28 de out de 2011

Estudo traz análise inédita do asteroide Lutetia 21

Dados obtidos pela sonda espacial Rosetta mostram que o Lutetia 21 é provavelmente um precursor dos planetas atuais
A Agência Espacial Europeia divulgou nesta quinta-feira um extenso estudo do asteroide Lutetia 21, visitado pela sonda espacial Rosetta em julho de 2010. Os dados mostraram características únicas do corpo celeste, diferentes de todos os pequenos asteróides já conhecidos. Segundo a pesquisa, o Lutetia 21 é aparentemente um fragmento de um asteróide maior ou um planetesimal (pedaços de asteróides que podem ser responsáveis pela formação dos planetas). “Lutetia é importante, pois não foi destruído por impactos desde sua acreção [adição de partes menores mediante colisão]. É provavelmente um planetesimal remanescente dos primeiros dias do Sistema Solar”, afirmou ao iG Holger Sierks, do Instituto Max Planck, na Alemanha, principal autor do trabalho publicado nesta quinta-feira (27) no periódico científico Science. Com os dados captados pela Rosetta, Sierks e colegas estimaram o tamanho do asteroide (121 quilômetros de comprimento, 101 quilômetros de altura e 75 quilômetros de largura) e analisaram sua superfície. Descobriram que ela é composta de uma camada de regolito (fragmentos de pedra), o mesmo material que recobre a superfície da Lua. Em outros dois estudos publicados na mesma edição, duas equipes diferentes de pesquisadores analisaram a massa e a temperatura do Lutetia 21. Após calcular a massa, uma equipe liderada por Martin Pätzold, da Universidade de Colônia, na Alemanha, concluiu que a densidade do asteroide era de cerca de 3.400 quilos por metro cúbico, uma das maiores já calculadas para um asteroide – para se ter uma medida de comparação, o granito tem uma densidade de 2.650 quilos por metro cúbico. Já a temperatura máxima foi estimada em -19,5°C por uma equipe liderada por Angioletta Coradini, da Universidade La Sapienza, na Itália, que faleceu antes da publicação do artigo. Até 2011, Lutetia 21 era o maior asteroide já visitado por uma espaçonave. Perdeu o posto para o Vesta, que recebeu a sonda Dawn em agosto. O próximo passo da pesquisa, segundo Sierks, será trabalhar em novas missões que consigam aterrissar, analisar a composição do material da superfície, cavar o solo e retornar para casa com o conteúdo deles para uma análise mais detalhada em laboratório.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

As Auroras De Outubro Iluminam os Céus dos EUA

Créditos: Malcolm Park
À medida que as noites no hemisfério norte vão ficando cada vez maiores, Outubro se torna um bom mês para se registrar auroras, ou mesmo outras estranhas aparições no céu depois que o Sol se põe. Essa semana o céu noturno e suas surpresas não desapontou os observadores. No dia 24 de Outubro de 2011, uma ejeção de massa coronal se chocou com a magnetosfera do planeta Terra disparando a aparição de fantásticas auroras. Nessa noite, essa dramática imagem com cores vermelha profunda cortinas verdes de uma luz brilhante foi registrada próxima à cidade de Whitby em Ontario no Canadá. Essas auroras foram tão espetaculares, que mesmo estados no sul dos EUA como Alabama, Kansas e Oklahoma, estados localizados em latitudes que raramente têm a chance de observar uma aurora, relataram a aparição das luzes dançantes nos céus. Bem acima dos 100 quilômetros nas altitudes mais elevadas infundidas pelo brilho das auroras, a cor vermelha que foi característica desse evento, vem da excitação dos átomos de oxigênio. Abaixo uma pequena galeria com imagens espetaculares dessa manifestação de auroras nos céus do hemisfério norte.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111028.html

27 de out de 2011

Mare Exemplum da Lua

Imagem de: Lunar & PLanetary Institute (illumination from left)
As crateras na Lua se formam por impacto, e elas são modificadas, algumas vezes até desaparecendo, por meio de impactos subsequentes. Há aproximadamente 45 anos atrás o lendário Don Gault e seus colegas usaram o Ames Vertical Gun para fazer um experimento sobre as consequências de gerações de impactos. A arma usada nesse experimento atirava pequenas partículas dentro de uma caixa de areia, criando assim dezenas de milhares de crateras de seis diferentes diâmetros. Os maiores tinham 17 cm de diâmetro e existiam dez vezes menos crateras para cada diâmetro menor, assim, se existisse somente um grande impacto, existiriam 10 outros impactos com um diâmetro menor, 100 com diâmetro 3 vezes menor, 1000 com diâmetro 4 vezes menor, 10000 para o diâmetro 5 vezes menor e 100000 para o menor dos diâmetros. O grupo de Gault chamou a superfície criada pelo experimento de Mare Exemplum, pois ele era um exemplo de como a sucessão de crateras modificam a superfície. Uma coisa que se tornou clara foi que num certo ponto no tempo uma nova cratera criada destruía uma de mesmo tamanho. Esse efeito é chamado de saturação e significa que a partir de um determinado momento o número de crateras não aumenta mais com o tempo. Num diâmetro de cratera onde a saturação foi atingida o número de crateras permanece constante à medida que as mais velhas são erodidas quando novas crateras se formam. Clicando na imagem acima se pode acessar o filme que mostra a evolução do Mare Exemplum. Graças a Dave Kring do Lunar & Planetary Institute foi possível ressuscitar o filme clássico e deixa-lo disponível novamente.

Fim do mundo adiado!

Mais uma vez, eu sou portador de más notícias àqueles que acreditam em Nibiru e no Elenin como artífices da destruição da Terra. Caros amigos, lamento informar que, o cometa Elenin foi destruído! Que doce ironia, não? O elemento que “traria a destruição da Terra” acaba sendo destruído e agora não passa de uma nuvem de destroços. Mas como se deu este fato?  O cometa Elenin, como todos os cometas ativos é – ou melhor, era – formado por um núcleo que, na verdade, não passa de uma bola de gelo sujo. De quando em quando, a configuração dos planetas gigantes em relação ao Sol provoca um puxão gravitacional que desestabiliza um objeto da nuvem de Oort. Essa nuvem é uma região bem grande, que guarda restos da formação do Sistema Solar e que abriga milhares de pedaços de rocha vagando pelo espaço. A nuvem de Oort é considerada um reservatório de cometas. Quando as condições que eu mencionei acima são favoráveis, uma dessas rochas, ou pedaços de gelo, avança lentamente em direção ao Sol, levando milhares, ou até milhões de anos para chegar por aqui. Até que esses objetos se aproximem muito do Sol, eles passam despercebidos, pois são pequenos e refletem pouca luz. Quando eles chegam às proximidades do Sistema Solar, a radiação do Sol aquece o núcleo, que acaba evaporando o gelo, formando uma ou várias caudas. Dessa maneira, fica mais fácil de se detectar um cometa. O caso do Elenin não foi nada diferente, seguiu essa prescrição e, não se sabe por que motivo, caiu no gosto dos fatalistas que estavam certos que ele traria o fim do mundo. A internet foi inundada de relatos de como esse cometa traria a destruição, inclusive associando vários terremotos com supostos alinhamentos com o sistema Sol-Terra. Numa continha rápida usando a famosa lei da Gravitação Universal de Newton, dá para perceber que um carro popular tem influência gravitacional muito maior sobre as placas tectônicas da Terra do que o Elenin. E o que houve com o todo poderoso Elenin? Aconteceu com ele o que acontece com 3% dos cometas que se aproximam do Sol: eles se despedaçam em milhares de fragmentos de rocha e gelo que seguem na mesma órbita do cometa. Esse fato já era desconfiado mais ou menos na época em que eu escrevi este post sobre essa balela toda. Observadores haviam relatado que o brilho do cometa tinha diminuído, ao invés de aumentar, já que ele estava se aproximando do Sol. Então ele teria de ter se partido. Eu só esperei a confirmação oficial para voltar ao assunto. Então ficamos assim. O fim do mundo fica adiado mais uma vez e, se você comprou uma casa ou um carro financiado achando que não ia precisar pagar todas as prestações, é bom começar a se preocupar!
Créditos: Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - Observatório

Matéria escura fica mais obscura

Novas observações de galáxias anãs desmentem teoria sobre a matéria escura
Segundo teoria, matéria escura são partículas invisíveis responsáveis pela formação das galáxias
Como se já não estivesse complicado o bastante, novas medições de galáxias anãs acabam de desmentir o melhor modelo dos cientistas para explicar a matéria escura, substancia invisível que representa 23% de tudo que há no nosso universo. Para efeito de comparação, a matéria visível, ou seja, tudo aquilo que conhecemos, representa apenas 4% de todo o bolo intergalático. O restante (e maior parte: 73%) é composto pela energia escura, uma forma hipotética de energia ainda mais estranha que a matéria escura.

Tanto a matéria escura como a energia escura só podem ser detectadas indiretamente através dos efeitos delas sobre a matéria visível, como estrelas e galáxias. No caso da matéria escura, ela seria a principal responsável pela formação e sustentação das galáxias. Segundo os cientistas, toda a matéria visível observada nas galáxias não é o suficiente para produzir gravidade que as mantenha unidas e girando. Esta obervação deu origem a teoria que as galaxias nascem com o acumulo de grandes quantidades de matéria escura, cuja atração gravitacional aglomera átomos comuns.

O modelo de formação das galáxias diz que o centro delas possui uma grande densidade de matéria escura, mas não foi isso que os astrônomos observaram nas galáxias anãs Fornax e Escultor, a 460 mil e 13 milhões anos de luz na Via Láctea, respectivamente. Nelas, a matéria escura está distribuída de forma uniforme em toda a parte, o que contraria o modelo cosmológico atual e coloca em dúvida o que existe de fato no centro dessas galáxias, uma vez que a matéria escura é completamente distribuída. Esta pergunta levanta novas abordagens dos astrônomos sobre as teorias existentes. Talvez a matéria escura se mova numa velocidade muito mais rápida do que se imaginava, ou interaja de modo mais ativo com a matéria comum.

De todo modo, é certo que o estudo criou mais dúvidas do que respostas. Para determinar onde e quanto de matéria escura as duas galáxias tem, os cientistas estudaram os movimentos de aproximadamente 2.000 estrelas visíveis e analisaram a força gravitacional da matéria escura agindo sobre elas. Galáxias anãs são locais especialmente bons para estudar a matéria escura por serem majoritariamente constituídas por esta substancia. As duas galáxias analisadas, por exemplo, são constituídas por 99% de matéria escura e apenas 1% de matéria comum.
Fonte: http://www.space.com

Os Jovens Sóis da NGC 7129

Créditos e Direitos Autorais: Johannes Schedler (Panther Observatory)
 
Jovens sóis ainda se localizam dentro da empoeirada NGC 7129, localizada a aproximadamente 3000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação real de Cepheus. Como essas estrelas estão numa idade relativamente nova, com somente alguns milhões de anos de vida, provavelmente o nosso próprio Sol se formou em um berçário estelar similar a aproximadamente cinco bilhões de anos atrás. O que é mais notável da imagem nítida e de alta resolução acima são as nuvens de poeira azuladas que refletem a luz das estrelas jovens. Mas as formas compactas de coloração vermelha profunda crescente servem também como marcadores desses objetos estelares jovens e energéticos.

Conhecidos como objetos Herbig-Haro, suas formas e cores são características do gás hidrogênio brilhante que recebe o choque de jatos emitidos pelas estrelas recém-nascidas. Filamentos pálidos e estendidos de emissão avermelhada que se misturam com as nuvens azuladas são gerados pelos grãos de poeira que efetivamente convertem a radiação invisível ultravioleta emitida pelas estrelas em radiação visível na cor vermelha, por meio do processo conhecido como fotoluminescência. No final desse processo o gás e a poeira que deram origem às estrelas se dispersarão, as estrelas então se separarão e começarão a derivar em forma de aglomerados orbitando o centro da galáxia. Na distância estimada da NGC 7129, essa imagem feita por meio de um telescópio se espalha por aproximadamente 40 anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111027.html

26 de out de 2011

O distante Éris é gémeo de Plutão

Calculado com precisão o tamanho do planeta anão no momento em que ocultou uma estrela de fraca luminosidade
Cientistas anunciaram nesta quarta-feira que um planeta-anão, localizado nas profundezas do espaço, e que provocou uma das maiores controvérsias da astronomia moderna, parece ser um "gêmeo" mais frio de Plutão. O grupo internacional de astrônomos descobriu ainda que o tamanho do planeta-anão Eris é menor do que se pensava, com dimensões inferiores a de Plutão, na pesquisa publicada pela revista Nature.

Atmosfera - A superfície de Eris é anormalmente brilhante, o que sugere que tem uma cobertura gelada, que de alguma forma é refrigerada. Se fosse permanentemente assim, a superfície seria escurecida por raios cósmicos e impactos de micrometeoritos ao longo do tempo. A teoria é a de que Eris tem uma atmosfera rica em metano que, nas profundezas do espaço, congela até a superfície, mas de tempos em tempos revive e depois volta a se congelar. Quando o planeta-anão alcança a parte mais próxima de sua órbita elíptica em torno do sol - "meras" 30 unidades astronômicas (UAs) ou 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol - sua superfície congelada se aquece o suficiente para ficar gasosa e criar uma atmosfera tênue, porém temporária. Segundo este cenário, quando volta a se afastar do Sol, a atmosfera novamente congela, "aderindo" à superfície. "Neste caso, Eris seria um gêmeo adormecido de Plutão, com uma superfície gelada e brilhante, criada por uma atmosfera em colapso", sugeriu o estudo, chefiado por Bruno Sicardy, da Universidade Pierre e Marie Curie e do Observatório de Paris. Eris tem um satélite, Disnomia, nome da filha da deusa, que em grego significa desordem. Mãe e filha levam meio milênio - precisamente 557 anos - para dar a volta ao Sol. Plutão e suas luas completam a jornada em 248 anos.

Tamanho - José Luis Ortiz, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), um dos centros espanhóis que participaram da pesquisa, detalhou nesta quarta-feira que os novos dados surpreendem ao reduzir o raio estimado de Eris em cerca de 1,163 mil km. Este número está muito abaixo dos cálculos anteriores que o situavam entre 1,2 mil e 1,4 mil quilômetros e que o transformaram no maior objeto do Cinturão de Kuiper, uma região transnetuniana povoada por corpos rochosos e gelados. Agora parece que Plutão, com um raio de entre 1,15 mil e 1,2 mil quilômetros, poderia recuperar o posto como o maior objeto desta região, segundo o CSIC. "No entanto, isto é difícil de precisar, já que Plutão tem uma atmosfera que interfere nas medidas do diâmetro", especificou Ortiz.

Eris X Plutão - Eris foi descoberto em 2005 e os primeiros cálculos diziam que seu tamanho superava o de Plutão, o que contribuiu para que a União Astronômica Internacional deixasse de considerar este último como planeta.  Embora de início tenha se falado de um décimo planeta, finalmente se redefiniu o conceito que não incluía nem Eris nem Plutão, já que a União Astronômica decidiu que ambos passariam a integrar uma nova categoria de objetos, os planetas anões, reduzindo o número de planetas do sistema solar para oito. O estudo também determina que o albedo de Eris (a fração de luz refletida em relação da que incide) é pelo menos de 90%, o que o transforma em um dos objetos mais brilhantes do Sistema Solar, já que apenas algumas luas de Saturno refletem uma porcentagem maior. Sua massa e densidade, maiores que as de Plutão, sugerem que se trata de um corpo pouco rochoso e coberto por uma camada de gelo. Os resultados essenciais do trabalho foram obtidos a partir de dois telescópios no observatório de San Pedro de Atacama e La Silla, ambos no Chile. Atualmente existem poucos planetas-anões aceitos como tais - Ceres, Eris, Plutão, Makemake e Haumea -, mas vários deles ainda estão sendo classificados. Além disso, a previsão é que, no futuro, sejam descobertos outros, chegando talvez a centenas, segundo Ortiz.

Observação complicada - A estrela candidata a ocultação foi identificada ao serem estudadas imagens obtidas com o telescópio do ESO, localizado no Chile. As observações foram planejadas cuidadosamente e levadas a cabo por uma equipe internacional de astrônomos de várias universidades, principalmente de França, Bélgica, Espanha e Brasil, que utilizaram, entre outros, o telescópio robótico TRAPPIST (sigla do inglês TRAnsiting Planets and PlanetesImals Small Telescope), também instalado em La Silla. "Observar ocultações de pequenos corpos do Sistema Solar situados além de Netuno requer grande precisão e planejamento. Esta é a melhor maneira de medir o tamanho de Éris, além de ir até lá, é claro," explica Bruno Sicardy, o autor principal do trabalho. As observações da ocultação foram feitas em 26 locais diferentes espalhados por toda a Terra e que se encontravam na trajetória prevista da sombra do planeta anão - incluindo alguns telescópios de observatórios amadores. No entanto, só foi possível observar o evento diretamente em dois lugares, ambos situados no Chile: um no Observatório de La Silla do ESO com o telescópio TRAPPIST e o outro em São Pedro de Atacama, onde se utilizaram dois telescópios. Os três telescópios registraram uma diminuição do brilho da estrela distante correspondente à altura em que Éris bloqueou a sua radiação. As observações combinadas dos dois locais chilenos indicam que Éris tem uma forma praticamente esférica. Estas medições são bastante precisas no que dizem respeito à forma e ao tamanho do objeto, mas apenas se não tiverem sido distorcidas pela presença de montanhas altas, o que dificilmente existirá num corpo gelado tão grande.
Fonte: http://www.eso.org

Validado Novo Método para a Descoberta de Exoplanetas

Uma equipe de astrónomos utilizou observações realizadas pelo telescópio Kepler para confirmar com um método inovador a presença de um exoplaneta em torno de uma estrela mais maciça do que o Sol. A estrela KOI-13, uma anã de tipo espectral A0, semelhante a Sirius ou Vega, foi identificada pela equipa da missão Kepler como apresentado sinais de trânsitos de um segundo corpo, possivelmente um planeta. Designado de KOI-13.01 na nomenclatura adoptada pela equipa, o suposto planeta orbitava a estrela em apenas 1.76 dias. Nestas circuntâncias, adivinhava-se que teria algumas características pouco usuais: fortemente irradiado pela estrela hospedeira mais maciça e luminosa do que o Sol; a sua forma esférica distorcida pelas forças de maré provocadas pela estrela; uma velocidade orbital bastante elevada. Este “cocktail” tornou o KOI-13.01 num planeta interessante para experimentar um novo método de detecção de exoplanetas. De facto, recentemente foi desenvolvido um algoritmo, designado de BEER, cujo objectivo é o de detectar fotometricamente planetas em torno de estrelas mesmo quando estes não efectuam trânsitos, medindo as variações muito subtis no brilho total do sistema devidas ao movimento orbital do planeta. Esta técnica é designada de “fotometria orbital” pelos autores. As variações podem ser devidas a três factores: reflexão da luz da estrela pela atmosfera do planeta (o planeta apresenta fases diferentes ao longo da órbita); distorção do planeta pelas forças de maré provocadas pela estrela (que altera a área da superfície reflectora do planeta ao longo da órbita); “beaming” relativístico (a luz reflectida pelo planeta aumenta muito ligeiramente de intensidade e de frequência devido à elevada velocidade orbital, quando se move na direcção da Terra na sua órbita e vice-versa). Para testar a validade desta técnica os autores escolheram a estrela KOI-13, estudando a sua curva de luz obtida com o telescópio Kepler, e excluindo os trânsitos do planeta. A ideia foi escolher uma estrela para a qual se conhecia já um planeta, analizar a curva de luz da estrela fora dos trânsitos e tentar deduzir, exclusivamente por aplicação do algoritmo BEER, a existência do planeta e algumas das suas propriedades. Uma confirmação do planeta pelo algoritmo constituiria uma validação importante do método de detecção. O estudo realizado permitiu detectar variações de luminosidade devidas aos três factores acima referidos: fases, forças de maré e “beaming”. O algoritmo confirmou a presença do planeta e deduziu mesmo uma massa mínima para o mesmo de 9.2 vezes a massa de Júpiter. A técnica promete portanto. Mais, este resultado, quando conjugado com o facto do planeta realizar trânsitos, implica que a massa real do planeta será muito próxima deste limite mínimo. Um estudo prévio dos trânsitos do planeta deduziu um raio anormalmente elevado para o mesmo, cerca de 2.2 vezes o raio de Júpiter. Um planeta bizarro sem dúvida ! A estrela KOI-13, de magnitude 10, é também designada de BD+46 2629 (do catálogo Bonner Durchmusterung) e faz parte de um sistema binário descoberto pelo incrivelmente prolífico Robert Grant Aitken em 1904.
Créditos: Astro PT - http://astropt.org/blog/2011/10/19/validado-novo-metodo-para-a-descoberta-de-exoplanetas/

Dentro, através e além dos anéis de Saturno

Créditos da Imagem:Cassini Imaging Team, ISS, JPL, ESA, NASA
Uma quarta lua é visível na imagem acima, se você olhar com cuidado a imagem poderá perceber esse pequeno satélite de Saturno. Porém o que chama atenção em primeiro lugar quando você olha na imagem é Titã, a maior lua de Saturno e uma das maiores do Sistema Solar. A feição escura que cruza o topo desse mundo que está eternamente coberto por nuvens é a calota polar norte. A segunda lua mais óbvia na imagem acima é Dione, visível em primeiro plano, Dione é um satélite que aparece repleto de crateras e com longos abismos de gelo. À esquerda da imagem pode-se ver alguns anéis de Saturno, incluindo o Anel A que apresenta a escura Falha de Encke. Mais a direita, fora dos anéis está Pandora, um satélite que tem apenas 80 km de diâmetro que contribui para alterar o Anel F de Saturno como mostra o vídeo abaixo. E a quarta lua, onde está? Se você olhar com cuidado dentro da Falha de Encke poderá encontra-lo, e essa pequena lua se chama Pan. Embora seja a menor lua de Saturno com apenas 35 km de diâmetro, Pan é massivo o suficiente para ajudar a manter a Falha de Encke relativamente livre de partículas dos anéis.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111026.html

Paisagem Celeste do Centro do Cisne

Créditos e direitos autorais : Daniel Marquardt
Em pinceladas cósmicas de gás hidrogênio, essa bela paisagem cósmica se desdobra ao longo do plano de nossa Via Láctea e do centro da constelação boreal de Cisne. Registrada de um remoto local de observação (ROSA) no sul da França, a imagem abrange cerca de 6 graus. A brilhante estrela supergigante Gamma Cygni perto do centro da foto encontra-se atrás do complexo de nuvens de gás e poeira e de abarrotados campos estelares. À esquerda de Gamma Cygni, com formato de duas asas luminosas separadas por uma longa raia de poeira escura, encontra-se IC 1318, cujo nome popular é compreensivelmente a Nebulosa da Borboleta. A nebulosa mais compacta e brilhante no canto inferior direito é NGC 6888, a Nebulosa Crescente. Algumas estimativas de distância para Gamma Cygni colocam-na em torno de 750 anos-luz, enquanto estimativas para IC 1318 e NGC 6888 variam de 2.000 a 5.000 anos-luz.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br

25 de out de 2011

IC 1805: A Nebulosa do Coração

Créditos e direitos autorais: Daniel Verloop (Beursacademie)
O que fornece energia para a Nebulosa do Coração? A grande nebulosa de emissão, conhecida como IC 1805, parece, como um todo, na sua forma geral com um coração humano. A nebulosa brilha de forma intensa com em uma luz vermelha emitida pelo seu principal componente, o hidrogênio. O brilho vermelho e a sua grande forma são gerados por um pequeno grupo de estrelas localizados próximos do centro da nebulosa, que pode ser visto em detalhe na imagem abaixo. Uma visão detalhada em uma imagem feita com a técnica HDR se espalha por aproximadamente 30 anos-luz e contém muitas das estrelas mostradas acima. Esse aglomerado aberto de estrelas, ou seja, um conjunto de estrelas relativamente novas com menos de 1 bilhão de anos onde são encontradas normalmente de 10 a 1000 estrelas e que se localiza no plano galáctico, contém poucas estrelas brilhantes com uma massa aproximadamente igual a 50 vezes a massa do Sol, muitas estrelas apagadas com uma massa equivalente a uma fração da massa do Sol e um microquasar retirado que também é mostrado na segunda imagem abaixo, e que foi expelido a milhões de anos atrás. A Nebulosa do Coração está localizada a aproximadamente 7500 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Cassiopeia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111025.html

Telescópios Ajudam a Resolver Antigos Mistérios de Supernova

Esta imagem combina dados do quatro diferentes telescópios para criar uma imagem em múltiplos comprimentos de onda de tudo o que resta do exemplo documentado mais antigo de uma supernova, denominada RCW 86.Crédito: NASA/ESA/JPL-Caltech/UCLA/CXC/SAO
Um mistério que começou há quase 2000 anos, quando astrónomos chineses testemunharam o que viria a ser a explosão de uma estrela no céu, foi resolvido. Novas observações infravermelhas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA e com o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), revelam como a primeira supernova documentada da História ocorreu e como os seus restos aniquilados, em última análise, se espalharam a grandes distâncias. Os achados mostram que a explosão estelar teve lugar numa cavidade oca, permitindo com que o material expelido viajasse muito mais depressa e mais longe do que o esperado.  "Este resto de supernova ficou muito grande, muito depressa," afirma Brian J. Williams, astrónomo da Universidade Estatal da Carolina do Norte em Raleigh, EUA.

 Williams é o autor principal de um novo estudo detalhando os achados online na revista Astrophysical Journal. "É duas a três vezes maior do que esperávamos, tendo em conta que é uma supernova que explodiu há quase 2000 anos atrás. Agora, fomos capazes de finalmente descobrir a causa." Uma nova imagem da supernova, conhecida como RCW 86, foi colocada online. No ano 185, astrónomos chineses observaram uma "estrela hóspede" que misteriosamente apareceu no céu e permaneceu visível durante aproximadamente 8 meses. Na década de 60 do século passado, os cientistas determinaram que o misterioso objecto foi a primeira supernova documentada. Mais tarde, calcularam que a supernova RCW 86 estava localizada a cerca de 8000 anos-luz de distância.

Mas um mistério persistia. Os restos esféricos da estrela são maiores do que se esperava. Se pudessem ser observados no céu, hoje, no infravermelho, teriam um tamanho relativo superior à da Lua Cheia. A solução chegou através de novas observações infravermelhas obtidas com o Spitzer e com o WISE, e dados anteriores do Observatório Chandra e do Observatório XMM-Newton da ESA.
Imagens infravermelhas do Telescópio Spitzer da NASA e do WISE, combinadas nesta composição de RCW 86, os restos do exemplo documentado mais antigo de uma supernova.Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA
Os achados revelam que o evento é uma supernova do "Tipo Ia", criada pela relativamente pacífica morte de uma estrela como o nosso Sol, que depois encolheu até formar uma estrela densa a que chamamos de anã branca. Pensa-se que a anã branca tenha posteriormente explodido após ter roubado matéria, ou combustível, de uma estrela vizinha.  "As anãs brancas são como uma espécie de cinza após um incêndio," afirma Williams. "Se lhe deitamos gasolina, explode."  As observações também mostram, pela primeira vez, que uma anã branca pode criar uma cavidade à sua volta antes de explodir num evento Tipo Ia. A cavidade explica o porquê dos restos de RCW 86 serem tão grandes.

 Quando a explosão ocorreu, o material expelido viajou sem impedimentos do gás e poeira e espalhou-se rapidamente. O Spitzer e o WISE permitiram com que a equipa medisse a temperatura da poeira que constitui o resto de RCW 86 a -200º C. Calcularam então a quantidade suficiente de gás, presente dentro do resto, para aquecer a poeira àquela temperatura. Os resultados apontam para um ambiente de baixa-densidade durante grande parte da vida do resto, essencialmente uma cavidade. Os cientistas inicialmente suspeitavam que RCW 86 era o resultado do colapso do núcleo de uma supernova, o mais poderoso tipo de explosão estelar. Tinham já visto evidências de uma cavidade em torno do resto da explosão e, nessa altura, tais cavidades estavam apenas associadas com o colapso do núcleo da supernova.

Nesses eventos, as estrelas massivas libertam material antes de explodirem, esculpindo buracos à sua volta. Mas outras evidências iam contra o colapso nuclear da supernova. Dados em raios-X obtidos pelo Chandra e pelo XMM-Newton indicavam que o objecto consistia de grandes quantidades de ferro, um sinal tantalizante de uma explosão do Tipo Ia. Em conjunto com observações infravermelhas, foi pintado um quadro da explosão do Tipo Ia e da cavidade.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

Os Pilares de Estrelas de Sharpless 171

Créditos e direitos autorais : Nicolas Outters (Observatoire d'Orange)
Grandiosos pilares de gases frios e poeira escura adornam o centro da região formadora de estrelas Sharpless 171. Um aglomerado aberto de estrelas está se formando ali do gás presente em frias nuvens moleculares. À medida que a luz energética emitida pelas estrelas jovens e massivas vaporiza a poeira opaca, a região se fragmenta e pilares pitorescos formam-se dos gases remanescentes e da poeria, e então evaporam lentamente. A luz energética também ilumina o gás hidrogênio circundante, energizando-o para que brilhe como uma nebulosa de emissão vermelha. Fotografada acima está a ativa região central da nebulosa de maior emissão de Sharpless 171. Sharpless 171 reúne NGC 7822 e a região ativa registrada acima. A área acima estende-se por cerca de 20 anos-luz, localiza-se a cerca de 3.000 anos-luz de distância e pode ser vista com um telescópio na direção da constelação do hemisfério norte Cepheus, o Rei da Etiópia.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/

24 de out de 2011

Já estamos prontos para descartar a teoria do Big Bang?


Mais importante do que a teoria em si é a demonstração de que o Sol pode ser usado como laboratório para teorias cosmológicas.[Imagem: NASA]

Teoria de Eddington
Um grupo de físicos portugueses está propondo que o Sol seja usado para testar algumas teorias alternativas à Teoria da Relatividade Geral de Einstein. Jordi Casanellas e seus colegas da Universidade Técnica de Lisboa afirmam que uma teoria proposta há mais de um século por Arthur Eddington não foi totalmente descartada pelas observações recentes dos neutrinos solares e das ondas acústicas solares. E, segundo eles, uma variante da teoria de Eddington pode ajudar a resolver algumas das deficiências das teorias atuais.

Problemas da Teoria da Relatividade
A Teoria da Relatividade Geral, que descreve a gravidade como a curvatura do espaço-tempo por corpos celestes de grande massa, tem passado por todos os testes aos quais tem sido submetida ao longo dos anos. Mas isto não significa que ela não tenha problemas. Além da bem conhecida dificuldade de unificação com a mecânica quântica e das ainda pendentes explicações para a matéria e a energia escuras, há o problema bem mais sério das singularidades, onde as leis da física simplesmente se esfacelam.

Buracos negros e Big Bang
 Em 2010, Máximo Bañados (Universidade Católica do Chile) e Pedro Ferreira (Universidade de Oxford) propuseram uma variante da teoria de Eddington que adiciona um termo gravitacional repulsivo para a teoria da relatividade. Mas o que parece ser a simples adição de mais um membro a uma equação tem um efeito devastador sobre o entendimento mais geral do cosmo. Esse termo gravitacional repulsivo não apenas elimina a necessidade das singularidades - ele descarta a formação dos buracos negros e a ideia de que o Universo teria surgido de um Big Bang.

Sol como laboratório
Quando tenta interpretar um campo gravitacional em um vácuo, essa teoria inspirada em Eddington é equivalente à teoria da relatividade. Mas ela prevê efeitos diferentes para a gravidade agindo no interior da matéria. O lugar ideal para testar essas diferenças seria o interior de estrelas de nêutrons. Embora se acredite que estrelas de nêutrons possam acordar o vácuo quântico, não se sabe o suficiente a respeito delas para comparar as duas teorias. Por exemplo, recentemente foi encontrada uma estrela de nêutrons cuja existência os astrônomos acreditavam ser impossível. Entra em cena então a proposta de Casanellas e seus colegas portugueses: usar o Sol. Mesmo sendo uma fonte de gravidade muito menos extrema do que uma estrela de nêutrons, o funcionamento do interior do Sol já é razoavelmente bem descrito pelos modelos solares. O grupo de Casanellas calculou que, mesmo em sua forma newtoniana, não-relativística, a teoria derivada de Eddington prevê diferenças quantificáveis nas emissões solares em comparação com a teoria gravitacional padrão, desenvolvida por Einstein.

Constante gravitacional na matéria
O termo gravitacional repulsivo na teoria de Bañados e Ferreira, afirmam eles, seria equivalente a dar um valor diferente para a constante gravitacional no interior da matéria. E intensidades diferentes da gravidade no interior do Sol devem resultar em diferenças em sua temperatura interna, uma vez que se assume que o Sol está em equilíbrio hidrostático - a pressão para dentro de sua massa é equilibrada pela pressão para fora gerada pelas reações de fusão nuclear em seu interior. Uma temperatura mais elevada implica uma maior taxa de fusão nuclear, o que, por sua vez, implica em uma maior taxa de emissão de neutrinos solares, algo diretamente mensurável. E não apenas isso: uma força da gravidade maior no interior do Sol implica em uma variação na sua distribuição de densidade, o que deve modificar a propagação das ondas acústicas em seu interior, o que pode ser medido com as técnicas da heliossismologia. Todos esses dados já estão disponíveis. Contudo, eles colocam sérias restrições à nova teoria, impondo limites muito estreitos para seus valores. Mas não a descartam, afirmam os pesquisadores, salientando que os dados apenas colocam limites para a nova teoria. Um teste mais rigoroso exigiria melhorias nos modelos solares, incluindo a abundância de hélio na superfície do Sol, ou medições mais precisas dos fluxos de neutrinos. Para apenas fazer o teste já é por si um enorme avanço, demonstrando que nossa estrela - tão pequena em termos cósmicos - pode ser usada para fazer experimentos de teorias com potencial de explicação em termos universais.

Esfera no buraco 
Paolo Pani, um dos membros da equipe, sugere um teste alternativo, aqui na Terra mesmo. Para ele, tanto a teoria derivada de Eddington, quanto outras teorias alternativas da gravidade, poderiam ser testadas medindo a atração gravitacional entre uma esfera de metal inserida em um buraco no solo e a massa da Terra ao seu redor. A ideia é fazer um buraco onde coubesse apenas a esfera, e nada mais, com uma precisão gigantesca, de forma que a medição mostrasse apenas a intensidade da gravidade no interior da matéria, e não no vazio ao seu redor - no caso, no ar. Entretanto, o próprio Pani concorda que projetar esse experimento apresenta desafios consideráveis. Não poderia ser diferente para alguém que tenha a pretensão de desbancar uma das teorias de maior sucesso até hoje.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Pequeno mundo “Branca de Neve” tem água congelada e talvez atmosfera

Cientistas descobriram um mundo misterioso apelidado de “Branca de Neve”, um planeta anão coberto de gelo que se encontra perto de Netuno, e que pode ostentar restos de uma fina atmosfera. Branca de Neve, oficialmente conhecido como 2007 OR10, orbita o sol como parte do Cinturão de Kuiper. Ele é na verdade vermelho, mas metade de sua superfície é coberta por gelo que provavelmente veio de criovulcões antigos. A tonalidade avermelhada do planeta anão provavelmente vem de uma fina camada de metano, os últimos suspiros de uma atmosfera que se desintegrou no espaço por eras.
“Esta bela imagem mostra o que já foi um mundo pequeno ativo com vulcões e atmosfera, e é agora apenas um local congelado, morto, com uma atmosfera que está lentamente desaparecendo”, disse o autor do estudo, Mike Brown. Branca de Neve tem cerca de metade do tamanho de Plutão. Como Plutão, é parte do Cinturão de Kuiper, que é o anel de corpos gelados que orbita o sol além de Netuno. Na época de sua descoberta, em 2007, Brown calculou que Branca de Neve tinha se quebrado há muito tempo de outro planeta anão, chamado Haumea. Haumea, um estranho corpo da forma de uma bola de futebol, é revestido de água congelada, então Brown conclui que o planeta anão também era – daí o apelido de Branca de Neve. No entanto, observações de acompanhamento logo mostraram que Branca de Neve, como muitos outros objetos do Cinturão de Kuiper, era na verdade muito vermelho. Então, Brown e sua equipe não estavam esperando encontrar um monte de gelo quando usaram um telescópio no Chile para dar uma olhada na Branca de Neve no ano passado. Mas dados espectrais mostraram que a água congelada era abundante na superfície da Branca de Neve. Os cientistas conhecem outro planeta anão que é vermelho e coberto com água congelada: Quaoar, que Brown e sua equipe descobriram em 2002. Os pesquisadores acreditam que Quaoar, que é ligeiramente menor do que Branca de Neve, já teve uma atmosfera de compostos voláteis, tais como metano, monóxido de carbono e nitrogênio. Mas a sua gravidade não era forte o suficiente para prender estes produtos químicos, e o mundo de gelo começou a perder sua atmosfera para o espaço. Com o tempo, tudo escapou, exceto metano. E a radiação do espaço transformou as moléculas de metano – que consistem em um átomo de carbono ligado a quatro átomos de hidrogênio – em longas cadeias de hidrocarbonetos. Essas cadeias parecem vermelhas para os nossos instrumentos, e ficam em cima da superfície de água gelada de Quaoar. A Branca de Neve é semelhante a Quaoar, sugerindo que processos semelhantes ocorreram em ambos os planetas anões.  “Essa combinação – vermelho e água – me diz ‘metano’”, disse Brown. “Estamos basicamente olhando para o último suspiro da Branca de Neve. Por quatro e meio bilhões de anos, Branca de Neve esteve lá fora, perdendo lentamente sua atmosfera, e agora há apenas um pouco dela”. Enquanto Branca de Neve definitivamente tem um monte de gelo em sua superfície, a evidência para o metano não é conclusiva.  Os pesquisadores esperam usar telescópios ainda maiores para examinar o planeta anão no futuro.
Fonte: http://hypescience.com
[LiveScience]

Astrônomos acreditam ter flagado o processo de nascimento de uma estrela

PARANAL - Um time internacional de astrônomos flagrou o que pode ser o processo de nascimento de uma estrela. Com o uso de um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), a equipe foi capaz de estudar o curto ciclo de vida do disco de materiais em torno de uma estrela jovem. Os planetas se formam a partir de discos de material em torno dessas estrelas, mas a transição do disco de poeira ao sistema planetário é rápido e poucos objetos são capturados durante esta fase. Um dos objetos é Chamaeleontis T (T Cha), uma estrela da constelação Chamaeleon que é comparável à do Sol, mas muito próximo ao início da sua vida.  Estudos iniciais mostram que a T Cha foi um excelente alvo para estudar como o sistema planetário é formado - observa Johan Olofsson, do Instituto de Astronomia Max Planck, na Alemanha, um dos autores da publicação no jornal Astronomy & Astrophysics
Fonte: http://oglobo.globo.com 

HH-222: A Nebulosa da Queda d’Água

Créditos da Imagem: Z. Levay (STScI/AURA/NASA), T.A. Rector (U. Alaska Anchorage) & H. Schweiker (NOAO/AURA/NSF), KPNO, NOAO
O Que criou a Nebulosa da Queda d’Água? Ninguém sabe. A estrutura vista na região da NGC 1999 na Grande Nuvem Molecular de Orion é uma das estruturas mais misteriosas encontrada no céu. Designada como HH-222, o alongado jato gasoso se estica por aproximadamente dez anos-luz e emite uma vasta quantidade de cores pouco comum. Uma hipótese é que o filamento de gás resulta do vento proveniente de uma estrela jovem que se chocou com uma nuvem molecular próxima. Não existe explicação, por exemplo, por que a Nebulosa da Queda d’Água e jatos mais apagados parecem convergir para um ponto brilhante mas que de forma pouco comum não é uma fonte de rádio térmica localizada na direção superior esquerda da estrutura em curva. Outra hipótese é que a pouco comum fonte de rádio se origina de um sistema binário contendo uma anã branca quente, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, e que a Nebulosa da Queda d’Água seria apenas o jato proveniente desse sistema energético. Esses sistemas, contudo, são normalmente emissores fortes de raios-X, e nenhuma emissão de raio-X foi detectada dessa nebulosa. Até o momento, esse caso permanece sem solução. Talvez, observações futuras e outras inteligentes deduções possam desvendar a verdadeira origem dessa enigmática nebulosa.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111024.html

Um Gigante Vermelho Explodindo

Após 4.5 milhões de anos de vida, um milésimo da idade do Sol, a HD 192163 começou a sua corrida para se tornar uma supernova catastrófica. Primeiro ela se expandiu enormemente para se tornar uma gigante vermelha e ejetou suas camadas externas a uma velocidade aproximada de 20000 milhas por hora. Duzentos mil anos depois, um piscar de olhos na vida de uma estrela normal, a intensa radiação da camada mais interna quente e exposta da estrela começa a empurrar o gás para longe a uma velocidade que excede os 3 milhões de milhas por hora. Quando esse vento estelar de alta velocidade se choca com o vento mas lento da gigante vermelha, uma densa concha é formada. Na imagem, uma porção da concha é mostrada em vermelho. A força da colisão cria duas ondas de choque, uma que se move para fora desde a densa concha para criar a estrutura em forma de filamentos de cor verde e outra que se move em direção interna para produzir uma bolha com temperatura de milhões de graus Celsius emissora de raios-X, mostrada em azul na imagem. A brilhante emissão de raios-X está próxima da parte mais densa da concha de gás comprimida, indicando que o gás quente está evaporando matéria da concha. A estrela massiva HD 192163 que produziu a nebulosa aparece como um ponto brilhante no centro da imagem. A estrela HD 192163 provavelmente explodirá como uma supernova em aproximadamente cem mil anos. Essa imagem permite que os astrônomos possam determinar a massa, a energia, e a composição da concha gasosa ao redor da estrela antes de virar uma supernova. Um entendimento sobre esses ambientes fornece dados importantes para que se possam interpretar observações de supernovas e de suas partes remanescentes. A imagem acima é uma composição de dados de raios-X (azul) e óptico (vermelho e verde) e revela dramáticos detalhes de uma porção da conhecida Nebulosa Crescente uma gigantesca concha gasosa criada por poderosos ventos que tem suas origens na massiva estrela HD 192163.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com

Nuvens de Júpiter

 Créditos da Imagem: NASA, Johns Hopkins U. APL, SWRI
Sonda New Horizons fez impressionantes imagens de Júpiter, quando passou pelo planeta a caminho de Plutão. Famoso por ter a maior tempestade do Sistema Solar, a Grande Mancha Vermelha, Júpiter é conhecido também por ter em sua atmosfera visível da Terra, bandas de nuvens equatoriais regulares, que qualquer telescópio de tamanho moderado pode revelar com facilidade. A imagem acima, foi feita em 2007 próximo do terminador de Júpiter e mostra a grande diversidade dos padrões de nuvens do gigante Joviano. Na parte esquerda da imagem estão as nuvens mais próximas do pólo sul de Júpiter. Nesse local turbulentos redemoinhos e turbilhões são vistos numa região escura, denominada de cinturão, que envolve todo o planeta. Mesmo as regiões com tonalidades claras, chamadas de zonas, mostram uma espetacular estruturação, completada com complexos padrões de onda. A energia que dirige essas ondas certamente vem de baixo. A sonda New Horizons é considerada a sonda mais rápida já lançada, ela está agora passando pela órbita de Saturno e Urano e está na sua trajetória que deve alcançar o seu destino final, ou seja, o planeta Plutão, em 2015.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111023.html

21 de out de 2011

Lua e Marte farão parte de chuva de meteoros que ocorrerá neste sábado

Meteorologistas estimam que mais de 15 meteoritos por hora, desprendidos do cometa Halley, atravessem a atmosfera terrestre
A Lua e Marte farão parte do espetáculo estelar que poderá ser visto neste fim de semana na abóbada celeste durante a chuva anual de meteoritos de Oriónidas, que neste ano é esperada para o próximo sábado, informa a Nasa (agência espacial americana).

Fonte: ESTADÃO
Divulgação/Nasa.Chuva de meteoros de 2005 vista do espaço

Os meteorologistas estimam que mais de 15 meteoritos por hora, desprendidos do cometa Halley, atravessem a atmosfera terrestre no sábado ao amanhecer, quando a chuva alcançar seu máximo apogeu.  "Embora não seja a maior chuva de meteoros do ano, definitivamente vale a pena se levantar para vê-la", disse Bill Cooke, do Escritório Ambiental sobre Meteoritos da Nasa. O especialista indicou que, neste ano, as Oriônidas emergirão do céu na noite emolduradas por algumas das constelações mais brilhantes procedentes de Órion e passarão por Touro, Gêmeos, Leão e Ursa Maior. Mas este ano, além disso, Lua e Marte são parte do espetáculo. O satélite natural da Terra e o Planeta Vermelho formarão os dois vértices de um triângulo celeste que fechará Regulus, a estrela mais brilhante da constelação Leão no momento mais ativo da chuva, horas antes do amanhecer. Cooke e sua equipe estarão vigiando os meteoritos que atravessarem a Terra e também os que impactarem na Lua, já que, segundo ele, os restos de cometas como o Halley estão presentes em todo o sistema Terra-Lua. A diferença é que a Lua, por não ter atmosfera, recebe os meteoritos diretamente, os quais impactam e explodem na superfície lunar, provocando o aquecimento térmico das rochas lunares e um brilho que às vezes é visto da Terra com telescópios. A equipe de Cooke começou a trabalhar em 2005 e, desde então, detectou mais de 250 meteoritos lunares, alguns dos quais explodem "com energias superiores a centenas de quilos de dinamite".  Neste período, registraram 15 Oriônidas que bateram a Lua, duas em 2007, quatro em 2008, e nove em 2009. Observar como esses meteoritos batem no satélite é uma boa maneira de aprender sobre a estrutura dos fluxos de detritos do cometa e a energia de suas partículas, explica o cientista, que ajudará seu grupo a calcular os fatores de risco para os astronautas que esperam, algum dia, voltar a caminhar sobre a superfície lunar.

Arp 148: Quando as Galáxias Colidem

Crédito de imagem: NASA, ESA, Hubble Heritage o (STScI / AURA) Colaboração -ESA/Hubble, e A. Evans (Universidade de Virginia, Charlottesville / NRAO / Stony Brook University)
Este par de galáxias interagindo está incluído no catálogo Arp de galáxias peculiares como o número 148. Arp 148 é o resultado impressionante de um encontro entre duas galáxias, resultando em uma galáxia em forma de anel e uma companheira de cauda longa. A colisão entre duas galáxias principais produziu um efeito de onda de choque que primeiro sugou a matéria para o centro e, em seguida, se propagou para fora em um anel. A companheira perpendicular alongada do anel sugere que o Arp 148 é uma imagem única de uma colisão em curso. Observações infravermelhas revelam uma região de forte obscurecimento que aparece como uma faixa escura de poeira por todo o núcleo quando o par é observado na luz óptica. O Arp 148 é apelidado de Objeto Mayall e está localizado na constelação de Ursa Major, Ursa Maior, a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra. Esta imagem é parte de uma grande coleção de 59 imagens de galáxias em fusão tomadas pelo Telescópio Espacial Hubble e lançada em abril 24, 2008, em comemoração do 18 º aniversário do observatório espacial.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2085.html 

Nuvens de Perseu

Créditos e direitos autorais : Image Data - Bob Caton, Al Howard, Eric Zbinden, Rogelio Bernal Andreo; Processing - Rogelio Bernal Andreo
Nuvens cósmicas de gás e poeira derivam através dessa magnífica imagem panorâmica que se espalha por aproximadamente 17 graus próximo da borda sul da constelação de Perseus. A paisagem estelar começar com o brilho azulado das estrelas de Perseus à esquerda, mas se você tentar olhar essas estrelas seus olhos serão diretamente levados a observar a impressionante NGC 1499. Também conhecida como Nebulosa da Califórnia, seu brilho característico de gás hidrogênio atômico é energizado pela luz ultravioleta proveniente da luminosa estrela azul Xi Persei que se localiza imediatamente à direita da nebulosa. Continuando a viagem pela imagem nos deparamos com o intrigante aglomerado estelar jovem conhecido como IC 348 e com a sua vizinha, a Nebulosa do Fantasma Voador, ambos localizados um pouco a direita do centro da imagem. conectada por filamentos de escuros e empoeirados na parte externa de uma gigantesca nuvem molecular, outra região ativa de formação de estrelas, a NGC 1333, localiza-se perto da borda superior direita do campo de visão. Com um brilho mais apagado, nuvens de poeira se espalham pela cena flutuando a centenas de anos-luz acima do plano da Via Láctea e refletindo a luz das estrelas que constituem a nossa galáxia.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111021.html

Telescópio da ESA revela reservatório de água em torno de estrela

Ilustração de um artista do disco de gelo ao redor da jovem estrela TW Hydrae, situada cerca de 175 anos-luz de distância, na constelação de Hydra.Foto: ESA/Nasa/JPL-Caltech/Divulgação
O telescópio Herschel da ESA encontrou evidências de vapor de água proveniente de gelo em grãos de poeira ao redor de uma estrela jovem, revelando um reservatório de gelo escondido do tamanho de milhares de oceanos. A estrela TW Hydrae, que possui entre 5 e 10 milhões de anos de idade e apenas 176 anos-luz de distância, está na fase final da formação. Acredita-se que uma grande proporção da água da Terra pode ter vindo de gelo carregado de cometas que bombardearam nosso mundo durante e após sua formação. Estudos recentes do cometa 103P/Hartley 2 com o Herschel desvendaram como a água pode ter vindo para a Terra. Até agora, porém, quase nada se sabia sobre reservatórios em discos de formação planetária em torno de outras estrelas. A água detectada no disco em torno da TW Hydrae poderia ser uma rica fonte de água para quaisquer planetas que se formam perto desta estrela jovem. Os cientistas fizeram simulações detalhadas, combinando os novos dados com observações terrestres anteriores, e calcularam o tamanho dos reservatórios de gelo nas regiões de formação planetária. Os resultados mostram que a quantidade total de água no disco em torno desta estrela encheria vários milhares de oceanos da Terra. Esta pesquisa abre novos caminhos na compreensão da origem da água no planeta. "Com o Herschel, podemos seguir o rastro de água por todas as etapas de formação estelar e planetária", explica Göran Pilbratt, cientista de Projeto Herschel.
Fonte: ESA

A Galáxia Starburst IC 10

Créditos e direitos autorais : Mike Siniscalchi
Escondida por trás de poeira e estrelas perto do plano de nossa Galáxia Via Láctea está a IC 10, a apenas 2,3 milhões de anos-luz de distância. Apesar de sua luz ser escurecida pela poeira interveniente, a galáxia anã irregular ainda exibe vigorosas regiões formadoras de estrelas que cintilam com um brilho avermelhado revelador nesta colorida paisagem celeste. Na verdade, a IC 10 é também membro do Grupo Local de Galáxias, e é a mais próxima galáxia starburst conhecida. Comparada a outras galáxias do Grupo Local, a IC 10 tem uma população maior de estrelas recém-formadas que são massivas e intrinsecamente muito brilhantes, incluindo um sistema estelar binário luminoso de raios-X, que se acredita conter um buraco negro. Localizada dentro dos limites da constelação boreal de Cassiopéia, IC 10 tem aproximadamente 5.000 anos-luz de extensão.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br  

20 de out de 2011

As supernovas mais antigas e distantes

© Subaru (Supernova Tipo Ia)

Uma equipe de astrônomos japoneses, israelenses e americanos usaram o Telescópio Subaru para montar a maior amostra já encontrada das supernovas mais distantes, que emitiram luz a cerca de dez bilhões de anos atrás, muito antes da Terra ser formada. Os pesquisadores usaram esta amostra de supernovas antigas para determinar com que freqüência tais explosões de estrelas ocorriam no Universo jovem. Supernovas têm uma grande importância em astrofísica. Elas são fábricas de elementos da natureza: essencialmente todos os elementos da tabela periódica que são mais pesados ​​que o oxigênio foram formados através de reações nucleares imediatamente anterior e durante essas explosões colossais. As explosões arremessam esses elementos no espaço interestelar, onde servem como matéria-prima para as novas gerações de estrelas e planetas.

Assim, os átomos em nossos corpos, como os átomos de cálcio em nossos ossos ou os átomos de ferro em nosso sangue, foram criados em supernovas. Ao rastrear a frequência e tipos de explosões de supernovas de volta no tempo cósmico, os astrônomos podem reconstruir a história do Universo, a partir da mistura simples de hidrogênio e hélio que existiu durante os primeiros bilhões de anos após o Big Bang, até a atual riqueza de elementos. No entanto, olhar de volta no tempo requer explorar grandes distâncias, significando que essas explosões luminosas são extremamente tênues e difíceis de serem detectadas. Para superar esse obstáculo, a equipe se aproveitou de uma combinação de propriedades do Telescópio Subaru: o poder da luz captação de seu grande espelho primário de 8,2 metros; a nitidez de suas imagens, e o amplo campo de visão de sua câmera com foco principal (Suprime-Cam).

Em quatro ocasiões distintas, eles apontaram o telescópio para um único campo chamado de campo Subaru Deep, que se estende por uma área do céu semelhante à Lua cheia, permitindo que a luz tênue das supernovas nas galáxias mais distantes se acumulam ao longo de várias noites de cada vez, formando assim uma exposição muito longa e profunda do campo. Cada um das quatro observações captou cerca de 40 supernovas no ato de explodir entre as 150.000 galáxias no campo. Ao todo, a equipe descobriu 150 explosões, incluindo uma dúzia que estão entre as mais distantes e antigas. Análise dos dados mostrou que as supernovas do tipo chamado "termonuclear" explodiam cerca de cinco vezes mais frequentemente no Universo jovem, cerca de dez bilhões de anos atrás, do que hoje.

Supernovas termonucleares, muitas vezes chamadas de Tipo Ia, são uma das principais fontes de geração do elemento ferro no Universo. E os elementos anteriores, como oxigênio e carbono de que necessitamos para existirmos também foram espalhados por estas supernovas. Igualmente importante, essas explosões serviram como marcadores de distância cósmica para os astrônomos. Durante a última década, eles revelaram que a expansão do Universo, em que todas as galáxias estão se afastando umas das outras, está acelerando sob a influência da energia escura misteriosa.

No entanto, a natureza das supernovas termonucleares é mal compreendida, e tem havido intenso debate sobre a identidade das estrelas antes de explodirem. Ao revelar o intervalo da idade das estrelas que explodem, novas descobertas fornecem algumas pistas importantes para resolver este mistério. Os resultados correspondem a um cenário no qual as supernovas termonucleares são o produto da fusão de um par de anãs brancas. Observações futuras com a próxima geração de imagens da câmera Subaru, a Hyper Suprime-Cam, permitirá a descoberta de amostras maiores de supernovas mais distantes.
Fonte: Astro News

Exoplaneta ou estrela? Objeto celeste mais frio já fotografado

Impressão artística da anã-marrom e sua companheira, tão fria quanto um planeta.[Imagem: Janella Williams]

Planeta ou estrela morta?

Astrônomos fotografaram diretamente uma estrela anã-marrom e sua companheira - algo entre um exoplaneta e uma estrela morta - que tem uma temperatura similar à de um deserto na Terra. "Este companheiro tipo planetário é o objeto mais frio já fotografado diretamente fora do nosso Sistema Solar," garante Kevin Luhman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Os cientistas ainda discutem se podem catalogar o objeto celeste como um exoplaneta.  "Sua massa é semelhante à de muitos planetas extrassolares - de seis a nove vezes a massa de Júpiter - mas, em outros aspectos, ele é mais parecido com uma estrela," diz Luhman. Em tese, o corpo celeste seria uma pequena estrela extremamente fria.
Foto em infravermelho do objeto celeste mais frio já visto diretamente - à esquerda, marcado como "cold companion" (companheiro frio). . [Imagem: Luhman et al.]

Estrelas frias

Há poucos meses, astrônomos identificaram as estrelas mais frias do Universo, mas elas não foram fotografadas diretamente, como agora. A candidata a estrela mais fria até agora estudada tem a temperatura similar à de uma xícara de café:  A estrela agora fotografada é chamada WD 0806-661 B, representada na ilustração orbitando sua companheira também muito fria para uma estrela, uma anã-marrom, o núcleo colapsado de uma estrela que está morrendo. Os astrônomos calcularam a temperatura dessa "estrela planetária" entre 26 e 70 graus Celsius.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Caudas do Cometa Garrad

Créditos e direitos autorais : Gregg Ruppel
Considerado um bom alvo para binóculos e pequenos telescópios, o cometa Garradd (C/2009 P1) brilha agora nos céus do planeta Terra à noite, um artista que tem apresentações constantes para nós, mas que ainda se exibe abaixo do limite da visibilidade a olho nu. Imagens telescópicas compostas como essa feita no dia 15 de Outubro de 2011 pode encontrar o cometa com um coma verde encantadora, mostrando múltiplas caudas e brilhando firme contra um fundo de estrelas fracas. O campo de visão é maior que 1 grau ou algo em torno de duas luas cheias e localiza-se dentro da borda sul da constelação de Hercules. Agora, a uma distância de cerca de 16 minutos-luz (2 unidades astronômicas)da Terra, o P1 Garradd é um cometa intrinsecamente grande, mas nunca vai fazer uma aproximação muito perto da Terra ou do Sol, enquanto estiver varrendo o interior do Sistema Solar. Como resultado, o cometa provavelmente só se apresentará para observadores munidos de telescópios, movendo-se lentamente através do céu e permanecendo na constelação de Hércules pelos próximos meses.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111020.html

Chuva de cometas em Sistema Solar próximo

Concepção artista ilustra uma tempestade de cometas em torno de uma estrela perto da nossa, chamada Eta Corvi. Evidência para esse bombardeio vem do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, cujos detectores de infravermelho captaram indícios de que um ou mais cometas recentemente foram rasgados em pedaços depois de terem colidido com um rochoso. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech
O telescópio espacial Spitzer detectou uma chuva de cometas em um sistema similar ao que teria sido o Sistema Solar há milhões de anos, no período conhecido como o Intenso Bombardeio Tardio, que possivelmente deu à Terra água e outros ingredientes vitais para a vida. Esta descoberta poderia ajudar a entender melhor como foi a chuva de cometas e objetos gelados que caíram do Sistema Solar exterior batendo nos planetas interiores, deixando grandes quantidades de pó e outros elementos que causaram, por exemplo, as crateras da Lua. O que o telescópio Spitzer detectou consiste em uma nuvem de poeira ao redor de uma estrela brilhante próxima chamada Eta Corvi, que coincide com o conteúdo de um cometa gigante destruído. Esta poeira se encontra perto suficiente da estrela para se acreditar que houve uma colisão entre um planeta e um ou vários cometas. Pesquisadores indicam que o sistema Eta Corvi, que tem aproximadamente 1 bilhão de anos, tem a idade adequada para produzir uma tempestade como esta. Os astrônomos usaram os detectores de infravermelho do Spitzer para analisar a luz que procede do pó ao redor do Eta Corvi, nos quais encontraram sinais químicos de gelo de água, matéria orgânica, e rocha, o que significa que provém de um cometa gigante. As características da poeira também se assemelham ao meteorito Almahata Sitta, que deixou cair fragmentos na Terra em 2008, no Sudão. Os especialistas indicam que as semelhanças entre o meteorito e o objeto destruído que rodeia o Eta Corvi implica um lugar comum de origem. O Sistema Solar tem uma região similar de asteroides, conhecido como cinturão de Kuiper, onde flutuam os restos de matéria gelada e rochosa que ficaram após a formação dos planetas há 4,5 bilhões de anos.

Astrônomo do Havaí registra 1ª imagem de planeta em formação

A ilustração mostra como se dá a formação de um novo planeta, no espaço entre a estrela e um disco de gases.Foto: Karen L. Teramura/UH IfA/Divulgação
Um astrônomo da Universidade do Havaí (EUA) registrou a primeira imagem de um planeta em processo de formação em torno de uma estrela. Trata-se do planeta mais jovem já encontrado, com aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter. O corpo celeste recém descoberto ganhou o nome de LkCa 15 b e está cercado de poeira cósmica e gases. Adam Kraus e seus colegas utilizaram os telescópios Keck para registrar as imagens. É a primeira vez que cientistas conseguem medir um planeta tão no início de sua formação. Kraus apresentou a descoberta em um encontro da Nasa na quarta-feira. A pesquisa do grupo começou com o estudo de 150 jovens estrelas. Após primeiras análises, eles reduziram o campo de estudo a 12 estrelas. O LkCa 15 b era o segundo da lista e os cientistas imediatamente souberam que estavam diante de algo novo. A coleta de dados começou há um ano.
Fonte: TERRA

Astrônomos desvendam mistério de estrela ‘vampira’

Astros aparentam ser mais jovens do que realmente são. Segundo cientistas, elas 'roubam' energia de estrela irmã.
A imagem mostra o aglomerado estelar NGC 188 com as estrelas ‘vampiras’ circuladas (Foto: Noaa)
Um tipo de estrela que não deveria existir pode ter sido finalmente entendido por astrônomos em um estudo a ser publicado nesta quinta-feira (19) na revista científica britânica “Nature”. Entre os cientistas elas são conhecidas oficialmente como “retardatárias azuis”, mas têm o apelido de “estrelas vampiras”, por parecem mais jovens do que são. Esses astros se destacam por parecem mais quentes e jovens do que seus vizinhos, embora tenham sido formados mais ou menos na mesma época que eles. Estava claro para os cientistas que essas estrelas tinham mais energia do que as outras. O mistério era como isso acontecia: se através de colisões com a vizinhança ou por meio da boa e velha roubalheira mesmo. Agora, a equipe de Aaron Geller e Robert Mathieu descartou a possibilidade de colisões. Sobrou a outra: as estrelas vampiras roubariam a energia de outras para ficarem mais jovens. A maioria delas, segundo o grupo, é parte de um sistema binário: ou seja, tem uma estrela “irmã” presa em sua órbita. O difícil é ver essa irmã: uma vez que a vampira suga sua energia, o brilho fica muito fraco para ser detectado por telescópios. A dupla pretende agora usar o telescópio espacial Hubble para confirmar seus achados.

HE 1013-2136 - Um quasar em interacção gravitacional

Crédito: European Southern Observatory (ESO), Klaus Jäger et al.
Telescópio: Very Large Telescope (VLT) - Kueyen (Paranal Observatory, ESO).
Instrumento: FOcal Reducer/low dispersion Spectrograph 2 (FORS2)
Esta imagem mostra que um quasar (núcleo luminoso de uma galáxia activa) distante está envolvido numa batalha gravitacional com as suas galáxias vizinhas. As estruturas reveladas por esta fotografia apoiam a hipótese de que a actividade em quasares está ligada à interacção entre galáxias. A imagem deste quasar, que se encontra a 10 mil milhões de anos-luz e se denomina HE 1013-2136, foi obtida num dos telescópios de 8 m do VLT (ESO), situado no Paranal, Chile.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/  

19 de out de 2011

Fim de jogo para o bóson de Higgs?

A massa da matéria

A peça fundamental que está faltando para o modelo da física de partículas está ficando sem lugar para se esconder. Acostumados com um apregoado "estudo objetivo da matéria", é quase de espantar que ninguém saiba até hoje o que dá "materialidade" à matéria - até agora, tudo o que os físicos conseguiram encontrar não se distancia muito de um mar de energia. A peça que está faltando - pelo menos até agora vista como uma peça única - é o famoso bóson de Higgs, já chamada de Partícula de Deus porque se atribui a ela a capacidade de dar massa a toda a matéria.

Um bóson Z, uma possível cria de um bóson Higgs, decai em dois elétrons (verde) e dois múons (vermelho).[Imagem: CERN]
 
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A localização do bóson de Higgs era um dos resultados mais esperados do Grande Colisor de Hádrons, o LHC, o maior experimento científico da história. Mas os milhares de físicos trabalhando nos diversos detectores do LHC já descartaram a maior parte das faixas de massa que o bóson de Higgs poderia ter, deixando apenas um estreito segmento ainda a ser pesquisado.  "Se ele existir, ele estará lá. E, se não estiver, saberemos que [o bóson de Higgs] é ficção científica por volta do mês de Dezembro," afirma Vivek Sharma, da Universidade da Califórnia, em San Diego. Sharma é coordenador da equipe internacional que procura o bóson de Higgs no detector CMS, um dos dois maiores instrumentos do LHC - o outro é o Atlas.

Bóson de Higgs

Acelerando prótons ao longo dos 27 quilômetros do anel do LHC, e fazendo-os colidir uns com os outros, os cientistas recriam as condições que se acredita existirem no nascimento do Universo. Nessas colisões, o bóson de Higgs - se ele realmente existir - deveria aparecer e rapidamente decair em outras partículas mais familiares e facilmente detectáveis pelo CMS e pelo ATLAS. O problema é que essas colisões já foram feitas e analisadas na maior parte das faixas de massa que o bóson de Higgs poderia ter. E todas foram eliminadas com uma confiabilidade de 95%. Agora só resta a estreita faixa entre 114 e 145 GeV (giga-elétron volts, uma medida de massa). Nas próximas semanas, os cientistas vão terminar de coletar e analisar cerca de duas vezes mais dados do que analisaram para eliminar as outras faixas de massa - a coleta de dados deverá estar terminada até o final de Outubro.  "Estamos entrando agora em uma fase muito entusiasmante na caça pelo bóson de Higgs," disse Sharma.

O que há no horizonte

E, se antes do início dos experimentos, os físicos pensavam em termos de "Onde o bóson de Higgs será encontrado?", agora a questão que paira no ar é "Será que o bóson de Higgs existe mesmo?"  Qualquer que seja a resposta, será uma resposta histórica: "De uma forma ou de outra, estaremos frente a frente com uma grande descoberta. E isto estará decidido até o final do ano," reafirma Sharma. Mas, e se o bóson de Higgs não for encontrado? Então, uma série de hipóteses e novas teorias, que hoje são ditas alternativas, ou especulativas, passarão a receber muito mais atenção. E os físicos se sentirão encorajados a apresentar ideias ainda mais extravagantes. Não poderia ser diferente. A história mostra que nenhuma nova teoria ganhou aceitação da comunidade científica sem antes passar pelas provas de fogo do descrédito e do tempo, essencial para que elas sejam "digeridas".
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br
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