Nessa imagem bem detalhada feita pelo Hubble da NGC 5548, muitos dos pontos avermelhados pequenos que são observados, são na verdade distantes galáxias que compõem o plano de fundo dessa composição cósmica.

Nascimento Estelar I: As Principais Questões

Duas forças entram em jogo no mecanismo de formação das estrelas: a gravidade e a pressão. No nascimento duma estrela a gravidade vence a pressão. Se o núcleo da núvem é fria e densa o suficiente a força da gravidade supera a força oposta, da pressão do gás.

Leia a matéria completa em: http://astropt.org/blog/2011/03/23/nascimento-estelar-i-as-principais-questoes/
Créditos: http://astropt.org/blog/

O Brilho Rosa Avermelhado da Formação Estelar

Esta imagem do aglomerado de estrelas e ao redor da nebulosa NGC 371 foi feita com o instrumento instrumento FORS1 no Very Large Telescope do ESO, no Observatório de Paranal, no Chile. NGC 371 reside na Pequena Nuvem de Magalhães, uma das galáxias mais próximas à Via Láctea.
A nuvem de cor rosa avermelhada que se vê nesta nova imagem do Very Large Telescope do ESO é uma região de hidrogénio brilhante que circunda o enxame estelar NGC 371. Esta maternidade estelar situa-se na nossa galáxia vizinha, a Pequena Nuvem de Magalhães. O objeto que domina esta imagem pode parecer uma piscina de sangue derramado, no entanto em vez se estarem associadas a morte, tais regiões de hidrogénio ionizado - conhecidas como regiões HII - são locais de criação com taxas elevadas de formação estelar recente. NGC 371, enxame aberto rodeado por uma nebulosa, é um exemplo disso mesmo. Todas as estrelas dum enxame aberto têm origem numa mesma região HII difusa, e ao longo do tempo a maior parte do hidrogénio é usado na formação estelar, originando uma concha de hidrogénio, tal como a que observamos na imagem, e um enxame de estrelas quentes jovens. A galáxia hospedeira de NGC 371, a Pequena Nuvem de Magalhães, é uma galáxia anã situada a uns meros 200 mil anos-luz de distância, o que a torna numa das galáxias mais próximas da Via Láctea. Adicionalmente, a Pequena Nuvem de Magalhães contém estrelas em todas as fases de evolução: desde estrelas jovens muito luminosas encontradas em NGC 371 até a restos de supernovas provenientes de estrelas mortas. Estas jovens energéticas emitem enormes quantidades de radiação ultravioleta, o que faz com que o gás circundante, como por exemplo os restos de hidrogénio da sua nebulosa criadora, brilhe intensamente de forma colorida, brilho esse que se estende ao longo de centenas de anos-luz em todas as direcções. O fenómeno apresenta-se de forma maravilhosa nesta imagem, obtida com o instrumento FORS1 montado no Very Large Telescope do ESO (VLT).
Este gráfico mostra a localização do aglomerado de estrelas e nebulosa NGC 371, na constelação de Tucana (O tucano). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições e do próprio enxame é marcado com um círculo. Através de um telescópio de médio porte amador esse enxame aparece bastante grande, mas fraco, e a nuvem de gás é difícil de ver.
Os enxames abertos não são de modo algum raros: existem numerosos exemplos na nossa Via Láctea. No entanto, NGC 371 tem particular interesse devido à inesperada grande quantidade de estrelas variáveis que contém. Estas estrelas apresentam uma variação periódica do seu brilho. Um tipo particularmente interessante de estrela variável, conhecido como estrelas B pulsantes de período longo, pode também ser utilizado no estudo do interior estelar através de asterosismologia. Confirmou-se que várias destas estrelas existem neste enxame. As estrelas variáveis desempenham um papel fundamental na astronomia: alguns tipos são indispensáveis na determinação de distâncias a galáxias distantes e na determinação da idade do Universo. Os dados utilizados para compor esta imagem foram selecionados a partir do arquivo do ESO por Manu Mejias, no âmbito do concurso Tesouros Escondidos. Três das imagens submetidas por Manu ficaram entre as primeiras vinte classificadas. A sua imagem de NGC 371 obteve o sexto lugar da competição.

Sonda envia primeira foto da superfície de Mercúrio

                 Pela primeira vez, uma sonda que orbita Mercúrio envia imagens da superfície do planeta rochoso
               Créditos: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Instituição Carnegie de Washington
A sonda Messenger, que está na órbita de Mercúrio, enviou as primeiras tomadas da superfície do planeta para a Nasa (agência espacial americana). Depois de tirar a primeira foto, divulgada na terça-feira, a Messenger trabalharia seis horas consecutivas para captar mais de 360 imagens. A missão é inédita, pois esta é a primeira vez que uma nave entra na órbita de Mercúrio, depois de seis anos vagando no espaço. Antes, apenas houve um sobrevoo em 1970 pela Mariner10. Se tudo ocorrer bem, a Messenger deve ficar junto a Mercúrio durante um ano. A cratera cheia de raios que domina a imagem na sua porção superior é a Debussy. A cratera menor, a a Matabei com seus raios negros incomuns, é observada a oeste da Debussy. A porção inferior da imagem está próxima do polo sul de Mercúrio e inclui uma região da superfície de Mercúrio nunca antes vista por nenhuma sonda que visitou Mercúrio. Essa imagem pode ser comparada com a imagem planejada para ver a região recentemente imageada ao sul da Debussy (abaixo). Durante os três próximos dias, a MESSENGER irá adquirir 1185 imagens adicionais em apoio das atividades de fase de comissionamento do MDIS. A primeira fase científica da missão que terá a duração de um ano começará em 4 de Abril de 2011 e as observações orbitais planejam que o MDIS adquira mais de 75000 imagens com o objetivo de atingir os objetivos científicos da missão MESSENGER. No dia 18 de Março de 2011, a MESSENGER se tornou a primeira sonda a orbitar o planeta Mercúrio. A missão está atualmente na sua fase de comissionamento durante a qual a sonda e os instrumentos realizam uma série de atividades pré-programadas para verficar o desempenho dos componentes da sonda. Durante a missão primária de um ano da sonda, os sete instrumentos científicos da sonda e a investigação via rádio irão revelar a história e a evolução do planeta mais interno do Sistema Solar.

29 de mar de 2011

Serpens

 Serpens (Ser), a Serpente, é uma constelação do equador celeste. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Serpentis. A constelação tem a peculiaridade de ser dividida em duas partes, separadas pelo Serpentário: Serpens Caput e Serpens Cauda. A Cabeça da Serpente fica predominantemente no hemisfério celestial norte, e faz fronteira com Hercules, Corona Borealis, Boötes, Virgo e Libra. A Cauda, mais ao Sul, tem por vizinhas Aquila, Sagittarius e Scutum.

Mitologia

Serpente é a cobra sendo capturada pelo Serpentário, e assim essas duas constelações estão diretamente ligadas. Originalmente, formavam uma única constelação posteriormente separadas. Talvez o fato do Serpentário dividir ao meio a Serpente (em cabeça e cauda) tenha relação ao mito envolvendo as duas constelações: o deus-patrono da medicina, Esculápio, ao morrer fulminado por um raio de Zeus, fora imortalizado pelo próprio nas estrelas em reconhecimento por suas habilidades. Seu nome significa "cortar, extirpar". A serpente era associada à saúde devido à sua troca de pele, o que representaria renascimento aos gregos; ademais é em seu próprio veneno que encontra-se a cura para o mesmo.

NGC 1345: Ilhas de Estrelas em Um Rio

A galáxia espiral NGC 1345 e seus braços perdidos e comprimidos dominam essa rica imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências NASA e ESA. Ela é membro do Aglomerado de Galáxias Eridanus – um grupo de aproximadamente 70 galáxias que localiza-se a aproximadamente 85 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação de Eridanus (o Rio). Essa região do céu é bem populada com galáxias brilhantes, sendo que o Aglomerado de Galáxias Formax também localiza-se ali perto na esfera celeste, embora os dois aglomerados estejam na verdade separados por aproximadamente 20 milhões de anos-luz de distância. Coletivamente, eles são conhecidos como Superaglomerado Formax ou Superaglomerado do Sul. John Herschel descobriu a NGC 1345 em 1835 desde a África do sul. Ele a descreveu como pequena e muito apagada e ainda muito distante para ser observada em detalhe mesmo com grandes telescópios amadores, onde ela aparece pequena e difusa. Separada da galáxia principal que domina a imagem, muitas galáxias distantes de muitas formas e tamanhos podem ser observadas nessa imagem, algumas brilhando no primeiro plano da imagem. A NGC 1345 por si só mostra uma barra alongada que se estende desde o seu núcleo e braços espirais que emanam dele para fora, fazendo com que ela seja classificada como sendo uma galáxia do tipo espiral barrada. A classificação das galáxias é uma importante parte da pesquisa astronômica à medida que nos diz muito sobre como o universo se desenvolveu. Mas os computadores não são realmente ideais para executar essa tarefa. As pessoas fazem essa classificação de uma forma muito melhor no que diz respeito ao reconhecimento das formas. O Telescópio Espacial Hubble faz parte do projeto Galaxy Zoo que convida pessoas para participar e classificar as galáxias por ele imageadas. Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. Para compor a imagem final foram combinadas imagens feitas através do filtro azul (F435W) que foi colorida em azul e imagens feitas através do filtro do infravermelho próximo (F814W) que foram coloridas em vermelho. O tempo de exposição foi de 17.5 minutos por filtro no total e o campo de visão é de 3.2 por 1.6 arcos de minuto.

Após 1 ano de 'hibernação', Nasa começa a desistir do veículo Spirit

Comunicação com jipe em Marte não é eficiente desde março de 2010. Jipe não conseguiu virar painéis solares em direção ao sol antes do inverno.
Ilustração do jipe Spirit, usado para reconhecimento do solo marciano desde 2004 (Crédito: Nasa)
Após mais de hibernação do veículo Spirit - atualmente na superfície de Marte -, a agência espacial norte-americana (Nasa) começa a desistir do jipe usado para missões de reconhecimento do planeta. A última comunicação do Spirit aconteceu em 22 de março de 2010. O Spirit não conseguiu voltar seus painéis solares em direção ao sol antes do início do inverno marciano. Atualmente, ele está "atolado" no solo do planeta, sem se movimentar.
Foto da superfície marciana tirada pelo jipe-robô Spirit (Foto: Nasa / via AP Photo)

Segundo a Nasa, várias tentativas de contato foram feitas durante os 12 últimos meses. Uma das últimas esperanças da agência espacial era a chegada do período com mais sol na região onde o veículo se encontra, mas este intervalo de tempo terminou no último dia 10. Caso a Nasa não consiga reativar o Spirit nos próximos dois meses, a agência irá concentrar seus esforços apenas no "irmão" Opportunity, outro veículo que também investiga a superfície marciana. Antes da falha, em 2010, o veículo já apresentava problemas nos seus painéis solares e, mais tarde, duas das seis rodas pararam de funcionar.



Fonte: http://g1.globo.com

Maior Cratera do Sistema Solar

                                       Marte fotografado pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter/ Crédito: Nasa/JPL
Dados do terreno marciano fornecidos pelas sondas norte-americanas Mars Reconnaissance Orbiter e Mars Global Surveyor (MRO e MGS) em 2008 revelaram aos cientistas espaciais aquela que pode ser a maior cratera existente no sistema solar. Os estudos foram possíveis devido às sondagens topográficas e gravitacionais dos hemisférios norte e sul do Planeta Vermelho e podem solucionar um dos maiores mistérios que ainda existem no Sistema Solar: Por que Marte tem dois tipos tão diferentes de solo nos dois hemisférios? Esse mistério tem deixado perplexos os cientistas desde que as primeiras imagens do planeta começaram a ser feitas pelas sondas espaciais na década de 1970. A principal hipótese, proposta em 1984 seria a possibilidade da ocorrência de um colossal impacto ocorrido há milhões de anos. A teoria não ganhou muitos adeptos já que as formas das bacias não parecem se enquadrar naquilo que se espera das formas padronizadas de uma cratera. No entanto, os novos dados parecem que finalmente podem convencer os cientistas que duvidavam da teoria do impacto.
Fonte: Apolo11 - http://wap.apolo11.com

Os Sóis e Planetas da Sonda Kepler

Usando a prolífica sonda caçadora de planetas, Kepler, os astrônomos têm descoberto 1235 planetas candidatos orbitando outros sóis desde que a missão de pesquisa da Kepler em busca de um planeta parecido com a Terra começou em 2009. Para encontrá-lo, a sonda Kepler monitora um rico campo estelar com a finalidade de identificar trânsitos planetários através da pequena diminuição do brilho da estrela causado pela passagem do planeta em sua frente. Nessa impressionante ilustração, todos os candidatos a planeta identificados pela sonda Kepler são mostrados em trânsito com suas estrelas ordenados por tamanho do topo para base e da esquerda para a direita. As estrelas e as silhuetas dos planetas que as estão transitando são mostrados na mesma escala relativa com a cor da estrela saturada. Claro, algumas estrelas mostram mais de um planeta em trânsito, mas para isso você tem que examinar a ilustração em alta resolução  para poder identificá-los. Para se ter uma referência, o Sol é mostrado na mesma escala abaixo da primeira linha no canto direito. As silhuetas que aparecem na frente do disco solar são os planetas Júpiter e Terra em trânsito, assim se pode ter uma completa referência dos demais planetas e estrelas.
(Créditos da ilustração: Jason Rowe, Missão Kepler)

Restos de supernova emitem raios-X cósmicos super energéticos

Esta imagem vem de uma observação muito profunda do Chandra dos restos da supernova de Tycho, produzida pela explosão de uma estrela anã branca em nossa galáxia. Baixa energia de raios-X (vermelho) na imagem mostram expansão restos da explosão de supernovas e de alta energia raios-X (azul) mostram a onda de choque, uma concha de elétrons extremamente enérgica.
As faixas de raios-X dos restos de uma supernova podem ser a primeira evidência direta de que essas estrelas podem acelerar partículas a energias 100 vezes superiores às alcançadas com o Grande Colisor de Hádrons (Large Hadron Collider – LHC), o acelerador de partículas mais poderoso do mundo. Segundo os cientistas, isso poderia explicar como algumas das partículas extremamente energéticas que bombardeiam a Terra, chamadas raios cósmicos, são produzidas. Como os raios cósmicos são compostos de partículas carregadas, como prótons e elétrons, a direção de seu movimento muda quando eles encontram os campos magnéticos em toda a galáxia. Como resultado, a origem de cada um dos raios cósmicos detectados na Terra não pode ser determinada.

 Apesar disso, os restos de supernova há muito tempo são considerados bons candidatos à produção dos raios cósmicos mais energéticos da nossa galáxia. A pesquisa foi feita nos remanescentes da supernova “Tycho”, nomeada em homenagem ao famoso astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, que relatou observar a supernova pela primeira vez em 1572. Ela está localizada na Via Láctea, a cerca de 13.000 anos-luz da Terra. Devido à sua proximidade e brilho intrínseco, a supernova podia ser vista durante o dia a olho nu.  As faixas de raios-X observadas na supernova Tycho fornecem suporte para uma teoria sobre como campos magnéticos podem ser dramaticamente amplificados em ondas de choque de supernovas, produzindo raios cósmicos.
As listras de raios-X são pensados ​​para serem regiões onde a turbulência é maior e os campos magnéticos mais emaranhado do que as áreas circundantes. Os elétrons ficam presos nessas regiões e emite raios-X como em espiral em torno das linhas do campo magnético.
Segundo esta teoria, os campos magnéticos e os movimentos das partículas se tornam muito turbulentos perto da onda de choque da estrela que explode, ou supernova. Partículas carregadas de alta energia podem ir para frente e para trás nessa onda de choque, repetidas vezes, ganhando energia a cada cruzamento. Os modelos teóricos do movimento das partículas mais energéticas, que são em sua maioria prótons, prevêem uma rede confusa de buracos e paredes densas que correspondem às regiões fortes e fracas do campo magnético. As faixas de raios-X observadas podem ser “as paredes densas” previstas pela teoria. Seriam as regiões onde a turbulência é maior e os campos magnéticos mais emaranhados do que nas áreas circundantes. Os elétrons ficam presos nessas regiões e emitem raios-X em espiral em torno do campo magnético.

O tamanho dos buracos, ou espaçamento, entre as faixas de raios-X deve corresponder ao raio (medida) do movimento em espiral dos prótons de maior energia da supernova. Se assim for, o espaçamento corresponde a energias cerca de 100 vezes superiores às alcançadas no LHC, e igual às maiores energias dos raios cósmicos produzidos em nossa galáxia. Já o padrão regular e quase periódico das faixas de raios-X (imagem à direita) não era previsto pela teoria. Ou seja, pode haver algo a mais que os cientistas ainda não entendem. Mais pesquisas podem confirmar esses resultados.
Fontes: http://hypescience.com/
(http://cosmiclog.msnbc.msn.com)

Serenidade do Aglomerado Globular M12 Esconde Passado Violento

                                                               Credit:ESA/Hubble & NAS
A alta concentração de estrelas dentro de aglomerados globulares, como no Messier 12, mostrado aqui em imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências NASA/ESA, faz desses objetos belos alvos para lindas fotos. Mas a vida agitada dentro desses aglomerados também faz deles o lar para exóticos sistemas estelares binários onde duas estrelas estão unidas em um órbita justa uma ao redor da outra e matéria é transferida de uma estrela para outra emitindo nesse processo radiação em raios-X. Acredita-se que essa binárias de raios-X se formam a partir de contatos imediatos entre as estrelas localizadas em regiões tumultuadas do universo como os aglomerados globulares e mesmo no M12 que é considerado um aglomerado disperso para os padrões tradicionais essas binárias têm sido registradas. Os astrônomos também descobriram que o Messier 12 é o lar de algumas estrelas de baixa massa que eram anteriormente esperadas de serem encontradas. Em estudos recentes, os astrônomos usando o Very Large Telescope do European Southern Observatory em Cerro Paranal no Chile, mediram o brilho e a cor de mais de 16000 das 200000 estrelas do aglomerado. Eles especulam que aproximadamente um milhão de estrelas de baixa massa foram separadas do Messier 12 à medida que o aglomerado globular passou através de uma densa região da Via Láctea, durante sua órbita ao redor do centro galáctico. Parece que a serenidade dessa visão do Messier 12 é enganadora e o objeto teve um passado violento e perturbador. O Messier 12 localiza-se a aproximadamente 23000 anos-luz de distância da Terra na constelação de Ophiuchus. Essa imagem foi feita usando o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble. A imagem colorida foi criada através da exposição dos filtros azul (F435W, colorido em azul), do filtro vermelho (F625W colorido em verde) e do filtro que deixa passar a luz infravermelha (F814W colorido em vermelho). O tempo total de exposição foi de 1360 s, 200 s e 364 s, respectivamente. O campo de visão da imagem é de 3.2 x 3.1 arcos de minutos.
Fonte: http://spacetelescope.org

28 de mar de 2011

NGC 6888 - Nebulosa Crescente

Crédito: T.A. Rector (NRAO/AUI/NSF & NOAO/AURA/NSF).
Esta imagem de campo largo da nebulosa NGC 6888, também conhecida por Nebulosa Crescente, na constelação do Cisne, foi obtida com o telescópio de 90 cm da National Science Foundation localizado no Observatório de Kitt Peak, no Arizona (EUA). Trata-se de uma camada gasosa que se encontra sob o intenso campo de radiação produzido pela estrela WR 136, a estrela brilhante que se pode distinguir no centro da nebulosa. WR 136 é uma estrela do tipo Wolf-Rayet. Estrelas Wolf-Rayet são estrelas de massa elevada e extremamente quentes que ejectam as camadas mais externas da sua atmosfera para o espaço. Esta imagem foi criada por combinação de imagens obtidas nas riscas de emissão Hα do átomo de hidrogénio (a vermelho), [O III] do átomo de oxigénio (a azul), e [S II] do átomo de enxofre (a amarelo). A câmara de CCD utilizada (MOSAIC) permite obter um campo de visão no céu próximo de 1 grau (59 minutos de arco), com uma resolução espacial de 0,43 segundos de arco por pixel (0,43"/pix).

PSR J0108-1431:Pulsar Geriátrico Ainda Arrebenta

A imagem composta à esquerda mostra uma imagem feita desde o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA em roxo e uma imagem óptica feita pelo Very Large Telescope do European Southern Observatory em vermelho, azul e branco. A fonte de raios-X captados pelo Chandra no centro da imagem é o antigo pulsar PSR J0108-1431 (ou somente J0108 para facilitar), localizado a aproximadamente 770 anos-luz de distância da Terra. O objeto alongado imediatamente acima a direita é uma galáxia de fundo que não está relacionada com o pulsar. Como o J0108 está localizado muito longe do plano da nossa galáxia, muitas galáxias distantes são vistas na imagem óptica de maior escala. A posição do pulsar visto pelo Chandra nessa imagem do começo de 2007 é um pouco diferente da posição de rádio observada no início de 2001, implicando que o pulsar está se movendo a uma velocidade de aproximadamente 440000 milhas por hora na direção mostrada pela seta branca na imagem. A detecção desse movimento permite uma estimativa de onde o J0108 deveria estar localizado na imagem feita pelo VLT em 2000. A estrela azul apagada um pouco acima da galáxia é a possível detecção óptica do pulsar. A impressão artística à direita mostra que o J0108 pode parecer diferente se for observado de perto. A radiação proveniente de partículas que estão em movimento espiral ao redor dos campos magnéticos é mostrada juntamente com áreas quentes ao redor dos polos magnéticos da estrela de nêutrons. Ambos os efeitos são capazes de gerar emissões de raios-X. A maior parte da superfície da estrela de nêutrons deve ser muito fria para produzir raios-X, porém ela deve produzir radiação no comprimento de ondas do óptico e do ultravioleta. Essas observações de múltiplos comprimentos de onda são importantes para fornecer uma imagem completa desses exóticos objetos. Com uma idade de aproximadamente 200 milhões de anos, esse pulsar é o mais velho pulsar isolado já detectado em raios-X. Entre os pulsares isolados - aqueles que não pertencem a sistemas binários - ele é mais de 10 vezes mais velho do que o anterior detectado por meio de raios-X. Esse pulsar está se desacelerando à medida que fica mais velho e converte parte da energia que está sendo perdida em raios-X. A eficiência desse processo para o J0108 é maior do que a observada em qualquer outro pulsar.
(Chandra / Cienctec)
http://www.cienctec.com.br/

Astrônomos flagram duas estrelas se fundindo

Pela primeira vez, cientistas foram capazes de observar diretamente a fusão de duas estrelas vizinhas com o objetivo de formar apenas uma. Especialistas sugerem que há décadas que tais estrelas – que giram tão próximos uma das outras que as suas camadas exteriores realmente se tocam – estão nesse processo de “mistura”. O novo trabalho de Romuald Tylenda e colaboradores, do Centro Astronômico Nicolaus Copernicus, em Torun, na Polônia, pegou as estrelas no flagra. O relato dos investigadores de terem pego as estrelas do ato “não é apenas plausível, é convincente”, opina Robert Williams, do Instituto Científico Telescópio Espacial, de Baltimore, Estados Unidos, que não esteve envolvido no estudo. Os resultados, que será publicado na próxima edição da revista internacional “Astronomia e Astrofísica”, complementa informações a trabalhos anteriores que tentam compreender a natureza do par de estrelas, conhecidas como V1309 Scorpii. V1309 Scorpii foi descoberta em 2008, quando entrou em erupção com um clarão brilhante. A partir daquele momento, os astrônomos propuseram várias explicações para a explosão, porém, sem chegar a um consenso. A mais recente descoberta veio após um golpe de sorte: Tylenda percebeu que o telescópio do Experimento de Lentes Ópticas Gravitacionais da Universidade de Varsóvia – um projeto que busca encontrar matéria escura desde meados dos anos 1990 – apontava para a região da V1309 Sco no céu por anos. Depois de mais de 2 mil observações feitas entre os anos de 2002 e 2010, ele e seus colegas descobriram variações de luz que sugerem que a V1309 Sco foi originalmente uma estrela binária de contato, um par de estrelas que circulam e se tocam a cada 1,4 dias. Com o tempo, essa variação periódica foi ficando cada vez menor à medida em que as camadas das estrelas foram se unindo e criaram um casulo abrangendo ambas as órbitas das estrelas. Nesse ponto, o objeto ficou cada vez mais brilhante. A intensidade de sua luz dobrava a cada 19 dias até o final de agosto de 2008, quando atingiu seu ápice luminoso por 10 dias. A explosão final da V1309 Sco ocorreu naquele mês, quando os núcleos das estrelas finalmente foram mesclados e a energia combinada irrompeu para fora. Tornou-se 10 mil vezes mais brilhante que sua luminosidade original e mais de 30 mil vezes mais brilhante que o sol e então rapidamente perdeu o brilho e, ao longo, de alguns meses voltou à sua luminosidade original. A melhor explicação para essas variações é a fusão de um sistema binário de contato, segundo Tylenda e seus colegas. Enquanto o objeto resultante deve ser uma estrela – embora com uma estrutura interna estranha e com uma rápida rotação -, o material expelildo durante a fusão dos corpos celestes bloqueia quase por completo a visão da V1309 Scopii. Por isso, os astrônomos ainda não podem ver como a nova estrela se parece. Os astrônomos já solicitaram mais tempo no telescópio espacial Hubble para observar o objeto, conta Williams. “Entretanto, pode levar anos até que o disco de material diverso se dissipe”, nota Stefan Kimeswenger, cientista da Universidade de Innsbruck, Áustria.
Fonte: http://hypescience.com

Região central da nebulosa da Trífida (M 20)

                      Crédito: NASA, ESA, The Hubble Heritage Team (AURA/STScI). Telescópio: Hubble Space Telescope.
A nebulosa da Trífida, também designada por M 20 ou NGC 6514, é uma conhecida região de formação de estrelas da nossa galáxia situada a cerca de 9000 anos-luz de distância na direção da constelação do Sagitário. Esta nova imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble permite-nos ver o centro da nebulosa, local onde se encontra um grupo de estrelas de elevada massa recentemente formadas. Estas estrelas iluminam o gás e a poeira, fazendo com que algumas regiões sejam esculpidas nas mais diversas formas devido à forte radiação ultra-violeta emitida por estas estrelas.

A Última Luz do WISE

                                                  Créditos da Imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA
Na manhã do dia 1 de Fevereiro de 2011, o WISE, ou Wide-field Infrared Survey Explorer, fez sua última foto do céu. Essa última imagem mostra a parte remanescente da primeira imagem feita pelo WISE, 13 meses antes. A imagem final do WISE mostra milhares de estrelas em um pedaço da Via Láctea, cobrindo uma área que é três vezes o tamanho da Lua Cheia na constelação de Perseus. Após ter esgotado seu líquido resfriador em Outubro de 2010, o WISE sofreu um aquecimento de −436 para −328 Fahrenheit (-260 para −200 graus Celsius). Essa imagem contém dados coletados por dois detectores que não foram seriamente afetados pelo aquecimento. Essa região do céu tem sido observada pelo WISE anteriormente com todos os quatro detectores como parte da pesquisa inicial do WISE. Não existem diferenças notáveis na qualidade entre essa primeira imagem e essa nova que foi imageada nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícron. Nos curtos 13 meses de pesquisa do céu o WISE produziu milhões de imagens infravermelhas. Ele cobriu todo céu em quatro bandas do espectro e cobriu o céu duas vezes nos comprimentos de 3.4 e 4.6 mícron. Agora que a pesquisa está completa o WISE está sendo colocado no estado de hibernação. Enquanto o satélite dorme e circula a Terra numa órbita a mais de 500 quilômetros de altura a equipe do WISE está cheia de serviço preparando os dados para dois grandes lançamentos públicos, um em Abril de 2011 e o lançamento final dos dados na primavera de 2012.
Fonte: http://www.nasa.gov

Imagens em Infravermelho e em Raios-X Mostram que a Galáxia de Andromeda é o Lar de Mais de Um Trilhão de Estrelas

A detalhada imagem do Telescópio Espacial Spitzer acima, mostra a luz infravermelha emitida da poeira (vermelho) e das estrelas velhas (azul) que constituem a galáxia de Andromeda, uma galáxia espiral massiva a apenas 2.5 milhões de anos-luz de distância da Terra. De fato, com mais do dobro do diâmetro da Via Láctea, Andromeda é a galáxia próxima mais brilhante. A população de estrelas jovens brilhantes da Andromeda define seus braços espirais na luz visível, mas nessa imagem o infravermelho mostra claramente os aglomerados de poeira aquecidos pelas jovens estrelas, mesmo em regiões mais próximas do centro. Construída para explorar o brilho infravermelho de Andromeda e as populações estelares, o mosaico completo é composto por mais de 3000 imagens individuais. Duas pequenas galáxias companheiras, a NGC 205 (abaixo) e a M32 (acima) também são incluídas nos campos combinados. Os dados confirmam que a galáxia de Andromeda, também conhecida como M31, é o lar de aproximadamente 1 trilhão de estrelas, para comparação a Via Láctea hospeda 400 bilhões de estrelas.
A imagem feita em raios-X pelo Chandra,  mostra a porção central da galáxia de Andromeda. O ponto azul no centro da imagem é uma fonte de raios-X surpreendente fria na casa do um milhão de graus de natureza ainda desconhecida. Um pouco acima dessa fonte fria está um fonte (amarela) que acredita-se ser devido aos raios-X emitidos pela matéria que circunda um buraco negro supermassivo no centro da galáxia em movimento espiral. Esse buraco negro contém a massa de 30 milhões de sóis. Numerosas outra fontes de raios-X também estão aparente na imagem. A maior parte dessas fontes se deve a sistemas binários onde uma estrela de nêutrons ou um buraco negro está perto de uma estrela normal.

Valles Marineris: O Grand Canyon de Marte

                                                                       Créditos:Viking Project, USGS, NASA
Denominado de Valles Marineris, o grande vale se estende por mais de 3.000 quilômetros, se espalha por aproximadamente 600 quilômetros de largura e tem mais de 8 quilômetros de profundidade. Para se ter uma idéia comparativa o Grand Canyon, da Terra localizado no estado americano do Arizona, tem 800 quilômetros de extensão, 30 quilômetros de largura e 1.8 quilômetros de profundidade. A origem do Valles Marineris ainda é misteriosa, embora a principal hipótese assegura que ele teve seu início como uma fratura a bilhões de anos atrás à medida que o planeta se resfriava. Alguns processos geológicos têm sido identificados no cânion. O mosaico acima foi criado a partir de mais de 100 imagens de Marte, feitas pelas sondas orbitais Viking na década de 1970. O vale de Marte tem esse nome em homenagem a sonda Mariner que foi a primeira a identificar tal importante e gigantesca feição na superfície do Planeta Vermelho.
Fonte:http://apod.nasa.gov/apod/ap110327.html

3C58: Jovem Pulsar Revela Pista Para Supernova

A imagem feita pelo Chandra da 3C58, a parte remanescente de uma supernova observada na Terra em 1181 DC, mostra uma estrela de nêutrons com rotação muito rápida mergulhada em uma nuvem de partículas de alta energia. Os dados revelaram que a estrela de nêutrons, ou pulsar, está rodando aproximadamente 15 vezes por segundo, e está ficando cada vez mais lenta a uma taxa de aproximadamente 10 microssegundos por ano. Uma comparação da taxa com que esse pulsar está desacelerando com a sua idade indicam que o pulsar 3C58, um dos pulsares mais jovens conhecidos está rodando tão rápido agora quanto quando ele se formou. Esse é um exemplo contrastante por exemplo, em relação ao pulsar do Caranguejo, que se formou girando muito mais rápido e já desacelerou para aproximadamente metade de sua velocidade original. Além disso, a luminosidade total de raios-X do pulsar 3C58 e a sua nebulosa ao redor é mil vezes mais fraca que a do Caranguejo e sua nebulosa respectiva. Os cientistas esperam que estudos posteriores das similaridades e diferenças no comportamento desses dois pulsares, que têm aproximadamente a mesma idade, tragam uma luz no processo pelo qual eles se formaram e como eles bombeiam energia no espaço por milhares de anos após a explosão que os originou.
http://www.cienctec.com.br/
(Chandra / Cienctec)

Matéria escapa de buraco negro em túnel magnético

O buraco negro suga a maior parte da matéria de sua vizinha, mas uma parte usa túneis magnéticos perpendiculares para escapar.[Imagem: ESA]

O observatório de raios gama Integral, da Agência Espacial Europeia, detectou matéria extremamente quente apenas um milésimo de segundo antes que ela mergulhasse para sempre dentro de um buraco negro. Mas será que essa matéria está realmente condenada para sempre?

Fuga do buraco negro

As observações sugerem que a sentença definitiva parece não valer para toda a matéria, e que uma parte dela está empreendendo uma grande fuga do maior bicho-papão do Universo. Ninguém gostaria de estar tão perto de um buraco negro. Apenas algumas centenas de quilômetros de sua superfície mortal, o espaço é um turbilhão de partículas e radiação. Vastas tempestades de partículas estão entrando no seu próprio inferno, quase à velocidade da luz, elevando a temperatura a milhões de graus. Normalmente, leva apenas um milésimo de segundo para que as partículas atravessem esse corredor final, mas parece restar um fio de esperança para uma pequena parte delas.

Tecido magnético

Graças às novas observações do Integral, os astrônomos agora sabem que esta região caótica é dominada por uma malha de campos magnéticos. Esta é a primeira vez que campos magnéticos foram detectados tão perto de um buraco negro. Mais importante ainda, o observatório Integral relevou que esses campos magnéticos são altamente estruturados e estão formando um túnel de fuga para algumas das partículas. Os dados indicam que o campo magnético é forte o suficiente para arrancar algumas partículas das garras gravitacionais do buraco negro e afunilá-las rumo ao exterior, criando jatos de matéria que disparam para o espaço.

Radiação síncrotron

As partículas nesses jatos assumem trajetórias em espiral conforme ascendem pelo campo magnético rumo à liberdade, e isso está afetando a propriedade da sua radiação na faixa dos raios gama conhecida como polarização. Um raio gama, como a luz comum, é um tipo de onda e a orientação da onda é conhecida como a sua polarização. Quando uma partícula rápida espirala em um campo magnético, ela produz um tipo de luz, conhecida como radiação síncrotron, que apresenta um padrão característico de polarização.
Foi essa polarização que a equipe do Integral encontrou nos raios gama. E não foi fácil.
"Tivemos que usar quase todas as observações já feitas pelo Integral de Cignus X-1 para fazer essa detecção", disse Philippe Laurent, um dos membros da equipe. Cignus X-1 é um buraco negro não muito distante de nós, que está destruindo uma estrela e se alimentando do gás que emana de seus destroços.

Jatos de matéria

Feitas ao longo de sete anos, as observações repetidas do buraco negro agora totalizam mais de cinco milhões de segundos - o equivalente a uma única imagem com um tempo de exposição de mais de dois meses.  "Nós ainda não sabemos exatamente como a matéria em queda se transforma em jatos. Há um grande debate entre os teóricos; essas observações irão ajudá-los a decidir," diz Laurent. Jatos em torno de buracos negros já foram vistos antes por radiotelescópios, mas tais observações não conseguem ver o buraco negro com detalhes suficientes para saber exatamente o quão perto do buraco negro os jatos se originam. Isso dá a estas novas observações um valor inestimável.

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