31 de ago de 2011

Evidências de água em Marte: clima antigo do planeta era frio e úmido, com oceanos congelados

Um novo estudo diz que a existência de um oceano frio antigo em Marte, cercado por geleiras, poderia explicar os minerais incomuns que compõem as planícies do norte do planeta. Marte possui características que não podem ser explicadas pelos modelos atuais, que dizem que o planeta já foi frio e seco, ou já foi quente e úmido. Agora, as novas descobertas acrescentam elementos à ideia de que Marte foi na verdade frio e úmido. Cientistas tentaram explicar por que a crosta inicial das planícies do norte de Marte aparentemente não tem um grupo chamado de minerais filossilicatos, quando comparada com a crosta similarmente envelhecida das terras baixas do sul do planeta. Estes minerais são comuns em sedimentos marinhos na Terra. Para explicar isso, modelos climáticos e geoquímicos sugerem que, se um oceano norte existiu em Marte, ele teria sido congelante, perto de zero.  Além disso, as características em torno da bacia oceânica são consistentes com a presença de grandes geleiras, como trechos submarinos de detritos rochosos. Temperaturas quase congelantes e grandes geleiras impediriam a formação de filossilicatos.  “Nossas análises multidisciplinares oferecem uma explicação para a existência de um oceano no passado de Marte, consistente com a mineralogia detectada até agora por sondas orbitais”, disse o astrobiólogo Alberto Fairén.”Se houvesse oceanos em Marte, eles eram glaciais, semelhante aos mares polares da Terra. As costas seriam circundadas por geleiras, e porções do oceano seriam cobertas de gelo”.  Existem atualmente duas ideias principais de como o clima de Marte antigo poderia ter sido. Uma delas é que era frio e seco, afirmando que vales e outras características geológicas, sugestivas de água líquida, eram, no passado, essencialmente resultados de rajadas de calor confinadas no espaço e no tempo, indicando que Marte não poderia ter sustentado oceanos. A outra é que Marte já foi quente e úmido, o que implica que poderia ter tido lagos, mares e chuvas por longos períodos.  “Percebi a contradição entre as evidências geológicas, que apontam que a água líquida foi outrora abundante em Marte, e os modelos climáticos, que até agora não conseguem explicar condições de calor na água de Marte que a permitia ficar no estado líquido”, explicou Fairén. Agora, os pesquisadores sugerem que Marte antigamente era úmido, mas não quente. “Marte frio e úmido parece ser uma solução adequada para esse quebra-cabeça, e um oceano glacial no norte se encaixaria perfeitamente nesse cenário frio e úmido”, disse Fairén. Os cientistas estão em busca de provas adicionais de um oceano congelado em Marte em conjuntos de dados globais, incluindo a análise da evolução glacial e características costeiras do planeta, a procura de sinais de icebergs e modelos de baixa temperatura geoquímica. Esta não é uma tarefa fácil, já que a evidência para o oceano em Marte está enterrada sob toneladas de materiais mais recentes, incluindo quilômetros de espessura de depósitos sedimentares e vulcânicos.
[LiveScience]

Futuro do Universo pode estar influenciando o presente

Quando se pensa o Universo a partir das leis da mecânica quântica começam a fazer sentido algumas ideias aparentemente inconcebíveis.[Imagem: Anne Goodsell/Tommi Hakala]

Influências do futuro sobre o passado

Uma reformulação radical da mecânica quântica sugere que o Universo tem um destino definido, e que esse destino já traçado volta no tempo para influenciar o passado, ou o presente. É uma afirmação alucinante, mas alguns cosmólogos já acreditam que uma reformulação radical da mecânica quântica, na qual o futuro pode afetar o passado, poderia resolver alguns dos maiores mistérios do universo, incluindo a forma como a vida surgiu. E, além da origem da vida, poderia ainda explicar a fonte da energia escura e resolver outros enigmas cósmicos. O que é mais impressionante é que os pesquisadores afirmam que recentes experimentos de laboratório confirmam de forma dramática os conceitos que servem de base para esta reformulação.
Leia a Matéria completa em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=futuro-universo-influencia-presente&id=010830110830&ebol=sim
Inovação Tecnológica

A Estrela Que Não Devia Existir

    Estrela SDSS J102915 172927 na constelação de Leão (The Lion).Crédito: ESO / Digitized Sky Survey
Uma equipe de astrónomos europeus utilizou o Very Large Telescope do ESO (VLT) para descobrir uma estrela na Via Láctea que muitos pensavam não poder existir. Os astrónomos descobriram que esta estrela é composta quase inteiramente por hidrogénio e hélio, mostrando apenas pequeníssimas quantidades de outros elementos químicos. Esta intrigante composição química coloca a estrela na chamada “zona proibida” numa teoria de formação estelar largamente aceite, o que significa que a estrela nunca se devia ter formado. Estes resultados serão publicados na revista Nature a 1 de Setembro de 2011.
Sua intrigante composição química coloca a estrela na "zona proibida" dentro da teoria de formação de estrelas, o que significa que esta estrela nunca deveria ter-se formado - ou que a teoria está errada.[Imagem: ESO/Digitized Sky Survey

Estrela sem metais

A estrela de baixa luminosidade está situada na constelação do Leão e é chamada SDSS J102915+172927 - a sigla é rastreio SDSS (Sloan Digital Sky Survey) e os números fazem referência à posição do objeto no céu. Ela possui a menor quantidade de elementos mais pesados que o hélio (que os astrônomos chamam de "metais") do que todas as estrelas estudadas até hoje. Este objeto possui uma massa menor que a do Sol e tem provavelmente mais de 13 bilhões de anos de idade.  "Uma teoria muito aceita prediz que estrelas como esta, com pequena massa e quantidades de metais extremamente baixas, não deveriam existir porque as nuvens de material a partir das quais tais objetos se formariam nunca se poderiam ter condensado," explica Elisabetta Caffau, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha e do Observatório de Paris, na França.  "É surpreendente encontrar pela primeira vez uma estrela na 'zona proibida'. Isto significa que iremos provavelmente ter que verificar alguns dos modelos de formação estelar, completa Caffau, que é a autora principal do artigo científico que descreve estes resultados, e que será publicado em Setembro na revista Nature.

Estrela mais velha já encontrada - A equipe analisou as propriedades da estrela com o auxílio dos espectrógrafos X-shooter e UVES, montados no VLT. Os astrônomos mediram a abundância dos vários elementos químicos presentes na estrela e descobriram que a proporção de metais na SDSS J102915+172927 é mais de 20 mil vezes menor que a proporção de metais no Sol.  "A estrela é tênue e tão pobre em metais que apenas conseguimos detectar a assinatura de um único elemento mais pesado que o hélio - o cálcio - nas primeiras observações que fizemos," disse Piercarlo Bonifacio, que supervisionou o projeto. "Tivemos que pedir tempo de telescópio adicional ao Diretor Geral do ESO para estudar a radiação da estrela com mais detalhe, com longos tempos de exposição, de modo a tentar encontrar mais metais."  Os cosmólogos acreditam que os elementos químicos mais leves - hidrogênio e hélio - foram criados pouco depois do Big Bang, juntamente com um pouco de lítio, enquanto a maioria dos outros elementos foram posteriormente formados nas estrelas. As explosões de supernovas espalharam o material estelar para o meio interestelar, tornando-o rico em metais. As novas estrelas que se formam a partir deste meio enriquecido possuem por isso maiores quantidades de metais na sua composição do que as estrelas mais velhas. Por conseguinte, a proporção de metais numa estrela nos dá informação sobre a sua idade.  "A estrela que estudamos é extremamente pobre em metais, o que significa que é muito primitiva. Pode ser uma das estrela mais velhas jamais encontrada," acrescenta Lorenzo Monaco (ESO, Chile), que também participou do estudo.
A composição química das estrelas é estudada por meio da decomposição da sua luz, o chamado espectro estelar. A anotação mostra o dado que revelou a presença de Cálcio na estrela. [Imagem: ESO/Digitized Sky Survey 2

Lítio nas estrelas

É igualmente surpreendente a falta de lítio na SDSS J102915+172927. Uma estrela tão velha deveria ter uma composição semelhante àquela do Universo pouco depois do Big Bang, com apenas um pouco mais de metais. No entanto, a equipe descobriu que a proporção de lítio na estrela é pelo menos cinquenta vezes menor que a esperada devido à matéria produzida pelo Big Bang.  "É um mistério como é que o lítio produzido logo após o início do Universo foi destruído nesta estrela", acrescenta Bonifacio. Os investigadores também apontam para o fato desta estrela incomum não ser provavelmente única.  "Identificamos várias outras estrelas candidatas que podem ter níveis de metais semelhantes, ou até inferiores, aos da SDSS J102915+172927. Planejamos agora observar estes candidatos com o VLT para verificarmos se é realmente este o caso," conclui Caffau.

Teorias de formação estelar - Teorias de formação estelar mais aceitas afirmam que estrelas com massas tão baixas como a SDSS J102915+172927 (cerca de 0,8 massa solar ou menos) apenas podem se formar depois de explosões de supernova terem enriquecido o meio interestelar acima de um valor crítico. Isto deve-se ao fato dos elementos mais pesados atuarem como "agentes de arrefecimento", ajudando a irradiar o calor das nuvens de gás, fazendo assim com que estas nuvens possam seguidamente colapsar para formar estrelas. Sem estes metais, a pressão devida ao aquecimento seria demasiadamente forte e a gravidade da nuvem seria muito fraca para a vencer e fazer a nuvem colapsar. Uma teoria em particular identifica o carbono e o oxigênio como os principais agentes de arrefecimento. No entanto, na SDSS J102915+172927 a quantidade de carbono é menor do que o mínimo julgado necessário para que este arrefecimento se torne efetivo. A estrela HE 1327-2326, descoberta em 2005, tem a menor abundância de ferro conhecida, mas é rica em carbono. A estrela agora analisada tem a menor proporção de metais conhecida quando consideramos todos os elementos químicos mais pesados que o hélio. A chamada nucleossíntese primordial estuda a produção de elementos químicos com mais de um próton, alguns momentos após o Big Bang. Esta produção deu-se num curto espaço de tempo, permitindo que apenas hidrogênio, hélio e lítio se formassem. A teoria do Big Bang prediz, e as observações confirmam, que a matéria primordial era composta essencialmente por 75% (em massa) de hidrogênio, 25% de hélio e alguns traços de lítio.
Fontes: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php
http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1132/

Nuvem Rolo Sobre Wisconsin

Créditos e direitos autorais : Pierre cb,
Que tipo de nuvem é essa? É um tipo de nuvem em arco chamada de nuvem rolo. Esse tipo de nuvem rara e longa pode se formar avançadas em frentes frias. Em particular, uma corrente descendente à frente de uma tempestade pode fazer com que o ar quente úmido suba, resfriando-se abaixo do seu ponto de orvalho, formando uma nuvem. Quando esse fenômeno acontece de maneira uniforme ao longo de uma área extensa, uma nuvem rolo se forma. As nuvens rolo podem na verdade ter ar circulando ao longo de seu eixo horizontal. Uma nuvem rolo não forma tornados. Diferente de um tipo similar de nuvem chamado de nuvem prateleira, uma nuvem rolo é completamente desacoplada de sua nuvem cumulonimbus que a originou. Na foto acima, uma nuvem rolo se estende por uma grande distância enquanto uma tempestade se aproximava em 2007 na cidade de Racine no estado americano de Wisconsin.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110831.html

Imagem do Spitzer Mostra Estrelas Recém Nascidas na Constelação da Serpens

Estrelas no início de suas vidas brilham de forma intensa nessa imagem infravermelha da região de formação de estrelas da Serpens, localizada a aproximadamente 848 anos-luz de distância na constelação da Serpens. Os pontos rosa avermelhados são estrelas recém nascidas profundamente mergulhadas na nuvem cósmica de gás e poeira que colapsou para formá-las. Os discos empoeirados de detritos cósmicos que podem eventualmente formar planetas aparecem ao redor das estrelas recém nascidas. A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA.
Fonte: http://cienctec.com.br
http://www.dailygalaxy.com

Nuvens de gás poderiam ter criado maiores explosões cósmicas do universo

Gigantes nuvens de gás no início do universo podem ter alimentado as erupções mais enérgicas desde o Big Bang. Evidências de buracos negros supermassivos, pesando milhões ou bilhões de sóis, foram encontradas no início do universo, mas ninguém sabe como eles cresceram tanto em tão pouco tempo. Pequenos buracos negros, pesando tanto quanto uma estrela, simplesmente não têm tempo suficiente para se aglutinarem dessa forma. Uma teoria sugere que, no passado, enormes nuvens de gás se colapsaram em “sementes” de buracos negros maiores. Estes poderiam, então, ter atraído mais matéria e se tornado supermassivos. Cientistas calcularam como essas nuvens de gás, pesando um milhão de sóis, podem ter evoluído em “sementes” de buracos negros. Eles também descobriram que as nuvens nem sempre formaram buracos negros, mas de qualquer forma teriam criado poderosas explosões, que fazem supernovas parecem fogos de artifício. As nuvens eram tão massivas que começavam a se contrair sob seu próprio peso, se tornando densas o suficiente para desencadear reações nucleares. Essas reações fornecem pressão que neutraliza o colapso das nuvens. O que acontece a seguir depende da composição química das nuvens. Elementos pesados, como oxigênio e nitrogênio (liberados de estrelas morrendo) aumentam a taxa de reações nucleares. Se uma nuvem de gás gigante tivesse pelo menos 10% da proporção que o sol tem desses elementos, iria detonar reações suficientes para sobrepujar a força da gravidade. Isso arrebentaria uma nuvem em uma explosão com 100 vezes a energia eletromagnética de qualquer supernova hoje. Se a nuvem contivesse menos elementos pesados, fornecendo pressão para fora e não para dentro, a gravidade venceria e a nuvem entraria em colapso em uma “semente” de buraco negro. Entretanto, liberaria ainda mais energia do que no cenário de detonação, porque altas pressões e temperaturas no núcleo da nuvem levariam fótons energéticos a transformarem-se em pares de elétrons e seus correspondentes de antimatéria. Estes se aniquilariam, liberando cerca de 10.000 vezes a energia eletromagnética das supernovas mais brilhantes na forma de neutrinos. Estas partículas, que raramente interagem com a matéria normal, são invisíveis, tornando os estouros ultrapoderosos, mas não incomumente brilhantes. Segundo os pesquisadores, tais explosões gigantes – na forma brilhante – podem ser detectadas em observatórios futuros que poderiam procurar eventos do tipo. Além disso, novos modelos poderiam ser mais realistas se permitissem que diferentes partes da nuvem rodassem em diferentes taxas.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

30 de ago de 2011

Avanços Nas Manchas Solares

Imagine prever um furacão semanas antes da tempestade se transformar num rodopiar de nuvens. Este é o género de previsão que os meteorologistas podem apenas sonhar. Mas poderá o sonho tornar-se realidade? Um novo estudo por investigadores da Universidade de Stanford nos EUA sugere que tais previsões podem um dia ser possíveis - não na Terra, mas no Sol.  "Aprendemos a detectar manchas solares antes de serem visíveis ao olho humano," afirma Stathis Ilonidis, estudante pós-doutorado da mesma universidade. "Isto pode levar a importantes avanços na previsão meteorológica espacial."  As manchas solares são o prenúncio de tempestades solares. Visíveis como manchas escuras no disco solar, são o começo de proeminências explosivas e ejecções de massa coronal (CMEs) que por vezes atingem o nosso planeta. As consequências variam desde auroras até quebras de comunicações e electricidade.
Astronomi On Line

As Linhas de Poeira Brilhante da Galáxia NGC 624

Com aproximadamente 120000 anos-luz de diâmetro, a galáxia NGC 624, mostrada na imagem acima feita pelo Telescópio Espacial Hubble é um pouco maior que a Via Láctea. A espiral quase de lado para nós está localizada a aproximadamente 220 milhões de anos-luz de distância da Terra e voltou a ser mencionada no círculo astronômico com interesse depois que uma estrela explodiu nessa ilha do universo em 2008. O disco da galáxia como em muitas galáxias espirais é atravessado por linhas escuras de poeira, que são na verdade imensas nuvens de complexos orgânicos moleculares expelidos pelas estrelas que estão nascendo e por estrelas que estão morrendo. Essas linhas escuras são bem comuns de serem observadas, mas o que chama a atenção é a assimetria dessas linhas nesse caso. Elas são mais escuras na parte de baixo da galáxia do que na parte de cima. A impressão é que nós estamos olhando a galáxia espiral de baixo, assim as linhas escuras são mais óbvias no lado visível do que no lado escuro dela. A assimetria é provavelmente causada pelo fato de estarmos observando a galáxia através de um campo extenso de estrelas que faz com que as linhas de poeira apareçam mais brilhantes no lado visível dela. Isso explica porque vemos a poeira melhor no lado visível da galáxia. Nós estamos olhando através de muitas estrelas. É como se estivéssemos olhando algo através de uma névoa assim as coisas parecem mais distantes pois estamos olhando através da neblina.
Fonte:Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=17811

NGC 2264: O Aglomerado do Floco de Neve e a Nebulosa do Cone

Créditos: NASA, JPL-Caltech, P. S. Teixeira (CfA)
Formas e texturas estranhas podem ser encontradas nas vizinhanças da Nebulosa do Cone. Esses padrões resultam de tumultuosa agitação que acompanha a formação do aglomerado aberto de estrelas conhecido como NGC 2264, ou conhecido como o aglomerado Floco de Neve. Para melhor entender esse processo uma imagem detalhada em duas cores infravermelhas foi feita dessa região pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. As estrelas brilhantes do aglomerado do Floco de Neve preenchem o campo. Essas estrelas aquecem e destroem as montanhas de gás e poeira onde elas foram formadas. Em uma dessas montanhas de poeira está a famosa Nebulosa Cone, visível na imagem acima a esquerda, apontando na direção de uma estrela brilhante próximo do centro do campo de visão. A inteira região da NGC 2264 está localizada a uma distância aproximada de 2500 anos-luz da Terra na direção da constelação de Monoceros, o Unicórnio.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap070509.html

Cometa Elenin poderá não sobreviver à passagem pelo periélio

O cometa Elenin visto pelo STEREO-B a 06 de Agosto de 2011.Crédito: NASA/STEREO.
Vários astrónomos têm estado a relatar uma diminuição significativa no brilho do cometa Elenin depois deste ter sido atingido por uma violenta ejecção de massa coronal no passado dia 19 de Agosto. Aparentemente, a colisão com a nuvem de plasma erodiu uma boa parte dos gelos de água e de dióxido de carbono que compõem o núcleo do pequeno cometa, provocando uma momentânea intensificação da actividade da cauda seguida de uma rápida diminuição. Este comportamento é geralmente um presságio do início da desintegração do núcleo cometário, pelo que alguns astrónomos têm estado a sugerir que o cometa Elenin poderá não sobreviver à passagem pelo periélio no próximo dia 10 de Setembro.

Astrônomo brasileiro acha estrelas com massa de 80 'sóis'

Um astrônomo brasileiro radicado no Chile e sua equipe da Universidade de La Serena descobriram duas estrelas novas, muito maciças, brilhantes e aparentemente isoladas na Via Láctea. Essas características fazem desses objetos (batizados de WR20aa e WR20c) astros extremamente raros na galáxia. Os astrônomos estimam que as estrelas tenham até 2 milhões de anos (jovens, em termos astronômicos). Além disso, as estrelas podem ter, cada uma, pelo menos 80 vezes a massa do nosso Sol --o que também é não é muito comum encontrar. 

"A galáxia pode conter vários bilhões de estrelas, mas a maioria tem massa pequena", diz o físico e astrônomo Alexandre Roman Lopes, coordenador do trabalho. O que os cientistas não esperavam era encontrar essa dupla de estrelas isolada na galáxia. Como esse tipo de estrela vive pouco (alguns milhões de anos), em geral elas não têm tempo de se distanciar de onde se formaram. Isso resulta em aglomerados de estrelas na galáxia, próximos à sua "fábrica".  Essas "fábricas" funcionam no interior de enormes aglomerados de gás e poeira onde, sob efeito da força gravitacional, acontece a concepção estelar. Por estarem muito longe do local de origem, a dupla é candidata a "runaway", ou seja, objetos estelares que viajam a uma grande velocidade e se distanciam cada vez mais de onde nasceram.
O aglomerado de estrelas Westerlund 2, localizado na direção da constelação da Quilha (ou Carina, em latim), onde a dupla de estrelas pode ter 'nascido'. (Foto: NASA / CXC / Univ. de Liège / Y. Naze et al)

EXPULSÃO

Os pesquisadores acreditam que a dupla tenha sido ejetada de um superaglomerado de estrelas de altíssima massa chamado Westerlund 2, que fica na direção da constelação de Carina, a cerca de 26 mil anos-luz do Sol. No centro desse aglomerado, existe um grupo compacto de estrelas muito brilhantes onde são observadas nuvens de gás remanescente do seu processo de formação. Eles descobriram que uma linha imaginária conectando as duas estrelas "cruza" o aglomerado exatamente na sua parte central. Isso significa que elas devem ter saído de onde está o "berçário" dos objetos de grande massa.  "Estudos de dinâmica estelar preveem que estrelas de massa muito grande não convivem bem entre si. Algumas sempre acabam expulsas pelas companheiras", explica.  O trabalho, que tem apoio do Observatório Las Campanas e do ESO (Observatório Europeu do Sul), estará na "MNRAS" ("Monthly Notices of the Royal Astronomical Society") do mês de setembro.

SUPERMACIÇAS PODEM EXPLICAR ORIGEM DA VIDA

O estudo das estrelas supermaciças, além de contribuir para a compreensão da formação estelar, pode ajudar a explicar a origem da vida. Essas estrelas produzem, no seu interior, oxigênio, carbono e nitrogênio, e no fim da sua evolução, até ferro.  "Os elementos mais complexos necessários à vida são produzidos por estrelas maciças. De certo modo, somos filhos desse tipo de estrela", diz Lopes.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/

Um Teste de Visão astronômica

Créditos:ESA/Hubble & NASA
Espiando nas profundezas do espaço, os excelentes olhos do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA fez uma imagem da próxima porém apagada galáxia anã, conhecida como ESO 540-030. Esse objeto aparece como um imenso enxame de estrelas apagadas, mas o ESO 540-030 é na verdade apenas um ponto de interesse nessa imagem. A ESO 540-030 está localizada a apenas 11 milhões de anos-luz de distância da Terra e é parte do grupo de galáxias do Sculptor. Essa coleção é o vizinho mais próximo do nosso próprio Grupo Local de Galáxias que inclui a Via Láctea. Devido a sua proximidade o grupo do Sculptor possui algumas das galáxias mais brilhantes dos céus do sul, embora a ESO 540-030 não seja uma dessas. As galáxias anãs normalmente possuem uma pequena superfície brilhante o que a torna muito difícil de ser observada. O Hubble com sua visão aguçada capturou um registro de vários tipos de galáxias no plano de fundo da imagem, com espirais, espirais barradas, elípticas e irregulares. Uma análise cuidadosa dessa imagem deve permitir que possamos identificar exemplos de cada um dos tipos de galáxias existentes. Algumas galáxias localizam-se diretamente atrás da ESO 540-030, aumentando ainda mais o desafio. Além das galáxias existem ainda cinco estrelas brilhantes que estão muito mais perto de nós do que as galáxias. Os spikes de difração, as quatro linhas de luz que emanam em ângulos de 90 graus são geradas pela difração da luz no telescópio, e são os sinais marcantes da presença das estrelas na imagem. Catalogar os tipos de galáxias é uma tarefa importante para os cientistas tentarem entender mais sobre como o nosso universo se desenvolveu. Nossos próprios olhos são ferramentas excelentes para isso, como podem confirmar os participantes do projeto Galaxy Zoo Hubble (http://www.galaxyzoo.org/). Essa imagem da ESO 540-030 foi criada a partir de imagens feitas com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. As imagens obtidas através do filtro amarelo-laranja (F606W, foram coloridas de azul), e foram combinadas com as imagens obtidas com o filtro do infravermelho próximo (F814W, que foram coloridas em vermelho). O tempo de exposição total foi de 4480s e 3360s, respectivamente e o campo de visão foi de aproximadamente 3.1 arcos de minuto de diâmetro.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/

A Mais Fria Estrela Anã Marrom

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL-Caltech, WISE
Essa imagem cósmica composta com os dados de imagem do Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA captura uma grande variedade de estrelas apagadas e galáxias distantes na direção da constelação da Lyra em comprimentos de onda maiores do que os comprimentos e onda da luz visível. Mas o objeto circulado no centro da imagem não é uma estrela tranquila. Catalogada como WISE 1828+2650, ela localiza-se a uma distância de 40 anos-luz do Sol e é atualmente a estrela do tipo anã marrom mais fria conhecida. Uma anã marrom começa como uma estrela, com o colapso gravitacional de uma densa nuvem de gás e poeira, mas esse tipo de estrela não é massiva o suficiente para atingir a temperatura de núcleo e a densidade necessária para disparar a fusão do hidrogênio, a fonte de energia estável da estrela. Ao invés disso, a estrela que falhou no processo de fusão se resfria e emite a maior parte de sua luz nos comprimentos de onda do infravermelho. De maneira impressionante, as estrelas anãs marrons possuem grosseiramente o tamanho do planeta Júpiter. Mas quão fria é a WISE 1828+2650? Enquanto que anãs marrons têm uma temperatura superficial medida na ordem dos 1400 graus Celsius, essa anã marrom, designada como sendo uma anã marrom da classe Y, tem a temperatura estimada, similar à temperatura de uma sala quente, menos de 27 graus Celsius.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110830.html

29 de ago de 2011

5 fatos estranhos sobre Plutão

Plutão está tão longe da Terra que é difícil conseguir qualquer tipo de informação precisa sobre o planeta anão. Mas ele finalmente será menos misterioso dentro de alguns anos, já que a sonda New Horizons da NASA deve fazer um voo rasante sobre o planeta em julho de 2015. Será a primeira vez em que uma sonda visita o mundo distante. Enquanto a visita a Plutão não acontece, conheça cinco fatos estranhos sobre o ex-nono planeta de nosso sistema solar:

1 – Para nós, Plutão já foi um gigante
Quando Plutão foi descoberto, em 1930, inicialmente se acreditava que o planeta era maior do que Mercúrio, e possivelmente maior do que a Terra. Agora os astrônomos sabem que ele tem 2,352 mil quilômetros de diâmetro – menos de 20% do tamanho do nosso planeta, com apenas 0,2% da massa da Terra. Um pequeno erro de cálculo, não?


2 – Um planeta fora da linha
Plutão tem uma órbita extremamente elíptica, que não está no mesmo plano das órbitas dos oito planetas oficias. Em média, o planeta anão dá a volta em volto do sol a uma distância de 5,87 bilhões de quilômetros, completando um circuito em 248 anos. O estranho caminho vai fazer com que, em alguns anos, a órbita de Plutão se sobreponha a de Netuno. Isso traz Plutão mais perto da Terra do que Netuno, o oitavo planeta do sistema solar. Mas não se preocupe, os dois planetas não vão colidir.

3 – Planeta congelado
Plutão é um dos lugares mais frios no sistema solar, principalmente por estar tão longe do sol. As temperaturas da superfície oscilam em torno de -225° C. Os cientistas acreditam que o planeta anão é composto por 70% de rocha e 30% de gelo. A superfície é coberta predominantemente com nitrogênio congelado. Quando Plutão for visto de perto, poderemos descobrir se existe um gigante oceano subterrâneo e pistas que expliquem a geologia ou a química da superfície gelada.

4 – Plutão tem filhotes
Plutão tem quatro luas conhecidas: Caronte, Nix, Hydra e um minúsculo satélite recém-descoberto chamado de P4 – por enquanto ao menos, já que seu nome oficial pode acabar sendo Cérbero. Enquanto Nix, Hydra e P4 são relativamente pequenos, Caronte tem cerca de metade do tamanho de Plutão. Por causa do tamanho de Caronte, alguns astrônomos tratam Plutão e Caronte como um planeta anão duplo, ou um sistema binário – os dois corpos sempre apresentam a mesma face um para o outro à medida que orbitam um centro comum de massa localizado em algum lugar entre eles.

5 – Ar aparente
Apesar de ser menor do que a lua da Terra, o planeta anão conseguiu segurar uma fina atmosfera – composta principalmente de monóxido de nitrogênio, metano e carbono – que se estende a 3 mil quilômetros para o espaço.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Cientistas simulam formação de galáxias em espiral como a Via Láctea

Recriação do nascimento de galáxias pode revelar processos cósmicos e leis da Física. Cientistas tentam simular esse 'momento' há quase vinte anos
Simulação mostra galáxia em espiral, 13 bilhões de anos após sua formação (à esquerda). As nuvens de gás são representadas em rosa e as estrelas em azul. À direita, imagem da galáxia M74, similar à Via Láctea (Divulgação/Universidade de Zurique e Nasa)
Por quase vinte anos, astrofísicos tentaram simular realisticamente a formação de galáxias espirais como a que abriga o Sistema Solar realisticamente. Agora, cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, e Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, conseguiram fazer um modelo convincente do processo. Entre os resultados obtidos com o trabalho, estão informações de que estrelas devem pontilhar a região além da borda da Via Láctea.

O objetivo de simulações como essa é avaliar com precisão processos e leis da Física, superando os entraves causados por dados conflituosos obtidos por meio de observações astronômicas. Todas as tentativas anteriores de recriar a formação de galáxias espirais falharam em ao menos dois pontos: a galáxia tinha muitas estrelas em seu centro ou a massa de todas as estrelas era excessiva. Por esse motivo, a nova simulação foi nomeada como Eris, o deus grego que simboliza a discórdia.

A nova simulação remete ao que deve ter ocorrido menos de um milhão de anos após o Big Bang, explosão que teria originado o universo por volta de 14 bilhões de anos atrás. Naquele período, muitas galáxias se fundiram rapidamente. Com o passar do tempo, a união de gases e galáxias anãs (veja glossário) passou a ocorrer de forma mais lenta. Pela simulação, para que a galáxia em espiral se forme, nuvens de gás frio extremamente denso devem formar as estrelas ao redor do bulbo central. A formação e distribuição das estrelas, contudo, não ocorre uniformemente, mas em aglomerados que se juntam ao disco. Isso resulta em um aumento de calor considerável, abastecido pela explosão de supernovas.

A matéria visível é dispersa de forma que o centro não acumule muita massa. O resultado é a formação de estrelas com massa equivalente às massas observadas na Via Láctea. O modelo também permite avaliar como a matéria da galáxia se distribuiu em formas espirais. Supõe-se que o universo seja feito de três componentes principais: a matéria visível (responsável pelos planetas, estrelas e tudo o que pode ser visto pelo homem), matéria escura e energia escura (veja glossário).

A matéria visível seria responsável por apenas 5% do cosmos. A matéria escura, por sua vez, influenciaria o movimento de nuvens de gás e poeira por meio da gravidade de uma massa 'invisível'. A energia escura, finalmente, corresponderia a mais de 70% do universo, sendo responsável pela expansão das galáxias. Supunha-se que na Via Láctea a proporção de matéria visível para matéria escura fria — um tipo de matéria escura — fosse de um para seis, mas os pesquisadores agora indicam que deva ser de um para nove, ao menos na parte mais externa de seus 'braços'.

Glossário

Galáxias
Por mais surpreendente que pareça, a definição do que é uma galáxia não é consenso entre os astrônomos. Mas a maioria concorda que o 'amontoado' de estrelas, planetas e nuvens de gás e poeira deve obedecer a alguns critérios: presença de estrelas próximas pela ação da gravidade; sistema estável; diversidade de estrelas, influência da matéria escura e dominância em relação aos ambientes que estão próximos.

Galáxia-anã
As galáxias podem variar de tamanho e de forma. A Via Láctea, por exemplo, é uma galáxia espiral porque possui 'braços brilhantes' — um disco —circundando o núcleo. Mas há galáxias elípticas (com formato esférico), galáxias espirais barradas (cujos 'braços' se estendem a partir de uma barra central de estrelas) e galáxias irregulares. Ao que tudo indica, a maioria das galáxias no universo é menor do que a Via Láctea, com diâmetro de 100.000 anos-luz. Mas não é por isso que algumas são chamadas de galáxias anãs. Na verdade, é a quantidade de estrelas que determina a classificação.

Big Bang
A teoria mais aceita atualmente aponta que o universo foi formado quando uma violenta explosão ocorreu por volta de 14 bilhões de anos atrás. Toda a massa do universo estava então contida em um ponto minúsculo do espaço, menor que uma bola de tênis, de densidade extremamente alta

Matéria escura
Material invisível proposto por cientistas para explicar o comportamento do universo. Exerce influência sobre o material visível por causa da gravidade, mas não emite radiação
Fonte: http://veja.abril.com.br

Cientistas indecisos se supernova será observável da Terra

 Imagem registrada pelo telescópio Samuel Oschin, em Monte Palomar, mostra um dos frames que possibilitou a detecção da supernova PTF 11kly.
Quem se encontra no hemisfério norte do planeta terá talvez uma chance raríssima de observar uma supernova, que é gerada a partir da explosão de uma estrela. Os cientistas, porém, dividem-se sobre se ela será visível ou não da Terra por telescópios comuns. Alguns dizem que sim e outros afirmam que não. Mark Sullivan, que liderou o grupo da Universidade de Oxford responsável pela descoberta da supernova, disse à revista "Nature" que o brilho vai se intensificar nos próximos dez anos, em torno do início de setembro. Conhecida como PTF11kly, a supernova estará tão perto da Terra que possibilitará estudos adicionais, incluindo aqui a energia negra, que teria acelerado a expansão do Universo. A explosão da estrela que originou a supernova teria ocorrido entre 20 milhões a 25 milhões de anos-luz da Terra, na galáxia do Catavento, ou M101, que fica na constelação da Ursa Maior. A última vez que uma supernova dessa classe ocorreu foi em 1972.

 A Morte de uma Estrela - A morte de uma estrela é predeterminada logo no seu nascimento através do seu tamanho e das características da usina de força que a mantém brilhando durante toda sua vida. As estrelas, entre as quais o nosso Sol, são alimentadas pela fusão dos átomos de hidrogênio que se transformam em hélio sob o intenso calor e pressão encontrados do núcleo estelar. Entretanto, o hélio produzido é ligeiramente mais leve que as massas de quatro núcleos de hidrogênio necessários à sua produção. A partir de teoria da relatividade de Einstein, E = MC2, sabemos que a falta dessa massa é transformada em energia.

Supernova - Estrelas similares ao nosso Sol terminam sua vida quando consomem totalmente suas reservas de hidrogênio, ardendo em uma silenciosa e gigantesca expansão de diâmetro. No entanto, estrelas com oito ou mais vezes a massa solar, como PTF 11kly, finalizam sua vida de modo muito mais cataclísmico. A fusão nuclear continua mesmo após a exaustão do hidrogênio, produzindo elementos pesados em diferentes camadas. O processo continua até que o núcleo estelar se transforme em ferro, quando então outro fenômeno ocorre: devido à descomunal temperatura e pressão, os átomos do ferro também se rompem em seus componentes prótons e nêutrons. Quando isso acontece as camadas superiores ao núcleo desmoronam, lançando ao espaço o resto do material estelar, produzindo um poderoso clarão chamado flash da supernova. A explosão é descomunal. Em poucos dias a supernova libera mais energia que nosso Sol em toda a sua vida. A explosão é tão brilhante que mesmo ocorrendo a centenas de anos-luz de distância pode ser vista da Terra até durante o dia.

Nebulosa M 43 (NGC 1982)

Crédito: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF.Telescópio: 2MASS (2 Micron All Sky Survey).
M 43, também conhecida por NGC 1982, é uma parte da Grande Nebulosa de Orion, M 42, estando separada da nebulosa principal por uma faixa escura de poeira. Foi referida pela primeira vez por Mairan em 1731, tendo nessa altura sido interpretada como "um brilho a rodear uma estrela". Sabe-se hoje que este brilho advém de M 43 ser uma nebulosa de emissão, ou seja, uma região de hidrogénio ionizado ou região HII. Estudos recentes revelaram a presença de discos proto-planetários ("Proplyds") em torno de várias estrelas jovens em M 43. Esta imagem é uma imagem de infravermelhos de M 43 obtida pelo projecto 2MASS.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/

Cientistas encontram a estrela jovem mais próxima da Terra

A 'apenas' 27 anos-luz do Sistema Solar, o novo astro iniciou sua formação há 40 milhões de anos, depois da extinção dos dinossauros
AP Columbae é a estrela bebê mais próxima da Terra (Universidade Nacional da Austrália)
Cientistas descobriram a mais jovem estrela vizinha da Terra. A 'apenas' 27 anos-luz do nosso planeta, a AP Columbae é uma estrela muito mais nova que o Sol — o maior astro do Sistema Solar foi formado há 4,5 bilhões de anos. AP Columbae nasceu há 40 milhões de anos, depois da extinção dos dinossauros, no período em que os mamíferos dominaram a Terra. O estudo foi publicado no periódico The Astronomical Journal. Usando telescópios na Austrália, Chile, Havaí e Estados Unidos, os autores do estudo desfizeram uma crença que já dura décadas: o nascimento de estrelas não ocorre apenas em vastos berçários galácticos, como a Nebulosa de Órion. Essas regiões ficam a centenas de anos-luz da Terra. "Com o advento de telescópios de ampla e precisa visão, conseguimos encontrar estrelas mais novas bem perto do nosso planeta", disse Simon Murphy, um dos autores do estudo. AP Columbae é o mais novo membro de um grupo de estrelas mais jovens, chamado Associação Argus. Como o astro é novo e está bem próximo do Sistema Solar, os cientistas acreditam que farão boas imagens. "Até o fim de 2011, esperamos conseguir caçar gigantes gasosos próximos à estrela usando o telescópio Gemini, no Chile", disse Murphy. A pesquisa foi realizada em conjunto pela Universidade Nacional da Austrália, Universidade Estadual da Geórgia (EUA) e Universidade da Califórnia (EUA).

Proxima Centauri - A estrela mais próxima da Terra

Apesar de estar localizada perto da Terra, AP Columbae não é a estrela mais próxima do Sistema Solar. O título pertence à Proxima Centauri, que está a 4,2 anos-luz do nosso planeta. Foi descoberta em 1915 pelo astrônomo sul-africano Robert Innes, então diretor do Union Observatory na África do Sul. Embora esteja tão perto não é possível exergá-la sem o auxílio de telescópios.

Forma Espetacular de Um Pulsar de 1700 Anos

Um objeto pequeno e denso, com somente doze milhas de diâmetro é responsável por criar essa bela nebulosa que emite raios-X e que se expande por 150 anos-luz. No centro dessa imagem feita pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA está um pulsar jovem e muito poderoso, conhecido como PSR B1509-58 ou B1509 para facilitar. O pulsar é uma estrela de nêutrons que gira rapidamente e que espalha energia no espaço ao seu redor criando complexas e intrigantes estruturas, incluindo nesse caso uma feição que lembra uma mão cósmica. Nessa imagem, os raios-X de energia mais baixa que o Chandra detecta são coloridos em vermelho, os de energia intermediária são coloridos em verde e os mais energéticos são coloridos em azul. Os astrônomos acreditam que o B1509 tem uma idade de 1700 anos medindo na estrutura de tempo da Terra, ou seja, se referindo aos eventos quando são observados na Terra, e está localizado a aproximadamente 17000 anos-luz de distância. As estrelas de nêutrons são criadas quando estrelas massivas esgotam seu combustível e colapsam. A velocidade de rotação do B1509 é de completar 7 voltas por segundo e está lançando energia ao seu redor numa taxa prodigiosa, presumidamente porque ele possui um intenso campo magnético na sua superfície, que é estimado em ser aproximadamente 15 trilhões de vezes mais forte do que o campo magnético da Terra. A combinação da rotação rápida e do campo magnético ultra forte faz com que o B1509 seja uma dos mais poderosos geradores eletromagnéticos conhecidos na galáxia. Esse gerador produz ventos energéticos e elétrons e íons a partir da estrela de nêutrons. Enquanto os elétrons se movem através da nebulosa magnetizada, eles irradiam sua energia criando a elaborada nebulosa observada pelo Chandra. As regiões mais internas, um círculo apagado que envolve o pulsar, marca o ponto onde o vento é rapidamente desacelerado pela nebulosa que tem uma expansão lenta. Dessa maneira, o B1509 compartilha algumas similaridades intrigantes com a famosa Nebulosa do Caranguejo. Contudo a nebulosa do B1509 é 15 vezes mais larga do que o diâmetro da Nebulosa do Caranguejo que é de 10 anos-luz. As estruturas parecidas com dedos se estendem para o norte, aparentemente energizando nós de material na nuvem de gás na vizinhança conhecida como RCW 89. A transferência de energia dos ventos para esses nós faz com que eles brilhem fortemente em raios-X (mostrados na imagem como sendo as feições em vermelho e laranja). A temperatura nessa região parece variar em um padrão circular ao redor desse anel de emissão, sugerindo que o pulsar pode estar sofrendo um movimento de precessão como um pião emitindo um feixe energizado ao redor varrendo o gás na RCW 89.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2011/08/image-of-the-day-a-1700-year-old-pulsar-in-a-spectacular-x-ray-nebula.html

Hickson 44 em Leão

Créditos e direitos autorais : Stephen Leshin
Vasculhando o céu atrás de galáxias, o astrônomo canadense Paul Hickson e seus colegas identificaram aproximadamente 100 grupos compactos de galáxias, agora apropriadamente chamados de Grupos Compactos de Hickson. As quatro galáxias proeminentes vistas nessa intrigante imagem telescópica mostra um desses grupos, o Hickson 44, localizado a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Leo, o Leão. As duas galáxias espirais no centro da imagem estão de lado para nós, são elas, a NGC 3190 com suas distintas linhas de poeira dobradas e a NGC 3187 com a sua forma de S. Juntamente com a brilhante galáxia elíptica NGC 3193 à direita elas são conhecidas como Arp 316. A galáxia espiral no canto superior esquerdo é a NGC 3185, o quarto membro do grupo de Hickson. Como outras galáxias nos grupos de Hickson, essas mostram sinais de distorçam e realçadas regiões de formação de estrelas, evidências da guerra gravitacional que eventualmente resultará na fusão das galáxias em uma escala de tempo cósmica. O processo de fusão é agora entendido como sendo parte normal da evolução das galáxias, incluindo a nossa Via Láctea. Para se ter uma ideia de escala, a NGC 3190 tem aproximadamente 75000 anos-luz de diâmetro considerando a distância estimada do grupo Hickson 44.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110829.html

26 de ago de 2011

Os maiores mistérios de Netuno

Em 1846, foi descoberto o oitavo planeta do sistema solar, nomeado Netuno em homenagem ao deus romano dos mares. Mais de 160 anos depois da descoberta, conhecemos o planeta com muito mais detalhes, e sabemos que ele é colorido por um profundo oceano azul, com manchas brancas atravessando todas as nuvens. Junto de Urano, Netuno é classificado como um gigante de gelo – é um planeta muito grande, com quatro vezes o diâmetro da Terra. Netuno tem uma espessa atmosfera de hidrogênio e hélio em sua maior parte, e tem água, amônia e outras substâncias em menores proporções. Netuno está a bilhões de quilômetros de distância do sol, cerca de 30 vezes mais longe do sol do que a Terra. Ou seja, estudar esse planeta gelado não é nada fácil. Netuno está à beira da nossa capacidade de detecção com telescópios terrestres. O único olhar mais próximo que já tivemos de Netuno foi ao final dos anos 80, com a nave Voyager 2. A investigação feita com essa nave espacial nos revelou muitos dos mistérios do planeta – e nos trouxe novas questões a desvendar – que você confere abaixo:

Atmosfera hiperativa
Os astrônomos esperavam que Netuno fosse um mundo chato, sem grandes diferenças de tempo – apenas mais um planeta gelado e pacato. Mas, ao invés, disso, a nave Voyager mostrou que Netuno tem uma atmosfera turbulenta, com ondulações mais leves de nuvens e tempestades violentas – incluindo a Grande Mancha Escura, que tinha quase o tamanho da Terra. Os ventos mais rápidos já registrados no sistema solar ocorreram em Netuno, com cerca de 2,1 mil quilômetros por hora. O que conduz essa atividade meteorológica colossal parece ser o calor interno de Netuno, que possivelmente é mais quente do que Urano. Relativamente falando, é claro, pois os planetas gelados estão na faixa de -215°C. O que fornece as fontes de calor de Netuno possivelmente inclui os restos de calor interno da formação do planeta e a decadência de elementos radioativos.

Anéis fracos
Netuno, assim como os planetas gigantes Júpiter, Saturno e Urano, tem um sistema de anéis. Mas ao invés de estruturas semelhantes com bambolês, os anéis são pedaços tênues e empoeirados. Por serem fracos e pouco visíveis, acreditava-se que eles eram incompletos, o que foi desmentido por imagens da nave Voyager. Influências gravitacionais das pequenas luas podem causar a irregularidade dos anéis.

Campo magnético descentralizado
Quando a Voyager 2 detectou um campo magnético singular em Urano, os astrônomos acreditaram que isso tinha acontecido porque um corpo teria colidido com o planeta, embaralhando sua produção de campo magnético. No entanto, quando a Voyager 2 mediu o campo magnético de Netuno, eles perceberam que ela também se originava longe do coração do planeta, e não se alinhava com a rotação planetária, como outros campos magnéticos conhecidos fazem. Ninguém esperava que esses campos magnéticos deslocados do centro do planeta seriam inclinados a ângulos loucos, pelo menos em nossa visão terrestre. A melhor teoria proposta é a de que o campo magnético não é gerado no núcleo de Netuno, como é na Terra, Júpiter e outros planetas. Em vez disso, o campo emana de uma camada eletricamente condutora entre o núcleo e a superfície.

Lua do contra
Das 13 luas de Netuno, Tritão é de longe a maior, e a única grande o suficiente para ser esférica. O mais estranho é que Tritão tem uma órbita “do contra”, que gira na direção oposta das outras luas e do próprio planeta. Além disso, a órbita tem um ângulo atípico para satélites. Essas características sugerem que Tritão não se formou em torno de Saturno. Ao invés disso, a gravidade do planeta deve ter capturado a lua rebelde, que deve ter pertencido ao cinturão de Kuiper. Tritão também tem um intrigante terreno irregular, com textura parecida com a de um melão.
Fonte: http://hypescience.com/
 [Life'sLittleMysteries]

Impactos da Terra podem levar vida a outros mundos com mais frequência do que o esperado

Segundo um novo estudo, as chances de impactos de asteroides na Terra terem espalhado destroços de vida a Marte, Júpiter ou para fora do nosso sistema solar são maiores do que se pensava. Simulações de computador de detritos sendo lançados da Terra mostram que 100 vezes mais partículas acabam em Marte do que estudos anteriores haviam previsto. Os impactos de energia mais alta levam detritos a Júpiter, que abriga duas luas que podem ser passíveis de vida. Porém, apenas os organismos mais resistentes da Terra poderiam sobreviver à viagem. O estudo considera um reverso da teoria da “panspermia”, que diz que os precursores da vida, ou a própria vida, podem ter sido “entregues” por um impacto de meteoro na Terra primitiva. Igualmente, no entanto, os impactos da Terra podem lançar detritos carregados com micróbios ou pequenos organismos resistentes como ursos d’água, que já demonstraram a capacidade de sobreviver às duras condições do espaço. Outras simulações têm abordado a probabilidade de que os impactos da Terra semearam vida no sistema solar, sugerindo até que os restos da Terra poderiam ter chegado a lua Titã, de Saturno. Os cientistas fizeram as maiores simulações até agora, cada uma com mais de 10.000 partículas sendo ejetadas da superfície da Terra. Cada uma das cinco simulações de impactos considerou diferentes forças, com as partículas disparando em velocidades cada vez maiores. As partículas escaparam da atração gravitacional da Terra e então se moveram de acordo com a gravidade do sol e dos planetas por 30.000 anos simulados. Ao considerar a fração de partículas que, eventualmente, colidiriam com Vênus e com a lua, ou simplesmente espiralariam de volta para a Terra, os resultados da equipe são consistentes com as simulações anteriores. Mas o estudo mostra um aumento acentuado no número de partículas que chega a Marte, e pela primeira vez demonstrou a probabilidade de que um impacto chegaria a Júpiter: a chance é de 0,05% quando as partículas são lançadas a uma velocidade de 16,4 quilômetros por segundo. Segundo os pesquisadores, as pesquisas anteriores foram computacionalmente limitadas, por causa da tecnologia da época. Os números do novo estudo estão mais próximos da realidade. As taxas de impacto são ainda maiores porque os cientistas estão indo mais longe por muito mais tempo. A questão que fica é se algum impacto realmente transportaria carga viva que pode cumprir a hipótese da “panspermia”.
Fonte: http://hypescience.com/
[BBC]

CINCO ANOS DEPOIS, DESPROMOÇÃO DE PLUTÃO É AINDA CONTROVERSA

Impressão de artista de Plutão e Caronte, vistos de outra lua.Crédito: David Aguilar/CfA
No dia 24 de Agosto de 2006, Plutão - que até à data era conhecido como o nono planeta do Sistema Solar desde a sua descoberta em 1930 - foi despromovido para a recém-criada categoria de "planeta anão". A decisão foi controversa, com alguns cientistas a discordar dos argumentos por trás da mesma. Também transtornou e confundiu muitos leigos, que achavam que os nove planetas eram objectos permanentes no céu - pedra fulcral para o seu conhecimento do Cosmos e do seu lugar nele. Mas a reclassificação de Plutão mostra que o conhecimento acerca do que nos rodeia está sempre a mudar, que as verdades científicas não são herdadas dos céus. E esta lembrança pode ser o maior legado do debate acerca do estatuto de Plutão como planeta. "Este debate mostra às pessoas, especialmente aos miúdos, que a Ciência está em constante evolução, e isso é excitante," afirma Scott Sheppard, cientista planetário do Instituto Carnegie em Washington, que procura planetas anões nos confins do Sistema Solar. "E que nos devemos envolver com a Ciência, porque há muito mais para aprender."
Astronomia On-Line

Como são feitas as imagens do Telescópio Espacial Hubble

Você sem dúvidas já ouviu falar do telescópio Hubble. Sem ele, não teríamos muitas das famosas fotos coloridas em ótima resolução do espaço, que geraram descobertas e uma verdadeira revolução astronômica desde seu lançamento. Mas as imagens do Hubble não ficam prontas facilmente, como as fotos feitas com uma máquina digital em um dia ensolarado na Terra – e nem são coloridas naturalmente. Elas passam por vários processos de edição, com fins científicos, claro. Cada imagem que você vê, tirada pelo Hubble, é composta de várias fotos que são compiladas e modificadas com um software de edição de imagens. As imagens são unidas a partir das informações recebidas das câmeras, e são retiradas ou acrescentadas cores que trazem a vista características que os olhos não captam. O Hubble é um telescópio satélite localizado a 592 quilômetros acima da superfície terrestre. Como ele está no espaço, ele pode observar o universo sem os efeitos da atmosfera da Terra. Isso permite que ele obtenha imagens mais nítidas e recolha melhores informações. O Hubble é um telescópio, mas também é uma nave espacial com sua própria fonte de alimentação, equipamentos de comunicação e sistema de controle. Ele orbita a Terra uma vez a cada 97 minutos.
Fonte: http://www.lifeslittlemysteries.com/hubble-images-made-strange-snapshots-1961/

Explosão De Estrela Próxima na Galáxia M101 É Detectada Por Equipe de Astrônomos

Uma equipe de astrônomos internacionais relatou a explosão da estrela mais próxima já vista nas últimas quatro décadas, oferecendo para nós uma ideia quão violenta é a morte de uma estrela. A estrela localizada na Galáxia do Cata-Vento, a M101, localizada a aproximadamente 21 milhões de anos-luz de distância da Terra, pertence a um tipo de supernova vastamente observado chamado de Tipo 1a de supernovas ou de estrelas explosivas. 

“A melhor hora para ver essa estrela moribunda será logo após o anoitecer dentro de uma semana para os moradores do hemisfério norte:, disse o astrônomo da Universidade de Oxford, Mark Sullivan. “Você precisa ir para um local longe da poluição luminosa, com um bom par de binóculos, embora pequenos telescópios sejam a melhor escolha”.  Esse Tipo 1a de explosão estelar é normalmente usado como um padrão astronômico para se definir com qual velocidade as galáxias distantes estão se afastando umas das outras, observações essas que levaram a descoberta de que o universo está se expandido de forma acelerada em 1998, fenômeno esse que agora se sabe deve-se ao efeito da energia escura que age como uma força anti-gravitacional nas vastas distâncias do universo.

“Observar uma explosão de tão perto nos permite estudar esses eventos com detalhes sem precedentes”, disse Sullivan. Os astrofísicos atualmente possuem várias incertezas sobre o mecanismo exato que dispara a formação desse tipo de supernova, pensadas como sendo resultado ou da fusão de duas estrelas gêmeas ou da captura de gás de uma estrela por outra.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=17595

Arp 274 Um SIstema Composto Por Três Galáxias

Créditos: NASA, ESA, and M. Livio and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
Arp 274, também conhecido como NGC 5679 é um sistema composto por três galáxias que parecem estar parcialmente se sobrepondo na imagem, embora elas na verdade se localizam a distâncias bem diferentes. As formas espirais de duas dessas galáxias aparecem mais intactas na imagem. A terceira galáxia (a galáxia localizada mais a esquerda) é mais compacta, mas mostra evidências de formação de estrelas. uas das três galáxias estão formando novas estrelas a taxas elevadas. Isso é evidente nos nós brilhantes azuis de formação de estrelas que se espalham ao longo dos braços da galáxia à direita e ao longo da pequena galáxia à esquerda. A maior galáxia está localizada no meio das três. Ela aparece como uma galáxia espiral que pode ser barrada. O sistema como um todo reside a aproximadamente 400 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação de Virgo. A Wide Field Planetary Camera 2 do Telescópio Espacial Hubble foi usada para fazer essa imagem do sistema Arp 274 em Abril de 2011. Os filtros de cor azul, da luz visível e do infravermelho foram combinados com um filtro que isola as emissões de hidrogênio para montar a imagem final. As cores nessa imagem refletem a cor intrínseca das diferentes populações estelares que constituem as galáxias. As estrelas amareladas mais velhas podem ser vistas no bulbo central de cada galáxia. Um aglomerado central brilhante de estrelas marca cada um dos núcleos galácticos. As estrelas azuis mais jovens traçam os braços espirais, juntamente com nebulosas rosadas que estão sendo iluminadas pelas novas estrelas em formação. A poeira interestelar tem sua silhueta destacada contra a população estelar. Um par de estrelas no primeiro plano da imagem localizadas dentro da nossa Via Láctea pode ser visto à direita na imagem.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2045.html

Pesquisadores analisam pela 1ª vez pó de superfície de asteroide

Sonda japonesa Hayabusa recolheu amostra do asteroide Itokawa e retornou à Terra em 2010
Os pesquisadores analisaram pela primeira vez na história o pó da superfície de um asteroide que possibilitou compará-lo com o material recolhido na Lua e os meteoritos caídos na Terra para continuar com o estudo das origens do Sistema Solar. A revista Science publica esta semana um especial com dados preliminares de seis trabalhos que estão em andamento sobre a análise do material recolhido e utilizado outra vez na Terra em 2010 pela sonda japonesa Hayabusa. A nave não tripulada, cujo nome em japonês significa "falcão peregrino", foi lançada em 2003 rumo ao asteroide Itokawa, descoberto por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) em 1998. Este corpo celeste recebeu este nome em homenagem a Hideo Itokawa, o pioneiro da pesquisa espacial japonesa. Em 2005, aterrissou na superfície de Itokawa, classificado como asteroide de tipo S por sua composição siliciosa, para tirar mostras. Hayabusa retornou a Terra em 2010 e desde então equipes de pesquisadores de todo o mundo passaram a analisar seu conteúdo, cujos primeiros resultados estão sendo divulgados desde a relação com os meteoritos caídos na terra e os diferentes elementos até os que estiveram no espaço.

Primeiros resultados do estudo

Os asteroides são considerados os "restos" que ficaram após a formação do Sistema Solar, por isso os cientistas destacam que seu estudo é fundamental para entender nossas origens, já que abrigam o material mais antigo viável para extrair dados. O professor Misuru Ebihara, da Universidade Metropolitana de Tóquio e pesquisadores da Austrália e dos Estados Unidos decomporam pequenos grãos para analisar sua composição mineral. Os primeiros resultados de Ebihara indicaram que essas partículas conservaram um "recorde" de elementos primitivos da era adiantada do Sistema Solar, que agora serão comparados com dezenas de milhares de meteoritos que caíram na Terra.  Segundo os estudiosos, a superfície do asteroide foi desgastada pelo impacto com outros corpos celestes, enquanto a Lua esteve mais exposta aos ventos solares e à erosão do próprio espaço. Quanto ao tempo que ficou exposto no espaço, o professor Keisuke Nagao, da Universidade de Ibaraki, e sua equipe estimam que ele exista há quase oito milhões de anos.  Além disso, estabeleceram um vínculo direto entre os isótopos de oxigênio encontrados nos condritos dos meteoritos descobertos na Terra, a maioria, procedentes do tipo S, como este. Um asteroide pode ser o próximo destino do homem no espaço. A Nasa (agência espacial americana) anunciou seu interesse em voltar a retomar a prospecção espacial além da órbita terrestre baixa, que também incluiria uma viagem a Marte para o ano 2030.
Fontes: http://noticias.terra.com.br/ciencia/
'Science'

Imagem Computadorizada Mostra Cratera Gale em Marte suas primeiras horas da 'manhã'

Cratera Gale com monte no seu interior (no centro); imagem foi gerada por computador segundo dados do planeta
 
Essa imagem gerada por computador mostra uma parte de Marte na borda entre a escuridão e luz do dia, com uma área que inclui a cratera Gale, começando a ser iluminada pela luz da manhã. O norte está para a esquerda nessa imagem. Gale é a cratera com um monte no seu interior, próximo da parte central da imagem. A NASA selecionou a cratera Gale como sendo o local de pouso da sonda Curiosity, o Mars Science Laboratory. A sonda da missão deve pousar em um local ao norte da cratera Gale em Agosto de 2012.

A cratera Gale tem 154 quilômetros de diâmetro e abriga uma montanha que se ergue por 5 quilômetros acima do interior da cratera. O local pretendido para pouso fica localizado nas coordenadas 4.5 graus de latitude sul e 137.4 graus de longitude leste. Essa imagem foi criada usando informações tridimensionais obtidas pelo Mars Orbiter Laser Altimeter, que viaja a bordo da sonda da NASA Mars Global Surveyor. A dimensão vertical não está exagerada. A informação de cor usada nessa imagem é baseada nas características gerais de cores de Marte.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2044.html

Uma Jovem Supernova na Galáxia Vizinha do Catavento

Créditos e direitos autorais : D. Andrew Howell(LCOGT) et al.,Faulkes Telescope North,LCOGT
Uma estrela próxima explodiu e telescópios em todo o mundo estão monitorando esse espetacular fenômeno. A supernova, chamada de PTF 11kly, foi descoberta por um computador somente dois dias atrás como parte de uma pesquisa do céu chamada de Palomar Transit Factory (PTF) que utiliza o telescópio de vasto ângulo de 1.2 metros Samuel Oschwin na Califórnia, um vídeo explicando o projeto e uma imagem do telescópio utilizado nessa pesquisa são mostrados abaixo. Sua rápida identificação faz dela uma das supernovas registradas mais rapidamente após a sua explosão. A PTF 11kly aconteceu na fotogênica Galáxia do Cata-Vento, a M101, que, estando localizada a somente 21 milhões de anos-luz de distância da Terra, faz dela uma das supernovas mais próximas já observadas nas últimas 4 décadas. Rápidas observações de monitoramento têm fornecido a clara indicação de que a PTF 11kly é uma supernova do Tipo Ia, um tipo de detonação que ocorre com uma estrela anã branca e que normalmente progride de uma maneira padrão de modo que ajuda a calibrar a história de expansão de todo o universo. Estudando esse tipo próximo de supernova do Tipo Ia, contudo, pode-se obter novas e únicas pistas. Se as primeiras indicações estiverem corretas, a PTF 11kly deve brilhar com uma magnitude aproximada de 10 nas próximas semanas fazendo com que seja possível monitorar sua evolução por meio de telescópios moderados.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110826.html

25 de ago de 2011

Astrônomos descobrem planeta feito de diamantes

Planeta tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter é o mais denso já visto e consiste basicamente de carbono
No esquema, o pulsar aparece no centro sendo orbitado por um planeta. Em amarelo, para efeito de comparação, o tamanho do Sol.Foto: Swinburne University of Technology
Astrônomos avistaram um planeta exótico que parece ser feito de diamante e que orbita um pulsar. O novo planeta é muito mais denso do que qualquer outro conhecido até agora, cuja densidade é, em média, 23 gramas por centímetro cúbico (ou cerca do dobro do chumbo), e é composto basicamente de carbono. Porque é tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, assim, uma grande parte deste estranho mundo pode ser efetivamente diamante.  "A história evolutiva e a incrível densidade do planeta sugerem que ele é composto de carbono, ou seja, é um diamante enorme que orbita uma estrela de neutrons a cada duas horas, em uma órbita tão estreita que caberia dentro de nosso próprio Sol", disse Matthew Bailes da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne. A 4 mil anos-luz de distância, ou cerca de um oitavo do caminho em direção ao centro da Via Láctea a partir da Terra, o planeta que tem 55.000 km de diâmetro é provavelmente o remanescente de uma estrela massiva, uma vez que perdeu suas camadas exteriores para os pulsares - pequenas estrelas de neutrons mortas, que giram centenas de vezes por segundo, emitindo feixes de radiação. No caso do pulsar J1719-1438, os raios que regularmente varrem a Terra e foram monitorados por telescópios na Austrália, Grã-Bretanha e no Havaí, permitindo aos astrônomos detectar modulações devido à atração gravitacional de seu planeta companheiro invisível. As medições sugerem que o planeta, que orbita sua estrela a cada duas horas e 10 minutos, tem massa ligeiramente maior do que Júpiter, mas é 20 vezes mais denso. A órbita do planeta tem cerca de 600 mil quilômetros de diâmetro, apenas 50% a mais que a distância média da Terra à Lua. Além de carbono, é provável também que o novo planeta tenha oxigênio, com mais predomínio na superfície e cada vez mais raro em direção ao centro rico em carbono. Sua alta densidade sugere que elementos mais leves, como hidrogênio e hélio, que são os principais constituintes dos gigantes gasosos como Júpiter, não estão presentes.
 
Pulsar de milissegundo

O pulsar agora descoberto é conhecido como pulsar de milissegundo - ele gira cerca de 10.000 vezes por minutos. Ele tem uma massa de 1,4 vezes a massa do Sol, espremida em uma esfera com 20 km de diâmetro. Cerca de 70% dos pulsares de milissegundo têm estrelas-companheiras, formando sistemas binários. Os astrônomos acreditam que foi a estrela-parceira que transformou o pulsar em um pulsar de milissegundo, transferindo massa e fazendo-o girar cada vez mais rápido. O resultado é um pulsar de milissegundo com o que sobrou de uma estrela que perdeu a maior parte de sua massa - o "planeta de diamante".
Fontes: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/
Science
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