29 de jul de 2011

Universo Oscilante

Há várias teorias sobre a formação e o crescimento do Universo. Uma delas é a do universo oscilante, segundo a qual o Universo teria nascido de uma espécie de ovo cósmico originário, há bilhões de anos. Ou seja, havia uma determinada quantidade de matéria universal concentrada em um espaço único, constituindo uma massa atômica primitiva. Em um dado momento este ovo teria passado por uma explosão incalculável, nunca antes vivenciada no Cosmos, e assim foi criado o Universo da forma como ele é conhecido – evento denominado ‘Big Bang’. Várias pesquisas apontam que o Universo, com a passagem do tempo, tende a se estreitar, portanto sua velocidade de expansão diminui cada vez mais, devido à atração gravitacional. Um dia o Cosmos encolherá de tal forma que ele entrará em colapso, fenômeno conhecido nos meios científicos como ‘Big Crunch’. Esta teoria pressupõe a existência de ciclos, os quais configuram o que se chama de Universo Oscilante. Ela foi proposta pelo físico Richard Tolman, que acreditava nas várias oscilações universais, as quais vão de tempos em tempos do ‘Big Bang’ ao ‘Big Crunch’, passando pelo inevitável colapso, o grande rebote. Outro pesquisador, George Gamow, referia-se a este evento como a grande explosão. Os restos desta convulsão cósmica converteram-se em estrelas e galáxias, e atualmente verifica-se que o Universo ainda se encontra em estágio de expansão. Mas, se for possível olhar para o passado e comparar este crescimento ao que hoje ocorre, será visível a diferença de velocidade deste desenvolvimento. Antes se verificava no espaço sideral um agrupamento mais veloz das galáxias, pois a gravidade exercia uma força de atração bem maior. Hoje este impulso está mais enfraquecido, e tende a tornar-se ainda menor no futuro. A dilatação do Cosmos é, assim, cada vez mais morosa. Segundo esta teoria, o Universo encolherá gradualmente e, um dia, irá se contrair a ponto de novamente constituir um ovo cósmico, até que ele mais uma vez se desintegre e constitua um novo ‘Big Bang’, o que ocorre mais ou menos a cada 80 bilhões de anos. A crença nesta proposição científica pressupõe que se acredite em um Universo fechado, hipótese contestada por muitos cosmólogos. A teoria do Universo Oscilante foi a princípio desenvolvida na forma de equações por Alexander Friedmann, em 1922. Logo depois ela foi ampliada por Richard Tolman, em 1934. Há várias controvérsias entre os próprios pesquisadores; alguns crêem em uma infinita oscilação, baseada na existência, portanto, de vários ciclos, enquanto outros acreditam que há apenas um estágio cósmico. Nenhum destes cientistas, porém, sabe explicar de onde veio o ovo primordial, como ele foi constituído nem durante quanto tempo ele foi preservado. Mas esta visão cíclica do universo, embora muito polêmica, ainda subsiste nos dias atuais, entre estudiosos que defendem a eterna existência do Cosmos, em estágios de nascimento e renascimento.
Fonte: http://www.infoescola.com/cosmologia

Camadas de Rocha na Cratera Gale em Marte

Essa imagem oblíqua do monte baixo na Cratera Gale, em Marte, mostra camadas de rocha s que preservam um registro dos ambientes experimentados pelo planeta Marte. Aqui instrumentos a bordo de sondas orbitais do planeta detectaram assinatura tanto de minerais de argila como sais sulfatos com mais minerais de argila aparentes em primeiro plano dessa imagem e poucos em camadas mais superiores. Essa mudança na mineralogia pode refletir uma mudança nos antigos ambientes da cratera Gale. Os cientistas que estudam o planeta Marte possuem algumas hipóteses muito sérias sobre como esses minerais podem refletir as mudanças na quantidade de água que existiu na superfície de Marte. A sonda Mars Science Laboratory Curiosity, usará o seu conjunto completo de instrumentos para estudar esses minerais fornecendo ideias sobre os antigos ambientes de Marte. Essas rochas também são o alvo principal na pesquisa por moléculas orgânicas desde que se pode imaginar que nesse passado molhado essas regiões podem ter desenvolvido a vida, na forma de microrganismos. Os cientistas estudarão como as moléculas orgânicas, se presente, se alteraram com as variações mineralógicas nas camadas para entender como elas se formaram e o que influenciou a preservação delas. As pequenas colinas nessa imagem podem fornecer pistas sobre o ciclo moderno da água em Marte. Elas contém sais de sulfatos que tiveram água no passado, e à medida que a temperatura tornou-se mais alta no verão uma parte dessa água pode ter sido lançada na atmosfera. À medida que a temperatura diminuiu, esses minerais podem ter absorvido água da atmosfera. A equipe da Mars Science Laboratory irá investigar como a água está sendo trocada entre os minerais e a atmosfera, ajudando a todos nós entendermos melhor sobre o clima moderno do planeta Marte. As colinas são particularmente úteis para esse tipo de investigação pois diferentes partes das colinas se expuseram a diferentes quantidades de radiação solar, ou seja, a diferentes temperaturas. A Curiosity será capaz de comparar a água nessas áreas contrastantes como parte de sua investigação. Essa perspectiva tridimensional foi criada usando imagens feitas com a luz visível com a câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) que viaja a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter e pela High Resolution Stereo Camera a bordo da sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia. A informação tridimensional foi derivada de análises estereográficas de pares de imagens. A dimensão vertical tem um exagero. A informação de cores é derivada das porções coloridas da cena registradas pela câmera High Resolution Imaging Science Experiment. A sonda Mars Science Laboratory está sendo preparado para ser lançada em 25 de Novembro de 2011. O objetivo primário da missão de um ano em Marte, aproximadamente dois anos Terra, após pousar, os pesquisadores usarão as ferramentas da sonda para estudar se a região de pouso teve as condições ambientais favoráveis para suportar a vida microbial e preservar pistas sobre se essa vida existiu.
Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech / University of Arizona

Meteorito gigante é encontrado na China

Uma enorme rocha espacial – que pode ser um dos maiores meteoritos já noticiados – foi encontrada em uma região remota e montanhosa no noroeste da China. A gigante rocha foi encontrada a 2,9 mil metros em uma montanha da província chinesa de Xinjiang Uygur. Uma pequena equipe especializada em meteoritos já iniciou investigações no local. O meteorito é de ferro, e pode ser o segundo maior existente do tipo. Ele tem cerca de 2,3 metros de comprimento e metade da medida de largura. A massa pode variar entre 25 a 30 toneladas, podendo superar a massa do maior meteorito encontrado na China até então, um de 28 toneladas que foi descoberto na mesma região em 1898. A equipe de pesquisadores descobriu nomes riscados na superfície da rocha, indicando que pessoas da área já estavam cientes da presença da pedra inusitada. Os riscos expõem a composição de ferro e níquel existentes. A rocha vem de fora do sistema solar, e se for confirmada como um meteorito, terá um valor ainda maior para a comunidade científica. Isso porque a maioria dos meteoritos se formaram há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, junto com a formação do sistema solar. O maior meteorito conhecido até hoje tem cerca de 60 toneladas e foi encontrado na Namíbia. Outros grandes espécimes incluem um pedaço de rocha de 37 toneladas na argentina e um de 30 toneladas na Groelândia. Qualquer meteorito descoberto, independentemente de sua dimensão, tem potencial de fornecer novas informações sobre o início do sistema solar aos cientístas. Uma análise mais aprofundada deverá determinar se este meteorito de ferro e aquele encontrado em 1898 na mesma região chinesa estão relacionados, ou se é apenas uma coincidência. Ainda não se sabe quando a rocha será removida para estudos.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Como Surgiu a Lua ?

Provavelmente, a Lua nasceu de uma pancada que a Terra levou. Há mais de 4 bilhões de anos, nosso planeta teria sofrido o maior impacto de sua existência: bateu de frente com outro planeta, um colosso do tamanho de Marte que atravessou a sua órbita. Como o astro desavisado era menor, ele acabou em estilhaços. A Terra, claro, também não escapou ilesa: boa parte da sua superfície foi literalmente para o espaço.

Depois de alguns anos, os restos da explosão se juntaram para compor a Lua. Esse fenômeno assustador só aconteceu porque o sistema solar estava em formação naquela época. Poucos milhões de anos antes da grande trombada, só havia poeira microscópica em volta do Sol. Os grãos, com o tempo, foram se juntando para formar rochas mais volumosas, que se chocavam umas com as outras, criando corpos ainda maiores.

As rochas que se tornaram grandes e fortes sobreviveram como planetas - entre elas, a que chamamos hoje de Terra. Embora ainda não existam provas definitivas de que a colisão espacial tenha realmente acontecido, essa é, de longe, a teoria mais aceita sobre o surgimento da Lua. Um fortíssimo argumento a seu favor é o fato de a concentração de 2% de ferro do centro do satélite ser praticamente igual à encontrada nas camadas mais superficiais da Terra - justamente as que teriam sido atingidas pela pancada. "Além disso, a composição das pedras lunares é bastante parecida com a das rochas do manto terrestre, a camada que fica logo abaixo da superfície do planeta. É mais um ponto em comum entre os dois astros", diz o geofísico Lon Hood, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.


Impacto profundo
Uma megatrombada espacial há 4,5 bilhões de anos deu origem ao nosso satélite

UM PLANETA SECO

A Terra de 4,5 bilhões de anos atrás era o próprio inferno. Na sua superfície, só rochas e muita lava. A água líquida, base para a vida, só surgiria após centenas de milhões de anos. A fina atmosfera de então, formada por metano e amônia, seria fatal para os seres humanos. Um pedaço desse planeta ainda inóspito daria origem à Lua.
 
1. Nessa época da Terra infernal, o sistema solar era jovem e instável, por isso aconteciam muitas colisões entre astros enormes, como planetas em formação. Um deles, que tinha cerca de metade do tamanho do globo terrestre, chocou-se contra a massa rochosa do nosso planeta. Com a batida, o astro intruso se espatifou e a Terra perdeu parte de sua superfície.
 
2. A explosão formou uma quantidade de estilhaços com pelo menos o dobro da massa da Lua atual. Os pedaços do planeta intruso que estavam mais distantes da órbita terrestre escaparam para o espaço. Mesmo assim, metade dos estilhaços ainda sobrou como matéria-prima para formar o novo satélite.
 
3. Os estilhaços que estavam mais próximos da Terra foram atraídos pela gravidade e caíram no planeta, ajudando a reconstruir a camada externa do globo. Os restos rochosos que dariam origem à Lua se juntaram como uma espécie de anel em torno do Equador terrestre. Por lá, a velocidade de rotação do planeta é mais rápida, o que fez com que as partículas se aglutinassem naquela região.

4. Alinhados junto ao Equador, os estilhaços se uniram pela força de gravidade, formando a Lua. Os astrônomos estimam que esse processo de parto lunar deve ter sido bem rápido, levando no máximo 100 anos. Logo após seu nascimento, o satélite estava a apenas 25 mil quilômetros de distância da Terra. Hoje, a distância média gira em torno de 380 mil quilômetros.

COMPANHEIRA INFLUENTE

Desde sua formação, a Lua gera efeitos importantes na vida da Terra. Na época de sua criação, o satélite exercia uma atração gravitacional tão grande sobre a rotação do planeta que fazia os nossos dias durarem apenas cinco horas. Em alguns bilhões de anos, quando a órbita lunar se estabilizar, os dias durarão um mês. A Lua ainda é o grande astro responsável pelas marés oceânicas e pela variação do nível do mar na Terra
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br  

Balé mortal

Astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian descobriram um par de estrelas anãs brancas executando um balé mortal que em menos de 1 milhão de anos (um piscar de olhos em termos astronômicos) deverá resultar em uma fusão seguida da explosão do astro resultante em uma supernova. As anãs brancas são estrelas parecidas com o Sol que já estão na fase final da sua vida, tendo queimado boa parte de seu combustível. Neste sistema binário, no entanto, o par está tão próximo que elas completam uma órbita em torno da outra em apenas 13 minutos, a uma impressionante velocidade de 600 quilômetros por segundo. A mais brilhante delas tem cerca de um quarto da massa do Sol compactada em uma bola do tamanho de Netuno, enquanto a outra tem mais da metade da massa do Sol espremida para ficar do tamanho da Terra. A atração gravitacional mútua é tão grande que a esfera da estrela mais leve é deformada em cerca de 3%. Se isso acontecesse com a Terra, nossas marés ultrapassariam os 350 quilômetros de altura. Os cientistas esperam que o acompanhamento desta espiral fatal não só leve a um espetáculo de fogos a ser observado por futuros astrônomos como também ajude, desde já, a comprovar mais uma previsão da Teoria da Relatividade de Einstein, segundo a qual objetos maciços em movimento provocam "ondas gravitacionais".
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/sociencia/posts/2011/07/27/bale-mortal-394885.asp

Rede De Vulcões Únicos Descobertos No Lado Escuro da Lua


Esta imagem do LRO da NASA mostra uma região do lado escuro da Lua entre as crateras Compton e Belkovich. A região colorida marca uma alta concentração do mineral tório, que se pensa ter sido depositado por raros vulcões de silicatos no passado.Crédito: NASA/GSFC/ASU/WUSTL, processamento por B. Jolliff

De acordo com um novo estudo, escondido de olhos terrestres, o lado escuro da Lua é o lar de um conjunto raro de vulcões que mudaram a face da superfície lunar. Os dados e fotos obtidas pela sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA revelam a presença de vulcões de silicatos, agora mortos, que, de acordo com os investigadores, não são do mesmo género dos vulcões basálticos, os mais comuns espalhados pela superfície da Lua. "A maioria da actividade vulcânica na Lua era basáltica," afirma Brad Jolliff, da Universidade de Washinton nos EUA e autor principal do artigo acerca da descoberta.

 "A descoberta de outros tipos de vulcões é interessante pois mostra a complexidade geológica e a variedade de processos que ocorrem na Lua, e como o vulcanismo do satélite mudou com o passar do tempo."  Dado que a rotação da Lua foi afectada pelas forças de marés entre a Terra e a Lua, apenas um lado é visível a partir da Terra. O lado não visível da Lua - por vezes incorrectamente referido como o "lado escuro" - esteve escondido até 1959, quando a soviética Luna 3 obteve as primeiras fotos da região.

A natureza do raro terreno vulcânico no lado escuro da Lua é claro nesta imagem da LRO, combinada com um modelo do terreno criado digitalmente. No centro encontra-se uma depressão irregular que poderá ser uma caldeira vulcânica e os seus limites são cumes com características que sugerem terem sido formados pela intrusão de lava silícica altamente viscosa, um tipo raro de lava lunar.Crédito: NASA/GSFC/ASU/WUST/F. Schulten, DLR

Quando a Lunar Prospector da NASA orbitou a Lua em 1998, revelou uma planície altamente reflectiva entre duas antigas crateras de impacto. Conhecida como região Compton-Belkovich, esta parte da Lua contém tório e outras rochas de silicatos, sugerindo um tipo mais evoluído de actividade vulcânica do que a que criou as famosas e escuras planícies basálticas conhecidas como "maria", ou "mares".  Mas foi só até à LRO, que capturou imagens de alta-resolução da região, que este tipo de actividade vulcânica foi confirmado. A sonda descobriu um número de características tipo-abóbadas com lados muito inclinados - sinais tantalizantes de vulcões lunares. Jolliff afirma que estes cumes foram formados por lava que provavelmente originou das profundezas da Lua. Fluiu para fora através de fissuras até à subsuperfície, onde pressionou na direcção do exterior para formar estas grandes cúpulas.

A lava continuou a sua viagem até à superfície, construindo outros vulcões mais pequenos. Algumas áreas colapsaram, criando as depressões irregulares observadas pela câmara da LRO, afirmam os cientistas. A pesquisa está detalhada na edição de 24 de Julho da revista Nature Geoscience. A maioria dos vulcões, cá na Terra e não só, está perto de outros vulcões. Mas o grupo na região de Compton-Belkovich encontra-se isolado. "Esta pequena rede vulcânica encontra-se longe da secção da Lua onde a maioria da actividade vulcânica esteve concentrada, e onde outro vulcanismo de silicatos ocorreu," acrescenta Jolliff. "Isto é um puzzle."  Vulcões mais velhos e defuntos não são invulgares. Os cientistas já sabem há anos que os vulcões na Lua preencheram as crateras para criar os mares escuros visíveis da Terra. No entanto, estes fluxos de lava são de natureza basáltica.

As câmaras a bordo da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, lançada em 2009, mostram que o centro da Anomalia de Tório em Compton-Belkovich é relativamente reflectiva no vísivel, quando comparada com os seus arredores. As imagens a alta-resolução também revelaram características invulgares nesta área brilhante. Crédito: NASA/GSFC/ASU, processamento por S. Wiseman e B.
Jolliff

A equipa também usou o instrumento DLRE (Diviner Lunar Radiometer Experiment) para confirmar o tipo de rochas na planície. "Poucos minerais têm um espectro infravermelho capaz de explicar as observações da região Compton-Belkovich e os outros vulcões não-basálticos na Lua," afirma Timothy Glotch, co-autor do estudo da Universidade de Stony Brook, em Nova Iorque, EUA. De facto, as rochas eram ricas em silicatos. "Já sabemos há algum tempo que a região Compton-Belkovich tem uma concentração invulgarmente alta de tório," disse Glotch. "Agora podemos dizer com certeza que o tório está relacionado com estes materiais vulcânicos silícicos. No Outono passado, Glotch, com a ajuda de outra equipa, foi o primeiro a identificar vulcões não-basálticos no lado visível da Lua.

 Graças à sua superfície altamente reflectiva, este grupo foi também descoberto originalmente pela Lunar Prospector. No entanto, a lava dos mares em redor pode também ter escondido detalhes dos vulcões, por isso os investigadores suspeitam que alguns detalhes da história geológica da região poderão estar escondidos. Mas os vulcões no lado escuro da Lua não se encontram perto de mares para esconder as suas características. O vulcanismo de toda a área está completamente visível para estudo. Similarmente, estão surpreendentemente livres de crateras de impacto, o que revela muito sobre a sua idade," afirmam os investigadores.

O início da vida do Sistema Solar foi violento, com rochas marcando a superfície dos planetas e das suas luas. Características sem estas cicatrizes foram formadas depois de a violência ter acalmado. Jolliff e a sua equipa estimam que a idade dos vulcões de silicatos no lado escuro da Lua ronde os 800 milhões de anos. Tal idade prolonga a actividade vulcânica na Lua por 200 milhões de anos, afirmam. De acordo com Glotch, a descoberta de vulcões não-basálticos no lado escuro da Lua "mostra que a Lua tem uma composição mais diversificada do que se pensava antes desta nova era da exploração lunar. Como cientistas, ainda estamos a digerir todos os dados relativamente novos e a trabalhar para melhor compreender o que significa em termos de história lunar."

Chile, o paraíso dos astrônomos

O Céu limpo e o ar seco do deserto do Atacama, no norte do Chile, é um paraíso para astrônomos de todo mundo. Isso porque os dois telescópios mais poderosos do planeta estão instalados lá. E agora, um terceiro telescópio pretende superar todos eles. Previsto para ser construído 2.600 metros acima dos Andes, com vista ao observatório do Paranal. Quando ele for concluído, dentro de 10 anos, será o mais poderoso instrumento óptico do mundo. O telescópio – chamado de E-ELT ou Telescópio Europeu Extremamente Grande – será do tamanho de um estádio de futebol, deverá pesar mais de 5 mil toneladas e não vai sair por menos de 2,3 bilhões de reais. Ele será especialmente preparado para resistir a terremotos de grande porte, algo que deve ser levado em consideração no território chileno. As imagens produzidas pelo E-ELT serão 15 vezes mais nítidas do que as do Telescópio Espacial Hubble, e podem até nos ajudar a encontrar sinais de vida em outros planetas.

 Cientistas até acreditam em uma possível revolução na forma em que percebemos o universo, assim como a que Galileu provocou anos atrás. O espelho principal do E-ELT terá 42 metros de largura, o que é cinco vezes maior do que os espelhos que existem nos telescópios de Paranal, que estão entre os maiores do mundo. A construção do telescópio não é o único grande projeto astronômico no Chile. Pertinho do observatório de Paranal, engenheiros estão construindo o ALMA, o maior rádio-telescópio do mundo. As operações devem iniciar ainda este ano, e deverão transformar a ciência tanto quanto o Telescópio Espacial Hubble fez. Esses dois ambiciosos projetos estão aumentando a reputação do Chile com os astrônomos. Até 2025, o país deve ser responsável por mais da metade da captação de imagens do universo.  O que possibilita isso é o céu do deserto do Atacama, que está entre os mais claros do planeta. 

 Em algumas partes do deserto, a chuva nunca foi registrada. A altitude também é importante, particularmente para o ALMA, já que radios-telescópios precisam captar comprimentos de onda do espaço, e os sinais são frequentemente distorcidos pelo vapor d’água na atmosfera terrestre. Além disso, sendo no hemisfério sul, os observatórios não concorrem diretamente com os dos Estados Unidos e os da Europa. A política e a infraestrutura também estão ajudando, já que o Chile tem emergido como um país próspero desde o seu retorno à democracia em 1990. Afinal, a estabilidade é essencial para projetos de longo prazo como esses. Os telescópios existentes no Paranal já ajudaram os cientistas a fazerem algumas descobertas notáveis. Com por exemplo, as primeiras imagens de um planeta fora do sistema solar, e a descoberta da estrela mais antiga conhecida na Via Láctea, que tem 13,2 bilhões de anos de idade. Com o novo telescópio gigante para ajudar, ninguém deve duvidar que eles avançarão muito mais.
Fonte: http://hypescience.com/
[BBC]

Cratera Gale de Marte

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL-Caltech, ASU
Essa imagem nítida feita pela câmera Thermal Emission Imaging System, ou THEMIS da sonda da NASA Mars Odyssey está centrada na cratera Gale com seus 154 km de diâmetro, que fica localizada próxima do equador do planeta Marte. Dentro da Gale, uma impressionante montanha com camadas se levanta 5 km acima do interior da cratera. As camadas e estruturas próximas da base são pensadas como sendo formadas em tempos antigos por sedimentos que foram carregados pela água. De fato, um ponto perto do lado norte da cratera aos pés dessa montanha central foi escolhido como alvo para a nova missão que irá explorar o planeta Marte, o Mars Science Laboratory. Programada para ser lançada no final desse ano, a missão pousará em Marte em Agosto de 2012, deixando no planeta uma sonda exploratória robô, a Curiosity. Os instrumentos científicos da Curiosity pretendem descobrir se a Gale alguma vez na história de Marte possuiu condições favoráveis para suportar a vida de microrganismos e se teve também as condições de preservar pistas sobre o fato da vida ter existido em algum momento da história de Marte.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110729.html

28 de jul de 2011

Os maiores mistérios das luas do gigante Júpiter

O maior planeta do sistema solar, Júpiter, também possui a maior quantidade de luas: incríveis 64 satélites atualmente catalogados. A maioria das luas são pedras pequenas e irregulares: aparentemente, asteroides capturados pela gravidade de Júpiter, que se espalham sobre o planeta gigante como abelhas em torno de uma colmeia. Entretanto, quatro das luas de Júpiter são na verdade bastante substanciais – tanto que podem ser vistas através de um telescópio rudimentar. A prova disso é que o primeiro observador das luas foi o inventor do telescópio em si, o astrônomo italiano Galileu Galilei, o que as deixou conhecidas como as “luas de Galileu” em 1610: Io, Europa, Ganímedes e Calisto. Juntas, essas quatro luas compreendem mais de 99,9% da massa dos satélites de Júpiter. Cada uma tem um caráter distintivo, e todas são enigmas científicos. Conheça alguns dos mistérios das principais luas de Júpiter:

Io, a lua hiperativa - Io é a mais próxima das luas galileanas de Júpiter. Esta proximidade ajuda a explicar a aparência infernal, enxofre-amarelada, vermelho-manchada e cheia de “elevações” da lua. As elevações são, na verdade, vulcões. Io possui mais ou menos 400 vulcões ativos, bem como montanhas formadas por movimentos tectônicos. No geral, a lua é o objeto mais geologicamente ativo do nosso sistema solar. A energia que impulsiona toda essa atividade vem em grande parte de um “cabo de guerra” gravitacional entre Júpiter e as outras três luas de Galileu (Io fica no meio da batalha). O constante alongamento e compressão que a lua sofre aquecem o seu interior, levando-a a escorrer lava, enxofre e cinzas para o espaço. Porém, os cientistas acreditam que essa batalha entre o planeta e as luas não é tudo. Nós não sabemos o suficiente sobre Io e ainda não podemos avaliar adequadamente todo seu mecanismo. A lua é tão interessante que muitos astrônomos gostariam de considerar uma missão inteiramente dedicada a ela.

Europa, uma boa aposta para vida extraterrestre - No entanto, a lua de Júpiter que definitivamente está na lista para um dia conseguir sua própria missão é a Europa. Este objeto gelado e branco com listras marrons em sua superfície se destaca como um dos melhores candidatos para hospedar vida extraterrestre em nosso sistema solar. Sob uma crosta de gelo de 3 a talvez 32 quilômetros de espessura, Europa provavelmente abriga um oceano de água salgada. Segundo modelos de astronomia, este oceano poderia ter o dobro do volume de todos os da Terra. A questão é: esse oceano poderia permitir o desenvolvimento de vida de alguma forma? A ideia não é tão absurda. A flexão da maré de Júpiter poderia manter o interior da Europa quente. Esta energia poderia, por sua vez, suportar vida microbiana, análoga à encontrada em torno de fontes hidrotermais nos oceanos da Terra. Raios cósmicos do espaço que atingem o gelo da crosta da lua poderiam até liberar oxigênio para criar maiores formas de vida, como peixes.

Ganímedes, grande e estranhamente magnética - A maior lua de Júpiter, Ganímedes, é a maior lua do sistema solar. Na verdade, é até maior do que o planeta Mercúrio. Outra distinção da lua é que ela é a única com a sua própria magnetosfera, que é uma região ao redor do objeto onde partículas carregadas do sol são desviadas por um campo magnético. Os cientistas não sabem como essa magnetosfera foi criada. Eles acreditam que o fato é muito fascinante, pois não existe conhecimento de outro pequeno corpo que possua tal campo. Pesquisadores sugerem que tal magnetosfera provavelmente foi feita de forma muito parecida com a da Terra, devido à convecção no núcleo de ferro líquido da lua. Saber como ela foi gerada ajudaria a compreender melhor o nosso próprio campo magnético. Para finalizar, Ganímedes também pode ter um oceano escondido sob a sua crosta cinza, rochosa e gelada.

Machucada Calisto - A lua com órbita mais distante de Júpiter é Calisto. Ao contrário de Io e Europa (e mesmo Ganímedes até certo ponto), nas quais a atividade geológica “apagou” muitas crateras, Calisto carrega cicatrizes de impactos com meteoritos. A lua geologicamente morta é considerada o objeto com mais crateras no sistema solar. A paisagem de Calisto é, portanto, uma das mais antigas do universo, com idade de cerca de quatro bilhões de anos. A análise de materiais de sua superfície seria como voltar no tempo, para o início do sistema solar. Sendo assim, Calisto pode ser cheia de surpresas também: um oceano subterrâneo poderia existir na lua, mais uma possível morada para vida alienígena na vizinhança de Júpiter.

Restos de uma lua destruída - Desde a sua descoberta em 2000, uma pequena lua de apenas quatro quilômetros de diâmetro, designada S/2000 J 11, tem desaparecido. Os astrônomos pensam que a pequena lua bateu em Himalia, a quinta maior lua de Júpiter depois das quatro galileanas. O possível impacto parece ter criado uma faixa de material, observada em 2006, que pode até virado um novo anel em torno de Júpiter. Os tênues anéis do planeta, naturalmente, não recebem a mesma atenção dos badalados anéis de Saturno, mas, como Saturno, as luas desempenham um papel fundamental no fornecimento das partículas que compõem os discos gigantes de Júpiter.
Fonte: http://hypescience.com/
[Life'sLittleMysteries]

Por que não pode haver velocidade maior que a da luz?

A luz do Sol, demora aproximadamente 8 minutos a chegar à Terra.
Nenhum objeto consegue ultrapassar 1,08 bilhão de km/h - a velocidade da luz no vácuo - porque todos os corpos ganham massa conforme sua rapidez aumenta. À primeira vista, essa idéia parece absurda: como é possível ficarmos mais pesados à medida que nos movimentamos mais rápido? A verdade é que esse efeito só é perceptível quando a velocidade é muito, muito alta. Imagine que você pudesse correr a 1,07 bilhão de km/h, o equivalente a 99,9% da velocidade da luz. A essa rapidez estonteante, sua massa cresceria espantosamente: um corpo de 80 quilos, digamos, passaria a ter quase 2 toneladas! Isso acontece porque energia e massa estão intimamente ligadas. De acordo com a célebre fórmula do fisíco alemão Albert Einstein, E = MC2 (onde "E" representa a energia e "M", a massa), se a energia de alguma coisa aumenta, sua massa vai crescer também. O segredo é que, quando um objeto aumenta de velocidade, isso significa justamente que ele ganhou mais energia. Uma das conseqüências é que o peso também aumenta e torna-se cada vez mais difícil acelerar o corpo. Se algum objeto pudesse chegar à velocidade da luz, sua massa seria infinita. Nessa situação, seria necessária uma força igualmente infinita para acelerar nosso objeto - mas nem o Universo inteiro tem tanta energia. A luz, claro, só alcança sua estonteante velocidade porque não tem massa. Entretanto, para todos os outros objetos do mundo, a massa nunca deixará a rapidez superar esse valor.

Explicando Einstein
A rapidez luminosa é o melhor exemplo para entender a famosa fórmula E = MC2

Todo mundo conhece a famosa equação E = MC2, o mais genial legado do físico alemão Albert Einstein. Se você sempre quis saber como ela se aplica para valer, o caso da velocidade da luz é o melhor exemplo. A fórmula diz que a quantidade de energia (E) que um objeto contém é igual à sua massa (M) multiplicada por um número que equivale ao quadrado da velocidade da luz (C2). Como C2 é um número imenso, mesmo uma massa muito pequena contém uma quantidade gigantesca de energia. Por isso, um objeto só tem um ganho perceptível de massa se sua energia crescer muito. Isso acontece quando a velocidade aumenta a valores bem próximos da rapidez luminosa. A 99,999% da velocidade da luz, um corpo fica 224 vezes mais pesado, e a 99,99999999%, o aumento é de 70 mil vezes. Na Terra, mesmo nos aviões mais velozes de hoje, é impossível observar esse efeito porque a velocidade é pequena demais para que o ganho de massa possa ser medido.

Cientistas esclarecem um dos mistérios da coroa do Sol

A temperatura alcança aproximadamente 6 mil ºC na superfície do Sol Foto: Nasa/Divulgação
Um estudo publicado nesta quinta-feira explica por que a coroa do Sol alcança temperaturas centenas de vezes superiores a partes do astro que encontram-se muito mais perto do núcleo, que produz o calor. Para aquecer a coroa solar a vários milhões de graus e acelerar a centenas de quilômetros por segundo os ventos solares que se propagam em todas as direções, inclusive em direção à Terra, é preciso energia, escrevem Scott McIntosh, do Centro Nacional Americano de Pesquisa Atmosférica, e outros pesquisadores na revista Nature. A temperatura alcança aproximadamente 6 mil ºC na superfície do Sol e dois ou três milhões de ºC na coroa, apesar desta última se encontrar muito mais longe do núcleo do astro, onde ocorrem as reações nucleares que produzem o calor. Hannes Alfven, um físico sueco que recebeu o prêmio Nobel em 1970, estimou que há ondas que transportam esta energia por linhas do campo magnético que percorrem o plasma (gás com partículas carregadas com eletricidade) da coroa. Até agora não havia sido possível detectar a quantidade de ondas deste tipo necessárias para produzir a energia requerida. Imagens de alta definição ultravioleta captadas com muita frequência (a cada oito segundos) pelo satélite da Nasa Solar Dymanics Observatory (SDO) permitiram à equipe de Scott McIntosh detectar grande quantidade destas ondas Alfven. As mesmas se propagam em grande velocidade (entre 200 e 250 quilômetros por segundo) no plasma em movimento, indica em um comunicado o professor Marcel Goossens, da Universidade Católica de Lovaina, que participou da pesquisa. Estas ondas, cujo fluxo energético localiza-se entre 100 e 200 watts por quilômetro quadrado, "são capazes de produzir a energia necessária para propulsar os rápidos ventos solares e assim compensar as perdas de calor das regiões menos agitadas da coroa solar", estimam os autores do estudo. No entanto, isto "não basta para prover os 2 mil watts por m² necessários para abastecer as zonas ativas da coroa", acrescentam na Nature. Para isso, seriam necessários instrumentos com maior resolução especial e temporal "para estudar todo o espectro de energia irradiada nas regiões ativas". Além disso, seria preciso "entender como e onde estas ondas são geradas e dissipadas na atmosfera solar".
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Nasa lança missão a Júpiter em 5 de agosto

Sonda Juno vai investigar a formação do planeta gasoso.Nave deve chegar ao planeta em 2016.
Composição artística mostra a sonda espacial em órbita de Júpiter (Foto: NASA/JPL)
A Nasa decidiu lançar sua missão a Júpiter no dia 5 de agosto. A sonda espacial Juno deve chegar ao maior planeta do Sistema Solar daqui cinco anos, em 2016. O objetivo é investigar a origem, a estrutura e atmosfera do gigante gasoso. E fazer belas imagens em close do planeta. Os cientistas esperam ter, pela primeira vez, fotografias detalhadas dos pólos de Júpiter. O lançamento da nave pode ocorrer entre 12h34 (horário de Brasília) até 13h33. Se as condições climáticas não permitirem, a janela de oportunidade para a decolagem fica aberta até dia 26 de agosto. Os cientistas esperam que a nave ajude a entender a formação do Sistema Solar. Júpiter é o maior planeta de nossa vizinhança, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio. Ao todo, a nave deve fazer 33 órbitas – o que deve durar até 2017. Ao fim de seu trabalho, ela vai cair no planeta. Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.

WISE descobre primeiro dos chamados asteróides Troianos da Terra

Conceito deste artista ilustra o asteróide Trojan primeiro conhecido da Terra, descoberto por Neowise O asteróide é mostrado em cinza ea sua órbita extrema é mostrada em verde. Órbita da Terra em torno do sol é indicado por pontos azuis. Crédito da imagem: Paul Wiegert, University of Western Ontário, Canadá
Astrônomos estudando as observações feitas com a missão Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE descobriram o primeiro conhecido asteróide Troiano orbitando o Sol juntamente com a Terra. Os Troianos são asteróides que compartilham sua órbita com um planeta próximo a pontos estáveis em frente ou atrás do planeta. Pelo fato deles estarem na mesma órbita do planeta eles nunca colidem com ele. No nosso Sistema Solar, asteróides Troianos também compartilham órbitas com Netuno, Marte, e Júpiter. Duas das luas de Saturno compartilham órbita com asteróides Troianos. Os cientistas já haviam previsto que a Terra deveria ter Troianos, mas eles tiveram dificuldades em encontrá-los pois eles são relativamente pequenos e aparecem próximo do Sol do ponto de vista da Terra. 

“Esses asteróides aparecem na maior parte do tempo durante o dia, fazendo com que seja muito difícil vê-los”, disse Martin Connors da Universidade de Athabasca no Canadá, principal autor do artigo que relata a descoberta e que foi publicado na edição de 28 de Julho de 2011 da revista Nature, e que pode ser encontrado no final desse post. “Mas nós finalmente encontramos um, pois esse objeto tem uma órbita pouco comum que faz com que ele caminhe para longe do Sol, mais do que o normal para os Troianos. A missão WISE virou esse jogo a nosso favor, nos dando um ponto de vista difícil de ter a partir da Terra”. 

O telescópio WISE vasculhou todo o céu na luz infravermelha de Janeiro de 2010 até Fevereiro de 2011. Connors e sua equipe começaram a sua pesquisa por um Troiano da Terra usando dados da missão NEOWISE, um adendo à missão WISE focado em parte nos chamados near-Earth Objects, ou NEOs, como asteróides e cometas. Os NEOs são corpos que passam a uma distância de 45 milhões de quilômetros da distância entre a Terra e o Sol. O projeto NEOWISE observou mais de 155.000 asteróides no cinturão principal de asteróides entre Marte e Júpiter e mais de 500 NEOs, descobrindo 132 previamente desconhecidos.
Asteróide 2010 TK7 está circulado em verde, neste único frame tomadas pelo Explorer, da NASA, Pesquisa Wide-field Infrared, ou WISE. A maioria dos outros pontos são estrelas ou galáxias muito além do nosso sistema solar. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / UCLA
 
A caçada da equipe resultou em dois candidatos a asteróides Troianos. Um chamado de 2010 TK7 foi confirmando como um Troiano da Terra depois de seguidas observações feitas também com o Telescópio Canadá-França-Havaí em Mauna Kea no Havaí. O asteróide tem aproximadamente 300 metros de diâmetro. Ele tem uma órbita pouco comum que traça um movimento complexo próximo do ponto estável no plano de órbita da Terra, embora o asteróide também se mova acima e abaixo desse plano. O objeto está a aproximadamente 80 milhões de quilômetros da Terra. A órbita do asteróide é bem definida e pelo menos nos próximos 100 anos, ele não chegará a uma distância inferior a 24 milhões de quilômetros da Terra.

 “É como se a Terra e o asteróide estivessem brincando de siga o líder”, disse Amy Mainzer, pesquisadora principal da missão NEOWISE no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia. “A Terra sempre está perseguindo esse asteróide ao seu redor”. Uma pequena quantidade de outros asteróides também têm órbitas similares em relação à Terra. Esses objetos seriam excelentes candidatos para futuras explorações robóticas ou humanas. O asteróide 2010 TK7 não é um bom alvo pois ele viaja muito distante acima e abaixo do plano de órbita da Terra, o que necessitaria de uma grande quantidade de combustível para alcança-lo.

“Essa observação ilustra por que o programa de observação NEO da NASA financiou a missão trazendo melhorias para o processo de coleta de dados pelo WISE”, disse Lindley Johnson, executivo do programa NEOWISE na sede da NASA em Washington. “Nós acreditamos que existe um grande potencial para encontrar objetos próximos da Terra que não tinham sido identificados anteriormente”. Os dados da NEOWISE sobre a órbita de centenas de milhares de asteróides e cometas que foram observados estão disponíveis através do Minor Center Planet da União Astronômica Internacional, um projeto financiado pela NASA, no Smithsonian Astrophysical Observatry em Cambridge, Mass.
Fonte: http://www.jpl.nasa.gov/news/

VST Observa o Tripleto de Leão - e Mais Além


Trio de galáxias na constelação de Leo (O Leão), juntamente com uma infinidade de objetos mais fracos.Esta imagem é uma composição criada pela combinação de exposições tomadas através de três filtros diferentes. Luz que passa através de um filtro infravermelho próximo era de cor vermelha, luz na parte vermelha do espectro é de cor verde, e verde é cor magenta.créditos:ESO / INAF-VST / OmegaCAM. Agradecimento: OmegaCen / Astro-WISE / Instituto Kapteyn

Uma imagem enorme do VLT Survey Telescope (VST) e da sua câmara OmegaCAM, instalados no Observatório do Paranal do ESO, mostra três galáxias brilhantes na constelação do Leão. São, no entanto, os objetos ténues que aparecem no plano de fundo, em vez das galáxias em primeiro plano, que captam a atenção dum astrónomo. A imagem extremamente nítida destes objetos pouco luminosos obtida pelo VST atesta o poder do telescópio e da OmegaCAM para mapear o Universo distante. O VST é a adição mais recente ao Observatório do Paranal do ESO. É um telescópio de última g eração de 2.6 metros, equipado com uma câmara gigante de 268 milhões de pixels, a OmegaCAM. Tal como o nome indica, o VST dedica-se a mapear o céu na radiação visível, sendo o maior telescópio do mundo concebido exclusivamente para este efeito.

Esta grande panorâmica do tripleto de Leão demonstra a excelente qualidade das imagens produzidas pelo VST e pela sua câmara. O tripleto de Leão é um magnífico grupo de galáxias em interação, situado a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra. Todas as galáxias são espirais, tal como a nossa própria Via Láctea, embora este facto possa não ser imediatamente óbvio a partir desta imagem, uma vez que os discos estão inclinados de diferentes ângulos relativamente à nossa linha de visão. NGC 3628, situada na imagem à esquerda, observa-se de perfil, mostrando extensas zonas de poeira ao longo do plano da galáxia. Por outro lado, os objetos de Messier, M 65 (em cima à direita) e M 66 (em baixo à direita), estão suficientemente inclinados para que possamos observar dos seus braços em espiral.
Este gráfico mostra a localização do trio de galáxias Messier 65, Messier 66 e NGC 3628 na constelação de Leão (The Lion). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições, e as duas galáxias mais brilhantes são marcados como elipses vermelhas, dentro de um círculo vermelho. Através de um telescópio de tamanho moderado amador estas três galáxias são facilmente vistas como formas ovais brilhantes, mas nebuloso, com NGC 3628 sendo a maior, mas menor. créditos:ESO, IAU e Sky & Telescope

Os grandes telescópios estudam normalmente uma destas galáxias de cada vez (ver por exemplo potw1026a e eso0338c), mas o campo do VST - duas vezes o tamanho da Lua Cheia - é suficientemente grande para capturar os três membros do grupo numa única imagem. O VST também nos mostra um grande número de galáxias ténues mais distantes, observadas como manchas difusas no campo de fundo da imagem. Observam-se igualmente em primeiro plano muitas estrelas com diferentes brilhos, situadas na nossa própria Galáxia. Um dos objetivos científicos do VST é a procura de objetos pouco brilhantes na Via Láctea, tais como estrelas anãs castanhas, planetas, estrelas de neutrões e buracos negros. Pensa-se que estes objetos permeiam o halo da nossa Galáxia mas que são, muitas vezes, demasiado ténues para poderem ser detectados de forma direta, mesmo com grandes telescópios. O VST procurará eventos subtis produzidos por um fenómeno chamado microlente gravitacional, de modo a detectar indiretamente estes objetos tão elusivos e estudar o halo galáctico.

Com base nestes estudos, espera-se que o VST faça avançar o nosso conhecimento da matéria escura, que se pensa ser o maior constituinte do halo galáctico. Esperamos encontrar pistas sobre a natureza desta substância, assim como sobre a natureza da energia escura, a partir dos rastreios do Universo longínquo feitos pelo VST. O telescópio descobrirá enxames de galáxias distantes e quasars a grande desvio para o vermelho, que ajudarão os astrónomos a compreender o Universo primordial e a encontrar respostas para perguntas de cosmologia de longa data. A imagem mostra também traços de vários asteróides do Sistema Solar, que se moveram ao longo da imagem durante as exposições.

Estes objetos aparecem como riscas coloridas curtas e nesta imagem podemos observar pelo menos dez. Como o Leão é uma constelação do zodíaco, situada no plano do Sistema Solar, o número de asteróides é particularmente elevado. Esta é uma imagem composta, criada pela combinação de exposições obtidas através de três filtros diferentes. A radiação que passou através dum filtro infravermelho mostramo-la a vermelho, a que corresponde à parte vermelha do espectro está a verde e a que corresponde à radiação verde está a magenta.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1126/

Nebulosas NGC 6188 e NGC 6164

Formas fantástica se escondem nas nuvens de gás hidrogênio brilhante na NGC 6188. A nebulosa de emissão pode ser encontrada próxima da borda de uma grande nuvem molecular, invisível no comprimento de onda da luz visível, na constelação do sul Ara, a aproximadamente 4000 anos-luz de distância da Terra. Estrelas jovens massivas da associação mergulhada AraOB1 foram formadas nessa região somente a poucos milhões de anos atrás, esculpindo as formas escuras e energizando o brilho da nebulosa com ventos estelares e intensa radiação ultravioleta. A recente formação de estrelas propriamente dita foi provavelmente disparada pelos ventos e por explosões de supernovas, de gerações anteriores de estrelas massivas, que varreram e comprimiram o gás molecular. Acompanhando a NGC 6188 nessa pintura cósmica, está a rara nebulosa de emissão, NGC 6164, também criada por uma das estrelas massivas do tipo O da região. Similar em aparência com muitas nebulosas planetárias, o destaque da NGC 6164 é a mortalha gasosa simétrica e o halo apagado ao redor de sua estrela brilhante central localizada na parte superior direita. O campo de visão dessa imagem se expande por uma área equivalente a duas luas cheias, correspondendo a 70 anos-luz considerando a distância estimada da NGC 6188.
Créditos e direitos autorais : Marco Lorenzi (Glittering Lights)
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110728.html

Telescópio espacial flagra buraco negro em ação

Imagem ajuda a entender comportamento do corpo celeste. Buraco negro está em galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra.
Imagem detalha o buraco negro no centro da galáxia NGC 3115 (Foto: NASA/CXC/Univ. of Alabama/K. Wong et al; Optical: ESO/VLT)
O Telescópio Espacial Chandra fez a primeira imagem em raios-X de gás cósmico sendo absorvido por um buraco negro. A fotografia ajuda astrônomos a entender o crescimento e o comportamento dos buracos negros, segundo a agência espacial americana (Nasa). O buraco negro estudado fica no centro de uma grande galáxia a 32 milhões de anos-luz da Terra, conhecida como NGC 3115. Estudos anteriores já tinham mostrados material sendo sugado pelo buraco, mas nunca antes uma imagem tinha deixado tão claro que se tratava de gás quente. Isso empolga os cientistas porque ajuda a medir o tamanho do buraco negro: cerca de dois milhões de vezes maior do que o nosso Sol.

Imageando o gás quente em distâncias diferentes desse supermassivo buraco negro, os astrônomos conseguem observar os limites críticos onde o movimento do gás torna-se dominado pela gravidade do buraco negro e cai em direção ao interior do objeto. Essa distância do buraco negro é conhecida como “Raio de Bondi”. É muito animador encontrar evidências claras do gás ao alcance de um buraco negro massivo”, disse Ka-Wah Wong da Universidade do alabama, que liderou o estudo que aparece na edição de 20 de Julho do The Astrophysical Journal Letters. “O poder de resolução do Chandra fornece uma oportunidade única de entender mais sobre como os buracos negros capturam material estudando esse objeto próximo”. 

Imagem composta da galáxia NGC 3115. (X-ray: NASA / CXC / Universidade de Alabama / K. Wong et al; Óptica:. ESO / VLT)

À medida que o gás flui em direção ao buraco negro, ele é espremido, fazendo com que ele fique mais quente e mais brilhante, uma assinatura agora confirmada pelas observações feitas em raios-X. Os pesquisadores encontraram um aumento na temperatura do gás que começa a aproximadamente 700 anos-luz de distância do buraco negro, dando assim a localização do Raio de Bondi. Isso sugere que o buraco negro no centro da NGC 3115 tem uma massa de aproximadamente dois bilhões de vezes a massa do Sol, fazendo dele o buraco negro desse tamanho mais perto da Terra. Os dados do Chandra também mostram que o gás perto do buraco negro no centro da galáxia é mais denso que o gás distante, como previsto. Usando as propriedades observadas do gás e as premissas teóricas, a equipe então estimou que a cada ano o gás ganha 2 por cento mais de massa do Sol quando está sendo puxado para além do Raio de Bondi em direção ao buraco negro. Fazendo certas premissas sobre como grande parte da energia do gás se transforma em radiação, os astrônomos esperariam encontrar uma fonte que é mais de um milhão de vezes mais brilhante em raios-X do que é vista no NGC 3115.

“Um grande mistério na astrofísica é como a área ao redor dos buracos negros massivos podem permanecer tão apagadas, quando existe uma grande quantidade de combustível disponível para acendê-lo”, disse o co-autor do trabalho Jimmy Irwin, também da UA em Tuscaloosa. “Esse buraco negro é um modelo para se estudar esse problema”. Existem pelo menos duas possíveis explicações para essa discrepância. A primeira é que muito menos material na verdade cai dentro do buraco negro do que flui dentro do Raio de Bondi. Outra possibilidade é que a conversão de energia em radiação é muito menos eficiente do que se tem assumido.

Modelos diferentes descrevem o fluxo do material no buraco negro fazendo diferentes previsões de quão rapidamente a densidade do gás é vista aumentando à medida que ela se aproxima do buraco negro. Uma determinação mais precisa do aumento na densidade a partir de futuras observações devem ajudar os astrônomos a decidirem sobre esses modelos. O Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Ala., administra o programa do Chandra para o Science Mission Directorate da agência em Washington. O Smithsonian Astrophysical Observatory controla as operações científicas e de voo do Chandra de Cambridge, Mass.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/chandra/news/H-11-248.html

27 de jul de 2011

Introduzindo o Cometa Garradd

Outra grande bola de neve está caindo em direção ao Sol. O cometa Garradd, foi descoberto há dois anos atrás por Gordon Garradd na Austrália, e é atualmente visível por meio de pequenos telescópios com uma magnitude visual de 9. Oficialmente designado como cometa C/2009 P1 (Garradd), o cometa provavelmente continuará a aumentar o seu brilho, com as projeções recentes estimando um pico de magnitude igual a 6 ou 7 em Fevereiro de 2012, um pouco abaixo do limite de visibilidade a olho nu. O cometa Garradd já está mostrando uma cauda curta e pode ser visto como uma mancha alongada e difusa na imagem negativa acima feita no começo do mês de Julho de 2011 em Yellow Springs no estado americano de Ohio. Outros cometas estão também entrando no Sistema Solar interno e aumentando de brilho como é o caso do C/2010 X1 (o cometa Elnin), que espera-se tenha um pico de magnitude 6, no começo de Setembro de 2011, o 45P/Mrkos-Pausako espera-se que tenha um pico de magnitude de 8 em meados de Agosto de 2011, e o C/2011 L4 (cometa PANSTARRS) que pode tornar-se visível a olho nu durante os primeiros meses de 2013.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110727.html

26 de jul de 2011

Por do Sol em Orion

Créditos:ESA / Hubble & NASA
A Magnífica nebulosa de reflexão NGC 2023 encontra-se cerca de 1500 anos-luz da Terra. Essa nebulosa encontra-se dentro da constelação de Orion, o Caçador, numa área do céu famosa, perto das conhecidas Nebulosas Flame e da Cabeça de Cavalo. A estrutura inteira da NGC 2023 é vasta, ela tem quatro anos-luz de diâmetro. Nessa imagem feita pelo telescópio Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA aparece somente a parte sul com sutis sombras de cores que lembram de perto o pôr-do-Sol na Terra. A NGC 2023 envolve uma massiva estrela do tipo-B.

 Essas estrelas são grandes, brilhantes e apresentam coloração branco azulada, possuem uma alta temperatura na superfície, sendo algumas vezes mais quente que o Sol. A energia emitida pela estrela tipo-B da NGC 2023 ilumina a nebulosa, resultando em seu alto brilho superficial, uma boa notícia para os astrônomos que desejam estudá-la. A estrela propriamente dita localiza-se fora do campo de visão, na parte sueprior esquerda e a sua luz brilhante é dispersada pelo sistema óptico do Hubble, criando uma brilhante chama na parte esquerda da imagem, que não é uma feição real da nebulosa, mas sim um artefato óptico.

 Estrelas estão se formando a partir do material que é comprimido na NGC 2023. Essa imagem do Hubble registra ondas de gás 5000 vezes mais densas do que o meio interestelar. Os aglomerados esverdeados nada comuns são possíveis objetos Herbig-Haro. Essas feições peculiares das regiões de formação de estrelas são criadas quando o gás ejetado a uma velocidade de centenas de quilômetros por segundo das estrelas recentemente formadas se choca com o material ao redor. Essas ondas de choque fazem com que o gás brilhe resultando nas estranhas formas vistas acima.

Os objetos Herbig-Haro normalmente duram somente alguns milhares de anos, o que é um piscar de olhos em termos astronômicos. Essa imagem foi criada a partir de múltiplas imagens feitas com a Wide Field Camera da Advanced Camera for Surveys do Hubble. As exposições obtidas através do filtro azul (F475W) foram coloridas de azul, as exposições obtidas através do filtro amarelo (F625W) foram coloridas de verde e as imagens obtidas através do filtro do infravermelho próximo (F850LP) são mostradas em vermelho. O tempo total de exposição por filtro foi de 800 s, 800 s e 1200 s, respectivamente e o campo de visão se espalha por 3.2 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1130a/

Viagem no tempo: fótons não ultrapassam velocidade da luz

Uma equipe de físicos da Universidade de Hong Kong afirma ter conseguido uma medição direta do precursor óptico de um único fóton, demonstrando que fótons individuais não podem viajar mais rápido do que a luz no vácuo. O estudo reafirma a teoria de Einstein de que nada viaja mais rápido do que a velocidade máxima da luz e fecha um debate de uma década sobre a velocidade de um fóton individual.
Cientistas demonstraram que o precursor óptico, a parte frontal e mais veloz do fóton, não supera a velocidade máxima da luz. [Imagem: Zhang et al./PRL]
Limite da velocidade da luz

Para Einstein, nada pode viajar mais rápido do que a velocidade máxima da luz.
Mas esta é a primeira demonstração experimental de que os chamados precursores ópticos - uma espécie de parte frontal da onda de luz, sua porção que viaja mais rapidamente - existem ao nível dos fótons individuais e que eles são, como se previa, a parte mais rápida do pacote de onda, mesmo em um meio superluminal. Ou seja, se há alguém que realmente atinge a famosa velocidade máxima c - de 299.792.458 m/s - esse alguém é o precursor óptico.  "Os resultados ampliam nosso entendimento de como um fóton individual se move. Eles também confirmam o limite máximo de velocidade que uma informação pode ser transportada com luz," afirmou Shengwang Du, coordenador do estudo. "Ao mostrar que os fótons individuais não podem viajar mais rápido do que a velocidade da luz, nossos resultados encerram o debate sobre a verdadeira velocidade da informação transportada por um único fóton. Nossas conclusões também poderão dar aos cientistas um quadro melhor sobre a transmissão da informação quântica," completou. Quanto a "encerrar o debate", talvez seja melhor um pouco de prudência, uma vez que o experimento contém muitos pressupostos que podem ser discutidos. Para se ter uma ideia, em 2010, um grupo de pesquisadores alemães fez um experimento diferente e chegou à conclusão oposta.

Viagem no tempo

Há cerca de 10 anos, a descoberta de uma propagação superluminal - acima da velocidade da luz - causou sensação ao levantar a possibilidade da viagem no tempo. Mas só até que a diferença entre a velocidade de fase e a velocidade de grupo fosse devidamente explicada. O que ocorre é que a propagação daqueles pulsos ópticos em alguns meios específicos era apenas um efeito visual - a velocidade superluminal de um grupo de fótons não poderia ser usada para transmitir qualquer informação real.
O prof. Shengwang Du propõe a impossibilidade daquela que era considerada a forma mais fácil de viagem no tempo. Mas há outras possibilidades. [Imagem: UST]
As esperanças foram então para os fótons individuais, porque a partícula quântica fóton parece poder viajar mais rápido do que o limite da velocidade da luz no mundo clássico. Foi isto o que o Dr. Shengwang Du quis checar, medindo a velocidade máxima de um fóton individual. Sua conclusão é que os fótons individuais obedecem às regras de trânsito da relatividade, confirmando a causalidade de Einstein, ou seja, que um efeito não pode ocorrer antes de sua causa - e isto joga por terra a possibilidade teórica da viagem no tempo que havia sido levantada com base na velocidade superluminal.

Possibilidades da viagem no tempo

Isto não significa, porém, que o experimento "provou que a viagem no tempo é impossível" - ele demonstra que não é possível viajar no tempo superando o limite de velocidade do universo com uma nave para fazer o tempo encolher. É verdade que esta seria a forma "mais fácil" de viajar no tempo - ao menos para fótons. Mas ainda restam esperanças para os visionários e curiosos sobre o passado e o futuro. A teoria da relatividade continua aceitando a possibilidade de uma dobradura no contínuo do espaço-tempo para chegar aonde você já esteve antes - bastará ter uma massa suficiente, e controlável, para fazer isso. Algo bastante difícil, mas tampouco seria fácil entrar em uma nave do tamanho de um fóton. Há também sugestões menos ortodoxas, baseadas na Teoria M, mas testáveis experimentalmente.

O tempo existe?

Mas toda essa discussão pode produzir pouca luz se, antes, não se resolver uma questão mais fundamental, praticamente filosófica: o tempo é uma entidade real ou é apenas um construto humano? Se for este o caso, faria sentido falar em viajar através de algo que não seja uma entidade física? A pesquisa abre outra possibilidade interessante: como o fóton individual é considerado como uma entidade que tem uma porção frontal - o precursor óptico - que viaja mais rápido, isso significa que ele possui uma dimensão não-zero.
Assim, embora você não possa voltar no tempo, pode ser possível criar um hiato entre a causa e o efeito, modulando o comprimento do fóton como um todo. Se você abstrair das incrivelmente pequenas frações de tempo envolvidas, será possível ver "causas" que parecem não gerar efeitos, e "efeitos" que aparentemente saem do nada, quando todos já se esqueceram da sua "causa".
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Messier 101: A Galáxia do Cata-Vento é Observada pelo WISE da NASA

Uma grande galáxia espiral domina essa imagem feita pelo Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE. A galáxia normalmente conhecida como Galáxia do Cata-Vento, foi designada como o objeto número 101 pelo astrônomo Charles Messier em seu catálogo de coisas nebulosas no céu que não são cometas.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=15477
Créditos: Ciência e Tecnologia

Quanto tempo um meteoro demora para cair na Terra?

Um minuto, mais ou menos. Essas rochas espaciais entram na atmosfera terrestre a velocidades absurdas, que podem chegar a 260000 km/h. Nesse pique, elas não demorariam nem dois segundos para se espatifar no solo. A atmosfera, porém, trata de freá-las violentamente. Para um corpo tão rápido, as camadas de ar que envolvem a Terra funcionam como uma parede de concreto, capaz de barrar a maioria das mais de mil toneladas de pedras que ameaçam cair sobre nós diariamente. "Elas são, na maior parte, objetos de apenas 1 milímetro, que se desintegram rapidamente", diz o astrônomo José Williams, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, SP. O atrito com os gases eleva a temperatura das pequeninas rochas a mais de 1500 °C, fazendo elas desaparecerem em brasas, no conhecido show das estrelas cadentes. Apenas uma minoria de rochas com alguns quilos de massa sobrevive à entrada na atmosfera e inicia um mergulho que começa a uma altitude de 120 quilômetros. Entre 5 e 25 quilômetros acima de nossas cabeças, as camadas densas de ar esfriam a rocha e reduzem sua velocidade para meros 350 km/h. Ou seja: ela passa poucos segundos da viagem brilhando e pode ficar mais de um minuto caindo apagada. A última a causar danos sérios chegou à Terra em 1908, em uma área desabitada da Sibéria, na Rússia. Ela explodiu, ainda no céu, com uma força equivalente à de mil bombas de Hiroshima. Perigosos mesmo são os asteróides (confira a diferença no quadro abaixo). Como eles podem causar tragédias globais, suas trajetórias são rastreadas pelos cientistas para avaliar se há perigo de colisão com nosso planeta. Cerca de mil asteróides já foram descobertos nos arredores da Terra, mas, segundo a Nasa, ainda restam muitos a serem encontrados. O grande problema, no entanto, são mesmo as rochas menores - como a que atingiu a Sibéria -, pois ainda não existe tecnologia capaz de rastreá-las. A possibilidade de choque é pequena, mas nada impede que uma delas chegue por aqui sorrateiramente - e com a força de uma bomba nuclear.

Dicionário espacial

Você sabe diferenciar um meteoro de um meteorito?

Asteróides - Corpos celestes com cerca de 1 quilômetro de diâmetro. Eles raramente caem na Terra
Meteoróides - Pequenos corpos que vagam pelo espaço e caem constantemente na Terra
Meteoros - Fenômenos luminosos que resultam da queima de meteoróides na atmosfera
Meteoritos - Meteoróides que chegam a cair na Terra após terem produzido meteoros
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/

Desvendada origem do anel gigante de vapor d’água de Saturno

Plumas de água jorrando de Encélado. Ao menos quatro plumas distintas de gelo de água vomitam da região polar sul da lua Enceladus de Saturno. A luz refletida que sai do planeta está iluminando sua lua enquanto o Sol, posicionado quase diretamente atrás de Encéladus, está iluminando as plumas por trás. Esta vista mostra o lado da lua voltado para Saturno (504 quilômetros de diâmetro). O norte é para cima. A imagem foi tirada pela sonda Cassini em 25 de dezembro de 2009. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.
Cientistas do observatório espacial Herschel da ESA (Agência Espacial Europeia) desvendaram um mistério de 14 anos acerca da origem de um torus gigante – uma enorme rosquinha – de vapor d’água ao redor da atmosfera superior do planeta Saturno. Segundo relato publicado hoje no site da ESA, o fenômeno é causado por jatos de água expelidos por sua lua Enceladus, única lua do Sistema Solar capaz de influenciar a composição química de seu planeta. Os jatos de vapor d’água são expelidos do polo sul de Enceladus, de uma região conhecida como Listras de Tigre, com uma vasão de 250 quilos por segundo. Apesar da enorme dimensão do torus, com largura 10 vezes maior que o raio de Saturno e espessura de um raio deste planeta, a detecção do vapor d’água somente é possível em comprimentos de ondas infravermelhas. A primeira observação da presença de água na atmosfera superior de Saturno foi feita em 1997 pelo observatório da ESA. Mas somente agora, utilizando modelos computacionais das últimas observações da Herschel, os astrônomos puderam determinar a origem do vapor: 3 a 5% da água expelida pela Enceladus acabam caindo no planeta dos anéis. Esta pequena fração é responsável pela produção adicional de compostos de oxigênio, como o dióxido de carbono. Em última análise, a água na atmosfera superior de Saturno é transportada para níveis mais baixos, onde irá condensar-se. Mas a quantidade é demasiada pequena para que as nuvens resultantes sejam observáveis. Reunindo as observações do Observatório Espacial de Infravermelho da ESA, a descoberta dos jatos de Enceladus pela missão NASA/Cassini/Huygens e as observações recentes da Herschel, os cientistas puderam desvendar o mistério da origem do torus de vapor d’água em Saturno.
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