29 de abr de 2011

NGC 7793: Um Buraco Negro Infla Uma Bolha Gigante

Essa imagem composta mostra um poderoso microquasar contendo um buraco negro na sua periferia na galáxia NGC 7793 localizada a 12.7 milhões de anos-luz de distância. A imagem maior contém dados do Observatório de Raios-X Chandra em vermelho, verde e azul, dados ópticos do Very Large Telescope em azul claro e emissões ópticas de hidrogênio (H-alfa) obtidas pelo telescópio CTIO de 1.5 metros em dourado.
O quadro superior mostra um detalhe da imagem de raios-X do microquasar, que é um sistema contendo um buraco negro com massa estelar sendo alimentado por uma estrela companheira. O movimento em espiral do gás em direção ao buraco negro forma um disco ao redor dele. Campos magnéticos retorcidos no disco geram forte forças eletromagnéticas que propelam uma parte do gás para for do disco a altas velocidades em forma de dois jatos, criando uma imensa bolha de gás quente com aproximadamente 1000 anos-luz de comprimento. A fonte apagada verde azulada próximo ao centro do quadro superior corresponde à posição do buraco negro, enquanto que as fontes vermelho amareladas, na parte superior direita e amarela na parte inferior esquerda correspondem a pontos onde os jatos estão atingindo o gás ao redor e aquecendo-o. A nebulosa produzida pela energia dos jatos é claramente visível na imagem de H-alfa mostrada no quadro inferior.
Os jatos no microquasar da NGC 7793 são os mais poderosos já vistos em um buraco negro com massa estelar e os dados mostram que uma surpreendente quantidade de energia do buraco negro está sendo carregada para longe pelos jatos, mais do que pela radiação do material que está sendo puxado para dentro. O poder dos jatos é estimado em torno de dez vezes maior que o jato muito poderoso visto no famoso microquasar da nossa galáxia, o SS433. Esses sistema na NGC 7793 é uma versão miniatura dos poderosos quasares e rádio galáxias, que contém buracos negros que variam em massa entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol. O artigo que descreve a pesquisa encontra-se abaixo
Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=11167

Nebulosa NGC 2174 é vista pelas lentes em infravermelho do telescópio WISE como uma peça de Van Gogh

O WISE assemelha-se ao pintor holandês Vincent Van Gogh ao revelar no céu imagens em puro infravermelho
O Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), é assemelha-se ao pintor holandês Vincent Van Gogh ao revelar no céu imagens em puro infravermelho. Assim como o famoso pintor impressionista criou belas imagens da natureza através do uso da cor e da luz, o WISE forneceu o mundo imagens pitorescas do cosmos, representando através das cores a luz infravermelha.
ASTROFÍSICOS

Um Sistema Solar de Miniatura

Essa concepção artística compara um hipotético sistema solar centrado ao redor de um pequeno “sol” (no topo da imagem) com um sistema solar conhecido centrado ao redor de uma estrela chamada de 55 Cancri, que tem aproximadamente o mesmo tamanho do nosso Sol. O Telescópio Spitzer da NASA, em combinação com outros telescópios baseados em terra, e demais satélites em órbita, descobriram o início desse sistema solar em miniatura localizado a 500 anos-luz de distância na constelação do Chamaeleon. O pequeno sistema consiste de uma estrela invulgar que falha, ou seja, uma anã marrom, chamada de Cha 110913-773444, e um disco de poeira e gás ao redor que um dia pode vir a formar planetas. Com uma massa de somente 8 vezes a massa de Júpiter, a anã marrom é na verdade menor do que muitos exoplanetas conhecidos. O maior planeta ao redor da 55 Cancri tem aproximadamente quatro vezes a massa de Júpiter. Os astrônomos especulam que o disco ao redor da Cha 110913-773444 teria massa suficiente para gerar um pequeno gigante gasoso e alguns planetas rochosos do tamanho da Terra, como pode ser mostrado aqui ao redor da pequena anã marrom.
Créditos: http://www.cienctec.com.br
http://www.nasaimages.org

Imagem da Lua tirada por fotógrafo amador

   Créditos da Imagem: Ralph H. Bernstein
O engenheiro aposentado e fotógrafo amador Ralph H. Bernstein é o autor da foto divulgada nesta quinta-feira pela Nasa, que mostra o satélite natural da Terra, a Lua, durante a fase quarto minguante. Bernstein, que trabalhou na companhia telefônica AT&T e mora no condado de Monmouth, em Nova Jersey (EUA), produziu a imagem no último dia 14. O quarto minguante é uma das fases lunares e ocorre quando a área iluminada é maior do que a metade do objeto. Na foto, a parte iluminada é equivalente a 80% do tamanho da Lua.

Galáxia espiral NGC 1232

Crédito: European Southern Observatory (ESO).
Telescópio: Very Large Telescope (VLT).
Instrumento: FORS (FOcal Reducer and Spectrograph).
Nesta imagem da galáxia espiral NGC 1232 obtida com o Very Large Telescope em 1998 são visíveis duas regiões diferentes: uma zona central, caracterizada pela sua cor vermelha proveniente de estrelas velhas, e uma zona periférica correspondente a braços espirais contendo estrelas jovens azuis e zonas de formação de estrelas. Esta imagem foi obtida com o moderno instrumento FORS (FOcal Reducer and Spectrograph) capaz de fazer múltiplas observações simultâneamente, como obter duas imagens com duas magnificações diferentes e, ao mesmo tempo, obter o espectro de vários objectos observados. NGC 1232 situa-se a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância e é aproximadamente duas vezes maior que a Via Láctea.

Podemos tornar Marte habitável bombeando oxigênio na atomosfera?

Tecnicamente, sim. No entanto, primeiro temos de esquentar a atmosfera do planeta, uma vez que a superfície de Marte apresenta temperaturas próximas a -50°C. “Sabemos como aquecer planetas, é o que estamos fazendo com a Terra agora mesmo!”, afirma Robert Zubrin, o presidente da organização sem fins lucrativos Sociedade de Marte, um grupo dedicado à exploração do planeta vizinho. Para tornar Marte mais parecido com a Terra, nós só precisaríamos aumentar a intensidade do efeito estufa, coisa que somos craques em fazer. O processo incluiria acrescentar fluorocarbonetos à atmosfera, absorvendo e prendendo os raios do sol. Tetrafluorometano ou CF4, é um composto poderia funcionar sem destruir o ozônio, como fluorocarbonetos ou outros fazem. Com o aquecimento de Marte, seu solo congelado poderia descongelar o suficiente para liberar dióxido de carbono – e mais carbono na atmosfera aceleraria ainda mais o efeito estufa, elevando a temperatura média para zero grau. O fornecimento de água congelada no subsolo derreteria e fluiria de volta aos antigos leitos dos rios. E quando a água atingisse o solo marciano, liberaria oxigênio na atmosfera – não ainda o suficiente para sustentar a vida humana, mas o suficiente para cultivar plantas. Por sua vez as plantas aumentariam ainda mais a oferta de oxigênio disponível. Uma vez que as plantas tenham se enraizado, podemos apenas esperar que o oxigênio se acumule ainda mais. Neste ponto, os colonizadores de Marte, que Zubrin imagina trabalhariam fora do acampamento-base usando algo parecido com um equipamento de mergulho para completar a sua demanda por oxigênio, também cultivariam algas em tanques, o que poderia dar início a uma cadeia de alimentos.  “Nada impediria que você tivesse criações de peixes em Marte”, imagina. “A água passaria a ser o primeiro ambiente que seria habitado por animais superiores, sem qualquer tipo de ajuda artificial”, projeta Zubrin. Depois de levar peixes, poderíamos começar a introduzir animais terrestres, começando com insetos e, à medida que o oxigênio se torna cada vez mais abundante, poderíamos evoluir para criaturas de sangue quente como os mamíferos. Usando este processo, de acordo com Zubrin, os seres humanos poderiam andar sem oxigênio suplementar dentro de mil anos. Porém, ele também acredita que os humanos terão condições de criar novas formas de acelerar a nossa conquista de Marte, tais como plantas geneticamente modificadas que possam fotossintetizar mais rápido.
Fonte: http://hypescience.com  
[PopSci]

Boato: teriam os físicos descoberto a “partícula de Deus”?

Recentemente, um boato de que o maior colisor de partículas do mundo (o Grande Colisor de Hádrons, LHC) pode ter detectado uma partícula subatômica há muito procurada, chamada Bóson de Higgs (também conhecida como “partícula de Deus”), começou a circular na comunidade física. O boato surgiu a partir de um comentário anônimo no blog do matemático americano Peter Woit, no qual publicaram o resumo de uma nota interna de físicos que trabalham no LHC, um acelerador de partículas de 17 quilômetros, que fica no laboratório CERN, na Suíça. nguém sabe se essa nota é autêntica, ou o que os dados a que ela se refere podem significar; ainda assim, ela deu o que falar. Alguns cientistas dizem que a nota pode ser uma brincadeira, enquanto outros acreditam que a “detecção” é provavelmente uma anomalia estatística que irá desaparecer após um estudo mais aprofundado. O Bóson de Higgs faz parte da teoria de partículas do Modelo Padrão da física. Os físicos acreditam que essa partícula concede massa a todas as outras partículas, mas eles ainda têm que confirmar a sua existência. Os aceleradores de partículas colidem partículas a altas velocidades, gerando uma chuva de outras partículas que poderiam incluir a Higgs e outras peças elementares previstas pela teoria, mas ainda não detectadas. A nota que vazou sugere que o LHC pode ter pego um sinal do Bóson de Higgs. O sinal é consistente, em massa e outras características, com o que o Higgs é esperado para produzir. No entanto, alguns outros aspectos do sinal não coincidem com as previsões. Segundo cientistas, na nota, a taxa de produção é muito maior do que a esperada para o Bóson de Higgs do Modelo Padrão. Portanto, o sinal pode ser sinal de alguma outra partícula, ou poderia ser o resultado de uma nova, além do Modelo Padrão. Além do mais, a nota não é um resultado oficial da equipe do LHC (e talvez nem verdadeira). Portanto, especular sobre a sua validade ou importância é ilegítimo. Não é científico discutir publicamente um material de colaboração interno antes que seja aprovado e oficialmente liberado. Embora ainda seja cedo para qualquer conclusão, alguns pesquisadores já começaram a duvidar da possível detecção. Por exemplo, Tommaso Dorigo, um físico de partículas que trabalha tanto no Fermilab quanto no CERN (dois laboratórios com os dois maiores aceleradores de partículas do mundo), e opera o LHC, acha que o sinal é falso e vai desaparecer após uma inspeção mais minuciosa. Tommaso disse não ter acesso à nota, mas deu várias razões para essa perspectiva. Ele aponta, por exemplo, que os cientistas do Fermilab não viram sinal do Bóson de Higgs em um experimento semelhante ao do LHC que teria gerado essa nota. Por enquanto, o que nos resta é esperar.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Grande colisor de partículas quebra recorde mundial

O maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), estabeleceu um novo recorde mundial por colidir os dois feixes com mais partículas até agora. O evento ocorreu dia 22 de abril. A intensidade do feixe chegou a uma luminosidade de 4.67 x 1032 cm-2s-1, maior do que o recorde anterior de 4.024 x 1032cm-2s-1, definido pelo segundo maior colisor de átomos do mundo, que fica nos EUA, em 2010. O LHC fica no laboratório de física CERN, em Genebra, na Suíça. Ele opera desde 2009, e vem evoluindo em níveis de energia e intensidade de seus feixes de partículas. A intensidade do feixe é uma medida de luminosidade, que corresponde a quantas partículas – neste caso, prótons – são armazenadas em cada feixe. Quanto mais prótons forem acelerados ao longo do loop de 27 km do LHC, maiores são as chances de dois prótons colidirem de frente. Essas colisões são o objetivo do LHC; a partir delas, partículas exóticas, algumas das quais nunca vistas antes, podem ser produzidas e medidas. Ou seja, a intensidade do feixe é a chave para o sucesso do LHC, então a alta intensidade conquistada significa mais dados, e mais dados significam um maior potencial de descoberta. Os cientistas querem criar tantas colisões quanto forem possíveis, porque algumas das partículas que eles estão procurando são extremamente raras, e só aparecerão aleatoriamente. Um exemplo é a partícula Bóson de Higgs, que os físicos acreditam que carrega outras partículas com massa. Ela é teorizada, mas nunca foi detectada. Se de fato existir, será criada no LHC eventualmente. Graças às novas intensidades do LHC, os físicos poderão saber em breve se o Bóson de Higgs existe ou não.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

As Antenas Cósmicas

Créditos e direitos autorais : Aquisição e redução de dados - Andrey Oreshko (Elena Remote Observatory),Processamento - Dietmar Hager (stargazer-observatory)
A aproximadamente 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do céu do sul Corvus, duas grandes galáxias colidiram. Mas as estrelas nas duas galáxias, catalogadas como NGC 4038 e NGC 4039, não colidiram no decorrer desse poderoso evento, que dura centenas de milhões de anos. Em vez disso, suas grandes nuvens de gás e poeira molecular colidiram, disparando furiosos episódios de formação de estrelas próximo ao centro do encontro cósmico. Se espalhando por aproximadamente 500 mil anos-luz, essa impressionante visão também revela novos aglomerados estelares e matéria sendo lançada a partir dessa colisão por meio de forças gravitacionais. Claro, a sugestiva aparência visual das estruturas arqueadas que se estendem pelo espaço dão ao par de galáxias o popular nome de As Antenas.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110429.html

28 de abr de 2011

Como funcionam as galáxias 3 - Galáxias ativas

Quando você observa uma galáxia normal, a maior parte da luz vem das estrelas em comprimentos de ondas visíveis e se distribui uniformemente por toda a galáxia. Mas, quando observamos determinadas galáxias, vemos luz intensa oriunda de seus núcleos. E, caso elas sejam observadas nos comprimentos de onda de raios X, ultravioleta, infravermelho e de rádio, parecem estar emitindo quantidades imensas de energia, aparentemente oriunda do núcleo. Trata-se das galáxias ativas, que representam uma porcentagem muito pequena do total de galáxias. Existem quatro classificações de galáxias ativas, mas o tipo que observamos pode depender mais de nosso ângulo de visão do que de diferenças estruturais reais. •Galáxias Seyfert, •Radiogaláxias, •Quasares, •Blazares . Para explicar as galáxias ativas, os cientistas precisam explicar como elas emitem tamanhas quantidades de energia de áreas tão pequenas quanto os núcleos galácticos. A hipótese mais aceita é a de que, no centro de cada uma dessas galáxias, existe um buraco negro massivo ou supermassivo. Em torno do buraco negro fica um disco de acreção, formado por gás em movimento de rotação rápido, por sua vez cercado por um toro (um disco de gás e poeira em forma de rosquinha). À medida que o material cai para a área que cerca o buraco negro (o horizonte de eventos), sua temperatura sobe a milhões de kelvins e os gases se aceleram em forma de jatos lançados para fora.
Galáxias Seyfert - Descobertas por Carl Seyfert em 1943, essas galáxias (que respondem por 2% das galáxias em espiral) têm espectros largos, o que aponta para núcleos de gases ionizados de alta temperatura e baixa densidade. Os núcleos dessas galáxias mudam de brilho a intervalos de algumas semanas, de modo que sabemos que os objetos em seus centros devem ser relativamente pequenos (do tamanho aproximado de um sistema solar). Usando o desvio Doppler, astrônomos constataram que as velocidades no centro de galáxias Seyfert são cerca de 30 vezes superiores às de galáxias normais.
Radiogaláxias - As radiogaláxias (0,01% das galáxias existentes se enquadram a essa definição) são elípticas. Seus núcleos emitem jatos de gás em alta velocidade (perto da velocidade da luz), para cima e para baixo da galáxia. Os jatos interagem com campos magnéticos e emitem sinais de rádio.
Quasares (objetos quase estelares) - Os quasares foram descobertos no começo dos anos 1960. Cerca de 13 mil foram identificados, mas o número total pode chegar a 100 mil.Ficam a bilhões de anos-luz da Via Láctea e são os objetos de mais alto teor de energia no universo. O brilho extremo dos quasares pode flutuar em intervalos diários, o que indica que sua energia vem de uma área muito pequena. Milhares de quasares foram localizados e se acredita que emanem dos núcleos de galáxias distantes.
Blazares - Blazares são um tipo de galáxia ativa e cerca de mil deles foram catalogados nosso ponto de vista, estamos olhando "de frente" para o jato que emana da galáxia. Como os quasares, seu brilho pode flutuar rapidamente - às vezes em menos de um dia.
Galáxias Starburst- A maioria das galáxias apresenta ritmo lento de formação de novas estrelas - cerca de uma por ano. No entanto, as galáxias starburst (de formação explosiva de estrelas) podem gerar 100 ou mais ao ano. Nesse ritmo, as galáxias starburst utilizam todos os seus gases e poeira em cerca de 100 milhões de anos, um período curto se comparado à duração de bilhões de anos da maioria das galáxias. As galáxias starburst emitem sua intensa luz de uma pequena área ocupada por estrelas recém-formadas e supernovas, por isso, os astrônomos acreditam que elas representem alguma fase curta na maneira pela qual as galáxias mudam e evoluem, talvez o estágio preliminar de formação de uma galáxia ativa.

A cerca de 100 milhões de anos-luz de distância, NGC 474 a curiosa galáxia da Concha e sua vizinha azulada a espiral NGC 470 brilham no céu

Arp 227, NGC 474 e NGC 470 nos limites da constelação de Peixes
Esta visão cósmica bastante colorida apresenta um sistema peculiar de galáxias catalogado como ARP 227 cerca de 100 milhões de anos-luz de distância. Dentro dos limites da constelação de Peixes, Arp 227 é composto por duas galáxias proeminentes à esquerda, a curiosa galáxia da Concha NGC 474 e sua vizinha azulada a espiral NGC 470. O desaparecimento dos arcos espirais da NGC 474 a galáxia da conchas poderia ter sido formado por um encontro gravitacional com o vizinho NGC 470. Outra alternativa é que as conchas falhadas podem ser causadas por uma fusão com uma galáxia menor produzindo um efeito análogo às ondulações sobre a superfície das conchas espirais. Notavelmente, a grande galáxia no lado direito da imagem de profundidade, NGC 467, parece estar cercada por cascas fracas em formato de concha, a prova de outra interação gravitacional com uma galáxia. Galáxias ao fundo com formas intrigantes estão espalhados ao redor do campo visual, que também inclui estrelas no primeiro plano. Naturalmente, essas estrelas ficam bem dentro da nossa própria Via Láctea. O campo de visão abrange 25 minutos de arco ou cerca de 1/2 graus no céu.

Astrônoma brasileira divulga estudo sobre primeiras estrelas do Universo

Astros giravam mais rápido e tinham mais massa que o nosso Sol. Estudo sobre o assunto foi divulgado na revista 'Nature'.
Um estudo na revista "Nature" desta semana feito por astrônomas brasileiras revela um possível modelo para explicar como eram as primeiras estrelas a povoarem o Universo, pouco após o Big Bang. A dupla é parte de um grupo internacional de pesquisadores. Com autoria principal de Cristina Chiappini, cientista radicada atualmente no Instituto Astrofísico de Potsdam, na Alemanha, o artigo mostra como estrelas com massas muito maiores que a do Sol deram origem a gases usados na formação de outras estrelas, menores e mais parecidas com o astro do Sistema Solar.
O aglomerado estelar NGC 6522 contém os oito astros analisados no artigo com participação de astrônomas brasileiras sobre um possível modelo para as primeiras estrelas do Universo. (Foto: David Malin / Observatório Astronômico Australiano)
"Nosso modelo mostrou que estrelas de grande massa, de rotação rápida, também podem conter elementos 'pesados' como o estrôncio e o ítrio", explicou Chiappini ao G1. Isso porque esses elementos foram encontrados em oito estrelas menores, dentro do aglomerado estelar NGC 6522. Esses astros teriam sido gerados a partir dos gases liberados nas explosões das companheiras maiores, ativas no primeiro 1,7 bilhão de anos do Universo. O modelo sugere que as primeiras estrelas rodavam a 500 km por segundo, velocidade muito maior que os 2 km por segundo do Sol. O número também é bem maior que os 100 km por segundo das estrelas de mais massa atuais. A pista para saber como eram as primeiras estrelas está, curiosamente, em versões bem menores, com tamanhos comparáveis ao do nosso Sol, mas que viveram bilhões de anos e carregaram, em sua composição, traços das gigantes. A rapidez pode ter sido o motivo para uma produção de elementos químicos mais variados que somente os tradicionais hidrogênio e hélio. "Uma estrela funciona como uma cebola, com várias cascas. Cada casca é responsável por gerar um elemento diferente. Quando ela roda rápido, as camadas se misturam e novos elementos surgem", explica Chiappini .  "Os únicos elementos formados no Big Bang foram hidrogênio e hélio. Todo os outros materiais vieram a partir de reações dentro das estrelas."  O trabalho contou com dados fornecidos pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) por meio do Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande, em tradução livre). O aglomerado NGC 6522 - localizado no centro da Via Láctea, na direção da constelação de Sagitário - engloba astros de idade estimada em 12 bilhões de anos. O Big Bang, teoria mais aceita para o início do Universo, teria acontecido há 13,7 bilhões de anos. As primeiras estrelas surgiram mais ou menos na mesma época em que o Universo passou da fase escura, na qual a luz era absorvida, para transparente, quando o espaço e seus astros passaram a ser visíveis.  "As estrelas que rodam rápido podem ter sido os agentes por trás da mudança do universo de escuro para transparente", afirma a cientista. "Já era plausível entre os astrônomos que estrelas do início do Universo girassem mais rápido que as de hoje. O nosso estudo dá uma explicação muito bonita sobre como este fato está ligado à composição química das estrelas velhas e pequenas de NGC 6522."

No braço espiral da nossa Via Láctea conhecido como Perseus estrelas supermassivas se desenvolvem

Evolução de estrelas massivas revelam os estágios da vida estrelar em Perseus
No braço espiral da nossa Via Láctea conhecido como Perseus, no lado oposto do centro da galáxia, encontra-se a nebulosa SH 2-235. Como visto na luz visível, SH 2-235 parece ser uma pequena nuvem de poeira de cor âmbar que se estende por cerca de um décimo do tamanho da lua cheia.
ASTROFÍSICOS

Cintilando

 Créditos e direitos autorais : Juergen Michelberger
Em 4 de Junho de 2010, Regulus, a estrela alfa da constelação de Leão, e o planeta andarilho Marte estavam com quase o mesmo brilho aparente e separados no céu por 1,5 graus. Uma engenhosa e criativa exposição de 10 segundos de uma câmera balançando gravou os rastros giratórios deste emparelhamento celeste. Você saberia dizer qual rastro pertence à estrela e qual ao planeta? Dica: a turbulência atmosférica faz a imagem da esterla cintilar ou variar em brilho e cor mais rapidamente que do planeta. A cintilação é mais pronunciada porque a estrela é efetivamente uma fonte pontual de luz vista como um feixe estreito de raios de luz. A mudança rápida da refração devido a turbulência ao longo da linha de visada afeta cores diferentes da luz em quantidades diferentes e em geral produz um efeito de cintilação nas estrelas. Mas Marte está muito mais próximo que as distantes estrelas e é uma fonte de luz extensa. Apesar de pequena, seu disco é visto como um feixe de luz que é substancialmente mais largo comparado ao de uma estrela e, em média, é menos afetado por turbulências de menor escala. O resultado é o rastro variado e colorido de Regulus (à esquerda) e o rastro regular e consistentemente avermelhado de Marte.

Agência espacial europeia fotografa galáxia Andrômeda



A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta quarta-feira a foto da galáxia Andrômeda, também conhecida como M31. Ela é uma combinação de várias imagens que são feitas por diferentes telescópios espacias, como o Planck e o XMM-Newton. Com esse cruzamento de imagens, os astrônomos conseguem estudar os vários estágios de uma estrela porque cada um dos telescópios registra uma nuance da galáxia que geralmente não é visível por olhos humanos. O XMM-Newton acompanha, por meio de raios-X e ultravioletas, as estrelas que estão se formando ou se encontram quase extintas na Andrômeda desde 2002.

Foto da galáxia Andrômeda é uma combinação de imagens tiradas por diferentes telescópios espaciais

27 de abr de 2011

Como funcionam as galáxias 2 - Distribuição de galáxias

As galáxias não se distribuem aleatoriamente pelo universo - tendem a existir em aglomerados galácticos. As galáxias nesses aglomerados se mantêm unidas pela gravitação e influenciam umas às outras.
Aglomerados ricos - contêm mil ou mais galáxias. O superaglomerado de Virgem, por exemplo, inclui mais de 2,5 mil galáxias e se localiza a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra.
Aglomerados pobres - contêm menos de mil galáxias. A Via Láctea e a galáxia de Andrômeda (M31) são parte do Grupo Local, que contém 50 galáxias.  Quando os astrônomos Margaret Geller e Emilio E. Falco calcularam as posições das galáxias e aglomerados galácticos no universo, tornou-se claro que os aglomerados galácticos e superaglomerados não se distribuem de maneira aleatória, mas se agrupam em paredes (longos filamentos) entremeados de vazios, o que faz com que o universo tenha uma estrutura semelhante à de uma teia de aranha.  O meio intergaláctico - o espaço entre galáxias e aglomerados de galáxias - não é inteiramente vazio. Não conhecemos a natureza exata do meio intergaláctico, mas é provável que contenha uma densidade relativamente pequena de gás. A maior parte do meio intergaláctico é frio (temperatura de cerca de 2 kelvins), mas recentes observações por raios X sugerem que algumas áreas nele são quentes (temperaturas de milhões de kelvins) e ricas em metais. Uma das áreas mais ativas da pesquisa astronômica atual tem por objetivo determinar a natureza do meio intergaláctico - o que pode nos ajudar a compreender exatamente como o universo começou e como as galáxias se formam e evoluem.
O Efeito Doppler - Quase da mesma maneira como o ruído agudo da sirene de um carro de bombeiros se torna mais grave à medida que se afasta de nós, o movimento das estrelas afeta o comprimentos de onda da luz que delas recebemos. O fenômeno é conhecido como Efeito Doppler. Podemos medir o Efeito Doppler ao medir linhas no espectro de uma estrela e compará-las ao espectro de uma lâmpada padrão. A quantidade de desvio Doppler nos informa quão rápido a estrela está se movendo em relação a nós. Além disso, a direção do desvio Doppler pode nos informar a direção de movimento da estrela. Caso o espectro de uma estrela esteja se desviando para a extremidade azul, ela está se aproximando de nós, mas, caso o espectro se desvie para a extremidade vermelha, a estrela estará se afastando. Observemos uma última propriedade das galáxias e de sua distribuição. Em suas medidas de distâncias galácticas, Edwin Hubble estudou os espectros de luz que as galáxias emitem. Ele reparou que, em todos os casos, os espectros mostravam um desvio Doppler em direção à extremidade vermelha do espectro. Isso indica que o objeto está se afastando de nós. Hubble percebeu que, independente da maneira que observasse, as galáxias estavam se afastando de nós. E quando mais distante a galáxia, maior a velocidade com que se afastava. Em 1929, Hubble publicou um gráfico sobre essa relação, que se tornou conhecida como Lei de Hubble. Matematicamente, a Lei de Hubble determina que a velocidade de recessão (V) é diretamente proporcional à distância galáctica (d). A equação é V = Hd, na qual H é a constante de Hubble, ou constante de proporcionalidade. A estimativa mais atual de H é de 70 quilômetros por segundo por megaparsec. A Lei de Hubble é uma das principais evidências de que o universo está se expandindo e o trabalho desse cientista formou a base da teoria do Big Bang para a origem do universo. Algumas galáxias produzem gases, emitem luz intensa e abrigam buracos negros de imensa densidade de massa em seus núcleos.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/galaxias4.htm

Nebulosa NGC 281

                                                                                       Crédito: Robert Gendler
NGC 281 é uma nebulosa na constelação de Cassiopeia e parte do braço espiral de Perseus. Ela inclui o aglomerado aberto IC 1590, e a estrela HD 5005. Coloquialmente, NGC 281 é também conhecida como a Nebulosa do Pacman para sua semelhança com o personagem de video game. A nebulosa foi descoberto em agosto de 1883 por Edward Emerson Barnard, que a descreveu como "uma grande nebulosa fraca, muito difusa." A estrela HD 5005, também chamado de β1, foi descoberto por SW Burnham. NGC 281 é uma fábrica de estrelas muito ocupada. As características mais proeminentes incluem um pequeno enxame aberto de estrelas, uma nebulosa de emissão vermelha, grandes fileiras de gás e poeira escura, e densos nós de material onde ainda podem estar a formar-se estrelas. O enxame aberto IC 1590 visível no centro formou-se apenas nos últimos milhões de anos. O membro mais brilhante deste enxame é na realidade um sistema múltiplo que ajuda a ionizar o gás da nebulosa, provocando o brilho avermelhado. NGC 281 situa-se a cerca de 10,000 anos-luz de distância.

Imagem da Sonda MESSENGER Mostra Mercúrio Parecido com a Lua

Essa imagem de Mercúrio, feita com a Wide Angle Camera (WAC) da sonda MESSENGER, mostra a superfície altamente povoada com crateras da superfície do planeta. Enquanto que a superfície de Mercúrio, pode quase que ser comparada com a superfície da Lua, o planeta e o satélite apresentam diferenças significantes em várias propriedades, incluindo o tamanho do núcleo, a presença de um campo magnético global, e a composição da superfície. O planeta Mercúrio é realmente um mundo único que se move muito próximo do Sol.
Créditos: http://cienctec.com.br

Raios-X da supernova SNR 0540-69.3

Crédito: NASA/CXC/SAO.Telescópio: Chandra.
Esta imagem de raios-X mostra a intensa radiação proveniente da supernova SNR 0540-69.3, o resultado da explosão de uma estrela maciça. Esta explosão catastrófica resultou da implosão inicial do material da estrela até se ter formado uma estrela de neutrões em rápida rotação, com um diâmetro de apenas 10 km. A explosão disseminou a matéria em redor do pulsar formado no centro à incrível velocidade de vários milhões de kilómetros por hora. O pulsar roda cerca de 20 vezes por segundo, gerando uma quantidade enorme de radiação-X e de partículas altamente energéticas. O gás que o envolve encontra-se a cerca de 50 milhões de graus Celsius. Esta supernova situa-se a cerca de 160000 anos-luz de distância.

Nebulosa gigante Lambda Orionis e a cabeça de Órion em imagem grande angular feita pelo telescópio da Nasa

O Anel Meissa nesta região é de interesse para os astrônomos, porque ele contém aglomerados de estrelas jovens e de proto-estrelas
Na mitologia grega, Órion era um caçador cuja vaidade era tão grande que irritou a deusa Ártemis. Como castigo, Artemis baniu o caçador para o céu onde ele pode ser visto como a famosa constelação de Órion Na constelação, a cabeça de Órion é representada pela estrela Lamdba Orionis (ponto vermelho difuso no meio). Quando visto em luz infravermelha, pelo Wide-field Infrared Survey Explorer, ou simplesmente WISE da NASA, mostra uma nebulosa gigante em torno de Lambda Orionis, inflando a
cabeça de Órion em grandes proporções.

Astrofísicos

Astrônomos descobrem o que provoca tipo especial de supernova

Supernova Tipo Ia é usada para determinar distâncias astronômicas devido ao seu forte brilho
Esta nova imagem do resto de supernova de Tycho, contém novas evidências para o que despoletou a explosão de supernova original, observada na Terra em 1572.Crédito: NASA/CXC/Academia Chinesa de Ciências/F. Lu et al
 Astrônomos usando o Observatório Chandra da Nasa disseram ter descoberto a mais provável causa da supernova Tipo Ia, objeto astronômico importante que já foi usado para determinar que o universo se expande a um ritmo acelerado, um movimento atribuído à matéria escura. Os resultados da pesquisa, que também fornecem evidências de que uma estrela pode sobreviver ao impacto de uma explosão de supernova próxima, serão publicados na edição de maio da revista Astrophysical Journal. A histórica supernova Tipo Ia foi observada pela primeira vez pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe em 1572.

Impressão de artista que mostra uma possível explicação para a origem do arco em raios-X no resto de supernova de Tycho.Crédito: NASA/CXC/M. Weiss
O objeto, apelidado de Tycho, é uma categoria explosão estelar útil para determinar distâncias astronômicas devido ao seu forte brilho. Há também outras categorias de supernovas, as de tipo Ib, Ic e II. Elas têm diferenças de composição. Segundo os pesquisadores, há muito tempo a ciência se pergunta o que provoca as supernovas Tipo Ia e devido ao seu papel crucial na pesquisa astronômica, é importante compreender como elas se formam. Até hoje havia duas principais teorias para explicar as Ia. A primeira teorizava a fusão de duas anãs brancas, estrelas em fase avançada de evolução e com baixa temperatura. Neste caso, nenhuma evidência de estrelas próximas ou material residual poderia existir. A segunda afirma que a anã branca puxa material de uma estrela "normal", ou similar ao Sol, que esteja próxima até que a explosão termonuclear ocorra. Segundo os cientistas, embora ambos os cenários ocorram em condições diferentes, as observações recentes apontam que a segunda teoria explica a supernova Ia. Os pesquisadores observaram um arco de emissões de raios-X remanescentes na supernova. As evidências parecem demonstrar que o arco foi criado quando uma anã branca explodiu, expelindo material para sua estrela vizinha. Além disso, o estudo parece mostrar que essas estrelas próximas têm uma surpreendente resistência à explosão da supernova.
Fontes: http://www.estadao.com.br  

A Torre Negra em Escorpião

     Créditos e direitos autorais : Don Goldman
Com a sua silhueta destacada contra um campo repleto de estrelas na direção da constelação de Scorpius, essa nuvem cósmica empoeirada evoca a imagem de uma torre escura. De fato, aglomerados de poeira e gás molecular que está colapsando para formar estrelas pode estar mergulhado dentro da nebulosa escura, uma estrutura que se espalha por quase 40 anos-luz de comprimento e que foi registrada nessa sensacional imagem feita através de um telescópio. Conhecida como glóbulos cometários, a nuvem varrida, se estende da parte inferior direita até a parte superior esquerda da imagem, ela é formada por intensa radiação ultravioleta da associação OB de estrelas muito quentes localizadas na NGC 6231, fora da parte superior da cena. Essa luz ultravioleta energética também energiza a borda do glóbulo que tem um brilho avermelhado devido a presença do gás hidrogênio. Estrelas quentes mergulhadas na poeira podem ser vistas como nebulosas de reflexão azulada. Essa torre negra, a NGC 6231 e as nebulosas associadas estão localizadas a aproximadamente 5000 anos-luz de distância.

26 de abr de 2011

Como funcionam as galáxias 1 - Formação de galáxias

Não se sabe realmente como as diversas galáxias se formaram e tomaram as diferentes formas que hoje as caracterizam. Mas os cientistas tem uma idéia sobre sua origem e evolução. Pouco depois do Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás, nuvens de gases e poeira em colapso podem ter levado à formação de galáxias. As interações entre galáxias, em especial as colisões entre elas, desempenham importante papel em sua evolução. As observações de Edwin Hubble e a subseqüente Lei de Hubble levaram à idéia de que o universo está se expandindo.

Podemos estimar a idade do universo com base em seu ritmo de expansão. Como algumas galáxias ficam a bilhões de anos-luz de distância, pode-se determinar que se formaram pouco depois do Big Bang (ao observar o espaço mais profundo, estamos olhando um passado mais remoto). A maioria das galáxias se formou cedo, mas dados do telescópio Galaxy Explorer (Galex), da NASA, indicam que algumas galáxias se formaram recentemente - ao longo dos últimos bilhões de anos.

A maior parte das teorias sobre o período inicial do universo opera sob duas suposições.

 
1.Ele estava repleto de hidrogênio e hélio.
2.Algumas áreas eram ligeiramente mais densas que outras.
Com base nessas suposições, os astrônomos acreditam que as áreas mais densas desaceleraram a expansão ligeiramente, permitindo que os gases se acumulassem em pequenas nuvens protogalácticas. Nessas nuvens, a gravidade fazia com que o gás e a poeira entrassem em colapso e formassem estrelas. À medida que elas se contraíam, formavam discos giratórios. Os discos giratórios atraíam mais gases e poeira com a força da gravidade e, com isso, os discos galácticos se formaram. Dentro do disco galáctico, novas estrelas surgiram. O que restava nas cercanias ao redor da nuvem original eram aglomerados globulares e o halo composto de gases, poeira e matéria escura.

Dois fatores desse processo podem responder pelas diferenças entre as galáxias elípticas e as galáxias espirais.

O momento angular (quantidade de movimento giratório) - as nuvens protogalácticas com maior momento angular eram capazes de girar mais rápido e formar discos espirais. As nuvens com rotação mais lenta podem ter formado as galáxias elípticas.
 
•Resfriamento: as nuvens protogalácticas de alta densidade se resfriavam mais rápido, usando todo gás e poeira na formação de estrelas, não deixando matéria para a composição de um disco galáctico (é por isso que as galáxias elípticas não têm discos). As nuvens protogalácticas de baixa densidade se resfriam de maneira mais lenta, deixando poeira e gás para a formação de discos (como nas galáxias espirais).
As galáxias não agem sozinhas. A distância que as separa parece imensa, mas os diâmetros das galáxias são igualmente grandes. Comparadas às estrelas, as galáxias ficam relativamente perto uma das outras. Podem interagir e, o mais importante, colidir. Quando as galáxias colidem, elas na verdade se atravessam mutuamente - as estrelas que elas contêm não se chocam, devido às imensas distâncias interestelares. Mas as colisões tendem a distorcer a forma de uma galáxia. Modelos computacionais mostram que colisões entre galáxias espirais tendem a resultar em galáxias elípticas (o que indica que as galáxias que continuam a ter forma de espiral provavelmente não passaram por colisão alguma). Os cientistas estimam que até metade das galáxias existentes podem ter passado por algum tipo de colisão. As interações gravitacionais entre as galáxias em colisão podem causar diversas situações.
•novas ondas de formação de estrelas;
•supernovas;
•colapsos estelares que formam os buracos negros ou buracos negros supermassivos em galáxias ativas. Quer dizer que as galáxias simplesmente flutuam pelo espaço? Ou alguma força invisível regula seu movimento? E o que acontece quando se chocam?

Foto de telescópio mostra 'raio verde' antes da Lua sumir no horizonte

Efeito é raro de ser observado no ocaso do satélite natural. Coloração aparece como efeito da atmosfera terrestre.
Raro de ser detectado, o raio verde aparece no topo da Lua na imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul. O fenômeno ocorre pela refração sofrida pela luz na atmosfera terrestre. (Foto: G.Hüdepohl / ESO)
Um astrônomo do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) conseguiu detectar um efeito visual durante o ocaso da Lua causado pela refração da atmosfera terrestre e raro de ser observado: um raio verde no topo do satélite. A imagem foi obtida com o Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande, em tradução livre), instrumento localizado no Chile. Gerhard Hüdepohl, engenheiro eletrônico do ESO, foi o responsável pela realização da foto. Os raios verdes são mais comuns de serem vistos durante o pôr do sol, em lugares com atmosfera muito limpa e quando o observador está a uma distância ideal da linha do horizonte. O fenômeno dura apenas alguns segundos.

O que são as Galáxias?

                                                        Galáxia Sombrero ou M104 Créditos:NASA
Galáxias são grupos de bilhões ou trilhões de estrelas, planetas, gases, nebulosas e poeira cósmica que orbitam em torno do mesmo centro e se mantêm coesos pela própria ação da gravidade, o conjunto de galáxias forma o Universo. Calcula-se que existam aproximadamente 100 bilhões delas, das quais alguns milhares estão catalogados. São classificadas em espirais, elípticas ou irregulares. A galáxia onde está o Sistema Solar é chamada de Via Láctea. De tipo espiral, ela tem diâmetro de 100 anos-luz e contém cerca de 200 bilhões de estrelas. Três galáxias são visíveis da Terra a olho nu: a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxias-satélites da Via Láctea, e Andrômeda, situada a 2 milhões de anos-luz da Terra (1 ano-luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de km). Em 1924, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953), com o auxílio do telescópio do Observatório Monte Wilson, Washington (EUA), prova que as galáxias são conjuntos de estrelas e não nuvens de gás, como alguns cientistas consideravam até então. No ano seguinte, Hubble demonstra que elas se afastam umas das outras em um movimento constante de expansão que teria começado com o Big Bang. O estudo das galáxias – iniciado por Hubble – tem originado a maior parte das descobertas e teorias sobre a estrutura e a origem do Universo. Em 1997, o astrônomo holandês Marijn Franx e sua equipe localizam a galáxia mais distante até hoje descoberta, situada a 13 bilhões de anos-luz da Terra. Quando a luz que hoje recebemos dessa galáxia foi emitida, o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos e tamanho 5,92 vezes menor do que o de hoje. A descoberta foi possível por meio da combinação de imagens dos telescópios Keck, no Havaí, e Hubble.

Os Lares da Destruição no Universo - Galáxias Que Abrigam Buracos Negros Gigantescos

Essa ilustração artística mostra os dois tipos de galáxias espirais que povoam o nosso universo: aquelas que apresentam um bulbo central (na parte superior esquerda) e aquelas que não possuem esse bulbo (em primeiro plano). Novas observações feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da Nasa fornecem fortes evidência de que as galáxias sem bulbo podem como suas companheiras em contra partida, possuírem buracos negros supermassivos em seus núcleos. Anteriormente os astrônomos pensavam que uma galáxia sem um bulbo poderia não ter um buraco negro supermassivo. Nessa ilustração, os jatos atirados para longe do buraco negro são mostrados como finas correntes. As descobertas estão redesenhando as teorias sobre a formação das galáxias, sugerindo que a cintura da galáxia não determina se ela será o lar de um grande buraco negro.
http://www.nasaimages.org

Enxame Estelar - NGC 3603

Crédito: B. Brandl (Cornell) et al., ISAAC, VLT, ESO
NGC 3603 é lar de um massivo enxame estelar, densos pilares de poeira, e uma estrela prestes a explodir. O enxame aberto central contém cerca de 2,000 estrelas, cada das quais muito mais bilhante e massiva que o Sol. Juntas, as radiações destas estrelas estão a energizar e a afastar o material vizinho, fazendo de NGC 3603 uma das mais interessantes regiões H II conhecidas. NGC 3603 fica a aproximadamente 20,000 anos-luz, e a região aqui vista cobre mais ou menos 20 anos-luz. Talvez o mais interessante nesta imagem a cores seja o grande número de ténues estrelas visíveis. Estas estrelas são menos massivas que o Sol, demonstrando que um grande número de estrelas de pequena massa também se formam em regiões activas de formação estelar.

UGC 9128: Uma Galáxia Anã Pequena, Mas Perfeitamente Formada

As galáxias se apresentam no universo em diversas formas e tamanhos, com a maior parte delas classificadas como elípticas ou espirais. Contudo, algumas delas caem em categorias conhecidas como irregulares, como a UGC 9128 que é mostrada nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA/ESA.
Leia o post completo em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10979
 Ciência e Tecnologia

Vénus em raios-X

Crédito: NASA/MPE/K.Dennerl.
Esta imagem, obtida através do satélite Chandra, é a primeira imagem em raios-X do planeta Vénus. Muito diferente das imagens ópticas a que estamos habituados, esta imagem mostra o quarto-crescente de Vénus. Os raios-X detectados provêm de radiação fluorescente emitida por oxigénio na atmosfera do planeta. Raios-X emitidos pelo Sol borbadeiam a atmosfera de Vénus, excitam os átomos de oxigénio existentes e estes, quando regressam aos seus estados de energia mais baixa, emitem mais raios-X. Este tipo de imagens sensíveis a esta radiação ajudam os cientistas a examinar regiões da atmosfera de Vénus que seriam difíceis de investigar de outra forma.

Usando supercomputadores para compreender supernovas

Um astrofísico da Universidade de Princeton usou supercomputadores para simular uma explosão bem dentro de uma estrela chamada supernova. Não é uma explosão termonuclear comum como as que alimentam uma estrela saudável. Ao invés, é o tipo de explosão que sela o seu destino.
Cientistas no estado americano da Califórnia descobriram um novo tipo de explosão estelar. A descoberta centra-se numa supernova na galáxia NGC 1821, a 160 milhões de anos-luz, de acordo com o astrónomo Dovi Poznanski do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. A luz da estrela chegou à Terra em 2002 e foi registada por um telescópio robótico do Observatório Lick. Crédito: Tony Piro
"O resto da estrela, a sua superfície, e a maioria da sua massa, está completamente abstraída do seu destino iminente, mas a explosão, que demora apenas várias segundos, propaga-se pela estrela num período de horas até um dia," explica Adam Burrows. Com ajuda do NSF (National Science Foundation), Burrows usou supercomputadores para criar espectaculares imagens tridimensionais que lhe permite espreitar dentro destas superestrelas mesmo antes de explodirem. "Uma das coisas que descobrimos é que a estrela não explode como um anel que cresce de dentro para fora. Explode em gavinhas e dedos, com muita turbulência," explica Burrows. "O material ejectado na supernova começa então a colapsar-se. Algum deste gás irá formar a nova geração de estrelas e o ciclo começa novamente." As supernovas são também a fonte dos muitos elementos pesados na natureza. De facto, sem eles, não existíamos!"
Uma nova imagem no infravermelho capturou o centro da nossa Galáxia num detalhe nunca antes alcançado - e mostra estrelas e gases rodopiando em torno do buraco negro supermassivo situado no coração da Via Láctea. Crédito: NSF, Science Nation
"Alguns destes elementos pesados fabricados nas supernovas incluem o cálcio dos nossos ossos, o fluoreto na nossa pasta de dentes, e o ferro no nosso sangue," afirma Burrows. Para fabricar estes elementos é necessário um imenso poder estelar." Quando as supernovas explodem, libertam o equivalente a 10^28 megatoneladas de TNT em energia. Só uma megatonelada é o equivalente explosivo às maiores bombas de hidrogénio," salienta. As simulações computacionais das supernovas são criadas usando complexos modelos matemáticos e demoram meses a processar. "É um marco da astrofísica teórica sermos capazes de compreender as explosões com estas simulações." Apenas as estrelas com mais de 8 massas solares acabam a sua vida neste género de violentas explosões. O nosso Sol é uma estrela muito calma em comparação com outras, conclui.

Estrelas - Sua fabulosa façanha de vida e a morte foi o que deu origem a toda matéria mais pesada que o hélio no universo

como se formam as estrelas brilhantes no nosso universo?
Uma estrela é um corpo celeste luminoso formado de plasma. Como uma estrela possui sempre muita massa, sua gravidade a comprime, criando enormes pressões (e consequentemente muito calor) no seu interior, o que produz a fusão nuclear. A fusão nuclear gera a energia que mantém a expansão necessária para equilibrar sua compressão gravitacional.
Leia a matéria completa em: http://www.astrofisicos.com.br/artigos-especiais/o-que-sao-estrelas-no-universo-como-se-formam/index.htm 
 Astrofísicos 

Algumas galáxias engolem outras

Estrelas, como um conjunto, orbitam em certo sentido ao redor do “coração” de sua galáxia. Há vários anos os cientistas observam que existem, aqui e ali, algumas estrelas que orbitavam em sentido contrário ao da maioria, mas nunca houve a certeza do motivo. Na última semana, astrônomos da Universidade de Tenerife (Ilhas Canárias, Espanha) fizeram uma descoberta que parece solucionar esse mistério. Liderados pelo cientista Kaj Kolja Kleinberg, eles observaram uma galáxia chamada NGC 1700, localizada a cerca de 160 anos-luz do Planeta Terra. Tal galáxia apresentava estas características: continha estrelas que orbitavam no sentido oposto ao das demais. Através dos espectros de luz, notaram que as estrelas próximas ao centro da galáxia são mais jovens do que as periféricas. Isso os fez reforçar o que já era a teoria dominante, embora não houvesse provas: algumas galáxias “engolem” as outras. Isso explica porque havia estrelas mais jovens que outras na mesma galáxia; as que orbitam em sentido contrário são remanescentes da galáxia que foi engolida pela dominante. É por esse motivo, como explicam os cientistas, que as estrelas que orbitam na direção “certa” (a periférica, da galáxia dominante) possuem elementos mais pesados: é porque são mais jovens. As antigas possuem atualmente apenas uma fração dos elementos das novas. Fonte: http://hypescience.com
[New Scientist]

Hidrogênio na Grande Nuvem de Magalhães

                                         Créditos e direitos autorais : Marco Lorenzi (Star Echoes)
Uma galáxia satélite da nossa Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães (LMC) é um sinal encantador que pode ser observado nos céus escuros do sul na direção da constelação de Dorado. Localizada a apenas 180000 anos-luz de distância da Terra, a LMC pode ser observada com impressionante detalhe nesse mosaico profundo constituído de imagens telescópicas. O mosaico inclui imagens feitas através de um filtro restrito que transmite somente a luz vermelha dos átomos de hidrogênio. Ionizado pela luz energética das estrelas, um átomo de hidrogênio emite uma luz característica vermelha de H-alfa à medida que um simples elétron é recapturado e sofre uma transição para um estado de energia mais baixo. Como resultado, esse mosaico aparece salpicado com nuvens rosadas de gás hidrogênio ao redor de estrelas jovens e massivas. Esculpido pelos fortes ventos estelares e pela radiação ultravioleta, as nuvens de hidrogênio brilhante são conhecidas como regiões H II (hidrogênio ionizado). Composta por muitas nuvens sobrepostas, a Nebulosa da Tarântula à esquerda do centro, é de longe a maior região de formação de estrelas da LMC. A Grande Nuvem de Magalhães tem aproximadamente 15000 anos-luz de diâmetro.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110426.html

25 de abr de 2011

Com um gigantesco S moldando sua forma a galáxia NGC 157 é vista no espectro de luz infravermelho

Com um "S" moldando sua forma NGC 157 é vista no infravermelho com brilho fraco - cerca de magnitude 11, mas pode ser visto pela maioria dos telescópios amadores.
Será que a galáxia NGC 157 pode voar sobre altos edifícios com um único salto, parar uma bala ou dobrar o aço em suas mãos? Esta galáxia relativamente calma tem uma varredura central de estrelas que nos lembra um gigantesco "S", quase como o símbolo do herói dos quadrinhos o Superman. A imagem foi tirada pela HAWK-I (High-Acuity Wide-field banda K-Imager) no Very Large Telescope no Chile. O HAWK-I olha na luz infravermelha, permitindo-nos ver através do gás e da poeira que normalmente obscurece a nossa visão óptica simples e ver peças da NCG 157 que de outra forma estaria oculto de nossa visão óptica. Olhando para esta e outras galáxias como ela, os astrônomos podem aprender sobre a formação de estrelas, os mesmos processos de fusão de materiais e criação de estrelas em NGC 157 também aconteceu cerca de 4,5 bilhões de anos atrás na Via Láctea para formar nossa própria estrela, o Sol . NGC 157 tem brilho fraco na visão óptica - cerca de magnitude 11, mas pode ser visto pela maioria dos telescópios amadores. Ele está localizado na constelação de Cetus (o monstro do mar).

NGC 4038/39 – Galáxias da Antena vistas pelo Hubble

Crédito: Brad Whitmore (STScI) & NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).
As Galáxias da Antena encontram-se a 63 milhões de anos-luz, na constelação austral do Corvo, e constituem o exemplo mais próximo e jovem de um par de galáxias em colisão. Conhecidas formalmente por NGC 4038 e 4039, o nome de Galáxias da Antena deve-se às suas extensas caudas luminosas que lembram as antenas de um insecto. Mas, nestas imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, não se vêem as antenas, pois estamos a observar a zona central deste par de galáxias. Os respectivos núcleos centrais aparecem como manchas alaranjadas, cujos detalhes se podem observar nas ampliações do lado direito desta composição de imagens. As regiões escuras que envolvem e unem os centros das galáxias são filamentos e nuvens de poeira. O padrão em forma de espiral delineado pelos aglomerados de estrelas azuis brilhantes, cujos pormenores se podem ver nas ampliações do lado esquerdo, resulta dos surtos de formação de estrelas causados pela colisão das galáxias. As barras de escala desenhadas no topo das imagens equivalem a 1500 anos-luz.

Evidências do Big Bang sumirão daqui 1 trilhão de anos

Os cientistas ainda não sabem dizer exatamente como o universo começou. E, se demorarem um pouco mais, nós nunca vamos descobrir. Segundo um novo estudo, no futuro distante, a maioria das provas do “Big Bang” irá desaparecer. O rastreamento de sinais da explosão que pôs o universo para funcionar há 13,7 bilhões de anos terá desaparecido completamente daqui um trilhão de anos. Na verdade, daqui um trilhão de anos a nossa própria galáxia, Via Láctea, terá colidido com a galáxia vizinha, Andrômeda, para criar a galáxia “Lactomeda”, portanto, não temos tantos milhões de bilhões de anos assim. Quem sabe com a tecnologia avançada e uma compreensão mais sofisticada da ciência nós conseguiremos aproveitar os últimos vestígios de evidências que sobraram do Big Bang.

Caso isso não dê certo, os pesquisadores já estão pensando em maneiras dos nossos futuros descendentes (se a humanidade ainda estiver por aqui daqui milhões de anos) traçarem a história do universo. Hoje, os astrônomos podem observar galáxias mais de 13 bilhões de anos de distância, formadas apenas há milhões de anos após o início do universo. Eles também podem estudar a chamada radiação cósmica de fundo, uma luz difusa no cosmo criada pelo Big Bang, que ainda sobrevive. No entanto, no futuro distante, estes indícios não serão mais visíveis para os cientistas (na Terra ou em seu entorno próximo). A luz cósmica de fundo terá desaparecido, “esticada” até o ponto em que suas partículas de luz, chamadas fótons, terão comprimentos de onda mais longos do que o universo visível. Como o universo está se expandindo, as galáxias antigas, hoje dentro do nosso campo de visão, estarão muito longe para serem vistas da Terra.

 O sol e muitas outras estrelas terão “queimado” (morrido), e nossa vizinhança cósmica será muito mais vazia do que é hoje. Calma; nem tudo está terrivelmente perdido. Os próximos astrônomos poderão ser capazes de estudar o Big Bang através das estrelas “hipervelozes”, que foram arremessadas para fora da galáxia “Lactomeda” (ainda para existir, claro). Essas estrelas serão as fontes visíveis mais distantes para os astrônomos em nossa galáxia, no ano 1 trilhão d.C. Essas estrelas é o que vai permitir que os moradores da “Lactomeda” aprendam sobre a expansão cósmica, e reconstruam o passado. Estrelas hipervelozes são criadas quando os pares binários de estrelas (um sistema de duas estrelas) passam muito perto do buraco negro supermassivo do centro de sua galáxia.

As forças gravitacionais podem “rasgar” o binário, sugando uma estrela para dentro do buraco negro, e arremessando a outra para fora da galáxia a velocidades superiores a 1,6 milhões de quilômetros por hora. Tendo escapado da galáxia, as estrelas hipervelozes serão aceleradas pela expansão do universo. Ao medir as velocidades das estrelas hipervelozes, os astrônomos do futuro poderão deduzir a expansão do universo, que por sua vez, pode ser rastreada até o Big Bang. Combinando a informação sobre a idade da galáxia Lactomeda, derivada das estrelas no seu interior, os nossos descendentes poderão calcular a idade do universo e outros parâmetros importantes. Será que temos mesmo que ter essa preocupação agora? De qualquer forma, os cientistas garantem (e isso parecer ser importante) que os astrônomos do futuro não terão que simplesmente “acreditar” no Big Bang. Eles ainda terão meios para medir cuidadosamente e encontrar provas sutis para traçar a história do universo.
[LiveScience]

4C +00.58: Buraco Negro Tem Seu Eixo de Rotação Alterado Duas Vezes

Essa imagem mostra os efeitos de um gigantesco buraco negro que tem se contorcido duas vezes, fazendo com que seu eixo aponte para uma direção diferente do que apontava anteriormente. A grande imagem óptica, do Sloam Digital Sky Survey, está centrada na rádio galáxia conhecida como 4C +00.58. A imagem menor à direita mostra uma visão detalhada dessa galáxia em raios-X (em dourado) com dados obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra em ondas de rádio (em azul) com dados obtidos pelo Very Large Array. No centro da 4C +00.58 existe um buraco negro supermassivo que está ativamente puxando uma grande quantidade de gás. O gás cai em movimento espiralado em direção ao buraco negro formando um disco ao redor dele, gerando fortes froças eletromagnéticas que empurram parte do gás para longe do disco a alta velocidade, produzindo assim os jatos de ondas de rádio. Uma imagem de rádio dessa galáxia mostra um brilhante par de jatos apontando da esquerda para a direita e um mais apagado, uma linha mais distante de emissão de rádio aproximadamente se espalhando da parte superior para a parte inferior da imagem. A imagem anotada mostra esses dois conjuntos de emissão de ondas de rádio. Essa galáxia pertence à classe de galáxias em forma de X, que têm essa forma devido a delimitação das emissões de rádio.
A imagem de raios-X do gás quente dentro e ao redor da 4C +00.58 revela quatro diferentes cavidades - regiões de emissão de raios-X mais baixa que a média - ao redor do buraco negro. Essas cavidades aparecem aos pares: um na parte superior direita da imagem e na parte inferior esquerda (chamada de cavidade #1 e #2, respectivamente) e outro na parte superior esquerda e na parte inferior direita (chamadas de cavidades #3 e #4, respectivamente). Um processamento especial foi aplicado à imagem para fazer com que as cavidades parecessem mais óbvias. De acordo com o cenário apresentado por um novo estudo, o eixo de rotação do buraco negro corre ao longo de uma linha diagonal da parte superior direita para a parte inferior esquerda da imagem. A galáxia então colidiu com uma galáxia menor. Uma possível evidência dessa colisão é vista na imagem óptica, em forma de uma concha estelar. Após essa colisão, um jato energizado pelo buraco negro sopra gaás para fora para formar as cavidades #1 e #2 no gás quente. Como o gás está caindo dentro do buraco negro não está alinhado com o eixo de rotação do buraco negro, esse eixo rapidamente muda de direção, e os jatos então apontam da parte superior esquerda para a direção inferior direita da imagem, criando assim as cavidades #3 e #4 e a emissão de rádio nessa direção. Assim, uma fusão de dois buracos negros centrais de galáxias em colisão, ou o fato de mais gás estar caindo dentro do buraco negro faz com que o eixo de rotação se distorça em torno da direção da esquerda para a direita.
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