31 de mai de 2011

Telescópios Spitzer e Galex da NASA Geram Atlas de Colisão de Galáxias

Daqui a 5 bilhões de anos a nossa Via Láctea irá colidir com a galáxia de Andrômeda. Isso marcará um momento tanto de destruição como de criação. As galáxias irão perder suas identidades únicas à medida que elas se fundirem. Ao mesmo tempo nuvens de gás e poeira cósmica se agruparão, disparando o nascimento de novas estrelas. Para entender o nosso passado e imaginar o futuro nós precisamos entender o que acontece quando duas ou mais galáxias colidem. Mas como as colisões entre galáxias é um processo que dura milhões e até mesmo bilhões de anos para acontecer nós não podemos observar uma colisão desde o começo até o fim. Ao invés disso, nós precisamos na verdade estudar uma grande variedade de colisões entre galáxias, colisões essas que estão em estágios diferentes do processo.

Combinando os dados recentes de dois telescópios espaciais, os astrônomos estão tendo novas ideias sobre esses processos de colisões.  “Nós estamos construindo um atlas de colisão entre galáxias do início até o fim. Esse atlas é o primeiro passo para se ler a história de como as galáxias se formaram, como elas evoluem e crescem”, disse o autor principal do estudo Lauranne Lanz do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA). As novas imagens combinam observações feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA que observa a luz infravermelha e a sonda Galaxy Evolution Explorer (GALEX) também da NASA que observa a luz ultravioleta. Analisando a informação de diferentes partes do espectro, os cientistas podem aprender muito mais do que observando um único comprimento de onda, pois diferentes componentes da galáxia podem ser destacados.

 Os dados ultravioleta do GALEX capturam a emissão das jovens estrelas quentes. O Spitzer, por sua vez observa a radiação infravermelha que é a emissão proveniente da poeira aquecida pelas estrelas, bem como da superfície das estrelas. Desse modo, os dados ultravioleta do GALEX e os dados de infravermelho do Spitzer destacam áreas onde as estrelas estão se formando de maneira mais rápida, e juntos os dois conjuntos de dados permitem um censo mais completo das novas estrelas.

De uma maneira geral as colisões entre galáxias disparam o processo de formação de estrelas. Contudo, algumas galáxias em interação produzem menos estrelas novas do que outras. Lanz e seus colegas querem entender que diferenças no processo físico causam essas variações no resultado em termos de formação de estrelas. Seus achados também ajudarão a guiar simulações computacionais de colisões entre galáxias. “Nós estamos trabalhando com os teóricos que nos dão o entendimento sobre os eventos reais que observamos”, disse Lanz. “Nosso entendimento será realmente testado em 5 bilhões de anos, quando a Via Láctea experimentará sua própria colisão”.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=12555

Astrônomos desenvolvem melhor mapa 3D de nosso universo

Está pronto o mais completo mapa 3D do nosso universo local, que revela detalhes inéditos sobre o lugar do planeta Terra no cosmos. O mapa mostra todas as estruturas visíveis a cerca de 380 milhões de anos-luz, o que inclui aproximadamente 45 mil das nossas galáxias vizinhas – o diâmetro da Via Láctea é de cerca de 100 mil anos-luz.  “O mapa nos dá algumas respostas no sentido de compreender o nosso lugar no universo”, observa Karen Masters, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra.

“Seria ruim não ter um mapa completo da Terra. Trata-se da mesma situação aqui. É bom ter um mapa completo do lugar onde vivemos”, compara. O mapa foi montado com os dados de dois projetos de pesquisa astronômicos: Two-Micron All-Sky Survey, ou “2MASS” na sigla em inglês, e Redshift Survey, ou “2MRS”. Ambos levaram 10 anos para fazer a varredura completa do céu noturno utilizando luz infravermelha. Os projetos contaram com o auxílio de dois telescópios terrestres, nos EUA e no Chile.

 A radiação infravermelha, que possui um comprimento de onda mais longo que a luz visível, pode penetrar nas nuvens de poeira opacas, comuns nas galáxias. Isso permitiu que o levantamento 2MRS estendesse seus “olhos” para mais perto do plano da Via Láctea do que jamais havia sido possível em estudos anteriores. A área é muito escura devido à poeira e apenas tecnologias como a empregada pelo 2MRS de luz infravermelha conseguem penetrar no local.  “Isso cobre 95% do céu”, conta Masters.

“Com o infravermelho, somos menos afetados pelos componentes da Via Láctea que não nos interessam e, assim, somos capazes de enxergar melhor e mais perto o plano da galáxia”.  O aspecto 3D do mapa vem do fato de que os pesquisadores mediram o desvio de objetos cósmicos, o que indica o quanto da luz foi deslocada para a extremidade vermelha do espectro de cores. Isso acontece por causa do chamado efeito Doppler, que faz com que o comprimento de onda de luz seja ampliado quando a fonte de luz está se afastando de nós.

Tendo em vista que o universo está se expandindo, através da medição do desvio para o vermelho de um objeto e, consequentemente, sua velocidade, os astrônomos podem deduzir sua distância. Isso porque objetos mais distantes se movem mais rapidamente. Além de fornecer um quadro mais completo do nosso lugar no universo, o novo mapa poderia ajudar a resolver o mistério desconcertante do movimento peculiar da Via Láctea. Este movimento, de aproximadamente 600 quilômetros por segundo, ainda tem de ser explicado pela atração gravitacional dos objetos conhecidos perto da nossa galáxia.

“A questão científica mais importante do que possuir um mapa completo do universo é descobrir a fonte do movimento da Via Láctea”, afirma Masters. “Sabemos que a causa de tudo isso é a gravidade. Agora encontrar a fonte da gravidade e onde a massa está tem sido o grande problema, já há algum tempo. Porém, agora que temos um mapa completo de todas as galáxias, devemos ser capazes de explicar esse movimento”, acredita. Por exemplo, foi encontrada uma estrutura até então desconhecida e ainda um tanto misteriosa, que pode exercer uma força gravitacional na Via Láctea. De acordo com os pesquisadores, essa pode ser parte da solução.
[LiveScience]

Telescópio James Webb será a maior máquina do tempo feito pelo homem

Com a construção do telescópio James Webb cientistas tentam rever universo
Se você pudesse construir uma máquina do tempo, com o que ela se pareceria? Talvez, ela deva se parecer com um telescópio. Cientistas americanos estão construindo um telescópio espacial, com o qual eles esperam olhar para trás no tempo, ao longo de distâncias inimagináveis ​​para mostrar o universo bem próximo de seu início. Mas esse passado distante será principalmente visto em luz infravermelha. A luz visível é apenas uma forma de radiação. Hoje, telescópios tiram fotos usando formas de luz invisíveis ao olho humano.

A agência espacial americana (NASA) está agora construindo o maior telescópio espacial de todos. O James Webb Space Telescope, em homenagem ao segundo diretor da NASA, terá um espelho sete vezes maior que o do Telescópio Espacial Hubble. Sua prioridade será o estudo do universo em luz infravermelha. Costumamos entender a luz infravermelha como calor. Mas, se você já usou um controle remoto de TV, você sabe que há muitos usos para ela.

O Telescópio Espacial James Webb é uma obra de engenharia muito complexa. Vai ser enorme - do tamanho de um jato de passageiros. E isso tudo terá de ser super-resfriado. Como o estudo principal do telescópio é o calor infravermelho, o seu espelho deve ser mantido muito perto do zero absoluto. Isso é menos que 273 graus Celsius. A NASA está construindo o telescópio Webb no Goddard Space Center, nos arredores de Washington, DC. A agência espera lançá-lo em 2014. Jonathan Gardner um dos colaboradores do projeto disse: "Nós podemos voltar ao tempo porque a luz leva tempo para chegar até aqui, e que se nós a olharmos bem no seu inicio nós estaríamos realmente olhando para trás no tempo.

E se você olhar o suficiente, você começa abordar o que os cientistas acreditam que este evento deu origem a tudo. Segundo Jonathan Gardner "Nós estamos olhando para o universo quando ele era muito jovem e estamos olhando para trás a maior parte do caminho rumo ao Big Bang."  O telescópio tem três câmeras de infravermelhos altamente sensíveis. Mas talvez a parte mais interessante seja o espelho de 6,5 metros de largura. Feita de berílio leve, o espelho está coberto de ouro, e dividido em dezoito partes encadeadas.

 Este poderoso instrumento científico estará disponível para cientistas de todo o mundo. Jonathan Gardner afirma que "Qualquer astrônomo, em qualquer universidade, em qualquer país pode escrever uma proposta para fazerem estudos do que quiserem com o telescópio."  Jonathan Gardner diz que o Jim Webb Space Telescope irá ajudar os cientistas a aprender como as galáxias se formaram e como elas se pareciam. Pode até mostrar aos cientistas coisas eles nunca previram.
Fonte: Astrofísicos - http://www.astrofisicos.com.br/tecnologia/teslescopio-james-webb-inicio-universo-maquina-tempo/index.html

Cientistas afirmam que o sol “rouba” os cometas de outras estrelas

Segundo uma nova pesquisa, o sol pode ser um ladrão cósmico que rouba a maioria de seus cometas de outras estrelas. As novas simulações de computador sugerem que bilhões de cometas que cruzam o sistema solar (a maioria deles) se originaram longe da nossa “vizinhança”, mas acabaram agarrados e atraídos pela gravidade do nosso sol mais tarde. Esse cenário vai contra o modelo de longa data da evolução dos cometas, que afirma que a maioria dos cometas locais vem de uma mesma região, onde o sol e os planetas se formaram.

 Essa região, conhecida como a Nuvem de Oort, circunda  o sistema solar e se estende muito além de Plutão. Segundo os pesquisadores, no entanto, o modelo padrão não consegue explicar ou chegar ao número de cometas que realmente existem. Cometas são pequenos corpos gelados que se inflamam conforme se aproximam do sol, e a radiação solar vaporiza seu gelo para criar uma cauda brilhante. A distância da Nuvem de Oort da Terra faz com que seja difícil de observar, muito menos fixar, o número exato de cometas que contém.

A quantidade de cometas que existem lá é inferida a partir da observação dos cometas que se acendem ao passar perto do sol.  Mas, com base nesses dados, parece haver em torno de 400.000 milhões de cometas pairando além de Plutão. Em comparação, o modelo convencional prevê apenas 6.000 milhões. Isso é uma enorme discrepância, demasiado grande para ser explicada por erros nas estimativas. Segundo os pesquisadores, só pode haver algo de errado com o modelo em si.

O novo modelo diz que os cometas são resíduos da formação planetária do nosso próprio sistema solar e que nossos planetas, gravitacionalmente, os “chutaram” a enormes distâncias, povoando a Nuvem. Esse processo provavelmente ocorreu também em torno de outras estrelas, e cada uma deu origem à sua própria nuvem de detritos de cometa. Mas as estrelas podem não ter “segurado” suas nuvens de cometas iniciais. Como muitas outras estrelas, o sol nasceu de um agrupamento de estrelas que se desintegrou ao longo do tempo.

Esses aglomerados, normalmente contendo entre dez e mil estrelas atoladas em um espaço minúsculo, têm um raio médio não muito diferente da atual Nuvem de Oort. A proximidade das estrelas dentro desses grupos poderia ter permitido que elas “roubassem” os cometas incipientes das outras. Segundo os cientistas, uma estrela não precisa ser a maior para ser a ladra mais bem-sucedida. Se um cometa passou longe o suficiente da sua estrela-mãe e perto o suficiente do sol, por exemplo, a gravidade do sol poderia prendê-lo mesmo que a estrela fosse significativamente mais maciça.

 Os pesquisadores lembram que as órbitas dos cometas de longo período parecem apoiar a conclusão do novo modelo. Suas órbitas altamente oblongas os levam para longe nas profundezas do espaço. Então, eles não poderiam ter nascido em órbita ao redor do sol, eles tiveram que se formar perto de outras estrelas e, em seguida, serem “sequestrados” por aqui.

Os cometas são geralmente considerados excelentes fotos dos primórdios do sistema solar, porque passam grande parte de suas vidas envoltos em gelo. Mas, se alguns desses cometas vêm de fora do nosso sistema solar, então eles podem falar algo sobre suas estrelas-mãe também. Os pesquisadores querem estudar as órbitas dos cometas e colocar a sua química no contexto de onde e em torno de quais estrelas eles se formaram.
[MSN]

Céu da Austrália une fogos de artifício, raio e cometa

Às vezes, o céu reúne mais atrações do que a cidade inteira. Foi o que aconteceu na noite do dia 26 de janeiro de 2007, na cidade de Perth, Austrália. As pessoas haviam se encontrado em uma praia local para assistir uma queima de fogos de artifício, como parte das comemorações do Dia da Austrália. Porém, a natureza contribuiu com mais elementos para fazer aquele céu ainda mais sensacional. Na extrema direita da imagem, é possível observar um relâmpago, originado por uma tempestade que se aproximava da cidade pelo mar. Já perto do centro da imagem, em meio à aglomeração de nuvens, eis que surge a atração mais inusitada de todas: o Cometa McNaught. O corpo celestre apareceu de forma tão brilhante que ainda permaneceu visível mesmo com a queima de fogos. O cometa agora já retornou ao sistema solar exterior e é visível apenas com um telescópio de grandes dimensões. A imagem acima é na verdade um panorama de três fotografias diferentes tratadas ​digitalmente para reduzir os reflexos do fogo de artifício explodindo. Mas nada que tire a beleza dos três elementos distintos presentes no mesmo céu australiano.
Fonte: http://hypescience.com
[NASA]

Nasa tenta descobrir quais são os elementos principais do universo

Um projeto bilionário lançado no último voo da Endeavour pretende descobir o mistério dos dois mais abundantes ingredientes do universo: a matéria escura e a energia escura
Além de seis tripulantes, o ônibus espacial Endeavour decolou para sua missão final levando ao espaço uma máquina de detecção científica que custou cerca de dois bilhões de dólares, financiado por 16 nações da distribuídas pela Europa, Ásia e América do Norte , o equipamento é o Espectrômetro Magnético-Alfa (AMS, na sigla em inglês). Trata-se de uma sonda de seis toneladas, que será acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS) e fará medições de partículas que bombardeiam a Terra, também conhecidas como raios cósmicos. Essas partículas, originadas por diferentes fontes no universo, deixam rastros únicos, que podem dizer aos cientistas do que o universo é realmente feito.
Astrofísicos

Aglomerado Globular M55

Crédito: B. J. Mochejska (CfA), J. Kaluzny (CAMK), Telescópio Swope de 1m
A 55.ª entrada no catálogo de Charles Messier é este bonito enxame globular que contém cerca de 100,000 estrelas. A apenas 20,000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário, M55 parece, aos observadores terrestres, ter quase 2/3 do tamanho da Lua. Os enxames globulares como M55 viajam pelo halo da nossa Galáxia como conjuntos ligados pela gravidade, muito mais velhos que os grupos estelares encontrados no disco galáctico. Os astrónomos que estudam os enxames globulares podem medir com precisão as idades e distâncias destes objectos. Os seus resultados no fim, dão-nos uma idade aproximada do Universo (... tem que ser mais velho que as suas estrelas!), e uma relativa escala cósmica de distâncias.

Supernova expulsa estrela de nêutrons da nebulosa a 8 milhões de km/h

Estrela de nêutrons jogada como uma "bala" pela explosão de outra estrela
O telescópio espacial Chandra da Nasa captou uma imagem em raio-X da nebulosa N49 que mostra uma estrela de nêutrons numa velocidade absurda de mais de 8 milhões de km/h após ser lançada para o meio intergaláctico pela explosão de uma estrela supermassiva o que é comumente chamado de supernova. Segundo astrônomos da Universidade de Penn - que utilizaram o telescópio administrado pela Nasa e pela Universidade de Harvard - a nebulosa fica na Grande Nuvem de Magalhães. De acordo com os cientistas, o telescópio observou a N49 por cerca de 30 horas e identificou uma espécie de "bala" disparada após a supernova. Esse objeto é conhecido como estrela de nêutrons ou repetidor leve de raios gama (SGR, na sigla em inglês), uma fonte de raios gama e X. Além disso, esses corpos possuem campos magnéticos muito poderosos e são muitas vezes criados nessas explosões, ou seja, o SGR certamente foi criado pela supernova. Segundo os cientistas, esse fenômeno mostra como a explosão que destruiu a estrela mais velha foi altamente assimétrica. Os cientistas afirmam ainda que os dados do telescópio Chandra indicam que a nebulosa tem cerca de 5 mil anos e a energia da explosão é estimada em aproximadamente duas vezes o de uma supernova normal.
Fonte: Astrofísicos - http://www.astrofisicos.com.br/estrelas/supernova-expulsa-estrela-de-neutrons-mais-8-milhoes-quilometros-por-hora/index.html

Uma espiral perfeita com um segredo explosivo

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA é famoso por fazer imagens de tirar o fôlego de qualquer um e essa imagem que ele fez da NGC 634 é exatamente isso – uma imagem muito detalhada e excepcionalmente perfeita da estrutura espiral da galáxia que é difícil de acreditar que essa é uma foto de verdade e não uma imagem feita de um filme como Guerra nas Estrelas. Essa galáxia espiral foi descoberta no século 19 pelo astrônomo francês Édouard Jean-Marie Stephan, mas em 2008 ela se tornou alvo principal de observações graças a violenta morte de uma estrela do tipo anã branca. A supernova de tipo Ia conhecida como SN2008a foi registrada na galáxia e brevemente rivalizou em brilho com toda a galáxia, mas apesar da energia da explosão, ela não pôde mais ser vista pelo Hubble nessa imagem que foi feita mais ou menos um ano e meio depois desse evento. Acredita-se que as estrelas anãs brancas sejam o ponto final de evolução de estrelas que possuem massa entre 0.07 e 8 massas solares, o que é igual a quase 97% de todas as estrelas na Via Láctea. Contudo, existem exceções a regra, em um sistema binário é possível que uma estrela anã branca agregue material de sua estrela companheira e de forma gradativa ganhe peso. Como uma pessoa que só come junk food, a estrela pode eventualmente crescer totalmente, assim, quando ela excede 1.38 massas solares as reações nucleares começam a produzir uma enorme quantidade de energia e então a estela explode como uma supernova do tipo Ia.
Créditos:ESA / Hubble e NASA
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1122a/

Telescópio Espacial Hubble da NASA Encontra Raras Estrelas Retardatárias Azuis no Bulbo da Via Láctea

Pesquisando o bulbo central da Via Láctea preenchido por estrelas, o Telescópio Espacial Hubble da NASA descobriu um raro tipo de classe de estrelas estranhas chamadas de retardatárias azuis (blue stragglers), essa é a primeira vez que esses objetos são detectados dentro do bulbo da nossa galáxia. O tamanho e a natureza das estrelas retardatárias azuis detectadas no bulbo galáctico permitirá aos astrônomos entenderem melhor se o bulbo é exclusivamente formado por estrelas velhas, ou por uma mistura de estrelas velhas e jovens. Em adição a isso a descoberta fornecerá um novo caso teste para os modelos de formação das estrelas retardatárias azuis.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=12305
Ciência e Tecnologia

Jatos da Incomum Galáxia Centaurus A

Créditos e direitos autorais : ESO/WFI (visível); MPIfR/ESO/APEX/A. Weiss et al. (microondas); NASA/CXC/CfA/R. Kraft et al. (raios-X); Inset: NASA/TANAMI/C. Müller et al. (rádio)
Jatos de plasma expelidos por um buraco negro central de uma galáxia espiral massiva iluminam essa imagem composta da Centaurus A. Os jatos emanam da Cen A, e têm mais de um milhão de anos-luz de comprimento. Exatamente como o buraco negro expele a matéria é um processo ainda não conhecido. Após iluminarem a galáxia, contudo, os jatos inflam grandes bolhas que emitem radiação no comprimento de ondas de rádio que provavelmente brilham por milhões de anos. Se excitadas por uma frente de onda, essas bolhas podem mesmo acenderem novamente depois de bilhões de anos. A luz de raios-X é mostrada na imagem acima em azul enquanto que as micro ondas são mostradas em laranja. A imagem em detalhe feita com a radiação de ondas de rádio mostra detalhes nunca vistos anteriormente e nem imageados do ano-luz mais interno do jato central.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110531.html

27 de mai de 2011

Galeria de Imagens - Galáxias Anulares

Uma galáxia anular é uma galáxia com uma aparência tipo-anel. Este anel consiste de massivas e relativamente jovens estrelas azuis, extremamente brilhantes. A região central contém matéria relativamente pouco luminosa. Os astrónomos acreditam que as galáxias em forma de anel são formadas quando uma galáxia mais pequena passa pelo centro de outra maior.

Devido às galáxias serem maioritarimente constituídas por espaço vazio, esta "colisão" raramente resulta concretamente em colisões entre estrelas. No entanto, os distúrbios gravitacionais causados por tais eventos podem iniciar uma onda de formação estelar, onda esta que se irá mover pela galáxia maior. O objecto de Hoag, descoberto em 1950 por Art Hoag, é um bom exemplo de uma galáxia de este tipo.
 
Galáxia anular conhecida como Objecto de Hoag. No lado de fora encontra-se um anel dominado por brilhantes estrelas azuis, enquanto que no centro se encontram muito mais avermelhadas e por isso muito mais antigas. Entre as duas estruturas está uma divisão quase completamente escura. Como este objecto se formou, é ainda um mistério. Certas hipóteses incluem uma colisão galáctica há milhares de milhões de anos atrás e interacções gravitacionais perturbativas envolvendo um núcleo de forma irregular. A foto acima foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001. O Objecto de Hoag mede 100,000 anos-luz em diâmetro e situa-se a 600 milhões de anos-luz na constelação de Serpente. Por coincidência, visível na divisão está ainda outra galáxia anular que fica ainda muito mais distante. Crédito: R. Lucas (STScI/AURA), Hubble Heritage Team, NASA


Por acaso, uma colisão de duas galáxias originou uma forma surpreendentemente reconhecível numa escala cósmica. A galáxia Cartwheel faz parte de um grupo de galáxias a aproximadamente 500 milhões de anos-luz de distância na constelação do Escultor. Duas galáxias mais pequenas do grupo são visíveis à esquerda na foto. O anel de Cartwheel é uma imensa estrutura com um diâmetro de 100,000 anos-luz composta por estrelas extremamente brilhantes e massivas. Quando as galáxias colidem, passam uma pela outra -- as suas estrelas individuais raramente entram em contacto. Os campos gravitacionais das galáxias, no entanto, podem sofrer grandes perturbações devido à colisão. De facto, a estrutura anular é o resultado destes distúrbios gravitacionais causados por uma pequena galáxia passando pela maior, comprimindo o gás interestelar e pó, e provocando uma onda de formação estelar. Crédito: S. Lee & D. F. Malin, AAO


Como é que uma galáxia fica com a forma de um anel? A estrutura anular da galáxia mede 150,000 anos-luz em diâmetro e é composta por estrela jovens, extremamente brilhantes e massivas. Esta galáxia, AM 0644-741, sofreu uma grande colisão galáctica. Quando as galáxias colidem, passam uma pela outra. A forma do anel é a consequência dos distúrbios gravitacionais causados pela galáxia instrusa. AM 0644-741 situa-se a 300 milhões de anos-luz de distância.Crédito: Hubble Heritage Team (AURA / STScI), J. Higdon (Cornell) ESA, NASA


NGC 4650A parece uma galáxia 2 em 1. Um tipo raro de galáxia conhecido como Anel Polar, NGC 4650A é composta por um grupo central de estrelas velhas e um anel de estrelas jovens. Ambos os componentes são claramente visíveis nesta imagem do Telescópio Hubble. Ainda se está a investigar o que cria este tipo de galáxias, mas pensa-se que seja devido a uma colisão entre duas galáxias distintas num passado distante. Estas galáxias permitem que os astrónomos estimem a quantidade de matéria escura ao medir o período de rotação do extenso anel. Pensa-que exista um tipo desconhecido de matéria escura, porque o anel regularmente gira depressa demais para se manter constante apenas pelas estrelas visíveis.Crédito: J. Gallagher (UW-M) et al. & the Hubble Heritage Team (AURA/ STScI/ NASA)

Telescópio capta chuva de cristais em estrela em formação

O Telescópio Espacial Spitzer captou uma chuva de cristais de um mineral verde, chamado olivina, caindo sobre a proto-estrela HOPS-68. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Toledo]

Cristais de olivina

Minúsculos cristais de um mineral verde, chamado olivina, estão caindo como chuva sobre uma estrela nascente, de acordo com observações do Telescópio Espacial Spitzer. Esta é a primeira vez que se vê cristais nas nuvens de poeira e gás que colapsam em torno das estrelas em formação. Os astrônomos ainda estão debatendo como os cristais chegaram lá, mas os responsáveis mais prováveis são jatos de gás expelidos pela própria estrela embrionária. "Você precisa de temperaturas tão quentes quanto a lava de um vulcão para fazer estes cristais," afirmou Tom Megeath, da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos. Segundo o pesquisador, o mais provável é que "os cristais foram criados perto da superfície da estrela em formação e, em seguida, ejetados para dentro da nuvem, onde as temperaturas são muito mais frias e, finalmente, caem de volta", na forma de uma chuva de cristais.
Os cristais devem ter sido formados na estrela, ejetados para a nuvem de poeira e gás ao redor, e agora estão novamente caindo na estrela na forma de chuva. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Toledo]
Chuva verde

Os detectores de infravermelho do Spitzer detectaram a chuva de cristal em torno de uma distante estrela embrionária semelhante ao Sol - uma proto-estrela - conhecida como HOPS-68, na constelação de Órion.
Se fosse possível ir até lá para experimentar a chuva de cristais, o que se veria seria um ambiente muito escuro, por causa da nuvem de poeira e gás, pontilhada dos cristais verdes que, ao cair, são iluminados pelas emissões da estrela abaixo. Os cristais estão na forma de forsterita. Eles pertencem à família dos minerais silicatados olivina, e podem ser encontrados em toda parte, em um crisólito semi-precioso, nas areias verdes das praias do Havaí ou em galáxias remotas. As sondas espaciais Stardust e Impacto Profundo detectaram esses cristais em cometas.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Aglomerado de estrelas NGC 2259 é captada em infravermelho pelo WISE

Aglomerado de estrelas NGC 2259 tem entre 300 milhões e 700 milhões
 Aglomerados de estrelas, como as Plêiades são considerados alguns dos mais belos objetos no céu. Nesta imagem obtida pela Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) da NASA, o aglomerado de estrelas NGC 2259 é ofuscada pela poeira e estrelas vizinhas que brilham na luz infravermelha. Aglomerados de estrelas são grupos de estrelas que se mantem juntas pela gravidade. Aglomerados de estrelas maiores, com centenas de milhares ou milhões de estrelas tendem a assumir formatos esféricos e são chamados de aglomerados globulares.

Aglomerados estelares abertos com até alguns milhares de estrelas são de formato mais irregulares. NGC 2259 é um exemplo de um aglomerado aberto onde as estrelas estão ligeiramente desorganizadas. Visto na luz visível através de um telescópio, a NGC 2259 aparece como um punhado de estrelas vagamente agrupado em um grupo irregular. Já na luz infravermelha captada por detectores WISE, o gás nas proximidades e as nuvens de poeira escuras na luz visível, emerge em vista, junto com estrelas cuja luz visível são afetadas por blocos de nuvens.

 Ver mais estrelas, gás e poeira no infravermelho faz o aglomerado de estrelas parecer vivo. No comentário da imagem, NGC 2259 está localizado dentro do círculo branco. Um dos objetos mais proeminentes nesta imagem é a estrela azul brilhante visto do lado esquerdo. Esta estrela é RH 258. Embora pareça ser uma estrela única, é na verdade um sistema binário, ou duplo sistema de estrelas. As duas estrelas são também conhecidas como CCDM J00549 2337 A & B.

 A uma distância de 127 anos-luz, este sistema de estrelas é muito maior do que o aglomerado de estrelas NGC 2259, que está a cerca de 12.000 anos-luz da Terra. O aglomerado de estrelas NGC 2259 tem centenas de milhões de anos, entre 300 milhões e 700 milhões. Embora isso pareça muito tempo, é muito mais jovem que a idade do nosso Sol, que tem 5,5 bilhões de anos de idade. No entanto, a NGC 2259 é muito mais antiga do que a objetos de cor visto nesta imagem, estrelas vermelhas muito jovens que normalmente tem apenas alguns milhões de anos.

Em plena atividade e espalhados ao redor da imagem, essas estrelas jovens estão se formando dentro das nuvens de gás e poeira. As cores usadas na imagem representam determinados comprimentos de onda da luz infravermelha. Azul e turquesa representam 3,4 e 4,6 mícrons de luz, principalmente emitida por estrelas quentes. Verde e vermelho representam 12 - e 22 microondas, principalmente a luz emitida da poeira quente.
Fonte: Astrofísicos

A fábrica de supernovas

Logo aqui ao lado, a uns 7.500 anos-luz de distância, uma verdadeira fábrica de supernovas está em pleno funcionamento. Mais ainda, ela mostra sinais de que está aumentando sua produção!  Trata-se da Nebulosa da Carina, uma região de formação de estrelas com muita massa, localizada no braço de Sagitário-Carina da nossa Galáxia. Essa região é um dos alvos favoritos dos astrônomos, sendo observada por meio de raios-X e até ondas de rádio. Estrelas com muita massa são abundantes nesta parte da Via Láctea, concentradas em aglomerados jovens, iniciando suas curtas vidas.

A Nebulosa de Carina abriga também uma personagem ilustre: Eta Carinae. Essa hóspede é na verdade um sistema duplo de estrelas com pelo menos 70 massas solares cada. De cinco em cinco anos, as duas estrelas se aproximam tanto que a interação entre elas provoca um verdadeiro “apagão” em algumas linhas do espectro. Como esse tipo de estrela tem um tempo de vida muito curto, da ordem de 5 milhões de anos, elas rapidamente queimam seu hidrogênio em elementos químicos mais pesados e logo explodem como supernovas. Com tanta “mãe” dando origem a supernovas, a Nebulosa de Carina se tornou um excelente laboratório para estudos sobre como as estrelas com muita massa se transformam em supernovas.

A própria Eta Carinae está prestes a explodir. Seria um caso de hipernova, uma explosão muito poderosa. Alguns colegas afirmam que ela será o exemplo local das explosões de raios gama que se observa no Universo, mas a distâncias gigantescas. Esses mesmos colegas garantem que estamos todos a salvo e que será apenas um grande espetáculo nos céus. Voltando à Nebulosa de Carina, uma campanha observacional intensa usando o telescópio espacial Chandra fez um levantamento detalhado da emissão de raios-X desta região. Observando a área por quase 2 semanas em 22 apontamentos diferentes, a equipe envolvida conseguiu fazer um balanço entre a emissão proveniente de 14 mil estrelas e a emissão proveniente de nuvens de gás aquecido.

A própria existência dessas nuvens aquecidas já era um indício de que a fábrica de supernovas está funcionando. No aglomerado Tr15, um dos 10 aglomerados da nebulosa, estrelas com 20 a 40 vezes a massa do Sol já não existem mais. Quanto mais massa, menor o tempo de vida. Todas elas explodiram como supernova nos últimos milhões de anos. Outro achado importante foi a detecção de seis estrelas de nêutrons, produto final das explosões das estrelas com muita massa. Estrelas de nêutrons em nebulosas como essa são raras de se encontrar. Essa pequena amostra revela não apenas como a fábrica de supernovas está ativa, como também está aumentando a produção!
Créditos: Cássio Leandro Dal Ri Barbosa

Interior da Lua já teve tanta água quanto camada abaixo da crosta terrestre

Pesquisadores americanos descobriram em amostras de magma lunar cem vezes mais água em comparação a estudo anterior
Estudo revelou que interior da Lua é muito parecido com o da Terra, tornando antigas teorias mais obscuras.Foto: Nasa/ cortesia de Fernando Echeverria
Uma análise dos sedimentos trazidos de volta à Terra pelos astronautas da missão à Lua com a nave Apollo 17, na década de 70, mostrou que o interior do satélite terrestre pode ter muito mais água do que se imaginava anteriormente. A análise dos cientistas americanos, publicados na revista Science, examinou material vulcânico incrustrado em pequenos fragmentos de vidro. Esta análise encontrou cem vezes mais água nos fragmentos em comparação a medidas anteriores e sugere que a Lua já conteve um volume de água comparável ao Mar do Caribe. A teoria predominante afirma que a maior parte da água vista na superfície da Lua chegou ao satélite pelos impactos de cometas cobertos de gelo ou de meteoritos com água. Mas, esta recente pesquisa está ajudando a esclarecer qual a quantidade de água que pode estar no interior da Lua e também dá pistas sobre como e a partir do que esta água se formou. A descoberta dos cientistas do Instituto Carnegie Para Ciência, nos Estados Unidos, também gera dúvidas em relação a alguns aspectos da teoria que explica a formação da Lua.

Pesquisa anterior
Em 2008, uma equipe de pesquisadores do Instituto Carnegie e da Universidade Brown and Case Western, nos Estados Unidos, analisaram água encontrada em amostras de magma lunar, que as missões Apollo trouxeram de volta à Terra. Em um artigo na revista Nature, eles escreveram que as amostras continham dez vezes mais água do que eles esperavam. Mas, o magma que eles estudaram tinha se formado em eventos vulcânicos parecidos com os que ocorrem em alguns lugares da Terra, como o Havaí, por isso, a maior parte da água destas amostras pode ter sido fervida durante o evento. Agora, a mesma equipe descobriu várias "cápsulas do tempo" geológicas entre os fragmentos. "O que fizemos agora foi encontrar amostras de magma que estão presentes como 'inclusões', que estão presas dentro de cristais sólidos chamados olivina", explicou Erik Hauri, um geoquímico do Instituto Carnegie e autor da nova pesquisa.  "Devido ao fato de o magma estar preso dentro de um cristal, durante uma erupção não pode perder sua água, então estas inclusões derretidas preservam o conteúdo original de água do magma", disse Hauri à BBC. A equipe descobriu que estes medalhões de magma lunar continuam cerca de cem vezes mais água do que as amostras anteriores, o que significa que o interior lunar já teve tanta água como a camada da Terra que fica logo abaixo da crosta.

Fotografia optica da amostra do magma contido em pequenos cristais.Foto: Thomas Weinreinch/ Brown University

Formação da Lua
Assim como a pesquisa de 2008, este novo estudo aumenta ainda mais a confusão em relação às teorias sobre a formação da Lua. Acredita-se que um objeto do tamanho de Marte tenha atingido a Terra durante sua formação. Com o impacto, um disco de material fragmentado e derretido se separou da Terra e, com o tempo se aglutinou e formou a Lua. Mas, nesta hipótese, as temperaturas extremas geradas pelo impacto teriam simplesmente fervido a água e a Lua deveria ter começado sua vida como um corpo celeste relativamente seco. Existem provas para dar apoio a este teoria, em termos de modelos de computadores para formações planetárias e também em termos de quantidades comparadas de vários elementos encontrados na Terra e na Lua. Mas, segundo Erik Hauri, algo nesta teoria não está certo.  "Estas coisas não são consistentes com a quantidade de água que encontramos."   "Acho que, em sua forma muito básica, a ideia (da teoria do impacto) provavelmente ainda está certa, mas há algo fundamental a respeito da física do processo que não compreendemos", afirmou o cientista. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Maratona Messier

Créditos e direitos autorais : Babak Tafreshi (TWAN)
 Nesta cena de ação, luzes vermelhas de visão noturna, ponteiros de laser verde, tripés e telescópios em leve silhueta cercam intrépidos observadores do céu embarcados na 10a Maratona Messier realizada anualmente no Ira. Para completar a maratona, é necessário observar todos os 110 objetos do catálogo de Charles Messier, o astrônomo francês do século XVIII, em uma gloriosa jornada observacional do anoitecer ao amanhecer. Pode parecer intimidante, mas muitas vezes há fins-de-semana favoráveis para maratonistas do hemisfério norte completarem a tarefa, coincidindo com noites quase sem lua, próximas ao equinócio de primavera. Com a Via Láctea no fundo, este grupo de cerca de 150 entusiastas da astronomia conduziu a maratona de 2011 numa noite como essa em abril, na área desértica de Seh Qaleh, no leste do Irã. Ao colocar seu cursor sobre a imagem, aparecerá um mapa do formidável céu noturno acima do local de observação remoto e muito escuro. Siga o laser verde na direção dos objetos do catálogo Messier (por exemplo, M8) próximos do centro galáctico. O astrônomo e ex-organizador da Maratona Messier Babak Tafreshi também compôs Sky Gazers, um filme acelerado sobre o evento deste ano.  

26 de mai de 2011

Planeta-X: afinal, o que é e onde se encontra esse planeta?

Recentemente, a possibilidade da existência de mais um planeta no Sistema Solar fez o termo "Planeta-x" voltar à moda e diversos blogs passaram a especular que o hipotético objeto seria na verdade o Planeta-X, sempre lembrado e temido, mas nunca comprovado.

Planeta Netuno registrado pela câmera de ângulo estreito da nave Voyager 2, entre 16 e 17 de agosto de 1989. O termo "planeta-x" foi empregado pela primeira vez quando o astrônomo John Adams percebeu um estranho comportamento na órbita de Urano. Essa anomalia levou à descoberta de Netuno em 1846. Crédito: Nasa.

Para os que ainda não sabem, o Planeta-X não existe. Esse é um termo utilizado informalmente sempre que se especula sobre a possibilidade de um novo objeto no Sistema Solar. Não se trata de um planeta, mas de uma expressão popular.  O termo "planeta-X" foi usado pela primeira vez no século 19, quando o astrônomo John Adams percebeu um estranho comportamento na órbita de Urano e que estaria sendo causado pela interferência gravitacional de algum outro corpo celeste. Essas perturbações levaram à descoberta de Netuno em 1846 por Adams e pelo francês Urbain Le Verrier.  Mais tarde, o termo voltou à tona depois que Le Verrier percebeu que havia mais alguma coisa que interferia nas órbitas, tanto de Urano como de Netuno e atribuiu essa alteração à presença de outro objeto desconhecido, o planeta-x. 

No começo do século 20, os astrônomos Percival Lowell e Willian Pickering chegaram a propor a possibilidade da existência de sete planetas que pudessem influenciar nas órbitas de Urano e Netuno. Os planetas foram denominados como O, P, Q, R, S, T e U. Com exceção de "P", todos os outros foram descartados e Lowell passou a chamá-lo, naturalmente, de "planeta-X". O público adorou o termo, que ficou mundialmente conhecido.  Lowell devotou grande parte de seu tempo na busca do planeta-x até que em 1930 conseguiu descobri-lo, batizando o de Plutão.  A partir de 1977, novas descobertas foram feitas na região da órbita de Plutão e dezenas de outros objetos foram ali encontrados, entre eles o planeta-anão Éris, que antes de ser batizado também recebeu a denominação "planeta-x". 

Lotada de corpos gelados, a região onde Plutão se encontra é chamada de Cinturão Kuiper e alguns pesquisadores acreditam que ali possa existir um objeto ainda maior que o planeta-anão Éris, cujo tamanho possa ser similar a Mercúrio ou Marte. Alguns modelos matemáticos sugerem que a existência desse objeto poderia explicar algumas características bem incomuns observadas no Cinturão. Esse objeto também é chamado de planeta-x.  Como você pode ver, o termo planeta-x é dado informalmente a qualquer planeta ou asteroide hipotético e não se refere a um objeto em particular.  Agora que você já sabe um pouco mais sobre o "planeta-x", explique aos seus colegas. Aprendendo, eles não passarão vergonha quando discutirem o assunto em uma roda de amigos.

Universo é duas vezes mais brilhante do que se imaginava

Um grupo internacional de astrônomos descobriu que a poeira estelar obscurece metade da luz emitida atualmente no Universo, impedindo que ela chegue até nós.

Metade da história

"Por quase duas décadas nós nos perguntamos se a luz que nós vemos das galáxias distantes conta a história toda ou não. Ela não conta; de fato, somente metade da energia produzida pelas estrelas alcança nossos telescópios diretamente, o resto é bloqueado por grãos de poeira," diz o Dr. Simon Driver, coordenador da pesquisa. Os cientistas já sabem da existência da poeira interestelar há muito tempo, mas ninguém havia calculado sua interferência na luz que chega até nós.

Poeira interestelar

A poeira interestelar absorve a luz das estrelas, emitindo uma espécie de brilho em diversos comprimentos de onda. Medindo esse brilho, os cientistas perceberam que havia uma falha nos modelos atuais de explicação da energia gerada pelo Universo porque a energia reemitida pela poeira interestelar era maior do que a energia total que esses modelos afirmavam ser gerada por todas as estrelas. Utilizando um catálogo de 10.000 galáxias espirais, os pesquisadores criaram um novo modelo de distribuição da poeira interestelar nas galáxias. A imagem mostra um exemplo de "galáxia empoeirada" - um tipo de galáxia com uma quantidade especialmente alta de poeira inibindo que toda a sua luz chegue até nós. O Universo está atualmente emitindo energia, via fusão nuclear, que ocorre no centro das estrelas, a uma taxa de 5 quadrilhões de Watts por ano-luz cúbico.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

As Lavas Coloridas da Lua – Uma Questão de Sensibilidade às Cores

Como seria se os nossos olhos fossem mais sensíveis a cores mais apagadas? Quando nós observássemos a Lua, poderíamos ver claramente as diferenças relativas ao conteúdo de titânio nas lavas dos mares da Lua e nós poderíamos investigar as manchas azuis e brancas nas terras montanhosas como a próxima Abulfeda. E imagine como Saturno e Júpiter apareceriam para os nossos olhos. Talvez devêssemos avançar em pesquisas médicas para entender como melhorar nossa visão colorida, o único problema seria que as cenas ordinárias que observamos a todo o momento na Terra apareceriam com cores berrantes insuportáveis.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=12279
https://lpod.wikispaces.com/

Telescópio espacial observa novo planeta no sistema Kepler-10

Cientistas falaram sobre algumas das últimas descobertas em encontro da Sociedade Astronômica Americana
A equipe que monitora o telescópio espacial Kepler disse que encontrou um planeta rochoso no sistema estelar Kepler-10. Chamado de Kepler-10c, ele é maior que o Kepler-10b, anunciado em janeiro deste ano. Ele foi primeiro identificado pelo Kepler e depois validado por meio de uma combinação de técnica de simulação de computador, conhecida como Blender, e pelo telescópio espacial Spitzer da Nasa. Os planetas do sistema Kepler são muito pequenos e estão muito distantes para serem observados por telescópios terrestres.

 Este é apenas um dos vários planetas detectados pelo Kepler. De acordo com informações da Nasa, o telescópio espacial já encontrou 1.200 corpos celestes candidatos à planeta em quatro meses. Destes, 408 residem em sistemas com dois ou mais planetas e a maioria tem características diferentes das encontras no nosso sistema solar. "Nós não esperávamos encontrar tantos sistemas múltiplos. Pensamos que iríamos ver dois ou três. Ao invés disto, achamos mais de 100", disse o astrônomo David Latham, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. Os dados foram divulgados durante o 218º encontro da Sociedade Astronômica Americana.

A maioria dos planetas é menor do que Netuno e estão em sistemas mais planos do que o solar. Sistemas com vários planetas oferecem uma oportunidade para confirmar a densidade de pequenos planetas rochosos. Quanto mais massa tem o planeta, mais fácil ele é detectado por meio de medições de velocidade radial. O Kepler continua em busca de novos planetas, com especial atenção da equipe de cientistas para aqueles que possam ter água em estado líquido e uma temperatura que possa ser propícia à vida.

Idade das estrelas
O astrônomo Soren Meibom também participou do encontro da Sociedade Astronômica Americana e falou sobre o estudo de um novo método para determinar a idade das estrelas.  "A rotação da estrela diminui com o tempo, como um peão numa mesa, e isso pode ser usado como um relógio para determinar sua idade", disse Meibom, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. Saber a idade das estrelas é importante principalmente para aqueles que se dedicam a identificar novos planetas.

Com os dados do satélite espacial Kepler da Nasa e de descobertas anteriores, os astrônomos já encontram mais de 2 mil planetas que orbitam estrelas distantes. Eles querem usar estes dados para entender como os sistemas planetários se formam e desenvolvem e a razão delas serem tão diferentes entre si.  "Nós precisamos saber as idades das estrelas e de seus planetas para avaliar se a vida alienígena pôde se desenvolver nestes planetas distantes", disse Meibom.

"Quanto mais velho o planeta, mais tempo a vida teve para ser iniciada. Como as estrelas e os planetas se formam ao mesmo tempo, se soubermos a idade da estrela, saberemos a idade do planeta também".  Para chegar a este dado, o astrônomo explicou que saber a idade de uma estrela fica mais fácil se você tem um grupo de centenas delas.

Já se sabe que se eles observam as cores e o brilho de estrelas nestes aglomerados, o padrão encontrado pode ser usado para determinar a idade do grupo. E foi por aí que os pesquisadores começaram. Mensurando a rotação das estrelas de diferentes idades de um determinado aglomerado, eles puderam observar a relação entre o movimento e a idade. Então, por consequência, eles puderam mensurar o giro de uma estrela isolada e calcular sua idade.
Fonte: ESTADÃO

E se o sol tivesse a metade de seu tamanho?

Em poucas palavras, a vida não existiria – pelo menos não do jeito como a conhecemos.
A temperatura, a cor e o diâmetro do sol são determinados pela sua massa. Estrelas maiores são mais quentes e mais azuis do que o nosso sol branco-amarelado, enquanto estrelas menores são mais frias e vermelhas.  As estrelas anãs vermelhas – o que o sol seria nessa situação hipotética – proporcionam uma estreita “zona habitável” (área ao redor da estrela na qual a água líquida pode fluir na superfície de um planeta). A Terra está na zona habitável do nosso sol, por exemplo, enquanto Vênus está muito próximo e Marte se localiza bem na borda exterior da zona. No caso do tamanho do sol se reduzir pela metade, a zona habitável mudaria para mais perto da estrela. Isso significa que, se a órbita terrestre permanecesse à mesma distância, a nossa água congelaria. Por outro lado, o planeta Mercúrio, cerca de dois terços mais perto do sol do que a Terra, estaria no lugar certo para abrigar vida. Existe uma discussão sobre quão habitáveis as zonas produzidas por estrelas anãs vermelhas podem ser. Astros menores produzem explosões de radiação frequentes, o que poderia bombardear os planetas próximos a eles. Esses mundos poderiam também se tornar “presos” ao sol – como a nossa Lua é à Terra, por exemplo – e apresentar, consequentemente, um hemisfério eternamente quente e outro permanentemente escuro. Mas se de alguma forma a vida conseguisse se manter, as plantas, por exemplo, “provavelmente seriam pretas aos nossos olhos, absorvendo o máximo de luz possível de sua estrela vermelha para conseguir realizar a fotossíntese”, explica Comins Neil, professor de física na Universidade de Maine, Estados Unidos. A maioria das plantas terrestres refletem luz e, assim, renunciam a uma parcela significativa de luz.
Fonte: http://hypescience.com/

Explosão de raios gama a 13,04 bilhões de anos-luz é nova candidata a objeto mais distante de todo o universo

Gigantesca explosão de raios gama ocorreu a 13,04 bi de anos-luz da Terra
A explosão de raios gama detectada pelo satélite Swift, da NASA, em abril de 2009, foi recentemente revelada como candidata ao objeto mais distante do universo. Com distância estimada de 13,14 bilhões de anos-luz, a explosão está além de qualquer quasar conhecido e pode ser mais distante do que qualquer galáxia previamente conhecida ou explosão de raios gama. O estudo da distância da explosão, conhecida como GRB 090429B, será publicado no periódico científico Astrophysical Journal. 

A gigantesca erupção de raios gama foi formado a partir de uma explosão estelar quando o universo tinha menos que 4% de sua idade atual – apenas 520 milhões de anos – e menos de 10% do tamanho atual.  "A galáxia que comportava a estrela que originou GRB 090429B era realmente uma das primeiras galáxias do Universo", disse Derek Fox, professor de astronomia e astrofísica da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo. 

“Além do recorde de distância, GRB 090429B demonstra como explosões de raios-gama podem ser usadas para revelar a localização de estrelas massivas nos primórdios do universo e também para acompanhar os processos de galáxias antigas e formação de estrelas que resultaram em um universo tão rico como o que temos hoje”, disse.  Cerca de duas explosões de raios gama - as mais brilhantes explosões conhecidas – são observadas todos os dias. Por causa de seu brilho, elas podem ser detectadas pelos satélites mesmo que ocorram a distâncias de bilhões de anos-luz. Embora as explosões durem minutos, a dissipação da luz permanece observável durante muito mais tempo, o que permite que astrônomos meçam a distância da explosão. No caso da GRB 090423, a distância foi calculada em 13,04 bilhões de anos-luz da Terra.

“Este recorde foi superado pela descoberta de galáxias em 2010 e 2011 que empurraram a fronteira cósmica para 13,07 bilhões de anos-luz da Terra, e possivelmente ainda mais. Nossa estimativa de distância para a GRB 090423 faz dela uma versão de ‘revanche das explosões’”, disse Antonino Cucchiara, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e um dos autores do estudo. "Uma explosão de raios gama está mais uma vez, disputando o título de objeto mais distante no cosmos - para além da quasares e galáxias previamente considerados os mais distantes”.
Fonte: Astrofisícos - http://www.astrofisicos.com.br/estrelas/astronomos-agora-real-candidato-ser-objeto-mais-distante-universo/index.htm

Nasa anuncia missão que coletará dados de asteroide

Agência lançará nave com braço robótico em 2016 para colher dados do asteroide 1999 RQ36
SÃO PAULO - A agência Espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta quarta-feira, 25, uma nova missão que será lançada em 2016. Denominada Origins-Spectral Interpretation-Resource Identification-Security-Regolith Explorer, ou OSIRIS-REx ( na sigla em inglês), o novo projeto enviará uma nave com um braço robótico para coletar dados do asteroide 1999 RQ36.
Imagem conceitual do projeto OSIRIS-REx NASA/Goddard/University of Arizona
De acordo com a Nasa, estas amostras poderão ajudar a explicar a formação do nosso sistema solar e como a vida começou. Esta será a primeira missão americana que trará para a Terra amostras retiradas de um asteroide.  "Este é um passo crítico em direção aos compromissos delineados pelo presidente Obama para estender nosso alcance para além da órbita da Terra e explorar o espaço", disse o administrador da Nasa Charlie Bolden. A missão OSIRIS-REx foi escolhida entre três opções de possíveis projetos dos Estados Unidos. Os outros dois diziam respeito à exploração do lado distante da Lua e da exploração da superfície de Vênus.  Após viajar quatro anos, o OSIRIS-REx irá se aproximar do asteroide, em 2020. Quando estiver próximo o suficiente, a nave irá mapear a superfície por cerca de seis meses. Então, uma equipe de cientistas escolherão um local do asteroide de onde serão retiradas amostras, que retornarão para a Terra em 2023. O orçamento do projeto, sem contar o custo da nave, é de aproximadamente US$ 800 milhões. De acordo com cientistas da Nasa, o asteroide é como uma imagem instantânea da "infância" do nosso sistema solar. Ele também é rico em carbono, um elemento essencial nas moléculas orgânicas necessárias para a vida. Moléculas orgânicas já foram encontradas em meteoritos e amostras de cometas, indicando que alguns elementos da vida podem ser criadas no espaço. Os cientistas querem saber se este asteroide também apresenta o elemento.  "Este asteroide é uma cápsula do tempo da época do nascimento do nosso sistema solar e inaugura uma nova era de exploração planetária", disse Jim Green, diretor da Divisão Planetária Científica de Washington. "O conhecimento desta missão também nos ajudará a desenvolver métodos para melhor localizar as órbitas dos asteroides".  A missão também terá outro objetivo. A partir do OSIRIS-REx, a Nasa poderá mensurar o efeito Yarkovsky pela primeira vez. Este é o nome do efeito que faz com que um asteroide seja empurrado pelo Sol quando absorve a luz solar e reemite esta energia em forma de calor.

Formação rápida de Marte levou ao seu pequeno tamanho, diz estudo

Estudando meteoritos, cientistas estimaram que o planeta vermelho adquiriu sua massa a grande velocidade, alcançando a metade de seu tamanho em apenas 1,8 milhão de anos
Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista científica Nature oferece elementos para esclarecer a origem geológica de Marte e sua posterior evolução, e também o motivo de seu pequeno tamanho - quase metade que o da Terra. O estudo, chefiado por Nicolas Dauphas, da Universidade de Chicago, e Ali Pourmand, da Universidade de Miami, afirma que o planeta vermelho adquiriu sua massa em um período de tempo muito curto, a partir de corpos menores - entre 10 e 100 quilômetros de diâmetro - que se encontravam no disco protoplanetário solar. A partir de dados isotópicos do háfnio, tungstênio e tório encontrados em meteoritos marcianos, Dauphas e Pourmand estimam que o planeta vermelho adquiriu sua massa a grande velocidade, alcançando a metade de seu tamanho em apenas 1,8 milhão de anos. Segundo suas conclusões, Marte se desenvolveu entre 2 milhões e 4 milhões de anos depois do nascimento de nosso Sistema Solar, muito mais rápido que a Terra, que demorou entre 50 milhões e 100 milhões de anos para alcançar seu tamanho máximo. Os planetas terrestres, ao contrário dos gigantes gasosos, têm superfície sólida e se formaram a partir das colisões de grandes "embriões planetários" que possuíam diâmetros entre 1 mil e 5 mil quilômetros. Apesar de os atuais modelos que reproduzem a formação dos planetas rochosos poderem explicar a massa e a dinâmica de corpos como Terra e Vênus, estes não esclarecem o pequeno tamanho de Marte. Uma das hipóteses é de que o planeta vermelho era um desses embriões que, após escapar das colisões com outros corpos maiores, acumulou sua massa a partir de outros corpos pequenos. Para confirmar essa hipótese, é necessário determinar com exatidão o tempo que Marte levou para alcançar sua atual massa, uma medida que até agora produziu resultados contraditórios. O estudo de Dauphas e Pourmand, que afirma que o planeta vermelho acumulou sua massa a grande velocidade, aprova a teoria "embrionária" de sua formação. A pesquisa indica também que Marte se formou antes que se dissipasse a nuvem gasosa de hidrogênio, hélio e pó que deu origem ao Sistema Solar, num momento em que os planetesimais (objetos sólidos nos discos protoplanetários com cerca de 100 quilômetros de diâmetro) estavam ainda em formação.

A Sonata da Supernova

Créditos e direitos autorais : Alex H. Parker (Univ. Victoria), Melissa L. Graham (Univ. California, Santa Barbara / LCOGT) Foto do título: Remanescente da Supernova de Kepler - Chandra (Raios-X) / HST (Óptico) / Spitzer (Infravermelho)
Para criar uma sonata de uma supernova, primeiro você precisa encontrar uma supernova. Para fazer isso, os compositores Alex Parker e Melilssa Graham confiaram nos dados do Legacy Survey do Canada France Hawaii Telescope (CHHT) de quatro campos profundos do céu, campos esses monitorados de Abril de 2003 até Agosto de 2006, identificando 241 supernovas do tipo Ia. Encantando os cosmologistas as supernovas do tipo Ia são explosões termonucleares que destroem estrelas do tipo anã branca. Então, os compositores deram a cada supernova uma nota musical e o volume da nota foi determinado pela distância da supernova. Quanto mais distante e apagada a supernova era atribuída a ela uma nota mais baixa. Cada altura da nota foi baseada no fator de estiramento medido a partir de quão rápido o brilho e o apagamento da supernova ocorre ao longo do tempo com relação a um tempo padrão adotado. Quanto maior o fator de estiramento notas mais altas são tocadas de acordo com a escala dominante ilustrada Phrygian. Claro, cada nota de supernova é tocada por um instrumento. As supernovas em galáxias massivas foram tocadas por baixos, enquanto supernovas em galáxias menos massivas foram tocadas por piano. No vídeo abaixo você pode conferir a base de dados do CFHT Legacy Survey enquanto acompanha a Sonata da Supernova.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110526.html

25 de mai de 2011

Cometa Hale-Bopp

Crédito: European Southern Observatory (ESO).
O cometa Hale-Bopp enriqueceu as nossas noites quando passou pelo sistema solar interior em 1997. Observável a olho nu, era a imagem de um cometa clássico, com uma cabeça brilhante e uma extensa cauda. Depois, seguiu o seu trajecto afastando-se do Sol, e em Março de 2001 encontrava-se a meio caminho entre as órbitas de Saturno e Úrano. Devido à elevada inclinação da sua órbita, podia ser visto a sul da Grande Nuvem de Magalhães, na constelação do Dourado. Esta imagem, obtida em Março de 2001, mostra que o famoso cometa ainda se encontrava activo apesar de se situar a 2 mil milhões de quilómetros do Sol. Repare-se na enorme coma que ainda possui, e no jacto encurvado na coma, formado por poeira e gás a escapar-se do núcleo. A extensão total do cometa é ainda de pelo menos 2 milhões de quilómetros. Esta imagem é uma composição de exposições obtidas em 3 noites diferentes. Devido ao movimento do cometa durante esse tempo, aparecem várias imagens de cada estrela na composição final.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=3156

Estudante de 22 anos descobre “massa perdida” do universo

Jasmina Lazendic-Galloway, Amelia Fraser-McKelvie e Kevin Pimbblet. Crédito: Universidade de Monash
Uma estudante de apenas 22 anos identificou o que tem sido descrito como “a massa perdida” do universo procurada há décadas por astrofísicos. A descoberta é um avanço no campo da astrofísica. O artigo da pesquisa foi publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society recentemente. Amelia Fraser-McKelvie é estudante de graduação em Ciência e Engenharia Aeroespacial e estava trabalhando durante suas férias com dois astrofísicos na Faculdade de Física da Universidade de Monash na Austrália, Kevin Pimbblet e Jasmina Lazendic-Galloway, quando identificou a massa perdida. Pimbblet argumenta que, do ponto de vista teórico, deveria haver o dobro da quantidade de matéria na região observada do universo, comparada com aquela identificada. Previa-se que a maioria da massa perdida deveria estar localizada em estruturas cósmicas de grande escala chamadas filamentos – parecidos com cadarços de sapatos. Os astrofísicos também previam que a massa deveria ser de baixa densidade, mas estar em alta temperatura – cerca de um milhão de graus Celsius. Isto significa que, em teoria, a matéria poderia ser observada em comprimentos de ondas de raios-X. A descoberta de Fraser-McKelvie provou a previsão. As observações em raios-X fornecem informações sobre as propriedades de enormes estruturas, as quais podem ajudar astrofísicos a entender melhor suas verdadeiras naturezas. Até o momento, eles contavam com deduções baseadas apenas em modelos numéricos. A descoberta propicia um enorme passo para determinar qual quantidade de massa está contida dentro dos filamentos realmente.
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