30 de set de 2011

Hubble Mostra Galáxia Holmberg II e Suas Bolhas Brilhantes de Gás

Imagem de galáxia irregular Holmberg II créditos:NASA e ESA
As famosas imagens de galáxias feitas pelo Telescópio Espacial Hubble normalmente mostram elegantes galáxias espirais ou galáxias elípticas de lado. Mas essas belas formas não representam somente as grandes galáxias. Galáxias menores como a galáxia anã e irregular Holmberg II se apresentam em diferentes formas e tipos que são difíceis de serem classificados. Essa indistinta forma de galáxia é pontilhada com imensas bolhas brilhantes de gás, que foram capturadas nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble.

As intrigantes conchas brilhantes de gás observadas na Holmberg II foram criadas pelo ciclo de vida energético de muitas gerações de estrelas. Estrelas de grande massa se formaram em uma densa região de gás e posteriormente na vida expeliram fortes ventos estelares que sopraram para longe o material ao redor. Na parte final de suas vidas, elas explodiram como supernovas. Ondas de choque produzidas nessa explosão passaram através dessas regiões menos densas soprando e aquecendo o gás, formando assim as delicadas conchas que podemos observar hoje.

A Holmberg II é uma colcha de retalhos formada por densas regiões de formação de estrelas e extensas áreas com menos material, que podem se espalhar por milhares de anos-luz. Como numa galáxia anã, a Homberg II não possui os belos braços espirais típicos de galáxias como a Via Láctea, e nem o núcleo denso de uma galáxia elíptica. Isso faz da Holmberg II, gravitacionalmente falando, um porto seguro, onde estruturas frágeis como essas bolhas podem assumir seus espaços. Enquanto a galáxia Holmberg II tem um tamanho pequeno, ela possui muitas feições intrigantes.

 Além da sua aparência, que garantiu a ela um lugar de honra no Atlas of Peculiar Galaxies de Halton Arp, e além de ser um tesouro de objetos estranhos e maravilhosos, a galáxia hospeda uma fonte de raios-X ultraluminosa no meio das três bolhas de gás observadas na parte superior direita da imagem. Existem algumas teorias que tentam explicar essa poderosa fonte de radiação, um possibilidade intrigante é que exista ali um buraco negro de massa intermediária que está puxando material de suas redondezas. Essa imagem colorida é uma composição feita com exposições obtidas com a luz visível e com o infravermelho próximo através do Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

Desacelerador de partículas permitirá estudar a antimatéria


Antiprótons

O CERN, laboratório europeu responsável pelo LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, agora terá também o mais potente desacelerador de partículas do mundo. O objetivo é diminuir drasticamente a energia das partículas até um nível nunca alcançado, tornando possível estudar as partículas de antimatéria.

A antimatéria é vislumbrada como uma potencial fonte de energia, uma vez que, ao se juntar com a matéria comum, ambas se aniquilam em uma explosão de raios gama - alguns poucos gramas de antimatéria seriam suficientes para alimentar uma nave interestelar.[Imagem: CERN]

O experimento é chamado ELENA - Extra Low Energy Antiproton Ring - anel de antiprótons de extra baixa energia. Assim como o LHC está permitindo que os cientistas estudem os fenômenos de energias extremamente elevadas, o ELENA permitirá que eles olhem para o outro extremo, para as energias extremamente baixas, quando as partículas são resfriadas a ponto de poderem ser estudadas.

Desacelerador de antimatéria - O ELENA será um novo anel desacelerador que será adicionado a um desacelerador de partículas já existente no CERN, chamado AD (Antiproton Decelerator). Os antiprótons desacelerados, que hoje saem do AD, serão injetados no ELENA, que reduzirá sua energia ainda mais - um anti-próton que sai hoje do AD a 5,4 MeV milhões de elétrons-volt) chegará a 100 keV (milhares de elétrons-volt) na saída do ELENA. O projeto inclui a construção de um pós-desacelerador, um anel de resfriamento e linhas eletrostáticas para guiar as partículas. Com isto, haverá um aumento na eficiência do aprisionamento dos antiprótons entre 10 e 100 vezes.
O ELENA será um novo anel desacelerador que será adicionado a um desacelerador de partículas já existente no CERN, chamado AD (Antiproton Decelerator). [Imagem: Cern]

Produção de antimatéria

Hoje, no experimento AD, a antimatéria tem que passar por um sistema de lâminas metálicas para reduzir sua energia e permitir que ela atinja os experimentos propriamente ditos - os aparelhos usados para estudá-la. O problema é que esse mecanismo de frenagem gera uma perda de 99,9% das antipartículas geradas. No ELENA, a um nível mais baixo de energia, essas folhas poderão ser muito mais finas, elevando drasticamente a quantidade de antiprótons efetivamente disponíveis para os experimentos, ou seja, a quantidade da antimatéria produzida que poderá ser aproveitada. A antimatéria é vislumbrada como uma potencial fonte de energia, uma vez que, ao se juntar com a matéria comum, ambas se aniquilam em uma explosão de raios gama - alguns poucos gramas de antimatéria seriam suficientes para alimentar uma nave interestelar. Mas não existem minas de antimatéria, a antimatéria tem que ser produzida artificialmente, o que é feito juntando feixes de energia e forçando a colisão de partículas. Toda a antimatéria produzida hoje pelo CERN durante um ano daria no máximo para acender uma lâmpada por alguns segundos - muito mais energia do que isso é gasta em sua produção. A compreensão das antipartículas poderá revelar maneiras mais eficientes de produzir a antimatéria e, eventualmente, abrir caminho para seu uso na geração de energia.

Influência da gravidade sobre a antimatéria - Os primeiros antiátomos - anti-hidrogênio - foram criados nos laboratórios do CERN em 1995, abrindo caminho para as primeiras experiências com a antimatéria. Há cerca de um ano, os cientistas finalmente conseguiram capturar a antimatéria pela primeira vez, abrindo uma série de sucessos na área. Poucos meses depois, a antimatéria foi presa em uma armadilha por quase 17 minutos, permitindo que ela começasse a ser estudada. Além das pesquisas de física básica, os cientistas estão tirando proveito desses avanços testando o uso dos antiprótons para o tratamento do câncer. Os equivalentes de antimatéria dos elétrons - os pósitrons - já são largamente usados na área da saúde, na chamada Tomografia por Emissão de Pósitrons. Com o início da operação do ELENA, os pesquisadores poderão ainda fazer comparações detalhadas entre os átomos de hidrogênio e de anti-hidrogênio e medir a influência da gravidade sobre a antimatéria, com largas implicações sobre os modelos cosmológicos e a forma como compreendemos o Universo. O novo desacelerador ELENA começará a ser construído em 2013, devendo entrar em operação em 2016.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Radiação espacial deve aumentar nos próximos anos

Você que é viajante do ar, passageiro de companhias aéreas e astronautas, fique atento. Os níveis de radiação provavelmente vão aumentar nos próximos anos devido a mudanças na atividade solar. Raios cósmicos do espaço e partículas de alta energia do sol podem ser perigosos para os astronautas, podem expor tripulações e passageiros de linhas aéreas à radiação, bem como danificar aeronaves espaciais e satélites. Campos magnéticos solares protegem a Terra repelindo a entrada de raios cósmicos galácticos. Mas o período mais forte da atividade magnética solar, conhecido como máximo solar, parece estar chegando ao fim e os níveis de partículas solares podem começar a subir ao mesmo tempo. Raios cósmicos bombardeiam constantemente a Terra, mas a atividade solar depende do ciclo regular do sol. Atualmente, o sol está se aproximando do 11° ano do ciclo em curso, chamado ciclo solar 24. De acordo com a NASA, o pico ocorrerá em 2013. Quando tempestades solares poderosas alcançam diretamente a Terra, elas podem representar uma séria ameaça para os astronautas em órbita, danos para naves espaciais, interferência nos sistemas de comunicações e outros impactos em geral. Suaves eventos espaciais climáticos – como uma tempestade geomagnética- também podem sobrecarregar a Terra. Para ver o que os futuros níveis de radiação espacial podem causar, os pesquisadores analisaram um registro de 9.300 anos de raios cósmicos e atividades solares, na forma de gelo extraído da Groenlândia e da Antártida. Átomos podem ser transmutados de um elemento para outro através de raios cósmicos e partículas solares que batem neles – a partir das amostras de gelo, os cientistas podem detectar esses eventos. Os registros antigos são complementados com dados atuais de uma rede global de estações de monitoramento de nêutrons. Com base nisso, os pesquisadores analisaram as possíveis futuras variações nos níveis de raios cósmicos galácticos, no campo magnético interplanetário próximo à Terra, no número de manchas solares e no tamanho das tempestades solares. Eles descobriram que o risco de clima espacial perigoso deverá aumentar consideravelmente durante o século que vem a partir do nível em décadas recentes. Mas calma, não precisa adiar suas viagens de avião.  No entanto, é bom estar ciente de que haverá mais exposição a partículas perigosas, particularmente nos voos trans-polares. Para os realmente frequentes aviadores, que fazem várias viagens ao longo dos dias, pode ser bom tomar alguns cuidados como, por exemplo, os trabalhadores da indústria de radiação fazem, além de fazer exames mais aprofundados de saúde.  E para diminuir a exposição dos passageiros e tripulantes a doses mais elevadas de radiação durante os eventos solares, os voos podem ser desviados para latitutes e altitudes mais baixas, mesmo que com implicações em atrasos e custos. Se o preço das passagens subirem demais nos próximos anos, não reclame muito. A culpa não é da companhia aérea, mas dos raios cósmicos galácticos.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Telescópio voador decola a bordo de um 747

O telescópio voador começou suas observações científicas em Abril deste ano.[Imagem: NASA/C. Thomas]

Avião-observatório - Telescópios em terra, telescópios espaciais e até telescópios em balões já são bem conhecidos. Mas poucos conhecem o Sofia, um telescópio voador. O telescópio de 2,7 metros está instalado a bordo de um Jumbo 747 inteiramente transformado em observatório astronômico. O projeto é antigo, mas os desafios tecnológicos foram maiores do que o esperado, e só em Abril de 2011 o Sofia começou a fazer observações científicas sistemáticas. Uma parceria entre as agências espaciais dos Estados Unidos e da Alemanha, o telescópio voador chegou pela primeira vez à Europa, para deleite dos parceiros europeus da missão.
Os engenheiros desenvolveram um sistema para isolar mecanicamente o telescópio do avião. [Imagem: NASA/Tom Tschida]

Oitava cósmica

Sofia é um acrônimo para Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy, observatório estratosférico para astronomia em infravermelho. Seu objetivo é estudar o nascimento de estrelas, nuvens moleculares galácticas e o nascimento de planetas. Sua vantagem é fazer as observações a 15 quilômetros de altitude, muito acima das camadas mais densas da atmosfera, que atrapalham o trabalho dos telescópios terrestres. Em um comparativo musical, quando você olha para o céu em uma noite muito clara, você enxerga apenas uma oitava do gigantesco teclado que compõe o cosmos. Isto porque nossos olhos captam apenas a luz visível e também porque a atmosfera da Terra bloqueia uma grande parte da radiação vinda do espaço, incluindo os raios gama, os raios X e a luz infravermelha. E é justamente nessas faixas do espectro que estrelas que explodem, sistemas planetários nascentes ou o núcleo de galáxias distantes aparecem em sua glória total. Embora um telescópio espacial esteja muito acima de todos esses inconvenientes, há também inconvenientes em operar um equipamento à distância, com limitações de energia e de combustível. Foi por isto que os cientistas resolveram construir o Sofia, que lhes dá os benefícios de uma atmosfera rarefeita e a total flexibilidade para observar o céu no ângulo e na direção desejada e quantas vezes forem necessárias. E uma vida útil muito maior do que qualquer telescópio espacial.
Astrônomos trabalhando a bordo do Sofia. No fundo é possível ver o sistema móvel que sustenta o telescópio. [Imagem: MPI for Radioastronomy]

Isolamento mecânico

Quando o avião atinge a troposfera, a porta lateral se abre e o telescópio fica exposto, fazendo suas observações em uma atmosfera rarefeita, de baixa pressão e a uma temperatura de menos 60 graus Celsius. Para obter o máximo de desempenho, o telescópio deve estar absolutamente estável - mesmo a menor vibração pode arruinar a observação de uma estrela a milhões de anos-luz de distância. Para conseguir isso, os engenheiros desenvolveram um sistema para isolar mecanicamente o telescópio do avião. O sistema é formado por molas de ar, amortecedores de silicone e um sistema de suspensão eletrônica ativa de última geração.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Rios de lava formaram planícies de Mercúrio, revela Nasa

Esta imagem obtida pela Messenger mostra a Bacia do Goethe no Pólo Norte de Mercúrio. A imagem foi uma das primeiras enviadas pela sonda.Foto: Nasa/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington/AFP
Fendas vulcânicas se abriram há bilhões de anos em Mercúrio, o planeta mais próximo do sol, e liberaram a lava que formou suas planícies suaves, informou um estudo publicado na edição desta quinta-feira da revista Science e que descreve as descobertas de uma sonda da Nasa que orbita o astro desde março. Entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, fendas vulcânicas se abriram na crosta de Mercúrio e expeliram lava, formando as planícies que ocupam 6% do planeta pequeno e quente e que cobrem uma superfície equivalente a 60% dos Estados Unidos, segundo o estudo publicado na revista Science. Uma série de informes divulgados na revista descrevem as descobertas da sonda Messenger, da agência espacial americana (a Nasa), desde que começou a orbitar Mercúrio, em meados de março. As fendas que derramaram lava não eram como os vulcões de montanha, que se formam gradualmente ao longo do tempo, como os do Havaí, por exemplo, mas profundos cortes que expulsaram rios de lava incandescente que em alguns lugares fluíam a até dois quilômetros de profundidade.  "Estes enormes respiradores, de até 25 km de comprimento, parecem ser a fonte de enormes volumes de lava muito quente que saíram para a superfície de Mercúrio", disse um dos autores do estudo, James Head, professor de Ciências Geológicas da Universidade Brown, na costa leste dos Estados Unidos. Os fluxos de lava foram para a superfície, "talhando vales e criando crostas em forma de lágrima no terreno subjacente", disse Head. "Um destes depósitos é tão enorme que o vulcanismo tem que ser importante em outros lugares", explicou. Os vulcões contribuíram para a formação dos planetas, inclusive Marte, e ajudam estes corpos celestes a liberar seu calor interno. Na Terra, erupções vulcânicas similares formaram o terreno ao longo do rio Columbia nos estados de Washington e Oregon, no noroeste dos Estados Unidos, de 12 a 17 milhões de anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Messenger - Os cientistas vislumbraram algo na superfície de Mercúrio a partir de um trio de sobrevoos do Messenger. A sonda foi lançada em 2004 e entrou na órbita de Mercúrio em 18 de março. A sonda Mariner 10 foi a primeira a se aproximar de Mercúrio em 1974 e em 1975 e fazer um mapa de 45% da superfície do planeta. A Nasa espera que a Messenger lance mais luz sobre a composição da superfície de Mercúrio enquanto orbita o planeta a cada 12 horas a uma altura mínima de 200 km. Os instrumentos da sonda Messenger também mostraram que Mercúrio é varrido por ventos solares.

Mercúrio - Mercúrio não tem atmosfera, o que significa que pode chegar a temperaturas de 430ºC, mas também perder todo o calor quando se distancia do Sol, atingindo os -170º C. O pequeno planeta é o único, além da Terra, que tem um campo magnético ao seu redor, mas Mercúrio não gera o mesmo escudo resistente contra a radiação solar.  "Nossos resultados indicam que a frágil magnetosfera de Mercúrio oferece muito pouca proteção do planeta frente aos ventos solares", disse outro dos autores do estudo, Thomas Zurbuchen, professor da Universidade de Michigan (norte). Mercúrio, cujo nome provém do deus romano mensageiro, tem muitas crateras que fazem com que sua superfície se assemelhe à lua. O menor dos oito planetas do Sistema Solar é cerca de um terço do tamanho da Terra, quase tão denso e orbita ao redor do sol aproximadamente a cada 88 dias terrestres.
Fonte: TERRA

29 de set de 2011

Astrônomos revelam nova anatomia em torno de buraco negro

Imagem da galáxia ativa Markarian 509 registrada pelo telescópio espacial Hubble.Foto: Nasa/ESA/J. Kriss (STScI)/J. de Plaa (SRON)/Divulgação
A frota de naves espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA,na sigla em inglês) conseguiram obter detalhes sem precedentes perto de um buraco negro supermassivo. Eles revelam enorme 'balas' de gás sendo impulsionadas longe do "monstro gravitacional". O buraco negro que a equipe escolheu para estudar está no coração da galáxia Markarian 509, 500 milhões de anos-luz no espaço. Este buraco negro é enorme, contendo 300 milhões de vezes a massa do Sol e que a cada dia se torna mais maciça. A Markarian 509 foi escolhida porque ela é conhecida por variar em brilho, o que indica que o fluxo de matéria para o buraco negro é turbulento. O buraco negro foi monitorado por 100 dias. "(a nave) XMM-Newton realmente conseguiu essas observações porque tem uma cobertura de raios-X de largura, bem como uma câmera de vigilância óptica", afirma Jelle Kaastra, do Instituto de Pesquisas Espaciais da Holanda, que coordenou uma equipe internacional de 26 astrônomos de 21 institutos em quatro continentes. As observações resultantes mostraram que a saída consiste de "balas gigantes" movidas a milhões de quilômetros por hora. As balas são arrancados de um reservatório de gás empoeirado e depois caem no buraco negro. A surpresa é que o reservatório está situado a mais de 15 anos-luz de distância do buraco negro. Esta distância é ainda maior do que alguns astrônomos pensavam que era possível, tendo em vista os vento que se originam.

A detecção

Junto com as naves XMM-Newton e Integral, da ESA, os astrônomos usaram os telescópios espaciais Hubble e Chandra, da Nasa (a agência espacial americana), além de outros instrumentos que proporcionaram informações sobre a cobertura do buraco negro não conhecidas antes. "Os resultados sublinham a importância de observações a longo prazo e campanhas de monitorização, que estão a ganhar uma compreensão mais profunda da variável de objetos astrofísicos. XMM-Newton fez todas as mudanças organizacionais necessárias para realizar tais observações, e agora o esforço está valendo a pena", diz Norbert Schartel , cientista do projeto da XMM-Newton.

Buracos negros

Os buracos negros são objetos tão densos que a força da gravidade que geram não deixa escapar nada, nem sequer a luz, e engolem tanto matéria, visível ou escura, que cai em seu campo de ação. Alguns podem ter um tamanho "estelar" e se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante, uma supernova, mas outros têm um tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e se denominam "supermassivos".

Estudo confirma validade da Teoria da Relatividade no espaço

Grupo de cientistas dinamarqueses mostrou que a luz se comporta como previu Einstein mesmo nos confins mais longínquos do universo
Uma equipe de astrofísicos confirmou que a teoria da relatividade geral de Albert Einstein é válida em escala cósmica, e não só no sistema solar, ao comprovar que a gravidade influi na luz procedente de longínquos conglomerados galácticos, segundo estudo publicado na edição desta quarta-feira (28) da revista Nature. Por puro acaso, esta pesquisa, que ainda precisa de confirmação, foi publicada alguns dias depois de uma descoberta que lançou dúvidas sobre a teoria de Einstein.
Aglometados estelares descobertos em agosto: estudos desse tipo de grupo de estrelas provou validade da teoria de Einstein.Foto: ESO/J. Borissova 
Uma equipe de físicos detectou neutrinos, partículas elementares da matéria, deslocando-se a uma velocidade sutilmente superior à da luz, um "limite insuperável" segundo a teoria da relatividade. Muito antes deles, Radek Wojtak do Dark Cosmology Centre, da Universidade de Copenhague e seus colegas tentavam confirmar a teoria de Einstein, analisando a luz que chega à Terra de galáxias situadas nos 8.000 conglomerados, cada um dos quais é formado por milhares de galáxias. Segundo esta pesquisa, a gravidade garante a coesão dos agrupamentos, mas também influi na luz que cada uma das galáxias emite no espaço. De acordo com a teoria de Einstein, a frequência da luz diminui e seu comprimento de onda se amplia por efeito da gravidade. Como consequência disso, ocorre um desvio do espectro luminoso para o vermelho (chamado de "redshift") gravitacional, diferente do que provoca o distanciamento das galáxias. Comparando o comprimento de onda da luz procedente das galáxias situadas no coração dos conglomerados, onde a gravidade (atração universal) é mais forte, ao das galáxias situadas na periferia, a equipe de astrofísicos conseguiu medir "pequenas diferenças em seu 'redshift'", explicou Radek Wojtak.  "Vimos que a luz das galáxias situadas no meio de um conglomerado demora para sair do campo gravitacional, enquanto que a luz das galáxias periféricas emerge mais facilmente", acrescentou o cientista em um comunicado. Uma vez calculada a massa de cada conglomerado galáctico, os astrofísicos usaram a teoria da relatividade geral para avaliar o "redshift gravitacional" das galáxias segundo sua posição no conjunto. Estes "cálculos teóricos" do 'redshift' gravitacional se mostraram "completamente em consonância com as observações", reforçou Wojtak. O desvio para o vermelho varia "proporcionalmente em função da influência gravitacional dos conglomerados galácticos", acrescentou.  "Nossas observações confirmam, assim, a teoria da relatividade", destacou.  Foram feitos testes na escala do sistema solar ou de algumas estrelas. Por enquanto, foi "comprovada a escala cósmica e isto confirma que a teoria da relatividade geral funciona", concluiu o cientista. A equipe de astrofísicos comparou os resultados obtidos com as previsões de vários modelos cosmológicos. Segundo Wojtak, há "fortes indícios da presença de uma energia escura" responsável pela aceleração da expansão do universo, mas ele não descarta que possa haver outros motivos. Segundo cálculos baseados na teoria da relatividade geral, uma energia escura de natureza desconhecida representa 72% do universo. Uma matéria escura misteriosa, invisível, constituiria 23% e teria 5% de matéria visível, formada, por exemplo, de estrelas e planetas.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Galáxia solta bolhas de gás estelar em foto do Hubble

Imagem foi divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (29).Área é ‘santuário’ para estruturas delicadas de formação estelar.


olhas de gás estelar são visíveis em rosa na imagem feita pelo Hubble divulgada nesta quinta-feira (29). (Foto: NASA & ESA)

As agências espaciais americana e europeia (Nasa e ESA) divulgaram nesta quinta-feira (29) uma imagem da galáxia Holmberg II onde pequenas bolhas de gás estelar são vistas – uma raridade no Universo só possível pelas características únicas dessa região do espaço. A fotografia foi feita pelo telescópio espacial Hubble. Holmberg II é uma galáxia especial, formada por áreas de extensa formação estelar espalhadas em meio a pedaços de espaço completamente vazio que chegam a milhares de anos-luz. Classificada como “galáxia-anã”, ela não tem nenhum dos formatos mais comuns: em espiral, como a nossa Via Láctea, ou elíptica. Por isso, ela é considerada um “santuário” onde estruturas frágeis como as bolhas flagradas pelo Hubble podem ser preservadas. Essas bolhas são restos de diversas gerações de estrelas que se transformaram em supernovas. A imagem colorida é uma combinação de fotografias feitas pelo Hubble com suas câmeras de luz visível e de infravermelho.
Fonte: http://g1.globo.com/

Terra tem como 'vizinhos' 19.500 asteroides de porte médio

Mapa da Nasa mostra a população estimada de asteroides atual e a previsão antiga.(Foto: Nasa)
A quantidade de asteroides de porte médio que se encontram relativamente perto da Terra é bem menor do que o estipulado anteriormente. São cerca de 19.500 objetos, divulgou nesta quinta-feira a Nasa (agência americana), com base em dados coletados pelo telescópio espacial Wise. Parece muito, mas é bem menos do que os 35 mil asteroides previstos inicialmente pelos cientistas. Agora, eles querem saber quantos desses 19.500 representam perigo real para o planeta e quais são apenas objetos flutuando no espaço. Para se ter uma ideia, a Nasa considera como asteroides de porte médio aqueles com tamanho variável entre cem metros e um quilômetro. O suficiente para destruir uma área metropolitana. Para chegar a essa quantificação, a Nasa estudou rochas espaciais que se encontram em órbita a partir de 195 milhões de quilômetros do Sol até o entorno da Terra. O "censo espacial" é realizado pelo programa espacial Neowise, do JET (Laboratório de Propulsão a Jato).  A boa notícia é que o número de asteroides de grande porte também diminuiu nessa última revisão de dados, caindo de mil para 981 objetos --a maior parte, ou 911, já foi identificada. Mas nenhum desses "gigantes espaciais" coloca em perigo a Terra por pelo menos os próximos séculos, afirma a Nasa.  O risco de um asteroide realmente grande impactar a Terra [como o que levou à extinção dos dinossauros] antes de podermos localizá-lo e darmos o alerta foi substancialmente reduzido", comentou Tim Spahr, um dos diretores do Centro Harvard Smithsonian para a Astrofísica, em Cambridge, em Massachussets, nos EUA. Pelas contas atuais da Nasa, já foram achados 5.200 asteroides com um quilômetro ou acima disso, e outros 15 mil ainda têm de ser localizados. Entre os "nanicos", que ainda assim podem causar estragos se um deles cair na Terra, a agência diz que são mais de um milhão perto do planeta.

NGC 7822 através de filtros de banda estreita

A NGC 7822 é uma grande nebulosa de emissão encontrada na constelação de Cepheus, o Rei, mas ela é um alvo muito melhor para astrofotografia do que apenas para ser observada. De fato, a nebulosa é um objeto desafiante para um telescópio de 12 polegadas. Ela localiza-se a aproximadamente 7.5˚ a leste da estrela de magnitude 3.5 conhecida como Iota Cephei. A NGC 7822 mede 65’ por 20’, o que significa que ela cobre uma área aproximadamente 72% maior que a área coberta pela Lua Cheia. Essa foto foi feita com um telescópio de 16 polegadas RC Optical Systems Ritchey-Chrétien com f/6.9. Foi utilizada uma câmera SBIG STL-6303M CCD, com filtros Ha/OIII/NII/SII com 16 exposições de 30 minutos através de cada um dos filtros totalizando uma exposição total para a obtenção da imagem de 32 horas.
Fonte: http://www.astronomy.com/

Começam pesquisas em antimatéria que podem desvendar origem do Universo

Projeto Elena que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria
O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que deu início ao Elena, projeto que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria. O Elena, aprovado no mês passado, será realizado por cientistas da Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e Suécia, sob a coordenação do Cern. O diretor do projeto, Stéphan Maury, explicou em comunicado que o Elena "é uma instalação dirigida a produzir antiprótons com os menores níveis de energia já alcançados"  O anel desacelerador do Elena ficará no mesmo local que abriga o Desacelerador Antiprótons (AD). O mecanismo do novo projeto permite que os prótons com carga negativa alcancem um quinto da energia gerado pelo AD. Isto permitirá uma melhora na produção dos antiprótons de 0,01% a 10%.  Desde que foram descobertos, em 1955, os antiprótons se tornaram uma grande ferramenta de pesquisa e foram importantes na descoberta, das partículas W e Z, responsáveis pelas interações nucleares fracas, uma das quatro fundamentais na natureza. Além disso, no Cern também foram criados os primeiros átomos de anti-hidrogênio. Walter Oelert, pesquisador pioneiro no estudo da antimatéria no Cern, disse que o Elena é um grande passo no estudo dessa disciplina, que entre outras coisas, pode esclarecer o processo de criação do Universo. O desenvolvimento desses experimentos é de extrema importância e permite inclusive estudos sobre o tratamento do câncer. A construção do Elena está prevista para começar em 2013.

NGC 281: A Nebulosa do Pacman

Créditos da imagem: X-ray: NASA / CXC / CfA / S.Wolk; IR: NASA / JPL / CFA / S.Wolk
Estrelas de grande massa são importantes pois elas são responsáveis por grande parte da energia que é bombeada dentro da nossa galáxia durante a sua vida. Infelizmente, essas estrelas são pouco entendidas pois elas são poucas e estão localizadas relativamente longe além de poderem ser obscurecidas pelo gás e pela poeira. O aglomerado de estrelas NGC 281, é uma exceção a essa regra. Ele está localizado a aproximadamente 6500 anos-luz de distância da Terra e, de maneira impressionante, está localizado a quase 1000 anos-luz acima do plano da galáxia, dando aos astrônomos um ponto de vista quase não afetado da formação de estrelas que acontece dentro dele.

Essa imagem composta do NGC 281 contém dados de raios-X do Chandra, mostrados em roxo, com observações em infravermelho do Spitzer mostradas em vermelho, verde e azul. As estrelas de grande massa no NGC 281 dirigem muitos aspectos do ambiente galáctico através de poderosos ventos fluindo de suas superfícies e da intensa radiação que cria partículas carregadas arrancando elétrons dos átomos. A morte eventual de estrelas massivas, como supernovas também alimentarão a galáxia com matéria e energia. O NGC 281 é conhecido informalmente como a Nebulosa do Pacman, pois ela tem uma aparência em imagens ópticas com o Pacman dos jogos. Nas imagens ópticas, como a apresentada abaixo, a boca do Pacman aparece escura pois é obscurecida pela poeira e pelo gás, mas nas imagens infravermelhas do Spitzer a poeira na região brilha fortemente.

O NGC 281 é normalmente dividido em duas sub-regiões: a região na metade superior da imagem, que é envolta por um gás roxo com temperatura de 10 milhões de graus, e uma região mais jovem na parte inferior da imagem. Existe a evidência de que a formação de um aglomerado que aparece na parte inferior direita da imagem foi disparada por uma geração anterior de formação de estrelas. Também, os astrônomos encontraram algumas regiões de formação de estrelas isoladas no lado esquerda da imagem que parecem ter ocorrido na mesma época da formação de estrelas em outras regiões do aglomerado. Isso suporta a ideia que algo externo está disparando o grande nascimento de estrelas no NGC 281.
Fonte: http://www.nasa.gov

Vasto Campo Estelar da Nebulosa do Casulo

Créditos e direitos autorais: Tony Hallas
Nesse campo celeste repleto de estrelas que se espalha por 3 graus dentro da constelação de Cygnus, está a Nebulosa do Casulo. Uma região compacta de formação de estrelas, o Casulo cósmico possui uma longa cauda formada de nuvens de poeira interestelar obscurecidas. Catalogada como IC 5146, a nebulosa tem aproximadamente 15 anos-luz de largura, e está localizada a aproximadamente 4000 anos-luz de distância. Como outras regiões de formação de estrelas, ela possui um brilho vermelho causado pelo hidrogênio que é excitado pelas estrelas jovens, quentes e azuis, a luz da estrela é refletida na borda de outra nuvem molecular invisível. De fato, a estrela brilhante perto do centro dessa nebulosa tem provavelmente algumas centenas de milhares de anos de vida, dando energia ao brilho nebuloso enquanto limpa uma cavidade na poeira e no de formação de estrelas da nuvem molecular. Mas os longos e empoeirados filamentos que aparecem escuros nessa imagem da Nebulosa do Casulo feita em luz visível, na sua imagem feita em infravermelho, por exemplo, como é mostrado abaixo, aparecem claramente.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110929.html

Colisões de ‘superestrelas’ ajudam astrônomos a estudar a gravidade

Telescópios futuros poderão analisar o fenômeno. Objetivo é entender a aplicação da teoria de Einstein no espaço.
Ilustração de uma estrela de nêutrons (Foto: Jacobs University Bremen)
A colisão de duas “estrelas de nêutrons” pode ajudar cientistas a estudar a aplicação da teoria da relatividade de Albert Einstein no espaço, segundo um estudo publicado na revista “Nature” nesta quinta-feira (29).  “Estrelas de nêutrons” são astros muito densos: têm uma massa equivalente à do nosso Sol, mas “apertada” em uma área muito menor, de cerca de 20 quilômetros. Elas se formam após o colapso de uma supernova. Quando dois exemplares do tipo colidem no espaço o resultado é uma onda de choque de rádio que, segundo pesquisadores israelenses, pode ser estudada para avaliar os efeitos da gravidade no espaço. Isso porque a “batida” é um evento tão forte, tão energético, que é capaz de alterar o próprio “espaço-tempo”.  Os pesquisadores acreditam que a geração futura de telescópios pode ser capaz de analisar essa onda e ajudar a entender melhor como funciona a gravidade entre os corpos celestes.
Fonte: http://g1.globo.com/

28 de set de 2011

Os grandes mistérios da Nuvem de Oort

Passando os planetas, mil vezes além até mesmo do misterioso Cinturão de Kuiper, que em si tem mais de 4,83 bilhões de quilômetros de distância, reside a incrivelmente misteriosa, escura e inexplorada Nuvem de Oort. Embora nunca tenhamos visto diretamente um objeto na Nuvem de Oort, os cientistas sabem esse grande enxame esférico de rochas e gelo deve existir com base nos cometas cujas órbitas passeiam neste abismo. Em 2015, os astrônomos conquistarão um olhar mais atento sobre um objeto do Cinturão de Kuiper, Plutão, graças a missão da nave espacial New Horizons da NASA. A missão também poderia ajudar a desvendar muitos dos segredos que se estendem até a Nuvem de Oort, mais distante na borda de nosso sistema solar.

Alguns destes mistérios são:

Planetas na Oort?
A Nuvem de Oort pode ser o lar de muitos objetos surpreendentemente grandes. Mundos maiores que a Terra que se formaram ao lado dos planetas conhecidos poderiam ter sido descartados por aí conforme nossos próprios planetas gigantes – Júpiter, Saturno, Urano e Netuno – cresceram e migraram mais de 4 bilhões de anos atrás. Em outras palavras, ninguém sabe o que existe na Nuvem de Oort. “É o sótão do sistema solar”, disse Alan Stern, principal investigador da New Horizons e cientista planetário. “Nós sabemos que havia muitos planetas no início, e quando Júpiter e Saturno cresceram, eles expulsaram a maioria das coisas para o espaço interestelar”.

Crianças de outras estrelas
 A Nuvem de Oort é vasta, estendendo-se um quarto do caminho até a estrela mais próxima do sol, e provavelmente contém corpos cósmicos que se desenvolveram em torno de outras estrelas. Nosso sol quase com certeza tinha irmãos, quando se formou mais de 4,5 bilhões de anos atrás, a partir de uma enorme nuvem de gás e poeira. Esses parentes dispersaram alguns de seus materiais planetários, ou mesmo mundos totalmente crescidos, a nossa Nuvem de Oort.  “Uma fração considerável da Nuvem de Oort pode ser capturada desde os primeiros dias do sol em um aglomerado de estrelas”, disse Stern.

Cinturões e Nuvens alienígenas
Astrônomos começaram a confirmar detecções anteriores de Cinturões de Kuiper fora do sistema solar, em distâncias esperadas de suas estrelas. Nosso sistema solar continua a parecer menos e menos distinto conforme instrumentos astronômicos melhoram, e isso aumenta a probabilidade de vida como a conhecemos no universo.  “Esperamos que, se os sistemas solares como o nosso forem comuns, Nuvens de Oort e Cintos Kuiper também serão”, afirmou Stern. “Então, encontrar estes objetos espaciais ajudará a informar-nos sobre quão comum nosso próprio tipo de sistema é”, completa.
Fonte: http://hypescience.com
[Life'sLittleMysteries]

A busca por rochas do espaço

Em uma caça que faz com que o provérbio “procurar agulha no palheiro” pareça fácil, os cientistas começaram a buscar restos de um meteoro que iluminou os céus dos EUA. Como eles sabem por onde começar e por que se preocupar?
O meteoro, que apareceu como um deslumbrante raio de chama, foi provavelmente um pedaço de rocha espacial do tamanho de uma bola de futebol. Cientistas acreditam que minúsculos pedaços do meteoro – meteoritos – poderiam ter sobrevivido à queda na Terra e começaram a coleta de dados para auxiliar a pesquisa. A bola de fogo voou para o leste sobre o sul da Califórnia, foi observada em Nevada e Arizona e foi vista pela última vez em desintegração no céu sobre Phoenix, a capital do estado do Arizona, de acordo com relatos da mídia, testemunhas oculares e astrônomos. Muitos dos que viram o fenômeno telefonaram para as autoridades e capturaram imagens em câmeras de celulares. As filmagens foram espalhadas pelo Twitter e pelos meios de comunicação. As testemunhas descrevem o fenômeno como uma estrela cadente que se quebra em pedaços. Se encontrados, os meteoritos poderiam fornecer pistas sobre as origens do nosso sistema solar e da química e física de outros corpos celestes.

Blocos - A maioria dos meteoritos são mais velhos do que qualquer das rochas que se encontram sobre a terra. Eles são, essencialmente, os primordiais blocos de construção do sistema solar. Suspeita-se que a bola de fogo era um pedaço de rocha espacial viajando a cerca de a 32 quilômetros por segundo e estava a 48 quilômetros de distância do chão quando se queimou. Apesar de meteoros caírem em vários lugares a cada dia, este apareceu em mais de uma área bastante povoada, em um momento conveniente, no início da noite, por isso foi amplamente visto e relatado. Pesquisadores consultam uma variedade de fontes para chegar ao centro de onde a bola fogo possa ter deixado vestígios para tentar restringir uma área de pesquisa de meteoritos. Os levantamentos incluem testemunhas oculares e uma variedade de registros e tecnologias, incluindo satélites, câmeras astronômicas, radares, vídeos amadores e câmeras de painéis em carros da polícia. Os pesquisadores vão tentar reunir os dados para triangular o caminho e, assim, eles serão capazes de calcular onde os meteoritos são suscetíveis de ser encontrados.

Buscas - Meteoritos que sobrevivem a queda, queimando através da atmosfera da Terra, continuam viajando dezenas de quilômetros antes de finalmente atingirem o chão. Para encontrá-los, os pesquisadores também levam em conta a direção e a velocidade dos ventos na atmosfera da Terra. Assim que uma área de busca é modelada, muitas vezes os cientistas pedem a moradores locais que se juntem às pesquisas, ajudando a descobrir telhados danificados, carros, etc. O problema é que existem variados tipos de pedras em todo o mundo e a grande maioria das rochas incomuns as pessoas já acham que pode ser um meteorito. Os pesquisadores dão dicas: se a pedra é imantada, se tiver uma fina e escura crosta, com apenas um milímetro ou dois de espessura, isso é um bom sinal. Em 2000, cientistas recuperarm 1 quilo de meteoritos em uma área de 64 quilômetros quadrados, depois de um piloto local descobrir o primeiro fragmento. Ele coletou as amostras usando sacos plásticos e armazenou tudo em seu freezer até que pudesse entregar aos pesquisadores. Oito anos mais tarde, uma equipe encontrou 47 meteoritos em um deserto do Sudão. Astrônomos tinham rastreado o corpo caindo através do espaço a partir de um telescópio no Arizona e previram a ampla área de seu impacto. No caso do Sudão, a busca foi feita através dos relatos de testemunhas e dos dados coletados nos EUA. A pesquisa foi feita a pé, com 45 pessoas alinhadas caminhando no deserto. Demorou cerca de duas horas, isso porque o alvo já estava traçado. No caso da mais recente bola de fogo – que deve ter deixado cair meteoritos – os pesquisadores serão auxiliados pelo fato de que a queda aconteceu em uma área mais densamente povoada em relação ao deserto do Sudão.
Fonte: http://hypescience.com
[BBC]

E se você pudesse viajar na velocidade da luz?

Esqueça as teorias físicas que o homem já formulou, todas as leis que regem o universo, e se concentre apenas no seguinte: você é uma partícula que pode viajar na velocidade da luz. Cientistas do Instituto para Estudos Avançados, em Austin (Texas, EUA), resolveram fazer uma simulação teórica de como isso funcionaria. Esta iniciativa partiu de novos estudos com o neutrino. Trata-se, basicamente, de uma partícula subatômica que seria capaz de se locomover mais rápido que os 300 mil quilômetros por segundo que a luz atinge. Einstein refutou a possibilidade de podermos nos locomover tão rápido quanto a luz, basicamente porque demandaria energia infinita, mas estudos recentes têm colocado esta ideia em cheque. De qualquer maneira, ainda está totalmente no campo da suposição uma viagem humana nessa velocidade.

Em primeiro lugar, como explicam os pesquisadores, nossa habilidade de ver a luz sofreria alteração. Se a luz chega até nós e é captada, sendo muitíssimo mais rápida que o nosso olhar, não se sabe ao certo como poderíamos vê-la estando na mesma velocidade do que ela. Ainda no campo visual, imagine que saímos da Terra com uma nave à velocidade da luz. Essa é a velocidade que o sinal das transmissões de TV alcançam o satélite e são rebatidas por ele. Se saíssemos da Terra na mesma velocidade, não captaríamos o sinal de ida, apenas estaríamos indo de encontro ao sinal de volta. Com isso, veríamos o vídeo de trás para frente. Indo mais longe, como seria um mundo em que objetos se locomovessem acima da velocidade da luz? Nós os veríamos normalmente?

Os cientistas de Austin acham que não, e colocam uma analogia fácil de entender. Imagine que você está no chão e vê um avião a jato, voando acima da velocidade do som. O que acontece, nesse caso, é que você vê o avião antes de ouvir seu ruído, porque o som chega atrasado. Quando ele chega, é como um estouro, porque todas as ondas sonoras que o avião já produziu se “amontoam” juntas. Da mesma forma, se um avião de neutrinos (para colocar em termos práticos), voando acima da velocidade da luz passasse no céu acima de você, ele não seria visível naquele momento. Quando a luz do avião chegasse, não distinguiríamos um avião, e sim um “flash” no ponto por onde ele passou, indicando um rastro de ondas eletromagnéticas. Mas essa ideia, assim como as anteriores, ainda está no campo das meras teorias.
Fonte: http://www.lifeslittlemysteries.com

Buracos negros primordiais poderiam “provar” a matéria escura

Uma nova ideia pode ajudar os cientistas a detectar evidências da matéria escura;
© Princeton University(efeito de um buraco negro primodial)
Ao prestar atenção em ondulações na superfície das estrelas, as vibrações poderiam indicar que um estranho objeto de matéria escura, hipotético, conhecido como um buraco negro primordial, passou através delas. As ondulações poderiam, assim, fornecer a prova observável da matéria escura, que os cientistas acreditam que é responsável por mais de 80% de toda a matéria no universo, mas até agora não foi detectada.  “Há uma questão mais ampla do que constitui a matéria escura, e se um buraco negro primordial for encontrado, ele se encaixaria em todos os parâmetros”, disse o coautor do estudo, Shravan Hanasoge. “Identificar um teria profundas implicações para nossa compreensão do universo primordial e da matéria escura”, completa.

Os cientistas acreditam que apenas 4% do universo é composto de material “normal”, que nós podemos ver. O resto é uma coisa estranha, chamada de energia escura e matéria escura. Embora a matéria escura teoricamente domine o universo, os cientistas ainda não a observaram diretamente, apenas inferiram sua existência através de efeitos gravitacionais sobre a matéria que eles podem ver. O novo estudo pode ajudar os cientistas a obter um melhor controle sobre o que é a matéria escura. Para isso, eles simularam o que aconteceria se um buraco negro primordial passasse por uma estrela. Buracos negros primordiais são remanescentes teóricos do Big Bang, o evento explosivo que criou o universo.

Esses objetos estranhos, que ainda não foram observados, são uma das várias estruturas cósmicas que podem ser a fonte de matéria escura. Buracos negros primordiais são muito menores do que os buracos negros “normais” e, portanto, não engolem uma estrela e toda a sua luz. Ao contrário, suas colisões com estrelas causariam vibrações perceptíveis nas superfícies das estrelas.  “Se você imaginar um balão de água furado e observar a ondulação dentro da água, isso é semelhante à forma como superfície de uma estrela apareceria”, disse o autor do estudo, Michael Kesden.  Ao olhar para como se move uma estrela em sua superfície, você pode descobrir o que está acontecendo lá dentro.

Se um buraco negro passa, você pode ver a superfície vibrar”, explica.  As simulações dos pesquisadores também colocam alguns números em quão grande um buraco negro primordial teria que ser para causar uma ondulação perceptível. Eles descobriram que um objeto com a massa de um asteroide de tamanho decente faria o truque. Se buracos negros primordiais existirem de verdade, os cientistas devem ser capazes de detectar um em algum ponto. “Agora que sabemos que buracos negros primordiais podem produzir vibrações detectáveis nas estrelas, nós poderíamos tentar olhar para uma amostra maior de estrelas”, disse Kesden. “A Via Láctea tem 100 bilhões de estrelas, então cerca de 10.000 eventos detectáveis devem estar acontecendo a cada ano na nossa galáxia, se soubermos para onde olhar”, conclui.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Telescópio Espacial Hubble Registra Arco Esculpido Pelo Efeito de Lente Gravitacional

© NASA/ESA (aglomerado de galáxias LRG-4-606)
Essa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA mostra uma impressionante estrutura em um aglomerado de galáxias ao redor de um objeto chamado de LRG-4-606. LRG é a sigla para Luminous Red Galaxy, e é o acrônimo dado para uma grande coleção de galáxias brilhantes e vermelhas encontradas usando o projeto Sloan Digital Sky Survey, ou SDSS. Esses objetos são na sua maioria galáxias massivas elípticas compostas por uma grande quantidade de estrelas velhas. É interessante contemplar o número de estrelas que essa imagem deve conter, algo em torno de centenas de bilhões, mas além disso ela apresenta um dos fenômenos mais estranhos conhecido pelos astrônomos. Essa galáxia vermelha em particular e as suas galáxias companheiras ao redor, parecem estar posicionadas de modo que o campo gravitacional gerado por elas tem um efeito dramático. À esquerda do centro da imagem, galáxias azuis no plano de fundo foram esticadas e dobradas ganhando a forma de um arco azul estreito e apagado. Isso acontece devido a um efeito conhecido como lente gravitacional. O aglomerado de galáxias tem um campo gravitacional tão grande que ele curva a chamada fábrica do espaço e amplifica a luz das estrelas provenientes das galáxias mais distantes. A lente gravitacional normalmente cria arcos alongados e aqui, normalmente, o alinhamento das galáxias fez com que arcos separados se combinassem formando um meio círculo. Essa imagem foi gerada a partir de uma coleção de imagens feitas nos comprimentos de onda do visível e do infravermelho próximo pela Wide Field Camera 3 do Telescópio Espacial Hubble. O campo de visão da imagem acima é de aproximadamente 3 por 3 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1139a/

O Poderoso Grupo de Manchas Solares AR 1302

Créditos da Imagem:  jp-Brahic
Um dos mais ativos grupos de manchas solares em anos está atualmente cruzando o Sol. O AR 1302, deu sua primeira volta ao redor do Sol na semana de 20 de Setembro de 2011 e esse é um grupo de manchas tão grande que pode ser visto até mesmo sem telescópios. Ejeções de Massa Coronal provenientes do grupo AR 1302 já causaram fortes tempestades magnéticas incluindo notáveis atividades de auroras ao redor de ambos os polos da Terra. A foto acima mostra o plasma que magneticamente é mantido acima da superfície do Sol após o grupo AR 1302 ter emitido uma labareda solar de classe X, no dia 22 de Setembro de 2011. A Terra é mostrada no detalhe para que se tenha uma comparação de escalas. Embora outra labareda de classe X tenha sido emitida no dia 24 de Setembro de 2011, nenhuma labareda do grupo AR 1302 foi diretamente direcionada para a Terra. O grupo de manchas solares AR 1302 continuará a evoluir permanecendo ainda visível no Sol durante mais um tempo. Os vídeos abaixo mostram as labaredas e as ejeções de massa coronal provenientes do grupo de manchas AR 1302.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110928.html

Telescópio registra estrela gigante mil vezes maior que o Sol

Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela hipergigante.Foto: ESO/Divulgação
Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) utilizaram o Very Large Telescope para obter imagens de uma estrela colossal pertencente a uma das mais raras classes de estrelas no universo, as hipergigantes amarelas. Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela desta classe e mostra pela primeira vez uma enorme concha dupla de poeira a rodear a hipergigante central.

A estrela e a sua concha parecem-se com a clara de um ovo em torno da gema central, o que levou os astrônomos a darem-lhe o nome de Nebulosa do Ovo Frito. A estrela monstruosa, conhecida pelos astrônomos como IRAS 17163-3907 tem um diâmetro cerca de mil vezes maior que o do Sol. A uma distância de cerca de 13 mil anos-luz da Terra, é a hipergigante amarela mais próxima de nós encontrada até hoje e as novas observações mostram que brilha cerca de 500 mil vezes mais intensamente do que o Sol.  "Sabia-se que este objeto brilhava intensamente no infravermelho mas, surpreendentemente, ninguém o tinha ainda identificado como uma hipergigante amarela", disse Eric Lagadec, líder da equipa que produziu estas novas imagens.

 As observações da estrela e a descoberta das suas conchas envolventes foram feitas pela câmara infravermelha VISIR. As imagens obtidas são as primeiras que mostram claramente o material que rodeia a estrela e revelam claramente duas conchas quase perfeitamente esféricas. Se a Nebulosa do Ovo Frito fosse colocada no centro do Sistema Solar, a Terra ficaria bem no interior da própria estrela e o planeta Júpiter orbitaria por cima da sua superfície. A concha muito maior que envolve a estrela englobaria todos os planetas, planetas anões e ainda alguns dos cometas que orbitam muito além da órbita de Netuno. A concha exterior tem um raio 10 mil vezes maior que a distância da Terra ao Sol.

 As hipergigantes amarelas estão numa fase extremamente ativa da sua evolução, sofrendo uma série de eventos explosivos - esta estrela ejetou já quatro vezes a massa do Sol em apenas algumas centenas de anos. O material ejetado durante estas explosões formou a extensa concha dupla da nebulosa, a qual é constituída por poeira rica em silicatos misturada com gás.

Esta atividade mostra igualmente que a estrela deverá sofrer brevemente uma morte explosiva - será uma das próximas explosões de supernova na nossa Galáxia. As supernovas fornecem ao meio interestelar circundante muitos químicos necessários e as ondas de choque resultantes podem dar origem à formação de novas estrelas.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

27 de set de 2011

Herschel nos mostra pérolas do espaço profundo

Composição em 5 cores cobrindo uma área de 2 x 2 graus do céu, no plano da Via Láctea. Esta imagem combina as observações dos intrimentos PACS e SPIRE em 5 diferentes faixas do infravermelho (Crédito: ESA) Aqui o azul denota 70 mícroms, o verde 160 mícrons e os tons de vermelho 250/350/500 mícrons.
O observatório espacial Herschel da ESA, o maior telescópio orbital atualmente em operação, captou várias imagens espetaculares de nuvens de gás frio próximas do plano da Via Láctea, revelando uma atividade intensa e imprevista. A região escura e fria está pontilhada de berçários estelares, como pérolas amarradas em um colar cósmico. Em 3 de Setembro, o telescópio Herschel apontou para a constelação do Cruzeiro do Sul, próximo ao disco galáctico visando descobrir os segredos de um reservatório de gás frio. Enquanto o poderoso telescópio varria o céu, seu receptor Spectral and Photometric Imaging REceiver, SPIRE junto com o instrumento Photoconductor Array Camera and Spectrometer, PACS obtinham as fotos desta área. A região está localizada a 60° a partir do Centro Galáctico, a milhares de anos-luz da Terra.

Os 5 olhos infravermelhos combinados

As cinco imagens foram obtidas em faixas de freqüência distintas do infravermelho. A câmera SPIRE opera nos comprimentos de onda entre 250 e 500 mícrons, combinados aqui com as imagens da câmera PACS que opera entre 70 e 160 mícrons. Nesta composição temos o azul associado aos 70 mícrons da PACS, o verde aos 160 mícrons também da PACS e tons de vermelho relacionados às três bandas do SPIRE (250/350/500 mícrons). As imagens revelam a estrutura do material frio da nossa galáxia, de uma maneira inédita. Assim, mesmo antes de uma análise mais profunda, os cientistas já têm coletado informação sobre a quantidade de material, sua massa, sua temperatura, sua composição e se a matéria está colapsando para criar novas estrelas.
Composição em duas cores da camera PACS nos comprimentos de onda de 70 e 160 mícrons (Crédito: ESA). Nesta imagem o ciano está associado a emissão em 70 mícrons e o vermelho mostra a radiação da faixa de 160 mícrons.

Visão inédita

Os cientistas não esperavam encontrar uma atividade tão evidente em uma área escura e fria como essa. Mas as imagens revelam uma surpreendente quantidade de turbulência: o material interestelar está se condensando em interligados filamentos contínuos que brilham com a luz emitida por estrelas recém-nascidas que se apresentam em diferentes estágios de desenvolvimento. Vivemos em uma galáxia que trabalha de forma incansável forjando continuamente novas gerações de estrelas. As estrelas formam-se em ambientes frios e densos e nestas imagens é fácil localizar as estrelas escondidas, formando-se em filamentos que seriam muito difíceis de isolar através uma imagem singular resultante de um comprimento de onda único
Composição em 3 cores-falsas obtidas pela câmera SPIRE nos comprimentos de onda de 250, 350 e 500 mícrons (Crédito: ESA) Nesta imagem o azul denota a emissão a 250 mícrons, o verde 350 mícrons e o vermelho 500 mícrons. O código das cores diferencia os materiais mais frios (tom vermelho) dos mais aquecidos em verde e azul.

Como ver através da poeira

Tradicionalmente, numa região densamente povoada como esta, que está situada no plano da nossa Galáxia e que contém muitas nuvens moleculares ao longo da linha de visão, os astrônomos têm tido muitas dificuldades em resolver os detalhes. Mas o telescópio Herschel e seus sofisticados instrumentos que operam nas faixas de freqüência do infravermelho não tiveram muita dificuldade em observar através da poeira cósmica, opaca para a luz visível, mas transparente para o infravermelho. Trata-se de uma observação astronômica impossível de ser obtida a partir dos equipamentos disponíveis no solo terrestre. O resultado do Herschel se apresenta como uma incrível rede de estruturas filamentosas, que indicam uma cadeia de eventos de formação simultânea de proto-estrelas, que brilham como colares de pérolas nas profundezas da nossa Galáxia, a Via Láctea.

Verificação de Performance

Este trabalho do Herschel faz parte da etapa de verificação de performance que acarreta testes do seu equipamento e do seu software nos diversos tipos de operação possíveis. Os testes irão prosseguir até meados de outubro de 2009 quando então este observatório espacial estará 100% operacional. Neste teste foram verificadas as integrações entre os equipamentos SPIRE e PACS, trabalhando ao mesmo tempo e tratando a mesma imagem cósmica.
Fonte: Eternos Aprendizes - http://eternosaprendizes.com/2009/10/06/herschel-nos-mostra-perolas-do-espaco-profundo/

Todos os quatro telescópios do VLT trabalhando em conjunto

Quando a luz de todos os quatro telescópios de 8.2 metros chamados de Unit Telescopes, ou UTs, do Very Large Telescope do ESO em Cerro Paranal foi combinada pela primeira vez, no dia 17 de Março de 2011, com sucesso, o fotógrafo Gerhard Hüdepohl estava lá para registrar o momento. Tendo todos os quatro Unit Telescopes trabalhando como um único telescópio na observação de um mesmo objeto foi um dos maiores passos no desenvolvimento do VLT. Enquanto que a maioria dos telescópios utiliza observações individuais, os UTs foram sempre desenhados para serem capazes de operarem de forma integrada como parte do chamado Interferômetro VLT, ou VLTI. Todos os UTs são apontados na mesma direção, para o mesmo objeto, embora isso não pareça óbvio pois foi utilizada uma lente de grande ângulo para fazer essa imagem. A luz coletada por cada telescópio foi então combinada usando um instrumento pioneiro chamado de PIONIER. Quando combinados, os UTs podem potencializar a nitidez de uma imagem, one a qualidade se iguala à de um telescópio com um diâmetro de mais de 130 metros. Dois dos quatro telescópios de 1.8 metros conhecidos como Auxiliary Telescopes, que também fazem parte do VLTI, podem ser vistos na imagem acima juntos com os UTs. Enquanto os maiores telescópios são fixos, esses instrumentos menores, guardados em domos arredondados, podem ser posicionados em 30 estações diferentes. Com os ATs como parte do VLTI, os astrônomos capturam detalhes 25 vezes mais finos do que seria captado com um único telescópio dos UTs. Gerhard Hüdepohl vive no Chile desde 1997. Além de fazer imagens sensacionais do Deserto de Atacama e dos instrumentos do ESO, ele trabalha como engenheiro elétrico no VLT.
Fonte: http://www.eso.org/public

Mancha solar causa tempestade geomagnética na Terra

A ejeção de massa coronal sentida mais fortemente atingiu a Terra nesta segunda-feira, 26, marcando um índice Kp=8, em uma escala que vai até 9.[Imagem: NASA]

Ejeção de massa coronal

A descomunal mancha solar 1302 lançou outra forte erupção - uma ejeção de massa coronal - que foi detectada nas últimas horas pela sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA. A erupção atingiu a categoria X1.9, captada na forma de um flash ultravioleta. A ejeção de massa coronal sentida mais fortemente atingiu a Terra nesta segunda-feira, 26, marcando um índice Kp=8, em uma escala que vai até 9.
As simulações feitas pela NASA indicam que o plasma trazido pelo vento solar forçou uma forte compressão da magnetosfera da Terra, atingindo a altitude dos satélites artificiais que ficam em órbita geoestacionária. Até agora não há nenhum relato de problemas nas comunicações.

Tempestade em andamento

Um filme feito pela SDO mostra uma onda de choque projetando-se do local da explosão, na superfície do Sol, rumo ao espaço. Felizmente, dentre as recentes atividades dessa gigantesca mancha solar, nenhuma estava dirigida diretamente para a Terra. Mas isto pode mudar, conforme o Sol gira e faz a mancha ficar voltada para o nosso planeta nos próximos dias. Anteriormente, ela já havia gerado duas ejeções de massa coronal, uma de categoria M8.6, no dia 24 e uma M8.8, no dia 25. Isso foi suficiente para que os observatórios da Terra detectassem um forte aumento na atividade magnética. Os dados indicam que a mancha solar 1302 está crescendo, não tendo apresentado nenhum sinal de se acalmar.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

O quinto gigante do sistema solar

O sistema solar já teve cinco planetas gigantes e gasosos em vez dos quatro que existem hoje. Essa é a conclusão de uma simulação da evolução do sistema solar, o que sugere o quinto gigante foi arremessado para o espaço interestelar cerca de 4 bilhões de anos atrás, depois de um encontro violento com Júpiter. Há décadas os astrônomos lutam para explicar a estrutura atual do sistema solar. Em particular, Urano e Netuno não poderiam ter sido formados onde eles estão hoje. Um cenário mais provável é que os planetas orbitavam muito próximos quando foram formados e só se afastaram quando seus discos de gás e poeira foram dispersados.

 Mas os grandes valentões gravitacionais do sistema solar, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, não teriam ido tranquilamente para suas novas casas, quer dizer, órbitas. Simulações anteriores mostram que pelo menos um planeta, provavelmente Urano ou Netuno, deveria ter sido expulso do sistema solar na confusão. Até então, pesquisadores não sabiam como resolver a questão. Mas agora propuseram uma solução: um gigante de gelo foi sacrificado entre Saturno e Urano, tudo pelos seus irmãos planetários. Se a simulação começa com cinco planetas gasosos, um planeta se perde. E na maioria dos casos, o resultado é um bom sistema solar.

No total, foram feitas 6 mil simulações de computador, com quatro ou cinco gigantes de gás, em várias posições iniciais em torno do sol. Os testes simulam o início logo após a dispersão do disco de gás e chegam a 100 milhões de anos, tempo suficiente para que os planetas estabeleçam suas órbitas finais. Em 10% das simulações feitas com quatro planetas, sobraram apenas três. Porém, na metade das simulações com cinco planetas o resultado foi um sistema solar muito parecido com o nosso. Os melhores resultados ocorreram quando o quinto planeta ficou entre Saturno e Urano e acabou sendo expulso após um encontro com Júpiter. O cenário de cinco planetas gasosos resolve alguns outros mistérios também.

Para os planetas rochosos sobreviverem intactos enquanto os gigantes de gás brigavam por uma posição, algumas simulações anteriores mostram que Júpiter deve ter “saltado” de uma posição mais próxima ao sol até sua órbita atual. Esta teoria do salto de Júpiter é muito difícil de ser provada no sistema de quatro planetas, mas é uma consequência natural do sistema de cinco. Se Júpiter atira o gigante de gelo perdido do sistema solar, ele perde o momento angular e se afasta do sol. A reorganização também pode ter perturbado a formação do cinturão de Kuiper e da nuvem de Oort – reservatórios de proto-planetas que estão além da órbita atual de Netuno – arremessando destroços em direção ao interior do sistema solar.

Isso poderia explicar o período de violência que teria ocorrido há 4 bilhões de anos, quando a lua ganhou a maioria de suas crateras. Este é o período que os astrônomos chamam de “bombardeio pesado atrasado”. O planeta perdido há muito tempo ainda pode estar lá fora. Em maio, astrônomos no Japão anunciaram que tinham visto planetas solitários vagando pelo espaço escuro entre as estrelas. Se o gigante gasoso ainda estiver lá fora, pode ser um dos exoplanetas errantes. Planetas de hoje podem ter outros irmãos perdidos também. Pesquisas anteriores sugeriram que um quinto planeta rochoso pode ter sido expulso de uma órbita entre Marte e Júpiter e que super-Terras podem ter sido engolidas por Júpiter ou Netuno. O nosso sistema solar parece calmo e tranquilo agora, mas sabe-se muito bem que ele teve um passado violento. A questão ainda é como e o quanto foi violento.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

Descuido Exoplanetário Levanta Dúvidas

Imagem registada pelo Hubble do anel em torno de Fomalhaut e do planeta b.Crédito: NASA, ESA, P. Kalas e J. Graham (Universidade da Califórnia, Berkeley) e M. Clampin (NASA/GSFC)
 
À medida que os astrónomos continuam a descobrir planetas extrasolares às dúzias, a condição precisa de um parece não importar muito. Mas Fomalhaut b é diferente. Revelado em 2008, o pequeno ponto avistado em torno de Fomalhaut, uma estrela a apenas 7,7 parsecs do nosso Sistema Solar, foi caracterizado como o primeiro exoplaneta a ser observado directamente em comprimentos de onda ópticos. Agora a identidade de Fomalhaut b está ser posta em causa, após dados apresentados a semana passada numa conferência exoplanetária no Parque Nacional de Grand Teton, no estado americano do Wyoming, terem mostrado que se movia de um modo inesperado. Até agora, Fomalhaut b tinha tudo para ser um planeta extrasolar perfeito.

 Duas imagens obtidas pelo Hubble, em 2004 e 2006, foram usadas para mostrar como o planeta traça uma órbita regular mesmo antes de um anel luminoso de poeira que rodeia Fomalhaut. Dizia-se que a gravidade do planeta estava a ajudar à limpeza de poeira perto do anel, o que lhe dava uma fronteira interior mais detalhada. Paul Kalas, astrónomo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e autor principal do estudo de 2008, diz que a imagem mais recente indica que a órbita do planeta corta o disco de poeira. E isso levou a que Ray Jayawardhana, astrónomo da Universidade de Toronto no Canadá, questionasse a existência do planeta. Numa tal trajectória, a influência gravitacional do planeta teria que perturbar o bem delineado disco.

"É óbvio que a história original não pode ser verdade," afirma Jayawardhana. Kalas reconhece que os dados mais recentes são confusos, mas permanece confiante que Fomalhaut b é um planeta. "Temos um cientista a tentar criar controvérsia com base em nada," afirma. Centenas de exoplanetas já foram detectados indirectamente ao medir a sua influência gravitacional nas estrelas que orbitam ou ao registar mudanças de brilho à medida que passam em frente da estrela-mãe. Apenas um punhado de planetas foram directamente observados. Os sortudos astrónomos que o fizeram, ganharam o direito de se vangloriar - mas também têm que se sujeitar a intenso escrutínio. Fomalhaut b é já visto como incomum entre os exoplanetas. É demasiado brilhante no visível para algo com apenas várias vezes o tamanho de Júpiter.

E observações terrestres subsequentes no infravermelho foram improdutivas, mesmo embora esta seja a parte do espectro onde os jovens planetas quentes sejam mais brilhantes. Kalas diz que uma explicação para o sistema Fomalhaut é que é mais velho do que se pensa, e por isso mais frio e mais ténue no infravermelho. E, afirma, o excessivo brilho óptico pode ser explicado se o planeta for rodeado por material brilhante, tal como Saturno é rodeado por um sistema de anéis, o que aumenta o seu albedo global. Jayawardhana afirma que só este argumento deveria expulsar Fomalhaut b da lista de planetas observados directamente, dado que a luz está a vir da poeira e não da superfície do planeta. "Continuam a chamar-lhe de planeta observado directamente," diz. "Penso que é tempo de parar com isso."
Concepção de artista da estrela Fomalhaut e do planeta tipo-Júpiter que o Hubble observou. Um anel de detritos parecem rodear a estrela. O planeta, chamado Fomalhaut b, orbita a estrela com 200 milhões de anos aproximadamente a cada 800 anos. Crédito: ESA, NASA, e L. Calcada (ESO para o STScI)

Os dados novos, entre eles a nova órbita que corta o disco de poeira, só acrescentam ao mistério. Kalas diz que pode só ser um problema com a imagem mais recente. As imagens de 2004 e 2006 foram obtidas através de um canal de alta-resolução da câmara ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble que falhou em 2007 e não foi restaurado quando a câmara foi reactivada em 2009.  Para a imagem mais recente, Kalas teve que recorrer a outro instrumento do Hubble, o STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph). A alteração para um detector diferente pode explicar o ligeiro desvio do planeta da sua posição esperada e por isso já marcou tempo de observação no Hubble para obter outra imagem com o mesmo instrumento no Verão de 2012.
 
Se o movimento inesperado do planeta persistir, ele diz que é ainda possível explicar o porquê do disco em torno da estrela permanecer não perturbado: talvez a sua equipa esteja a ver o planeta ao mesmo tempo que alguma instabilidade dinâmica no sistema estelar o esteja a afastar do seu percurso. Christian Marois, do Instituto de Astrofísica Herzberg em Victória, no Canadá, não gosta dos argumentos que se baseiam na coincidência. Com um período orbital de aproximadamente 800 anos, Fomalhaut b teria que ter mudado de órbita há bem pouco tempo. Marois diz que é mais provável que Kalas esteja a ajustar a sua análise ao instrumento do Hubble, e que a órbita original permanece.
 
Só o facto de Kalas ter avistado novamente Fomalhaut b em 2010 "é outra confirmação de que este objecto é real". Jean Schneider, astrónomo do Observatório de Paris que mantém a base de dados do site exoplanet.eu, afirma que Fomalhaut b irá permanecer na lista. Mas no dia 22 de Setembro, acrescentou um comentário na entrada do planeta, dizendo que dúvidas foram já levantadas. Num e-mail enviado por Kalas a Schneider, este escreve que, para ser justo, Schneider também deveria fazer menção das dúvidas associadas com 1RXJ1609, um planeta observado directamente no infravermelho que Jayawardhana co-descobriu e anunciou em 2008, poucos meses antes do anúncio de Fomalhaut b.
 
Esta disputa tem todos os critérios de uma disputa rancorosa: Jayawardhana sugere que a forte competição profissional e os brilhantes holofotes dos media podem alimentar esta 'loucura planetária', levando os astrónomos a sobrevalorizar as suas descobertas. Kalas nota que foi ele que inventou o termo "loucura planetária" num artigo publicado em 1998 na revista Science2, no qual criticava Jayawardhana por fazer alegações infravermelhas acerca da observação de planetas em processo de formação. No que diz respeito a Fomalhaut b, só este sabe o que faz, mesmo que mais ninguém saiba.
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